Programa

Aula 1. Os temas transversais, a inter/transdisciplinaridade e as questões socialmente vivas.
Aula 2. Multiculturalismo: uma introdução a diferentes visões e perspectivas
Aula 3. Pedagogia de projetos e a gestão de projetos em sala de aula
Aula 4. Didatizando documentos e vivências: aportes da Engenharia Didática
Aula 5. Trabalho prático: elaborando propostas para meu contexto de ensino

Referências:
BLANCHET, P.; COSTE, D. Sur quelques parcours de la notion d' " interculturalité ". Analyses et propositions dans le cadre d'une didactique de la pluralité linguistique et culturelle. Blanchet, Ph. & Coste Daniel. Regards critiques sur la notion d' " interculturalité " : pour une didactique de la pluralité linguistique et culturelle, L'Harmattan, pp.7-27, 2010.
CONSELHO DA EUROPA. Division de Politiques Linguistiques. Sociétés multiculturelles et individus pluriculturels :
le projet de l’éducation interculturelle, 2009.
DOLZ, J. As atividades e os exercícios de língua: uma reflexão sobre a engenharia didática. D.E.L.T.A., 32.1, p. 237-260, 2016.
LACERDA, A. C. C.; DANTAS-LONGHI, S. M. Pedagogia de projetos: concepção e realização de um projeto de ensino transversal de francês língua estrangeira e educação ambiental. Perspectiva, 41(4), p. 1–23, 2023.
LEGARDEZ, A. Questions Socialement Vives, et Education au Développement Durable. L’exemple de
la question du changement climatique. Revue francophone du développement durable, Éd. Oeconomia, 2016.
MOREIRA, A. F. B.; CANDAU, V, M. Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas. Vozes, 2008.
SAUVÉ, L. Educação ambiental: possibilidades e limitações. Educação e Pesquisa, v. 31, n. 2, p. 317-322, maio/ago. 2005.
SILVA, E.C.; DANTAS-LONGHI, S. M. Ensino-aprendizagem de línguas, trabalho e formação docente: caminhos e pontes entre Linguística Aplicada e Didática das Línguas. Revista Leitura, [S. l.], n. 67, p. 354–374, 2020.

Programa

Aula 1 - APRESENTAÇÃO DATA PROGRAMA E LATINOAMERICANISMO
Docentes: Prof. Júlio Suzuki, Suzana Silveira e Jenny Moreno Socha
Comentadores: —

Tópicos:
Apresentação das/os participantes, da equipe e dos objetivos do curso
Histórico e contexto da oferta do curso
Introdução à proposta de latino-americanismo crítico: o que significa pensar a América Latina desde a América Latina


Aula 2 - PROJETO DE PESQUISA E ESCRITA ACADÊMICA
Docentes: Oak Tonet Assad, Fernanda do Nascimento Pinheiro e Marcelly Machado Cruz
Comentadores: —

Tópicos:
O que é um projeto de pesquisa? Estrutura e função no campo acadêmico
Como construir um problema de pesquisa relevante?
Etapas da construção de um projeto (perguntas orientadoras, hipóteses, metodologia, objetivos, justificativa)
A escrita acadêmica como forma de argumentação
Estilos de escrita e critérios de clareza, coerência e coesão


Aula 3 - OFICINA DE PROJETO DE PESQUISA
Docentes: Abril Romero, Carolina de Mendonça Rodrigues Silva, Gabriel Malheiros Marques Fernandes, Carlos Magno Rodrigues Almeida, Daniel Alfonso León
Comentadores: —

Tópicos:
Discussão de exemplos de alguns projetos
Dicas práticas: organização, prazos, blocos de escrita e revisão
Diagnóstico coletivo: em que etapa do projeto cada participante está?
Atividade prática: esboço ou reescrita de uma parte do projeto (por ex., problema de pesquisa ou objetivos)
Tirar dúvidas e troca de feedbacks orientados


Aula 4 - OFICINA DE CURRÍCULO LATTES
Docentes: Suzana Silveira e Thais de Souza Gomes
Comentadores: —

Tópicos:
O que é o Currículo Lattes e qual sua função no sistema acadêmico brasileiro?
Elementos que compõem o Lattes: formação, produção, atividades, projetos
Como montar um currículo coerente e honesto mesmo no início da trajetória
Dicas para destacar experiências extracurriculares, extensão, participação em eventos
Oficina prática: passo a passo da criação ou atualização do currículo
Orientações sobre o que não colocar no Lattes
Discussão: como evitar a lógica produtivista sem se excluir do campo acadêmico?

Aula 5 - PLANTÃO DE DÚVIDAS
Docentes: Daniel Wanderley Caliman, Daniel Alfonso León, Gabriel Malheiros Marques Fernandes, Sarah Maria Cavalcante Rodrigues, Thais de Souza Gomes
Comentadores:

Tópicos:
Bate-papo sobre as dúvidas das aulas anteriores

 

BIBLIOGRAFIA
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro: ABNT; 2024
BASTOS, C.; KELLER, V. Pesquisa científica. In: ___________. Aprendendo a aprender:introdução à metodologia científica. 8a. ed. Petrópolis: Vozes, 1996. p. 54 – 65.
ECO, U. Plano de trabalho e fichamento. In: _____. Como se faz uma tese. 17a. ed. São Paulo: Perspectiva, 2002. p. 81 – 112.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003.
FABIANO, S. (2011). Ensino da escrita: o uso de conectores em textos acadêmicos. Ecos, ISSN 2616-3933, vol. 11, n 2, Cáceres, MT. Disponível em: Disponível em: http://www.unemat.br/revistas/ecos/docs/v_11/287_Pag_Revista_Ecos_V-11_…
AUTHIER-REVUZ, J. Palavras incertas: as não-coincidências do dizer. Campinas: Editora da Unicamp, 1998.
BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. In: ______. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2000 [1992].
BAKHTIN, M.; VOLOSHINOV, V. M. Marxismo e Filosofia da Linguagem. São Paulo: Hucitec, 1997.BARZOTTO, V. H. Leitura e produção de textos: limites e relações intersubjetivas. In: CALIL, E. (Org.). Trilhas da escrita: a autoria, leitura e ensino. São Paulo: Cortez, 2007.

