Programa

1. Fotolivro, fotobiografia, processos fotográficos

Alguns pontos de partida para pensar fotolivros e a relação entre texto, imagem e construção de relação para sua produção.

BADGER, Gerry. Por que fotolivros são importantes. Disponível em: https://revistazum.com.br/revista-zum-8/fotolivros/

FERNÁNDEZ, Horacio. Fotolivros Latino-americanos. São Paulo: Cosac Naify, 2011.

ROUILLÉ, André. A fotografia: entre o documento e a arte contemporânea. São Paulo: Senac, 2009.
VITORIO, Ana Paula. Fotolivros e tradução criativa. Base de Dados de Livros de Fotografia, 2023. Disponível em: https://livrosdefotografia.org/artigos/@id/42432.

 

2. (Foto)escrevivências: autorrepresentação, testemunho e arquivo

Discussão de estratégias de fotoescrever, fotoinscrever a si mesmo como meio de configurar testemunhos, arquivos e repertórios de imagens e imaginários de si e de nós.

BISPO, Vilma Neres. Trajetórias e olhares não convexos das (foto)escre(vivências): condições de atuação e de (auto)representação de fotógrafas negras e de fotógrafos negros contemporâneos. 2016. Dissertação (Mestrado). Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, Rio de Janeiro, 2016.

CAMPT, Tina M. A Black Gaze: Artists Changing How We See. MIT Press, 2021.

CAMPT, Tina M. Image Matters: Archive, Photography and the African Diaspora in Europe, Listening to Images. Duke University Press, 2012.

CAMPT, Tina M. Listening to Images. Duke University Press, 2017.

CARMINATI, Thiago Zanotti. Imagens da Favela, Imagens pela Favela: representações de si e do outro nas imagens do povo, Dissertação de Mestrado, UFRJ, 2008.

CERQUEIRA. Lita. A fotografia como eu sou. Curadoria e texto Diógenes Moura. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 2009.

CUNHA, Guilherme et al. Retratistas do Morro. Afonso Pimenta e João Mendes. Catálogo de exposição. Sesc Pinheiros. 20 jun 2023 – 28 jan 2024.

DAMASCENO GOMES, Janaína; FIRMO, Walter. Donas de si: Uma coleção de retratos de mulheres altivas. Piauí, Edição 194, nov 2022. Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/materia/donas-de-si/.

HOOKS, Bell. Olhares negros: raça e representação. São Paulo: Elefante, 2019.

FIRMO, Walter. no verbo do silêncio a síntese do grito. Fotos: Walter Firmo; Textos: Sergio Burgi e Janaína Damasceno Gomes e IMS, 2024.

FRAGA, Cesar. Do outro lado. Fotos: César Fraga; Textos: Ana Maria Gonçalves e Maurício Barros de Castro. São Paulo: Editora Olhares, 2014.

POWELL, Richard J. Black art. London: Thames & Hudson, 2021.

RIBEIRO, Luciara. A narcísica história da fotografia e possibilidades de saída de uma história única. Disponível em: https://www.sp-arte.com/editorial/a-narcisica-historia-da-fotografia-e-possibilidades-de-saida-de-uma-historia-unica/

RIPPER, João Roberto; CARVALHO, Sérgio; GASTALDONI, Dante; MAZZA, Joana (Orgs.). Imagens do povo. Rio de Janeiro: Nau, 2012.

RIPPER, João Roberto; CARVALHO, Sérgio; GASTALDONI, Dante; ROSA, Rovena (Orgs.). Nós: um ensaio do Imagens do povo. Rio de Janeiro: Observatório de Favelas, 2014.

RIPPER, João Roberto; CARVALHO, Sérgio. Retrato Escravo. Brasília: Organização Internacional do Trabalho, 2010.

SELIGMANN-SILVA, Márcio. A virada testemunhal e decolonial do saber histórico. Campinas: Unicamp, 2022.

SHOHAT, Ella; STAM, Robert. Crítica da imagem eurocêntrica: multiculturalismo e representação. São Paulo: Cosac Naify, 2006.

WILLIS, Deborah. Black: A Celebration of a Culture. Skyhorse Publishing, 2014.

WILLIS, Deborah. Reflections in Black: A History of Black Photographers, 1840 to the present. W. W. Norton & Company, 2002.

3. Memória, rememória, ontologia combativa, etnofotografia

Debate sobre as fotografias e fotógraf@s escolhid@s com base na ideia de estratégias de memória provocadas pela imagem em geral e pela fotografia em particular e ver seus rebatimentos na antropologia e na literatura.

AGUSTONI, Prisca. O gosto amargo dos metais. Rio de Janeiro: 7Letras, 2022.

ARAUJO MARQUES, Luciana. Geografia lírica do sertão baiano. Disponível em: https://quatrocincoum.com.br/resenhas/literatura/geografia-lirica-do-sertao-baiano

ARAUJO MARQUES, Luciana. Iñe-e presente. Disponível em: https://quatrocincoum.com.br/resenhas/literatura/literatura-brasileira/ine-e-presente/

BOLLE, Will. Grandesertão.br. São Paulo: Duas Cidades/Editora 34, 2004.

BOMFIM, Marcela. Negros. Fotos: Marcela Bomfim; Textos: Mônica Cardim.

BORGES, Antonádia; COSTA, Ana Carolina; BELISÁRIO COUTO, Gustavo; Cirne, Michelle; DE ABREU E LIMA, Natascha; VIANA, Talita; PATERNIANI, Stella Z. Pós-Antropologia: as críticas de Archie Mafeje ao conceito de alteridade e sua proposta de uma ontologia combativa. Sociedade e Estado, vol. 30, n. 2, mai-ago 2015, pp. 347-369. Brasília: Universidade de Brasília.

BRASSAÏ, Gyula Halász. Proust e a fotografia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005.

CAIUBY NOVAES, Sylvia (Org.). 2015. Entre arte e ciência: a fotografia na antropologia. São Paulo: Edusp.
EDWARDS, Elizabeth, 2015. Anthropology and Photography: A long history of knowledge and affect, Photographies 8 (3), pp. 235-252.
GAMA, Fabiene. Antropologia e Fotografia no Brasil: O início de uma história (1840-1970). In: GIS - Gesto, Imagem E Som - Revista De Antropologia 5, 2020.
GONÇALVES, Marco Antonio. Retrato, Pessoa, Imagem: O universo fotográfico de Madalena Schwartz. Revista de Antropologia, v. 59, p. 109-140, 2016.

