Programa

1. O judeu como estrangeiro: algumas reflexões
2. A situação dos judeus na Europa: séculos XIII a XVIII
3. A Inquisição Espanhola e a Inquisição Portuguesa: tipicidades, semelhanças e diferenças.
4. A cultura como perseguição: Autos de Fé, descrição, análise.
5. A constituição de Estados "puros" étnica e religiosamente. Os Estatutos de limpeza de sangue.
6. O marranismo e os cripto-judeus: transculturação.
7. A Diáspora Sefaradita: América Colonial e Europa. Conflitos inter-comunitários: toshavim/megorashim; sefaradim/ashkenazim.
8. Os judeus no Brasil colonial: a transferência do preconceito para o Brasil-Colônia
9. Um estudo de caso: os cristãos novos da Bahia
10. Desenvolvimento cultural dos judeus sob o domínio espanhol e lusitano.
 
Bibliografia:
Berezin, R. (org): Caminhos do Povo Judeu. São Paulo: Vaad há'chinuch, 1975
Elazar, D. I. "Sefaradim y Ashkenazim: La Tradición Clásica y Romántica en el Judaísmo" em Merkaz Ierushalaim, N*2
Gendler, E.E. "Community" em Cohen, A.A. & Mendes-Flohr, P (eds). Contemporary Jewish Religious
Thought. London: Collier Macmillan Publishers, 1987.
Johnson, P. História dos Judeus, Rio de Janeiro: Imago Ed., 1995.
Kamen, H. A Inquisição Española. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1966 (caps. 1, 2 e 3)
Malamat, A, Tadmor, H., Stern, M, Safrai, S., Bem-Sasson, H. H. & Ettinger, S. Historia del Pueblo Judío. Madrid: Alianza Editorial, 1988 (Volume II)
Novinsky, Anita. Cristãos Novos na Bahia. São Paulo: Editora Perspectiva, 1972
Novinsky, A. & Tucci Carneiro, M.A. Inquisição: Ensaios sobre Mentalidade, Heresias e Arte. São Paulo: EDUSP, 1992
Roth, C. La época europea, em Grandes Épocas e Ideas del Pueblo Judío. Buenos Aires: Editora Paidós, 1965.
Scholem, G. A Mística Judaica. São Paulo: Editora Perspectiva, 1972 (cap. 7)
Tucci Carneiro, M. L. Preconceito Racial no Brasil Colonia. São Paulo: Editora Brasiliense, 1983.

Programa

Aula 1. [10/02] O que é close reading? Trajetória e atualidade do método
Aula 2. [12/02] Elementos formais e mediação forma-conteúdo (visão materialista dialética)
Aula 3. [24/02] Prosa: aspectos técnicos e leitura de um conto realista
Aula 4. [26/02] Prosa: leitura de um conto de ficção científica
Aula 5. [03/03] Poesia: aspectos técnicos e leitura de coletânea de poesia moderna
Aula 6. [05/03] Poesia: leitura de coletânea de poesia contemporânea

Bibliografia

ADORNO, Theodor W. Posição do narrador no romance contemporâneo. In: Notas de Literatura I. Tradução de Jorge de Almeida. São Paulo: Duas Cidades e Ed. 34, 2003.
ANGELIDES, Sophia (org.). A. P. Tchekhov: cartas para uma poética. São Paulo: Edusp, 1995.
ARISTÓTELES. Poética. São Paulo: Ars Poética, 1992.
ARRIGUCCI JR., Davi. Teoria da narrativa: posições do narrador. Jornal de Psicanálise, Instituto de Psicanálise SBPSP, v. 31, n. 57, 1998.
AUERBACH, Erich. Mímesis: a representação da realidade na literatura ocidental. Tradução de George Sperber. São Paulo: Perspectiva, 2004.
BAKHTIN, Mikhail. Questões de literatura e estética: a teoria do romance. São Paulo: UNESP e Hucitec, 1988.
BENJAMIN, Walter. O narrador. In: Obras escolhidas. v. 1. Tradução de Sergio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1985. p. 197-221.
BOOTH, Wayne C. A retórica da ficção. Lisboa: Arcádia, 1980.
BRAIT, Beth. A personagem. São Paulo: Ática, 1985.
BRANDÃO, Luis Alberto. Conceitos de espaço literário. In: Teorias do espaço literário. São Paulo: Perspectiva e Minas Gerais: FAPEMIG, 2013.
CANDIDO, Antonio. A personagem do romance. In: A personagem de ficção. São Paulo: Perspectiva, 1976.
CANDIDO, Antonio. Na sala de aula. 6. ed. São Paulo: Ática, 1998.
CANDIDO, Antonio. O discurso e a cidade. São Paulo: Todavia, 2023.
CANDIDO, Antonio. O escritor e o público. In: Literatura e sociedade. 3. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1973. p. 73-88.
CANDIDO, Antonio. O estudo analítico do poema. 5. ed. São Paulo: Associação Editorial Humanitas, 2006.
CHIAPPINI, Lígia. Foco narrativo. São Paulo: Ática, 1990.
CORTÁZAR, Julio. Alguns aspectos do conto e do conto breve e seus arredores. In: Valise de cronópio. São Paulo: Perspectiva, 1974.
DIMAS, Antonio. Espaço e romance. São Paulo: Ática, 1985.
EAGLETON, Terry. How to Read a Poem. Oxford: Blackwell, 2007.
EAGLETON, Terry. Teoria da literatura: uma introdução. Tradução de Waltensir Dutra. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
EAGLETON, Terry. The Nature of Fiction. In: The Event of Literature. New Haven e London: Yale University Press, 2012. p. 106-166.
EIKHENBAUM, Boris et al.. Teoria da literatura: formalistas russos. Porto Alegre: Globo, 1973.
FORSTER, E. M.. Aspectos do romance. Tradução de Sérgio Alcides. Rio de Janeiro: Globo, 2005.
FRIEDMAN, Norman. O ponto de vista na ficção: o desenvolvimento de um conceito crítico. Tradução de Fábio Fonseca de Melo. Revista USP, n. 53, São Paulo: USP, mar. abr. mai. 2002.
FRIEDMAN, Norman. O que faz um conto ser curto?. Revista USP, n. 63, São Paulo: USP, set. out. nov. 2004.
GOTLIB, Nádia. Teoria do conto. São Paulo: Ática, 1985.
JAMES, Henry. A arte do romance. Organização de Marcelo Pen. São Paulo: Globo, 2003.
JAMESON, Fredric. The ideologies of theory. London e New York: Verso, 2008.
JOLLES, André. O conto. In: Formas simples. São Paulo: Cultrix, s.d.
KAYSER, Wolfgang. Análise e interpretação da obra literária. Tradução de Paulo Quintela. 7. ed. Coimbra: Arménio Amado Editora, 1985.
LEAVIS, F. R.. Culture and Environment: the training of the critical awareness. London: Chatto and Windos, 1964.
LEAVIS, F. R.. Education and the University: Sketch for an English School. Cambridge: Scrutiny, 1940.
LEAVIS, F. R.. The Common Pursuit. UK: Peregrine Books, 1962.
LEAVIS, F. R.. The Living Principle: ‘English’ as discipline of thought. Chicago: Elephant Paperback, 1998.
LEAVIS, F. R.. The Responsible Critic. In: Selection from Scrutiny II. Cambridge: Cambridge University Press, 1968.
LUKÁCS, Georg. A teoria do romance. Tradução de José Marcos Macedo. São Paulo: Duas Cidades e Ed. 34, 2000.
MEYERHOFF, Hans. O tempo na literatura. São Paulo: McGraw-Hill, 1976.
NUNES, Benedito. O tempo na narrativa. São Paulo: Ática, 1995.
PIGLIA, Ricardo. Formas breves. Tradução de José Marcos de Macedo. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
PROPP, Vladimir. Morfologia do conto maravilhoso. Tradução de Paulo Bezerra. Rio de Janeiro: Forense- Universitária, 1984.
ROSENFELD, Anatol. A teoria dos gêneros. In: O teatro épico. São Paulo: Perspectiva, 1986.
TODOROV, Tzvetan. A literatura em perigo. 2. ed. Rio de Janeiro: DIFEL, 2009.
TODOROV, Tzvetan. As estruturas narrativas. Tradução de Leyla Perrone-Moisés. São Paulo: Perspectiva, 1969.
TODOROV, Tzvetan. Teoria da literatura: textos dos formalistas russos. Tradução de Roberto Leal Ferreira. São Paulo: Editora Unesp, 2013.
WATT, Ian. The Rise of the Novel. London: Penguin, 1983.
WILLIAMS, Raymond. Cultura e sociedade: de Coleridge a Orwell. Petrópolis: Vozes, 2011.
WILLIAMS, Raymond. Lectura y crítica. Buenos Aires: Ediciones Godot, 2014.
WILLIAMS, Raymond. Palavras-chave: um vocabulário de cultura e sociedade. São Paulo: Boitempo, 2007.
WILLIAMS, Raymond. Recursos da esperança: cultura, democracia, socialismo. São Paulo: Editora Unesp, 2015.
WILLIAMS, Raymond. The Long Revolution. England: Pelican Book, 1962.
WOOD, James. How Fiction Works. New York: Farrar, Straus and Giroux, 2008.

