Programa

Aula 1. A construção da categoria de selvagem no período moderno
- A História Natural da Humanidade: os “estágios civilizacionais”
- Os debates iluministas sobre o “homem americano”: Lineu e Buffon
- William Robertson e a escrita de uma história filosófica

Aula 2. Do Império de Portugal ao Império do Brasil
- Inventariando o Império português: Domingos Vandelli e a redação de uma história filosófica
- O “homem americano” na Viagem Filosófica de Alexandre Rodrigues Ferreira (1783-1792)
- Um olhar inglês: o selvagem em The History of Brazil (1810-1819), de Robert Southey
- O projeto de nação de José Bonifácio de Andrada e Silva: “civilizar” os povos indígenas (1812-1823)

Aula 3. Românticos ilustrados
- O projeto político da primeira geração romântica portuguesa e dos românticos brasileiros do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB)
- Concebendo o lugar do “índio” na História do Brasil: Von Martius e Varnhagen
- Etnografia e literatura: o indianismo de Gonçalves Dias e José de Alencar

Bibliografia

AGNOLIN, Adone. Jesuítas e selvagens: a negociação da fé no encontro catequético-ritual americano-tupi (séculos XVI-XVII). São Paulo: Humanitas Editorial, 2007.
ANDRADA E SILVA, José Bonifácio de. “Apontamentos para a civilização dos índios bravos do Império do Brasil”. In: Jorge Caldeira (org.). José Bonifácio de Andrada e Silva. São Paulo. Ed. 34, 2002.
BERLIN, Isaiah. As raízes do Romantismo. São Paulo: Três Estrelas, 2015.
CÂNDIDO, Antônio. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. Belo Horizonte: Itatiaia, 1981.
CAÑIZARES-ESGUERRA, Jorge. Como escrever a história do Novo Mundo. São Paulo: EDUSP, 2011.
DIAS, Maria Odila Leite da Silva. O fardo do homem branco: Southey, historiador do Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1974.
FERREIRA, Alberto. Perspectiva do Romantismo português (1833-65). Lisboa: Moraes Editores, 1979.
FERREIRA, Alexandre Rodrigues. Viagem Filosófica pelas capitanias do Grão Pará, Rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá (1783-1792). S/l: Conselho Federal de Cultura, 1971-1974. 3 volumes.
FERREIRA, Breno Ferraz Leal. “A compreensão dos povos indígenas da América portuguesa por Alexandre Rodrigues Ferreira durante a Viagem Filosófica (1783-1792): A apropriação de uma tradução francesa de The History of America (1777), de William Robertson”. Revista de Indias, 2020, vol. LXXX, núm. 280, p.719-750.
FRANÇA, José-Augusto. História do Romantismo em Portugal. Lisboa: Livros Horizonte, 6 volumes, 1974.
GARRETT, Almeida. “Bosquejo da História da Poesia e Língua Portuguesa” – 1826. In: GARRETT, Almeida. Obras de Almeida Garrett (vol.1). Porto: Lello & Irmãos Editores, 1963.
GARRETT, Almeida. “Portugal na Balança da Europa” - 1827. In: GARRETT, Almeida. Obras de Almeida Garrett (vol.1). Porto: Lello & Irmãos Editores, 1963.
GUIMARÃES, Manoel Luiz Salgado. “Nação e Civilização nos Trópicos: o Instituto Histórico Geográfico Brasileiro e o projeto de uma história nacional”. Estudos históricos, Rio de Janeiro, n.1, 1988, p.5-27.
HARTOG, François. Antigos, modernos e selvagens. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2005.
HERCULANO, Alexandre. “Cartas sobre a História de Portugal” - 1842. In. HERCULANO, Alexandre. Opúsculos (Tomo V) – Controvérsias e Estudos Históricos. Portugal: Livraria Bertrand, s/d.
RAMINELLI, Ronald. Viagens ultramarinas: monarcas, vassalos e governo a distância. São Paulo: Alameda, 2008.
RICUPERO, Bernardo. O Romantismo e a Ideia de Nação no Brasil (1830-1870). São Paulo: Martins Fontes, 2004.
SARAIVA, António José. Herculano e o Liberalismo em Portugal. Lisboa: Livraria Bertrand, 1977.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. As Barbas do Imperador. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
SERRÃO, Joel. Do Sebastianismo ao Socialismo em Portugal. Lisboa: Livros Horizonte, 1973.
SILVA, Ana Rosa Cloclet da. Inventando a Nação – Intelectuais Ilustrados e Estadistas Luso-Brasileiros na Crise do Antigo Regime Português (1750-1822). São Paulo: Hucitec, 2006.
SOUTHEY, Robert. Historia do Brazil. Rio de Janeiro: Livraria Garnier, 1862.
STAROBINSKI, Jean. Jean-Jacques Rousseau: A transparência e o obstáculo. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.
VARELLA, Flávia Florentino. “Robert Southey, William Robertson e a teoria dos quatro estágios na construção da macronarrativa dos autóctones americanos”. Rev. Hist. (São Paulo), n.175, p.349-384, jul.dez 2016.
VOLOBUEF, Karin. Frestas e Arestas – A prosa de ficção do Romantismo na Alemanha e no Brasil. São Paulo: Editora da UNESP, 1999.

Programa

Aula 1 – 1843: A nova edição completa das obras de Karl Marx: MEGA²; a crítica inicial a Hegel em 1843
Bibliografia primária:
- Roberto Fineschi: “Karl Marx após a edição histórico-crítica (mega²): um novo objeto de investigação”, In: Roio, M. D. (org.) Marx e a dialética da sociedade civil. Marília: Oficina Universitária; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2014, pp. 15-45.
- “Crítica da Filosofia do direito de Hegel – Introdução”, In: Crítica da Filosofia do direito de Hegel. São Paulo: Boitempo, 2013, pp. 151-163.
Bibliografia secundária:
- Ruy Fausto: “O galo e a coruja – A propósito de Para a crítica da Filosofia do direito de Hegel (Introdução), de Marx, e de algumas dificuldades originárias do projeto marxiano”, In: Revista Dois pontos, vol. 13, n. 1, 2016, pp. 3-28.
- Michael Heinrich: Karl Marx e o nascimento da sociedade moderna: biografia e desenvolvimento de sua obra. Volume 1: 1818-1841. São Paulo: Boitempo, 2018.

