Programa

Preparação para as provas de certificação em língua francesa (DALF C1)
Préparation aux diplômes en français DALF C1


Programa do curso:


Este curso tem por objetivo preparar os alunos para realizar as provas de certificação em língua francesa, dando-lhe ferramentas para que eles conheçam as provas e desenvolvam as habilidades linguísticas e discursivas requeridas por elas. Ele objetiva trabalhar habilidades comunicativas em Língua Francesa que permitam aos alunos dominar a língua em situações variadas, possibilitando que se apresentem aos exames DALF C1.


Nos módulos serão trabalhadas estratégias para o desenvolvimento das capacidades requeridas pelos exames. As aulas tratarão das quatro habilidades avaliadas nas provas: compreensão oral, compreensão escrita, produção oral e produção escrita. Para tanto, serão trabalhados as provas e objetivos específicos para permitir que os alunos possam realizar os exames DALF C1.

Trata-se de um curso modular, de 12 horas, que será dividido em 4 módulos sobre o DALF C1. Cada módulo será composto de 1 aula de 3 horas.


Pré-requisitos para inscrever-se no curso:  É necessário comprovar o nível por meio de um dos certificados (DELF B2) anterior ao nível que se deseja estudar ou fazer um teste de nível.

Bibliografia:
BAPTISTE Auréliane, MARTY Roselyne. Réussir le DELF B2. Didier, 2010.
CHEVALLIER-WIXLER Dominique, DUPLEIX Dorothée, JOUETTE Ingrid, et al. Réussir le DALF
C1/C2. Didier, 2007
VELTCHEFF Caroline, HILTON Stanley. Préparation à l'examen du DELF B2. Hachette FLE, 2006.

Programa

- O caso acusativo: declinação dos substantivos, adjetivos e pronomes
- O tempo passado do verbo
- O tempo futuro do verbo
- Vocabulário
- Fonética
- Informações complementares relativas à história e à cultura russa

Bibliografia
Tchernichov, S.I., Tchernichova, A.V. Poekhali! Russki iazik dlia vzroslikh. Natchalni kurs. Utchebnik. Tchast 1.1. São Petersburgo: Zlatoust, 2019, 176 p.
Tchernichov, S.I., Tchernichova, A.V. Poekhali! Russki iazik dlia vzroslikh. Natchalni kurs. Rabotchaia Tetrad. Tchast 1.1. São Petersburgo: Zlatoust, 2019, 160 p.
Khavronina, S.A. Russki iazik v uprajneniakh. Utchebnoe Posobie. 19ª ed. Moscou: Russki Iazik. 2009, 384 p.
Finagina, I.V. Russki iazik kak inostranni. Posobie po chteniu. São Petersburgo: NIU ITMO, 2014, 81 p.
Ermachenkova V.S. То listen and to hear: А listening course for the foreign students of Russian: Level А2. St. Petersburg: Zlatoust, 2007, 112 р.

Programa

1ªaula - Apresentação do curso


- Bakhtin e o Círculo: fundamentos
dialógicos para os atos humanos

- VIANNA, R. A linguagem pela perspectiva do
Círculo de Bakhtin. Odisseia, Natal, RN, v. 4, n. 1,
p. 19-33, jan.-jun. 2019. Disponível em:
https://doi.org/10.21680/1983-
2435.2019v4n1ID16818

2ªaula - A interação como centro da vida da linguagem.

- VOLÓCHINOV, V. (Cap.5) Língua, Fala e
Enunciação. (Cap. 6). A interação verbal. (Cap.
7). Tema e Significação na língua. In: Marxismo e
filosofia da linguagem: problemas fundamentais
do método sociológico na ciência da linguagem.
Trad. Sheila Grillo e Ekaterina Vólkova Américo.
São Paulo: Editora 34, 2017.

3ªaula - Enunciado, interlocução, gêneros do discurso e esferas da atividade

- BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. Trad.
Paulo Bezerra. 1ª. Ed. São Paulo: Editora 34,
2016.


4ªaula A tradução e a interpretação em perspectiva dialógica

SOBRAL, A. Traduzimos discursos, não (apenas)
textos. In: Dizer o “mesmo” a outros: ensaios
sobre tradução. São Paulo: SBS Editora, 2008.
KUMAR, Amith P. V. A tradução como um ‘acordo
dialógico’: uma perspectiva bakhtiniana. Tradução
de Orison Marden Bandeira de Melo Jr. Cadernos
de Tradução, Florianópolis, v. 38, nº 3, p. 549-
562, set-dez, 2018. Disponível em:
https://doi.org/10.5007/2175-
7968.2018v38n3p549

5ªaula Aspectos visuais e verbo-visuais da tradução e interpretação da língua de sinais: uma leitura bakhtiniana

BRAIT, B. Olhar e ler: verbo-visualidade em
perspectiva dialógica. Bakhtiniana, São Paulo, 8
(2): 43-66, 2013.
NASCIMENTO, V. Gêneros do discurso e verbo-
visualidade: dimensões da linguagem para a
formação de Tradutores/Intérpretes de
Libras/Português. In: BRAIT, B; MAGALHÃES, A.
S. (Orgs). Dialogismo: teoria e(m) prática. São
Paulo: Terra Cota – 2014.
- Atividade prática de descrição, análise e
tradução de materiais
audiovisuais para a Libras
- Encerramento do curso

Bibliografia básica:
BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. Trad. Paulo Bezerra. 1ª. Ed. São Paulo: Editora 34, 2016.
BAKHTIN, M. Teoria do romance I. A estilística. Trad. Paulo Bezerra. São Paulo: Editora 34, 2015.
BAKHTIN, M. Para uma filosofia do ato responsável. Trad. Valdemir Miotello & Carlos Alberto Faraco. São Carlos:
Pedro e João Editores, 2010e.
BAKHTIN, M. O autor e a personagem na atividade estética. In: Estética da criação verbal. Tradução Paulo Bezerra.
4 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
BRAIT, B. Olhar e ler: verbo-visualidade em perspectiva dialógica. Bakhtiniana, São Paulo, 8 (2): 43-66, 2013.

BRAIT, B. Bakhtin e a natureza constitutivamente dialógica da linguagem. In: BRAIT, B. (Org.) Bakhtin, dialogismo e
construção de sentidos. Campinas: Editora da Unicamp, 2005.
BRAIT, B. Análise e teoria do discurso. In: BRAIT, B. (Org). Bakhtin: outros conceitos-chave. São Paulo: Contexto,
2008a.
KUMAR, Amith P. V. A tradução como um ‘acordo dialógico’: uma perspectiva bakhtiniana. Tradução de Orison
Marden Bandeira de Melo Jr. Cadernos de Tradução, Florianópolis, v. 38, nº 3, p. 549-562, set-dez, 2018.
Disponível em: https://doi.org/10.5007/2175-7968.2018v38n3p549
NASCIMENTO, V. Contribuições bakhtinianas para o estudo da interpretação da
língua de sinais. TradTerm, São Paulo, v. 21, p. 213-236, 2013. Disponível em:
http://myrtus.uspnet.usp.br/tradterm/site/images/revistas/v21n1/13_vini…
NASCIMENTO, V.; HARRISON, K. M. P. Verbo-visualidade no gênero jornalístico televisivo: leituras para a
construção de estratégias da interpretação da língua de sinais. Bakhtiniana. Revistas de Estudos do Discurso. São
Paulo, v. 8, n° 2, 2013. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/bak/v8n2/12.pdf
NASCIMENTO, V. Gêneros do discurso e verbo-visualidade: dimensões da linguagem para a formação de
Tradutores/Intérpretes de Libras/Português. In: BRAIT, B; MAGALHÃES, A. S. (Orgs). Dialogismo: teoria e(m)
prática. São Paulo: Terra Cota – 2014b.
NASCIMENTO, V. Janelas de Libras e gêneros do discurso: apontamentos para a formação e atuação de
tradutores de língua de sinais. Trabalhos em Linguística Aplicada. Campinas, N. 56, V. 2, p. 461-492, 2017.
Disponível em: https://doi.org/10.1590/010318138649203273941 Acesso em 14/12/2021 .
VIANNA, R. A linguagem pela perspectiva do Círculo de Bakhtin. Odisseia, Natal, RN, v. 4, n. 1, p. 19-33, jan.-jun.
2019. Disponível em: https://doi.org/10.21680/1983-2435.2019v4n1ID16818
VOLÓCHINOV, V. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da
linguagem. Trad. Sheila Grillo e Ekaterina Vólkova Américo. São Paulo: Editora 34, 2017
SOBRAL, A. Dizer o “mesmo” a outros: ensaios sobre tradução. São Paulo: SBS, 2008.

