Programa

Aula 1: Thomas Paine e as Revoluções Atlânticas: Paine como “Cidadão do Mundo” e “Revolucionário da Liberdade” (19/02/2026)

Aula 2: O pensamento republicano de Paine: O Bom Senso e Os direitos do homem (24/02/2026)

Aula 3: Os fundamentos de uma democracia representativa: Legitimidade, sufrágio universal e igualdade (26/02/2026)

Aula 4: Uma democracia pedagógica e protetiva: Justiça agrária, educação pública e cidadania em Thomas Paine (03/03/2026)

Aula 5: O Pensylvannia Magazine: notas sobre uma pesquisa recente na American Philosophical Society, com Daniel Gomes de Carvalho (05/03/2026)

Referências bibliográficas
ANDERSON, Elizabeth. Thomas Paine’s “Agrarian Justice” and the origins of social insurance. Ten neglected Classics of philosophy, pp. 55-83, 2017.
BAILYN, Bernard. As origens ideológicas da Revolução Americana. Bauru: Edusc, 2003.
BELISSA, Marc. Les leçons de républicanisme de Thomas Paine (1802-1807). Révolution Française.net (L’Esprit des Lumières et de la Révolution), 2011. Disponível em: https://revolution-francaise.net/2011/04/26/434-les-lecons- de-republicanisme-de-thomas-paine-1802-1807 .
BELISSA, Marc. Thomas Paine, A Transatlantic Republican Between Two Revolutions. Révolution Française.net (L’Esprit des Lumières et de la Révolution), 2017. Disponível em: https://revolution-francaise.net/2017/01/12/677- thomas-paine-a-transatlantic-republican-between-two-revolutions .
BIGNOTTO, Newton. As aventuras da virtude: As ideias republicanas na França do século XVIII. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
BIGNOTTO, Newton. Condorcet: pensador da liberdade e da Constituição. In: CONDORCET. Escritos político- constitucionais. Campinas: Editora da Unicamp, 2013
BOSC, Yannick. Paine e Condorcet, restauradores da solidariedade? O fim da pobreza? Um debate histórico. Tradução de Vital Francisco Celestino Alves. Latin American Human Rights Studies, v.1, 2021.
BOSC, Yannick. Thomas Paine, le républicanisme, le droit à l'existence et la critique du libéralisme économique. Révolution Française.net (L’Esprit des Lumières et de la Révolution), 2014. Disponível em: https://revolution-
francaise.net/2014/07/10/583-thomas-paine-le-republicanisme-le-droit-a-l-existence-et-la-critique-du-liberalisme-economique .
CARVALHO, Daniel Gomes de. O pensamento radical de Thomas Paine (1793-1797): artífice e obra da Revolução Francesa. 2018. Tese (Doutorado em História) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2018.
CARVALHO, Daniel Gomes de; FLORENZANO, Modesto. A (des)fortuna de Thomas Paine: um problema histórico e historiográfico. 2019, Tempo, v. 25, n. 2, pp. 320-341.
CARVALHO, Daniel Gomes de. Thomas Paine e a Revolução Francesa: entre o Liberalismo e a Democracia (1794- 1795). São Paulo, Revista de História, n. 180, 2021, pp. 01-37.
CARVALHO, Daniel Gomes de. Thomas Paine e a Revolução Francesa: religião, democracia e justiça social (1793- 1797). Belo Horizonte, MG: Fino Traço, 2022.
CARVALHO, Daniel Gomes de; PINHEIRO, Marcos Sorrilha. As Revoluções Atlânticas: Estados Unidos e França. In: ARAÚJO, André de Melo; DORÉ, Andréa; LIMA, Luís Filipe Silvério; MACHEL, Marília de Azambuja Ribeiro; RODRIGUES, Rui Luis (orgs.). (Org.). A Época Moderna. 1ed.Petrópolis: Vozes, 2024,
CONDORCET. Escritos políticos-constitucionais. Campinas: Editora da Unicamp, 2013.
CONDORCET. Cinco memórias sobre a instrução pública. São Paulo: Editora UNESP, 2008
CONWAY, Moncure Daniel. The Life of Thomas Paine. Londres: Thoemmes Press, 1996.
FLORENZANO, Modesto. Começar o mundo de novo: Thomas Paine e outros estudos. Tese (livre docência), Universidade de São Paulo, São Paulo, 1999.
FLORENZANO, Modesto. Thomas Paine Revisitado. Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), 1996. Disponível em: http://www.iea.usp.br/publicacoes/textos/florenzanothomaspaine.pdf .
FONER, Eric. Tom Paine and Revolutionary America. New York: Oxford University Press, 1976.
FONER, Philip. The Complete Writings of Thomas Paine. Nova Iorque: The Citadel Press, 1945.
FOOT, Michael; KRAMNICK, Isaac (org.). The Thomas Paine Reader. Londres: Penguin Books, 1987.
FRUCHTMAN, Jack. Thomas Paine Apostle of Freedom. Nova Iorque: Four Walls Eight Windows, 1994.
HAWKE, David Freeman. Paine. New York: Harper & Row, 1974.
HITCHENS, Christopher. Os Direitos do Homem de Thomas Paine. Rio de Janeiro: Zahar, 2007.
LEVIN, Yuval. O Grande Debate: Edmund Burke, Thomas Paine e o Nascimento da Esquerda e da Direita. Tradução de Alessandra Bonrruquer. Rio de Janeiro: Record, 2017.
LOPES, Marcos Felipe de Brum. A árvore proibida do sacerdócio: razão e religião segundo Tom Paine. Revista Temporalidades, UFMG, vol. I, n. 1, 2009.
MAAMARI, Adriana Mattar. A República e a Democracia em Thomas Paine. 2007. Tese (Doutorado)- Curso de Pós- graduação em Filosofia da Universidade de São Paulo, FFLCH-USP, 2007.
PAINE, Thomas. Collected Writings. Nova York: The Library of America, 1995.
REIS, Patrícia C. Soberania popular e Constituição em Condorcet. São Paulo: Edições Loyola, 2021.
ROSANVALLON, Pierre. A democracia inacabada. São Paulo: Alameda, 2018.
STARLING, Heloisa Maria Murgel. A Matriz norte-americana. In: BIGNOTTO, Newton. Matrizes do republicanismo. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2013.
VINCENT, Bernard. Thomas Paine: O Revolucionário da Liberdade. Tradução de Sieni Maria Campos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989.
VINCENT, Bernard. Thomas Paine and the Birth of The Welfare State. University of Orléans, 1998.
WOOD, Gordon S. A Revolução Americana. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.
WOOD, Gordon. Empire of Liberty: a history of the Early Republic, 1789-1815. New York: Oxford University Press, 2009.

Programa

INTRODUÇÃO À LÍNGUA ARMÊNIA OCIDENTAL: ALFABETIZAÇÃO E CONVERSAÇÃO ELEMENTAR
 
Detalhamento:
1. Ementa: Introdução à história da língua armênia. Fonética e Fonologia da língua armênia ocidental. Alfabetização. Conversação elementar. 
 