Aula 2 – 1844-1846: O trabalho, dos Manuscritos de 1844 até A ideologia alemã
Bibliografia primária:
- “Trabalho estranhado e propriedade privada”, In: Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Boitempo, 2010, pp. 79-90.
- “Teses sobre Feuerbach”, In: A ideologia alemã. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2007, pp. 27-29.
Bibliografia secundária:
- José Arthur Giannotti: “O trabalho alienado”, In: Origens da dialética do trabalho. Porto Alegre: L&PM editores, 1985.
- Sarah Johnson: “Os primórdios de ‘modo de produção’ de Karl Marx”, In: Revista Dissonância, vol. 2, n.2, 2018, pp. 361-434.
- Gerald Hubmann & Ulrich Pagel: “Introdução (editorial) da Ideologia alemã – Para a crítica da filosofia”, In: Revista Dissonância, vol. 2, n.2, 2018, pp. 334-360.

Aula 3 – 1847-1848: Economia política e proletariado, da Miséria da filosofia até o Manifesto comunista
Bibliografia primária:
- “2. A metafísica da economia política: §1. O método”, I: Miséria da filosofia. São Paulo: Boitempo, 2017, pp. 97-114.
- “Burgueses e proletários”, In: Manifesto comunista. São Paulo: Boitempo, 2010, pp. 40-51.
Bibliografia secundária:
- Michael Löwy: “A revolução proletária”, In: Ler Marx. Löwy, M.; Duménil, G.; Renault, E. São Paulo: Editora Unesp, 2011, pp. 35-55.
- Emmanuel Renault: “Crítica da ideologia e abandono da filosofia”, In: Ler Marx. Löwy, M.; Duménil, G.; Renault, E. São Paulo: Editora Unesp, 2011, pp. 177-204.

Aula 4 – 1848-1859: O projeto da crítica da economia política
Bibliografia primária:
- “Prefácio”, In: Para a crítica da economia política. São Paulo: Boitempo, 2024, pp. 23-28.
- “Introdução”, In: Grundrisse: Manuscritos econômicos de 1857-1858. São Paulo: Boitempo; Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 2011, pp. 37-64.
Bibliografia secundária:
- Ruy Fausto: “II. Sobre o destino da antropologia na obra de maturidade de Marx (1968)”, In: Sentido da dialética. (Marx: Lógica e política. Tomo I). Petrópolis, RJ: Vozes, 2015, pp. 365-376.
- Michael Heinrich: “Os invasores de Marx: sobre os usos da teoria marxistas e as dificuldades de uma leitura contemporânea”, In: Crítica Marxista, v. 21, n. 38, 2014, pp. 29-39.

Aula 5 – 1857-1872: O projeto de O capital, I: A mercadoria
Bibliografia primária:
- “Capítulo I – A mercadoria”, In: Para a crítica da economia política. São Paulo: Boitempo, 2024, pp. 31-62.
- “Capítulo I – A mercadoria: 4. O caráter fetichista da mercadoria e seu segredo”, In: O capital: Crítica da economia política. Livro I: O processo de produção do capital. São Paulo: Boitempo, 2017, pp. 146-158.
Bibliografia secundária:
- Ruy Fausto: “Abstração real e contradição: sobre o trabalho abstrato e o valor”, In: Sentido da dialética. (Marx: Lógica e política. Tomo I). Petrópolis, RJ: Vozes, 2015, pp. 123-188.
- José Arthur Giannotti: “Contra Althusser”, In: Teoria e prática, n. 3, 1968, pp. 66-81.

Aula 6 – 1857-1872: O projeto de O capital, II: A acumulação primitiva
Bibliografia primária:
- “Formas que precedem a produção capitalista”, In: Grundrisse: Manuscritos econômicos de 1857-1858. São Paulo: Boitempo; Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 2011, pp. 388-423.
- “A assim chamada acumulação primitiva”, In: O capital: Crítica da economia política. Livro I: O processo de produção do capital. São Paulo: Boitempo, 2017, pp. 785-833.
Bibliografia secundária:
- Ruy Fausto: “Para uma crítica da apresentação marxista da História: sobre a sucessão dos modos de produção”, In: Marx: Lógica e política, Tomo II. São Paulo: Brasiliense, 1987, pp. 11-133.
- Helmut Reichelt: “1. Sobre a relação entre método lógico e método histórico”, In: Sobre a estrutura lógica do conceito de capital em Karl Marx. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2013, pp. 133-143.

Programa

Há cinco livros de Adolfo Casais Monteiro na biblioteca de Mário de Andrade no Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo. São eles: Poemas do tempo incerto (1934), A poesia de Ribeiro Couto (1935); Sempre e Sem fim (1936); Inquérito sobre o romance contemporâneo (1940) e Manuel Bandeira (1943). Os quatro primeiros trazem dedicatórias autógrafas do autor, dentre as quais duas merecem destaque ao assumirem, também, o papel de carta. Papel este que revela que o diálogo entre os poetas iniciou antes do que demonstra o conjunto de 8 cartas esparsas e inéditas, escritas entre 12 de fevereiro de 1937 e 22 de março de 1939, guardadas no IEB e na Biblioteca Nacional de Portugal. O conhecimento mútuo, anterior a 1937, evidencia-se pela dedicatória a Mário de Andrade, Manuel Bandeira e Tasso da Silveira, impressa em Sempre e Sem fim. Andrade e Monteiro mantiveram uma curta correspondência, mas de grande importância para entendermos a ligação entre o modernismo brasileiro e o modernismo português, tema largamente estudado por Arnaldo Saraiva, em livro homônimo. O apanhado revela conversas sobre a poesia de ambos, música brasileira e portuguesa, Macunaíma, Café, Balança, Trombeta e Battleship, projetos em andamento, colaborações para Presença, censura, José Régio, Manuel Bandeira, exílio no Rio, Departamento de Cultura, Estado Novo, Getúlio Vargas, até questões íntimas como saúde e dificuldades financeiras. Para entendermos melhor esse diálogo, analisaremos duas cartas a cada um dos quatro encontros sugeridos nesse curso de inverno.