Programa

Aula I - O contexto: exposição do ambiente filosófico e científico da produção de Henri Bergson concentrando-se nos principais autores e escolas de referência.

Aula II - O primeiro Ensaio de Bergson: análise dos principais temas e conceitos do “Ensaio sobre os dados imediatos da consciência”: o problema da quantificação os estados de consciência, da multiplicidade dos estados de consciência e sobre a dinâmica desses.

Aula III  - O segundo Ensaio de Bergson (parte I): análise dos principais temas e conceitos da primeira parte de “Matéria e Memória – ensaio sobre a relação do corpo com o espírito”, quais sejam: o problema da origem e modo de constituição da percepção e sua relação com o corpo; o conceito de imagem; o modelo do circuito P da percepção pura.

AULA III - O segundo Ensaio de Bergson (Parte II):  análise dos principais temas e conceitos da segunda parte de “Matéria e Memória”: o status do cérebro (sua função em relação à percepção), as camadas da memória (memória-hábito, memória-lembrança e memória pura), o inconsciente e a matéria.

BIBLIOGRAFIA

BERGSON, HENRI. Ensaio sobre os dados imediatos da consciência. Trad.: Maria Adriana Cappello. São Paulo: Edipro, 2020.

BERGSON, HENRI. Matéria e Memória. Trad.: Paulo Neves. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

BERGSON, HENRI. Essai sur les données immédiates de la conscience. Paris: PUF, 2007.


BERGSON, HENRI. Matière et Mémoire. PARIS: PUF, 2009.

 

SILVA, FRANKLIN LEOPOLDO. E. Bergson: intuição e discurso filosófico. São Paulo: Loyola, 1994.

Worms, Frédéric. Introduction à matière et mémoire de Bergson. Paris: PUF, 1997.


Jankélévitch, Vladimir. Henri Bergson. PARIS:PUF, 2015.


Gouhier, Henri. Bergson Dans l'Histoire de la Pensée Occidentale. PARIS: VRIN, 1989.

Programa

Aula 1: História dos posicionamentos filosóficos sobre a mente
Aula 2: Tópicos de Filosofia da Consciência
Aula 3: Tópicos em Psicologia da Consciência: Interações entre linguagem e consciência
Aula 4: As margens da consciência: Cérebro Bipartido
Aula 5: Teorias Neurocientíficas da Consciência
Aula 6: Consciência além do cérebro
Aula 7: Consciência não-humana: Animais
Aula 8: Consciência não-humana: IA

 

Aula 1 - 11/08/2025
História dos posicionamentos filosóficos sobre a mente: mostraremos como a questão mente-corpo foi respondida ao longo da história da Filosofia. Iremos apresentar quatro possíveis respostas à questão mente-corpo. Para cada uma dessas respostas, discutimos brevemente a posição de filósofos modernos que as representam.
Bibliografia:
BERKELEY - Principles of Human Knowledge and Three Dialogues. Oxford: Oxford University Presss, 2009
DESCARTES. - Meditações, in Obra escolhida, trad. J. Guinsburg e Bento Prado Jr., introdução de G.-G. Granger, prefácio e notas de G. Lebrun. S. Paulo: Difel, 1962
DESCARTES. - Discurso do Método, trad. Bento Prado Jr. e J. Guinsburg, São Paulo, Difel, 1962.
SPINOZA - Ética. São Paulo: Edusp, 2015
DOWNING, L., "George Berkeley", The Stanford Encyclopedia of Philosophy (Fall 2021 Edition), Edward N. Zalta (ed.), URL = https://plato.stanford.edu/archives/fall2021/entries/berkeley/.
HATFIELD, G., "René Descartes", _The Stanford Encyclopedia of Philosophy (Spring 2024 Edition)_, Edward N. Zalta & Uri Nodelman (eds.), URL = https://plato.stanford.edu/archives/spr2024/entries/descartes/.
NADLER, S., "Baruch Spinoza", The Stanford Encyclopedia of Philosophy (Spring 2024 Edition), Edward N. Zalta & Uri Nodelman (eds.), URL = https://plato.stanford.edu/archives/spr2024/entries/spinoza/.
SCRUTON, R. Spinoza: a very short introduction. Oxford: Oxford University Press, 2002

Aula 2 – 13/08/2025
Tópicos de Filosofia da Consciência: nesta aula, daremos continuidade ao tema da aula 1, discutindo como filósofos contemporâneos abordam a questão mente-corpo. Ao longo da discussão, apresentamos conceitos centrais à Filosofia da Mente e da Consciência úteis para compreender as teorias científicas da consciência.
Bibliografia:
CHURCHLAND, P. S. Neurophilosophy: Toward a Unified Science of the Mind-Brain. Cambridge: MIT Press, 1990
CHALMERS, D. J. The Puzzle of Conscious Experience. Scientific American. 273_(6), 80–86, 1995
DENNETT, D. C.. Real Patterns. The Journal of Philosophy, 88(1), 27–51, 1991
___________. Consciousness Explained. London: Penguin Books, 1993
HOFFMAN, D. The Case Against Reality: how evolution hid the truth from our eyes. London: Penguin Books, 2020
SEARLE, J. R. Mystery of consciousness. London: Granta Books, 1998
CHURCHLAND, P. M. Matéria e consciência: uma introdução contemporânea à filosofia da mente. São Paulo: Editora UNESP, 2004
CLARK, A. Mindware. Oxford: Oxford University Press, 2014
LECLERC, A. Uma Introdução à Filosofia da Mente. Curitiba: Appris Editora, 2018

Aula 3 – 18/08/2025
Tópicos em Psicologia da Consciência: Interações entre linguagem e consciência: apresentamos um panorama acerca da relação entre a linguagem e a consciência. Para tanto, mobilizamos algumas das principais correntes teóricas filosóficas, psicológicas e linguísticas que versam sobre o tema, principalmente calçadas naquelas que apontam para o uso discursivo da linguagem (indicando o contexto sócio-cultural, os significados e as estratégias que se realizam através de símbolos linguísticos). Essa fundamentação nos permite estabelecer a mente humana como essencialmente discursiva.
Bibliografia:
CHAFE, Wallace. (1994). Discourse, Consciousness and Time
FIREMAN, G., KOSE, G. (1990). Piaget, Vygotsky, and the Development of Consciousness. In: Baker, W.J., Hyland, M.E., van Hezewijk, R., Terwee, S. (eds) Recent Trends in Theoretical Psychology. Recent Research in Psychology. Springer, New York, NY. https://doi.org/10.1007/978-1-4613-9688-8_36
ARAUJO, Saulo de Freitas. (2020). O passado e o futuro da psicologia experimental: contribuições de Fechner, Wundt e James. Psicol. pesq., Juiz de Fora , v. 14, n. 3, p. 23-43, dez. 2020 . Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1982-12472…. acessos em 24 jul. 2024. https://doi.org/10.34019/1982-1247.2020.v14.30297.
CAGE, Nicole; BAARS, Bernard. (2010). Cognition, Brain and Consciousness..