Programa

 
I – Objetivos 
 
Expor ao aluno o projeto de educação proposto por J.-J. Rousseau no Emílio considerando-se, por um lado, alguns escritos desse autor, como o Discurso sobre a origem da desigualdade, a Nova Heloísa e o Contrato social, e por outro lado, o contexto histórico e intelectual da França do século XVIII no qual o projeto se situa, bem como algumas das fontes utilizadas por Rousseau em matéria de educação (sobretudo Montaigne e Locke). Trata-se de uma introdução à leitura dessa obra fundamental da história da filosofia que, nos últimos quinze anos, tem se mostrado um interessante objeto de pesquisa para pedagogos e filósofos da educação no Brasil. Espera-se que o exercício de leitura dos cinco livros que compõem o Emílio, assim como dos textos de Rousseau e da bibliografia de apoio, capacite o aluno a não apenas compreender os conceitos filosóficos implicados na pedagogia rousseauísta, mas também refletir criticamente, por meio dessa compreensão, sobre a possibilidade de aplicação desses mesmos conceitos na atividade docente. 
 
 
II – Conteúdo 
 
- Os antecedentes da educação do Emílio; 
- A relação entre natureza e sociedade na filosofia de Rousseau; 
- Exposição detalhada dos cinco livros do Emílio; 
- Considerações gerais sobre a pedagogia de Rousseau; 
- Interpretações exemplares do Emílio. 
 
 
III – Métodos utilizados 
 
Aulas expositivas e discussão de textos indicados na bibliografia. Serão convidados conferencistas para tratarem de pontos específicos durante o curso. Confirmadas as participações de: Profa. Dra. Maria de Fátima Simões Francisco (FE-USP) e Profa. Dra. Maria das Graças de Souza (DF-USP). 
 
 
IV – Atividades discentes 
 
Leitura dos textos, participação nas discussões. 
 
 
V – Critérios de avaliação 
 
Presença em 85% das aulas, nota mínima 5,0 (cinco) na monografia a ser exigida ao final do curso, participação nas discussões. 
 
