Programa

Aula 1: Analogia do Organismo e Máquina no Contexto Vegetal
O objetivo dessa primeira parte do curso é apresentar a Analogia como ferramenta para a construção de hipóteses e teorias cientificas e abordar algumas de suas potencialidades e limitações. Após essa etapa o objetivo é buscar analisar a atuação dessa ferramenta na botânica trazendo alguns desenvolvimentos da ciência do século XX e XXI no campo da botânica e suas interações com a Analogia. A analogia objetiva a aproximação de dois universos de conhecimentos distintos para importar relações válidas de um universo para outro. Nesse curso iremos aproximar os organismos às máquinas. Entretanto, por se tratar de objetos extremamente distintos, a certa altura as relações cessarão de ser válidas e avançar além desse limite pode acarretar falsas relações. Ao pensarmos na máquina podemos entendê-la como um autômato que desempenha determinada ação e é composto por partes internas em que todas se interconectam para que o autômato possa realizar essa determinada ação. Essa relação pode ser transportada ao ser vivo, pois esse se constitui de órgãos necessários para manter o organismo vivo (relação parte e todo). A relação entre as partes e o todo de um ser vivo é uma das matérias que engloba a Morfologia Vegetal que descreve as partes do vegetal e como essas se relacionam como o todo do indivíduo. O Darwinismo, em 1920, era a principal corrente de pesquisa e que validava a relação de parte e todo oriunda da analogia Organismo-Máquina. Essa linha de pesquisa foi deixada de lada por volta das décadas de 1960 por ser considerada estabelecida. Atualmente a morfologia vegetal tem recebido grande destaque uma vez os pesquisadores têm encontrado dificuldades em mapear os genes responsáveis pelo desenvolvimento de cada órgão vegetal. Assim, se tornou necessário repensar os órgãos vegetais de uma maneira diversa do que se tinha antes, a folha pode não ser mais o órgão, mas talvez parte de um complexo gema foliar- pecíolo – nervuras – lâmina. A partir dessa abordagem espera-se iniciar a análise da analogia como ferramenta epistemológica, tentando explorar um pouco das suas potencialidades e apresentar alguns pontos da botânica em uma perspectiva histórica e filosófica.

Bibliografia:
Arber, A ."The natural philosophy of plant form", Agnes (Robertson) Arber. Cambrige , 1950
Arber, A ."The mind and the eye; a study of the biologist's standpoint", Cambrige , 1954
Canguilhem, G. La O conhecimento da Vida Trad. Vera Lucia Avellar Ribeiro. Rio de Janeiro: Forense, 2011.
Aristóteles. De anima. Tradução de Maria Cecília Gomes dos Reis. São Paulo: Editora 34 Ltda., 2006.
Darwin, E. Phytologia; or The Philosophy of Agriculture and Gardening. London, 1800.
Jonas, Hans (1966). The Phenomenon of Life: Toward a Philosophical Biology; [Essays]. New York,: Harper & Row.
Mancuso, Stefano, Revolução das Plantas. Um novo Modelo para o Futuro. Trad. Regina Silva. Ed. UBU 2019 Brasil
Coccia, Emaniele. A Vida da Planta . Uma metafisica da Mistura. Tradução Fernando Schiebe. Desterro Florianópolis. Cultura e Barbarie, 2018.
Marder, Michael. Plant-Thinking A Phylosophy of Vegetal Life. Columbia University Press, NY. 2013

Aula 2: Animais como autômatos: as perspectivas de René Descartes e Thomas Huxley
Após a apresentação do curso e de uma perspectiva da relação entre máquinas e vegetais, a segunda aula tem como objetivo aprofundar a relação entre máquinas e animais não humanos, com foco na concepção mecanicista da natureza. Para isso, será explorado o contexto histórico em que os animais passaram a ser amplamente considerados como máquinas ou autômatos,
especialmente a partir do século XVII. Embora desde a Antiguidade existissem diferentes concepções sobre a natureza dos animais — incluindo a possibilidade de possuírem alma ou consciência —, a visão mecanicista ganhou destaque com o desenvolvimento da ciência moderna. René Descartes (1596–1650) foi um dos principais responsáveis por consolidar essa
perspectiva. Segundo ele, os animais não possuem alma racional e, portanto, não têm consciência, linguagem ou pensamento. Seus comportamentos seriam inteiramente explicáveis por mecanismos físicos e fisiológicos, funcionando como autômatos. No século XIX, o biólogo inglês Thomas Huxley retomou parte dessas ideias à luz dos avanços da Fisiologia Experimental. Em seu ensaio On the Hypothesis that Animals are Automata, and Its History (1874), Huxley argumenta que os animais são autômatos, porém podem ser considerados como máquinas conscientes. Huxley, assim como Descartes, rejeita a noção de almas em animais e defende que o comportamento animal é puramente mecânico e é resultado de processos neurofisiológicos. Contudo, ele não nega que poderiam existir estados conscientes em autômatos. A consciência em alguns animais seria decorrente de “mudanças moleculares em seus cérebros”. A relação entre corpo e mente para Huxley não é recíproca, o corpo causa o estado mental, mas a mente não afeta o comportamento do corpo. Para ele, mesmo nos seres humanos, a consciência seria apenas um subproduto do funcionamento cerebral, sem ação causal direta — uma ideia conhecida como epifenomenalismo. A partir dessas abordagens, a aula pretende apresentar a visão mecanicista sobre os animais não humanos e discutir os principais debates que ela gerou. Também serão abordadas, ainda que brevemente, as implicações éticas dessa concepção e algumas críticas posteriores, especialmente aquelas associadas ao behaviorismo e às discussões contemporâneas sobre consciência animal.

Bibliografia:
COTTINGHAM, John. ‘A Brute to the Brutes?’: Descartes' Treatment of Animals. In: Philosophy. Cambridge: Cambridge University Press, 1978, v. 53, Issue 206, p. 551-559.
DESCARTES, René. Discurso do método. Tradução de João Gama. Lisboa: Edições 70, 1979.
DESCARTES, René. Carta de Descartes ao Marquês de Newcastle. In: Revista de Filosofia do IFCH da Universidade Estadual de Campinas, v. 1, n. 2., jul./dez., 2017.
VILLAINE, Hortense. Thomas Henry Huxley and the mind-body problem. In: Manuel Curado, Steven S. Gouveia (Org.). Automata’s Inner Movie: Science and Philosophy of Mind. Wilmington: Vernon Press, 2019.
HUXLEY, Thomas Henry. On the hypothesis that animals are automata, and its history. In: Science, culture and other essays. London: Macmillan and Co., 1888.
SINGER, Peter. Libertação animal. Tradução de Marly Winckler e Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010.