Aula 4 – 20/08/2025
As margens da consciência: Cérebro Bipartido: nesta aula, abordaremos casos especiais que permitem refletir sobre os problemas da consciência levantados anteriormente, analisando-os a partir dos casos especiais de indivíduos com o cérebro bipartido. O ponto central é o de investigar se a divisão do cérebro resulta na divisão da própria consciência, apresentando três perspectivas principais, a saber, a da dualidade, da unidade ou da unidade parcial.
Bibliografia:
BOGEN, J. (1969). The Other Side of the Brain II: An Appositional Mind. Bulletin of the Los Angeles Neurological Societies, Los Angeles, Califórnia, n. 34, p. 135-62, 1997.
DEWITT, L. Consciousness, mind and self: the implications of the split-brain studies. British Journal for the Philosophy of Science, n. 26, p. 41-47, 1975.
GAZZANIGA, M., IVRY, R., MANGUM, G. Cognitive neuroscience: the biology of the mind. Nova Iorque: W. W. Norton, 2019.
MACKAY, D. Conscious agency with unsplit and split brains. In: Josephson, B.,Ramachandran, V. (Org.). Consciousness and the physical world. Oxford: Pergamon, 1980. p. 95-114.
INTO, Y., NEVILLE, D. A., OTTEN, M., CORBALLIS, P. M., LAMME, V. A., de HAAN, E. H. F., FABRI, M. Split brain: divided perception but undivided consciousness. Brain, n. 140, v. 5, 1231-1237, 2017.
PUCCETTI, R. Brain bisection and personal identity. British Journal for the Philosophy of Science, n. 24, p. 339-55, 1973.
SCHECHTER, E., BAYNE, T. Consciousness after split-brain surgery: the recent challenge to the classical picture. Neuropsychologia, n. 160, ago., 2021.
SPERRY, R. Forebrain commissurotomy and conscious awareness. The journal of medicine and philosophy, n. 2, v. 2, pp.101-126, 1977.

Aula 5 – 25/08/2025
Teorias Neurocientíficas da Consciência: nesta aula abordaremos as quatro principais teorias da consciência por detrás da maior parte daquilo produzido pelos estudos neurocientíficos do tema nos últimos 25 anos. Os argumentos centrais dessas teorias neurocientíficas serão apresentados e, em seguida, discutiremos algumas de suas contribuições, pontos positivos e negativos com base em uma breve revisão crítica dos últimos 25 anos de evidências empíricas produzidas pelos programas de pesquisa a elas associados.
Bibliografia:
DEMBSKI, Cole. Assessing Consciousness Theory: A Systematic Scoping Review of 25 Years of Empirical Evidence for
Neuroscientific Theories of Consciousness. Portland: Reed College, 2020, p. 19-42;
BAARS, Bernard; ALONZI, Adam. The Global Workspace Theory. In: GENNARO, Rocco (Org.). The Routledge Handbook of
Consciousness. London: Routledge, 2018, p. 122-136;
FALLON, Francis. Integrated Information Theory. In: GENNARO, Rocco (Org.). The Routledge Handbook of Consciousness.
London: Routledge, 2018, p. 137-148;
GRAZIANO, Michael. The Attention Schema Theory of Consciousness. In: GENNARO, Rocco (Org.). The Routledge Handbook
of Consciousness. London: Routledge, 2018, p. 174-187.

Aula 6 - 27/08/2025
Consciência além do cérebro: nesta aula abordaremos algumas teorias atuais da consciência desenvolvida internamente ao campo interdisciplinar das Ciências Cognitivas, principalmente aquelas pertencentes à tradição 4E para o estudo da cognição e frameworks científico-cognitivos mais recentes, que postulam a cognição e consciência como fenômenos que vão além do cérebro. Os argumentos centrais dessas teorias serão apresentados e, em seguida, discutiremos algumas de suas contribuições, pontos positivos e negativos com base em uma breve revisão de seu status e relevância atuais, internamente aos estudos da consciência.
Bibliografia:
MYIN, Erik; LOUGHLIN, Victor. Sensorimotor and Enactive Approaches to Consciousness. In: GENNARO, Rocco (Org.). The Routledge Handbook of Consciousness. London: Routledge, 2018, p. 202-215;
HOHWY, Jakob; SETH, Anil. Predictive processing as a systematic basis for identifying the neural correlates of consciousness.
Philosophy and the Mind Sciences, 2020, v. 1, n. 3., p. 1-34;
HARLEY, Trevor. The Science of Consciousness: Waking, Sleeping and Dreaming. Cambridge: Cambridge University Press,
2021, p. 79-129;


Aula 7 – 01/09/2025
Consciência não-humana: Animais: nesta aula abordaremos algumas teorias, oriundas dos campos de estudo do comportamento animal, que tratam da consciência e sua evolução em animais não-humano. Os argumentos centrais dessas teorias serão apresentados e, em seguida, discutiremos suas mais notórias contribuições, pontos positivos e negativos.
Bibliografia:
HARLEY, Trevor. The Science of Consciousness: Waking, Sleeping and Dreaming. Cambridge: Cambridge University Press,
2021, p. 79-129;
MALEY, Corey; PICCININI, Gualtiero. The Biological Evolution of Consciousness. In: GENNARO, Rocco (Org.). The Routledge
Handbook of Consciousness. London: Routledge, 2018, p. 379-387;
ALLEN-HERMANSON, Sean. Animal Consciousness. In: GENNARO, Rocco (Org.). The Routledge Handbook of
Consciousness. London: Routledge, 2018, p. 388-407;
POLGER, Thomas. Rethinking the Evolution of Consciousness. In: SCHNEIDER, Susan; VELMAS, Max (Orgs.). The Blackwell
Companion to Consciousness. Hoboken: Wiley-Blackwell, 2017, p. 77-92;
ALLEN, Colin; TRESTMAN, Michael. Animal Consciousness. In: SCHNEIDER, Susan; VELMAS, Max (Orgs.). The Blackwell
Companion to Consciousness. Hoboken: Wiley-Blackwell, 2017, p. 63-76;

Aula 8 - 03/09/2025
Consciência não-humana: IA: na última aula do curso abordaremos o tópico de consciência em máquinas e inteligência artificial. Partiremos de uma perspectiva histórica com a máquina de Turing e chegaremos até as dicussões atuais de ética acerca da inteligência artificial e também debateremos a possibilidade de existir consciência artificial. Terminaremos a aula com um resumo do conteúdo ministrado ao longo do curso, seguido de uma seção aberta para o feedback geral dos participantes.
Bibliografia:
GOUVEIA, S. (ed.) (2020). The Age of Artificial Intelligence: An Exploration. Vernon Press.
WASKAN, Jonathan. Robot Consciousness. In: GENNARO, Rocco (Org.). The Routledge Handbook of Consciousness.
London: Routledge, 2018, p. 408-419;
ALEKSANDER, Igor. Machine Consciousness. In: SCHNEIDER, Susan; VELMAS, Max (Orgs.). The Blackwell Companion to
Consciousness. Hoboken: Wiley-Blackwell, 2017, p. 93-105.
GOUVEIA, S. The Ethics of Artificial Intelligence in Medicine: Preliminary Remarks. glob. Philosophy 35, 4 (2025). https://doi.org/10.1007/s10516-024-09737-y
 