 
VI – Bibliografia 
 
ALTHUSSER, Louis. “Sur le Contrat Social”. Cahiers pour l’Analyse, Paris, n. 8, 1967. 
ARCO JR., Mauro Dela Bandera. A palavra cantada ou a concepção de linguagem de Jean-Jacques Rousseau. 2012. Dissertação (Mestrado em Filosofia). FFLCH-USP. São Paulo, 2013. 
ARIÈS, Philippe. História social da criança e da família. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. 
ASSMANN, Selvino José. "Sobre a política e a pedagogia em Rousseau (É possível ser homem e ser cidadão")". Perspectiva - Revista do Centro de Ciências da Educação da UFSC, Florianópolis, v. 6, n. 11, p. 22-44, 1988. 
AZEVEDO, Thiago Vargas Escobar. Da deliciosa indolência à atividade petulante: trabalho e ócio na antropologia de Rousseau. 2014. Dissertação (Mestrado em Filosofia). FFLCH-USP. São Paulo, 2014. 
BACZKO, Bronislaw. Rousseau: solitude et communauté. Paris: Mouton, 1974. 
BADINTER, Elisabeth. Um amor conquistado: o mito do amor materno. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. [Ver também L’Amour en plus: histoire de l’amour maternel, XVIIe-XXe siècle. Paris: Flammarion, 1980.] 
BECKER, Evaldo. "Questões acerca da história em Rousseau". Cadernos de Ética e Filosofia Política (USP), n. 8, p. 19-31, 2006. 
______. "Educação e Política: notas sobre a formação do homem e do cidadão em Rousseau". Contexto & Educação (Unijuí), v. 82, p. 35-58, 2009. 
BERNARDI, Bruno. La Fabrique des concepts: recherches sur l’invention conceptuelle chez Rousseau. Paris: Honoré Champion, 2006. 
BIGNOTTO, Newton. As aventuras da virtude: as ideias republicanas na França do século XVIII. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. 
BORGES JR., Ciro Lourenço. Verdade e virtude: os fundamentos da moral no Discurso sobre as ciências e as artes de J.J. Rousseau. 2015. Dissertação (Mestrado em Filosofia). FFLCH-USP. São Paulo, 2015. 
BOTO, Carlota. "O Emílio como categoria operatória do pensamento rousseauniano". In: MARQUES, José Oscar de Almeida (Org.). Verdades e mentiras: 30 ensaios em torno de Jean-Jacques Rousseau. Ijuí: Ed. Unijuí, 2005. p. 369-388. 
BURGELIN, Pierre. La Philosophie de l’existence de J.-J. Rousseau. Paris: Presses Universitaires de France, 1952. 
CAMBI, Franco. História da pedagogia. São Paulo: Ed. Unesp, 1999. 
CASSIRER, Ernst. A filosofia do Iluminismo. Campinas: Ed. Unicamp, 1992. 
______. A questão Jean-Jacques Rousseau. São Paulo: Ed. Unesp, 1999. 
CHATEAU, Jean. Jean-Jacques Rousseau: sa philosophie de l’éducation. Paris: J. Vrin, 1962. 
CERIZARA, Ana Beatriz. Rousseau: a educação na infância. São Paulo: Scipione, 1990. 
DERATHÉ, Robert. Jean-Jacques Rousseau e a ciência política de seu tempo [1950]. Trad. Natalia Maruyama. São Paulo: Barcarolla, 2009. 
DOZOL, Marlene de Souza. Da figura do mestre. São Paulo: Edusp, 2003. 
FORTES, Luiz Roberto Salinas. Rousseau: da teoria à prática. São Paulo: Ática, 1976. 
______. O iluminismo e os reis filósofos. São Paulo: Brasiliense, 1981. 
______. Rousseau: o bom selvagem. São Paulo: FTD, 1989. [2ª ed. Prefácio de Milton Meira do Nascimento. São Paulo: Discurso/Humanitas, 2007.] 
FRANCISCO, Maria de Fátima Simões. "A lição sobre a noção de propriedade privada no Emílio". Cadernos de Ética e Filosofia Política (USP), n. 3, p. 73-89, 2001. 
______. "Rousseau e a questão das educações pública e doméstica". Cadernos de Ética e Filosofia Política (USP), n. 16, p. 59-78, 2010. 
FREITAS, Jacira de. Política e festa popular em Rousseau: a recusa da representação. São Paulo: Humanitas, 2003. 
GOLDSCHMIDT, Victor. Anthropologie et politique: les principes du système de Rousseau. Paris: J. Vrin, 1974. 
______. “Rousseau et le droit” [1978]. In: ______. Écrits, t. II. Paris: J. Vrin, 1984. 
GOUHIER, Henri. Les Méditations métaphysiques de J.-J. Rousseau [1970]. 2.ed. Paris: J. Vrin, 1984. 
GOYARD-FABRE, Simone. Politique et philosophie dans l’oeuvre de Jean-Jacques Rousseau. Paris: Presses Universitaires de France, 2001. 
GROETHUYSEN, Bernard. J.-J. Rousseau. Paris: Gallimard, 1949. 
GROSRICHARD, Alain. "Educação e política em Rousseau". Almanaque, n. 11, p. 29-36, 1980. 
HAZARD, Paul. O pensamento europeu no século XVIII. Lisboa: Presença, 1983. 
JAEGER, Werner. Paideia: a formação do homem grego. Trad. Artur M. Parreira. 3.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1995. 
KAWAUCHE, Thomaz. Religião e política em Rousseau: o conceito de religião civil. São Paulo: Humanitas/Fapesp, 2013. 
KOSELLECK, Reinhart. Crítica e crise: uma contribuição à patogênese do mundo burguês. Rio de Janeiro: Ed. UERJ/Contraponto, 1999. 
KUNTZ, Rolf. Fundamentos da teoria política de Rousseau. São Paulo: Barcarolla, 2012. 
LAGRÉE, Jacqueline. La Religion naturelle. Paris: Presses Universitaires de France, 1991. 
LOCKE, John. Some Thoughts concerning Education. Ed. John W. Yolton & Jean S. Yolton. New York: Oxford University Press, 1989 (The Clarendon Edition of the Works of John Locke). 
MARQUES, José Oscar de Almeida. "A educação musical de Emílio". Rapsódia - Almanaque de Filosofia e Arte (USP), n. 2, p. 7-35, 2002. 
______. "Rousseau e os perigos da leitura, ou por que Emílio não deve ler as fábulas". Itinerários: Revista de Literatura (Unesp-Araraquara), n. 22, p. 205-216, 2004. 
MARUYAMA, Natalia. A contradição entre o homem e o cidadão: consciência e política segundo J.-J. Rousseau. São Paulo: Humanitas, 2001. 
______. "A morte moral e a economia dos desejos no Emílio de Rousseau". Dissertatio (UFPel), n. 29, p. 183-200, 2009. 
MASSON, Pierre-Maurice. La Religion de Jean-Jacques Rousseau. Paris: Hachette, 1916. 3 v. 
MASTERS, Roger. The Political Philosophy of Rousseau. Princeton: Princeton University Press, 1968. 
MONTAIGNE, Michel de. Ensaios. Trad. Sérgio Milliet. São Paulo: Nova Cultural, 2000. 2 v. [Ver também Essais de Michel de Montaigne, éd. E. Naya, D. Reguig-Naya & A. Tarrête. Paris: Gallimard, 2009. 3 v.] 
MONTEAGUDO, Ricardo. Entre o direito e a história: a concepção do legislador em Rousseau. São Paulo: Ed. Unesp, 2006. 
MOSCATELI, Renato. Rousseau frente ao legado de Montesquieu: história e teoria política no Século das Luzes. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2011. 
______. "Por que Emílio não é o cidadão republicano". Argumentos - Revista de Filosofia (UFC), ano 4, n. 8, 2012. 
NASCIMENTO, Milton Meira do. "O contrato social: entre a escala e o programa". Discurso (USP), n. 17, p. 119-129, 1988. 
______. Opinião pública & revolução: aspectos do discurso político na França revolucionária. São Paulo: Nova Stella/Edusp, 1989. 
______. "Infortúnio e glória do Emílio de Rousseau: uma saga na escravidão". In: STEIN, Ernildo; BONI, Luiz Alberto (Org.). Dialética e liberdade. Petrópolis: Vozes, 1993. 
______; NASCIMENTO, Maria das Graças de Souza. Iluminismo - a revolução das luzes. São Paulo: Ática, 1998. 
OLASO, Ezequiel de. "Os dois ceticismos do Vigário Saboiano". Sképsis, ano IV, n. 6, p. 5-26, 2011. 
PAIVA, Wilson Alves de. O Emílio de Rousseau e a formação do cidadão do mundo moderno. Trindade/GO: CEODO, 2005. 
______. "A formação do homem no Emílio de Rousseau". Revista Educação e Pesquisa (USP), v. 33, n. 2, p. 323-334, maio/ago. 2007. 
______. Da reconfiguração do homem: um estudo da ação político-pedagógica na formação do homem em Jean-Jacques Rousseau. 2010. Tese (Doutorado em Filosofia da Educacao). FE-USP. São Paulo, 2010. 
PISSARRA, Maria Constança Peres. Rousseau: a política como exercício pedagógico. São Paulo: Moderna, 2003. 
PRADO JR., Bento. A retórica de Rousseau e outros ensaios. Ed. Franklin de Mattos. São Paulo: Cosac Naify, 2008. 
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Œuvres complètes. Éd. Bernard Gagnebin & Marcel Raymond. Paris: Gallimard, 1959-1995, 5 tomos. 
______. La « Profession de foi du vicaire savoyard ». Éd. Pierre-Maurice Masson. Paris: Hachette, 1914. 
______. Do contrato social; Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. Trad. Lourdes Santos Machado. São Paulo: Abril, 1974 (Col. “Os Pensadores”). 
______. Profession de foi du vicaire savoyard. Éd. Bruno Bernardi. Paris: GF Flammarion, 1996. 
______. Emílio, ou Da educação. Trad. Roberto Leal Ferreira. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999. 
______. Émile, ou De l’éducation. Éd. André Charrak. Paris: GF Flammarion, 2009. 
SAHD, Luiz Felipe Netto de Andrade e Silva. "A noção de liberdade no Emílio de Rousseau". Trans/Form/Ação (Unesp-Marília), v. 28, n. 1, p. 109-118, 2005. 
______. "Rousseau e a educação pública: uma solução?". Princípios - Revista de Filosofia (UFRN), v. 16, n. 25, p. 187-202, 2009. 
SANTOS, Antônio Carlos dos. "Montesquieu e Rousseau: a natureza da sublimidade da razão". Cadernos de Ética e Filosofia Política (USP), n. 16, p. 216-227, 2010. 
SHKLAR, Judith N. Men and Citizens: A Study of Rousseau’s Social Theory [1969]. 2.ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2009. 
SOUZA, Maria das Graças de. Ilustração e história: o pensamento sobre a história no Iluminismo francês. São Paulo: Discurso Editorial/Fapesp, 2001. 
______. "Ocasião propícia, ocasião nefasta: tempo, história e ação política em Rousseau". Trans/Form/Ação (Unesp-Marília), v. 29, n. 2, p. 249-256, 2006. 
STAROBINSKI, Jean. Jean-Jacques Rousseau: a transparência e o obstáculo; seguido de sete ensaios sobre Rousseau. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. 
______. As máscaras da civilização: ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. 
STRECK, Danilo R. Rousseau & a educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2004. 
VARGAS, Yves. Introduction à l’Emile de Jean-Jacques Rousseau. Paris: Presses Universitaires de France, 1995. 
VENTURI, Franco. Utopia e reforma no Iluminismo. Bauru: Edusc, 2003. 
WATERLOT, Ghislain. Rousseau: religion et politique. Paris: Presses Universitaires de France, 2004. 
 