Programa

Cronograma: 
As aulas serão ministradas às sextas-feiras, nos dias 13, 20, e 27 de fevereiro, terminando no dia 06 de março. No seguinte horário: das 10h-12h.

Programa:
Aula 1. 13/02: Descartes – o piloto e o navio.
Introdução do curso: antigos e modernos;
A inovação moderna e o tema das paixões;
O dualismo cartesiano;
A união da alma e do corpo;
A paixão como objeto da física mecanicista;
A definição das paixões da alma e a liberdade da vontade;
O controle indireto sobre o corpo.

Aula 2. 20/02: Descartes – razão, hábito e generosidade.
As críticas à proposta cartesiana;
A função das paixões e seu “bom uso” segundo a razão;
O papel do hábito na formação de uma alma forte;
A generosidade como um remédio das paixões;
A questão da felicidade humana.

Aula 3. 27/02: Espinosa – a teoria dos afetos e a crítica ao dualismo.
A recusa da glândula pineal e da vontade livre;
Deus e o conceito de substância;
A mente como ideia do corpo;
O conatus como essência humana;
A gênese dos afetos (paixão e ação).

Aula 4. 06/03: Espinosa – a moderação dos afetos.
Causa adequada: conhecimento e afeto;
A liberdade como autodeterminação;
A moderatio da força dos afetos pelo conhecimento;
A questão da felicidade humana;
Síntese do curso: antigos e modernos;
Síntese do curso: as diferentes modernidades – Descartes e Espinosa.

Bibliografia:
Alquié, Ferdinand. (ed.). Galileu, Descartes e o mecanismo. Lisboa: Gradiva, 1987.
Aquino, T. Suma teológica - volume 4. São Paulo: Edições Loyola, 2005.
Aristóteles. Ética a Nicômacos. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1985.
Aristóteles. Categorias. Lisboa: Instituto Piaget, 2000.
Aristóteles. Metafísica. São Paulo: Edições Loyola, 2015.
Aristóteles. De anima. São Paulo: Editora 34, 2012.
Bove, Laurent. A estratégia do conatus: afirmação e resistência em Espinosa. São Paulo: Editora Politeia, 2023.
Cassirer, Ernst. A filosofia do iluminismo. Campinas: Editora da UNICAMP, 1992.
Chaui, Marilena. Imperium ou moderatio?. In: Cadernos de história e filosofia da ciência, Campinas, série 3, v. 12. n. 1-2, p. 9-43, 2002.
Chaui, Marilena. Desejo, paixão e ação na ética de Espinosa. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
Chaui, Marilena. A nervura do real II: imanência e liberdade em Espinosa. São Paulo: Cia. das Letras, 2016.
Descartes, René. Discurso do método; Meditações; As paixões da alma; Cartas, Objeções e respostas. In: Os Pensadores Vol XV. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
Descartes, René. Œuvres de Descartes - 11v. ADAM, C.; TANNERY, P. (Ed). Paris: Vrin, 1996.
Descartes, René. Princípios da filosofia. Lisboa: Edições 70, 1997.
Descartes, René. Medicina dos afetos - Correspondência entre Descartes e a princesa Elisabeth da Boémia. Oieiras: Celta Editora, 2001.
Descartes, René. O mundo (ou Tratado da luz) e O homem. Campinas: Editora da Unicamp, 2009.
Espinosa, Baruch. Ética. São Paulo: Edusp, 2015a.
Espinosa, Baruch. Tratado da Emenda do Intelecto. Campinas: Editora Unicamp, 2015b.
Forlin, Enéias Junior. A concepção moral de descartes na carta a Mesland. Revista de Filosofia do IFCH da Universidade Estadual de Campinas, v. 1, n. 2., jul./dez., 2017, p. 3 - 17.
Guenancia, Pierre. L'intelligence du sensible: essai sur le dualisme cartésien. Paris: Gallimard, 1998. Guenancia, Pierre. Lire Descartes. Paris: Gallimard, 2000.
Gueroult, Martial. Descartes segundo a ordem das razões. São Paulo: Discurso Editorial, 2016.
Jaquet, Chantal. A unidade do corpo e da mente: afetos, ações e paixões em Espinosa. São Paulo: Autêntica, 2011.
Jesus, Paula Bettani Mendes de. Sobre a elaboração de uma ciência das paixões em Descartes, Hobbes e Espinosa. 140f. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Departamento de Filosofia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015.
Kambouchner, Denis. L’Homme des passions: Commentaires sur Descartes - I Analytique. Paris: Albin Michel, 1995a.
Kambouchner, Denis. L’Homme des passions: Commentaires sur Descartes - II Canonique. Paris: Albin Michel, 1995b.
Koyré, Alexandre. Do mundo fechado ao universo infinito. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2001.
Macherey, Pierre. Introduction à L’Ethique de Spinoza. La deuxième partie: La réalité mentale. Paris: PUF, 1997.
Platão. A república de Platão. São Paulo: Perspectiva, 2010.
Renault, Laurence. Generosidade e substancialidade da alma segundo Descartes. Educação e Filosofia Uberlândia, v. 25, n. Especial, p. 63 - 80, 2011.
Rocha, André Menezes. Espinosa e o conceito de superstição. Cadernos de Ética  e  Filosofia  Política,  1  (12),  pp.  81-99, 2008.
Rodis-Lewis, Geneviève. Descartes e o racionalismo. Porto: Rés, 1979.
Spallanzani, Maria Franca. Descartes - La règle de la raison. Paris. Vrin, 2015.
Talon-Hugon, Carole. Descartes ou les passions rêvées par la raison: essai sur la théorie des passions de Descartes et de quelques-uns de ses contemporains. Paris: Vrin, 2002.

