Programa

AULA 1: Jean-Paul Sartre: da náusea ao engajamento.
Tópicos previstos:
1. Breve introdução biográfica: a formação; a importância de Husserl; a concepção de A Náusea; duas peças de resistência durante a ocupação alemã; a virada pública: o existencialismo, Les Temps modernes e a literatura engajada.
2. A Náusea: a) a forma do diário encontrado; b) a náusea como reação à inescrutabilidade da coisa: a náusea metafísica e a náusea corporal; c) o solipsismo, a incomunicabilidade e o anti-humanismo; d) a arte como redentora?
3. O Existencialismo é um Humanismo: a) o que o existencialismo não é; b) liberdade e responsabilidade: uma proposta de superação da dicotomia entre o individualismo e o coletivismo; c) o humano como projeto.
4. Que é a literatura? [centro da aula]: a) o escritor burguês e seus públicos virtuais; b) a capacitação ao engajamento: o que a literatura de prosa tem que as outras artes não têm?; c) a crise da linguagem; devolver a dignidade à palavra; d) a crise do público; a formação de uma comunidade de leitores; e) a literatura de situações: o sutil equilíbrio entre a determinação e a indeterminação; f) a cada um, sua saída.

AULA 2: Cancelem Georges Bataille: a Literatura e o Mal.
Tópicos previstos:
1. Breve introdução biográfica: a infância traumática e a breve conversão religiosa; o surrealismo é um idealismo?; o antirracionalismo e o anti-utilitarismo; a intensa produção das revistas; o engajamento político, o fanatismo ou nada; um novo místico; gênese de A Literatura e o Mal em artigos da revista Critique entre 1946 e 1952; uma obra sem contornos.
2. Quase intransitivamente anti-...: trechos de artigos das revistas Documents e Acéphale: a) o anti-idealismo; b) o anti-esteticismo; c) a figura humana e a decomposição do antropomorfismo; d) descontinuidade e continuidade do ser; o interdito e a transgressão.
3. A Literatura e o Mal [centro da aula]: a) o Mal como essência não-utilitária; a2) Eros e o Mal: a morte do eu como proliferação; b) a literatura como culpa e confissão de todos; c) a morte do eu como morte da autoria; d) a literatura como comunicação: entre o isolamento e a morte, a transgressão.

AULA 3: Falhando novamente em compreender a “obrigação de expressar” de Samuel Beckett
Tópicos previstos:
1. Breve introdução biográfica: formação; o encontro com Joyce; o Proust de Beckett; “ficando conhecido”, os primeiros fracassos de público; breve lista de leituras filosóficas e psicanalíticas; “more pics than kicks”: a viagem à Alemanha nazista; a resistência e a espera na guerra; a epifania, a adoção do francês e as reflexões que precederam o frenesi de escrita.
2. Carência de sincronização: a dessincronia do sujeito-objeto e a incomunicabilidade: a) a expressão indireta do que é apreendido indiretamente; b) leitor de si mesmo, “meu ovo!”: a expressão da incomunicabilidade como o particular, o universal, e a leitura possível.
3. A terra-de-ninguém: o imperativo da atualidade formal e o que resta ao poeta expressar: a) dissertação não é literatura; a inseparabilidade de forma e conteúdo; b) desantropomorfização: o incomensurável ali e aqui.
4. A Carta alemã: o que as outras artes têm que a literatura não tem?: a) furos na linguagem; “raspando as cores para o mofo aparecer”.
5. O paradoxo do caos e da forma: trechos de Três diálogos e de mais uns tantos: a) a falha como fidelidade à realidade e como desafio à arte.
6. O único aspecto positivo que (dizem que) Beckett teria atribuído à tarefa do artista.

A listagem bibliográfica está dividida em quatro seções: bibliografia básica, bibliografia complementar em português, bibliografia em inglês e bibliografia em francês.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BATAILLE, Georges. A literatura e o mal. Trad. de Fernando Schreibe. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2015.
BECKETT, Samuel. “Carta de Samuel Beckett a Axel Kaun, a ‘Carta Alemã’ de 1937”; “Três Diálogos com Georges Duthuit (1949)”. Trad. de Fábio de Souza Andrade. In: ANDRADE, Fábio de Souza. Samuel Beckett: O Silêncio Possível. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001, pp. 167-182.
SARTRE, Jean-Paul. Que é a Literatura?. Trad. de Carlos Felipe Moisés. Petrópolis: Ed. Vozes, 2015.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR EM PORTUGUÊS:
BATAILLE, Georges. O azul do céu. Trad. de Maria Lucia Machado. São Paulo: Brasiliense, 1986.
__________________. História do Olho. Trad. e prefácio de Eliane Robert Moraes. São Paulo: Cosac Naify, 2003.
__________________. A parte maldita — Precedida de “A noção de dispêndio”. Trad. de Júlio Castañon Guimarães. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013.
__________________. O erotismo. Trad. de Antonio Carlos Viana. Porto Alegre: L&PM, 1987.
BECKETT, Samuel. Proust. Tradução de Arthur Nestrovski. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.
BRETON, André Manifestos do Surrealismo. São Paulo: Brasiliense, 1985.
FERREIRA, Sílvia Raimundi. “Porque retomar a noção de experiência em Georges Bataille”. In: Deslocamentos/Déplacements, v. 1, n. 1, p. 13-23, jun/nov. 2019, pp. 13-23.
JACQUES DE MORAES, Marcelo, “Georges Bataille e as formações do abjeto”. In: Revista Outra Travessia. UFSC. Ilha de Santa Catarina - 2o. Semestre, 2005, pp. 107-120.
MORAES, Eliane Robert. O corpo impossível. A decomposição da figura humana: de Lautréamont à Bataille. São Paulo: Fapesp/Iluminuras, 2002.
SANTOS, João Lucas Alves. “Arte e experiência interior: uma visão da experiência estética a partir do erotismo em Georges Bataille”. In: Grau Zero — Revista de Crítica Cultural, v. 6, n. 1, 2018, pp. 111-25.
SARTRE, Jean-Paul. A Imaginação. Trad. de Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 2008.
_________________. A Náusea. Trad. de Rita Braga. São Paulo: Círculo do Livro, 1986.
SOARES, Cristina E. S. Georges Bataille e a violência da Experiência Interior: da Soberania inútil ao Êxtase da comunicação literária. Tese de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2007.

BIBLIOGRAFIA EM INGLÊS:
BATAILLE, Georges; BOTTING, Fred (Org.); WILSON, Scott (Org.). The Bataille Reader. Malden: Blackwell Publishers, 1997.
__________________.; STOEKL, Allan (Org.). Visions of Excess: Selected Writings, 1927-1939. Tradução para o inglês por Allan Stoekl, Carl R. Lovitt e Donald M. Leslie Jr. Minnesota: University of Minnesota Press, 1985.
BECKETT, Samuel. Disjecta. Ed. Ruby Cohn. Nova York: Grove Press, 1984.
_______________. Proust and Three Dialogues with Georges Duthuit. Londres: John Calder Publishers, 1999.
_______________. The letters of Samuel Beckett – Vol. I: 1929 – 1940. Ed. M. Fehsenfeld e L.M. Overbeck. Cambridge: Cambridge University Press, 2009.
_______________. The letters of Samuel Beckett – Vol. II: 1941 – 1956. Ed. G. Craig, D. Gunn, L.M. Overbeck e M. Fehsenfeld. Cambridge: Cambridge University Press, 2011.
FELDMAN, Matthew. Beckett’s Books. London: Ed. continuum, 2008.
GUERLAC, Suzanne. Literary Polemics — Bataille, Sartre, Valéry, Breton. Stanford : Stanford University Press, 1997.
LE JUEZ, Brigitte. Beckett before Beckett. Trad. para o inglês por Ros Schwartz. Londres: Souvenir Press, 2010.
NIXON, Mark. Samuel Beckett’s German Diaries 1936–1937. Londres: Continuum International Publishing Group, 2011.
NOYS, Benjamin. Georges Bataille – a critical introduction. London: Pluto Press, 2000.
STOEKL, Allan (Org.). On Bataille. New Haven : Yale University Press, 1990.
WINNUBST, Shannon (Org.). Reading Bataille Now. Bloomington: Indiana University Press, 2007.