Bibliografia

ANDRADE, Mário de. Balança, Trombeta e Battleship ou o descobrimento da alma. Ensaio Telê Ancona Lopez; apresentação Antonio Fernando De Franceschi. São Paulo: IMS/IEB, 1994.
_______________. O empalhador de passarinho. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1946.
MONTEIRO, Adolfo Casais. Poemas do tempo incerto. Coimbra: Edições Presença, 1934.
________________. A poesia de Ribeiro Couto. Porto: Edições Presença, 1935.

________________. Sempre e sem fim. Porto: Edições Presença, 1936.
________________. Inquérito sobre o romance contemporâneo. Lisboa: Editorial Inquérito, 1940.
________________. Manuel Bandeira. Lisboa: Editorial Inquérito, 1943.
SARAIVA, Arnaldo. Modernismo brasileiro e Modernismo português. Campinas: Editora da UNICAMP, 2004.

Programa

Programa:

01
a. Apresentação.
b. Montaigne: “Do arrependimento”. Tópica do “pintar a passagem”; esferas pública/ privada, vida ativa/contemplativa, labor/ trabalho; o gênero ensaio, o “eu” e a construção argumentativa.

02
a. Diferentes temporalidades em história. Historiografia antiga e moderna.
b. Machado de Assis: História de quinze dias. Gênese e argumento. Recepção da crônica machadiana.

03.
a. Nietzsche: “da utilidade e desvantagem da História para a vida”.
b. Machado de Assis: a escrita literária e os eventos históricos.

04.
a. Temporalidades na poética dos “Quadros parisienses” de Baudelaire.
b. A lírica moderna nas primeiras crônicas de Drummond. Confissões de Minas: o prefácio. A segunda guerra e a literatura. Metáforas da morte.

05.
a. Adorno: conceito de ensaio; crítica da vida danificada.
b. Confissões de Minas: crônica como crítica cultural.

06.
a. Lispector: materialidade do texto e construção da persona e da autoria. Ética e estética: um debate público figurado na crônica clariceana.
b. As crônicas de Brasília. Gênese, recepção e análise.

07.
a. “Moral da ambiguidade” em Beauvoir: significado e crítica da “atitude estética”.
b. Clarice e a ambiguidade.

Carga Horária: 14h
Vagas: Máximo: 45 Mínimo: 5

Aprovação:
- Frequência mínima: 75%
- Entrega de produção escrita

Bibliografia

Crônicas
ANDRADE, C. D. de. Confissões de Minas. Rio de Janeiro: Americ-Edit, 1944.
ASSIS, M. de. História de quinze dias [1876-8]. Org., intr. e notas: Leonardo A. de M. Pereira. Campinas: Ed. Unicamp, 2009.
LISPECTOR, C. Para não esquecer. São Paulo: Ática: 1978.

Ensaios
ADORNO, T. Minima moralia. Trad.: Artur Morão. Lisboa: Edições 70, 2001. [1951]
BEAUVOIR, S. Por uma moral da ambiguidade: seguido de Pirro e Cinéias. Trad.: Marcelo J. de Moraes. São Paulo: Nova Fronteira, 2005. [1947]
MONTAIGNE, M. de. “Do arrependimento” [1586?]. In Os ensaios. Livro III. Trad.: Rosemary C. Abílio. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
NIETZSCHE, F. Segunda consideração intempestiva: da utilidade e desvantagem da História para a vida. Trad.: Marco A. Casanova. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2003. [1874]