Programa

AULA 1(02/02) - Introdução ao curso e à Irlanda

AULA 2 (03/02) - O Queer e os Clássicos
The Picture of Dorian Gray - Oscar Wilde
As Music and Splendour - Kate O'Brien

AULA 3 (04/02) - O Queer contemporâneo: Migrações internas e externas
Stir Fry - Emma Donoghue
The Henna Wars - Adiba Jiagirdar

AULA 4 (09/02) - Transgeneridade em diferentes gêneros literários
Wild Geese - Soula Emmanuel
Son - William Kehone

AULA 5 (10/02) - Queer e anti-normatividade

Bibliografia:

AHMED, Sarah. The Cultural Politics of Emotion. 2002
ANDERSON, Benedict. Imagined Communities. 1991.
BARRETT, D.C.; et al. “Whose Gay Community: Social Class, Sexual Self-Expression”. The Sociological Quarterly. 46 (3): 437–456. 2005.
BHABHA, Homi. The location of culture. Routledge, 1994, London.
BORGES, Esther Gazzola. The Self in the Other: an analysis of Stir-Fry by Emma Donoghue. 2022. Dissertação (Mestrado em Estudos Lingüísticos e Literários em Inglês) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2021. doi:10.11606/D.8.2021.tde-26052022-125249..
BUTLER, Judith. Gender Trouble. Feminism and the Subversion of Identity. New York: Routledge, 1999.
BUTLER, Judith. Bodies that Matter. On the Discursive Limits of “Sex”. New York, Routledge, 1993.
BUTLER, Judith. “Endangered/Endangering: Schematic Racism and White Paranoia”. In: Reading Rodney King, Reading Urban Uprising. Robert Gooding-Williams, Ed. Routledge, 1993, pp. 16-22.
CARREGAL, José. Queer Whispers: Gay and Lesbian Voices of Irish Fiction. Dublin: University College Dublin Press, 2021.
CRONIN, M.G. “‘He’s My Country’: Liberalism, Nationalism, and Sexuality in Contemporary Irish Gay Fiction”. In: Éire-Ireland, Volume 39:3&4, Fómhar/Geimhreadh / Fall/Winter 2004, pp. 250-267. Disponível em https://muse.jhu.edu/article/176049. Acessado em novembro de 2018.
EMMANUEL, Soula. Wild Geese. Feminist Press, 2023
DONOGHUE, Emma. Stir-Fry. Penguin Books, 1995: London.
FOUCAULT, M. The History of Sexuality. New York: Random House, 1978.
JAIGIRDAR, Adiba. The Henna Wars. Page Street Kids, 2020.
JAIGIRDAR, Adiba. Hani and Ishu’s Guide to Fake Dating. Page Street Kids, 2021.
KEOHANE, William. Son. Belfast: The Lifeboat Press, 2023.
LENTIN, Ronit. 1998. '"Irishness", the 1937 Constitution and citizenship: a gender and ethnicity view', Irish Journal of Sociology, vol. 8: 5-24.
LUIBHEID, E. Nationalist Heterosexuality, Migrant (Il)legality, and Irish Citizenship Law: Queering the Connections. South Atlantic Quarterly, 110 (1), 2010, pp. 179–204. doi:10.1215/00382876-2010-028
MCKENNA, Oisin. Evenings & Weekends. Waterstones. 2024.
MULHALL, Anne. “Queer in Ireland: ‘Deviant’ Filiation and the (Un)holy Family”. In DOWNING, L., GILLET, R. Queer in Europe. Surrey: Ashgate, 2011. pp. 99-112.
O’TOOLE, Fintan. Irish Society and Culture in the twenty-first century. Lecture at University of São Paulo, 14 September 2009. IN: ABEI Journal, vol 11, nov 2009.
O’TOOLE, Tina. “Cé Leis Tú? Queering Irish Migrant Literature.” Irish University Review, vol. 43, no. 1, 2013, pp. 131–45. Crossref, doi:10.3366/iur.2013.0060.
PACHECO, V.A.C. “Homonacionalismo na literatura irlandesa contemporânea”. In: e-scrita Revista do Curso de Letras da UNIABEU Nilópolis, v.11, Número 2, 2020, 129-145. https://revista.uniabeu.edu.br/ojs2/index.php/RE/article/view/4053
PATTEN, E. “Contemporary Irish fiction”. In: FOSTER, J. W. The Cambridge Companion to the Irish Novel. Cambridge: Cambridge University Press, 2006. pp. 259-275.
PUAR, J. K. Terrorist Assemblages. Homonationalism in Queer Times. Duke University Press, Durham: 2017.
SEDGWICK, Eve Kosofsky. Between Men. English Literature and Male Homosexual Desire. New York: Columbia University Press, 1985.
SOMERVILLE, Siobhan B. (Ed). The Cambridge Companion to Queer Studies. New York: Cambridge University Press, 2020.

Programa

 
Programa 
Este curso será ministrado em francês e terá como foco a compreensão, oral e escrita, e a produção, oral e escrita, em língua francesa. Serão abordadas obras da literatura canônica e/ou contemporânea, por meio de textos literários, filmes, peças de teatro, entre outros. 
 
Programa detalhado 
 
Serão abordadas obras literárias dos séculos XIX, XX e XXI, bem como filmes, minisséries, fotos, documentários e histórias em quadrinhos dos séculos XXe XXI. 
 
XIXème Siècle 
 
1 - Balzac – La cousine Bette / COUSIN BETTE: série télévisée des années 90 
2- “Chez Maupassant”: série télévisée des contes de Guy de Maupassant 
3- La bête humaine – Zola / Jean Renoir et Au bonheur des Dames (Zola) - The paradise (série télévisée) 
4 - Zola “L’oeuvre” – Visite au musée 
5 - Proust et la mode - Le temps retrouvé 
 
XXème Siècle 
1 -Rimbaud – Une saison en enfer/ Jean-Luc Godard – Pierrot le fou 
2 - Robbe-Grillet – L’année dernière à Marienbad/ Marguerite Duras – Hiroshima, mon amour – (Films d’Alain Resnais) 
3 - L’étranger/ Le premier homme – Albert Camus 
4 - Georges Perec – Les choses - Playtime (Jacques Tati) / Un homme qui dort (livre et film de Perec) 
5 - Perec – Récit d’Ellis Island (Documentaire et photographie) 
 
 
XXIème Siècle 
 
1 -Stupeur et tremblements – Amélie Nothomb (film) 
2 -Persepolis (film et bande dessinée) 
3 - Le bleu est la couleur plus chaude (Bande dessinée) – La vie d’Adèle (film) 
4 - Évaluation 
5 - Évaluation 
 
Avaliação: escolher uma das obras apresentadas e propor uma adaptação diferente daquelas apresentadas em aula. 
 
 
Bibliografia: (na ordem em que serão abordados no curso) 
 
BALZAC, Honoré de. La cousine bette. Paris: Ed. Garnier Frères, 1962 
COUSIN BETTE. (Film) Réalisateur: Desmond Mac Anuff. 1998, 108 min. 
 
MAUPASSANT, GUY DE. Contes et nouvelles de Maupassant. Paris: Gallimard, 1974-79 
CHEZ MAUPASSANT. (Série) Réalisateurs: Gérard Jourd’hui/Gaëlle Girre. France 2, 2007-2011 
 
ZOLA, Émile. La bête humaine. Paris: Pocket, 2004. 
LA BÊTE HUMAINE. (film) Réalisateur: Jean Renoir. 1938, 100 min. 
 
ZOLA, Émile. Au bonheur des dames. Paris: Fasquelle, 1960. 
THE PARADISE. (Série) Réalisateur: Bill Gallagher. BBC, 2012-2013 
 
ZOLA, Émile. L’oeuvre. Paris: Gallimard, 1983. 
 