2. Objetivos: 
 
Proporcionar a aquisição da Fonética, Fonologia e escrita da língua armênia ocidental. Levar à aquisição de um vocabulário básico (conversação elementar). 
 
3. Programa: 
 
3.1 Língua armênia: formação histórica e variedades lingüísticas 
 
3.2 Os sons da língua armênia ocidental: Fonética e Fonologia 
3.2.1 Sistema vocálico 
3.2.2 Sistema consonantal 
 
3.3 Relações entre Pronúncia e Grafia: O Alfabeto Armênio 
3.3.1 Formas manuscritas minúsculas 
3.3.2 Formas manuscritas maiúsculas 
3.3.3 Formas impressas minúsculas 
3.3.4 Formas impressas maiúsculas 
 
3.4 Conversação elementar 
 
 
4. Método: 
 
Aulas expositivas, exercícios de leitura e escrita, conversação, aulas de vídeo. 
 
 
5. Avaliação: 
 
Provas orais e escritas. 
 
 
6. Bibliografia 
 
ANDONIAN, H. (1999). Begginner’s Armenian. New York, Hippocrene Books. 
 
DER-KRIKORIAN, Ashod (1973). Alfabeto. Yerevan (em armênio). 
 
EZIKIAN, C (1999). Sobre a Gramática da Língua Armênia. São Paulo, Humanitas, FFLCH/USP. 
 
GULIAN, K. Elementary Modern Armenian Grammar. New York, Frederic Ungar Publishing CO. 
 
KEROUZIAN, Y. O. (1981). Conversação Português-Armênio. São Paulo, Edição do autor. 
 
PALOMO, S. M. S. (1990). O Oriental e o ocidental no idioma armênio. In: Berezin, R. (org.): Cultura Oriental e Cultura Ocidental: Projeções. São Paulo, DLO/FFLCH/USP, 1990, p.367-75. 
 
PALOMO, S. M. S. (1997). Sobre a posição do armênio dentro do indo-europeu. Revista de Estudos Orientais, no.1, março, 1997, p.177-183.

Programa

1 História externa da língua. Extensão territorial do galego. As variedades dialetais. Aspectos sociolingüísticos. 
2 Normas ortográficas do idioma galego. Acentuación gráfica e diacrítica. 
3 Estudo comparativo entre as línguas galega e portuguesa: aspectos fonéticos, morfológicos e sintáticos. 
4 Ferramentas básicas de comunicação em galego. 
Literatura 
1. A literatura popular. Contos, lendas e outros gêneros populares. 
2. O esplendor medieval. Trovadores e cantigas. 
3. Época Romântica: Rosalía de Castro e o Rexurdimento. 
4. Das Irmandades da Fala a 1936. 
5. A Literatura Galega durante a Ditadura: entre o exílio e o silêncio. 
6. De 1980 a hoje. No caminho da normalização. Últimas tendencias. 
História e Cultura 
1. Historia social da Galiza: A romanização. Reino de Galiza na Idade Media. Séculos Escuros e Ilustração. Nacionalismo no século XX. Emigração e Diáspora. 
2. Mitologia galega e tradição. Lendas, imaginário coletivo e formas de literatura popular. 
3.- O Caminho de Santiago. A tradição popular. Modificação da lenda. Discussões sobre a presença de Santiago na Galiza. Os caminhos. O final da viagem: Santiago de Compostela. Os ritos dos peregrinos. 
 
BIBLIOGRAFIA 
AA.VV. Actas do Simposio Internacional de Antropoloxía. Identidade e territorio. Santiago de Compostela: Consello da Cultura Galega, 1990. 
ACTAS DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE LINGÜÍSTICA. Variação Lingüística no espaço, no tempo e na sociedade. Lisboa, Ed. Colibri, 1994. 
ÁLVAREZ BLANCO, R. e XOVE FERREIRO,X. Gramática da Lingua Galega, Vigo: Galaxia, 2002. 
ALVAREZ BLANCO, R. REGUEIRA, X. L. MONTEAGUDO ROMERO, H. Gramática Galega. Vigo, Galaxia, 6ª ed., 1995. 
BOUZA-BREY, F. Etnografía y folclore de Galicia. 2 vols. Vigo: Xerais, 1982. González Reboredo, Xosé Manuel (coord.).BREA, M. (coord.). Lírica Profana Galego-Portuguesa. Santiago de Compostela, Xunta de Galicia, vol. I e II, 1ª reimpressão, 1996. 
CASAS, X..X. C. et alii. Nova gramática para a aprendizaxe da língua. A Coruña,Via Láctea, 1988. 
CASTRO, Rosalía de. Cantares Gallegos. Madrid, Ed. Espasa Calpe, Col. Austral, 1999. 
COLÓQUIO / LETRAS. Nós: A Literatura Galega. Lisboa, Fund. Calouste Gulbenkian, n° 139, 1995. 
COLÓQUIO / LETRAS. Nós: A Literatura Galega. Lisboa, Fund. Calouste Gulbenkian, n° 137 / 138, 1995. 
CUESTA, P.V. O que um falante de português deve saber acerca do galego: pequena achega. Lisboa, Fund. Calouste Gulbenkian, encarte da revista Colóquio/ Letras, n° 139, 1995. 
FEIXO, X. (org.). Dicionario Cumio da lingua galega. Vigo, Cumio, 1999. 
FERNÁNDEZ REI, F., Dialectoloxía da Lingua Galega, Vigo: Xerais, 1990. FERREIRO, C. E. Obras Completas III. España, Akal Ed, Col. Arealonga, 1981. 
__________. Longa noite de pedra. Vigo, Xerais, 3ª ed., 1999. 
FERREIRO, M. Gramática Histórica Galega( Manual ). Santiago de Compostela,2ª ed, Ed. Laiovento,1996. 
FREIXEIRO MATO, X. R. Gramática da Lingua Galega. Fonética e Fonologia, Morfosintaxe, Semântica. 3 volumes, Vigo, Ed. A Nosa Terra, 1998. 
GONDAR PORTASANY, Marcial (1993): Crítica da razón galego: entre o nós-mesmo e o nós-outros. Vigo: A Nosa Terra (1993). 
GONZÁLEZ GONZÁLEZ, M. Sociolingüística. In: Lexicon der Romanistichen Linguistik (LRL). Volume VI, 2, Gallego/port. Ed. Por Gunter Holtus et alli, 1994, p. 61. 
GÓMES SÁNCHEZ, A. e M. Queixas Zas, Historia xeral da Literatura Galega, Vigo: A Nosa Terra, 2001. 
MARIÑO FERRO, X. R. Antropoloxía de Galicia. Vigo: Xerais, 2000. 
MERINO, Mª. Camiño de Santiago. Madrid, Acento Editorial, 1999. 
MONTEAGUDO ROMERO, H. Historia Social da Lingua Galega. Vigo, Galaxia, 1999.
PIEL, J. M. Estudos de Lingüística Histórica Galego-Portuguesa. Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1989. 
REAL ACADEMIA GALEGA. Pequeno Diccionario da língua galega. A Coruña, 1993. 
TARRÍO VARELA, A. Literatura Galega, Aportacións a unha Historia Crítica, Ed. Vigo: Xerais, 1997. 
V.V.A.A. As Normas ortográficas e morfolóxicas do idioma galego, Vigo: RAG-ILG, 2004. 
V.V.A.A. Gran Diccionario Xerais da Lingua, Vigo: Xerais, 2006. 
VIEIRA, Y.F. Antologia de poesia galega. Campinas, Unicamp, 1996. 
VILAVEDRA, D. Historia da Literatura Galega, Vigo: Galaxia, 1999.