BIBLIOGRAFIA EM FRANCÊS:
BATAILLE, Georges. Œuvres complètes. I à XII, Paris : Gallimard, 1970 a 1992.
SARTRE, Jean-Paul. Huis clos suivi de Les mouches. Paris : Éditions Gallimard, 1947.
_________________. La Nausée. Paris: Éditions Gallimard, 2017.
_________________. L’existentialisme est un humanisme. Paris : Les Éditions Nagel, 1966.
_________________. Situations I. Essais critiques Paris: Gallimard, 1947.
_________________.Situations II. Littérature et engagement. Paris: Gallimard, 1948.
_________________. Situations III. Lendemains de guerre. Paris: Gallimard, 1949.
SURYA, Michel. Georges Bataille, la mort à l’oeuvre. Paris: Gallimard, 1992.

Programa

Departamento: Departamento de Letras Modernas
Título: Títulos de quadros: a articulação verbo-visual na formação de sentido
Início: 26/04/2022
Término: 19/05/2022
Dia da semana: terça-feira e quinta-feira
Horário: 10h00-14h00
Carga horária: 32 horas
Coordenador: Prof.ª Dr.ª Véronique Marie Braun Dahlet
Ministrante: Andrei Fernando Ferreira Lima
E-mail: andreifernando.fl@gmail.com

Justificativa: A despeito da moderna percepção sobre os fenômenos da visualidade e da acomodação do olhar acerca da identificação de imagens pelo nome que lhes é acordado, no que se refere à titulação de textos pictóricos verifica-se uma tradição relativamente recente. Nesse sentido, é provocadora a reflexão sobre a evolução da prática: quais são os condicionantes culturais que a encetaram e qual é a natureza das transformações no modo de produzir e ver imagens que determinaram a necessidade de uma forma de nominação direta das mesmas? Tais questões inspiram uma abordagem mais dinâmica da história da arte no Ocidente e em particular do advento de uma nova forma de comunicação a partir da linguagem pictórica no contexto renascentista.

Objetivo: Com base nesse cenário, propõe-se uma investigação das relações que se estabelecem entre os títulos e seus objetos referentes, isto é, entre o título (componente verbal) e o texto pictórico, propriamente ditos. Procuraremos desconstruir, assim, com base na observação do fenômeno em sua realização, noções aparentemente insofismáveis como a autossuficiência da imagem e a condição acessória da palavra face à imagem. Neste exame, procurar-se-á, pelo contrário, demonstrar como o elemento verbal compõe a imagem enquanto agente do processo de formação de sentido. Em outras palavras, pretende-se considerar, na dinâmica da obra de arte, o sentido (conteúdo ou mensagem) a partir de uma relação incondicional de complementaridade entre o verbal e o pictórico.

Total de vagas: 19
Critérios de aprovação: Mínimo de 75% de frequência obrigatório

Bibliografia
BARTHES, Roland. “Rhétorique de l’image”. In: __________. L’obvie et l’obtus. Essais critiques III. Paris: Éditions Points Essais, 1992, pp. 25-42. [1ª ed. 1982, Paris, Éditions du Seuil].
BOSREDON, Bernard. Les titres de tableaux. Une pragmatique de l’identification. Coll. “Linguistique Nouvelle”, dirigée par Guy Serbat et Irène Tamba. Paris: Presses Universitaires de France, 1997.
BUTOR, Michel. Les mots dans la peinture. Coll. “Les sentiers de la création”, dirigée par Albert Skira avec la collaboration de Gaëtan Picon. Genève: Éditions d’Art Albert Skyra, 1969.
CALABRESE, Omar. Como se lê uma obra de arte. Col. “Arte & Comunicação”. Nº 64. Trad. António Maia da Rocha. Lisboa: Edições 70, 2015.
LEVINSON, Jerrold. “Titles”. The Journal of Aesthetics and Art Criticism, vol. 44, nº 1, pp. 29-39, 1985.
MARIN, Louis. “Ler um quadro – uma carta de Poussin em 1639”. In: CHARTIER, Roger (org.). Práticas da Leitura.
Trad. Cristiane Nascimento. Introdução de Alcir Pécora. 2ª ed. revista. São Paulo: Estação Liberdade, 2001, pp. 117-140.
PIETROFORTE, Antonio Vicente. Semiótica visual. Os percursos do olhar. 2ª ed. São Paulo: Contexto, 2007.
PIRINEN, Mikko. Game of the Name. Titles and Titling of Visual Works in Theoretical Discussions from 1960 to 2015. Dissertação. Faculty of Humanities and Social Sciences of the University of Jyvaskyla, 2020, 177p.
XHIGNESSE, Michel-Antoine. “Entitled Art: what makes titles names?” Australasian Journal of Philosophy, vol. 3, nº 97, pp. 437-450, 2018.
YEAZELL, Ruth Bernard. Picture Titles: How and When Western Paintings Acquired Their Names. Princeton: Princeton University Press, 2015.

Programa

Aula 1 – Poesia, Memória, História
Semelhanças e diferenças nas abordagens e linguagens
Origens míticas e desenvolvimentos históricos
De onde vê e fala o historiador: literatura como transfiguração do real
Exercício comparativo

AUERBACH, Erich. Mímesis: a representação da realidade na literatura ocidental. Trad.George Bernard Sperber. 2.ed. rev. São Paulo: Perspectiva, 1976.
CANDIDO, Antônio. Duas vezes “Para ir do dois ao três”. In: Textos de intervenção. v.1. (seleção e notas de Vinicius Dantas). São Paulo: Duas Cidades/Ed.34. 2002
CANDIDO, Antônio. Literatura e sociedade. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006.
VIEIRA, Beatriz de Moraes. Na Carne dos Dias: um fio de conversa sobre a (de)formação nacional em Paulo Arantes. Passages de Paris (APEB-FR), Dossiê Teoria Crítica Brasileira, n.21, pp.145-178, 2021. [online]
VIEIRA, Beatriz. A palavra perplexa: experiência histórica e poesia no Brasil dos anos 1970. 2.ed. São Paulo: Hucitec, 2017.

Aula 2 – O golpe de 1964 e a ditadura militar: debates atuais
 O aniversário do golpe de Estado e os debates historiográficos
 Uma “Justiça de Transição” incompleta
 Os movimentos sociais por memória
 Atuais disputas de memória e debates em torno do negacionismo da ditadura militar

OBS: Esta parte da bibliografia será reatualizada, em razão dos numerosos eventos do aniversário de 60 anos do golpe de 1964 que ocorrerão no país, trazendo novas indicações bibliográficas e novos debates.

ANPUH – vídeos sobre Negacionismo, disponíveis no canal de Youtube:
https://www.youtube.com/results?search_query=anpuh+negacionismo