CHIZIANE, Paulina. Niketche. Uma história de poligamia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

EGA, Françoise. Cartas a uma negra. São Paulo: Todavia, 2021.

GUIMARÃES ROSA, João. Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007.

GURAN, Milton. A ‘fotografia eficiente’ e as Ciências Sociais. In: ACHUTTI, LUIZ (Org.) Ensaios sobre o fotográfico. Porto Alegre: Prefeitura Municipal, 1998, p.87-99.
PINK, Sarah, 2001. Doing visual ethnography. Images, media and representation in research. London: Thousand Oaks/ New Delhi: SAGE.

SAMAIN, Etienne. As peles da fotografia: fenômeno, memória/arquivo, desejo. VISUALIDADES, Goiânia v. 10 n. 1, jan-jun 2012, p. 151-164.

MAFEJE, Archie. Africanity: a combative ontology. Codesria Bulletin n. 3-4, p. 106-10, 2008.

MALQUER, Monique. Flor de gume. São Paulo: Jandaíra, 2023.

MARIA DE JESUS, Carolina. Quarto de despejo: Diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2020.

MORRISON, Toni. A fonte da autoestima: ensaios, discursos e reflexões. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.

MORRISON, Toni. A origem dos outros: Seis ensaios sobre racismo e literatura. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

MORRISON, Toni. Amada. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.

MORRISON, Toni. Playing in the dark: whiteness and the literary imagination. New York: Vintage Books, 1993.

MOTTA, Aline. A água é uma máquina do tempo. São Paulo: Fósforo, 2022.

OLIVEIRA SILVA, Adriana de. Galeria & Senzala: a (im)pertinência presença negra nas artes no Brasil. Tese Doutorado. PPGAS-USP, 2018.

OLIVEIRA SILVA, Adriana de. Saudades da floresta: memórias de vida e luta da comunidade quilombola Boa Vista/Cupuaçu. São Paulo: Escuta do Tempo, 2021.

OLIVEIRA SILVA, Adriana de. Saudades da floresta: memórias de vida e luta da comunidade quilombola São Sebastião do Burajuba. São Paulo: Escuta do Tempo, 2021.

PEREIRA, Edimilson de Almeida. Poesia + (antologia 1985-2019). São Paulo: Editora 34, 2019.

VERUNSCHK, Micheliny. O som do rugido da onça. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.

VIEIRA JR., Itamar. Torto arado. São Paulo: Todavia, 2018.

WAGNER, Roy. A invenção da cultura. São Paulo: Ubu Editora, 2017. 

WISNIK, José Miguel. Maquinação do mundo: Drummond e a mineração. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.

WOOLF, Virginia. Passeio ao Farol. São Paulo: Penguin-Companhia da Letras, 2023.

ZULAR, Roberto. A dignidade da poesia. In: Edimilson de Almeida Pereira: Poesia + (antologia 1985-2019). São Paulo: Editora 34, 2019.

Programa

A inclusão da temática "História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena" nas diretrizes e bases da educação nacional pela Lei nº 11.645/2008 impulsionou uma série de debates e promoveu mudanças nos currículos formativos das escolas e universidades brasileiras (BRASIL, 2008). Um dos principais desafios foi abordar o tema desvinculando-se de perspectivas que endossavam a “crônica de uma extinção” — visão criticada por pesquisadores comprometidos com a História Indígena, mas ainda presente no imaginário social (MONTEIRO, 1995).
Apesar dos avanços significativos, resultado tanto dos debates gerados pela inclusão da temática nos currículos quanto da crescente visibilidade e protagonismo de intelectuais indígenas, persiste, especialmente em escolas não indígenas, a dificuldade de ensinar a história dos povos originários sem reforçar estereótipos. Nesse contexto, o curso busca discutir as principais pesquisas sobre o tema, explorando abordagens e fontes diversas para fornecer subsídios a professores e pesquisadores em suas atividades.

Programa:

04/02 – Aula 1: Ensino e pesquisa sobre História indígena e do indigenismo.

06/02 – Aula 2: História e historiografia sobre os povos indígenas e indigenismo.

11/02 – Aula 3: Povos indígenas e a construção nacional.

13/02 – Aula 4: Os Indígenas na História – conhecendo fontes e materiais de apoio para pesquisa e ensino.

Bibliografia:

ALMEIDA, Maria Regina Celestino. Os índios na História do Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010, p. 13-28.
BRASIL. Lei nº 11.645. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 2008.
CANCELA, Francisco. “Você quer voltar à oca?”: armadilhas, artimanhas e questões da pesquisa histórica sobre os povos indígenas. Revista História em Reflexão, v.3, n. 5, jan/jun 2009.
CALDERÓN, Camilo Mongua. Caucho, frontera, indígenas e historia regional: um análisis historiográfico de la época del caucho em el Putumayo-Aguarico. Boletín de Antropología (Universidad de Antioquia), v. 33, n. 55, p. 15-34, 2018.
CARDOSO, Antonio Alexandre Isídio. O Eldorado dos Deserdados: Indígenas, Escravos, Migrantes, Regatões e o Avanço rumo ao Oeste Amazônico no século XIX. Tese (Doutorado em História). Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade de São Paulo (PPGHS - USP). São Paulo, 321p., 2017.
COSTA, Hideraldo. Cultura, Trabalho e Luta na Amazônia: Discurso dos Viajantes (Século XIX). Manaus: Valer, 2013.
CUNHA, Euclides da. Um paraíso perdido: reunião de ensaios amazônicos. Brasília: Senado Federal, 2000.
CUNHA, Manoela Carneiro (Org.). História dos índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
DIAS, Camila Loureiro. Os índios, a Amazônia e os conceitos de escravidão e liberdade. Estudos Avançados, v. 33, n. 97, p. 235-252, set./dez. 2019.
FAUSTO, Carlos. Os Índios antes do Brasil. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2000.
ALMEIDA, Maria Regina Celestino. Os índios na História do Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010, p. 13-28.
FERREIRA, Ana Carolina Sodré. Fontes para a história indígena do e antes do século XVI. Humanidades em diálogo, 9 (1), 115-126, 2019. https://doi.org/10.11606/issn.1982-7547.hd.2019.154276
FUNARI, Pedro Paulo; PIÑON, Ana. A temática indígena na escola: subsídios para os professores. São Paulo: Contexto, 2011.
GONZAGA, Alvaro de Azevedo. Decolonialismo Indígena. 2. Ed. São Paulo: Matrioska, 2022.
GOW, Peter. Gringos and Wild Indians: Images of History in Western Amazonian Cultures. L’Homme, Paris, n. 126-128 (ano 33), abril-dezembro, 1993, pp. 327-347.
HARDMAN, Francisco Foot. A vingança da Hileia: Euclides da Cunha, a Amazônia e a Literatura Moderna. São Paulo: Editora Unesp, 2009.
HARDMAN, Francisco Foot. Trem Fantasma: A Modernidade na Selva. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
LIMA, Antonio Carlos de Souza. Um grande cerco de paz: poder tutelar, indianidade e formação do Estado no Brasil. Petrópolis-RJ: Vozes, 1995.
LIMA, Pablo Luiz de Oliveira (Org.). Fontes e reflexões para o ensino de história indígena e afro-brasileira: uma contribuição da área de História do PIBID/FaE/UFMG. Belo Horizonte: UFMG – Faculdade de Educação, 2012.
LOPES DA SILVA, Aracy; GRUPIONI, Luís Donisete Benzi (Orgs.). A temática indígena na escola: novos subsídios para professores de 1º. e 2º. graus. Brasília: MEC/ Mari/ Unesco, 1995.
MONTEIRO, John Manuel (Org.). Guia de fontes para a história indígena e do indigenismo em arquivos brasileiros: acervos das capitais. São Paulo: USP-NHII/Fapesp, 1994.
MONTEIRO, John Manuel. Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.
MONTEIRO, John M. Tupis, Tapuias e historiadores: estudos de História Indígena e do Indigenismo. Tese de livre docência, Unicamp, Campinas-SP, 2001.
MOREIRA, Vânia Maria Losada. Reinventando a Autonomia: liberdade, propriedade, autogoverno e novas identidades indígenas na capitania do Espírito Santo, 1535-1822. São Paulo: Humanitas, 2019.
NOVAES, Adauto. A outra margem do ocidente. São Paulo: Companhia das Letras/Minc.Funarte, 1999.
SILVA, Aracy Lopes da; GRUPIONI, Luís Donisete Benzi (Orgs.). A Temática Indígena na Escola: novos subsídios para professores de primeiro e segundo graus. Brasília: MEC/MARI/UNESCO, 1995.
SILVA, José Bonifácio de Andrada e Silva. Projetos para o Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
SMITH, Linda Tuhiwai. Descolonizando metodologias: pesquisa e povos indígenas. Curitiba: Ed. UFPR, 2018.
SOUZA, Adriana Barreto de [et al.]. Pacificar o Brasil: das guerras justas às UPPs. São Paulo: Alameda, 2017.
SOUZA, Rosemeire de Oliveira; RODRIGUES, Sonia da Silva (orgs.) Ensino de História Indígena na sala de aula: Repensando práticas e metodologias. São Carlos: Pedro & João Editores, 2023.
TAUSSIG, Michael. Xamanismo, colonialismo e o homem selvagem: um estudo sobre o terror e a cura. São Paulo: Paz e Terra, 1993.

Programa

 

Aula 1 – DEFINIÇÃO E CARACTERÍSTICAS DA LINGUAGEM JORNALÍSTICA (10 de março de 2025)

Apresentação da parte teórica
O que é tradução jornalística e exemplos
Estrutura do texto jornalístico
Características da linguagem jornalística
Obras de referência
Análise de textos traduzidos
Tradução sobre aprendizado com erros
Versão sobre hidrogênio como energia limpa


Aula 2 – TIPOS DE TEXTOS JORNALÍSTICOS PARA FINS DE TRADUÇÃO (17de março de 2025)

Apresentação da parte teórica
Tipos básicos: informativos e opinativos
Tipos de jornalismo pelo meio
Tipos de jornalismo com base na cobertura
Análise de textos traduzidos
Tradução sobre fraude acadêmica
Versão sobre tributação de bilionários

Aula 3 – A PESSOA TRADUTORA DE TEXTOS JORNALÍSTICOS (24 de março de 2025)

Apresentação da parte teórica
Desafios da tradução jornalística
Competências e habilidades para a tradução jornalística
Análise de textos traduzidos
Tradução sobre trabalho remoto
Versão sobre tela falsa de Tarsila do Amaral
No decorrer das análises, serão observados aspectos como:
Foco no texto ou no leitor?
Como priorizar as informações a serem traduzidas?
Como lidar com a limitação de espaço para publicação da tradução?
Como adequar o texto ao público-alvo?
As matérias a serem apresentadas foram selecionadas com base na relevância
para a tradução e diversidade dos assuntos, e não na atualidade.

 

Referência Bibliográfica:
STUPIELLO, Érika Nogueira de Andrade; SIMÃO, Angélica Karim Garcia. Curso de Tradução
Jornalística: inglês e espanhol. 1ª edição. Rio de Janeiro, RJ: Transitiva, 2017.
ZARO, J.J.; TRUMAN, M. A Manual of Translation, Manual de Traducción, 1ª edição, Madrid,
Espanha: SGEL Educación, 1999.

Programa

Revelações sobre o Romance Proletário (1930-1935)
1a aula
Vídeo/palestra do ministrante
20 minutos
Disponível no Google Sala de Aula
Conteúdo
Manifestações literárias na década de 1920 que foram batizadas como "romance proletário".
Exemplos de obras e autores mais clássicos deste tipo de romance e uma indagação: por que foram chamados assim?
As definições de "proletariado" e "romance" que emanam dos movimentos de esquerda e direita.