Aula 3: Máquina e Organismo na filosofia biológica de Jakob von Uexküll
Esta aula pretende discutir a analogia entre máquina e organismo tal como é pensada pelo biólogo e filósofo estoniano Jakob von Uexküll (1864-1944). Suas famosas descrições do comportamento dos animais pretendem transmitir a ideia de que aqueles não são apenas uma coleção de ferramentas perceptivas e efetoras conectadas por um aparelho que mecanicamente executa as funções vitais, mas que há um piloto na máquina, ou seja, um sujeito, cuja atividade essencial consiste em perceber e agir. Von Uexküll sustenta que todos os teóricos mecanicistas, sejam em suas analogias em termos de mecânica rígida ou dinâmica mais plástica, ainda creem que a metáfora maquínica é suficiente e adequada para explicar as funções vitais. Eles rotulam os animais como meros objetos. Os proponentes de tais teorias, segundo von Uexküll, esquecem que, desde o início, negligenciaram a coisa mais importante, o sujeito que usa as ferramentas, percebe e funciona com a ajuda delas. Para elucidar tais ideias, iremos apresentar: (1) o autor e seu contexto científico e filosófico. Ou seja, veremos que a formação científica que von Uexküll recebera na Universidade de Tartu teve uma orientação tanto darwinista quanto kantiana ao mesmo tempo que também obteve considerável influência de autores denominados vitalistas; (2) conhecer seus principais conceitos e como os mesmos se articulam em torno à analogia máquina/organismo. Isto é, veremos como sua formação intelectual estimulou a sua produção conceitual, como os conceitos de sujeito-animal, mundo-próprio, mundo-interno, circuito-funcional, signo, significado, conformidade a um plano, leis técnicas entre outros. Tais termos sustentam a tese que os organismos, ainda que possam ser vistos como máquinas, não se limitam a um modo de funcionamento maquínico, uma vez que há fatores supra-mecânicos que atuam nos seres vivos; e (3) apresentar algumas ressonâncias dos seus conceitos no pensamento contemporâneo. Quer dizer, veremos como von Uexküll alimentou o debate filosófico e científico influenciando, em menor ou maior medida, as filosofias de Maurice Merleau-Ponty, George Canguilhem; a psiquiatria de Kurt Goldstein; a psicanálise de Jacques-Lacan e a cibernética de Norbert Wiener.

Bibliografia:
CANGUILHEM, Georges. Études d’histoire et philosophie des sciences. Paris : JVRIN, 1989.
GOLDSTEIN, Kurt. The organism. New York : Urzone, 1995.
LACAN, Jacques. De la psychose paranoïaque dans ses rapports avec la personnalité. Paris: Éditions du Seul, 1975.
MERLEAU-PONTY, Maurice. A Natureza. Trad.: Álvaro Cabral. São Paulo: Martins Fontes, 2009.
UEXKÜLL, Jakob von. Theoretical biology. Trad.: D.L. Mackinnon. New York: Harcourt, Brace & Company. 1926
UEXKÜLL, Jakob von. Cartas biológicas a uma dama. Trad.: Laura Cecilia Nicolás e Tomás Bartoletti. Argentina: Cactus, 2014.
UEXKÜLL, Jakob von. Andanzas por los mundos circundantes de los animales y hombres. Trad.: Marcos Guntin. Argentina: Cactus, 2016.

Aula 4: Da imagem à invenção: entre o ciclo da imagem e a codificação do desejo — desafios tecno-políticos da imaginação contemporânea.
A imagem, desde os primórdios da filosofia, constitui um ponto de tensão central na relação entre pensamento, realidade e subjetividade. Estamos cercados por imagens — imagens que falam, que nos olham, que nos programam. Da tela do celular à estética dos algoritmos, é nelas que se inscrevem hoje nossas formas de existir e de sentir. Mas que tipo de imagem é essa? O que ela faz ao corpo, ao pensamento, à linguagem? Nesta aula, propomos uma introdução crítica ao conceito de imagem a partir do curso Imaginação e Invenção, de Gilbert Simondon, em que a imagem deixa de ser entendida como simples representação mental ou reflexo perceptivo, e passa a ser tratada como operador ativo no processo de individuação. Exploraremos o chamado “ciclo da imagem” — da imagem-motricidade à imagem-invenção — como uma chave para entender o papel criador, técnico e existencial da imaginação. No percurso, propomos o confronto com outras abordagens filosóficas e psicológicas da imagem — como as de Gaston Bachelard, Henri Bergson, Carl Jung, Jean-Paul Sartre e Maurice Merleau-Ponty — para destacar o que há de singular em sua proposta, ao deslocar a imagem do plano representacional para uma lógica de operação e invenção.
Na segunda parte da aula, voltamo-nos à contemporaneidade, em que as imagens tornam-se ambientes técnicos e superfícies de inscrição sensível. Discutiremos como as imagens digitais e interativas não apenas representam, mas moldam formas de vida — reconfigurando nossos modos de escrever, imaginar e habitar o mundo. Para isso, partiremos da noção de tecnoimagem, desenvolvida por Vilém Flusser em O Mundo Codificado, para refletir sobre os efeitos da codificação digital na percepção e no desejo. Retomaremos ainda O Meio é a Mensagem, de Marshall McLuhan, para pensar como os meios técnicos atuam como moldes sensoriais, modulando os próprios órgãos perceptivos. A análise será articulada à noção de dispositivo — em Foucault, Agamben e Deleuze — como arranjo técnico-semiótico que condiciona formas de ver, sentir e agir. Por fim, com Paul B. Preciado, abordaremos como esses dispositivos se inscrevem nos corpos, tensionando os limites entre criação e captura, entre invenção e padronização da sensibilidade.

Bibliografia:
AGAMBEN, Giorgio. O que é o dispositivo? São Paulo: N-1 edições, 2009.
BACHELARD, Gaston. A psicanálise do fogo. Lisboa: Edições 70, 1988.
BERGSON, Henri. Matéria e memória. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
DELEUZE, Gilles. Diferença e repetição [1968]. Tradução de Luiz Orlandi e Roberto Machado. Rio de Janeiro: Graal, 2006a.
_________. A ilha deserta [2002]. Edição preparada por David Lapoujade. Organização da edição brasileira e revisão técnica de Luiz B. L. Orlandi. São Paulo: Iluminuras, 2006b.
_________. O que é um dispositivo? In: Ditos e escritos. São Paulo: Editora 34, 2006.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Rio de Janeiro: Editora 34, 1996.
DIDI-HUBERMAN, Georges. Diante da imagem: questão colocada aos fins de uma história da arte. Tradução de Paulo Neves. São Paulo: Editora 34, 2013.
_________. O que vemos, o que nos olha [1992]. Tradução de Paulo Neves. São Paulo: Editora 34, 1998.
DURAND, Gilbert. A imaginação simbólica. Lisboa: Edições 70, 1993.
FLUSSER, Vilém. Filosofia da caixa preta: ensaios para uma futura filosofia da fotografia. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002.
_________. O mundo codificado: por uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Ubu, 2017.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução de Raquel Ramalhete. Petrópolis: Vozes, 1987.
JUNG, Carl Gustav. O homem e seus símbolos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 2000.
MCLUHAN, Marshall. O meio é a massagem. São Paulo: Ubu, 2018.
MERLEAU-PONTY, Maurice. Fenomenologia da percepção. Tradução de Carlos Alberto Ribeiro de Moura. Petrópolis: Vozes, 1999.
_________. O olho e o espírito. São Paulo: Cosac Naify, 2014.
PRECIADO, Paul B. Manifesto contrassexual. São Paulo: N-1 Edições, 2014.
SARTRE, Jean-Paul. O Imaginário: psicologia fenomenológica da imaginação. São Paulo: Vozes, 2004.
SIMONDON, Gilbert. Du mode d’existence des objets techniques. Paris: Aubier, 1989. _________. L’individuation à la lumière des notions de forme et d’information. Paris: Éditions Jérôme Millon, 2005.
_________. Communication et information: cours et conférences. Paris: Les Éditions de la Transparence, 2006.
_________. Cours sur la perception (1964-1965). Paris: Les Éditions de la Transparence, 2006.
_________. Imagination et invention (1965-1966). Paris: Les Éditions de la Transparence, 2008.