Programa

OBJETIVOS:
A proposta do curso é apresentar diferentes perspectivas do tratamento da questão da fome no Brasil desde o final do século XIX até os dias de hoje. Tomamos como ponto de partida a interpretação do surgimento da nova noção de fome durante o fim do século XIX e início do século XX. Em seguida, analisaremos as políticas de combate à fome a partir da trajetória social do Programa Fome Zero. Por fim, examinaremos os impactos provocados pela pandemia do novo coronavírus (COVID-19) na situação alimentar dos brasileiros.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
Examinar como os estudos da nutrição, que surgiram no século XIX e se intensificaram no século XX, permitiram uma nova abordagem para a questão da fome. Para tal, vamos analisar dois textos de Josué de Castro que foi protagonista nesse novo entendimento do fenômeno no Brasil;
Fazer uma breve análise das políticas de combate à fome a partir da trajetória social do Programa Fome Zero, dando especial atenção para a definição de fome instituída nesse projeto e os sujeitos de direito criados nesse processo.
Analisar a fome como produto das relações socioeconômicas e interpretar a fome como um processo manejado ou conduzido pelas famílias (especialmente as mulheres). Apresentar os últimos dados disponíveis sobre a insegurança alimentar e a fome no Brasil antes da pandemia.
Indicar aqueles que parecem ser os principais impactos que a pandemia (ou o período de quarentena) está produzindo na alimentação das pessoas (componentes psicológica, qualitativa, quantitativa e social).
Debater ações que estão sendo tomadas nesse momento para enfrentar a fome durante a pandemia: Estado, filantropia e organizações de trabalhadores.

MÉTODOS UTILIZADOS
As aulas serão ministradas pela plataforma Google Meet e todos os textos para leitura e a comunicação com os alunos serão disponibilizados por e-mail.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
Trabalho de conclusão escrito e entregue por e-mail sobre as reflexões suscitadas pelas discussões do curso.
Presença mínima de 75%

CRONOGRAMA DE AULAS E LEITURAS

1. aula (21 de julho): Introdução

2. aula (23 de julho): O surgimento da nutrição e o alargamento do sentido de fome
Adriana Salay Leme
Leituras:
CASTRO, Josué de. “As condições de vida das classes operárias no Nordeste” [1935]. In: Documentário do Nordeste. São Paulo: Editora Brasiliense, 1959. pp. 75-91
CASTRO, Josué de. Geografia da fome. Rio de Janeiro: Edições Antares, [1946] 1984. Prefácio e Introdução.

3. aula (28 de julho): As formas da fome na trajetória social do Programa Fome Zero
Lis Furlani Blanco
Leituras:
ARANHA, Adriana Veiga. Fome Zero: a construção de uma estratégia de combate à fome no Brasil. A implantação do Programa Fome Zero do governo Lula. In: ______ (org.). Fome Zero: uma história brasileira. Brasília: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, 2010. v. 1.
PACHECO, L. et al. Mensurar a Insegurança Alimentar e Nutricional nas Populações “Invisíveis”: Uma Prioridade do Fome Zero. In: ______ (org.). Fome Zero: uma história brasileira. Brasília: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, 2010. v. 1.

4. aula (30 de julho): A coexistência das fome parcial e total: a situação alimentar dos brasileiros antes da pandemia
José Raimundo Sousa Ribeiro Junior
Leituras:
IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios: Segurança Alimentar - 2013. Rio de Janeiro: IBGE, 2014.