Material disponível ao alunos no Google Sala de Aula: artigos da época em PDF; trechos ou resumos dos livros citados.
2a aula
Vídeo/palestra do ministrante
30 minutos
Disponível no Google Sala de Aula
Conteúdo
O romance proletário no Brasil: de carona com o Romance de 30. Jorge Amado.
Os principais autores e seus principais críticos.
As influências estrangeiras — Michael Gold e Os Judeus Sem Dinheiro

Material disponível ao alunos no Google Sala de Aula: artigos da época em PDF; trechos ou resumos dos livros citados.
3a aula
Debate ao vivo
50 minutos
Existe romance proletário?
Qual é o principal legado dessa manifestação?
Questões poéticas e políticas

Avaliação:
A nota final de cada aluno será composta de:
Texto final a ser entregue até dia 15 de agosto: 30%
Participação na aula ao vivo: 70%

ABDALA JÚNIOR, Benjamin. O Romance Social Brasileiro. São Paulo: Editora Scipione, 1993.
ADONIAS, Filho. O Romance Brasileiro de Trinta. Rio de Janeiro: Edições Bloch, 1969.
ALBUQUERQUE, Durval Muniz de. A Invenção do Nordeste e outras artes. São Paulo: Cortez, 1999.
ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Jorge Amado: política e literatura. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1979.
ALMEIDA, José Maurício Gomes de. A tradição regionalista no Romance Brasileiro 1875-1945. Rio de Janeiro: Topbooks, 1999.
AMADO, Jorge.País do Carnaval, Cacau, Suor. São Paulo: Editora Martins, 1974.
______. Capitães da Areia. São Paulo: Editora Martins, 1937.
______. Jubiabá. Rio de Janeiro: Editora Record, 1982.
______. Navegação de Cabotagem. Rio de Janeiro: Editora Record, 1992.
ANDRADE, Mário de. O Empalhador de Passarinho, São Paulo: Livraria Martins Editora, 1972.
ANDRADE, Mário. Aspectos da Literatura Brasileira. Belo Horizonte: Itatiaia, 2002.
BUENO, Luís. Os três tempos do romance de 30. Teresa, São Paulo: n. 3, pp. 254-283, 26 dezembro de 2002.
______. Uma história do romance de 30. São Paulo: Edusp, 2015.
BARTHES, Roland. O Rumor da Língua. São Paulo: Editora Brasiliense, 1988
CANDIDO, Antonio. Brigada Ligeira. São Paulo: Livraria Martins Editora,1945
______. A Educação pela Noite e Outros Ensaios. São Paulo: Ática, 1989.
______. Formação da Literatura Brasileira, 2o volume (1836-1880). Belo Horizonte - Rio de Janeiro: Editora Itatiaia, s/d.
______. Literatura e Sociedade. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1965.
______. O Discurso e a Cidade. São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1993
CARELLI, Fabiana. Casas com rio atrás: Jorge Amado em África. Via Atlântica no. 27, p. 111-143, São Paulo: Universidade de São Paulo, Jun/2015
CASTRO, Moacyr Werneck de. Sobre um Romance do Norte. Revista Acadêmica. Rio de Janeiro ano II ,no10, IV, 1934. s/p
COUTINHO, Afrânio. A Literatura no Brasil. Volume 5 Parte II - Era Modernista. São Paulo: Global Editora, 2001
DÓRIA, Carlos Alberto. 1930: Romance e revolução. Ensaios enveredados. São Paulo: Edições Siciliano, 1991
DUARTE, Eduardo de Assis. Jorge Amado: Romance em Tempo de Utopia. Rio de Janeiro: Editora Record, 1996.
FREYRE, Gilberto. Casa-Grande e Senzala. São Paulo: Global, 2011.
HALLEWELL, Laurence. O Livro no Brasil. São Paulo: T.A Queiroz, Editor, 1985.
HOLLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1978
JORGE AMADO: 30 ANOS DE LITERATURA. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1961.
LAFETÁ, João Luiz. 1930: A Crítica e o Modernismo. São Paulo: Editora 34/ Duas cidades, 2000.
MICELI, Sérgio. Intelectuais à Brasileira. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. São Paulo: Martins, 1942
PRATT, Marie Louise. Os Olhos do Império: Relatos de Viagem e Transculturação. Florianópolis: Edusc, 1999.
OLIVEIRA, José Osório de. História Breve da Literatura Brasileira. Lisboa: Editorial Inquérito, 1939.
PAES, José Paulo. De Cacau a Gabriela, Um Percurso Pastoral. Salvador: Casa das Palavras, Fundação Jorge Amado, 1991.
PEREIRA, Lucia Miguel. Livros. Gazeta de Notícia. Rio de Janeiro; 14 de outubro de 1934, p. 16
PEREIRA, Lucia Miguel. Prosa de Ficção. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1957.
RAILLARD, Alice. Conversando com Jorge Amado. Rio de Janeiro: Editora Record, 1992.
RAMOS, Graciliano. Linhas Tortas. Rio de Janeiro: Editora Record, 1980.
ROSSI, Luiz Gustavo Freitas. A militância política na Obra de Jorge Amado, Caderno de Leituras 22,São Paulo, Companhia das Letras, s/d
SALLA, Thiago Mio. Literatura, política e legitimação institucional: o romance de 1930 e o modernismo de 1922 segundo a retórica estadonovista. Teresa. São Paulo: 2015, no 16, 201, p. 119.
______. Graciliano e a Cultura Política. São Paulo: Edusp, 2016
SÜSSEKIND, Flora. Tal Brasil, Qual Romance?. Rio de Janeiro: Achiamé, 1984.
TATI, Miécio. Jorge Amado: Vida e Obra. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 1961.
TROTSKY, Leon. Literatura e Revolução. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1969.

Programa

Programa completo: “A origem da obra de arte segundo Martin Heidegger”.
Coordenador do curso livre: Professor Dr. Márcio Suzuki.
Ministrante: Dra. Danjone Regina Meira.
Ementa: estudo sobre a origem da obra de arte a partir do caminho ontológico na filosofia de Martin Heidegger.

Aula 1 – Heidegger, a linguagem e o “Dasein” em “Ser e tempo”.
A relação do “Dasein” com a linguagem, o aspecto pré-ontológico e ontológico inerente ao “Dasein”. A arte advém do “Dasein” como ente privilegiado, ser de compreensão e ser de linguagem. Ontologia do Dasein, hermenêutica e linguagem.