Bibliografia complementar
AREAS, V. Clarice Lispector com a ponta dos dedos. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
ARENDT, H. “O conceito de história: antigo e moderno”. In Entre o passado e o futuro. Trad.: Mauro W. Barbosa. São Paulo: Perspectiva, 2003. [1954]
ARRIGUCCI, Davi. “Fragmentos sobre a crônica”. In Enigma e comentário. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
ASSIS, M. de. “O jornal e o livro” [1859]. In Obra completa. V. III. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.
AUERBACH, E. “As flores do mal e o sublime” [1951]. In Ensaios de literatura ocidental. Trad.: Samuel Titan Jr. e José M. M. de Macedo. São Paulo: 34, 2012.
_ “L’humaine condition”. In Mimesis: a representação da realidade na literatura ocidental. Trad.: George B. Sperber. São Paulo: Perspectiva, 1971. [1946]
AZEVEDO, S. “Introdução”. In ASSIS, M. de. Crítica literária e textos diversos. Org. Sílvia Azevedo et alii. São Paulo: Unesp, 2013.
BAUDELAIRE, C. “Quadros parisienses”. In As flores do mal. Ed. Bilíngue. Trad.: Ivan Junqueira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. [1857]
BENJAMIN, W. “O flâneur” [1938]. In: Charles Baudelaire: um lírico no auge do capitalismo. Obras escolhidas, v. III. Trad.: José C. M. Barbosa e Hemerson A. Batista. São Paulo: Brasiliense, 1994.
BENJAMIN, W. “Sobre o conceito da história” [1940]. In: Magia e técnica, arte e política. Trad.: Sérgio P. Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1985.
CANDIDO, A. “A vida ao rés do chão”. In: Recortes. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
_ et. al. Crônica: o gênero e sua fixação e suas transformações no Brasil. Campinas, SP: Editora da Unicamp; Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1992.
_ “Drummond prosador”. In: Recortes. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
CANO, J. “Nas trilhas da crônica: literatura e imprensa no Rio de Janeiro”. In GRANJA, L. e ANDRIES, L. (org.). Literaturas e escritas da imprensa: Brasil/ França, século XIX. Campinas, Mercado de Letras, 2015.
FACIOLI, V. “A crônica”. In BOSI, Alfredo et al. Machado de Assis. São Paulo: Ática, 1982.
GALVÃO, W. N. “Página de livro, página de jornal”. In SUSSEKIND, F. e DIAS, T. A historiografia literária e as técnicas de escrita: do manuscrito ao hipertexto. Rio de Janeiro: Casa de Rui Barbosa; Vieira e Lent, 2004.
GINZBURG, J. “Crítica cultural em tempos autoritários: notas sobre lírica e história em Carlos Drummond de Andrade”. In Revista da Biblioteca Mário de Andrade. São Paulo, v. 60/61, 141 p., dez/ jan 2002/3.
GLEDSON, J. Machado de Assis: ficção e história. São Paulo: Paz e Terra, 2007.
GRANJA, L. Machado de Assis: antes do livro, o jornal: suporte, mídia e ficção. São Paulo: Unesp Digital, 2018.
GUIMARÃES, H. S. Machado de Assis, o escritor que nos lê: a figura e a obra machadianas através da recepção e das polêmicas. São Paulo: Unesp, 2017.
_ Os leitores de Machado de Assis. São Paulo: Edusp, 2012.
HANSEN, J. A. “Alguma prosa de Drummond”. In Floema: Caderno de Teoria e História Literária. Ano 2, n. 2 A, out. 2006. Vitória da Conquista: Edições Uesb, 2006.
_ “Drummond e o livro inútil”. In Revista da Biblioteca Mário de Andrade. São Paulo, v. 60/61, 141 p., dez/ jan 2002/3.
_ “O Imortal e a Verossimilhança”. Teresa (USP), São Paulo, v. 6/7, p. 56-78, 2006.
MASSI, A. “A prosa de Carlos Drummond de Andrade”. In: MOURA, M. M. de (Org.). Caderno de leituras: Carlos Drummond de Andrade. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
_. “Retrato de grupo”. In Os sabiás da crônica. Belo Horizonte: Autêntica, 2021.
MOURA, M. M. de. O mundo sitiado: a poesia brasileira e a Segunda Guerra Mundial. São Paulo: 34, 2016.
NUNES, B. A paixão de Clarice. Col. Cadernos Ultramares. Rio de Janeiro: Azougue, 2015.
RAMA, A. “A cidade modernizada”. In A cidade das letras. Trad.: Emir Sader. São Paulo: Boitempo, 2015. [1983]
ROSENBAUM, Y. A ética na literatura: uma leitura de “Mineirinho”. Estudos Avançados. USP, v. 24, p. 169-182, 2010.
_. Entre a loucura e a lucidez: crônicas de Clarice Lispector para o Jornal do Brasil. Journal of Lusophone Studies, v. 4, p. 61-81, 2019.
SÁ, J. de. A crônica. São Paulo: Ática, 1992.

Programa

Encontro 1 - Diálogos entre Educação Linguística e Paulo Freire (João Paulo)

Leitura Sugerida: Do direito de criticar: do dever de não mentir, ao criticar. Em: Política e Educação, de Paulo Freire - p. 31-33.

Encontro 2 - Educação Linguística e Arte: uma pedagogia possível (Samara)

Leitura Sugerida: A arte como conhecimento. Em: Psicologia da Arte, de Vigostki - p. 31- 58


REFERÊNCIAS:

ADORNO, T. Indústria cultural e sociedade. 16ªed. - Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2023.

AVOLESE, C. M.; DALCANALE, P. Arte não europeia: conexões historiográficas a partir do Brasil. São Paulo: Estação da Liberdade: Vasto, 2020.

BARBOSA, A.M. A imagem no ensino da arte: anos 1980 e novos tempos. São Paulo: Perspectiva, 2014.

BENJAMIN, W. A obra de arte em sua reprodutibilidade técnica. Porto Alegre: L&PM, 2022.

DEWEY, J. Art as Experience. New York: Minton, Balch & Company, 1934

EISNER, E. E. What can education learn from the arts about the practice of education? Journal of Curriculum and Supervision, 2002, Vol. 18 No. 1, 4-16 

FREELAND, C. Teoria da arte: uma breve introdução. 1ª ed. - Porto Alegre: L&PM, 2019.

FREIRE, P. Pedagogia da Tolerância / Paulo Freire; organização, apresentação e notas de Ana Maria Araújo Freire. 8ª ed. - Rio de Janeiro/ São Paulo: Editora Paz e Terra, 2021. 

___________. Pedagogia do oprimido. 65. ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 2018.

___________. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

_______. Política e Educação. 10ª Ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2020.

LAGARES, X. Defesa da Glotopolítica. In: Glotopolítica e práticas de linguagem.Niterói: Eduff, 2021. 

LUKE, A. Critical Literacy: Foundational Notes. Theory Into Practice, Wigner 2012, Vol. 51, No. 1, The future of Critical Literacies in U.S. Schools, p. 4-11, 2012.

MENEZES DE SOUZA, L. M. Para uma redefinição de letramento crítico: conflito e produção de significação. In: Maciel, R; Araújo, V. (orgs). Formação de professores de línguas: ampliando perspectivas. Jundiaí: Paco Editorial, 2011, pp. 328.

MITCHELL, W. J. T.; Elkins, J. Visual Literacy or Literary Visualcy? IN: Visual literacy / edited by Jim Elkins. Editora: Routledge: New York, 2009. 

PIETROFORTE, A.V. Semiótica visual: os percursos do olhar. São Paulo: Contexto, 2021.

RANCIÈRE, J. A partilha do sensível: estética e política. São Paulo: Editora 34, 2009

____________. O destino das imagens. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012

READ, H. A educação pela arte. 2ª ed.- São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2013

RICOUER, P. Teoria da interpretação: O discurso e o excesso de significação. Lisboa: Edições 70, 2019.