 

Programa

Objetivo:
O curso propõe uma leitura do romance inaugural de Frances Burney, Evelina (1778) com o objetivo de aprofundar a leitura da obra e contextualizá-la no âmbito dos eventos no século XVIII. Partindo do foco na protagonista e em sua trajetória, serão também abordados os romances de educação e formação e o diálogo entre ambos no caso do romance inglês.

Justificativa:
A autora cuja obra Cecilia (1782) sugeriu o título do célebre romance de Jane Austen, Orgulho e Preconceito (1813), Frances Burney, foi reconhecida por Virginia Woolf em um de seus ensaios como “a mãe da ficção inglesa”. Ela atingiu fama imediata com a publicação de sua primeira obra, o romance epistolar Evelina (1778), o qual, apesar de ter reunido considerável fortuna crítica, merece novas leituras. A narrativa possibilita uma análise pautada tanto pelo complexo contexto oitocentista, quanto pela própria estrutura do romance, essencialmente ancorada em propósitos instrutivos e edificantes. Ambos vieses serão examinados ao longo das aulas. O curso será oferecido à distância, com encontros virtuais de uma hora e trinta minutos por meio da plataforma para reuniões não presenciais disponibilizada pelo Google à comunidade USP (https://meet.google.com/). Os textos de apoio e outras sugestões serão compartilhados e disponibilizados em uma pasta no Google Drive. Ademais, os alunos poderão enviar perguntas e dúvidas para o e-mail do professor, que serão discutidas e esclarecidas em aula.

Programa completo:

Aula 1: O século XVIII e o romance
Aula 2: O romance inaugural de Frances Burney
Aula 3: Assinaturas em Evelina (1778)
Aula 4: Diálogo entre educação e formação em Evelina

Bibliografia essencial
BURNEY, F. Evelina, or the history of a young lady’s entrance into the world. Nova York:
Oxford University Press Inc., 2002. [não há tradução para o português]

Bibliografia complementar
Aula 1 (21/07):
DAY, R. A. Told in Letters: Epistolary Fiction before Richardson. Michigan: University of
Michigan Press, 1966.
JONES, V. (ed.). Women in the Eighteenth Century: Constructions of Femininity. Londres:
Routledge, 1990.
RICHETTI, J. (ed.). The Cambridge Companion to the Eighteenth-Century Novel. Cambridge:
Cambridge University Press, 1996.
SPENCER, J. The Rise of the Woman Novelist: From Aphra Behn to Jane Austen. Oxford:
Blackwell, 1986.
VASCONCELOS, S. G. T. A formação do romance inglês. Ensaios teóricos. São Paulo:
FAPESP/ Hucitec, 2007.
WATT, I. A ascensão do romance. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
Aula 2 (23/07):
EPSTEIN, J. L. Fanny Burney’s Epistolary Voices. Eighteenth Century: Theory and
Interpretation, v. 27, n. 2, 1986, pp. 162-179.
EPSTEIN, J. The Iron Pen: Frances Burney and the Politics of Women’s Writings. Wisconsin:
The University of Wisconsin Press, 1989.
ERON, S. More than a Conscious Feeling: Reading Evelina’s Mind in Time. Studies in the
Novel, v. 50. n. 2, 2018, pp. 171-196.
STRAUB, K. Divided Fictions: Fanny Burney and Feminine Strategy. Kentucky: University
Press of Kentucky, 1987.
Aula 3 (28/07):
CHOI, S. Signing Evelina: Female Self-inscription in the Discourse of Letters. Studies in the
Novel, v. 31, n. 3, 1999, pp. 259-278.
Aula 4 (30/07):
BARNEY, R. Plots of Enlightenment: Education and the Novel in Eighteenth-Century England.
California: Stanford University Press, 1999.
ELLIS, L. Appearing to Diminish: Female Development and the British Bildungsroman, 1750-
1850. Londres: Associated University Press, 1999.
FRAIMAN, S. Unbecoming Women: British Women Writers and the Novel of Development.
Nova York: Columbia University Press, 1993.
LUKÁCS, G. A teoria do romance. São Paulo: Editora 34, 2009.
MORETTI, F. O romance de formação. São Paulo: Todavia, 2020.

Programa

Aula 1. Sociologia e cinema, uma introdução
Aula 2. Amor e tecnologia digital em Her
Aula 3. Transformações sociais do sexo em Vestida para Matar e 9½ Semanas de Amor
Aula 4. Amor-vida, amor-morte em La Corrispondeza.