Aula 2 – A arte e a obra de arte na superação da metafísica em Heidegger. A questão da arte após a virada no pensamento de Martin Heidegger. O projeto do ser se encontra com a poesia e a questão da linguagem é mais aprofundada no pensamento de Heidegger.

Aula 3 – Dasein e arte em “A origem da obra de arte”. A relação entre o Dasein, a arte e a verdade. A história da arte a partir da “verdade do ser”. “Historie” e “Geschichte”.

Aula 4 – A disputa entre “terra” e “mundo” na obra de arte. O acontecimento da verdade do ser e a “disputa”. A tensão no interior do ente: obra de arte. O velamento e o desvelamento no ente.

Aula 5 – A verdade e a arte. A questão da verdade após a virada no pensamento de Heidegger e a sua interface com a arte.

Aula 6 – A arte e a linguagem. A obra “A caminho da linguagem”. O projeto do ser e o seu caminho que considera a arte.

Aula 7- A arte e a poesia (Dichtung). A arte não é ficção, a arte é a realidade. A essência poética da arte.

Bibliografia

HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.
HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo. Trad: Fausto Castilho. Campinas, SP: Editora da Unicamp, RJ: Vozes, 2012.
HEIDEGGER, Martin. A origem da obra de arte. Trad. de Idalina Azevedo e Manuel Antônio de Castro. São Paulo: Edições 70, 2010.
HEIDEGGER, Martin. Introdução à metafísica. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1969.
HEIDEGGER, Martin. A caminho da linguagem. Tradução Márcia Sá Cavalcante Schuback. Petrópolis, RJ: Vozes: Bragança Paulista, SP: Editora Universitária São Francisco, 2003.
HEIDEGGER, Martin. Hölderlin y la esencia de la poesía; edición, traducción, comentarios y prólogo de Juan David García Bacca. - Barcelona: Anthropos, 1994.

Programa

10/04, 14h30 às 18h - Aula 1.
Apresentação da proposta, bibliografia, dinâmicas de ensino do curso
História do território, do estado e das fronteiras westfalianas.
DORFMAN, Adriana. A condição fronteiriça diante da securitização das fronteiras do Brasil. D. Nascimento; J. P.
Rebelo. Fronteiras em perspectiva comparada e temas de defesa da Amazônia. Belém: EDUFPA, 2013.
GOETTERT, Jones D.; ABREU, Silvana de ; SOUZA, A. O. . O processo civilizador e as fronteiras: fronteiras para
civilizar ou civilizar as fronteiras? In: XIV Simpósio Internacional Processos Civilizadores, 2012, Dourados. XIV
Simpósio Internacional Processos Civilizadores. Dourados: Editora da UFGD, 2012. v. 1. p. 1-21.
MACHADO, Lia Osório. Limites, fronteira, redes. In: STROHAECKER, Tania Maria et al. (org.). Fronteiras e espaço
global. Porto Alegre: AGB Porto Alegre, 1998. p. 41-49.


11/04, 14h30 às 18h - Aula 2.
O sistema territorial
BENEDETTI, Alejandro. Territorio: concepto integrador de la geografía contemporánea. En: Territorio, Lugar,
Paisaje. Prácticas y conceptos básicos en geografía, coord. Patricia Souto, Colección Libros de Cátedra, Buenos
Aires: Facultad de Filosofía y Letras, UBA, 2011. P. 11-82.
RAFFESTIN, Claude. Por uma geografia do poder. São Paulo: Ática, 1993.

12/04, 14h30 às 18h - Aula 3.
Fronteiras Disciplinares
História dos Estudos Fronteiriços na América do Sul e do Brasil
DORFMAN, Adriana; FRANÇA, Arthur Borba Colen; ROCHA, Rafael Port da. Dinâmicas temáticas, disciplinares,
espaciais e temporais dos Estudos Fronteiriços no Brasil: teses e dissertações (2000-2014). Anuário Unbral das
fronteiras brasileiras. Vol. 3 (2017), p. 11-50, Apêndice p. 153-160. http://hdl.handle.net/10183/170022
SPRANDEL, M. A. Breve genealogia sobre os estudos de fronteiras e limites no Brasil. In: OLIVEIRA, R. C. de;
BAINES, S. G. (Orgs.). Nacionalidade e etnicidade em fronteiras. v. 1. Brasília: Editora UNB, 2005.
MARTINS, José de Souza. O tempo da fronteira. Retorno à controvérsia sobre o tempo histórico da frente de
expansão e da frente pioneira. Tempo Social; Rev. Sociol. USP, S. Paulo, 8(1): 25-70, maio de 1996.

17/04, 14h30 às 18h - Aula 4.
Análise espacial das fronteiras
Fronteiras e escalas
ANCEL, Jacques. La geografía de las fronteras: El método. Geopolítica(s) Revista de estudios sobre espacio y
poder. v7. n1. 2016.
SAHLINS, Peter. Repensando Boundaries. In: GRIMSON, Alejandro. (comp.) Fronteras, Naciones e Identidades: la
periferia como centro. Buenos Aires: Ciccus, La Crujía, 2000.


18/04, 14h30 às 18h - Aula 5.
História das fronteiras brasileiras
Políticas e práticas em curso nas fronteiras brasileiras
OLIVEIRA, Samara Mineiro. Formação das fronteiras brasileiras: uma abordagem geo-histórica.
Monografia UnBhttps://bdm.unb.br/bitstream/10483/11473/1/2015_SamaraMineiroOliveira.p…
BRASIL. Ministério da Integração Nacional. Secretaria de Programas Regionais. Programa de Desenvolvimento da
Faixa de Fronteira. Proposta de Reestruturação do Programa de Desenvolvimento da Faixa de Fronteira: Bases de
uma Política Integrada de Desenvolvimento Regional para a Faixa de Fronteira. Brasília: Ministério da Integração
Nacional, 2005. 416 p.