5. aula (31 de julho): Encerramento

BIBLIOGRAFIA

ANSELL, Aaron. Zero Hunger: Political Culture and Antipoverty Policy in Northeast Brazil. The University of North Carolina Press, 2014. Read more at University of North Carolina Press.
CASTRO, Josué de. “As condições de vida das classes operárias no Nordeste” [1935]. In: Documentário do Nordeste. São Paulo: Editora Brasiliense, 1959.
________. Geografia da fome, São Paulo: Editora Brasiliense, 1948.
________. Geopolítica da Fome. São Paulo: Editora Brasiliense, 1965.
COLLINGHAM, Lizzie. The taste of war - World War II and the battle for food. New York: The Penguin Press, 2012.
DEVEREUX, Stephen. Theories of famine. New York: Harvester Wheatsheaf, 1993.
EDKINS, Jenny. Whose Hunger? Concepts of famine, practices of aid. Minneapolis: University of Minnesota Press, 2000.
FAO, IFAD, UNICEF, WFP and WHO. 2019. The State of Food Security and Nutrition in the World 2019. Safeguarding against economic slowdowns and downturns. Rome, FAO.
FREITAS, Maria do Carmo Soares de. Agonia da fome. Editora Fiocruz, 2003.
IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios: Segurança Alimentar - 2013. Rio de Janeiro: IBGE, 2014.
KAMMINGA, Harmke e CUNNINGHAM, Andrew. Science and Culture of Nutrition, 1840-1940. Amsterdam-Atlanta: Rodopi, 1995.
LIMA, Eronides da Silva. Mal de fome e não mal de raça. Gênese, constituição e ação política da educação alimentar no Brasil - 1934-1946. Rio de Janeiro: Editora Fio Cruz, 2000.
Ó GRÁDA, Cormac. Famine, a short history. Princeton: Princeton University Press, 2009.
RADIMER, KL, OLSON, CM, GRENEE JC, CAMPBELL, CC, HABICHT, J-P. Understanding hunger and developing indicators to assess it in women and children. J Nutr Educ 1992; 24(Suppl.):36-45.
RANGASAMI, Amrita. Women's Roles and Strategies during Food Crises and Famines. Paris : ORSTOM, 1985, p. 108-118. (Colloques et Séminaires).
RIOS, Kênia Sousa. Isolamento e poder: Fortaleza e os campos de concentração na Seca de 1932. Fortaleza: Imprensa Universitária, 2014.
RODRIGUES, Jaime. Alimentação, vida material e privacidade. Uma história social de trabalhadores em São Paulo nas décadas de 1920 a 1960. São Paulo: Alameda, 2011.
SILVA, Marcelo Cândido da. “Crise e fome na Alta Idade Média: o exemplo dos capitulários carolíngios”. Anos 90, Porto Alegre, v. 24, n. 45, jul. 2017. pp. 185-207.
SILVA, Mercês de Fátima dos Santos. Josué de Castro: pensamento e ação. A gênese do Plano de Segurança Alimentar. Dissertação (Mestrado), Departamento de Sociologia, Universidade Federal de Pernambuco, 2010.
TEÓFILO, Rodolfo. A fome: cenas da seca do Ceará. São Paulo: Tordesilhas, 2011.
VERNON, James. Hunger, a modern history. Cambridge, Massachussets, London: Belknap Press/ Harvard University Press, 2007.
WALLACE, Rob et al. COVID-19 and Circuits of Capital. Monthly Review, v. 72, 2020.

Programa

Aula 01 – Introdução e contexto histórico
Nessa primeira aula veremos o contexto histórico em que as três obras foram produzidas, o que significa entender algumas questões sobre as décadas de 1920, 1930 e 1940 nos Estados Unidos, na Inglaterra e na Rússia. Veremos algumas informações sobre os autores e algumas reflexões sobre o conceito de distopia e utopia na literatura.

Aula 02 – Vilões, pessimismo e esperança
Em nossa segunda aula iremos analisar alguns personagens das obras, principalmente o confronto entre protagonistas e antagonistas, sobre como a distopia funciona como mecanismo de reflexão a respeito de questões históricas. A partir de trechos e de alguns elementos literários como personagens, narrador, tempo e espaço veremos como as construções temáticas que operam nas obras dialogam e divergem
entre si, traçando um paralelo com problemas sociais, sistemas de poder e transformação social.

Aula 03 – Tecnologia e controle
Na nossa última aula, iremos analisar trechos das três obras tendo como foco a temática da tecnologia e do controle. Veremos as relações que as obras possuem entre si, o diálogo que estabelecem com a cultura e como algumas dessas discussões sobre tecnologia chegam ao século 21. Por fim, iremos refletir sobre como essas três obras distópicas nos ajudam a entender e, talvez, modificar nosso mundo cotidiano.

Bibliografia Básica
ORWELL, George. 1984. Rio de Janeiro: Antofágica, 2021. 
HUXLEY, Aldous. Admirável Mundo Novo. São Paulo: Globo, 2014. 
ZAMYATIN, Yvgeny. Nós. Sâo Paulo: Aleph, 2017.

Bibliografia complementar
ADORNO, Theodor. Teoria estética. Lisboa: Edições 70 Ltda, 2011.
BENJAMIN, Walter. Obras Escolhidas Volume 1 - Magia e Técnica, Arte e Política.
São Paulo: Editora Brasiliense, 1996.
__________. Capitalismo como religião. São Paulo: Boitempo Editorial, 2013.
BOURDIEU, Pierre. A Distinção – crítica social do julgamento. Porto Alegre: Editora
Zouk, 2007.
__________. O Poder Simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992.

BRECHT, Bertolt.  Poesia. São Paulo: Perspectiva, 2019. 
CANDIDO, Antonio. A personagem de Ficção. São Paulo: Perspectiva, 2007.
________. A Formação da Literatura Brasileira. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2009.

________. Literatura e Sociedade. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2008.
________. “O direito à literatura”. In: Vários Escritos. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul,
2004.
________. Textos de Intervenção. São Paulo: Editora 34, 2002.
CLAEYS, Gregory. The Cambridge Companion to Utopian Literature. Cambridge:
Cambridge University Press, 2010. 
_______. Dystopia, a natural history. Oxford: Oxford University Press, 2018. 
EAGLETON, Terry. Teoria da literatura, uma introdução. São Paulo: Martins Fontes,
2006.
________. Ideologia. São Paulo: Boitempo Editorial, 1991.
FISHER, Mark. Realismo Capitalista - é mais fácil imaginar o fim do mundo de que o
fim do capitalismo? São Paulo: Autonomia Literária, 2020.
GOLDMAN, Lucien. A Sociologia do Romance. São Paulo: Paz e Terra, 1990.
HOBSBAWM, Eric. A Era dos Extremos, o Breve Século XX. São Paulo: Companhia
das Letras, 1997.
MARX, Karl & ENGELS, Friedrich. O Capital: Crítica da Economia Política. São Paulo:
Abril Cultural, 1983.
MARX, Karl. A Ideologia Alemã. São Paulo: Boitempo, 2007.
________. Sobre literatura e arte. São Paulo: Global, 1980.
________. Manuscritos Econômico-Filosóficos. São Paulo: Boitempo, 2010.
WILLIAMS, Raymond. Culture and Society. London: Chatto and Windus, 1958.
________. Cultura e Materialismo. São Paulo: Editora Unesp, 2005.
 ZUBOFF, Shoshana. A era do capitalismo de vigilância - a luta por um futuro humano
na nova fronteira do poder. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2020.