PROUST, Marcel. Le temps retrouvé. Paris: Gallimard, 1990. 
 
RIMBAUD, Arthur. Une saison en enfer. Paris: Mercure de France, 1914. 
PIERROT LE FOU. (Film) Réalisateur: Jean-Luc Godard. 1965, 115 min. 
 
DURAS, Marguerite. Hiroshima mon amour. Paris: Gallimard, 1983. 
ROBBE-GRILLET, Alain. L’année dernière à Marienbad. Paris: Ed. de Minuit, 1961 
HIROSHIMA, MON AMOUR. (Film) Réalisateur: Alain Resnais. 1959, 94 min. 
L’ANNÉ DERNIÈRE À MARIENBAD. (Film) Réalisateur: Alain Resnais. 1961, 94 min. 
 
CAMUS, Albert. L’étranger. Paris: Gallimard, 2002 
CAMUS, Albert. Le premier homme. Mayenne: Gallimard, 1995 
L’ÉTRANGER. (Film) Réalisateur: Luchino Visconti. 1967, 110 min. 
LE PREMIER HOMME. (Film) Réalisateur: Gianni Amelio. 2011, 100 min. 
 
PEREC, Georges. Les choses: une histoire des années soixante. Paris: Julliard, 1965 
PLAYTIME. (Film) Réalisateur: Jacques Tati. 1967, 124 min. 
 
PEREC, Georges. Un homme qui dort. Paris: Denöel, 1993 
UN HOMME QUI DORT. Réalisateurs: Georges Perec/Bernard Queysanne. 1974, 93 min. 
 
PEREC, Georges. Récits d’Ellis Island. Paris: P.O.L., 1995 
RÉCITS D’ELLIS ISLAND. Réalisateurs: Georges Perec/ Robert Bober. 1980, 117 min. (“Traces”: 57min; “Mémoires”: 60 min.) 
 
NOTHOMB, Amélie. Stupeur et tremblements: roman. Paris: Albin Michel, 1999 
STUPEUR ET TREMBLEMENTS. (film) Réalisateur: Alain Corneau. 2003, 107 min. 
 
SATRAPI, Marjane. Persepolis. Paris: L’Association, 2007. 
PERSEPOLIS. (Animation). Réalisateurs: Marjane Satrapi, Vincent Paronnaud. 2007, 96 min. 
 
MAROH, Julie. Le bleu est la couleur plus chaude. Grenoble: Glénat, 2010. 
LA VIE D’ADÈLE. (Film) Réalisateur: Abdellatif Kechiche. 2013, 180 min.

 

Programa

Ementa
O GREAT – Grupo de Estudos de Adaptação e Tradução/ CAPES/ USP, vinculado ao Programa de Pós-Graduação do Departamento de Letras Modernas da USP vem desenvolvendo uma importante atividade de pesquisa nos Estudos de Tradução e Estudos de Adaptação e sua relação com a teoria, o pensamento crítico e a práxis. Nos últimos anos, organizou congressos internacionais, e realizou três edições bienais da JOTA – Jornada de Estudos de Tradução e Adaptação, sendo a mais recente na Casa de Cultura Japonesa (USP), nos dias 13 e 14 de novembro do corrente.
 
As disciplinas oferecidas no curso  Tradução e Adaptação comentadas: estudos de caso nas áreas de artes e humanidades serão oferecidas pelos pesquisadores membros do GREAT e por professores convidados pelo projeto. Terão lugar na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. As 12 aulas abordarão teoria e estudos de caso em diversas especificidades dos Estudos da Tradução e da Adaptação tais como ópera, teatro, radionovela, música, cinema, libras, legenda, diversidade, polissemia e historiografia. As zonas fronteiriças entre a tradução e a adaptação estão na pauta que pretende promover debates e fomentar pesquisas de ponta na área.
 
Referência bibliográfica básica
FREITAS, R.C. e MILTON, J., orgs. Adaptação: Pesquisas do GREAT. São Paulo: Paulistana, 2017. Disponível em: https://issuu.com/renatacdef/docs/adapta____o_-_pesquisas_do_great__l
HUTCHEON, L. Uma teoria da adaptação. Tradução André Cechinel. Florianópolis: Editora UFSC, 2013.
SANDERS, J. Adaptation and Appropriation. London and New York: Routledge Taylor & Francis Group, 2006.
 
Programa:
 
Aula 1 (03. fevereiro) Apresentação do programa; Conteúdo teórico introdutório; 
Teoria da Tradução e da Adaptação 
Ministrante: Prof. Dr. John Milton
 
Resumo
Breve apresentação sobre os Estudos da Adaptação e comparação com Estudos da Tradução. Exibição de versões de Othello, suscitando comentários sobre os vários tipos de adaptação dos participantes, introduzindo vários conceitos como fidelidade, adaptações criativas, e imitações. A ideia é abrir espaço para a compreensão das várias possibilidades da adaptação.
Exibição comentada e debate sobre trechos das seguintes adaptações de Othello: Othelllo, de Kenneth Branagh (1995), Omkara, de Vishal Bhardwaj (2006) “O” de Tim Blake Nelson (1999/2001), Otelo da Mangueira de Gustavo Gasparani (2005), Desdemona, a Play about a Handkerchief, Paula Vogel (1987).
 
Referências
FISCHLIN, D.; FORTIER, M. Adaptations of Shakespeare: A Critical Anthology of Plays from the 17th Century to the Present. London: Routledge, 2000.
Indicações de consulta
 
Aula 2 (04. fevereiro) Adaptação – Teoria na prática;
Ministrante: Profa. Dra. Renata Cazarini Freitas
 
Resumo
O mito de Édipo remonta à Grécia arcaica (750-480 a.C.), antecedendo, na tradição mitológica, em duas gerações a famosa guerra de Troia retratada na Ilíada, poema épico de Homero. O Édipo arcaico é um herói que merece ser homenageado em sua morte com jogos fúnebres (Ilíada 23.678-680). Mas é o Édipo da Grécia clássica (480-320 a.C.), o da tragédia canônica de Sófocles Édipo Tirano (ou Édipo Rei), que domina o imaginário ocidental. O Édipo clássico é parricida e incestuoso, cego pelas próprias mãos, que se exila de Tebas para salvar a cidade da peste, depois de tê-la livrado da monstruosa Esfinge ao decifrar o famoso enigma cuja resposta é “O homem”. 
A persistência do mito de Édipo no ambiente cultural passa por atualizações: traduções e adaptações de natureza diversa. Inevitável pensar no complexo de Édipo, conceito psicanalítico proposto por Sigmund Freud no princípio do século XX. No campo das artes, a cadeia de transmissão é incomensurável. Esta aula vai abordar algumas das referências inevitáveis no teatro e no cinema: a tragédia ática de Sófocles, a tragédia romana de Sêneca e os filmes de Pier Paolo Pasolini (Édipo Rei) e de Denis Villeneuve (Incêndios).
 
Referências
Gravação de entrevista com professores da USP (Adriane Duarte), Unicamp (Flávio Ribeiro), Unifesp (Lúcia Rocha).  Duração: 56 minutos.  Disponível em: http://oestadodaarte.com.br/edipo/
ALC NTARA, P. H. Édipo Rei: Considerações sobre a versão de Pasolini para a obra de Sófocles. Dossiê Cinema e Audiovisual: entre o sensível e o reflexivo. Arquivos do CMD, Volume 3, N. 1. Jan/Jul 2015.
BAKOGIANNI, A. O que há de tão clássico na recepção dos clássicos? – Teorias, metodologias e perspectivas futuras. Codex – Revista de Estudos Clássicos, Rio de Janeiro, v. 4, n. 1, 2016, pp. 114-131.
FREITAS, Renata Cazarini de. “Incêndios”, Uma Voz Atual dos Séculos Antigos. In: FREITAS, R.C. e MILTON, J., orgs. Adaptação: Pesquisas do GREAT. São Paulo: Paulistana, 2017.
SÓFOCLES. Édipo Tirano. Tradução de Leonardo Antunes. São Paulo: Cotovia, 2018.
 