ARANTES, Paulo. 1964. In: O novo tempo do mundo. São Paulo: Boitempo, 2014.
ARAÚJO, Maria Paula; MONTENEGRO, Antonio; RODEGHERO, Carla Simone (Org.). Marcas da Memória: História Oral da Anistia no Brasil. Recife. Editora da UFPE, vol. 01, 2012.
BAUER, Caroline Silveira. Como será o Passado? História, Historiadores e a Comissão Nacional da Verdade. Jundiaí: Paco editorial, 2017.
FERREIRA, Jorge. e DELGADO, Lucília D. Neves (orgs). O tempo da ditadura: regime militar e movimentos sociais em fins do século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. (O Brasil Republicano, v.4).
FICO, Carlos. Ditadura militar brasileira: aproximações teóricas e historiográficas. Revista Tempo e Argumento, vol. 9, núm. 20, jan-abril, 2017, pp. p.5-p.74. Universidade do Estado de Santa Catarina. Florianópolis.
FRANCO, Fábio Luis. Governar os mortos: necropolíticas, desaparecimento e subjetividade. Prefácio Silvio Almeida; posfácio Vladimir Safatle. São Paulo: Ubu, 2021.
LA CAPRA, Dominick. Historia em tránsito: experiencia, identidad, teoría crítica. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 2006.
LEMOS, Renato. Ditadura, Anistia e Transição Política no Brasil (1964-1979). Rio de Janeiro: Consequência, 2018.
MBEMBE, Achille. Necropolítica: biopoder, soberania, estado de exceção e política da morte. Arte & Ensaios. Revista do PPGAV/EBA/UFRJ, n. 32, dezembro 2016.
MELO, Demian Bezerra de (org.). A miséria da historiografia: uma crítica ao revisionismo contemporâneo. Rio de Janeiro: Consequência, 2014.
NAPOLITANO, Marcos. “Recordar é vencer: as dinâmicas e vicissitudes da construção da memória sobre o regime militar brasileiro”. Antíteses (Londrina), v. 8, p. 9-44, 2015.
NUNES, Diogo Cesar (org). Teoria Crítica, Crise e Utopia em tempos de barbárie. Rio de Janeiro: Círculo de Giz, 2022.
PATTO SÁ MOTTA, Rodrigo. Cultura política e ditadura: um debate teórico e historiográfico. Revista Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 10, n. 23, p. 109–137, 2018.
PEREIRA, Mateus Henrique de Faria. Nova Direita? Guerras de memória em tempos de Comissão da Verdade. In: Varia História. Vol.31, Nº 57, Belo Horizonte, set./dez. 2015.
REIS, Daniel Aarão. Ditadura e democracia no Brasil: do golpe de 1964 à Constituição de 1988. Rio de Janeiro: Zahar, 2014.
RIDENTI, Marcelo. O fantasma da revolução brasileira. São Paulo: UNESP, 1993.
STAMPA, Inês; MULLER, Angélica; SANTANA, Marco Aurélio (orgs.). Documentar a ditadura: arquivos da repressão e da resistência. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2014.
TELES, Edson; QUINALHA, Renan (orgs.). Espectros da ditadura: da Comissão da Verdade ao Bolsonarismo. Rio de Janeiro: Autonomia Literária, 2021.
TRAVERSO, Enzo. Melancolia de Esquerda: marxismo, história, memória. Belo Horizonte: Âyné, 2018.
VIEIRA, Beatriz e PINHA, Daniel. Negando a dor, normalizando a violência: negacionismo histórico da ditadura militar no Brasil atual. In: COSTA, Leandro Sousa; KRACHENSKI, Naiara; STADLER, Thiago. Debate-40 em Texto [livro eletrônico]: um livro de conversas, memórias e entrevistas. São Paulo: CEFA, 2022, pp.246-254.
VIEIRA, Beatriz de Moraes. “Geléia, Medula e Osso: Reflexões sobre ética, política e conhecimento histórico.” In: PEREZ, Rodrigo e PINHA, Daniel (org). Tempos de Crise: ensaios de história política. Rio de Janeiro: Autografia, 2020, pp.23-61.

Aula 3 – A Poesia publicada nos “anos de chumbo”
 O ano de 1968 como um marco
 “vazio cultural” e “vazio cheio”
 O Jornal de Poesia (Caderno B do Jornal do Brasil)
 A “nova poesia” ou “poesia marginal”
 Mimeógrafo, coleções, revistas, performances

BOSI, Viviana. Poesia em risco: itinerários para aportar nos anos 1970 e além. São Paulo: Editora 34, 2021.
GASPARI, Elio; HOLLANDA, Heloisa Buarque e VENTURA, Zuenir. 70/80 Cultura em Trânsito: da repressão à abertura. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2000. [Contém artigos de imprensa da época.]
GINZBURG, J. Crítica em tempos de violência. São Paulo: Edusp, 2012a.
GINZBURG, Jaime. Literatura, violência e melancolia. Campinas: Autores associados, 2012b.
GONZÁLEZ GARCIA, Mónica e NITSCHACK, Horst Rolf. Diálogos Sur-sur: década de 1960 y transformaciones culturales em Brasil y las Américas, homenaje a Roberto Schwarz. Santiago de Chile: Universitária, 2022.
HOLLANDA, Heloisa Buarque (org). 26 poetas hoje: antologia. 4.ed. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2001. [1ª edição 1976].
HOLLANDA, Heloisa Buarque. 26 poetas ontem/21 poetas hoje. Observações críticas e nostálgicas. Poesia Sempre, Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, ano 5, n.8, p.343-392, 1997. [Entrevistas. Poemas.]
HOLLANDA, Heloisa Buarque. Impressões de Viagem: CPC, vanguarda e desbunde 1960/70. 4.ed. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2004.
JORNAL DE POESIA. (org. Affonso Romano de Sant’Anna). Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 01 set. 1973, 29 set. 1973, 07 out. 1973, 24 nov. 1973. Caderno B.
JORNAL DE POESIA. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, set.-nov. 1973.
NOVAES, Adauto (org). Anos 70: ainda sob a tempestade. 2.ed. revista. Rio de Janeiro: Aeroplano/Senac Rio, 2005.
PEREIRA, Carlos Alberto MESSEDER. Retratos de época: poesia marginal anos 70. Rio de Janeiro: FUNARTE, 1981.
RIDENTI, Marcelo. Em busca do povo brasileiro. Rio de Janeiro: Record, 2000.
SCHWARZ, Roberto. Cultura e política. São Paulo: Paz e Terra, 2001.
VIEIRA, Beatriz. A palavra perplexa: experiência histórica e poesia no Brasil dos anos 1970. 2.ed. São Paulo: Hucitec, 2017.

Aula 4 – Imagens de perplexidade
 Estado de exceção ou excepcionalidade?
 Imagens poéticas e visuais de perplexidade
 Muitos sentidos possíveis

AGAMBEN, Giorgio. Estado de Exceção. São Paulo: Boitempo, 2004.
ARANTES, Paulo. Tempos de Exceção. In: O novo tempo do mundo. São Paulo: Boitempo, 2014.
GAGNEBIN, Jeanne-Marie. Lembrar, escrever, esquecer. São Paulo: Editora 34, 2006.
VIEIRA, Beatriz de Moraes. Desmesura e perplexidade. Luso-Brazilian Review, University of Wisconsin Press, v.55 (1), Jun 2018, p.103-125.
VIEIRA, Beatriz. (Des)Memória de perplexidades. Confluenze. Dipartimento di Lingue, Letterature e Culture Moderne, Università di Bologna, v.5, n. 1, p.48-65, 2013.

Bibliografia Complementar

ADORNO, Th. “O que significa elaborar o passado”. In: Educação e emancipação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995.
ADORNO, Th. Lírica e sociedade. In: Textos escolhidos: Walter Benjamim, Max Horkheimer, Theodor W. Adorno, Jurgen Habermas. São Paulo: Abril Cultural, 1980, p.193-208. (Os Pensadores).
ADORNO, Th. Minima Moralia: reflexões a partir da vida danificada. 2.ed. São Paulo: Ática, 1993.
ARANTES, Paulo. Formação e Desconstrução: uma visita ao Museu da Ideologia Francesa. São Paulo: Duas Cidades/Editora 34, 2021.
AUERBACH, Erich. Mímesis: a representação da realidade na literatura ocidental. 2.ed. São Paulo: Perspectiva, 1976.
BENJAMIN, Walter. Teses sobre o conceito de História. In: LÖWY, M. Walter Benjamin: aviso de incêndio, uma leitura das teses “Sobre o conceito de história”. São Paulo: Boitempo, 2005.
BOSI, Alfredo. Entre a literatura e a história. São Paulo: Editora 34, 2013.
BOSI, Alfredo. O ser e o tempo da poesia. 4.ed. São Paulo: Cultrix, 1984.
BUTLER, Judith. Vida precária: Os poderes do luto e da violência. Trad. Andreas Lieber. Belo Horizonte: Autêntica, 2019.
CINTRA, EATIP, GTNM/RJ, SERSOC. Daño Transgeneracional: consecuencias de la represión política en el Cono Sur. Santiago: CINTRA/Chile, EATIP/Argentina, GTNM/RJ/Brasil, SERSOC/Uruguai, 2009.
FARGE, Arlette. Lugares para a história. Belo Horizonte: Autêntica, 2011.
GAGNEBIN, Jeanne Marie. Lembrar, escrever, esquecer. São Paulo: Editora 34, 2006.
GILMAN, Claudia. Entre la pluma y el fusil – Debates y dilemas del escrito revolucionario en América Latina, Buenos Aires: Siglo Veintiuno, 2000.
GINZBURG, Carlo. Medo, reverência, terror: Quatro ensaios de iconografia política. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
GINZBURG, Carlo. O fio e os rastros: verdadeiro, falso, fictício. São Paulo: Cia. das Letras, 2007
GROPPO, Bruno e FLIER, Patrícia (org). La impossibilidadad del olvido: recorridos de la memoria en Argentina, Chile y Uruguay. La Plata: Al Margen, 2001.
KOSELLECK, Reinhart. O Conceito de história. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.
LA CAPRA, Dominick. Escribir la historia, escribir el trauma. Buenos Aires: Nueva Visión, 2005.
LÖWY, Michel e SAYRE, Robert. Revolta e melancolia: o romantismo na contracorrente da modernidade. São Paulo: Boitempo, 2015.
RANCIÈRE, Jacques. Políticas da Escrita. Rio de Janeiro: Ed.34, 1995.
SCHWARZ, Roberto. Sequências brasileiras: ensaios. São Paulo: Cia. das Letras, 1999.
SELIGMANN-SILVA, Marcio (org). História, memória, literatura. O testemunho na era das catástrofes. Campinas: Unicamp, 2003.
VECCHI, Roberto. A catástrofe como representação. Letterature D'america. Roma, v. XXII, n.92, p. 149-170, 2002.