 
Cronograma do curso 
 
1ª aula (12/08/2016) – Apresentação do curso 
2ª aula (19/08/2016) – Algumas fontes do Emílio: Montaigne e Locke 
3ª aula (26/08/2016) – Noções acerca do sistema de Rousseau 
4ª aula (02/09/2016) – Livros I e II do Emílio: o plano geral 
5ª aula (16/09/2016) – Livro III: teoria do conhecimento 
6ª aula (23/09/2016) – Livro IV: a ordem moral 
7ª aula (30/09/2016) – Livro IV: religião natural 
8ª aula (07/10/2016) – Livro IV: moral e história 
9ª aula (14/10/2016) – Livro V e considerações gerais 
10ª aula (21/10/2016) – Interpretações exemplares

Programa

Aula 1 (1 de fevereiro): Por que jogamos? Por que lemos? – considerações teóricas iniciais

Aula 2 (8 de fevereiro): Formas claramente lúdicas – livros-jogos e narrativas de detetive

Aula 3 (15 de fevereiro): Júlio Cortázar e Disco Elysium– renovação formal e abertura lúdica

Aula 4 (22 de fevereiro): Italo Calvino e Braid – o livro e o quebra-cabeças

Aula 5 (29 de fevereiro): Quem joga? Quem é jogado? – questões ético-teóricas finais

Bibliografia teórica:

ADORNO, Theodor W. “Palestra sobre lírica e sociedade”. In: _____. Notas de literatura I (trad. Jorge de Almeida). São Paulo: Duas Cidades; Editora 34, 2012 (2ª edição), pp. 55-64.

CAILLOIS, Roger. Les jeux et les hommes: le masque et le vertige. Paris: Gallimard, 2015 (edição eletrônica).

ECO, Umberto. Obra aberta: forma e indeterminação nas poéticas contemporâneas (trad. Giovanni Cutolo, et al.). São Paulo: Perspectiva, 2015.

HUIZINGA, Johan. Homo ludens: O jogo como elemento da cultura (trad. João Paulo Monteiro). São Paulo: Perspectiva, 2019

TRAMMELL, Aaron. Repairing Play: a Black phenomenology. Cambridge: The MIT Press, 2023

Bibliografia literária:

AUSTER, Paul. Cidade de vidro. In: _____. A trilogia de Nova York. Tradução de Rubens Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. p. 7-147.

CALVINO, Italo. Se um viajante numa noite de inverno (trad. Nilson Moulin). São Paulo: Planeta de Agostini, 2003.

CORTÁZAR, Julio. O jogo da amarelinha (trad. Fernando de Castro Ferro). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015.

ECO, Umberto. O nome da rosa. Tradução de Aurora Fornoni Bernardini e Homero Freitas de Andrade 1. ed. Rio de Janeiro: Record, 2022.

FOWLES, John. The French Lieutenant’s Woman. London: Vintage Books, 2004

PEREC, Georges. O sumiço. (trad. Zefere) Rio de Janeiro: Autêntica, 2015.

Bibliografia lúdica:
KURVITZ, Robert (designer). Disco Elysium. 1st ed. . Eslovênia: Studio ZAUM, 2019. jogo eletrônico.

BLOW, Jonathan (designer). Braid. 1st ed. EUA: Number None, 2008. jogo eletrônico.

DRUCKMAN, Neil; GROSS, Hailey (roteiristas) The Last of Us: Part II. 1st ed. . EUA: Naughty Dog, 2020. jogo eletrônico.

GRADY, Gary; GOLDBERG, Suzanne; EDWARDS, Raymond. Sherlock Holmes, Consulting Detective: Os Assassinatos do Tâmisa & Outros Casos. 1st ed. . Brasil: Galápagos Jogos, 1981. livro-jogo.

Programa

Aula 1 - 02/04/2025 - Pautar o absurdo! - Glória da Anunciação Alves
Introdução às problemáticas do curso, apresentação da grade e da dinâmica do curso. Análise de conjuntura da realidade geopolítica global em 2025.

Aula 2 - 16/04/2025 - Desnaturalizar a guerra! - Fernanda Padovesi Fonseca
O objetivo desse encontro é debater como as imagens veiculadas pela mídia e pelos livros didáticos, bem como a própria Cartografia, vem sendo utilizadas para naturalizar a existência de guerras e a normalizar a violência.

Aula 3 - 07/05/2025 - A lógica do imperialismo americano - Raimundo Jucier Sousa de Assis
O objetivo desta aula é dar uma base para conectar as próximas aulas, visando discutir como os EUA construíram um poderoso império neste século e quais as consequências disso para todos os conflitos em vigor, além de que, como isso é um debate realmente geográfico.

Aula 4 - 04/06/2025 - A guerra na Europa: Rússia X Otan/Ucrânia e a crise energética - Adilson Prizmic Momce
Discutir como o conflito entre Rússia e Ucrânia é antigo e abrange várias questões, especialmente desde 2014. A proposta inclui explorar a relação com os EUA, OTAN, interesses geopolíticos e a crise energética, além do impacto na produção de fertilizantes e relações com o Brasil.

Aula 5 - 02/07/2025 - As guerras no oriente médio - Edilson Adão Candido da Silva
O objetivo dessa aula é explorar as dinâmicas do Oriente Médio, além de Israel e Palestina. Vamos discutir as tensões no Kuwait, a presença do Irã, a questão do Afeganistão e o poder da Arábia Saudita.

Aula 6 - 23/07/2025 - A escalada de tensão na Ásia: China e Taiwan, Coreia do Sul x Coreia do Norte, Japão e o imperialismo - Evandro Andaku
Neste encontro, o foco será a Ásia, principalmente a tensão entre China e Taiwan, como outras questões como Coreia do Sul x Coreia do Norte, Japão e Oceania extremamente alinhada aos EUA.