Aula 5: Máquinas, Organismos e Cibernética: Um Percurso Filosófico do Século XX à Era Digital
A partir do que foi visto nas aulas que trataram sobre organismos e o pensamento inventivo, coloca-se, naturalmente, a seguinte questão: faz sentido interpretar os seres vivos como máquinas? Para isso, em um primeiro momento, a aula irá abordar brevemente esse problema, tal como foi posto pelo médico e filósofo francês Georges Canguilhem (1904-1995), na sua obra O conhecimento da vida, de 1952. Em um segundo momento, será levantada a questão: como podemos definir o que é uma máquina? Essa simples pergunta se mostra complexa quando abordada pela filosofia. Por essa razão, faz sentido, ainda neste segundo bloco, respondê-la a partir de outras duas questões que podem ser postas ao lado daquela, em grau de importância: o que é técnica? O que é tecnologia? Para responder a essas três questões de base, será utilizada parte da teoria desenvolvida pelo psicólogo e filósofo francês Gilbert Simondon (1924-1989). A partir dos trabalhos de Canguilhem e Simondon, poderemos distinguir a diferença entre o que é a vida — isto é, um organismo vivo —, o que é uma máquina, o que é um conjunto fabril e o que são instrumentos e ferramentas. Após desenvolver essas definições, o terceiro objetivo da aula é compreender o desenvolvimento contemporâneo daquilo que chamamos, no século XX, de tecnologias da informação e do controle. O que é a cibernética? O que é a automação? De onde vem a ideia do robô? Para essas questões, abordaremos brevemente o papel da teoria cibernética desenvolvida por Norbert Wiener (1894-1964) durante a primeira metade do século passado. Por fim, a aula irá abordar, no seu quarto e último bloco, uma análise dos impactos políticos do desenvolvimento da tecnologia na contemporaneidade. Serão tratados, brevemente, os principais problemas éticos gerados pelo desenvolvimento da Inteligência Artificial e das tecnologias de controle e automação desenvolvidas após a Segunda Guerra Mundial. Nessa relação entre ciência, tecnologia e sociedade, utilizaremos as obras de três filósofos contemporâneos: Theodore Kaczynski (1942-2023), Mark Coeckelbergh (1974–) e Seth Lazar (1979–).

Bibliografia:
CANGUILHEM, Georges. La Connaissance de la vie. Paris : Librairie Hachette, 1952. 299p.
COECKELBERGH, Mark. Ética na inteligência artificial. Tradução de Clarisse de Souza et al. São Paulo: Ubu; Rio de Janeiro: Editora PUC-Rio, 2023.
DUPUY, Jean-Pierre. Nas origens das ciências cognitivas. São Paulo: Editora Unesp, 1996. 221 p. Tradução de Roberto Leal Ferreira.
KRITSKI, P. M. B.; CALAZANS, V. F. B. . Gilbert Simondon: a técnica como pensamento e objeto. In: Jelson Oliveira. (Org.). Filosofia da tecnologia: seus autores e seus problemas. 1ed.Caxias do Sul: Educs, 2020, v. , p. 271-281.
KRITSKI, P. M. B.. Individualismo e Tecnofobia: Sobre as Bases Filosóficas de Theodore Kaczynski. In: Michel Gherman, Christina Vital. (Org.). Decodificando a extrema direita: agendas de pesquisa em história política. 1ed.Rio de Janeiro: Editora Alpheratz, 2024, v. 1, p. 115-124.
_________. Contra a Tecnologia: O ecorradicalismo no Brasil. In: Helder B. Aires de Carvalho;Luiz Henrique L. Abrahão. (Org.). Perspectivas da Filosofia da Tecnologia no Brasil. 1ed.Teresina: EDUFPI, 2024, v. 1, p. 121-143.
_________. Norbert Wiener: a Cibernética ou a revolução do controle e da comunicação. In: Jelson Oliveira. (Org.). Filosofia da Tecnologia: seus autores, seus problemas. 1ed.Caxias do Sul: Editora da Universidade de Caxias de Sul, 2022, v. 2, p. 245-256.
_________. O monstro e o robô: considerações sobre o organismo e a máquina em Canguilhem e Simondon. Cadernos PET-Filosofia (UFPR), v. 23, p. 162, 2023.
LAZAR, Seth. Lecture I: Governing the Algorithmic City. Stanford: Tanner Lectures on AI and Human Values, 2023. Disponível em: https://arxiv.org/abs/2410.20720. Acesso em: 20 maio 2025.
SIMONDON, Gilbert. Du mode d'existence des objets techniques. Paris : Aubier, 1958.
SIMONDON, Gilbert. Sur la philosophie (1950-1980) Ed. 1ª. Presses Universitaires de France : Paris, 2016.

Programa

Programa completo:

Aula 1: Completude (aparente) do Presente: o drama
Esta aula tem por objetivo introduzir o conceito do gênero dramático (Aristóteles), abordando os pontos-chave para entendimento do que consiste o “drama” (aqui também serão abordadas outras acepções comuns dessa palavra), bem como a introdução à teoria dos gêneros (Rosenfeld). Como essas mesmas ideias foram retomadas no século XVII e XVIII nas tragédias clássicas (a partir de Raymond Williams). O sujeito da ação no drama puro e a constituição incompleta do sujeito brasileiro. Pontos de interesse para o entendimento da prática de escrita: Começo, meio e fim. Diálogo. Personagem. Ação, lugar, tempo. Curva dramática. Estase e intrusão (Peter Szondi; David Ball). Exercício de cena dramática.

Aula 2: Rupturas e Atualização – épico
Esta aula tem por objetivo abordar o gênero épico, ou seja, a forma narrativa. Formas populares da Idade Média (carnaval, mascaradas, desfiles, entre outras): formas teatrais não-dramáticas e seus usos. A retomada das ferramentas epicizantes no século início do século XX (Piscator, Brecht). Usos e efeitos resultantes dos expedientes épicos na escrita teatral. Quem é que narra? O que se narra? Para quem? Pontos de interesse para prática de escrita: Narração. Quebras da lógica ficcional dialógica. Deslinearização do enredo. Criação de tensão. Montagem/Colagem. Exercício de cena narrativa.