Aula 3 (05. fevereiro) Teoria e prática da Tradução; Execícios; e
Os dialetos (não) presentes na tradução de obras literárias
Ministrantes: Profa. Dra. Cláudia Martins
Profa. Dra. Vera Ramos
 
Resumo (Parte I. Profa. Cláudia Martins)
A aula tratará de dois importantes tópicos referentes à tradução literária – a polissemia e as variantes dialetais. Na parte referente à polissemia, veremos a definição do termo e sua importância na formação de jogos de palavras. Estudaremos, com exemplos, as técnicas apresentadas por Delabastita (1996) para a tradução de jogos de palavras. A parte dedicada às variantes dialetais apresentará algumas referências bibliográficas sobre o assunto (Lane-Mercier, Bratt, entre outros) e em seguida será feita a análise de alguns trechos de obras literárias em que são encontradas variantes dialetais. As obras abrangem desde o século XIX até os dias atuais, em inglês, francês, italiano e alemão, bem como uma tradução do português para o alemão, de modo que possamos discutir algumas das possíveis estratégias usadas durante o processo de tradução com base em um estudo comparativo das características do texto fonte, da língua em que ele foi escrito, e da língua do texto de chegada – o português.
 
Referências
ATTRIDGE, D. Desfazendo as Palavras-Valise ou Quem Tem Medo de Finnegans Wake? In: NESTROVSKI, Arthur. (Org.). riverrun. Ensaios sobre James Joyce. Rio de Janeiro: Imago, 1992.
BALLARD, M. Wordplay and the Didactics of Translation. In: DELABASTITA, D. (ed). Wordplay & Translation: Special Issue of The Translator 2(2). Manchester: St. Jerome, 1996, pp. 333-346.
BRETT, D. Eye Dialect. Translating the Untranslatable. In: Lost in Translation. Testi e culture allo specchio. Annali della Facoltà. Vol. 6 Sassari, 2009. Disponívelem http://www.uniss.it/lingue/annali_file/vol_6/4_Brett_Lost.pdf.
CARROLL, L. Through the Looking-Glass and What Alice Found There. London: Macmillan & Co., 1872.
______. Através do espelho e o que Alice encontrou lá.  Tradução e organização de Sebastião Uchôa Leite. São Paulo: Summus, 1980.
DELABASTITA, D. (ed). Wordplay & Translation: Special Issue of The Translator 2(2). Manchester: St. Jerome, 1996, pp. 127-139.
LANE-MERCIER, G. Translating the untranslatable: the translator’s aesthetic,ideological and political responsibility. Target, v. 9, n. 1, p. 43-68, 1997.
 
Resumo (Parte II. Profa. Dra. Vera Ramos)
Esta aula tem por objetivo levar os alunos a traduzirem trechos de obras literárias clássicas e populares a partir da língua inglesa que fazem uso de dialetos. Para tanto, primeiro, serão discutidos alguns exemplos de tradutores que não fizeram uso de dialetos em suas traduções, assim como de alguns que optaram por empregá-los. Nessa breve análise, a contextualização das obras se faz necessária para o entendimento das opções dos tradutores, assim como prepara o terreno para que os alunos empreguem seus conhecimentos e escolhas na tradução dos trechos selecionados.
 
Referências
IVES, S. A Theory of Literary Dialect. Tulane studies in English, New Orleans, v.2, p. 137-182, 1950. 
LANE-MERCIER, G. Translating the untranslatable: the translator’s aesthetic, ideological and political responsibility. Target, Amsterdam,v. 9, n. 1, p. 43-68, 1997.
MILTON, J. O clube do livro e a tradução. Bauru: EDUSC, 2002.
PRETI, Dino. Sociolingüística: Os níveis de fala. 4ª.ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1982, v. 6
TWAIN, Mark. The Adventures of Huckleberry Finn. London: Penguin Popular Classics, 1994.
_____. As Aventuras de Huckleberry Finn. Tradução de Sergio Flaksman. 2ª.  ed. São Paulo: Editora Ática, 1997
_____. Aventuras de Huck. Tradução de Monteiro Lobato. 9ª. ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1977.  
 
Aula 4 (06. fevereiro) Tradução, Adaptação e Música;
Ministrantes: Profa. Dra. Cláudia Dornbusch e Profa. Me. Julieta Wiedman
 
Resumo (Parte I. Profa. Claudia Dornbusch)
Pretende-se aqui mostrar diferentes vertentes da música em contextos de tradução e/ou adaptação: do texto para a música; do texto para a música e para a imagem; da música para a imagem; do texto para a imagem e o som. Nessas traduções intersemióticas (entre texto escrito, composição musical, imagem animada), destacam-se diferentes funções da música, entre a narrativa, a ilustrativa, a atmosférica, entre outras.
Para ilustrarmos as vertentes acima, utilizaremos exemplos de várias épocas e suportes, a começar com as Cantatas de Johann Sebastian Bach, passando por Goethe e Disney, visitando Thomas Mann, Luchino Visconti e Gustav Mahler em Morte em Veneza.
 
Referências
BAPTISTA, A. Funções da Música no Cinema. Contribuições para a elaboração de estratégias composicionais.  Dissertação de mestrado, UFMG, Escola de Música, 2007. Nietzsche, F. Assim Falou Zaratustra. In Nietzsche, Fiedrich. Obras Incompletas. Seleção de textos de Gérard Lebrun; tradução e notas de Rubens Rodrigues Torres Filho; posfácio Antonio Candido – 3ª ed. – São Paulo: Abril Cultural, 1983. [Série Os Pensadores] – pp.261-265.
SADIE, Stanley (ed.) Dicionário Grove de Música; tradução de Eduardo Francisco Alves. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.
WISNIK, José Miguel. O Som e o Sentido. Uma outra história das músicas.  3ª ed. São Paulo, Cia das Letras, 2017.  
 
Indicações de consulta
Divulgação tradução da obra sobre as cantatas de Bach:
 
Literatura Fundamental UNIVESP – Morte em Veneza:
 
Sinfonia nº3 de Gustav Mahler, 4º movimento: “O que me dizem os homens”
 
Resumo (Parte II. Profa. Julieta Wiedman)
Definindo Adaptação como sendo, principalmente, o processo e o produto da transposição intermídia, neste trabalho, analisamos várias adaptações de Cavalleria Rusticana sob o vértice da Adaptação (área de interesse dos Estudos da Tradução), usando principalmente o referencial de Linda Hutcheon (2006). Cavalleria Rusticana é um conto do Verismo italiano, escola marcada pelo realismo, por vezes sórdido e violento, escrito em 1880 por Giovanni Verga, foi adaptado pelo próprio autor, em 1884, para peça teatral. Pietro Mascagni, jovem músico, desconhecido, compôs a ópera, homônima, com libreto de Giovanni Targioni-Tozzetti e Guido Menasci, adaptado da peça teatral. A ópera Cavalleria Rusticana foi encenada, pela primeira vez, em Roma, em 1890, com enorme sucesso e, desde então, tem sido apresentada, gravada e filmada inúmeras vezes, na íntegra e em partes. Comparamos o conto com a peça teatral e esta com a ópera e descrevemos algumas das características especiais, em cada um dos três mídia. O trabalho também apresenta as adaptações fílmicas mais importantes, pois a filmografia de Cavalleria Rusticana acompanha a história do cinema, desde os primeiros filmes mudos até hoje.
 