Aula 7 - 06/08/2025 - Um olhar crítico ao BRICS - André Roberto Martin
O objetivo desse encontro é desnaturalizar a visão sobre alianças comerciais e blocos econômicos como se fossem blocos militares e homogêneos. Precisando-se discutir as contradições dos BRICS, como as agressões entre Índia e China e as antigas tensões entre China e Rússia. Também é importante analisar como o bloco contribui para uma ordem mundial multipolar.

Aula 8 - 03/09/2025 - A escalada do horror na África e a crise global de refugiados - Rosemberg Ferracini
O objetivo desse encontro será explorar as dinâmicas de conflitos presentes na África, em especial por parte da
intervenção francesa. Há múltiplos conflitos presentes no continente mas que não estão em evidência na mídia, e
quando estão, reproduzem a visão do colonizador. Dessa forma, conectar o debate com a crise de refugiados é
uma tentativa de explicitar os diversos desdobramentos decorrentes de um conflito.

Aula 9 - 01/10/2025 - As múltiplas escalas da violência e da opressão imperialista na América Latina - Daniel Bruno Vasconcelos e Ginneth Pulido Gomez
A proposta é que a escala latino-americana seja abordada, dando um apanhado geral das violências que atravessam o continente e os agentes geopolíticos que se aproveitam da exploração da América Latina. Uma reflexão sobre a guerra as drogas, a questão Venezuelana, e etc.

Mesa 01 - 06/10/2025 - XXII SEMANA DE GEOGRAFIA USP: Conferência de Abertura
Mesa 02 - 07/10/2025 - XXII SEMANA DE GEOGRAFIA USP: Ainda estamos aqui (e eles também!): o legado da violência da Ditadura Civil-Militar brasileira e suas implicações na naturalização da barbárie
Mesa 03 - 08/10/2025 - XXII SEMANA DE GEOGRAFIA USP: O genocídio palestino e a luta contra o colonialismo no Século XXI
Mesa 04 - 09/10/2025 - XXII SEMANA DE GEOGRAFIA USP: As múltiplas escalas da opressão: a luta brasileira pela terra no campo, nas florestas e na cidade
Mesa 05 - 10/10/2025 - XXII SEMANA DE GEOGRAFIA USP: A crise de refugiados globais e seus impactos nas escolas brasileiras

Aula 10 - 05/11/2025 - Pautar o absurdo e defender o futuro! - Profa. Dra. Glória da Anunciação Alves                                                                     Reflexão geral para finalizar o curso.

Referências gerais:
ASSIS, Raimundo Jucier Sousa de. A iminência da subordinação aos Estados Unidos: a afirmação do Brasil como periferia do capitalismo na exposição universal de Chicago. 2016. Tese (Doutorado em Geografia Humana) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. doi:10.11606/T.8.2017.tde-08052017-121250. Acesso em: 2025-02-05.
LACOSTE, Yves. A geografia – isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. Tradução de Maria Cecília França. 3. ed. Campinas: Papirus, 1988.
MARTIN, André. O Papel do Brasil na emergência de uma nova ordem mundial Pós-Ialta in Confederação Nacional da Indústria. Panorama dos desafios brasileiros da indústria de defesa e segurança / Confederação Nacional da Indústria. – Brasília : CNI, 2023. ,pp131-142.
SILVA, E. C. ; LUIGI, R. . Guerra na Ucrânia: da síntese histórica à difusão dos fatos pela mídia. In: Eloi Martins Senhoras. (Org.). Ucrânia sob fogo cruzado: a geohistória de uma guerra. 1ed.Boa Vista: Iole Editora, 2022, v. I, p. 101-127.
SILVA, Edilson Adão Candido da. Formação territorial do Oriente Médio: a gênese das fronteiras (1878-1945). Breve ensaio de geografia política - uma reconstituição bibliográfica. 2000. 198 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Departamento de Geografia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000.
WORLD ECONOMIC FORUM; ELSNER, Mark; ATKINSON, Grace; ZAHIDI, Saadia. The Global Risks Report 2025. 20th ed. Geneva: World Economic Forum, 15 jan. 2025. Disponível em: https://www.weforum.org/publications/global-risks-report-2025/. Acesso em: 23 de janeiro de 2025.

Programa

1.  O romantismo em Francisco Varnhagen e o “naturalismo” em Capistrano de Abreu;
2.  A re-interpretação do Brasil e as controvérsias entre os anos 1930-1964;
3.  A re-interpretação do Brasil e as controvérsias entre os anos 1964-1994;