Aula 3: Instante Eternizado – Lírico/Fluxo de pensamento/inconsciente
Esta aula tem como objetivo apresentar o gênero lírico e seus traços fundamentais (Rosenfeld). Aproximação da subjetividade lírica como expedientes da formalização de uma fragmentada visão de mundo. Lírico como efeito de distanciamento da própria linguagem. Aproximação entre lírico e épico, já desde o início do século XX (Tennessee Williams, por exemplo) e que ecoa fortemente na dramaturgia contemporânea. Crise da linguagem (Ryngaert). Pontos de interesse para a prática de escrita: Fragmentação de vozes. Musicalidade e ritmo das palavras. Repetição. Interiorização. Suspensão de tempo e espaço. Exercício de cena com aspectos líricos.

Aulas 4 e 5: Hibridização de gêneros
Estas aulas aprofundam a questão de hibridização dos três gêneros apresentados nas aulas anteriores com base teórica em Peter Szondi e Jean Pierre Ryngaert. A partir da leitura de trechos de peças selecionadas, também será discutida a formalização de fatos históricos na dramaturgia. Exercício de escrita com base em notícias reais trazidas pelos participantes a ser retrabalhado para o último encontro, concatenando os pontos abordados durante o curso.

Aula 6: Finalização
Nesse último encontro, serão resumidos os principais pontos e procedimentos observados ao longo do curso. Leitura coletiva dos textos produzidos pelos participantes.


REFERÊNCIAS
ARISTÓTELES. Poética. Tradução Eudoro de Sousa. 2. ed. Imprensa Nacional –. Casa da Moeda. 1990. Série Universitária. Clássicos de Filosofia.
BALL, David. Para trás e para frente: um guia para leitura de peças teatrais. São Paulo: Perspectiva, 1999.
BOAL, Augusto. “O sistema trágico coercitivo de Aristóteles”. In: Teatro do oprimido e outras poéticas políticas. São Paulo: Editora 34, p. 27-71.
CANDIDO, Antonio. Dialética da malandragem, In: O discurso e a cidade. São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1993.
CANDIDO, Antonio. A Educação pela Noite. São Paulo: Ática, 1989.
COSTA, Iná Camargo. “Brecht no cativeiro das forças produtivas”. In: Nem uma lágrima: teatro épico em perspectiva dialética. São Paulo: Nankin e Expressão Popular, 2012, p. 137-152.
FRIEDMAN, N. O PONTO DE VISTA NA FICÇÃO: O DESENVOLVIMENTO DE UM CONCEITO CRÍTICO. Revista USP, [S. l.], n. 53, p. 166-182, 2002. DOI: 10.11606/issn.2316-9036.v0i53p166-182. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revusp/article/view/33195. Acesso em: 16 jun. 2021.
MAMET, David. Três usos da faca. São Paulo: Civilização Brasileira, 2001.
ROSENFELD, A. O teatro épico. 6 ed. São Paulo: Perspectiva, 2008.
ROSENFELD, Anatol. O mito e o herói no moderno teatro brasileiro. 2ª edição. São Paulo: Perspectiva, 2019.
RYNGAERT, Jean-Pierre. Ler o Teatro Contemporâneo. São Paulo: Martins Fontes.
SZONDI, Peter. Teoria do Drama Moderno. [1880-1950]. Tradução Raquel Imanishi. apresentação José Antonio Pasta.Texto complementar: Anatol Rosenfeld. São Paulo: Cosac Naify 2013.
SZONDI, Peter. Teoria do Drama Burguês [séc. XVIII]. São Paulo: Cosac Naify, 2005.
SALOMÃO, Marici. Sala de trabalho: A experiência do Núcleo de Dramaturgia SESI - British Council. São Paulo: SESI, 2018.
WILLIAMS, R. Tragédia moderna. São Paulo: Cosac Naify, 2002.
WILLIAMS, Raymond. Keywords: a vocabulary of culture and society. London: Fontana press, 1988. (1976)

Peças com leitura recomendada, entre outras a serem lidas durante o curso:
 

Pré-1900
Édipo Rei - Sófocles
Hamlet - William Shakespeare
O Mercador de Londres - George Lillo

Século XX - primeira metade:
O Sonho - August Strindberg
A Decisão - Bertolt Brecht
Não sobre rouxinóis - Tennessee Williams

Século XX - segunda metade
Esperando Godot - Samuel Beckett
A Moratória - Jorge Andrade
Heiner Müller - Hamlet-máquina
Sarah Kane - Blasted

Século XXI
Yussef El Guindi - Back of the throat
Eletronic City - Falk Richter
A Vida na Praça Roosevelt. - Dea Loher
Grace Passô - Vaga Carne

Programa

1. Uma história da Língua Portuguesa: aspectos históricos e linguísticos no percurso da língua
2. A perspectiva histórica da língua e a BNCC: concepções de língua e concepções de ensino
3. Propostas de abordagem da perspectiva histórica no Ensino Básico: estratégias e oportunidades – parte 1
4. Propostas de abordagem da perspectiva histórica no Ensino Básico: estratégias e oportunidades – parte 2

Referências Bibliográficas:
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: MEC, 2017. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alia…. Acesso em: 10 abr. 2024.
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC, 2013. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/acesso-a-informacao/media/seb/pdf/d_c_n_ed…. Acesso em 12 abr. 2024.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNs). Brasília: MEC, 2000. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/14_24.pdf. Acesso em: 12 abr. 2024.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1998. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/portugues.pdf. Acesso em 12 abr. 2024.
BRASIL. Senado Federal. LDB: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. 7. ed. Brasília, DF: Senado Federal, Coordenação de Edições Técnicas, 2023. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/642419/LDB_7ed.pdf. Acesso em: 12 abr. 2024.
CASTRO, Yeda Pessoa de. Camões com dendê: o português do Brasil e os falares afro-brasileiros. Rio de Janeiro: Topbooks Editora, 2022.
FARACO, Carlos Alberto. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola Editorial, 2016.
FLACH, Alessandra Bittencourt; PRESTES, Maria Luci de Mesquita. Contribuições de abordagens sobre variação, numa perspectiva diacrônica, para o ensino de língua portuguesa. In: SIQUEIRA, Maria Carolina Bulhosa; PIMPÃO, Tatiana Schwochow. (Orgs.). Anais do V Seminário de Linguística e Ensino de Língua Portuguesa. Rio Grande: Ed. da FURG, 2015, p. 132-142. (02 a 04 set. 2015). Disponível em: https://nelp.furg.br/images/Artigos-SENALLP.pdf. Acesso em 18 ago. 2024.
FORTES, Fábio; MIOTTI, Charlene Martins. Cultura clássica e ensino: uma reflexão sobre a presença dos gregos e latinos na escola, Organon, UFRGS, Porto Alegre, v. 29, n. 56, jan.-jun., 2014, p. 153-173.
GALINDO, Caetano W. Latim em pó: um passeio pela formação do nosso português. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.
ILARI, Rodolfo; BASSO, Renato. O português da gente: a língua que estudamos, a língua que falamos. 2 ed. São Paulo: Contexto, 2009
JANSON, Tore. A história das línguas: uma introdução. São Paulo: Parábola Editorial, 2015.
NUSSBAUM, Martha. Sem fins lucrativos: por que a democracia precisa das humanidades. São Paulo: Martins Fontes, 2015.
VENÂNCIO, Fernando. Assim nasceu uma língua: sobre as origens do Português. São Paulo: Tinta-da-China Brasil, 2024.
VIARO, Mário Eduardo. Por trás das palavras: manual de etimologia do Português. São Paulo: Globo, 2004