Programa

Aula 1 – O Contexto de ascensão do neoliberalismo

Bibliografia:
HARVEY, David. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança
cultural. São Paulo: Ed. Loyola, 1998.
SENNETT, Richard. A corrosão do caráter: o desaparecimento das virtudes com o novo capitalismo. Tradução de Marcos Santarrita. Rio de Janeiro: BestBolso, 2012.

Aula 2 – Capital humano e empreendedorismo para além do senso comum

Bibliografia:
DARDOT, Pierre; LAVAL, Christian, A nova razão do mundo, ensaio sobre a sociedade neoliberal. Tradução de Mariana Echalar. São Paulo, Editora Boitempo, 2016.
FOUCAULT, Michel. Nascimento da biopolítica: curso dado no Collège de France (1978-1979). São Paulo: Martins Fontes, 2008.

Aula 3 – Conservadorismo e neoliberalismo

Bibliografia:
COOPER, Melinda. Family values: between neoliberalism and the new social conservatism. New York: Zone Books, 2017.
BROWN, Wendy. Nas ruínas do neoliberalismo: a ascensão da política antidemocrática no ocidente. São Paulo: Editora Filosófica Politéia, 2019.

Aula 4 - Práticas sexuais, narcisismo e neoliberalismo

Bibliografia:
D’EMILIO, John; FREEDMAN, Estelle B. Intimate Matters: a history of sexuality in America. 3rd ed. Chicago: University of Chicago Press, 2012.
GREGERSEN, Edgar. Práticas Sexuais: a história da sexualidade humana. São Paulo: Roca, 1983.
LASCH, Christopher. A Cultura do Narcisismo: a vida americana numa era de esperanças em declínio. Rio de Janeiro: Imago, 1983.

 

Programa

Aula 1 (03/02): Como desenhar uma pesquisa em ciências sociais?
Ministrante: Guilherme Olímpio Fagundes
Resumo: Como definir uma boa pergunta de pesquisa? Como propor uma boa solução para sua pergunta? Como definir os métodos e técnicas mais adequados para verificarmos a sua hipótese? Como trabalhar com métodos mistos? Dados digitais e não digitais? São com algumas dessas perguntas que abrimos este curso de verão. O objetivo é apresentar a construção de um desenho de pesquisa em ciências sociais, especificamente do olhar da sociologia. Neste sentido, elas dão subsídios para que o inscrito possa ser apresentado para pesquisas de cunho documental e etnográfico, inclusive em ambientes digitais, mas com a possibilidade de enriquecer suas evidências com dados de natureza quantitativa.

Referência:
MOTTA, Luana; ZANON, Breilla (org.). Metodologia de Pesquisa em Sociologia: elaborando um projeto e realizando uma pesquisa. São Carlos: EDUFSCar, 2023.
SEAWRIGHT, Jaye. Multi-Method Social Science: Combining Qualitative and Quantitative Tools. Cambridge: Cambridge University Press, 2016.
FAIRFIELD, Tasha; CHARMAN, Andrew. Social Inquiry and Bayesian Inference: Rethinking Qualitative Research. Cambridge: Cambridge University Press, 2015.
GERRING, John; SEAWRIGHT, Jaye. Finding Your Social Science Project: The Research Sandbox. Cambridge: Cambridge University Press, 2022.

Aula 2 (10/02): O novelo da entrelinha: O paradigma indiciário para análises documentais
Ministrante: Bruno Vieira Borges
Resumo: Atentar-se ao detalhe, ao fragmento, ao marginal e ao desvio é porta de entrada e, ao mesmo tempo, condição operacional para inteligibilidades documentais profundas. A partir da ideia de que o social não se apresenta de forma homogênea, discutiremos os caminhos interpretativos abertos pela micro-história, em especial por sua vertente italiana surgida nos anos 1970. Queremos, com isso, sublinhar a importância de se saber reconstruir as relações discretas e as lógicas subterrâneas que estruturam os documentos, trazendo para o primeiro
plano a noção de “paradigma indiciário”. Trata-se de pensar o documento não como registro direto, mas como superfície atravessada por silêncios, ausências, involuntariedades, erros, redundâncias e ambivalências. Assim, vamos explorar o trabalho documental como um trabalho de aposta - uma hermenêutica fundada em índices, pistas e sinais mínimos -, aprendendo a seguir o fio e os rastros, como metaforizou Carlo Ginzburg.

Referência:
ESPADA LIMA, Henrique. A micro-história italiana: Escalas, indícios e singularidades. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006.
GINZBURG, Carlo. Mitos, emblemas e sinais: Morfologia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
GINZBURG, Carlo. O fio e os rastros: Verdadeiro, falso, fictício. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
LEVI, Giovanni. “Sobre a micro-história” In: BURKE, Peter (org). A escrita da história: Novas perspectivas. São Paulo: Editora da UNESP, 1992.
REVEL, Jacques. Jogos de escalas: A experiência da microanálise. Rio de Janeiro: FGV, 1998.

Aula 3 (24/02): A etnografia de observação-participante: da entrada no campo à elaboração de questionários.
Ministrante: Victoria Henrique Ribeiro
Resumo: A aula pretende recobrar os processos de construção de pesquisa da ministrante, dando especial atenção ao uso da etnografia de observação-participante no desenvolvimento de uma pesquisa frutífera. Dentro da discussão sobre etnografia serão abordadas as possibilidades trazidas pelo uso deste método: os processos de acesso ao objeto ou campo de estudo; o reconhecimento dos códigos e condutas compartilhados pelos grupos estudados e o ganho descritivo-analítico no uso deste tipo de método. Para além desta dimensão, a aula pretende demonstrar como recolher dados primários de um espaço social para a elaboração de um questionário que pode ser traduzido em dados quantitativos. A aula também vai evidenciar maneiras e técnicas de pesquisa que transformam dados essencialmente qualitativos, recolhidos a partir de uma pesquisa etnográfica, em dados quantitativamente mensuráveis.

Referência:
ARAÚJO, Ana Paula Moreira. Você trabalha só com eventos: notas etnográficas sobre promotoras de eventos em São Paulo. Seminário Internacional Fazendo Gênero: Women’s Worlds Congress (Anais eletrônicos). Florianópolis, 2017.
BOURDIEU, Pierre. O baile dos celibatários: crise da sociedade camponesa no Béarn. Editora
Unifesp, 2021.
DENORD, François; PALME, Mikael; RÉAU, Bertrand. Researching elites and power: Theory, methods, analyses. Springer Nature, 2020.
WACQUANT, Loïc. Seguindo Pierre Bourdieu no campo. Revista de Sociologia e Política, p. 13-29, 2006.