Referências
CORRIGAN, T. Literature on screen, a history, 2007, Cambridge University Press
MASCAGNI, P. Cavalleria Rusticana. Ópera.
MCFARLANE, B. da Monash University, na Austrália, Reading film and literature, 2007, Cambridge University Press
VERGA, G. Cavalleria Rusticana, Vita dei Campi 1880
VERGA, G. Cavalleria Rusticana. Teatro 1884
 
Aula 5 (07. fevereiro) Estudos de caso: Adaptação e tradução para o teatro;
Ministrantes: Prof. Augusto dos Santos
Profa. Me. Érika Bodstein
Profa. Me. Gisele Freire
Profa. Me. Valéria Marchi
 
Resumo (Partes I e II. Prof. Augusto dos Santos e Profa. Me. Gisele Freire)
Essa aula pretende jogar luz sobre o processo de (re)criação da tradução de um texto teatral por meio da prática de tradução de cenas retiradas de peças do autor Tennessee Williams. A partir da prática de tradução feita na sala de aula com os alunos, eles serão convidados a perceber aspectos importantes ligados a tradução teatral, como público alvo e a embocadura do texto. Com base na bibliografia da aula os alunos terão acesso à práxis de tradução teatral possíveis de serem realizadas para que o texto teatral atinja seu objetivo: a verticalização no palco, sem resquícios de um texto escrito no papel.
 
 
Referências
AALTONEN, S. Retranslation In: The Finnish Theatre. Cadernos de Tradução, Florianópolis, v.1. n. 11, p.141-159, 2003. ISSN 2175-7968. Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/traducao/article/view/6180&gt;.
CAMPOS, H. Da transcriação poética e semiótica da operação tradutora. Viva Voz. Belo Horizonte: FALE/UFMG, 2011. Disponível em: <https://www.scribd.com/document/106465199/Haroldo-de-Campos-Da-transcri…;.
FREIRE, G. A. Um Texto Que “Cabe Na Boca Do Ator”: Descrição do Processo Tradutório das Peças em Um Ato de Tennessee Williams Realizado Pelo Grupo Tapa. Dissertação apresentada à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo para obtenção do título de mestre em Letras.
 
Resumo (Parte III. Profa. Me. Érika Bodstein)
O estudo será feito a partir de exemplos de processos de adaptações de obras dramatúrgicas para o teatro, realizadas pela companhia francesa Théâtre du Soleil, sob direção de Ariane Mnouchkine, com foco especial em Macbeth comme elle est jouée au Théâtre du Soleil (2014) cotejando-a com outras adaptações feitas pela companhia para a trilogia Les Shakespeare (1981-1984), que levou ao palco Richard II (Ricardo II, 1982), La nuit des rois (Noite de Reis, 1982) e Henri IV (Henrique IV. Primeira Parte, 1984). Essas encenações inspiraram outras, algumas realizadas no Brasil, por exemplo Macbeth pelo Teatro Amok, sob direção de Stephane Brodt (2004), e Hamlet-ex-máquina, pelo 42 Coletivo Teatral, sob direção de Érika Bodstein (2017).
 
Referências
BODSTEIN, E. Macbeth, segundo o Théâtre du Soleil: e a banalidade do humano no mundo contemporâneo. Dissertação (Mestrado em Letras). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017.
PICON-VALLIN, B., MNOUCHKINE, A. Ariane Mnouchkine. Introdução, escolha e apresentação dos textos por Béatrice Picon-Vallin. São Paulo: Rio Corrente, 2011.
______. O Théâtre du Soleil: Os Primeiros Cinquenta Anos. Trad. J. Guinsburg, Gita K. Guinsburg - 1.ed. São Paulo: Perspectiva/ Edições SESC São Paulo, 2017.
Indicações de consulta
Documentário sobre Ariane Mnouchkine e o Théâtre du Soleil
 
Entrevista sobre Hamlet-ex-máquina
 
Trechos do espetáculo dirigido por Stephane Brodt
 
Resumo (Parte IV. Profa. Me. Valéria Marchi)
Com foco na produção dramatúrgica contemporânea, e a partir de alguns exemplos, o curso procura abordar e discutir a questão das adaptações de obras literárias e/ou dramatúrgicas, que ao longo do tempo e das sociedades recebem novas leituras, parâmetros, e necessariamente precisam se transformar, por vezes estruturalmente, para que o dialogo e a reflexão com a sociedade contemporânea, que é a própria função e essência do teatro, possa acontecer.
 
Referências
BRAH, A. Diferença, diversidade, diferenciação. In: Cadernos pagu, 26, 2006.
GONZALES , L. Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira, In: Revista Ciências Sociais Hoje, Anpocs, 1984, pp. 223-244.
BUTLER, J. Problemas de Gênero. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira. 2003
_____. Corpos que pesam: sobre os limites discursivos do ‘sexo’. In: LOURO, G.L. O corpo educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte, Ed. Autêntica, 1999.
HARAWAY, D. ‘Gênero’ para um dicionário marxista: a política sexual de uma palavra, cadernos pagu, 22, 2004.
 
Aula 6 (10. fevereiro) Estudos da Tradução/ Adaptação: introdução e metodologia
em pesquisa historiográfica;
Ministrante: Profa. Dra. Silvia Cobelo
 
Resumo
Após um panorama histórico sobre os Estudos da Tradução; Holmes e posicionamento da historiografia dentro do Estudos Descritivos; teremos debates sobre os conceitos de Tradução, Adaptação e Apropriação e suas polêmicas definições; os estudos de Toury, pseudotraduções. O aluno recebe uma visão histórica da tradução e sua importância na formação e enriquecimento de línguas e culturas, da ciência. Discutimos os conceitos de fama literária e manipulação (Lefevere); estrangeirização e domesticação (Venuti, Koskinen); arqueologia da tradução (Pym) e suas listas e catálogos, história dos reescritores; Paratextos (Genette); ‘fábrica’ de tradução (Milton); retradução (Gürçağlar); agentes (Bandia e Milton). São analisados estudos de pesquisadores brasileiros, com os quais os alunos poderão aprender a lidar com as constrições (e algumas vantagens) ao fazer esse tipo de pesquisa no país. 
Mostramos o emaranhado de relações no mundo editorial; o uso da pesquisa histórica para contextualizar o objeto de pesquisa e até poder interpretar os resultados da investigação bibliográfica e respostas das entrevistas. O aluno aprende a elaborar uma entrevista, desde a pesquisa prévia para poder fazer o roteiro de perguntas, até como abordar os entrevistados e como utilizar os resultados obtidos.
A classe tem dois momentos, uma parte teórica – a qual pode ser oferecida na forma de aula expositiva com estímulo a debates e perguntas, sempre completada com uma ferramenta audiovisual; e outra prática, na qual cada participante é convidado a trazer seu objeto de estudo e trabalhar no mesmo.
 
Referências
COBELO, S. Historiografia das traduções do Quixote publicadas no Brasil: Provérbios do Sancho Pança. 235 f. Dissertação de Mestrado (Letras), Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, 2009.
–––––. Os tradutores do Quixote publicados no Brasil. Tradução em Revista. Rio de Janeiro, n. 8., p. 1-36, 2010. Disponível em: http:// www.maxwell.vrac.puc-rio.br/trad–em-revista.php?strSecao=input().
–––––. As adaptações do Quixote no Brasil (1886-2013): Uma discussão sobre retraduções de clássicos da literatura infantil e juvenil. 569 f. Tese de doutorado (Letras), Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, 2015.
 