Programa

Aula 1 -  O paradigma da modernização e a sociedade do consumo de massa dos anos 1950
Bibliografia:
Rostow, W. W. Etapas do desenvolvimento econômico: um manifesto não-comunista. 6. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.
Regatieri, R. P. Teoria da ação e teoria de sistemas em Talcott Parsons e Jünger Habermas. Estudos de Sociologia, Recife, Vol. 2 n.25, p. 189-212, 2019

Aula 2 - A CEPAL e o subdesenvolvimento sob uma perspectiva latino-americana
Bibliografia:
Bielschowsky, Ricardo. Evolución de las ideas de la CEPAL, [w]: Revista de la
CEPAL, no. extraordinario, CEPAL, Santiago, Octubre 1998.
Furtado, Celso. Mito do desenvolvimento econômico. Círculo do Livro: São Paulo, 1974.
Prebisch, Raúl. O desenvolvimento da América Latina e seus principais problemas. Revista Brasileira de Economia, ano 03, n° 03, pp. 47-111

Aula 3 -  A Teoria da Dependência – continuidades e descontinuidades
Referências:
Dos Santos, Theotônio. Teoria da dependência: balanços e perspectivas. 1998
Frank, André Gunder. O desenvolvimento do subdesenvolvimento. Monthly Review, New York, v. 18, n. 4, p. 45–60, set. 1966.

Aula 4 - O colapso da modernização e a crise estrutural do capitalismo nos anos 1970
Referências:
Mandel, Ernest. O Capitalismo Tardio. Abril Editorial: São Paulo, 1982.
Robert, M. Monocausalidade e teoria da crise: uma resposta a David Harvey. Geografares, [S. l.], n. 28, p. 36–54, 2019. DOI: 10.7147/GEO28.24382. Disponível em: https://periodicos.ufes.br/geografares/article/view/24382. Acesso em: 6.09.2021.
Kurz, Robert. O colapso da modernização. São Paulo: Paz e Terra, 1992.

Programa

Dia da semana

Período

Terça-feira

09:00 às 13:00

 

Carga Horária Ministrada

Aulas Teóricas em Sala de Aula:

28:00 hs

Aulas Práticas ou de Campo:

0 hs

Seminários:

2:00 hs

Total Ministrado:

30:00 hs

Detalhamento:

Ementa: Partindo dos marcos teóricos necessários para compreender o raciocínio da geo-história e seus conceitos, o curso visa oferecer aos alunos um primeiro contato com linhagens teóricas que têm se tornado comuns em análises críticas das questões ambientais, da economia e da cultura ou da psicoesfera da modernidade, incorporando formulações do marxismo, mas sem nele se fundir. A geo história oferece uma abordagem ecológica para alguns, ou apenas espacial para outros, capaz de oferecer uma perspectiva crítica dos processos de subalternização dos países periféricos e sua inserção na economia mundo/mundial, sem necessariamente mobilizar os mesmos paradigmas das lutas de classe. Assim, ela tem servido de base, seja pelos estudos subalternos e descoloniais, seja pelos novos estudos sociais da economia política, tornando-se uma das visões totais ou holísticas que mobilizam uma história global e apta ao entendimento dos atuais processos mundiais. A geo-história recoloca os processos no seio de questionamentos de longo alcance e oferece um excelente ponto de compreensão para problemáticas globais, como a mundialização e a pressão por recursos ambientais, a constituição territorial do Brasil, suas relações internacionais e pode contribuir com os alunos para recolocar seus problemas de pesquisa em problemáticas de longo alcance. 

Calendário e bibliografia 

Aula 1: A mundialização e a epistemologia da geo-história 

Estrutura da aula: 1. Discussão do programa; 2. O que é a mundialização?; 3. Epistemologia da geo-história; 4. Os modelos gerais da geo-história da mundialização. 
Bibliografia básica: BRAUDEL, Fernand. Geo-história: a sociedade, o espaço e o tempo. História, ciência, saúde, Manguinhos. V. 22, abr.-jun., 2015, pp. 605-639. 
LIRA, Larissa Alves de. O Mediterrâneo de Vidal de la Blache. São Paulo: Alameda, 2013, cap. 3, pp. 91-140. 
Bibliografia complementar: GRATALOUP, Christian. Géohistoire de la mondialisation. Paris: Armand Colin, 2009, Introduction: Le temps du Monde, pp. 13-20. 

Aula 2: A inserção do Brasil no Sistema Terra 

Estrutura da aula: 1. A tropicalidade como fenômeno natural; 2- A tropicalidade como resposta social imediata ao meio; 3- A tropicalidade como permanência do natural sobre o social; 4- A tropicalidade pode ser superada? 
Bibliografia básica: VIDAL DE LA BLACHE, Paul. Os gêneros de vida na geografia humana [primeiro artigo]. In: HAESBAERT, Rogério; PEREIRA, Sérgio Nunes; RIBEIRO, Guilherme. Vidal, vidais. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2012, cap. 7, pp. 131-158 
VIDAL DE LA BLACHE, Paul. Os gêneros de vida na geografia humana [segundo artigo]. In: HAESBAERT, Rogério; PEREIRA, Sérgio Nunes; RIBEIRO, Guilherme. Vidal, vidais. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2012, cap. 8, pp. 159-180. 

Aula 3: A inserção do Brasil da economia-mundo 

Estrutura da aula: 1. O que é a economia-mundo?; 2- A formação da economia-mundo moderna; 3- A entrada das Américas na economia-mundo. 
Bibliografia básica: BRAUDEL, Fernand. Civilização material, economia e capitalismo. São Paulo: Martins Fontes, 1998, introdução e prefácio, pp. 11-18. 
WALLERSTEIN, Immanuel. Capitalism, agriculture and the origins of the European World-Economy in the Sixteenth Century [vol. 1]. Berkeley, Los Angeles, London: Univeristy of California Press, 2001, cap. 2, pp. 66-129. 
Bibliografia complementar: BRAUDEL, Fernand. A dinâmica do capitalismo. Rio de Janeiro: ROCCO, 1987. 