Aula 4 (03/03): Etnografia digital - e outros métodos para pesquisas online
Ministrante: Julia Rodrigues Barros Alves
Resumo: O curso será encerrado com a sessão temática sobre métodos para a ordem digital. A exposição irá versar, principalmente, sobre etnografia digital - como essa técnica se difere da etnografia stricto sensu, mas ainda se relaciona com os seus princípios teórico-epistêmicos; os debates em torno das diferentes nomenclaturas possíveis; os diferentes usos no campo acadêmico vs. mercadológico; sugestão de boas práticas; e alguma discussão de como tem sido operacionalizado na pesquisa de mestrado da ministrante sobre as plataformas de
trabalho sexual OnlyFans e Privacy. Outros métodos serão abordados a fim de defender a proficuidade da observabilidade - isto é, de que é possível conhecer infraestruturas digitais através da observação de seu funcionamento (sem necessariamente ter acesso às “caixas-pretas”). De maneira geral, arguindo pela importância da inventividade e criatividade do pesquisador quando se trata de campos digitais.

Referências:
MERCADO, Luis Paulo. Pesquisa Qualitativa Online Utilizando a Etnografia Virtual. 2012. Revista Teias, Rio de Janeiro, v. 13, n. 30, p. 15 pgs.
POLINANOV, Beatriz Brandão. Etnografia virtual, netnografia ou apenas etnografia? Implicações dos conceitos. 2014. Esferas, 1(3).
PARREIRAS, Carolina. Etnografia e uso de plataformas digitais: Aprendendo com o WhatsApp. 2024. Novos Debates, 10(1).

PROGRAMA

PROGRAMA

26.02.11

Módulo 1

Concepções de Geografia e de Aprendizagem no mundo contemporâneo (8h) Docentes
Encontro temático: O valor da Geografia no currículo escolar (4hs)
Oficina Didática: Os processos cognitivos envolvidos na Experiência de Aprendizagem Mediada de Geografia (4hs)

12 e 26.03.11

Módulo 2

Sociedade e Geografia I (8 horas)
Encontro temático: A cidade e o campo (4h)
Oficina Didática: Aprendizagem mediada de interações complexas e relações familiares (4h)

Módulo 3

Natureza e Geografia I (8 horas)
Encontro Temático: Processos naturais - o relevo (4h)
Oficina Didática: A aprendizagem mediada da comparação, percepção analítica e síntese (4h)

09 e 30.04.11

Módulo 4

Natureza e Geografia II (8horas)
Encontro temático: Processos naturais - o clima, o solo e a vegetação (4h)
Oficina Didática: A aprendizagem mediada da observação, identificação e análise (4h)

Módulo 5 

Sociedade e Geografia II (8horas)
Encontro temático: A população – distribuição, movimentos e condições sócio-econômicas (4h)
Oficina Didática: A aprendizagem mediada da classificação (4h)

14 e 28.05.11

Módulo 6

Política, Economia e Geografia (8h) Docentes
Encontro temático: Relações global/local (4h)
Oficina Didática: Aprendizagem mediada de relações transitivas (4h)

Módulo 7

Cultura e Geografia (8 horas)
Encontro temático: Geografia e Diversidade (4h)
Oficina Didática: A aprendizagem mediada da orientação espaço-temporal e das relações familiares (4h)

04 e 18.06.11

Módulo 8

Paisagem e Geografia (8horas)
Encontro Temático: Teoria geográfica da Paisagem (4h)
Oficina Didática: Aprendizagem mediada de ilustrações (4h)

Módulo 9

Tecnologia, Linguagens e Cartografia (8horas)
Encontro temático: A representação do espaço geográfico e a representação de relações (4h)
Oficina Didática: Aprendizagem mediada de organização de informações, instruções e uso de tecnologia da informação (4h)

02.07.11

Módulo 10

Linguagem e Geografia: formação e uso de vocabulário específico (8horas)
Encontro temático: Sistema de vocabulário próprio da Geografia (4h)
Oficina Didática: - Aprendizagem mediada da projeção de relações virtuais e planejamento da produção de textos (4h)