Programa

1. Neoliberalismo e autoritarismo: uma relação íntima
2. Governar pelas crises: trabalho, identidade e reprodução social
3. Movimentos sociais e disputas de futuros: reconfigurações neoliberais
4. Policiamento, militarização e acumulação capitalista
5. Entre a segurança e a saúde: política de drogas e governamentalidade neoliberal
6. Mercado de direitos humanos, neoliberalismo e expansão securitária


PROGRAMA


Aula 01 (21/08) - Neoliberalismo e autoritarismo: uma relação íntima
Indicações Principais:
DARDOT, Pierre et al. A escolha da guerra civil: uma outra história do neoliberalismo. São Paulo:
Elefante, 2021, pp. 22-111.
Indicações Complementares:
BROWN, Wendy. Undoing the demos: neoliberalism's stealth revolution. Nova Iorque (EUA): Zone
Books, 2015: 9 - 45 (“Prefácio”; “Cap. 01: Undoing democracy”).
CHAMAYOU, Grégoire. A sociedade ingovernável – uma genealogia do liberalismo autoritário. São
Paulo: Ubu, 2020, pp. 305-387.
KLEIN, Naomi. "Estados de choque: o nascimento sangrento da contra-revolução". Em: A Doutrina do
Choque: a ascensão do capitalismo do desastre. São Paulo: Nova Fronteira, 2008, pp. 95-122.


Aula 02 (23/08) - Governar pelas crises: trabalho, identidade e reprodução social
Indicações Principais:
BHATTACHARYA, Tithi (Ed.). Social Reproduction Theory: Remapping Class, Recentering Oppression.
London: Pluto Press, 2017, pp. 1-20; pp. 192-196.
BROWN, Wendy. Nas ruínas do neoliberalismo: a ascensão da política antidemocrática no Ocidente
São Paulo: Politeia Filosófica, 2019, pp. 141-150.
DARDOT, Pierre; LAVAL, Christian. A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. São
Paulo: Boitempo, 2016, pp. 271-320.
Indicações Complementares:
COOPER, Melinda. Family Values: Between Neoliberalism and the New Social Conservatism. Nova
Iorque, EUA: Zone Books, 2017, pp. 259-310.
HAIDER, Asad. Armadilha da identidade: raça e classe nos dias de hoje. São Paulo: Veneta, 2019, pp.
23-51.


Aula 03 (28/08) - Movimentos sociais e disputas de futuros: reconfigurações neoliberais

Indicações Principais:
DORLIN, Elsa. Autodefesa: Uma filosofia da violência. São Paulo: Ubu Editora, 2020: 238-265. (Cap.
07).
FISHER, Mark. Realismo capitalista: é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do
capitalismo?. Autonomia Literária, 2020. (Cap. 01).
Indicações Complementares:
SPADE, Dean. Normal life: Administrative violence, critical trans politics, and the limits of law.
Durham, NC: Duke University Press, 2015. (Cap. 01).

Aula 04 (30/08) - Policiamento, militarização e acumulação capitalista
Indicações Principais:
WANG, J. “Capítulo 2: Policiamento como pilhagem” Em: Capitalismo carcerário. São Paulo: Ingrá
Kniga, 2022, p. 145-179.
FELTRAN, G. A Política como violência. Terceiro Milênio: Revista Crítica de Sociologia e Política, 17 (2),
2022. Disponível em: https://revistaterceiromilenio.uenf.br/index.php/rtm/article/view/215

Indicações Complementares:
DARDOT, Pierre et al. A escolha da guerra civil: uma outra história do neoliberalismo. São Paulo:
Elefante, 2021, 245-261 (Cap. 10: Governar Contra as Populações)
HIRATA, Daniel. TELLES, Vera. Cidade e práticas urbanas: nas fronteiras incertas entre o ilegal, o
informal e o ilícito. Estudos avançados, 21 (61), 173-191, 2007.
Série: PCC - Poder Secreto. Gustavo Mello; Joel Zito Araújo, 2022 (HBO Max).


Aula 05 (04/09) - Entre a segurança e a saúde: política de drogas e governamentalidade neoliberal
Indicações Principais:
MARTINEZ, M. “Capítulo 2 - As redes na gestão estatal das drogas: entre o cerco e o cuidado” Em:
Redes do cuidado: etnografia de aparatos de gestão intersetorial para usuários de drogas. Tese
(Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Universidade Federal de São
Carlos, São Carlos, 2016, p. 82-115.
CAMPOS, M. O Novo Nem Sempre em: Lei de Drogas e encarceramento no Brasil. Boletim de Análise
Político-Institucional - IPEA, n. 18, p. 31-38, dez. 2018.

Indicações Complementares:
MALLART, F. O arquipélago. Tempo Social, [S. l.], v. 31, n. 3, p. 59-79, 2019.
LEMKE, Thomas. Foucault, governamentalidade e crítica, de Thomas Lemke. Plural, São Paulo, v. 24,
n. 1, p. 194-213, 30 ago. 2017.