Aula 4: A inserção do Brasil na economia mundial 

Estrutura da aula: 1. Qual paradigma geográfico para análise geo-histórica da economia mundial?; 2- A Europa e a saída do mundo malthusiano; 3- O capitalismo europeu e o Novo Mundo 
Bibliografia básica: POMMERANZ, Kenneth. A Grande divergência: a China, a Europa e a construção da economia mundial moderna. Lisboa: Edições 70, 2000. cap. 6, pp. 441-493. 
Bibliografia complementar: MEDEIROS, Felipe. Proto-indústria ajudou na industrialização moderna? A teoria e suas críticas. Artigo para ANPOCS (disponível na internet). 

Aula 5: A inserção do Brasil na economia contemporânea 

Estrutura da aula: 1. Os ciclos sistêmicos de acumulação; 2. Novas estruturas sociais da economia mundial pós-primeira guerra batidas sob novas dependências geográficas; 3. O Brasil e as novas estruturas do capitalismo. 
Bibliografia básica: ARRIGHI, G. O Longo século XX: Dinheiro, poder e as origens do nosso tempo. São Paulo: Unesp, 1996, capítulo 4, pp. 247-335. 
SINGER, Paul. “Evolução da Economia e Vinculação Internacional”. In: I. Sachs, J. Wilheim & P. S. Pinheiro [orgs.] Brasil: um século de transformações. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. 

Aula 6: O subdesenvolvimento e o desenvolvimento brasileiro na geo-história da mundialização. 

Estrutura da aula: 1. Geografia do subdesenvolvimento; 2. Geografia do desenvolvimento. 
Bibliografia básica: LEFF, Nathaniel H. Subdesenvolvimento e desenvolvimento no Brasil. Rio de Janeiro: Expressão e cultura, 1991, cap. 1 (Introdução) e cap. 2 (visão geral), pp. 1-31. 
LIRA, Larissa Alves de. Pierre Monbeig e a formação da geografia brasileira. Tese de doutorado. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP, São Paulo, cap. 6 e 7. 

Aula 07: A geo-história do Brasil: como pensar sua inserção na mundialização? 

Estrutura da aula: 1. Geo-história do Brasil pré-industrial; 2. Geo-história da formação do Brasil moderno; 3. Geo-história do Brasil contemporâneo. 
Bibliografia básica: LIMA, Luís Corrêa. Fernand Braudel e o Brasil: Vivência e Brasilianismo (1935-1945). São Paulo: EDUSP, capítulo O Brasil de Fernand Braudel (6 ou 7, a conferir). 
MONBEIG, Pierre. Pioneiros e fazendeiros de São Paulo. São Paulo: Hucitec, 1984. Livro II, pp. 127-208. 
BECKER, Bertha; EGLER, Cláudio. Brasil: uma nova potência regional na economia-mundo. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1993, cap. 3, pp. 89-122.

 

Programa

O curso terá oito encontros semanais, com três horas de duração. Em todas eles, haverá um/a professor/a que ministrará a primeira parte da aula, de 1h30, e um/a segundo/a professor/a que ministrará a segunda parte da aula, também de 1h30. Os encontros se fazem, portanto, com professores e tópicos distintos, ainda que sempre relacionados. Os títulos das aulas, por ordem do primeiro nome da/o palestrante, são:

CRONOGRAMA – 2022 – sexta-feira – das 14h às 17h


6 de maio
Marlise Vaz Bridi – “Reflexões sobre as relações entre mulher e literatura no decorrer da história da literatura
portuguesa” – 14h-15h30
Viviane Madeira Souza – “Mulher e direitos humanos” – 15h30-17h

13 de maio
Cibele Aldrovandi – “Três personagens femininas nas fontes textuais da Índia Antiga” – 14h-15h30m
Hélder Garmes – “Personagens femininas na obra de Vimala Devi” – 15h30-17h

20 de maio
Cielo Griselda Festino – “Mulheres cristãs e hindus nos contos de Maria Elsa da Rocha”; 14h-15h30
Viviane Madeira Souza – “Mulheres em movimento: redes intelectuais em língua portuguesa” – 15h30-17h

27 de maio
Suzana Ventura – “A autoria feminina e os contos de fadas” – 14h-15h30
Cleide Rapucci – “O conto ‘Branca de Neve’, de Lídia Jorge, e a noção de reescrita no contexto da literatura feminista” – 15h30-17h

3 de junho
Nicole Guim de Oliveira – “Mulheres escritoras e o estigma da loucura” – 14h-15h30
Daiane Cristina Pereira – “Figurações da mulher na obra de Eça de Queirós” – 15h30-17h

10 de junho
Hélder Garmes – “Protagonismo e pragmatismo no conto ‘José Matias’, de Eça de Queirós” – 14h-15h30
Elisângela Aneli Ramos de Freitas – “Reflexões em torno da obra de Maria Teresa Horta” – 15h30-17h

17 de junho – PONTE FERIADO CORPUS CHRISTI

24 de junho
Gabriela de Castro Maciel de Oliveira – “Sentidos na figura feminina nos Caderno de memórias coloniais de Isabela
de Figueiredo” – 14h-15h30
Priscila Fernandes Balsini – “A voz da crítica literária de autoria feminina – contribuições de Maria Alzira Seixo” –
15h30-17h

1 de julho
Jéssika Santachiara – “Romance de formação na literatura produzida por mulheres” – 14h-15h30
Fabio Mario da Silva – “Panorama das escritoras na Literatura Portuguesa” – 15h30-17h

BIBLIOGRAFIA

Haverá uma bibliografia específica para cada aula, mas, em temos gerais, podemos aqui referir a bibliografia de referência que nos norteia no decorrer do curso:

BEAUVOIR, Simone de. O segundo sexo. 2 v. Trad. Sérgio Milliet. São Paulo: Difel, 1960.
BENHABIB, Seyla & CORNELL, Drucilla (Coord.). Feminismo como crítica da modernidade. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1987.
CASTELLO BRANCO, Lúcia & BRANDÃO, Ruth Silviano. A mulher escrita. Rio de Janeiro: Casa Maria/L.T.C., 1989.
DUARTE, Constância Lima. Literatura feminina e crítica literária. Travessia n. 21, Florianópolis: 1990. P. 15-23.
DUBY, Georges e PERROT, Michelle. História das mulheres no ocidente. 5 v. Porto/São Paulo: Afrontamento/Ebradi[ [s.d.]
ENGELS, Friedrich. A origem da família, da propriedade privada e do estado. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1974.
GALVAO, Walnice Nogueira e PRADO JR, Bento. Mulher objeto… de estudo. São Paulo: Brasiliense, 1979.
HOLLANDA, Heloísa Buarque de (Org.). Explosão Feminista: arte, cultura, política e universidade. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
HOLLANDA, Heloísa Buarque de (Org.). Tendências e impasses: o feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.
KEHL, Mana Rita. A mínima diferença: masculino e feminino na cultura. Rio de Janeiro: Imago, 1996.
KEHL, Maria Rita. Deslocamentos do feminino. Rio de Janeiro: Imago, 1998.
LEWENHAK, Sheila. A mulher e o trabalho. Lisboa: Editorial Presença [1982].
MAGALHÃES, lsabel Allegro de. O sexo dos textos e outras leituras. Lisboa: Caminho, 1995. PAIVA,V. Evas, Marias, Liliths...: as voltas do feminino. São Paulo: Brasilíense, 1993.
PAZ. O. A dupla chama: amor e erotismo. Trad. Wladir Dupont. São Paulo: Siciliano, 1995. RUBIN, Gayle. Políticas do sexo. São Paulo: Ubu Editora, 2017.
SCHMIDT, R. T. (Org.) (Trans) Formando identidades. Porto Alegre, Pallotti, 1997.