Bibliografia de Apoio aos Encontros Temáticos

AB’SABER, A. N. (coord.). Educação e meio urbano in Geografia e Planejamento, 31, São Paulo: IG, 1978.
ALVES, G. A. TV e vídeo: uma possibilidade de discussão de região in BOLETIM PAULISTA DE GEOGRAFIA, 79, São Paulo: Associação dos Geógrafos Brasileiros, 2003. (especial sobre ensino).
ALVES, N. et allii. Educação e Supervisão: O trabalho coletivo na escola. SP. Cortez, 1988.
AMIN, Samir. (coordenador) A crise do imperialismo. Rio de Janeiro, Graal, 1977.
BAHRO, Rudolf. A alternativa. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1977.
ANDERSON, J e VASCONCELLOS, R. Mapas para e por crianças: possíveis contribuições dos cartógrafos, Anais I Colóquio Cartografia para crianças, Rio Claro: LEMADI-DG-USP/ LEG-UNESP, 1995.
AQUINO, J. G. Indisciplina na escola, alternativas. Teorias e Práticas. SP. Summus Ed. 1996.
ARROYO, Leonardo - Literatura Infantil Brasileira. São Paulo, Melhoramentos, 1988.
AZEVEDO, T. R.; TARIFA, J. R. (2001) "O ritmo semanal das atividades humanas e o clima na Região Metropolitana da Grande São Paulo" in GEOSUP, n.9. Departamento de Geografia, FFLCH, USP, São Paulo.
BARATO, J. N. As demandas do saber técnico. In: BARATO, J. N. Escritos sobre tecnologia educacional & educação profissional. São Paulo: Ed. SENAC. São Paulo, 2002, p. 135-151.
BARRETO, E. S. S. (org.) Os currículos do ensino fundamental para as escolas brasileiras. Campinas, SP. Ed. Autores Associados/Fund. Carlos Chagas, 1998.
BECKER, Bertha K. Amazônia geopolítica na virada do III milênio. Rio de Janeiro: Garamond, 2004.
BETTELHEIM, Bruno. Psicanálise dos Contos de Fadas. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1978.
BOESCH, H. e CAROL, H. Princípios do conceito de Paisagem, in Boletim Geográfico, 27 (202): jan-fev, Rio de Janeiro, IBGE, 1968.
CAMARANO, Ana Amélia e BELTRÃO, Kaizô I. Distribuição Espacial da População Brasileira: mudanças na segunda metade deste século. Texto para discussão. Rio de Janeiro: IPEA, 2000.
CARLOS, A. F. A. (org.). A geografia em sala de aula, São Paulo: Contexto, 2001.
CARLOS, Ana Fani A. e LEMOS, Inês G. (orgs.). Dilemas Urbanos: novas abordagens sobre a cidade. São Paulo: Contexto, 2003.
CARLOS, Ana Fani A. e OLIVEIRA, Umbelino de (orgs.). Geografias de São Paulo, vol. 1: Representação e a crise da metrópole. São Paulo: Contexto, 2000.
_______ e _______ (orgs.). Geografias de São Paulo, vol. 2: A metrópole do século XXI. São Paulo: Contexto, 2004.
CHRISTOFOLETTI, A.- Geomorfologia. São Paulo, Edgard Blucher, 1972.
CHRISTOFOLETTI, Antonio. (Org.) Perspectivas da Geografia. São Paulo, Difel, 1983.
CLAVAL, Paul. Espaço e poder. Rio de Janeiro, Zahar, 1979.
CONTI, José Bueno. A Geografia Física E As Relações Sociedade/Natureza No Mundo Tropical. São Paulo, Humanitas: FFLCH, 2002.
COSTA, E. E. M. O Surgimento da Formação de Jovens Rurais por Alternância: história de uma pedagogia associada ao meio rural - as Casas Familiares Rurais. In: Fernando Curi Peres.
COSTA, Wanderley M. O Estado e as políticas territoriais no Brasil. São Paulo, Contexto/EDUSP, 1988.
DA SILVA, Francisco Carlos Teixeira, SANTOS, Raimundo e COSTA, Luiz Flávio de Carvalho. Mundo Rural e Política ensaios interdisciplinares. Rio de Janeiro: Campus, 1999.
GÕES, Lúcia Pimentel. Introdução à Literatura Infantil e Juvenil. S. Paulo, Pioneira, 1984.
GUERRA & CUNHA (Ed.) - Geomorfologia: uma atualização de bases e conceitos. Rio de janeiro, Bertrand Brasil, 1992.
IBGE/IPEA et alii. Caracterização e Tendências da Rede Urbana no Brasil. Vol. 2. Campinas: UNICAMP, 2000.
JACOBI, Pedro. Cidade e Meio Ambiente percepções e práticas em São Paulo. São Paulo: Annablume, 1999.
KAYSER, B. O geógrafo e a pesquisa de campo in Seleção de textos 11, São Paulo: AGB, 1985.
KUENZER, A. Z. Ensino Médio e Profissional: as políticas do estado neoliberal. São Paulo: Cortez, 1997.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1996.
MACHADO, Arlindo (coord.). Made in Brasil: três décadas do vídeo brasileiro. São Paulo: Itaú Cultural, 2003.
MAGNOLI, Demétrio. O que é Geopolítica. São Paulo, Brasiliense, 1986.
MARTINS, José de Souza (Coord.). Travessia. A vivência da reforma agrária nos assentamentos. Porto Alegre: UFRGS, 2003.
MARTINS, Sérgio Régis Moreira – “A invenção do humor no espaço gráfico brasileiro". Tese de Doutorado.
MARTONNE, E. De - O clima fator do relevo. Paris, Scientia, 339-355, 1913 (traduzido/AGB).
MOFFITT, Michael. O dinheiro do mundo. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1984.
MONBEIG, P. Papel e valor do ensino de Geografia e de sua pesquisa. Boletim Carioca de Geografia, ano VII, números 1 e 2, Rio de Janeiro.
MONTEIRO, C. A. F. (1990) "A cidade como processo derivador ambiental e estrutura geradora de um clima urbano" in Geosul, n.9. Departamento de Geociências, UFSC, Florianópolis.
MONTEIRO, C. A. F. (1990) "Adentrar a cidade para tomar-lhe a temperatura" in Geosul, n.9. Departamento de Geociências, UFSC, Florianópolis.
MORAES, Antonio Carlos Robert e COSTA, Wanderley Messias. Geografia Crítica: a valorização do Espaço. São Paulo, HUCITEC, 1984.
MUNARI, Bruno. "Fantasia, invenção, criatividade e imaginação". Lisboa, Editorial Presença.
MUNFORD. L. A cidade na história. 2 vols. Belo Horizonte, Itatiaia, 1965.
OLIVEIRA, M. R. N. S. (org.) Confluências e divergências entre currículo e didática. Campinas, SP. Papirus, 1998.
PACHECO, Carlos Américo e PATARRA, Neide (orgs.). Dinâmica Demográfica Regional e as Novas Questões Populacionais no Brasil. Campinas: Instituto de Economia da Unicamp, 2000.
PARRA, N. Técnicas audiovisuais em educação. São Paulo, Edibel, 1978.
PIAGET, Jean. A Formação do Símbolo na Criança. Rio, Zahar ed. 1978.
PIRENNE, H. As cidades da Idade Média. Europa-América, 1973. (Coleção Saber)
QUAINI, Massimo. A construção da Geografia Humana. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1983.
RATZEL, F. O solo, a sociedade e o Estado, cap. de Politsch Géographie (1897), in Revista do Departamento de Geografia, (2), São Paulo, FFLCH/USP, 1983.
RIBEIRO, Luiz Cesar de Queiroz e SANTOS JÚNIOR, O. (orgs.). Globalização, Fragmentação e Reforma Urbana; o futuro das cidades brasileiras. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1994.
RODARI, Giani. Gramática da Fantasia. S. Paulo, Summus, 1982.
RODRIGUES, C.- Geomorfologia Aplicada. Avaliações de experiências e de instrumentos de planejamento físico-territorial e ambiental brasileiros. Tese de Doutorado, São Paulo, Dep. De Geografia FFLCH-USP, 1977.
ROLNIK, Raquel e FRÜGOLI JR., Heitor. Reestruturação Urbana da Metrópole Paulistana: Zona Leste como território de rupturas e permanências. Cadernos Metrópole, São Paulo, nº 6, 2º sem., 2001.
SANT´ANNA NETO, J. L. (org.) (2002) - Os climas das cidades brasileiras. Programa de Pós-Graduação em Geografia, Faculdade de Ciências e Tecnologia, UNESP, Presidente Prudente.
SANTOS, C. A cartografia temática no ensino de Geografia: a relevância da realidade relevo. Dissertação de mestrado, DG/FFLCH/USP, 2002.
SAVIANI, N. Saber escolar, currículo e didática = problemas da unidade conteúdo/método no processo pedagógico. Campinas, SP. Ed. Autores Associados, 1998.
SILVA. R. T. Das telas para a sala de aula: televisão e vídeo no ensino de história, dissertação de mestrado: FE/USP, 2002.
SIMIELLI, M. E. R. O mapa como meio de comunicação: implicações no ensino de geografia. Tese de doutoramento. Departamento de Geografia, FFLCH/USP, 1986.
SIMIELLI, M. E. R. O mapa como meio de comunicação: implicações no ensino de Geografia do 1ograu. Tese de doutorado, DG/FFLCH/USP, 1996.
TARIFA, J. R., AZEVEDO, T. R. orgs. (2001) "Os climas da cidade de São Paulo: teoria e prática" in Coleção Novos Caminhos n.4. Departamento de Geografia, FFLCH, USP, São Paulo.
TRICARD, J. e outros. Reflexões sobre a geografia, São Paulo: AGB, 1979.
TRUFFI, Y. H. e FRANCO, L. A. C. Multimeios aplicados à educação: uma leitura crítica. São Paulo: FTD, 1990.
VEIGA, I. P. A. (Org.) Técnicas de ensino: por que não? 13. ed. Campinas: Papirus, 2002.
VEIGA, I. P. A. CARDOSO, M. H. F. Escola Fundamental, currículo e ensino. Campinas, SP. Papirus Ed., 1995.
VEIGA, José Eli da. Cidades Imaginárias o Brasil é menos urbano do que se calcula. 2ª ed. Campinas: Ed. Associados, 2003.
VEIGA, José Eli Da. Desenvolvimento sustentável o desafio do século XXI. Rio de Janeiro: Garamond, 2005.
WEIGERT, H. W. Geopolítica, generais e geógrafos. México, Fondo de Cultura Económica, 1943.
YUS, R. Temas transversais em busca de uma nova escola. Porto Alegre, Artmed, 1998.
ZILBERMAN, Regina (org.). A produção cultural para crianças. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1982.
ZILBERMAN, Regina (org.). Leitura em crise na escola. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1982.

Bibliografia de Apoio às Oficinas Didáticas

GOMES, Cristiano Mauro Assis - "Feuerstein e a construção mediada do conhecimento", Artmed, Porto Alegre, RS, 2000.
Da ROS, Silvia Zanatta - "Pedagogia e Mediação em Reuven Feuerstein", Plexus Editora, 2002.
BELTRAN, José Maria Martinez - "La mediación en el proceso de aprendizaje", Madri, Bruño, 1994.
BEYER, H. O. - “O Fazer Psico-Pedagógico. A abordagem de Reuven Feuerstein a partir de Piaget e Vygotsky”, Mediação Editora, Porto Alegre, 1996.
FEUERSTEIN, Reuven - " Instrumental Enrichment: an intervention program for cognitive modifiability", Glenview (Illinois): Scott, Foresman and Company, 1980.
FEUERSTEIN, Reuven - " Mediated Learning Experience (MLE): theoretical, psychosocial and learning implications", London, Feundi Publishing House, 1994
HERNÁNDEZ, Fernando – “Cultura Visual, Mudança Educativa e Projeto de Trabalho”, Artemed Editora, Porto Alegre, 2000.
HOFFMANN, Jussara – “Avaliação mediadora uma prática em construção da pré-escola à universidade”, Mediação a editora do professor, Porto Alegre, RS, 2003.
KOZULIN, Alex - "Privação Cultural e Aprendizagem: Mediar Reafirmando Identidades", Palestra Publicada na WEB.
LÉVY, Pierre – “Educação e Cybercultura” publicado na WEB.
______________ - “Tecnologias Intelectuais e Modos de Conhecer: nós somos o texto” publicado na WEB.
MARTINS, Enilde A. B. - "Aprendizagem Mediada: um estudo prévio dos efeitos do PEI de Reuven Feuerstein em jovens integrados a um processo de qualificação profissional básica", Dissertação de Mestrado apresentada no Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná, Curitiba, 2002.
MEIR, Ben Hur - "PEI e Aprendizagem: Pontes e Transcendência”.- Publicado na WEB.
MORAES, Rita – "Direito à Inteligência", Entrevista de Reuven Feuerstein à revista ISTO É - 12/05/1999.
MORIN, Edgar – “A cabeça bem-feita: pensar a reforma, reformar o pensamento”, RJ., Bertrand Brasil, 2000.
NOGUEZ, S. - "El desarrollo potencial de aprendizaje. Entrevista a Reuven Feuerstein", Revista Electrónica de Investigación Educativa, 2002.
NÓVOA, Antonio – “Avaliações em Educação: Novas Perspectivas”, Porto Editora, Portugal, 2003.
PIAGET, JEAN - "Para onde vai a Educação", Forense, RJ, 1970.
SANTOS, Boaventura de Sousa – “Pela mão de Alice – O social e o político na pós-modernidade”, Cortez Editora, São Paulo, 2004.
SILVA, Janssen Felipe da e outros (org.) – “Práticas avaliativas e aprendizagens significativas em diferentes áreas do currículo”, Mediação a editora do professor, Porto Alegre, RS, 2003.
TORRES SANTOMÉ, Jurjo – “Globalização e Interdisciplinaridade: o currículo integrado”, Artes Médicas Sul, Porto Alegre, 1999/2000.
VYGOTSKY, L. S. - "Pensamento e Linguagem", Martins Fontes, SP, 1987.
 