Bibliografia

BENSHOFF, Harry M. and GRIFFIN, Sean. America on Film: representing race, class, gender, and sexuality at the movies. Oxford: Wiley-Blackwell, 2004.
BORDWELL, David. O Cinema Clássico Hollywoodiano: normas e princípios narrativos. In: RAMOS, Fernão Pessoa (org.). Teoria Contemporânea do Cinema: documentário e narratividade ficcional. v. II. SP: Senac, 2004.
DELEUZE, G. A imagem-movimento. São Paulo: Brasiliense, 1985.
ELIAS, Norbert. O Processo Civilizador: uma história dos costumes, v. I. RJ: Zahar, 1990.
FRANCASTEL, Pierre. Art et sociologie. L'Année sociologique (1940/1948-), v. 2, 1940.
GIDDENS, A. A transformação da intimidade: sexualidade, amor e erotismo nas sociedades modernas. São Paulo: UNESP, 1992.
_____________. O mundo na era da globalização. Queluz de Baixo: Editorial Presença, 2013.
_____________. Modernity and self-identity – Self society in the late modern age. California: Stanford, 1991.
GOETHE, Johann Wolfgang. Os sofrimentos do jovem Werther. Hedra, 2006.
GREGERSEN, Edgar. Práticas Sexuais: a história da sexualidade humana. SP: Roca, 1983.
HAROCHE, C. O sujeito diante da aceleração e da ilimitação contemporânea. Educ. Pesqui., São Paulo, Ahead of print, abr. 2015.
JEFFORDS, Susan. Hard Bodies: Hollywood Masculinity in the Reagan Era. New Jersey: Rutgers University Press, 2004.
KELLNER, Douglas. A Cultura da Mídia - Estudos Culturais: identidade e política entre o moderno e o pós-moderno. SP: Edusc, 2001.
MENEZES, Paulo. À Meia Luz: cinema e sexualidade nos anos 70. SP: Editora 34, 2001.
___________. Cinema: imagem e interpretação. Tempo Social; Rev. Sociol. USP, S. Paulo, 8(2): 83-104, outubro de 1996.
___________. Sociologia e Cinema: aproximações teórico-metodológicas. Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais - UFJF v. 12 n. 2 jul. a dez. 2017, pp. 17-36.
MUCHEMBLED, Robert. O Orgasmo e o Ocidente: uma história do prazer do século XVI a nossos dias. SP: Martins Fontes, 2007.
PUDOVKIN, V. In XAVIER, I. A experiência do cinema. Rio de Janeiro: Graal, 1991, pp. 55-73.
SIMMEL, G. As grandes cidades e a vida do espírito. Covilhã: LusoSofia, 2009 [1903].
___________. Bridge and door. Theory, Culture & Society, v. 11, n. 1, p. 5-10, 1994.
__________. Fragmentos sobre o amor, O papel do dinheiro nas relações entre os sexos – fragmento de uma filosofia do dinheiro, Psicologia do coquetismo. In Filosofia do Amor. São Paulo: Martins Fontes, 1993; p. 113-174; 41-66; 93-112.
__________. Fragmento sobre o Amor e Outros Textos. Lisboa: Relógio d’Água, 2004.
__________. O indivíduo e a liberdade. In: SOUZA, Jessé e ÖELZE, Berthold. Simmel e a modernidade. Brasília: UnB. 1998. p. 109-117.
SORLIN, Pierre. Sociología del Cine. México: Fondo de Cultura Económica, 1977.
SOROKIN, Pitirim. A Revolução Sexual Americana. RJ: Fundo de Cultura, 1961.
WEBER, M. A ciência como vocação In Três tipos de poder e outros escritos. Lisboa: Tribuna da História, 2005.
_____________. As seitas protestantes e o espírito do capitalismo In Ensaios de Sociologia. Rio de Janeiro: Zahar, 1974.
_____________. Sociologia das Religiões e Consideração Intermediária. Lisboa: Relógio D’agua Editores, 2006.
Filmografia
Brilho eterno de uma mente sem lembranças. EUA, 2004, 108 min. Dirigido por Michel Gondry.
Ela. EUA, 2013, 126 min. Dirigido por Spike Jonze.

Lembranças de um amor eterno. Itália, 2016, 156 min. Dirigido por Giuseppe Tornatore.
Vestida para Matar, EUA, 1980, 104 min. Dirigido por Brian de Palma
9½ Semanas de Amor, EUA, 1986, 117 min. Dirigido por Adrian Lyne

Programa

1) Representação cartográfica do relevo: altimetria, perfis topográficos, mapas hipsométricos e modelo digital de terreno
2) Principais dificuldades dos alunos;
3) Atividades práticas em sala: desenho de curvas na mão e cotovelo, blocos de isopor, aquário, traçador, maquete e realidade aumentada
4) Atividades práticas externas: demarcar curvas com nível de pedreiro no terreno e voo com drone (se não chover)
5) Avaliação do potencial dos recursos didáticos para o ensino de CN.

Referências
BARBOZA, J. P. M.; RONDINI, C. A. Tecnologia no ensino de geografia: uma reflexão acerca do uso do aplicativo “landscapAR” no ensino-aprendizagem de curvas de nível. Caminhos de Geografia, v. 22, n. 79, p. 39-55, 2020.
SIMIELLI, M. E. et. al. Maquete do relevo: um recurso didático tridimensional. Boletim Paulista de Geografia, 87, pp. 131-152, São Paulo, 2007.
SIMIELLI, M. E. et. al. Do plano ao tridimensional: a maquete como recurso didático. Boletim Paulista de Geografia, 70: 05-21, São Paulo, 1992.
WIEGAND, P. Learning and teaching with maps. Oxfordshire: Routledge, 2006.

Programa

1. Common Law e da Civil Law. Estruturas e ordenamento jurídico. Fontes do direito.
Cargos e funções. (A aula inaugural será aberta ao público e disponibilizada no canal do
GREAT-USP).
2. Terminologia jurídica em ambos os idiomas. Juridiquês, legalese & plain language.
Cognatos Enganosos/Polissemia/Campos Semânticos, questões gramaticais,
binômios/polinômios, advérbios jurídicos.
3. Técnicas de tradução jurídica: abordagem funcional – função jurídica: alguns exemplos
4. Contratos/Estatutos Sociais/Bylaws
5. Procurações
6. Contratos Internacionais – Confidencialidade e Representação.
7. Contratos Sociais
8. Extratos e Balanços Comerciais

TEXTOS DE APOIO:
ALCARAZ, Enrique and HUGHES, Brian Legal Translation Explained. Manchester: St.
Jerome, 2002.
BEATA, Piecychna. Legal translation competence in the light of translational
hermeneutics. University of Bialystok , 2013.
FONSECA, Luciana Carvalho. Inglês Jurídico – Tradução e Terminologia. São Paulo.
Lexema, 2014.
FRADE, Celina. Estratégias e Técnicas de Leitura e Redação de Contratos em Inglês - Col.
Direito e Linguagem, Lumenjuris, 2013.
GODDARD, Chris with Amy Fellner and Rue-Ann Ormand. Basic principles of contract
drafting course materials. Ulapland, 2015.
GUBBY, Helen (2004): English Legal Terminology. Legal Concepts in Language. The
Hague: Boom Juridische uitgevers.
MEISSNER, William Baynard. How To Explain Brazilian Civil Procedure in English.
JURUÁ FGV-RIO. 2015.

FONTES SUPLEMENTARES:
CASTRO, Marcílio Moreira de, 1981- Dicionário de direito, economia e contabilidade, 2015
(on-line edition).
DIDIER Jr., Fredie. CPC Brasileiro Traduzido para a Língua Inglesa. Coordenadores:
Fredie Didier Jr. e Teresa Arruda Alvim (coords.) - Salvador: Ed. Juspodivm, 2017.