Programa

Aula 01 (29/11): Filologia e suas intefaces no estudo de textos históricos dos séculos XVIII e XIX.
Aula 02 (30/11): Filologia e história da língua. Diplomática e o Modelo de Tradições Discursivas no estudo de fontes manuscritas da língua portuguesa.
Aula 03 (01/12): A Filologia e a documentação manuscrita relativa à escravização e à resistência negra na Bahia: construindo a prática.


Referências:
ACIOLI, V. L. C. A escrita no Brasil Colônia: um guia para a leitura de documentos manuscritos. Recife: Fundação Joaquim Nabuco; Editora Massangana, 2003.
ALENCASTRO, Luiz Felipe. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
BELLOTTO, Heloísa Liberalli. As espécies documentais. In: Como fazer análise diplomática e análise tipológica de documento de arquivo. São Paulo: Arquivo do Estado, Imprensa Oficial, 2002. p. 45-90. (Projeto Como Fazer, v. 8)
BERWANGER, Ana Regina; LEAL, João Eurípedes Franklin. Noções de Paleografia e Diplomática. Santa Maria: Centro de Ciências Sociais e Humanas-UFSM, 1991.
CAMBRAIA, César Nardelli. Introdução à crítica textual. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
CASTILHO, Ataliba T. de; ANDRADE, Maria Lúcia C. V. O.; GOMES, Valéria Severina (Orgs.). História do português brasileiro: tradições discursivas do português brasileiro: constituição e mudança dos gêneros discursivos. São Paulo: Contexto, 2018. v. 7. 416p.
CASTRO, Ivo. O retorno à filologia. In: PEREIRA, Cilene da Cunha; PEREIRA, Paulo Roberto Dias. Miscelânea de estudos linguísticos, filológicos e literários ‘in memoriam’ Celso Cunha. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. p. 511- 520.
CHARTIER, Roger. A história ou a leitura do tempo. Trad. Cristina Antunes. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.
COSERIU, Eugenio. Sincronia, diacronia e história. Tradução Carlos Alberto da Fonseca e Mário Ferreira. São Paulo: EDUSP, 1979.
DIAS, Madalena Marques; BIVAR, Vanessa dos Santos Bodstein. Paleografia para o período colonial. In: SAMARA, Eni de Mesquita. (Org.) Paleografia e fontes do período colonial brasileiro. São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP, 1986. p. 11 - 38. (Estudos CEDHAL/ Centro de Estudos de Demografia Histórica da América Latina, nova série, n. 11)
DURANTI, Luciana. Diplomática: novos usos para uma antiga ciência. Acervo. Rio de Janeiro, v.28, n.1, p. 196-215. jan./jun., 2015.
FACHIN, Phablo Roberto Marchis. Critérios de leitura de manuscritos: em busca de edições fidedignas. Filologia e Linguística Portuguesa. 2009; 10-11: 237-262.
GONÇALVES, Eliana Correia Brandão. Diálogos entre Crítica Filológica e Linguística Histórica: construindo trilhas para o estudo linguístico de textos históricos. In: ATAÍDE, Cleber et al. (Orgs.) Estudos linguísticos e literários [recurso eletrônico]: caminhos e tendências. São Paulo: Pá de Palavra, 2019, v. 1. p. 11-20.
GONÇALVES, Eliana Correia Brandão. Leitura crítico-filológica de Resolução de 1822: revoltas, vigilância, violência e punição na Bahia do século XIX. Revista Filologia e Linguística Portuguesa, São Paulo, v. 20, n. 2, p. 153-174, ago./dez. 2018. http://dx.doi.org/10.11606/issn.2176-9419.v20i2p153-174.
Filologia e Linguística Portuguesa, v. 22, p. 75-92, 2020.
GONÇALVES, Eliana Correia Brandão. Léxico e história da escravatura: reflexões críticas a partir de documentos históricos. LaborHistórico, Rio de Janeiro, 6(3):224-244, set.|dez. 2020. https://doi.org/10.24206/lh.v6i3.35125
GONÇALVES, Eliana Correia Brandão. Tradição Discursiva, Filologia e Corpus Histórico-Diacrônico: análise de
Requerimentos do século XVIII. Revista da ABRALIN, p. 582–598, 2020. Disponível em: https://revista.abralin.org/index.php/abralin/article/view/1772. Acesso em: 28 out. 2022.
KABATEK, Johannes. Tradição discursiva e gênero. In: LOBO, Tania. et al. (Orgs.). Rosae: linguística histórica, história das línguas e outras histórias [online]. Salvador: EDUFBA, 2012, pp. 579-588. Disponível em: SciELO Books http://books.scielo.org. Acesso em: 05 agosto 2020.
KABATEK, Johannes. Tradições Discursivas e Mudança Linguística. In: LOBO, Tânia et al. (Orgs.). Para a História do Português Brasileiro. v. 6: Novos dados, novas análises, tomo 2. Salvador, Bahia: EDUFBA, 2006, p. 505-527.
LARA, Silvia Hunold; FACHIN, Phablo Roberto Marchis, (org.). Guerra contra Palmares: o manuscrito de 1678. 1. ed. São Paulo: Chão Editora, 2021.
LE GOFF, Jacques. História e memória. Tradução Bernardo Leitão e Irene Ferreira. 4 ed. Campinas, São Paulo: Editora da UNICAMP, 1996.
MARQUILHAS, Rita. Filologia oitocentista e Crítica Textual. In: ALVES, Fernanda Mota et al. (Orgs.) Filologia, memória e esquecimento. Act. 20, Lisboa: Húmus, 2010. p. 355 - 367.
MIGNOLO, Walter. Desobediencia epistémica: retórica de la modernidad, lógica de la colonialidad e gramática de la descolonialidad. Buenos Aires: Ediciones del Signo, 2010.
MONTE, Vanessa Martins do. Correspondências paulistas: as formas de tratamento em cartas de circulação
pública (1765-1775). São Paulo: FAPESP/Humanitas, 2015.
PETRUCCI, Armando. La ciencia de la escritura: primera lección de Paleografía. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 2003.
PINSKY, Carla Bassanezi. (Org.) Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2005.
REIS, João José. Quilombos e revoltas escravas no Brasil. Revista USP, 28, São Paulo, dezembo/fevereiro de 1995-1996; 28: 14-39.
REIS, João José; SILVA, Eduardo. Negociação e conflito: a resistência negra no Brasil escravista. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
SÁEZ SÁNCHEZ, Carlos; CASTILLO GÓMEZ, Antonio. Paleografía e historia de la cultura escrita: del signo a lo escrito. Madrid: Síntesis, 1999, p. 21-31.
TAVARES, Luís Henrique Dias. História da Bahia. 10. ed. São Paulo: UNESP; Salvador: EDUFBA, 2001.
TOLEDO NETO, Sílvio de Almeida. Escavar a camada paleográfica do texto: as letras como vestígios materiais em uma tradição textual. LaborHistórico, v. 7, p. 296-310, 2021. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/lh/article/view/42496. Acesso em: 14 de maio de 2023.
TOLEDO NETO, Sílvio de Almeida. Filologia e curadoria textual: reflexões sobre uma aproximação possível. In: Antes e depois de editar: estudos filológicos. 1ed. Lisboa: Biblioteca Nacional de Portugal, 2023, v. 1, p. 141-161.
TOLEDO NETO, Sílvio de Almeida. Um caminho de retorno como base: Proposta de normas de transcrição para textos manuscritos do passado. Travessias Interativas. São Cristóvão, SE, n.20, v.10, p. 192-208, 2020.