Programa

Aula 1 - Introdução Teórica: Feminismo, Estudos de Gênero e Sexualidade na Literatura Irlandesa. Apresentação dos contos e autoras das aulas 2, 3, 4 e 5. Questões chave do curso.

Aula 2 : Feminismo e Maternidade - Profa. Dra. Caroline Eufrasino

● ‘The House of the Architect’s Love Story” de Anne Enright
● Aporte teórico: ETTINGER, B. L. The Matrixial Borderspace. Minneapolis: University of Minnesota Press, 2006.
BUTLER, Judith. Gender Trouble. New York: Routledge, 1999.

Aula 3: Gênero e Raça: interseccionalidades - Prof. Victor Pacheco

● “The Welcome”, de Emma Donoghue
● Aporte teórico: BHANJI, Nael. "TRANS/SCRIPTIONS: Homing Desires, (Trans)sexual Citizenship and Racialized Bodies" In. COTTEN, Trystan T. (Oorg) Transgender Migrations: The Bodies, Borders, and Politics of Transition. Routledge: New York, 2012. pp. 157-174.
● “Eveline”, de James Joyce (opcional)

Aula 4: Subjetividades migratórias e Sexualidades - Prof. Thiago Moyano

● Shani Mootoo - "The Upside-Downness of the World as it Unfolds" in: Out On Main Street and Other Stories. Vancouver: Press Gang Publisher, 1993.
● Shani Mootoo - “Landscape, Citizenship and Belonging”. (Palestra). Untold Stories of the Past 150 Years Conference. University College of Dublin. Dublin, Irlanda. Abril, 2017.
● Aporte teórico: Tina O'Toole: "Cé Leis Tú? Queering Irish Migrant Literature" In: Irish University Review. Vol. 43. N. 1, 2013, pp. 131-145

Aula 5: Corpos que importam: a Irlanda dos Millennials - Profa. Dra. Mariana Bolfarine

“At the Clinic”, Sally Rooney. The White Review, 18, 2016. (https://www.thewhitereview.org/fiction/at-the-clinic/)
Dillane, Fionnuala, Naomi McAreavey, and Emilie Pine. (2016). “Introduction”. The Body in Pain in Irish Literature and Culture, Basingstoke: Palgrave Macmillan, 2016.

Aula 6: Novos Ruídos: aula de encerramento do curso.

Bibliografia

ASHCROFT, B.; GRIFFITHS, G.; TIFFIN, H. The Empire Writes Back. Theory and practice in post-colonial literatures. London: Routledge, 2002.
BALZANO, Wanda; MULHALL, Anne; SULLIVAN, Moyanagh. (orgs). Irish Postmodernisms and Popular Culture. New York: Palgrave, 2007. pp.15-25.
BRANNIGAN, John. Race in Modern Irish Literature and Culture. Edinburgh: Edinburgh University Press, 2009.
BUTLER, J. Problemas de Gênero - Feminismo e subversão da Identidade. Coleção sujeito e história. São Paulo: Civilização Brasileira, 2015.
BYRNE, James P.; KIRWAN, Padraig; O'SULLIVAN, Michael (Org.). Affecting Irishness: negotiating cultural identity within and beyond the nation. Hochfeldstrasse: Bern, 2009.
CAIRNS, D., RICHARDS, S. Writing Ireland: Colonialism. nationalism and culture. Manchester: Manchester University Press, 1988.
COTTEN, Trystan T. Transgender Migrations: The Bodies, Borders, and Politics of Transition. Routledge: New York, 2012.
DOWNING, L., GILLET, R. Queer in Europe. Surrey: Ashgate, 2011.
DUNCAN, D. “A Flexible Foundation: Constructing a Postcolonial Dialogue.” In: GOLDBERG, D. T. e QUAYSON, A. (Eds). Relocating Postcolonialism. Oxford: Blackwell Publishers, 2003.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. 7a ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
HALL, Stuart. Questions of Cultural Identity. New York: SAGE, 2006
HALL, Stuart. Quem precisa da Identidade? In: SILVA, Tomaz Tadeu da (org.), WOODWARD, Kathrin & HALL, Stuart. Identidade e Diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Rio de Janeiro: Vozes, 2014.
GARNER, Steve. Racism in the Irish Experience. London: Pluto Press, 2004.
GROSZ, E. Volatile Bodies. Toward a Corporeal Feminism. Indiana: Indiana University Press, 1994.
HOOKS, bell. Black Looks. Race and Representation. New York: Routledge, 2015.
INGMAN, Heather. A History of the Irish Short Story. Cambridge: Cambridge University Press, 2009.
INNES, C. L. The Cambridge Introduction to Postcolonial Literatures in English. Cambridge: Cambridge University Press, 2007.
KIBERD, Declan. Inventing Ireland. London: Vintage, 1995.
KILOMBA, Grada. Plantation Memories: Episodes of Everyday Racism. Munster: Unrast-Verlag, 2010.
_____________. The Irish Writer and the World. Cambridge: Cambridge University Press, 2005.
LLOYD, D. Nationalism and Minor Literature. Berkeley: University of California Press, 1988.
________. Irish Culture and Colonial Modernity 1800-2000. The Transformation of Oral Space. Cambridge: Cambridge University Press, 2011.
MCCLINTOCK, A. O Couro Imperial: raça, gênero e sexualidade no embate colonial. Campinas: Editora Unicamp, 2010.
O’TOOLE, Tina. “Cé Leis Tú? Queering Irish Migrant Literature”. In: Irish University Review Vol., 43 N. 1. Edimburgo: Edinburgh University Press, 2013.
SAID, Edward. Freedom from Domination in the Future. In: Culture and Imperialism. London: Vintage, 1994.
SÁNCHEZ, F. J., BLAS-LOPEZ, F. J., MARTÍNEZ-PATIÑO, M. J., & VILAIN, E. (2016). Masculine consciousness and anti-effeminacy among latino and white gay men. Psychology of Men & Masculinity, 17(1), 54-63.
SILVA, Tomaz Tadeu da (org.); HALL, Stuart; WOODWARD, Kathryn. Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. 14a ed. Petrópolis-RJ: Vozes, 2014.
SPIVAK, Gayatri Chakravorty. Can the Subaltern Speak? Trad. bras.: Pode o subalterno falar? Tradução de Sandra R. Almeida, Marcos P. Feitosa & André P. Feitosa. Belo Horizonte: UFMG, 2010.
VILLAR-ARGÁIZ, Pilar (org.). Irishness on the Margins. Minority and Dissident Identities. Switzerland: Palgrave Macmillan, 2018.

Programa

Preparação para as provas de certificação em língua francesa (DALF C1)
Préparation aux diplômes en français DALF C1


Programa do curso:


Este curso tem por objetivo preparar os alunos para realizar as provas de certificação em língua francesa, dando-lhe ferramentas para que eles conheçam as provas e desenvolvam as habilidades linguísticas e discursivas requeridas por elas. Ele objetiva trabalhar habilidades comunicativas em Língua Francesa que permitam aos alunos dominar a língua em situações variadas, possibilitando que se apresentem aos exames DALF C1.