BIBLIOGRAFIA

ALMEIDA, Lúcio Flávio de. Uma Ilusão de Desenvolvimento – Nacionalismo e Dominação Burguesa nos Anos JK. Florianópolis: UFSC. 2006.
ARÓSTEGUI, Julio. A pesquisa histórica. Teoria e método. Bauru: Edusc, 2006.
BAER, Werner. Economia Brasileira. Rio de Janeiro: Editora FGV, 1983.
BARAN, Paul A. A economia política do desenvolvimento. Rio de Janeiro: Zahar, 1977.
BARBOSA, Wilson do Nascimento. Globalização: uma péssima parceria. São Paulo: Revista Perspectivas, SEADE. 1997.
_________. Balanço do período 1940-1964 na economia brasileira: uma visão de longo prazo. São Paulo, Xerox-História – FFLCH/USP, 1982.
BASTOS, Pedro Paulo Zahluth; FONSECA, Pedro Cezar Dutra (Org.). A Era Vargas: desenvolvimentismo, economia e sociedade. Editora Unesp, 2011.
BENEVIDES, Maria Vitória de M. O governo Kubitschek – Desenvolvimento Econômico e Estabilidade Política. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
BESSELAAR, José Van den. Introdução aos estudos históricos. São Paulo: Editora Herder, 1972.
BIELSCHOWSKY, Ricardo. Pensamento econômico brasileiro 1930-1964: o ciclo do desenvolvimentismo. Rio de Janeiro, Contraponto, 1996.
BORGES, Maria Angélica. Eugênio Gudim: capitalismo e neoliberalismo. São Paulo: Edusc, 1996.
BOURDÉ, Guy; MARTIN, Hervé. As escolas históricas. Publicações Europa-América, 1983.
BRESSER-PEREIRA, Luis Carlos. Desenvolvimento e Crise no Brasil (1930-83). São Paulo: Ed. 34, 2003.
BRIGNOLI, Héctor Pérez; CARDOSO, Ciro Flamarion. Os métodos da História. Rio de Janeiro: Graal, 1979.
CAMPOS, Roberto. A lanterna na popa. Rio de Janeiro: Ed. Topbook, 1994.
CARDOSO, Ciro Flamarion et al. Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia. Rio de janeiro: Campus, 1997, v. 1.
CARDOSO, Fernando Henrique. Empresário industrial e desenvolvimento econômico no Brasil. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1964
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DE MORAES, José Geraldo Vinci; REGO, José Marcio. Conversas com historiadores brasileiros. São Paulo: Editora 34, 2002.
DRAIBE, Sônia. Rumos e metamorfoses: Estado e industrialização no Brasil - 1930-1960. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1985.
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FERREIRA, Jorge. O nome e a coisa: o populismo na política brasileira. In: ____________(Org). O Populismo e sua história – debate e crítica. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
FIORI, José Luis. Em busca do dissenso perdido: ensaios críticos sobre a festejada crise do Estado. Rio de Janeiro, Insight, 1995.
FONSECA, Pedro Cesar. Vargas: o capitalismo em construção. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1989.
FONTANA, Josep. História: análise do passado e projeto social. Bauru: Edusc, 1998.
FURTADO, Celso. Formação econômica brasileira. São Paulo, Cia. Editora Nacional, 1989.
GORENDER, J. A Burguesia Brasileira. São Paulo, Brasiliense, 1982.
HOBSBAWM, Eric. Sobre história. Editora Companhia das Letras, 2013.
IANNI, Octavio. Estado e planejamento econômico no Brasil - 1930-1970. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1971.
LANGE, Oskar. Moderna economia política. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1963.
LIMA SOBRINHO, Barbosa. Estudos Nacionalistas. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1981.
LIMA, Heitor F. História do pensamento econômico no Brasil. São Paulo, Cia. Ed. Nacional, 1976.
LIMA, Medeiros (org.). Petróleo, energia elétrica e siderurgia: a luta pela emancipação – um depoimento de Jesus Soares Pereira sobre a política de Getúlio Vargas. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1975.
MAGALHÃES, Gildo (Org). História e Energia: Memória, informação e sociedade. São Paulo: Alameda, 2012.
__________. Energia, industrialização e a ideologia do progresso. Projeto História, São Paulo, n.34, p. 27-47, jun. 2007.
__________. O Progresso e Seus Desafios: uma Perspectiva Histórica de Ciências e Técnicas no Brasil. São Paulo: Alameda, 2017.
MANTEGA, Guido. A economia política brasileira. Petrópolis: Vozes, 1991.
__________.; REGO, José Marcio. Conversas com economistas brasileiros II. São Paulo: Editora 34, 1999.
MARANHÃO, Ricardo. O Governo Juscelino Kubitschek. São Paulo, Brasiliense, 1994.
MARINI, Ruy Mauro. Dialética da dependência. Petrópolis/Buenos Aires, Vozes/Clacso, 2002.
MARTINS, Luciano. Industrialização, burguesia nacional e desenvolvimento. Rio de. Janeiro: Saga, 1968.
MENDONÇA, Sonia Regina de. Estado e Economia: opções de desenvolvimento. Rio de Janeiro, Graal, 1985.
MUNTEAL, Oswaldo; VENTAPANE, Jacqueline; FREIXO, Adriano de (Orgs). O Brasil de João Goulart: um projeto de nação. Rio de Janeiro, Contraponto, 2006.
OLIVEIRA, Francisco de. A economia da dependência imperfeita. Rio de Janeiro, Graal, 1980.
PRADO JUNIOR, Caio. A Revolução Brasileira. São Paulo, Brasiliense, 1996.
QUEIROZ, Edson Teixeira. Antologia de Barbosa Lima Sobrinho. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1997.
REIS, José Carlos. As identidades do Brasil: de Varnhagen a FHC. FGV editora, 2007.
RIDENTI, Marcelo; REIS FILHO, Daniel Aarão. História do marxismo no Brasil. vol. V: partidos e organizações dos anos 1920 aos 1960. Campinas: Ed. Unicamp, 2002.
SALAMA, Pierre; VALIER, Jacques. Uma Introdução à Economia Política. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975.
SALIBA, Elias Thomé. As utopias românticas. Estação Liberdade, 1991.
SILVA, Marcelo Squinca da. Privatistas e nacionalistas na história do setor elétrico: do Código de Águas à Eletrobras. In: MAGALHÃES, Gildo. (Org.) O progresso e seus desafios: uma perspectiva histórica de ciências e técnicas no Brasil. São Paulo. Alameda, 2017.
SILVA, Maria Beatriz Nizza da (Org.). Teoria da História. São Paulo: Cultrix, 1976.
SINGER, Paul. A crise do “milagre”: interpretação crítica da economia brasileira. Rio de Janeiro, Paz e terra, 1982.
_________. Aprender economia. São Paulo. Brasiliense, 1994.
SOBRINHO, Barbosa L. Estudos Nacionalistas, Rio de Janeiro, Civ. Brasileira, 1981.
SODRÉ, Nelson Werneck. História da burguesia brasileira. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1967.
SUZIGAM, Wilson. Indústria brasileira: origem e desenvolvimento. São Paulo, Brasiliense, 1986.
SWEEZY, Paul. Teoria do desenvolvimento capitalista. Rio de Janeiro, Zahar, 1973.
SZMRECSÁNYI, Tamás et alii. Getúlio Vargas e a economia contemporânea. Campinas, Ed. Unicamp, 1986.
VÉDRINE, Hélène. As filosofias da história: decadência ou crise? Rio de Janeiro: Zahar, 1977.
VERSIANI, Flávio R.; BARROS, José R. M. (Org.). Formação econômica do Brasil: experiência da industrialização. São Paulo, Ed. Saraiva, 1978.
VILAR, Pierre et al. Iniciación al vocabulario del análisis histórico. Barcelona: Crítica, 1980.
ZAIDAN FILHO, Michel. A crise da razão histórica. São Paulo: Papirus, 1989.

Programa

Sessão 1 – Violência, contraviolência, medo e revide: aproximações e fabulações conceituais
CLASTRES, Pierre. Arqueologia da violência. Tradução de Paulo Neves. São Paulo: Cosac & Naify, 2004.
FANON, Frantz. Os Condenados da Terra. Tradução de José Laurênio de Melo. Rio de Janeiro: Civilização

Brasileira, 1968.
JAMES, C. L. R. Os jacobinos negros: Toussaint L’Ouverture e a revolução de São Domingos. Tradução de
Afonso Teixeira Filho. São Paulo: Boitempo, 2010.
MOURA, Clóvis. Dialética radical do Brasil Negro. São Paulo: Fundação Maurício Grabois, 2014.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. “O medo dos outros”. In: Revista de Antropologia. São Paulo, USP, v.
54, nr 2, 2011.


Sessão 2 – Mundo anti-negritude e circuitos insurgentes

FERREIRA DA SILVA, Denise. “A dívida impagável: lendo cenas de valor contra a flecha do tempo”. In: A
dívida impagável. São Paulo: Oficina de Imaginação Política e Living Commons, 2019.
MAGNANI, José Guilherme. “O circuito: proposta de delimitação da categoria”. In: Ponto Urbe, n.15,
2014.
PINHO, Osmundo. Cativeiro: antinegritude e ancestralidade. Salvador: Editora Segundo Selo, 2021.
PATERNIANI, Stella Zagatto. “São Paulo cidade negra: branquidade e afrofuturismo a partir de lutas por
moradia”. Tese apresentada à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade
de São Paulo para obtenção do título de Doutora em Antropologia Social. São Paulo, 2019.
VARGAS, João H. Costa. “Racismo não dá conta: antinegritude, a dinâmica ontológica e social definidora
da modernidade”. In: Em Pauta: Revista da Faculdade de Serviço Social da Universidade do
Estado do Rio de Janeiro, nr. 45, vol. 18, 2020.