Programa

O curso de língua e cultura romena centra-se em vários temas, desde a gramática à culinária e música, do vocabulário à história e tradições, dando aos alunos uma imagem ampla sobre este país, os seus habitantes e a sua língua. Por ser uma língua românica assim como o português, os alunos da USP poderão aprender o básico com bastante facilidade, sendo capazes de fazer associações com as demais línguas românicas que conhecem. Por se tratar de um curso complexo e envolvente, o aprendizado da gramática e do vocabulário será feito de forma interativa, por meio de jogos online, sem que os alunos tenham tempo para ficar entediados.

Bibliografia

Gönczöl, Ramona (2007). Romanian: An Essential Grammar. Londres: Routledge.
Hoffman, Christina N. (1989). Romanian Reference Gramamr. U. S. Department of State.
Kohn, Daniela (2009) PULS- Manual de limba româna pentru străini. A1-A2. Iași/București: Polirom.
Рыжова, Мария Михайловна. Румынский язык. Начальный курс (Língua romena. Curso inicial). São Petersburgo: КАРО,
2017.

Programa

Detalhamento: Módulo 1

- Alfabeto Turco

- Cumprimentos em Língua Turca

- Harmonia Vocálica (1,2)

- Pronomes Pessoais

- Sufixo de Possessivo

- Números

- Verbo Ser-Estar

 

Bibliografia: 

OZTURK, Tuncay; AKCAY, Sezgin; GUN, Salih. Lale Turkce Ders Kitabi 1. DILSET YAYINLARI. 2011.

CELIK, A.Abbas. Acilim Turkce Ders Kitabi 1. DILSET YAYINLARI. 2020.

 

 

Programa

Aula 1 - Humanidades Digitais e edições filológicas digitais
Aula 2 - O uso do software Transkribus
Aula 3 - O formato XML e o padrão TEI-XML
Aula 4 - Exercícios práticos de marcação de textos

Bibliografia:
BANZA, Ana Paula. As edições digitais e o futuro da Filologia. In: DIOS, Ángel Marcos de (Ed.). La Lengua Portuguesa, v. II: Estudios Lingüísticos. Salamanca: Ediciones Universidad, 2014. p. 125-134.
BUSA, Roberto. Foreword: Perspectives on the Digital Humanities. In: SCHREIBMAN, Susan; SIEMENS, Ray; UNSWORTH, John (eds.). A Companion to Digital Humanities. Oxford: Blackwell, 2004.
CHAUDIRON, S.; IHADJADENE, M.; MAREDJ, A. La fragmentation et l’unité documentaire en question. In: Actes du 16ème Congrès de la SFSIC, Compiègne, 11-13 jun. 2008.
CRANE, Gregory et al. ePhilology: when the books talk to their readers. In: SCHREIBMAN, Susan; SIEMENS, Ray (eds.). A Companion to Digital Literary Studies. Oxford: Blackwell, 2008.
CRANE, Gregory. Give us editors! Re-inventing the edition and re-thinking the humanities. In: Online Humanities Scholarship: The Shape of Things to Come. University of Virginia: Mellon Foundation, 2010.
EMILIANO, António. Tipo Medieval para Computador: uma ferramenta informática para linguistas, historiadores da língua e paleógrafos. Signo. Revista de Historia de la Cultura Escrita, n. 15, p. 139-176, 2005.
FIORMONTE, Domenico et al. E-Philology. Digital resources on philology and textual criticism. 2013.
FIORMONTE, Domenico; NUMERICO, Teresa; TOMASI, Francesca. The digital humanist: a critical inquiry. Tradução de Desmond Schmidt com Christopher Ferguson. Brooklyn, NY: punctum books, 2015.
LUCÍA MEGÍAS, José Manuel. El hipertexto ante el reto de los textos medievales: nuevas reflexiones sobre informática humanística. In: GONZÁLEZ, Aurelio; VON DER, Lilian (Eds.). Temas, motivos y contextos medievales. México: El Colegio de México, 2007. p. 425-452.
MARONEZE, Bruno O. Dicionário Histórico de Termos da Biologia. Recurso eletrônico. Disponível em: https://dicbio.fflch.usp.br/
MONTE, Vanessa M. do; PAIXÃO DE SOUSA, Maria Clara. Por uma filologia virtual: o caso das atas da câmara de São Paulo (1562-1596). REVISTA DA ABRALIN, v. 16, p. 1-26, 2017.
PAIXÃO DE SOUSA, M. C.; KEPLER, F. N.; FARIA, P. P. F. E-Dictor: Novas perspectivas na codificação e edição de corpora de textos históricos. In: SHEPHERD, Tania; SARDINHA, Tony Berber; PINTO, Marcia Veirano (Org.). Caminhos da linguística de corpus. Campinas: Mercado de Letras, 2010.
PAIXÃO DE SOUSA, Maria Clara. A Filologia Digital em Língua Portuguesa: Alguns caminhos. In: BANZA, Ana Paula; GONÇALVES, Maria Filomena (coord.). Património textual e humanidades digitais: da antiga à nova Filologia. Évora: CIDEHUS/FCT, 2014.
PAIXÃO DE SOUSA, Maria Clara. Texto digital: Uma perspectiva material. Revista ANPOLL, v. 1, n. 35, 2013.
TEI: Guidelines for Electronic Text Encoding and Interchange.P5 Version 4.9.0. Last updated on 24th January 2025, revision f73186978. Disponível em: https://tei-c.org/release/doc/tei-p5-doc/en/html/index.html