Nos módulos serão trabalhadas estratégias para o desenvolvimento das capacidades requeridas pelos exames. As aulas tratarão das quatro habilidades avaliadas nas provas: compreensão oral, compreensão escrita, produção oral e produção escrita. Para tanto, serão trabalhados as provas e objetivos específicos para permitir que os alunos possam realizar os exames DALF C1.

Trata-se de um curso modular, de 12 horas, que será dividido em 4 módulos sobre o DALF C1. Cada módulo será composto de 1 aula de 3 horas.


Pré-requisitos para inscrever-se no curso:  É necessário comprovar o nível por meio de um dos certificados (DELF B2) anterior ao nível que se deseja estudar ou fazer um teste de nível.

Bibliografia:
BAPTISTE Auréliane, MARTY Roselyne. Réussir le DELF B2. Didier, 2010.
CHEVALLIER-WIXLER Dominique, DUPLEIX Dorothée, JOUETTE Ingrid, et al. Réussir le DALF
C1/C2. Didier, 2007
VELTCHEFF Caroline, HILTON Stanley. Préparation à l'examen du DELF B2. Hachette FLE, 2006.

Programa

- O caso acusativo: declinação dos substantivos, adjetivos e pronomes
- O tempo passado do verbo
- O tempo futuro do verbo
- Vocabulário
- Fonética
- Informações complementares relativas à história e à cultura russa

Bibliografia
Tchernichov, S.I., Tchernichova, A.V. Poekhali! Russki iazik dlia vzroslikh. Natchalni kurs. Utchebnik. Tchast 1.1. São Petersburgo: Zlatoust, 2019, 176 p.
Tchernichov, S.I., Tchernichova, A.V. Poekhali! Russki iazik dlia vzroslikh. Natchalni kurs. Rabotchaia Tetrad. Tchast 1.1. São Petersburgo: Zlatoust, 2019, 160 p.
Khavronina, S.A. Russki iazik v uprajneniakh. Utchebnoe Posobie. 19ª ed. Moscou: Russki Iazik. 2009, 384 p.
Finagina, I.V. Russki iazik kak inostranni. Posobie po chteniu. São Petersburgo: NIU ITMO, 2014, 81 p.
Ermachenkova V.S. То listen and to hear: А listening course for the foreign students of Russian: Level А2. St. Petersburg: Zlatoust, 2007, 112 р.

Programa

1ªaula - Apresentação do curso


- Bakhtin e o Círculo: fundamentos
dialógicos para os atos humanos

- VIANNA, R. A linguagem pela perspectiva do
Círculo de Bakhtin. Odisseia, Natal, RN, v. 4, n. 1,
p. 19-33, jan.-jun. 2019. Disponível em:
https://doi.org/10.21680/1983-
2435.2019v4n1ID16818

2ªaula - A interação como centro da vida da linguagem.

- VOLÓCHINOV, V. (Cap.5) Língua, Fala e
Enunciação. (Cap. 6). A interação verbal. (Cap.
7). Tema e Significação na língua. In: Marxismo e
filosofia da linguagem: problemas fundamentais
do método sociológico na ciência da linguagem.
Trad. Sheila Grillo e Ekaterina Vólkova Américo.
São Paulo: Editora 34, 2017.

3ªaula - Enunciado, interlocução, gêneros do discurso e esferas da atividade

- BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. Trad.
Paulo Bezerra. 1ª. Ed. São Paulo: Editora 34,
2016.


4ªaula A tradução e a interpretação em perspectiva dialógica

SOBRAL, A. Traduzimos discursos, não (apenas)
textos. In: Dizer o “mesmo” a outros: ensaios
sobre tradução. São Paulo: SBS Editora, 2008.
KUMAR, Amith P. V. A tradução como um ‘acordo
dialógico’: uma perspectiva bakhtiniana. Tradução
de Orison Marden Bandeira de Melo Jr. Cadernos
de Tradução, Florianópolis, v. 38, nº 3, p. 549-
562, set-dez, 2018. Disponível em:
https://doi.org/10.5007/2175-
7968.2018v38n3p549

5ªaula Aspectos visuais e verbo-visuais da tradução e interpretação da língua de sinais: uma leitura bakhtiniana

BRAIT, B. Olhar e ler: verbo-visualidade em
perspectiva dialógica. Bakhtiniana, São Paulo, 8
(2): 43-66, 2013.
NASCIMENTO, V. Gêneros do discurso e verbo-
visualidade: dimensões da linguagem para a
formação de Tradutores/Intérpretes de
Libras/Português. In: BRAIT, B; MAGALHÃES, A.
S. (Orgs). Dialogismo: teoria e(m) prática. São
Paulo: Terra Cota – 2014.
- Atividade prática de descrição, análise e
tradução de materiais
audiovisuais para a Libras
- Encerramento do curso

Bibliografia básica:
BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. Trad. Paulo Bezerra. 1ª. Ed. São Paulo: Editora 34, 2016.
BAKHTIN, M. Teoria do romance I. A estilística. Trad. Paulo Bezerra. São Paulo: Editora 34, 2015.
BAKHTIN, M. Para uma filosofia do ato responsável. Trad. Valdemir Miotello & Carlos Alberto Faraco. São Carlos:
Pedro e João Editores, 2010e.
BAKHTIN, M. O autor e a personagem na atividade estética. In: Estética da criação verbal. Tradução Paulo Bezerra.
4 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
BRAIT, B. Olhar e ler: verbo-visualidade em perspectiva dialógica. Bakhtiniana, São Paulo, 8 (2): 43-66, 2013.

BRAIT, B. Bakhtin e a natureza constitutivamente dialógica da linguagem. In: BRAIT, B. (Org.) Bakhtin, dialogismo e
construção de sentidos. Campinas: Editora da Unicamp, 2005.
BRAIT, B. Análise e teoria do discurso. In: BRAIT, B. (Org). Bakhtin: outros conceitos-chave. São Paulo: Contexto,
2008a.
KUMAR, Amith P. V. A tradução como um ‘acordo dialógico’: uma perspectiva bakhtiniana. Tradução de Orison
Marden Bandeira de Melo Jr. Cadernos de Tradução, Florianópolis, v. 38, nº 3, p. 549-562, set-dez, 2018.
Disponível em: https://doi.org/10.5007/2175-7968.2018v38n3p549
NASCIMENTO, V. Contribuições bakhtinianas para o estudo da interpretação da
língua de sinais. TradTerm, São Paulo, v. 21, p. 213-236, 2013. Disponível em:
http://myrtus.uspnet.usp.br/tradterm/site/images/revistas/v21n1/13_vini…
NASCIMENTO, V.; HARRISON, K. M. P. Verbo-visualidade no gênero jornalístico televisivo: leituras para a
construção de estratégias da interpretação da língua de sinais. Bakhtiniana. Revistas de Estudos do Discurso. São
Paulo, v. 8, n° 2, 2013. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/bak/v8n2/12.pdf
NASCIMENTO, V. Gêneros do discurso e verbo-visualidade: dimensões da linguagem para a formação de
Tradutores/Intérpretes de Libras/Português. In: BRAIT, B; MAGALHÃES, A. S. (Orgs). Dialogismo: teoria e(m)
prática. São Paulo: Terra Cota – 2014b.
NASCIMENTO, V. Janelas de Libras e gêneros do discurso: apontamentos para a formação e atuação de
tradutores de língua de sinais. Trabalhos em Linguística Aplicada. Campinas, N. 56, V. 2, p. 461-492, 2017.
Disponível em: https://doi.org/10.1590/010318138649203273941 Acesso em 14/12/2021 .
VIANNA, R. A linguagem pela perspectiva do Círculo de Bakhtin. Odisseia, Natal, RN, v. 4, n. 1, p. 19-33, jan.-jun.
2019. Disponível em: https://doi.org/10.21680/1983-2435.2019v4n1ID16818
VOLÓCHINOV, V. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da
linguagem. Trad. Sheila Grillo e Ekaterina Vólkova Américo. São Paulo: Editora 34, 2017
SOBRAL, A. Dizer o “mesmo” a outros: ensaios sobre tradução. São Paulo: SBS, 2008.