Programa

Aula 1: Analogia do Organismo e Máquina no Contexto Vegetal
O objetivo dessa primeira parte do curso é apresentar a Analogia como ferramenta para a construção de hipóteses e teorias cientificas e abordar algumas de suas potencialidades e limitações. Após essa etapa o objetivo é buscar analisar a atuação dessa ferramenta na botânica trazendo alguns desenvolvimentos da ciência do século XX e XXI no campo da botânica e suas interações com a Analogia. A analogia objetiva a aproximação de dois universos de conhecimentos distintos para importar relações válidas de um universo para outro. Nesse curso iremos aproximar os organismos às máquinas. Entretanto, por se tratar de objetos extremamente distintos, a certa altura as relações cessarão de ser válidas e avançar além desse limite pode acarretar falsas relações. Ao pensarmos na máquina podemos entendê-la como um autômato que desempenha determinada ação e é composto por partes internas em que todas se interconectam para que o autômato possa realizar essa determinada ação. Essa relação pode ser transportada ao ser vivo, pois esse se constitui de órgãos necessários para manter o organismo vivo (relação parte e todo). A relação entre as partes e o todo de um ser vivo é uma das matérias que engloba a Morfologia Vegetal que descreve as partes do vegetal e como essas se relacionam como o todo do indivíduo. O Darwinismo, em 1920, era a principal corrente de pesquisa e que validava a relação de parte e todo oriunda da analogia Organismo-Máquina. Essa linha de pesquisa foi deixada de lada por volta das décadas de 1960 por ser considerada estabelecida. Atualmente a morfologia vegetal tem recebido grande destaque uma vez os pesquisadores têm encontrado dificuldades em mapear os genes responsáveis pelo desenvolvimento de cada órgão vegetal. Assim, se tornou necessário repensar os órgãos vegetais de uma maneira diversa do que se tinha antes, a folha pode não ser mais o órgão, mas talvez parte de um complexo gema foliar- pecíolo – nervuras – lâmina. A partir dessa abordagem espera-se iniciar a análise da analogia como ferramenta epistemológica, tentando explorar um pouco das suas potencialidades e apresentar alguns pontos da botânica em uma perspectiva histórica e filosófica.

Bibliografia:
Arber, A ."The natural philosophy of plant form", Agnes (Robertson) Arber. Cambrige , 1950
Arber, A ."The mind and the eye; a study of the biologist's standpoint", Cambrige , 1954
Canguilhem, G. La O conhecimento da Vida Trad. Vera Lucia Avellar Ribeiro. Rio de Janeiro: Forense, 2011.
Aristóteles. De anima. Tradução de Maria Cecília Gomes dos Reis. São Paulo: Editora 34 Ltda., 2006.
Darwin, E. Phytologia; or The Philosophy of Agriculture and Gardening. London, 1800.
Jonas, Hans (1966). The Phenomenon of Life: Toward a Philosophical Biology; [Essays]. New York,: Harper & Row.
Mancuso, Stefano, Revolução das Plantas. Um novo Modelo para o Futuro. Trad. Regina Silva. Ed. UBU 2019 Brasil
Coccia, Emaniele. A Vida da Planta . Uma metafisica da Mistura. Tradução Fernando Schiebe. Desterro Florianópolis. Cultura e Barbarie, 2018.
Marder, Michael. Plant-Thinking A Phylosophy of Vegetal Life. Columbia University Press, NY. 2013

Aula 2: Animais como autômatos: as perspectivas de René Descartes e Thomas Huxley
Após a apresentação do curso e de uma perspectiva da relação entre máquinas e vegetais, a segunda aula tem como objetivo aprofundar a relação entre máquinas e animais não humanos, com foco na concepção mecanicista da natureza. Para isso, será explorado o contexto histórico em que os animais passaram a ser amplamente considerados como máquinas ou autômatos,
especialmente a partir do século XVII. Embora desde a Antiguidade existissem diferentes concepções sobre a natureza dos animais — incluindo a possibilidade de possuírem alma ou consciência —, a visão mecanicista ganhou destaque com o desenvolvimento da ciência moderna. René Descartes (1596–1650) foi um dos principais responsáveis por consolidar essa
perspectiva. Segundo ele, os animais não possuem alma racional e, portanto, não têm consciência, linguagem ou pensamento. Seus comportamentos seriam inteiramente explicáveis por mecanismos físicos e fisiológicos, funcionando como autômatos. No século XIX, o biólogo inglês Thomas Huxley retomou parte dessas ideias à luz dos avanços da Fisiologia Experimental. Em seu ensaio On the Hypothesis that Animals are Automata, and Its History (1874), Huxley argumenta que os animais são autômatos, porém podem ser considerados como máquinas conscientes. Huxley, assim como Descartes, rejeita a noção de almas em animais e defende que o comportamento animal é puramente mecânico e é resultado de processos neurofisiológicos. Contudo, ele não nega que poderiam existir estados conscientes em autômatos. A consciência em alguns animais seria decorrente de “mudanças moleculares em seus cérebros”. A relação entre corpo e mente para Huxley não é recíproca, o corpo causa o estado mental, mas a mente não afeta o comportamento do corpo. Para ele, mesmo nos seres humanos, a consciência seria apenas um subproduto do funcionamento cerebral, sem ação causal direta — uma ideia conhecida como epifenomenalismo. A partir dessas abordagens, a aula pretende apresentar a visão mecanicista sobre os animais não humanos e discutir os principais debates que ela gerou. Também serão abordadas, ainda que brevemente, as implicações éticas dessa concepção e algumas críticas posteriores, especialmente aquelas associadas ao behaviorismo e às discussões contemporâneas sobre consciência animal.

Bibliografia:
COTTINGHAM, John. ‘A Brute to the Brutes?’: Descartes' Treatment of Animals. In: Philosophy. Cambridge: Cambridge University Press, 1978, v. 53, Issue 206, p. 551-559.
DESCARTES, René. Discurso do método. Tradução de João Gama. Lisboa: Edições 70, 1979.
DESCARTES, René. Carta de Descartes ao Marquês de Newcastle. In: Revista de Filosofia do IFCH da Universidade Estadual de Campinas, v. 1, n. 2., jul./dez., 2017.
VILLAINE, Hortense. Thomas Henry Huxley and the mind-body problem. In: Manuel Curado, Steven S. Gouveia (Org.). Automata’s Inner Movie: Science and Philosophy of Mind. Wilmington: Vernon Press, 2019.
HUXLEY, Thomas Henry. On the hypothesis that animals are automata, and its history. In: Science, culture and other essays. London: Macmillan and Co., 1888.
SINGER, Peter. Libertação animal. Tradução de Marly Winckler e Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010.

Aula 3: Máquina e Organismo na filosofia biológica de Jakob von Uexküll
Esta aula pretende discutir a analogia entre máquina e organismo tal como é pensada pelo biólogo e filósofo estoniano Jakob von Uexküll (1864-1944). Suas famosas descrições do comportamento dos animais pretendem transmitir a ideia de que aqueles não são apenas uma coleção de ferramentas perceptivas e efetoras conectadas por um aparelho que mecanicamente executa as funções vitais, mas que há um piloto na máquina, ou seja, um sujeito, cuja atividade essencial consiste em perceber e agir. Von Uexküll sustenta que todos os teóricos mecanicistas, sejam em suas analogias em termos de mecânica rígida ou dinâmica mais plástica, ainda creem que a metáfora maquínica é suficiente e adequada para explicar as funções vitais. Eles rotulam os animais como meros objetos. Os proponentes de tais teorias, segundo von Uexküll, esquecem que, desde o início, negligenciaram a coisa mais importante, o sujeito que usa as ferramentas, percebe e funciona com a ajuda delas. Para elucidar tais ideias, iremos apresentar: (1) o autor e seu contexto científico e filosófico. Ou seja, veremos que a formação científica que von Uexküll recebera na Universidade de Tartu teve uma orientação tanto darwinista quanto kantiana ao mesmo tempo que também obteve considerável influência de autores denominados vitalistas; (2) conhecer seus principais conceitos e como os mesmos se articulam em torno à analogia máquina/organismo. Isto é, veremos como sua formação intelectual estimulou a sua produção conceitual, como os conceitos de sujeito-animal, mundo-próprio, mundo-interno, circuito-funcional, signo, significado, conformidade a um plano, leis técnicas entre outros. Tais termos sustentam a tese que os organismos, ainda que possam ser vistos como máquinas, não se limitam a um modo de funcionamento maquínico, uma vez que há fatores supra-mecânicos que atuam nos seres vivos; e (3) apresentar algumas ressonâncias dos seus conceitos no pensamento contemporâneo. Quer dizer, veremos como von Uexküll alimentou o debate filosófico e científico influenciando, em menor ou maior medida, as filosofias de Maurice Merleau-Ponty, George Canguilhem; a psiquiatria de Kurt Goldstein; a psicanálise de Jacques-Lacan e a cibernética de Norbert Wiener.