Sessão 3 – Virilidade, relações de gênero e construção de si
FAUSTINO (NKOSI), D. “O pênis sem o falo: algumas reflexões sobre homens negros, masculinidades e
racismo”. In: Feminismos e masculinidades: novos caminhos para enfrentar a violência contra a
mulher / organização Eva Alterman Blay. – 1. ed. – São Paulo: Cultura Acadêmica, 2014.
PINHO, Osmundo. ‘“Botando A Base’: corpo racializado e performance da masculinidade no pagode
baiano”. Revista de Ciências Sociais, n° 47, Junho/Dezembro de 2017
RESTIER, Henrique. “O duelo viril: confronto entre masculinidades no Brasil mestiço”. In: Diálogos
Contemporâneos sobre homens negros e masculinidades. São Paulo, Ciclo Contínuo Editorial,
2019.
SOUZA, Rolf Malungo. “Um panorama sobre as discussões sobre gênero, masculinidade e poder”.
Antropolítica nr 34, 2013.


Sessão 4 – Pedagogias contra o sincretismo: opacidade, ancestralidade e negociação
CALDAS, Alan. Valentia e Linhagem: Uma história da Capoeira. Curitiba: Editora Appris, 2018.
GLISSANT, Édouard. “Pela Opacidade”. In: Revista Criação & Crítica, nr. 1, 2018.
NASCIMENTO, Beatriz. “Kilombo e Memória comunitária – um estudo de caso”. In: Revista Estudos-
Asiáticos. Nº 6-7. Centro de Estudos Afroasiáticos – CEAA/UCAM, RJ, 1982.
MARTINS, Leda Maria. “Performances da Oralitura: corpo, lugar da memória”. In: Letras: Revista do
Programa de Pós Graduação em Letras da Universidade Federal de Santa Maria, nr 26, 2003.
REIS, João José; SILVA, Eduardo. Negociação e Conflito: a resistência negra no Brasil escravista. São
Paulo: Companhia das Letras, 1989 (2009).


Sessão 5 – Saberes encorporados, artes populares do corpo
ACSELRAD, Maria. “Dançando contra o estado: análise descoreográfica das forças em movimento entre
os caboclinhos de Goiana/Pernambuco”. In: Revista Ñanduty, 5(6), 2017.
OBI, T. J. “A defesa dançada de Bill Richmond”. In: Recorde: Revista de História do Esporte, vol.4, nr.2,

2011.
SOARES, Michel de Paula. “Reflexões sobre raça e classe a partir de uma medalha de ouro no boxe
olímpico”. Comunicação apresentada no GT Relações Raciais e Étnicas na América Latina e
Caribe, no XI Seminário de Pesquisa e Extensão da FESPSP “200 anos de Independência:
reflexões”, realizado em São Paulo, entre os dias 07 e 10 de novembro de 2022.
UCHÔA, Victor. “’Aqui o boxe é raiz: o que explica o sucesso dos pugilistas de Salvador”.
https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2021/09/05/aqui-o-boxe-e-raiz-o…-
sucesso-de-pugilistas-de-salvador.htm , 2021.
ZONZON, Christiane. “O corpo da malícia: reflexões acerca de habilidades sensoriais, corpos e mundos”.
In: Trajetórias, sensibilidades, Materialidades: experimentações com a fenomenologia. Org.
Rabelo, Souza e Alves, Edufba, 2012.


Sessão 6 – Lutas cruzadas, imaginações possíveis
FLAUZINA, Ana Luiza Pinheiro. “Pelo amor ou pela dor: apontamentos sobre o uso da violência como
resistência ao genocídio”. In: Motim: horizontes do genocídio antinegro na Diáspora. Brasília:
Brado Negro, 2017.
GONZALEZ, Lélia. “Entrevista ao MNU”. In: Jornal Nacional do Movimento Negro Unificado, n. 19, p. 8-9,
1991.
NASCIMENTO, Abdias. “Documento 7: O Quilombismo”. In: O Quilombismo: Documentos de uma
Militância Pan-Africanista. São Paulo: Editora Perspectiva; Rio de Janeiro: Ipeafro, 2019.
PINHO, Osmundo. “Ontologia(s): perspectivismo e afropessimismo”. In: Novos Debates, 7(2), 2021.

Programa

Aula 1: A história da concepção da Montanha mágica e Propósito
Aula 2: Partes I, II e III
Aula 3: Partes IV
Aula 4: Parte V
Aula 5: Parte VI, exposição sobre o capítulo Neve
Aula 6: Parte VII

Bibliografia:

ABBOTT, Scott H. “Der Zauberberg and the German Romantic Novel”. The Germanic Review: Literature, Culture, Theory. Vol. 55, 1980, p. 139-145.
BEDDOW, Michael. “The Magic Mountain”. In: The Cambrigde Companion to Thomas Mann. Richtie Robertson (ed.). Cambridge: Cambridge University Press, 2003, p. 137-150.
BORCHMEYER, Dieter. “Auf der Suche nach dem Gral neuer Humanität”: “Schlimme Liebe” zum Tod und “Lebensfreundschaft”: Der Zauberberg (1924). In: Thomas Mann: Werk und Zeit. Berlin: Insel Verlag, 2022, p. 619-738.
CALDAS, Pedro Spinola Pereira. “A educação estética de Hans Castorp: A montanha mágica como Bildungsroman”. Cadernos de Estética Aplicada. Rio de Janeiro, n. 12, jul/dez de 2012.
CALDAS, Pedro Spinola Pereira. “O murmurante evocador do passado: A montanha mágica e o romance de formação após a Primeira Guerra Mundial”. Revista História, historiografia. Ouro Preto, n. 16, dez. 2014, p. 107-120.
CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas. Tradução Ivo Barroso. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
FARIAS, Damião. “A montanha mágica – apontamentos sobre o pensamento nietzschiano no romance de Thomas Mann”. A Palo Seco – Escritos de Filosofia e Literatura, n. 14, p. 51-70, 2022.
FONTANELLA, Marco Antônio Rassolin. 2000. 122f. “A montanha mágica como Bildungsroman”. Dissertação (Mestrado em Teoria Literária). Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp, 2000.
GATTI, Lucianno. “A Montanha Mágica como romance de formação”. Viso: Cadernos de Estética Aplicada, v. VIII, n. 15, (jan.-dez./2014), p. 112, 120.
GRENVILLE, Anthony. “”Linke Leute von rechts”. Thomas Mann’s Naphta and the Ideological Confluence of Radical Right and Radical Left in the Early Years of the Weimar Republic”. Deutsche Vierteljahtesschrift 59 (1985), p. 651-675.
HAMILTON, Nigel. Os irmãos Mann: as vidas de Heinrich e Thomas Mann. Tradução Raimundo Araújo. Rio de Janeiro: Terra e Paz, 1985.
KÖNNEKER, Carsten. “Raum der Zeitlosigkeit: Thomas Manns “Zauberberg” und die Relativitätstheorie”. Thomas Mann Jahrbuch, vol. 14 (2001), p. 213-224.
KOOPMANN, Helmut (ed.). Thomas Mann Handbuch. Frankfurt am Main: Fischer, 2005, p. 823-835.
LUKÁCS, Georg. “Thomas Mann e a Tragédia da Arte Moderna”. In: Ensaios sobre Literatura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1965, p. 178-234.
MAAR, Michael. Geister und Kunst. Neuigkeiten aus dem Zauberberg. München: Carl Hanser, 1995.
MANN, Thomas. Der Zauberberg. Große kommentierte Frankfurter Ausgabe. Herausgegeben und textkritisch durchgesehen von Michael Neuman. Krankfurt am Main: S. Fischer, 2002.
MANN, Thomas. A montanha mágica. Tradução Herbert Caro. Posfácio e revisão de tradução Paulo Soethe. 1ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
MANN, Thomas. Introdução à Montanha mágica para os alunos de Princeton. Tradução Ricardo Miskolci. Perspectivas, São Paulo, 19: 1996, p. 131-142.
MANN, Thomas; FRUNGILLO, Mário. “Thomas Mann”. Revista UFG, Goiânia, v. 12, n.8, 2017, p. 143-158.
MANN, Thomas. “Von deutscher Republik”. In: Essays II, 1914-1926. Bd. 15.1. Große kommentierte Frankfurter Ausgabe. Werke – Briefe – Tagebücher, hrgs. Und textkritisch durchgesehen von Hermann Kurzke unter Mitarbeit von Joelle Stoupy, Jörn Bender und Stephan Stachorski. Frankfurt am Main: Fischer Verlag, 2000, p. 514-559.
MAZZARI, Marcus Vinicius. “Riobaldo, Hans Castorp, Wilhelm Castorp: viajantes em Formação”. Literatura e Sociedade, n. 35, p. 96-123, Jan/Jun 2022.
MAZZARI, Marcus Vinicius. “Metamorfoses de Wilhelm Meister: O verde Henrique na tradição do Bildungsroman”. In: Labirintos da aprendizagem: pacto fáustico, romance de formação e outros temas de literatura comparada. São Paulo: Editora 34, p. 93-158.
NIETZSCHE, Friedrich. O nascimento da tragédia ou Helenismo e Pessimismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
PRATER, Donald. Thomas Mann: uma biografia. Tradução Luciano Trigo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.
RAMIRES, Francisco José. “A montanha mágica: formação e fortuna de Hans Castorp”. Literatura e Sociedade, n. 28, São Paulo: FFLCH-USP, jul.-dez., 2018, p. 163-182.
REED, T. J. “Education: Der Zauberberg”. In: Thomas Mann: The Uses of Tradition. New York: Oxford Univeristy Press, 1996, p. 226-274.
ROSENFELD, Anatol. Thomas Mann. São Paulo: Perspectivas/EDUSP, 1994.
VAGET, Hans Rudolf (org.). The Magic Mountain: A Casebook. New York: Oxford University Press, 2008.