19/04, 14h30 às 18h - Aula 6.
Estudos Fronteiriços e Estudos Migratórios contemporâneos
DOMENECH, Eduardo; DIAS, Gustavo. Regimes de fronteira e “ilegalidade” migrante na América Latina e no
Caribe. Sociologias, Porto Alegre, ano 22, n. 55, p. 40-73, 2020.
FELLNER, Astrid M; BURGOS, Hugo. Introducción. Post(S) V. 7. Dez. 2021
MEZZADRA, Sandro. Multiplicação das fronteiras e práticas de mobilidade. REMHU - Rev. Interdiscip. Mobil. Hum.,
Brasília, Ano XXIII, n. 44, p. 11-30, 2015.
SILVA, Regina Coeli Machado e. Escola e educar na fronteira: atos do estado se (des)fazendo em seus limites. In:
Dorfman, A.; Filizola, R.; Félix, J. M. (Orgs.) Ensinando Fronteiras: projetos estatais, representações sociais e
interculturalidade. Porto Alegre: Editora Letra1; Editora Diadorim, 2021, p. 27-58.

Programa

Aula 1: Introdução – A geração de autores do Royal Court Theatre
Aula 2: Vinegar Tom (1976) – A caça às bruxas de ontem e de hoje
Aula 3: Cloud 9 (1979) – Dramatizando o “fim” do Império
Aula 4: Top Girls (1982) – O jantar da História
Aula 5: Far Away (2000) e Seven Jewish Children – a play for Gaza (2009) – A forma dos problemas
contemporâneos
Aula 6: Escaped Alone (2016) – Fim das utopias?

Referências

ADISESHIAH, Siân. Churchill’s Socialism : Political Resistance in the Plays of Caryl Churchill. Newcastle upon
Tyne : Cambridge Scholars Publishing, 2009.
ASTON, Elaine, REINELT, Janelle (eds.). The Cambridge Companion to Modern British Women Playwrights.
Londres: Cambridge University Press, 2000.
ASTON, Elaine & DIAMOND, Elin (eds.) The Cambridge Companion to Caryl Churchill. Londres: Cambridge
University Press, 2009.
BRECHT, Bertolt. Estudos sobre teatro (trad. Fiama Pais Brandão). Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1978.
CHURCHILL, Caryl. Vinegar Tom. In: Plays: 1. Londres: Bloomsbury, 1985.
_______________. Cloud 9. In: In: Plays: 1. Londres: Bloomsbury, 1985.
_______________. Far Away. Londres: Nick Hern Books, 2000.
_______________. Seven Jewish Children – a play for Gaza. Londres: Nick Hern Books, 2009.
_______________. Top Girls. Londres: Bloomsbury, 2013.
_______________. Escaped Alone. Londres: Nick Hern Books, 2016.
EAGLETON, Terry. As ilusões do pós-modernismo. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.
INNES, Christopher. Modern British Drama 1890-1990. Cambridge: Cambridge University Press, 1992.
ITZIN, Catherine. Stages in the Revolution: Political Theatre in Britain Since 1968. Londres: Methuen, 1980 [edição
online 2022].
JAMESON, Fredric. Periodizing the 60s. Social Text, Durham, No. 9/10 The 60’s without Apology, p. 178-209, 1984.
________________. Pós-modernismo ou a lógica do capitalismo tardio. São Paulo: Ática, 1996.
________________. A cultura do dinheiro: ensaios sobre a globalização. Petrópolis: Vozes, 2001.
LACEY, Stephen. British Realist Theatre: The New Wave in Its Context 1956-1965. Londres: Routledge, 1995.
LEHMANN, Hans-Thies. Teatro pós-dramático. São Paulo: Cosac Naify, 2007.
PATTERSON, Michael. Strategies of Political Theatre: Post-War British Playwrights. Cambridge: Cambridge
University Press, 2003.
PAVIS, Patrice. The Routledge Dictionary of Performance and Contemporary Theatre. Abingdon: Routledge, 2016.
PEACOCK, D. Keith. Thatcher’s Theatre. British Theatre and Drama in the Eighties. Westport: Greenwood Press,
1999.
REBELLATO, Dan. 1956 And All That: the making of the modern British drama. London: Routledge, 1999.
ROBERTS, Philip. The Royal Court Theatre and the modern stage. Cambridge: Cambridge University Press, 1999.
ROSENFELD, Anatol. O teatro épico. São Paulo: Editora Perspectiva, 2014.
SAID, Edward. Orientalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
SINFIELD, Alan. The theatre and its audiences. In:___________. Society and Literature 1945-1970. Abingdon:

Routledge, 2013, p. 173-197.
SZONDI, Peter. Teoria do drama moderno (1880-1950). São Paulo: Cosac Naify, 2011.
WILLIAMS, Raymond. The Long Revolution. Londres: Penguin Books, 1965.
_________________. Marxism and Literature. Oxford: Oxford University Press, 1977.
_________________. The Country and the City. Londres: The Hogarth Press, 1993.

 

Programa

Aula 1: Delimitação do tema e ferramentas de análise
Aula 2: Populações nativas da região
Aula 3: Colonização e primeiros contatos com os europeus
Aula4: Produção de relações, espaços e locais