Bibliografia:
CANGUILHEM, Georges. Études d’histoire et philosophie des sciences. Paris : JVRIN, 1989.
GOLDSTEIN, Kurt. The organism. New York : Urzone, 1995.
LACAN, Jacques. De la psychose paranoïaque dans ses rapports avec la personnalité. Paris: Éditions du Seul, 1975.
MERLEAU-PONTY, Maurice. A Natureza. Trad.: Álvaro Cabral. São Paulo: Martins Fontes, 2009.
UEXKÜLL, Jakob von. Theoretical biology. Trad.: D.L. Mackinnon. New York: Harcourt, Brace & Company. 1926
UEXKÜLL, Jakob von. Cartas biológicas a uma dama. Trad.: Laura Cecilia Nicolás e Tomás Bartoletti. Argentina: Cactus, 2014.
UEXKÜLL, Jakob von. Andanzas por los mundos circundantes de los animales y hombres. Trad.: Marcos Guntin. Argentina: Cactus, 2016.

Aula 4: Da imagem à invenção: entre o ciclo da imagem e a codificação do desejo — desafios tecno-políticos da imaginação contemporânea.
A imagem, desde os primórdios da filosofia, constitui um ponto de tensão central na relação entre pensamento, realidade e subjetividade. Estamos cercados por imagens — imagens que falam, que nos olham, que nos programam. Da tela do celular à estética dos algoritmos, é nelas que se inscrevem hoje nossas formas de existir e de sentir. Mas que tipo de imagem é essa? O que ela faz ao corpo, ao pensamento, à linguagem? Nesta aula, propomos uma introdução crítica ao conceito de imagem a partir do curso Imaginação e Invenção, de Gilbert Simondon, em que a imagem deixa de ser entendida como simples representação mental ou reflexo perceptivo, e passa a ser tratada como operador ativo no processo de individuação. Exploraremos o chamado “ciclo da imagem” — da imagem-motricidade à imagem-invenção — como uma chave para entender o papel criador, técnico e existencial da imaginação. No percurso, propomos o confronto com outras abordagens filosóficas e psicológicas da imagem — como as de Gaston Bachelard, Henri Bergson, Carl Jung, Jean-Paul Sartre e Maurice Merleau-Ponty — para destacar o que há de singular em sua proposta, ao deslocar a imagem do plano representacional para uma lógica de operação e invenção.
Na segunda parte da aula, voltamo-nos à contemporaneidade, em que as imagens tornam-se ambientes técnicos e superfícies de inscrição sensível. Discutiremos como as imagens digitais e interativas não apenas representam, mas moldam formas de vida — reconfigurando nossos modos de escrever, imaginar e habitar o mundo. Para isso, partiremos da noção de tecnoimagem, desenvolvida por Vilém Flusser em O Mundo Codificado, para refletir sobre os efeitos da codificação digital na percepção e no desejo. Retomaremos ainda O Meio é a Mensagem, de Marshall McLuhan, para pensar como os meios técnicos atuam como moldes sensoriais, modulando os próprios órgãos perceptivos. A análise será articulada à noção de dispositivo — em Foucault, Agamben e Deleuze — como arranjo técnico-semiótico que condiciona formas de ver, sentir e agir. Por fim, com Paul B. Preciado, abordaremos como esses dispositivos se inscrevem nos corpos, tensionando os limites entre criação e captura, entre invenção e padronização da sensibilidade.

Bibliografia:
AGAMBEN, Giorgio. O que é o dispositivo? São Paulo: N-1 edições, 2009.
BACHELARD, Gaston. A psicanálise do fogo. Lisboa: Edições 70, 1988.
BERGSON, Henri. Matéria e memória. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
DELEUZE, Gilles. Diferença e repetição [1968]. Tradução de Luiz Orlandi e Roberto Machado. Rio de Janeiro: Graal, 2006a.
_________. A ilha deserta [2002]. Edição preparada por David Lapoujade. Organização da edição brasileira e revisão técnica de Luiz B. L. Orlandi. São Paulo: Iluminuras, 2006b.
_________. O que é um dispositivo? In: Ditos e escritos. São Paulo: Editora 34, 2006.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Rio de Janeiro: Editora 34, 1996.
DIDI-HUBERMAN, Georges. Diante da imagem: questão colocada aos fins de uma história da arte. Tradução de Paulo Neves. São Paulo: Editora 34, 2013.
_________. O que vemos, o que nos olha [1992]. Tradução de Paulo Neves. São Paulo: Editora 34, 1998.
DURAND, Gilbert. A imaginação simbólica. Lisboa: Edições 70, 1993.
FLUSSER, Vilém. Filosofia da caixa preta: ensaios para uma futura filosofia da fotografia. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002.
_________. O mundo codificado: por uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Ubu, 2017.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução de Raquel Ramalhete. Petrópolis: Vozes, 1987.
JUNG, Carl Gustav. O homem e seus símbolos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 2000.
MCLUHAN, Marshall. O meio é a massagem. São Paulo: Ubu, 2018.
MERLEAU-PONTY, Maurice. Fenomenologia da percepção. Tradução de Carlos Alberto Ribeiro de Moura. Petrópolis: Vozes, 1999.
_________. O olho e o espírito. São Paulo: Cosac Naify, 2014.
PRECIADO, Paul B. Manifesto contrassexual. São Paulo: N-1 Edições, 2014.
SARTRE, Jean-Paul. O Imaginário: psicologia fenomenológica da imaginação. São Paulo: Vozes, 2004.
SIMONDON, Gilbert. Du mode d’existence des objets techniques. Paris: Aubier, 1989. _________. L’individuation à la lumière des notions de forme et d’information. Paris: Éditions Jérôme Millon, 2005.
_________. Communication et information: cours et conférences. Paris: Les Éditions de la Transparence, 2006.
_________. Cours sur la perception (1964-1965). Paris: Les Éditions de la Transparence, 2006.
_________. Imagination et invention (1965-1966). Paris: Les Éditions de la Transparence, 2008.