ROCHA, C. H; MEGALE, A. Translinguagem e seus atravessamentos: da história, dos entendimentos e das possibilidades para decolonizar a educação linguística contemporânea. In: DELTA: Documentação de Estudos em Lingüística Teórica e Aplicada, Vol: 39, N: 4, 2023

SANTAELLA, L. Imagem: cognição, semiótica, mídia. São Paulo: Iluminuras, 1997

VIGOTSKI, L.S. Psicologia da Arte. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

 

Programa

Programa a ser desenvolvido ao longo das aulas:
- Introdução ao panorama teórico da tradução literária (particularmente a poética).
- Discussão de questões fundamentais: “fidelidade”, “traição” e “verdade” em tradução literária.
- A tradução como ato criativo; noções de composição poética e versificação.
- Referências em destaque: Roman Jakobson; Walter Benjamin; Haroldo de Campos; Paulo Henriques Britto.
- Discussões complementares e análise de exemplos.


Bibliografia de referência:
ALI, M. Said. Versificação portuguesa. São Paulo: Edusp, 2006, p. 108.
ALMEIDA, Guilherme de. Flores das “Flores do mal” de Baudelaire. São Paulo: Editora 34, 2010.
ARROJO, Rosemary. Oficina de Tradução. São Paulo: Ática, 2003.
_________________. Tradução, desconstrução e psicanálise. Rio de Janeiro: Imago, 1993.
BENJAMIN, Walter. “A tarefa do tradutor”. Trad. de Susana Kampf Lages. In: Heidermann, Werner (org.).
Clássicos da Teoria da Tradução. Vol. 1, Alemão-Português. 2ª ed. revista e ampliada. Florianópolis: UFSC, 2010.
BRITTO, P. H. “Para uma avaliação mais objetiva das traduções de poesia”. In: KRAUSE, Gustavo B. As margens
da tradução. Rio de Janeiro: FAPERJ/Caetés/UERJ, 2002.
_________. “Desconstruir para quê?”. In: Cadernos de tradução, vol. 2. Florianópolis: UFSC, 2001.
_________. “Fidelidade em tradução poética: o caso Donne”. In: Revista Terceira margem, n o 15, julho-dezembro
de 2006, pp. 239-254. Rio de Janeiro: 2006.
_________. A tradução literária. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012.

CAMPOS, Haroldo de. “A língua pura na teoria da tradução de Walter Benjamin”. In:
Tápia, Marcelo; Nóbrega, Thelma M. (org.). Haroldo de Campos – Transcriação. São Paulo: Perspectiva, 2013.
________________. “A palavra vermelha de Hölderlin”. In: A arte no horizonte do 

provável. São Paulo: Perspectiva, 1975.
––––––––––––––––. Bere’shith – A cena da origem. São Paulo: Perspectiva, 1993.
________________. “Da tradução à transficcionalidade”. In: Tápia, Marcelo; Nóbrega, Thelma M. (org.)., op. cit.
________________. “Da tradução como criação e como crítica”. In: Tápia, Marcelo; Nóbrega, Thelma M. (org.),
op. cit.
–––––––––––––––– “Da transcriação: poética e semiótica da operação tradutora”. In: Tápia, Marcelo; Nóbrega,
Thelma M. (org.), op. cit.

––––––––––––––––. “Transluciferação mefistofáustica”. In: Deus e o diabo no Fausto

de Goethe. São Paulo: Perspectiva, 1981.
________________. “Tradução, ideologia e história". In: Tápia, Marcelo; Nóbrega, Thelma M. (org.), op. cit.
CHOCIAY, Rogério. Teoria do verso. Rio de Janeiro / São Paulo: McGraw-Hill, 1974.
ISER, Wolfgang. “Problemas da teoria da literatura atual: o imaginário e os conceitos-chaves da época”. In:
COSTA LIMA, Luiz (org.). Teoria da literatura em suas fontes. 2ª edição. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1983.
FALEIROS, Álvaro. Traduzir o poema. São Paulo: Ateliê, 2012.
GENTZLER, Edwin. Teorias contemporâneas da tradução. Trad. Marcos Malvezzi. São Paulo: Madras, 2009.
JAKOBSON, Roman. “Aspectos linguísticos da tradução”; “Lingüística e poética”.
In: Linguística e comunicação. Tradução: Izidoro Blikstein e José Paulo Paes. 6ª ed. São Paulo: Cultrix, 1973.
______________. “O que fazem os poetas com as palavras”. In: Revista Colóquio Letras, 1973.
JOYCE, James. Ulysses. Penguin.
____________. Ulisses. Tradução de Antonio Houaiss. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, ...
____________. Ulysses. Tradução de Caetano Galindo. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
LARANJEIRA, Mário. Poética da tradução. São Paulo: Edusp, 2003.
MESCHONNIC, Henri. Poética do traduzir. Tradução de Jerusa P. Ferreira e Suely Fenerich. São Paulo:
Perspectiva, 2010.
MILTON, John. Tradução: teoria e prática. São Paulo: Martins / Martins Fontes, 2010.
OLIVA NETO, João Angelo. “A Eneida em bom português: considerações sobre teoria e prática da tradução
poética”. In: Simpósio de Estudos Clássicos da USP n. 2. São Paulo: Humanitas, 2007.
Oustinoff, Michaël. Tradução: História, teorias e métodos. Tradução de Marcos Marcionilo. São Paulo: Parábola, 2011.
PIGNATARI, Décio. O que é comunicação poética. 8ª ed. São Paulo: Ateliê, 2005.
POUND, Ezra. ABC da literatura. Org. e apres. de Augusto de Campos. 3ª edição. São Paulo: Cultrix, 1977.
PYM, Anthony. Explorando teorias da tradução. Tradução de Rodrigo B. de Faveri, Claudia B. de Faveri e Juliana
Steil. São Paulo: Perspectiva, 2017.
SANTAELLA, Lucia. O que é semiótica. São Paulo: Brasiliense, 1983.
_________________. Teoria geral dos signos. São Paulo: Cengage Learning, 2000.
TÁPIA, Marcelo. Diferentes percursos de tradução da épica homérica como paradigmas metodológicos de
recriação poética – Um estudo propositivo sobre linguagem, poesia e tradução. Tese de doutorado, USP, 2012.
______________. Nékuia – Um diálogo com os mortos. Recriação do Canto XI da Odissea de Homero, seguida de
estudos sobre tradução poética. São Paulo: Perspectiva, 2021.