Bibliografia básica:
ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Metamorfoses Indígenas: identidade e cultura nas aldeias coloniais do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2003.
BORGES, Jóina Freitas. Os Senhores das Dunas e os Adventícios D‘Além-Mar: primeiros contatos, tentativas de colonização e autonomia Tremembé na Costa Leste-Oeste (séculos XVI e XVII). 2010. 361 f. Tese (Doutorado em História Social) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2010.
CARVALHO, Maria Rosário G. de; DANTAS, Beatriz G.; SAMPAIO, José Augusto L. “Os povos indígenas no nordeste brasileiro: um esboço histórico”. In: CUNHA, Maria Manuela Ligeti Carneiro da (org.). História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, Secretaria Municipal de Cultura, FAPESP, 1992.
CURT NIMUENDAJU. Museu Nacional. Mapa Etno- Histórico do Brasil e Regiões Adjacentes. [Belém], 1944, 1 mapa. Escala: 1:2.500.00. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Mapa%20Nimuendaju%…. Acesso em: 5 fev. 2025.
FARAGE, Nádia. As muralhas dos sertões: os povos indígenas no Rio Branco e a colonização. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991.
GOW, Peter. 2014. Lévi-Strauss’s ‘double twist’ and controlled comparison: transformational relations between neighboring societies. Anthropology of this Century. Disponível em: http://aotcpress.com/articles/lvistrausss-double-twist-controlled-compa…. Acesso em: 14 de janeiro de 2024.
HESPANHA, António Manuel. Porque é que existe e em que é que Consiste um Direito Colonial Brasileiro. Quaderni Fiorentini per la Storia del Pensiero Giuridico Moderno,v. 35, n. 1, p. 59-81, 2006.
MAIA, Lígio José de Oliveira. Serras de Ibiapaba: de aldeia à vila de índios: vassalagem e identidade no Ceará colonial – século XVIII. 2010. 409 f. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2010.
METCALF, Alida. Os papéis dos intermediários na colonização do Brasil: 1500-1600. Campinas: Editora da Unicamp, 2019.
MONTEIRO, John Manuel. Tupis, tapuias e historiadores: estudos de história indígena e do indigenismo. 2001. 233 f. Tese (Livre-Docência) – Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Campinas, 2001.
OLIVEIRA, João Pacheco de. Uma etnologia dos “índios misturados”? Situação colonial, territorialização e fluxos culturais. In: OLIVEIRA, João Pacheco de. A viagem da volta. Rio de Janeiro: Contra Capa/Laced, 2004.
PERRONE-MOISÉS, Beatriz. Festa e guerra. 2015. Tese (Livre Docência) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015.
PERRONE-MOISÉS, Beatriz. Índios livres e índios escravos: os princípios da legislação indigenista do período colonial (séculos XVI a XVIII). In: Cunha, Manuela Carneiro da (org.). História dos índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras/FAPESP, 1992, p. 115-131.
POMPA, Cristina. Religião como tradução: missionários, Tupi e “Tapuia” no Brasil Colonial. São Paulo: EDUSC, 2003.
RIBEIRO, João Victor Diniz. Entre a terra e a conquista: petições e sesmarias indígenas na capitania do Siará Grande (1706-1738). 2025. 190 f. : Dissertação (Mestrado em Direito) - Faculdade de Direito, Universidade Federal do Ceará, Programa de Pós-Graduação em Direito. Fortaleza, 2025.
STUDART FILHO, Carlos. Notas históricas sobre os indígenas cearenses. Fortaleza: Revista do Instituto do Ceará, Fortaleza, 1931.
SZTUTMAN, Renato. “Meditações Clastreanas”. In:__________. O profeta e o principal: a ação política ameríndia e seus personagens. São Paulo: EDUSP, FAPESP, 2012.

Programa

O curso será realizado de maneira remota pela plataforma Google Meet. As aulas serão conduzidas de forma expositiva e dialogada, com a projeção e análise coletiva de imagens (fotografias do ministrante, do acervo do Museu do Futebol e de trabalhos acadêmicos clássicos que utilizaram a fotografia). A participação dos alunos será estimulada por meio de debates a partir das leituras e dos materiais visuais apresentados.

Aula 1 - Apresentação do curso, dos alunos e a história da fotografia em contextos etnográficos.

Aula 2 - A primeira parte vai tratar da discussão sobre o trabalho com acervos fotográficos: como ler e apresentar um arquivo de imagens? A segunda parte da aula vai discutir as formas de construção de uma narrativa visual a partir de exercício de sequenciamento e edição de imagens.

Aula 3 - Discussão de uma fotografia “de perto e de dentro”, prática que busca transmitir uma imersão no contexto etnográfico. A segunda parte da aula vai tratar da articulação entre escrita textual e escrita visual.

Público alvo: Estudantes de graduação em ciências sociais, fotografia, artes e área afins; estudantes de pós- graduação em Antropologia, Sociologia, Comunicação, Artes e áreas afins; pesquisadores com interesse em metodologias visuais; fotógrafos e artistas interessados em abordagens etnográficas, público geral interessado nas temáticas apresentadas. Não é necessário conhecimento prévio em fotografia.

Referências bibliográficas:
ABU-LUGHOD, Lila; REGO, Francisco Cleiton Vieira Silva do; DURAZZO, Leandro. A Escrita contra a cultura. Equatorial – Revista do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, [S. l.], v. 5, n. 8, p. 193–226, 2018
BARBOSA, Andrea; CUNHA, Edgar Teodoro da. Antropologia e Imagem. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2006.
BARTHES, Roland. A câmara clara: notas sobre a fotografia. 8. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2022.
CAIUBY NOVAES, Sylvia. O silêncio eloquente das imagens fotográficas e sua importância na etnografia. Cadernos AA - Antropologia e Artes, v. 3, n. 2, p. 57-67, 2014.
_____________. Por uma sensibilização do olhar – sobre a importância da fotografia na formação do antropólogo. GIS - Gesto, Imagem e Som - Revista de Antropologia, São Paulo, Brasil, v. 6, n. 1, p. e-179923, 2021.
DOI: 10.11606/issn.2525-3123.gis.2021.179923.
FLUSSER, Vilém. Filosofia da caixa preta: ensaios para uma filosofia da fotografia. São Paulo: É Realizações, 2018.
GOMES, Nilma Lino. Sem perder a raiz: corpo e cabelo como símbolo da identidade negra. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2008
BARBOSA, Andrea et al (org.). A experiência da imagem na etnografia. São Paulo: Editora Terceiro Nome, 2016.
GUEDES, Simoni Lahud. O futebol brasileiro: Instituição zero. São Paulo: Editora Ludopédio, 2023.
GURAN, Milton. Fotografar para descobrir, fotografar para contar. Cadernos de Antropologia e Imagem, Rio de Janeiro, no 10, p. 155-166, 1995.
HIKIJI, Rose Satiko Gitirana. Filmar o musicar: ensaios de antropologia compartilhada. (Coleção ABCD Agenda 2030). Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, 2025.
MAGNANI, José Guilherme Cantor et al. Etnografias urbanas: quando o campo é a cidade. Petrópolis: Vozes, 2023
SAMAIN, Etienne. As peles da fotografia: fenômeno, memória/arquivo, desejo. Visualidades, Goiânia v. 10 n. 1, jan-jun 2012, p. 151-164.
SAUTCHUK, Carlos. O arpão e o anzol: técnica e pessoa na amazônia. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2020.
SCHERER, Joanna. Documento Fotográfico: fotografias como dado primário na pesquisa antropológica. Cadernos de Antropologia e Imagem, Rio de Janeiro, no 10, p. 69-84, 1995.
TOLEDO, Luiz Henrique de. Torcidas organizadas de futebol. Campinas: Autores Associados/Anpocs, 1996.
TRIANA, Bruna. Desafios metodológicos para uma etnografia de arquivos: escavando arquivos pós-coloniais em Moçambique. Antropolítica, v. 54, n. 2, p. 385-410.