Aula 5: Máquinas, Organismos e Cibernética: Um Percurso Filosófico do Século XX à Era Digital
A partir do que foi visto nas aulas que trataram sobre organismos e o pensamento inventivo, coloca-se, naturalmente, a seguinte questão: faz sentido interpretar os seres vivos como máquinas? Para isso, em um primeiro momento, a aula irá abordar brevemente esse problema, tal como foi posto pelo médico e filósofo francês Georges Canguilhem (1904-1995), na sua obra O conhecimento da vida, de 1952. Em um segundo momento, será levantada a questão: como podemos definir o que é uma máquina? Essa simples pergunta se mostra complexa quando abordada pela filosofia. Por essa razão, faz sentido, ainda neste segundo bloco, respondê-la a partir de outras duas questões que podem ser postas ao lado daquela, em grau de importância: o que é técnica? O que é tecnologia? Para responder a essas três questões de base, será utilizada parte da teoria desenvolvida pelo psicólogo e filósofo francês Gilbert Simondon (1924-1989). A partir dos trabalhos de Canguilhem e Simondon, poderemos distinguir a diferença entre o que é a vida — isto é, um organismo vivo —, o que é uma máquina, o que é um conjunto fabril e o que são instrumentos e ferramentas. Após desenvolver essas definições, o terceiro objetivo da aula é compreender o desenvolvimento contemporâneo daquilo que chamamos, no século XX, de tecnologias da informação e do controle. O que é a cibernética? O que é a automação? De onde vem a ideia do robô? Para essas questões, abordaremos brevemente o papel da teoria cibernética desenvolvida por Norbert Wiener (1894-1964) durante a primeira metade do século passado. Por fim, a aula irá abordar, no seu quarto e último bloco, uma análise dos impactos políticos do desenvolvimento da tecnologia na contemporaneidade. Serão tratados, brevemente, os principais problemas éticos gerados pelo desenvolvimento da Inteligência Artificial e das tecnologias de controle e automação desenvolvidas após a Segunda Guerra Mundial. Nessa relação entre ciência, tecnologia e sociedade, utilizaremos as obras de três filósofos contemporâneos: Theodore Kaczynski (1942-2023), Mark Coeckelbergh (1974–) e Seth Lazar (1979–).

Bibliografia:
CANGUILHEM, Georges. La Connaissance de la vie. Paris : Librairie Hachette, 1952. 299p.
COECKELBERGH, Mark. Ética na inteligência artificial. Tradução de Clarisse de Souza et al. São Paulo: Ubu; Rio de Janeiro: Editora PUC-Rio, 2023.
DUPUY, Jean-Pierre. Nas origens das ciências cognitivas. São Paulo: Editora Unesp, 1996. 221 p. Tradução de Roberto Leal Ferreira.
KRITSKI, P. M. B.; CALAZANS, V. F. B. . Gilbert Simondon: a técnica como pensamento e objeto. In: Jelson Oliveira. (Org.). Filosofia da tecnologia: seus autores e seus problemas. 1ed.Caxias do Sul: Educs, 2020, v. , p. 271-281.
KRITSKI, P. M. B.. Individualismo e Tecnofobia: Sobre as Bases Filosóficas de Theodore Kaczynski. In: Michel Gherman, Christina Vital. (Org.). Decodificando a extrema direita: agendas de pesquisa em história política. 1ed.Rio de Janeiro: Editora Alpheratz, 2024, v. 1, p. 115-124.
_________. Contra a Tecnologia: O ecorradicalismo no Brasil. In: Helder B. Aires de Carvalho;Luiz Henrique L. Abrahão. (Org.). Perspectivas da Filosofia da Tecnologia no Brasil. 1ed.Teresina: EDUFPI, 2024, v. 1, p. 121-143.
_________. Norbert Wiener: a Cibernética ou a revolução do controle e da comunicação. In: Jelson Oliveira. (Org.). Filosofia da Tecnologia: seus autores, seus problemas. 1ed.Caxias do Sul: Editora da Universidade de Caxias de Sul, 2022, v. 2, p. 245-256.
_________. O monstro e o robô: considerações sobre o organismo e a máquina em Canguilhem e Simondon. Cadernos PET-Filosofia (UFPR), v. 23, p. 162, 2023.
LAZAR, Seth. Lecture I: Governing the Algorithmic City. Stanford: Tanner Lectures on AI and Human Values, 2023. Disponível em: https://arxiv.org/abs/2410.20720. Acesso em: 20 maio 2025.
SIMONDON, Gilbert. Du mode d'existence des objets techniques. Paris : Aubier, 1958.
SIMONDON, Gilbert. Sur la philosophie (1950-1980) Ed. 1ª. Presses Universitaires de France : Paris, 2016.

Programa

Programa completo:

Aula 1: Completude (aparente) do Presente: o drama
Esta aula tem por objetivo introduzir o conceito do gênero dramático (Aristóteles), abordando os pontos-chave para entendimento do que consiste o “drama” (aqui também serão abordadas outras acepções comuns dessa palavra), bem como a introdução à teoria dos gêneros (Rosenfeld). Como essas mesmas ideias foram retomadas no século XVII e XVIII nas tragédias clássicas (a partir de Raymond Williams). O sujeito da ação no drama puro e a constituição incompleta do sujeito brasileiro. Pontos de interesse para o entendimento da prática de escrita: Começo, meio e fim. Diálogo. Personagem. Ação, lugar, tempo. Curva dramática. Estase e intrusão (Peter Szondi; David Ball). Exercício de cena dramática.

Aula 2: Rupturas e Atualização – épico
Esta aula tem por objetivo abordar o gênero épico, ou seja, a forma narrativa. Formas populares da Idade Média (carnaval, mascaradas, desfiles, entre outras): formas teatrais não-dramáticas e seus usos. A retomada das ferramentas epicizantes no século início do século XX (Piscator, Brecht). Usos e efeitos resultantes dos expedientes épicos na escrita teatral. Quem é que narra? O que se narra? Para quem? Pontos de interesse para prática de escrita: Narração. Quebras da lógica ficcional dialógica. Deslinearização do enredo. Criação de tensão. Montagem/Colagem. Exercício de cena narrativa.

Aula 3: Instante Eternizado – Lírico/Fluxo de pensamento/inconsciente
Esta aula tem como objetivo apresentar o gênero lírico e seus traços fundamentais (Rosenfeld). Aproximação da subjetividade lírica como expedientes da formalização de uma fragmentada visão de mundo. Lírico como efeito de distanciamento da própria linguagem. Aproximação entre lírico e épico, já desde o início do século XX (Tennessee Williams, por exemplo) e que ecoa fortemente na dramaturgia contemporânea. Crise da linguagem (Ryngaert). Pontos de interesse para a prática de escrita: Fragmentação de vozes. Musicalidade e ritmo das palavras. Repetição. Interiorização. Suspensão de tempo e espaço. Exercício de cena com aspectos líricos.