Aula 7 (11. fevereiro) Tradução de variantes linguísticas;
Ministrante: Profa. Dra. Solange de Carvalho
 
Resumo
Introduzir a teoria básica relacionada às variantes linguísticas e as teorias da tradução que abordam o tema. Apresentar questões voltadas à variação linguística no português brasileiro (norma culta vs. formas não padrão). Promover uma discussão sobre as possibilidades da tradução em português brasileiro daquilo que foge da norma, apresentando para análise textos originais em inglês, francês, italiano e alemão, oferecendo exemplos práticos para que os alunos trabalhem e possam discutir em grupo as diferentes soluções apresentadas.
 
Referências
BRETT, David. Eye Dialect. Translating the Untranslatable. In: Lost in Translation. Testi e culture allo specchio. Annali della Facoltà. Vol. 6 Sassari, 2009. Disponível em https://core.ac.uk/download/pdf/11689885.pdf#page=51 Site acessado no dia 17/10/2019.
CANDIDO, Antonio. “A literatura e a formação do homem”. Disponível em www.iel.unicamp.br/revista/index.php/remate/.../3007. Acesso no dia 10/06/2013.
ECO, Umberto. Introdução. In: ______. Quase a mesma coisa. trad. Eliana Aguiar. Rio de Janeiro e São Paulo: Record, 2007.
LANE-MERCIER, Gillian. Translating the untranslatable: the translator’s aesthetic, ideological and political responsibility. Target, v. 9, n. 1, p. 43-68, 1997.
LEITE, Marli Quadros. Variação lingüística: dialetos, registros e norma lingüística. In: SILVA, Luiz Antonio da (org.) A língua que falamos: português: história, variação e discurso. São Paulo: Globo, 2005.
PYM, Anthony. Translating Linguistic Variation. Disponível em: <www.fut.es/~apym/on-line/authenticity.html.&gt; Acesso em dia 14/09/2005.
 
Aula 8 (12. fevereiro) Diálogos entre adaptação e tradução;
Ministrante: Profa. Juliana Hass
 
Resumo
Esta aula procurará analisar a relação existente entre os Estudos da Adaptação e os Estudos da Tradução, com o intuito de mostrar que ambas as teorias se complementam. Explorando, por meio de exemplos, alguns aspectos da adaptação na tradução e vice-versa veremos que os Estudos abrem novas perspectivas de abordagens um para o outro e, com isso, se enriquecem mutuamente. 
 
Referências
AMORIM, Marcel Alvaro de. Da tradução intersemiótica à teoria da adaptação intercultural: estado da arte e perspectivas futuras. Iitinerários, Araraquara, n. 36, p.15-33, jan./jun. 2013.
DINIZ, Thaïs Flores Nogueira. Literatura e cinema: da semiótica à tradução cultural. Ouro Preto: Editora UFOP, 1999.
ECO, Umberto.  Dire quasi la stessa cosa: Esperienze di traduzione. Milano: Studi Bompiani, 2007.
GENETTE, Gérard. Palimpsestos: a literatura de segunda mão. Vários tradutores; supervisão e revisão Sônia Queiroz. Belo Horizonte: Edições Viva Voz, 2010.
HASS, Juliana. Adaptações de Perelà uomo di fumo: diálogos político-socioculturais entre romance, teatro e radioteatro/ Adattamenti di Perelà uomo di fumo: dialoghi politico-socioculturali tra romanzo, teatro e radiodramma. São Paulo, 2018, 312 p. Tese (Doutorado) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo e Università degli Studi di Firenze (UNIFI). Orientadora: Roberta Barni. Co-tutela: Simone Magherini.
HUTCHEON, Linda. Uma teoria da adaptação. Tradução André Cechinel. Florianópolis: Editora UFSC, 2013.
INNOCENTI, Loretta. La scena trasformata: adattamenti neoclassici di Shakespeare. Pisa: Pacini Editore, 2010.
JACOBSON, Roman. Linguística e Comunicação. Tradução de Izidoro Blikstein e José Paulo Paes. São Paulo: Cultrix, 1999.
MILTON, John. Adaptation. GAMBIER, Yves; DOORSLAER, Luc van. Handbook of Translation Studies, Volume 1. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins, p. 3-6, 2010.
MILTON, John. Tradução & adaptação. In: AMORIM, Lauro Maia; Rodrigues, Cristina Carneiro; Stupiello, Érika Nogueira de Andrade (Orgs.). Tradução & perspectivas teóricas e práticas [online]. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2015, pp. 17-43. ISBN 978-85-68334-61-4.
PEIRCE, Charles Sanders. Semiótica. Tradução José Teixeira Coelho Neto. São Paulo: Perspectiva, 2005.
PLAZA, Julio. Tradução intersemiótica. São Paulo: Perspectiva, 2003.
SANDERS, Julie. Adaptation and Appropriation. London and New York: Routledge Taylor & Francis Group, 2006.
STAM, Robert. Beyond fidelity: the dialogics of adaptation. NAREMORE, J. (Org.). Film adaptation. New Jersey: Tutgers University, p. 54-76, 2000.
 
Aula 9 (13. fevereiro) Adaptação e Acessibilidade: audiodescrição, LIBRAS e
legendas.
Ministrante: Profa. Dra. Ana Júlia Perrotti-Garcia
 
Resumo
A acessibilidade vai muito além do rompimento de barreiras arquitetônicas. A inclusão de pessoas com deficiência deve ocorrer em todos os ambientes em que circulam pessoas: escolas, hospitais, museus, parques, cinemas, teatros, entre outros. O chamado “trio” da acessibilidade comunicacional é formado por audiodescrição, LIBRAS e legendas descritivas. A audiodescrição é uma espécie de tradução intersemiótica, ou seja, é a tradução de imagens em palavras. A LIBRAS, a mais conhecida das três, é facilmente reconhecida pelo público em geral por sua maior visibilidade. As legendas descritivas também são bastante visualizadas, mas nem sempre reconhecidas.
É importante conhecer as três modalidades de ferramentas de acessibilidade e saber as principais características de cada uma delas, tanto para ter conhecimento prático, tornar-se um cidadão melhor e mais inclusivo, quanto para pensar na possibilidade de ampliar sua área de atuação profissional. Vamos ver exemplos práticos e autênticos dos principais tipos de produtos que podem ser tornados acessíveis por meio dessas ferramentas comunicacionais.
 
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Aula 10 (14. fevereiro)
Prof. Dr. John Milton Apresentação dos alunos;
 
 
Forma de Avaliação:
Apresentação oral e escrita de trabalho de conclusão (paper).
 
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Programa

Aula 1 (10/08) — Quincas Borba: um romance enciclopédico

Aula 2 (12/08) — Da província à corte, do pacto fáustico à loucura quixotesca

Aula 3 (17/08) — Dissecando o Humanitismo

Aula 4 (19/08) — Autores de obras alheias: os narradores de Machado de Assis e Henry Fielding

Aula 5 (24/08) — A dialética da proximidade e do distanciamento na forma de Quincas Borba

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WATT, Ian. A ascensão do romance. Tradução de Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

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Programa

9/5
- apresentação da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco da Penitência da Cidade de São Paulo;
- São Paulo no século XVIII;
- manuscritos e circulação de documentos.
10/5
- São Paulo no século XVIII (cont.);
- apresentação dos manuscritos que serão trabalhados no curso, pertencentes à Ordem Franciscana.
11/5
- a Filologia e o olhar sobre os textos;
- transcrição de manuscritos.
12/5
- a História e o olhar sobre os textos;
- transcrição de manuscritos.
13/5
- articulação interdisciplinar – a prática histórico-filológica.

Bibliografia

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