Aula 6 - (06/09) - Mercado de direitos humanos, neoliberalismo e expansão securitária
Indicação principal:
AUGUSTO, Acácio; DUARTE, João Paulo; MACIEL, Tadeu. Segurança e humanitarismo: ONGs de
direitos humanos e a expansão de controles sobre a revolta na contemporaneidade. Rev. Carta Inter.,
Belo Horizonte, v. 17, n. 2, e1207, 2022, pp. 1-24.
MARQUES, Adalton. "Cap. 4 – Massacre do Carandiru: expansão securitária via direitos humanos". In:
Humanizar e expandir: uma genealogia da segurança pública em São Paulo. Tese de Doutorado. São
Carlos: UFSCar, 2017.

Indicação complementar:
GUILHOT, Nicolas. “Financing the Construction of ‘Market Democracies’: The World Bank and the
Global Supervision of ‘Good Governance’”. In: The Democracy Makers - Human Rights and the politics
of global order. New York: Columbia University Press, 2005.

 

INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS:
AUGUSTO, Acácio; DUARTE, João Paulo; MACIEL, Tadeu. Segurança e humanitarismo: ONGs de
direitos humanos e a expansão de controles sobre a revolta na contemporaneidade. Rev. Carta
Inter., Belo Horizonte, v. 17, n. 2, e1207, 2022, pp. 1-24.
BRITO, Felipe. Considerações sobre a regulação armada de territórios cariocas. Em: BRITO, Felipe.
OLIVEIRA, Pedro Rocha de (orgs.). Até o último homem: visões cariocas da administração armada
da vida social. São Paulo: Boitempo, 2013, 79-114.
BROWN, Wendy. Nas ruínas do neoliberalismo: a ascensão da política antidemocrática no Ocidente
São Paulo: Politeia Filosófica, 2019.
BROWN, Wendy. Undoing the demos: neoliberalism's stealth revolution. Nova Iorque (EUA): Zone
Books, 2015.
CAMPOS, M. O Novo Nem Sempre em: Lei de Drogas e encarceramento no Brasil. Boletim de
Análise Político-Institucional - IPEA, n. 18, p. 31-38, dez. 2018.
CHAMAYOU, Grégoire. A sociedade ingovernável – uma genealogia do liberalismo autoritário. São
Paulo: Ubu, 2020.
COOPER, Melinda. Family Values: Between Neoliberalism and the New Social Conservatism. Nova
Iorque, EUA: Zone Books, 2017.
DAGNINO, Evelina. Construção democrática, neoliberalismo e participação: os dilemas da
confluência perversa. Política & Sociedade, 3(5), 139-164, 2004.
DARDOT, Pierre et al. A escolha da guerra civil: uma outra história do neoliberalismo. São Paulo:
Elefante, 2021.

DORLIN, Elsa. Autodefesa: Uma filosofia da violência. São Paulo: Ubu Editora, 2020: 238-265. (“Cap.
07: Autodefesa e segurança”).
FISHER, Mark. Realismo capitalista: é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do
capitalismo?. Autonomia Literária, 2020.
FRASER, Nancy. Do neoliberalismo progressista a Trump - e além. Revista Política e Sociedade,
Florianópolis, UFSC, n. 40, 2018, pp. 43-64.
FRASER, Nancy. The end of progressive neoliberalism. Dissent Magazine, vol. 64, n. 2. Disponível
em: <https://www.dissentmagazine.org/online_articles/progressive-neoliberali…-
populism-nancy-fraser>.
GUILHOT, Nicolas. “Financing the Construction of ‘Market Democracies’: The World Bank and the
Global Supervision of ‘Good Governance’”. In: The Democracy Makers - Human Rights and the
politics of global order. New York: Columbia University Press, 2005.
HIRATA, Daniel. TELLES, Vera. Cidade e práticas urbanas: nas fronteiras incertas entre o ilegal, o
informal e o ilícito. Estudos avançados, 21 (61), 173-191, 2007.
KLEIN, Naomi. A Doutrina do Choque: a ascensão do capitalismo do desastre. São Paulo: Nova
Fronteira, 2008.
LEMKE, Thomas. Foucault, governamentalidade e crítica, de Thomas Lemke. Plural, São Paulo, v.
24, n. 1, p. 194-213, 30 ago. 2017.
MALLART, F. O arquipélago. Tempo Social, [S. l.], v. 31, n. 3, p. 59-79, 2019.
MARQUES, Adalton. Humanizar e expandir: uma genealogia da segurança pública em São Paulo.
Tese de Doutorado. São Carlos: UFSCar, 2017.
MARTINEZ, M. Redes do cuidado: etnografia de aparatos de gestão intersetorial para usuários de
drogas. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Universidade
Federal de São Carlos, São Carlos, 2016, p. 82-115.
RODRIGUEZ, Dylan. “The Political Logic of the Non-Profit Industrial Complex”. In: Incite! Women of
Color Against Violence (Eds.). The Revolution Will Not Be Funded: Beyond the Non-Profit Industrial
Complex. South End Press, 2007: 21-40.
SPADE, Dean. Normal life: Administrative violence, critical trans politics, and the limits of law.
Durham, NC: Duke University Press, 2015.

Programa

Aula 1 - Introdução a Niklas Luhmann: a) projeto teórico do autor; b) epistemologia; c) intro-
dução aos conceitos de sistema, ambiente, autopoiesis e diferenciação social.