Aulas 4 e 5: Hibridização de gêneros
Estas aulas aprofundam a questão de hibridização dos três gêneros apresentados nas aulas anteriores com base teórica em Peter Szondi e Jean Pierre Ryngaert. A partir da leitura de trechos de peças selecionadas, também será discutida a formalização de fatos históricos na dramaturgia. Exercício de escrita com base em notícias reais trazidas pelos participantes a ser retrabalhado para o último encontro, concatenando os pontos abordados durante o curso.

Aula 6: Finalização
Nesse último encontro, serão resumidos os principais pontos e procedimentos observados ao longo do curso. Leitura coletiva dos textos produzidos pelos participantes.


REFERÊNCIAS
ARISTÓTELES. Poética. Tradução Eudoro de Sousa. 2. ed. Imprensa Nacional –. Casa da Moeda. 1990. Série Universitária. Clássicos de Filosofia.
BALL, David. Para trás e para frente: um guia para leitura de peças teatrais. São Paulo: Perspectiva, 1999.
BOAL, Augusto. “O sistema trágico coercitivo de Aristóteles”. In: Teatro do oprimido e outras poéticas políticas. São Paulo: Editora 34, p. 27-71.
CANDIDO, Antonio. Dialética da malandragem, In: O discurso e a cidade. São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1993.
CANDIDO, Antonio. A Educação pela Noite. São Paulo: Ática, 1989.
COSTA, Iná Camargo. “Brecht no cativeiro das forças produtivas”. In: Nem uma lágrima: teatro épico em perspectiva dialética. São Paulo: Nankin e Expressão Popular, 2012, p. 137-152.
FRIEDMAN, N. O PONTO DE VISTA NA FICÇÃO: O DESENVOLVIMENTO DE UM CONCEITO CRÍTICO. Revista USP, [S. l.], n. 53, p. 166-182, 2002. DOI: 10.11606/issn.2316-9036.v0i53p166-182. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revusp/article/view/33195. Acesso em: 16 jun. 2021.
MAMET, David. Três usos da faca. São Paulo: Civilização Brasileira, 2001.
ROSENFELD, A. O teatro épico. 6 ed. São Paulo: Perspectiva, 2008.
ROSENFELD, Anatol. O mito e o herói no moderno teatro brasileiro. 2ª edição. São Paulo: Perspectiva, 2019.
RYNGAERT, Jean-Pierre. Ler o Teatro Contemporâneo. São Paulo: Martins Fontes.
SZONDI, Peter. Teoria do Drama Moderno. [1880-1950]. Tradução Raquel Imanishi. apresentação José Antonio Pasta.Texto complementar: Anatol Rosenfeld. São Paulo: Cosac Naify 2013.
SZONDI, Peter. Teoria do Drama Burguês [séc. XVIII]. São Paulo: Cosac Naify, 2005.
SALOMÃO, Marici. Sala de trabalho: A experiência do Núcleo de Dramaturgia SESI - British Council. São Paulo: SESI, 2018.
WILLIAMS, R. Tragédia moderna. São Paulo: Cosac Naify, 2002.
WILLIAMS, Raymond. Keywords: a vocabulary of culture and society. London: Fontana press, 1988. (1976)

Peças com leitura recomendada, entre outras a serem lidas durante o curso:
 

Pré-1900
Édipo Rei - Sófocles
Hamlet - William Shakespeare
O Mercador de Londres - George Lillo

Século XX - primeira metade:
O Sonho - August Strindberg
A Decisão - Bertolt Brecht
Não sobre rouxinóis - Tennessee Williams

Século XX - segunda metade
Esperando Godot - Samuel Beckett
A Moratória - Jorge Andrade
Heiner Müller - Hamlet-máquina
Sarah Kane - Blasted

Século XXI
Yussef El Guindi - Back of the throat
Eletronic City - Falk Richter
A Vida na Praça Roosevelt. - Dea Loher
Grace Passô - Vaga Carne

Programa

1. Uma história da Língua Portuguesa: aspectos históricos e linguísticos no percurso da língua
2. A perspectiva histórica da língua e a BNCC: concepções de língua e concepções de ensino
3. Propostas de abordagem da perspectiva histórica no Ensino Básico: estratégias e oportunidades – parte 1
4. Propostas de abordagem da perspectiva histórica no Ensino Básico: estratégias e oportunidades – parte 2

Referências Bibliográficas:
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: MEC, 2017. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alia…. Acesso em: 10 abr. 2024.
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC, 2013. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/acesso-a-informacao/media/seb/pdf/d_c_n_ed…. Acesso em 12 abr. 2024.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNs). Brasília: MEC, 2000. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/14_24.pdf. Acesso em: 12 abr. 2024.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1998. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/portugues.pdf. Acesso em 12 abr. 2024.
BRASIL. Senado Federal. LDB: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. 7. ed. Brasília, DF: Senado Federal, Coordenação de Edições Técnicas, 2023. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/642419/LDB_7ed.pdf. Acesso em: 12 abr. 2024.
CASTRO, Yeda Pessoa de. Camões com dendê: o português do Brasil e os falares afro-brasileiros. Rio de Janeiro: Topbooks Editora, 2022.
FARACO, Carlos Alberto. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola Editorial, 2016.
FLACH, Alessandra Bittencourt; PRESTES, Maria Luci de Mesquita. Contribuições de abordagens sobre variação, numa perspectiva diacrônica, para o ensino de língua portuguesa. In: SIQUEIRA, Maria Carolina Bulhosa; PIMPÃO, Tatiana Schwochow. (Orgs.). Anais do V Seminário de Linguística e Ensino de Língua Portuguesa. Rio Grande: Ed. da FURG, 2015, p. 132-142. (02 a 04 set. 2015). Disponível em: https://nelp.furg.br/images/Artigos-SENALLP.pdf. Acesso em 18 ago. 2024.
FORTES, Fábio; MIOTTI, Charlene Martins. Cultura clássica e ensino: uma reflexão sobre a presença dos gregos e latinos na escola, Organon, UFRGS, Porto Alegre, v. 29, n. 56, jan.-jun., 2014, p. 153-173.
GALINDO, Caetano W. Latim em pó: um passeio pela formação do nosso português. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.
ILARI, Rodolfo; BASSO, Renato. O português da gente: a língua que estudamos, a língua que falamos. 2 ed. São Paulo: Contexto, 2009
JANSON, Tore. A história das línguas: uma introdução. São Paulo: Parábola Editorial, 2015.
NUSSBAUM, Martha. Sem fins lucrativos: por que a democracia precisa das humanidades. São Paulo: Martins Fontes, 2015.
VENÂNCIO, Fernando. Assim nasceu uma língua: sobre as origens do Português. São Paulo: Tinta-da-China Brasil, 2024.
VIARO, Mário Eduardo. Por trás das palavras: manual de etimologia do Português. São Paulo: Globo, 2004