 

Programa

Aula 1: Introdução ao curso.
Tópicos da aula:
- Introdução às dinâmicas do curso: apresentação, organização das aulas, programas, etc.
- Trajetória e vida de Francisco de Goya y Lucientes: algumas notas biográficas.
Bibliografia:
GASSIER, Pierre; WILSON, Juliet; LANCHENAL, François. Goya. Köln: Benedikt Taschen, 1994.
GOYA, Francisco de. Cartas a Martín Zapater. Madrid: Ediciones Istimos, 2003.
HUGHES, Robert. GOYA. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
OSTROWER, Fayga. Goya: artista revolucionário e humanista. São Paulo : Imaginário, 1997.
TODOROV, Tzvetan. Goya à sombra das Luzes. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
TOMLINSON, Janis A. Goya: portrait of the artist. Princeton: Princeton University Press, 2020

Aula 2: As referências artísticas de Goya: a pintura de Diego Velázquez e seu significado para o artista aragonês
Tópicos da aula:
- O início da carreira de Velázquez e sua ascensão como principal artista da Espanha dos Habsburgo.
- Goya e sua descoberta de Velázquez: Copias de Velázquez.
- As obras religiosas: A representação de Cristo
- O nu: A Vênus de Rokeby e as Majas
- Pinturas de História: A guerra como glória e como tragédia
- Pinturas de Gênero: Os “Loucos” de Velázquez e Goya
- Retratos: O caminho para o reconhecimento e a corte

Bibliografia:

BROWN, Jonathan. Pintura na Espanha 1500-1700. Tradução Luiz Antônio Araújo. São Paulo: Cosac Naify, 2001.
GÁLLEGO, Julián. Manías y Pequeneces. In: Monstruos, enanos y bufones en la Corte de los Austrias. Madrid:  Fundación “Amigos del Museo del Prado”, 1986.

Link:https://www.museodelprado.es/aprende/biblioteca/biblioteca-digital/fond…;

GASSIER, Pierre; WILSON, Juliet; LANCHENAL, François. Goya. Köln: Benedikt Taschen, 1994.

GUDIOL, José. Las Artes de España. México: Editorial Herrero, 1964.

GOYA, Francisco de. Cartas a Martín Zapater. Madrid: Ediciones Istimos, 2003.

MAYER, August L. La Pintura Española. Tradução Manuel Sánchez Sarto. Barcelona: Editorial labor S.A., 1926.

ORTEGA Y GASSET, José. Papeles sobre Velázquez y Goya y otros ensayos. Madrid: Alianza Editorial, 2023.

SCHLOSSER, Julius von. Xenia: saggi sulla storia dello stile e del linguaggio nell’arte figurativa. Tradução Giovanna Federici Ajroldi. Bari: Gius, Lateraza & Figli, 1938.

STOICHITA, Victor I.; CORDECH, Anna Maria. Goya: the last carnival. Londres: Reaktion Books, 1999.

TOMLINSON, Janis A. Goya: portrait of the artist. Princeton: Princeton University Press, 2020.

WILSON-BAREAU, Juliet. Goya and France in Manet/Velázquez: the French taste for Spanish painting in TINTEROW, Gary; LACAMBRE; Geneviève (Org.). Tradução do francês por Jeane Marie Tood. New Haven: Yale University Press, 2003.

Aula 3: Goya e o avesso do esclarecimento
Tópicos da aula:
- A Revolução Francesa e o programa do esclarecimento
- Goya e a intelectualidade esclarecida
- As invasões napoleônicas e a melancolia das luzes
- Análise dos Desastres de la Guerra (1810-1815)
Bibliografia:
ADORNO, Theodor .W. & HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos. Tradução de Guido Antonio de Almeida. - Rio de Janeiro: Zahar, 1985.
ANDERÁOS, Ricardo. A guerra desnuda: História e Representações nos “Desastres” de Goya. 1994. 273f. Tese (Doutorado em História Social) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1994.
BENJAMIN, Walter. Origem do drama trágico alemão. Edição e tradução de João Barrento. - 2. ed.; 2. reimpr. - Belo Horizonte: Autêntica, 2020.
CASCARDI, Anthony J. Francisco de Goya and the Art of Critique. - New York: Zone Books, 2022.
GRESPAN, Jorge. Revolução Francesa e Iluminismo. - 2ª ed., 9ª reimpressão. - São Paulo: Contexto, 2022.
KANT, Immamuel. Resposta à pergunta: Que é o Iluminismo? IN: A paz perpétua e outros opúsculos. Tradução de Artur Morão. - Lisboa, Portugal: Edições 70, 2004.
NORDSTRÖM, Folke. Goya, Saturno y melancolía: Consideraciones sobre el arte de Goya. Traducción de Carmen
Santos. - Madrid: Visor, 1989.
TODOROV, Tzvetan. Goya à sombra das Luzes. Tradução de Joana Anêmica d'Avila Melo. - 1ª ed. - São Paulo: Companhia das Letras, 2014.