Leitura obrigatória: LUHMANN, Niklas. “Por que uma teoria dos sistemas?” In: NEVES, Clarissa e
SAMIOS Eva (Orgs.). A nova teoria dos Sistemas. Porto Alegre, Ed. Universidade UFRGS, Goethe-
Institut/ICBA,1997.

Leitura complementar: BAECKER, Dirk. Why Systems? Theory, Culture & Society. Volume 18, Issue
1, p 59-74, Fevereiro, 2001.

Aula 2 - O conceito de comunicação em Niklas Luhmann

Leitura obrigatória: LUHMANN, Niklas. Social Systems. Stanford University Press, 1995 - (Cap 4 -
itens 2, 4, 6 e 7)

Leitura complementar: PALMIERI, Emerson. O sistema dos meios de comunicação e a ordem so-
cial em Niklas Luhmann. 106 p. Dissertação (Mestrado em Sociologia) – Instituto de Filosofia e
Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2019 - (Cap 2 - itens 1 e 2, p.
21-27).

LUHMANN, Niklas. What is communication?. Communication theory, v. 2, n. 3, p. 251-259, 1992.

Aula 3 - Os meios de comunicação de massa na teoria de Niklas Luhmann

Leitura obrigatória: LUHMANN, Niklas. A realidade dos meios de comunicação. São Paulo, SP.
Paulus, 2005 - (Caps 1, 2, 3 e 13).

Leitura complementar: LUHMANN, Niklas. A realidade dos meios de comunicação. São Paulo, SP.
Paulus, 2005 - (Caps 5, 7, 8, 9 ).

Aula 4 - A internet e os meios de comunicação digitais na teoria luhmanniana

Leitura obrigatória: LUHMANN, Niklas. La sociedad de la sociedad. Ciudad de México, Universidad
Iberoamericana; Herder, 2006 (Cap 2 item VII)

ESPOSITO, E. (2017). Artificial communication? The production of contingency by algo-
rithms. Zeitschrift für Soziologie, 46(4), 249-265.

Leitura complementar: SCHRAPE, Jan-Felix, Social Media, Mass Media and the 'Public Sphere'. Dif-
ferentiation, Complementarity and Co-Existence (October 05, 2016). SOI Discussion Paper 2016-01,
Disponível em SSRN: https://ssrn.com/ab-
stract=2858891 or http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.2858891

Programa

1. Alfabeto, fonética e prática da pronúncia.
2. Expressões úteis no dia-dia.
3. Vocabulário básico: membros da família, números, cores, objetos, etc.
4. Verbos básicos: ser, ter, gostar de, etc. e conjugação dos verbos.
5. Apresentação dos casos e da declinação.
6. Tempos verbais: passado, presente, futuro.
7. Semelhanças e diferenças entre polonês e português, Polônia e Brasil.
8. Visão geral da literatura polonesa e discussão de trechos de textos traduzidos para o português (poesia:
Wisława Szymborska, conto: Andrzej Sapkowski).
9. Visão geral dos aspectos culturais tipo música, cinema, tradições, culinária, religião, etc.
10. Visão geral dos aspectos geográfico-culturais: debater os temas escolhidos com os alunos.

 

Referências bibliográficas:

BEDNAREK, J.; Speak Polish. A practical sel-study guide, part 1. Warszawa: Preston Publishing, 2018.
APRENDER POLONES http://www.aprender-polones.com/index.html
BRASILEIROSNAPOLONIA https://www.brasileirosnapolonia.com/cursos/curso-de-gramatica-polonesa…
Guia dos casos: https://www.lingq.com/pt/grammar-resource/polish/noun-cases/
PORTER-SZUCS, B.; Całkiem zwyczajny kraj. Historia Polski bez martyrologii. Warszawa: Wydawnictwo Filtry, 2021.
SAPKOWSKI A.; O último desejo. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2019.
SZYMBORKSA, W.; Poemas. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

















 

 

Programa

 

O curso objetiva abordar a formação para docentes de línguas estrangeiras em pré-serviço e em serviço. De acordo com a perspectiva de investigação da Didática de Línguas, disciplina que assume uma vocação intervencionista e praxeológica e investiga a interação pedagógica como um instrumento orientado para a formação profissional (vejam-se, dentre outros, ALARCÃO, COSTA, ARAÚJO E SÁ, 1999; ARAÚJO E SÁ; COSTA, 2000; ARAÚJO E SÁ; 2002; ARAÚJO E SÁ; ANDRADE, 2002; ALARCÃO; ARAÚJO E SÁ, 2010), o curso visa promover entre os docentes em formação capacidades, competências e atitudes que facilitem a tomada de decisões, tendo em vista a resolução de problemas resultantes da complexidade do processo de ensino/aprendizagem de uma língua estrangeira. 
Na fase inicial serão propostas para os docentes em formação atividades baseadas na observação dos atos de identidades recolhidos em um corpus anteriormente criado pela pesquisadora. Logo em seguida, pretendemos criar uma primeira experiência de hetero-observação (os professores serão convidados a observar as aulas dos colegas), utilizando-se excertos de aulas videogravadas e transcritas e focalizando-se os grandes momentos organizativos da aula de línguas, definidos com base na unidade chamada “passos pedagógico-didáticos” (ARAÚJO E SÁ; ANDRADE, 2002). Nesse momento, com excertos de aulas videogravadas e transcritas serão efetuadas atividades de hetero-observação que levem os professores a identificarem e descreverem de que forma são geridos os “atos de identidade” produzidos pelos aprendizes nas interações entre professor e aluno e entre pares e presentes nas aulas gravadas. Essa análise permitirá explicitar alguns dos invariantes que constituem as formas de trabalhar de cada professor. 
No decorrer da ultima etapa do curso o professor em formação, sozinho, mas apoiado em instrumentos de análise, ira visionar e transcrever excertos de aulas que ele mesmo irá identificar, procurará compreender as fundamentações das práticas e irá comentá-las à luz de uma teoria didática. Esse trabalho de reflexão metapráxica, que será comentado em seminários, levará a identificar os atos de identidades realizados pelos aprendizes em que eles manifestam maiores dificuldades, assim como aqueles em que alcançam êxitos mais significativos. Com base nos problemas diagnosticados, cada estagiário poderá propor planos de formação-intervenção personalizados, visando melhorar a qualidade das interações e proceder às inovações pedagógicas. 
 