Programa

1ª AULA (3h)
1) Sobre o texto: as Refutações Sofísticas
2) Os tipos de argumentos e os argumentos erísticos
3) O que são endoxa?
4) O que é uma dedução e uma refutação?
5) A lista e os exemplos aristotélicos

2ª AULA (3h)
1) As soluções das refutações sofísticas


Bibliografia Primária:

ARISTOTE, “Les Réfutations Sophistiques”, trad. , L.-A. Dorion (1995), J. Vrin, Paris e Laval.
__________, “Topiques”, trad. Jacques Brunschwig (1967 e 2007), 2 tomos, Belles Lettres, Paris.
ARISTÓTELES, “Retórica”, trad. Manuel Alexandre Junior, Paulo Farmhouse Alberto e Abel do Nascimento Pena (2005), Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Lisboa.
ARISTOTLE, “Aristotle’s Sophistical Refutations. A Translation”, trad. P.S. Hasper, (2013), Philosophiegeschichte Und Logische Analyse, 15, p. 13-54.
___________, “De Anima”, trad. Christopher Shields (2016), Clarendon Press, Oxford.
___________, “On Sophistical Refutations”, trad. E. S. Forster, (1955), Loeb Classical Library, Harvard University Press, Cambridge.
___________, “The Complete Works of Aristotle”, ed. Jonathan Barnes (1984), Princeton University Press, Princeton.
___________, “Topica et Sophistici Elenchi”, revisado por W. D. Ross (1958), Oxford University Press, Oxford.
PLATO, “Complete Works”, editado por John M. Cooper (1997), Hackett Publishing Company, Indianapolis/Cambridge.

Bibliografia Secundária:

ANGIONI, L. (2012), “Três Tipos de Argumento Sofístico”, Dissertatio, vol. 36, p. 187-220.
BÄCK, A. (2009), “Mistakes of Reason: Practical Reasoning and the Fallacy of Accident”, Phronesis, vol. 54, p. 101-135.
BOGER, G. (1997), “Aristotle’s Treatment of Fallacious Reasoning in Sophistical Refutations and Prior Analytics”, OSSA Conference Archive, 12.
BOTTING, D. (2012), “What is a Sophistical Refutation?”, Argumentation, 26, p. 213-232.
CLASSEN, C. J. (1981), “Aristotle’s Picture of The Sophists”, em The Sophists and Their Legacy, ed. G. B. Kerferd, Franz Steiner Verlag, Wiesbaden, p. 7-24.
EBBESEN, S. (1981), “Commentators and Commentaries on Aristotle’s Sophistici Elenchi: A Study of Post-Aristotelian Ancient and Medieval Writings on Fallacies”, Brill, Leiden.
EVANS, J. D. G. (1975), “The codification of false refutations in Aristotle’s De Sophisticis Elenchis”, Proceedings of the Cambridge Philological Society, 21, p. 42-52.
EVANS, J. D. G. (1977), “Aristotle’s Concept of Dialectic”, Cambridge University Press, Cambridge.
FAIT, P. (2012), “The “false validating premiss” in Aristotle’s doctrine of fallacies”, History of Philosophy & Logical Analysis, vol. 15, 1, p. 238-266.
HAMBLIN, C. L. (1970), “Fallacies”, Methuen & Co. LTD, Londres.
HAMLYN, D. W. (1990), “Aristotle on Dialectic”, Philosophy, vol. 65, No. 254, p. 465-476.
HASPER, P. S. (2009), “Logic and Linguistics: Aristotle’s Account of the Fallacies of Combination and Division in the Sophistical Refutations”, Apeiron, vol. 42, 2.
HASPER, P. S. (2013), “The Ingredients of Aristotle’s Theory of Fallacy”, Argumentation, 27, p. 31-47.
HITCHCOCK, D. (2000), “Fallacies and Formal Logic in Aristotle”, History and Philosophy of Logic, 21:3, p. 207-221.
IRWIN, T. (1990), “Aristotle’s First Principles”, Oxford University Press, Oxford.
KERFERD, G. B. (1981), “The Sophistic Movement”, Cambridge University Press, Cambridge.
KRABBE, E. C. W. (2012), “Aristotle’s On Sophistical Refutations”, Topoi, 31, p. 243-248.
LEAR, J. (1980), “Aristotle and Logical Theory”, Cambridge University Press, Cambridge.
LESZL, W. (2004), “Aristotle’s Logical Works and His Conception of Logic”, Topoi, 23, p. 71-100.
MALINK, M. (2014), “Deduction in Sophistici Elenchi 6”, em Strategies of Argument: Essays in Ancient Ethics, Epistemology and Logic, ed. M. –K. Lee, p. 149-174, Oxford University Press, Oxford.
OWEN, G. E. L. (1968), “Aristotle on Dialectic – The Topics – Proceedings of The Third Symposium Aristotelicum”, Clarendon Press, Oxford.
RESCHER, N. (2001), “Paradoxes: their roots, range and resolution”, Open Court, Chicago e La Salle, Illinois.
SCHREIBER, S. G. (2003), “Aristotle on False Reasoning – Language and the World in the Sophistical Refutations”, SUNY Press, Albany.
SLOMKOWSKI, P. (1997), “Aristotle’s Topics”, Brill, Leiden.
SMITH, R. (1993), “Aristotle The Uses of Dialectic”, Synthese, 96, p. 335-358.
SWANSON, C. (2016) “Aristotle on Ignorance of the Definition of Refutation”, Apeiron, vol. 50, 2, p. 153-196.
VAN EEMEREN, F. H. e GROOTENDORST, R. (2004), “A Systematic Theory of Argumentation – The pragma-dialectical approach”, Cambridge University Press, Cambridge.