Aula 4: Representações femininas em Goya. Uma análise dos Desastres de la Guerra (1810-1815).
Tópicos da aula:
- Mulheres e ilustração na Espanha. Perspectivas historiográficas.
- Benito Jerónimo Feijoo e Josefa Amar y Borbón. Discursos en defensa de las mujeres.
- Ilustradas e Académicas. Tertúlias e presença feminina nas Reais Academias de Belas Artes.
- Invasões napoleônicas e as mulheres na Guerra de Independência (1808-1814).
- Análise dos Desastres de la Guerra (1810-1815)
Bibliografia:
BOLUFER PERUGA, Mónica. Mujeres e Ilustración: La construcción de la feminidad en la España del Siglo XVIII, València, Institució Alfons el Magnànim, 1998.
DIEGO, Estrella de. La mujer y la pintura del XIX español: Cuatrocientas olvidadas y algunas más. Madrid: Ediciones Cátedra, 2009.
ESPIGADO, Gloria. Las mujeres y la política durante la Guerra de la Independencia. Ayer, S.L., v. 86, p. 67-88, 2012. Disponível em: https://www.revistasmarcialpons.es/revistaayer/article/view/espigado-la…-
durante-guerra-de-la-independencia.
FERNÁNDEZ, Elena. Mujeres en la Guerra de la Independencia. Madrid: Silex, 2009.
IAROCCI, Michael. The Art of Witnessing: Francisco de Goya’s Disasters of War. Toronto: University of Toronto, 2023.
MENESES, Ulpiano T. Bezerra de. Fontes visuais, cultura visual, história visual: balanço provisório, propostas cautelares. Rev. Bras. Hist., São Paulo, v. 23, n. 45, p. 11-36, Julho 2003. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-0188200300…;
SERRALLER, Francisco Calvo et al (comp.). Goya: Images of Women. Washington: National Gallery Of Art, 2002.
SESEÑA, Natacha. Goya y Las mujeres. Madrid: Taurus, 2004.
SMITH, Theresa Ann. The Emerging Female Citizen: gender and enlightenment in Spain. Los Angeles: University of California Press, 2006.
SOUBEYROUX, Jacques. Images de femmes, images de guerre: les représentations de la femme dans Los Desastres de la guerra de Goya. HispanismeS. Hors-série 1 | 2017, mis en ligne le 01 juin 2017. Disponível em:
https://journals.openedition.org/hispanismes/13079?lang=en.
TODOROV, Tzvetan. Goya à sombra das Luzes. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
TOMLINSON, Janis A. Goya: a portrait of an artist. Princeton: Princeton University Press, 2020.
VEGA, Jesusa. Estampas de la crisis bélica contra Napoleón: escenarios, víctimas, héroes y gestas. In: BULLÓN, C. Camarero; ALONSO, J. C. Gómez (coords.). El domino de la realidad y la crisis del discurso. El nacimiento de la conciencia europea. Madrid: Polifemo, 2017, pp. 129-312.

Programa

1. Biogeografia urbana no contexto geográfico
2. Biodiversidade e serviços ambientais no ecossistema urbano
3. Principais características da flora e faunas urbanas
4. Técnicas de campo e laboratório em Biogeografia
5. Prática de campo de Biogeografia Urbana

Bibliografia

BROWN, J. H.; LOMOLINO, M. V. Biogeografia. Ribeirão Preto: Funpec, 2006.
CARVALHO, C. J. B.; ALMEIDA, E. A. B. Biogeografia da América do Sul: padrões e processos. São Paulo: Roca, 2011.
CAVALHEIRO, F. Urbanização e Alterações Ambientais. In: Sâmia Maria Tauk Tornisielo; Nivar Gobbi; Harold Gordon Fowler. (Org.). Análise Ambiental: Uma Visão Multidisciplinar. 2 ed. São Paulo: UNESP, 1996, v. 1, p. 114-124.
COX, C. B.; MOORE, P. D. Biogeografia: uma abordagem ecológica e evolucionária. São Paulo: LTC, 2009.
HOSTETLER, M. A.; ALLEN, W. T.; MEURK, C. D. Conserving urban biodiversity? Creating green infrastructure is only the first step. Landscape and Urban Planning, v. 100, n. 4, 369-371, 2011 (https://doi.org/10.1016/j.landurbplan.2011.01.011.https://doi.org/10.10…).
MAGALHÃES, A. F. A. (2018). Inventário da Fauna silvestre do Município de São Paulo. São Paulo: Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA). (https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/PUB_FAUNA_DI… )
MELL, I. C. Green infrastructure: reflections on past, present and future praxis. Landscape Research, v. 42, n. 2, p. 135-145, 2017 (https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/01426397.2016.1250875)
MILWAUKEE METROPOLITAN SEWERAGE DISTRICT. Using green infrastructure. Milwaukee: MMSD, 2018. (https://www.freshcoastguardians.com/application/files/4315/5386/6421/MM…)
MONTEIRO, C. A. F. O homem, a natureza e a cidade: planejamento do meio físico. Geografar, v. 3, n. 1, p. 73-102, 2008. (http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/geografar/article/view/12911/9192)
NORTON, B. A.; EVANS, K. L.; WARREN, P. H. Urban Biodiversity and Landscape Ecology: Patterns, Processes and Planning. Current Landscape Ecology Reports, v. 1, n. 4, p. 178-192, 2016 (https://link.springer.com/article/10.1007/s40823-016-0018-5#aboutcontent).
PAPAVERO, N.; TEIXEIRA, D. M. Os viajantes e a biogeografia. História, Ciências, Saúde: Manguinhos, v. 8 (suplemento), p. 1015-1037, 2001. (http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v8s0/a12v08s0.pdf)
ROCHA, Y. T. Técnicas em estudos biogeográficos. Ra'e ga (UFPR), v. 23, p. 398-427, 2011. (http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/raega/article/viewFile/24846/166…)
SANTIAGO RAMOS, J. La naturaleza en las ciudades. Sevilla: Consjería de Obras Públicas y Transportes, 2008.(https://ws147.juntadeandalucia.es/obraspublicasyvivienda/publicaciones/…)
SANTOS, R. M. Biosampa 2019: 23 indicadores da biodiversidade paulistana. São Paulo: Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), 2020. (https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/_BIOSAMPA_20…)

Programa

Mesa 1 (14h-16h): O legado de Agustina
Profa. Dra. Anamaria Filizola (UFPR)
Profa. Dra. Patrícia da Silva Cardoso (UFPR)
Profa. Dra. Viviane da Silva Vasconcelos (UERJ)

Debatedora: Profa. Dra. Catherine Dumas (Sorbonne Nouvelle Paris 3)
Apresentação: Profa. Dra. Fátima Bueno (USP)