Justificativa 
 
Este curso propõe uma abordagem diferente e inovadora que esta sendo desenvolvida desde 2013 pela pesquisadora-responsável do curso e cuja vocação é fortemente praxeológica e investiga a interação pedagógica como um instrumento orientado para a formação profissional. 
Público-alvo: docentes de línguas estrangeiras em pré-serviço e em serviço. 
 
Bibliografia 
 
ALARCÃO, I. Reflexão critica sobre o pensamento de D. Schön e os programas de formação de professores. In: ALARCÃO, I. (org.), Formaçao reflexiva de professores: estratégias de supervisão. Porto: Porto Editora, 2013, p. 9-39. 
ARAÚJO e SÁ, M. H.; ANDRADE, A. I. Processos de interação verbal em aula de línguas: observação e formação de professores. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional, 2002. 
BIGOT, v. Négotiation de la relation et processus d’appropriation en classe de langue. AILE, v. 22, p. 2-18, 2005. 
ESTRELA, A. Teoria e prática de observação de classes. Porto: Porto editora, 1984, p. 26-60. 
 
FASULO, A.; GIRARDET, H. Il dialogo nella situazione scolastica. In: BAZZANELLA, C. (Org.). Sul dialogo: contesti e forme di interazione verbale. Milano: Guerini Studio, 2002. p. 59-72. 
FERRONI, R.; ARAÚJO E SÁ, H. A construção de identidades nas interacções entre professor e aluno: um olhar sobre as atividades de comunicação/produção. Journal Indagatio Didactica, v. 07, p. 25-41, 2015. 
FERRONI, R.; ARAUJO E SÁ, H. A exploração da construção de identidades nas interações entre professor e aluno e entre pares: primeiras reflexões sobre um percurso metodológico para formação de professores de língua. Em preparação. 
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 47. ed. Ed. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1970. 
MOORE, D.; SIMON, D. L. Déritualisation et identité d’apprenants. AILE, v. 16, n. 1, p. 1-19, 2002. 
PEKAREK, S. Formes d’interaction et complexité des tâches discursives: les activités conversationnelles en classe de L2. In: CICOUREL, R.; VÉRONIQUE, D. (orgs.). Discours, action et appropriation des langues. Paris: Publications de la Sorbonne Nouvelle, 2002, p. 117-130.

Programa

Conteúdo mais detalhado das aulas: 4 temas, ou seja mais ou menos 3 horas para cada um.

1) geografia e filosofia moral
- Justificativa do encontro entre a geografia e a filosofia
- Quais são as teorias mais importantes para o assunto
- a Teoria da Justiça de John Rawls, o conceito de maximin, os princípios de justiça, seu uso na análise do território
- problema de metodologia: John Rawls e Amartya Sen, convergências e diferença

2) a desigualdade pode ser justa?
- três conceitos distintos: diferença, desigualdade, injustiça
- o desenvolvimento desigual: modelo centro-periferia, teoria da difusão espacial, exemplos no Brasil, na França (a França periférica) e na Europa
- a fractura territorial
- a necessária igualdade do valor de existência das pessoas: como a organização do espaço atua neste problema?
- como combinar justiça distributiva e justiça do reconhecimento

3) geoética e geografia politica
- a malha político-administrativa e a justiça, no mundo (fronteiras) e nos territórios estatais (cidadania, voto)
- universalismo e complexidade do mundo real. Coerência, na obra de Rawls, entre Théorie de la Justice et The Law of People (en français : Le droit des gens)
- micro-justiça e macro-justiça: o problema das escalas

4) pensar a justiça espacial para intervir no mundo
- John Rawls e o princípio de reparo: o significado geográfico do principio
- geografia do planejamento: intervir diretamente no território para intervir indiretamente na sociedade
- geoetica do meio ambiente, os chamados bens comuns



Bibliografia

RAWLS John : Théorie de la Justice, Paris, Le Seuil, 1987, 666 p.
édition originale : A Theory of Justice, Harvard University Press, 1971
tradução em português : não sei qual é a editora no Brasil

RAWLS John : Le droit des gens, Paris, Bibliothèque 10/18, 154 p.
édition originale : The Law of People, New York, Basic Books, 1993
tradução em portugues : não sei qual è a editora no Brasil

REYNAUD Alain : Société, Espace et Justice, Paris, PUF, 1981, 263 p

BRET Bernard : Pour une géographie du juste, Presses Universitaires de Paris-Ouest, 2016, 276 p.

GERVAIS-LAMBONY Philippe (dir) : Justice spatiale, Annales de Géographie, n° 665-666, janvier – avril 2009

RIVIERE Dominique et GERVAIS-LAMBONY Philippe : Une rencontre avec Bernard Bret, Annales de Géographie, n° 708, mars-avril 2016

Justice Spatiale / Spatial Justice : revista eletronica, acesso gratuito
https://www.jssj.org