Mesa 2 (17h-19h): Agustina, autora múltipla
Prof. Dr. Rodrigo Valverde Denubila (UFU)
Prof. Ms. Rodolfo Pereira Passos (UNESP)
Profa. Ma. Fernanda Barini Camargo (UNESP)

Debatedoras: Profa. Dra. Edimara Lisboa (UNESP) e Dra. Ma. Penélope E. A. Salles (USP)


Referências bibliográficas

AGUSTINA BESSA-LUÍS: Nasci Adulta e Morrerei Criança. Direção de António José de
Almeida. Portugal: RTP, 2005. Vídeo (56 min.), colorido, sonoro.
AMARAL, Fernando Pinto do et al. Agustina Bessa-Luís: vida e obra. Vila Nova de Famalicão: Editorial Novembro, 2011.
BALDAQUE, Mónica. Sapatos de corda: Agustina. Lisboa: Relógio d'Água, 2020.
BESSA-LUÍS, Agustina; OLIVEIRA, Manoel. Um concerto em tom de conversa. Organização e introdução de Aniello Angelo Avella. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2007.
CONVERSAZIONE A PORTO: Manoel de Oliveira e Agustina-Bessa-Luís. Direção de
Daniele Segre, It lia: Casecheis, 2006. Vídeo (80 min.), sonoro, colorido.
DUMAS, Catherine. Estética e personagens nos romances de Agustina Bessa-Luís. Porto: Campos das Letras, 2002.
FILIZOLA, Anamaria. O cisco e a ostra: Agustina Bessa-Luís biógrafa. Campinas, 2000. 311 f. Tese (Doutorado em Letras) – Instituto de Estudos da Linguagem, Universidade Estadual de Campinas.
LEÃO, Isabel Ponce de (Org.). Estudos agustinianos. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa, 2009.
LOPES, Silvina Rodrigues. Agustina Bessa-Luís: as hipóteses do romance. Rio Tinto: Edições Asa, 1992.
LOURENÇO, Eduardo. Des-concertante Agustina: a propósito de Os quatro rios. O Tempo e o Modo, 1 série, n. 22, p. 110-117, dez. 1964.
RIO NOVO, Isabel. O poço e a estrada: biografia de Agustina Bessa-Luís. Lisboa: Contraponto, 2019.
PORTELA, Artur. Agustina por Agustina: entrevista. Lisboa: Dom Quixote, 1986.

Programa

Aula 1. Direito e política indigenista: fundamentos legais da demarcação territorial no Brasil

SOUZA FILHO, Carlos Frederico Marés de. O direito envergonhado (O direito e os índios no Brasil). Revista IIDH n. 15, p. 145-64 San José, Costa Rica: Instituto Interamericano de Derechos Humanos
CUNHA, Manuela Carneiro da. Índios no Brasil: história, direitos e cidadania. São Paulo: Claro Enigma. 2012.
VILLARES, Luiz Fernando. Direito e Povos Indígenas, cap. 7, pp. 95-212. Curitiba: Juruá, 2009 - 3ª impressão, 2020.

Aula 2. A judicialização da demarcação de terras indígenas como judicialização da política

SANTOS, Samara Carvalho. A judicialização da questão territorial indígena: uma análise dos argumentos do Supremo Tribunal Federal e seus impactos na (des)demarcação de terras indígenas no Brasil. Link: https://repositorio.unb.br/handle/10482/38755
Soares, L. B., Costa, C. C., Fonseca, M. de B., & Costa, V. A. Fatores explicativos das demarcações de terras indígenas: uma revisão de literatura. BIB - Revista Brasileira De Informação Bibliográfica Em Ciências Sociais, n. 96, 2021. Link: https://bibanpocs.emnuvens.com.br/revista/article/view/7/6

Aula 3. Experiências de judicialização da América Latina

VERONESE, Alexandre. A judicialização da política na América Latina: panorama do debate teórico contemporâneo. Revista Escritos (Fundação Casa de Rui Barbosa), n. 3, pp. 249-281, 2009. Link: http://escritos.rb.gov.br/numero03/artigo13.php
GÁRZON, Biviany Rojas. Os Direitos Constitucionais dos Povos Indígenas no Judiciário. Entre o direito falado e o direito escrito. Uma perspectiva comparada do Brasil e da Colômbia. 2008. Dissertação (Mestrado) - Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Sociais, Brasília, DF. Link: https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/2607/1/2008_BivianRojasGarzo…
BARATTO, Márcia. Direitos Indígenas e Cortes Constitucionais: uma análise comparada entre Brasil, Colômbia e Bolívia. 2016. Tese (Doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Campinas, SP. Link: https://hdl.handle.net/20.500.12733/1629884.

Aula 4. O caso brasileiro: da CF/88 ao julgamento do Marco Temporal

SILVA, Liana Amin Lima da; SOUZA FILHO, Carlos Frederico Marés de. Marco temporal como retrocesso dos direitos territoriais originários indígenas e quilombolas. In: Índios, direitos originários e territorialidade. Organizadores: ALCÂNTARA, Gustavo Kenner; TINÔCO, Lívia Nascimento; MAIA, Luciano Mariz. Associação Nacional dos Procuradores da República. 6a Câmara de Coordenação e Revisão. Ministério Público Federal, 2018.
SANTANA, Carolina Ribeiro. Direitos territoriais indígenas e o marco temporal: o STF contra a Constituição. In: Índios, direitos originários e territorialidade. Organizadores: ALCÂNTARA, Gustavo Kenner; TINÔCO, Lívia Nascimento; MAIA, Luciano Mariz. Associação Nacional dos Procuradores da República. 6a Câmara de Coordenação e Revisão. Ministério Público Federal, 2018.
SILVA, Cristhian Teófilo da. A homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol e seus efeitos: uma análise performativa das 19 condicionantes do STF. Rev. bras. Ci. Soc. 33 (98). 2018. Link:
https://www.scielo.br/j/rbcsoc/a/F7MWtcMVZbHLkyRrMBRKGQQ/?format=pdf&la…