 

Programa

Módulos
1. Introdução à Antropologia das práticas esportivas.
2. Controle e regulamentação dos corpos.
3. Marcadores Sociais da diferença e práticas esportivas.

1. Introdução à Antropologia das práticas esportivas no Brasil

aula 1: Introdução ao campo de estudos
Leituras recomendadas:
- GUEDES, Simoni Lahud. Subúrbio: Celeiro de Craques. In. DAMATTA, Roberto; FLORES, Luiz Felipe Baêta Neves; GUEDES, Simoni Lahud; VOGEL, Arno. Universo do futebol: Esporte e sociedade brasileira. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1982, pp. 59-74.
- ROJO, Luiz; CAMARGO, Wagner; PISANI, Mariane. Apresentação. In. CAMARGO, Wagner Xavier; PISANI, Mariane da Silva; ROJO, Luiz Fernando. Vinte anos de diálogos: Os esportes na antropologia Brasileira. Brasília: ABA Publicações; Curitiba: Brazil Publishing, 2021, pp. 9-21.

Leituras optativas:
- ROJO, Luiz Fernando. Simoni Guedes: uma trajetória na Antropologia dos Esportes. In. Revista Antropolítica, n. 46, Niterói, 1. sem. 2019. Disponível em: https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/42065

aula 2: Discussões fundantes
Leitura obrigatória:
- GUEDES, Simoni Lahud. Que povo brasileiro no campo de futebol?. Razón y Palabra, v. 69, p. 45, 2009. Disponível em: https://app.uff.br/riuff/handle/1/5781
- Arlei Damo. Futebóis – da horizontalidade epistemológica à diversidade política. FuLiA/UFMG : v. 3 n. 3 (2018). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/fulia/article/view/14644


2. Construção e regulamentação dos corpos

aula 3: Construção de corpos
Leituras recomendadas:
- OLIVEIRA, Cilene de Lima. “O corpo não traslada, mas muito sabe”: refletindo sobre construção de corporalidades na Antropologia dos Esportes no Brasil. In. CAMARGO, Wagner Xavier; PISANI, Mariane da Silva; ROJO, Luiz Fernando. Vinte anos de diálogos: Os esportes na antropologia Brasileira. Brasília: ABA Publicações; Curitiba: Brazil Publishing, 2021, pp. 131-142
- MAUSS, Marcel. As técnicas do corpo. In:______. Sociologia e antropologia. São Paulo: Cosac Naify, 2003. Parte 6, p. 399-422.
Leitura complementar:
- HAIBARA, Alice; SANTOS, Valéria Oliveira. “As técnicas do corpo”. In: Enciclopédia de Antropologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, Departamento de Antropologia, 2016. Disponível em: https://ea.fflch.usp.br/obra/tecnicas-do-corpo

aula 4 - Dopping e regulamentação de corpos no esporte

Leituras recomendadas:
- SILVEIRA, V. T.; VAZ, A. F.. Doping e controle de feminilidade no esporte. Cadernos Pagu, n. 42, p. 447–475, jan. 2014. https://www.scielo.br/j/cpa/a/xTN3bwwHVQxSsThqWmHwWyy/?lang=pt
- PIRES, Barbara Gomes. Pânicos de gênero, tecnologias de corpo: regulações da feminilidade no esporte. Revista Estudos Feministas, [S. l.], v. 29, n. 2, 2021. DOI: 10.1590/1806-9584-2021v29n279320. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/79320. Acesso em: 30 out. 2024.

3. Marcadores Sociais da diferença e práticas esportivas.

aula 5 - Marcadores nos esportes
Leituras recomendadas:
- MARTINS, Mariana Zuanetti; SILVA, Kerzia R. Santos; VASQUEZ, Vitor. As mulheres e o país do futebol: intersecção gênero, raça e classe. In. Movimento, [S. l.], v. 27, p. e27006, 2021. DOI: 10.22456/1982-8918.109328. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/109328.
- PISANI, Mariane da Silva. A Negra no Futebol Brasileiro. In. CAMARGO, Wagner Xavier; PISANI, Mariane da Silva; ROJO, Luiz Fernando. Vinte anos de diálogos: Os esportes na antropologia Brasileira. Brasília: ABA Publicações; Curitiba: Brazil Publishing, 2021, pp. 56-69.

Leitura complementar:
- DA CONCEIÇÃO, Daniel M. Entre vira-latas e heróis, o racismo no futebol brasileiro. Captura Críptica: direito, política, atualidade, Florianópolis, v. 12, n. 1, p. 224–248, 2023. Disponível em: https://ojs.sites.ufsc.br/index.php/capturacriptica/article/view/6161. Acesso em: 4 nov. 2024.

aula 6 - Marcadores sociais da diferença -a abordagens etnográficas
Leituras recomendadas:
- YAMAMOTO, Débora C. Entre treinadoras e atletas, sexualidade e geração em times de formação no futebol praticado por mulheres. Trabalho apresentado na 34 Reuni https://www.abant.org.br/files/34rba_189_10300383_434256.pdf
- PINTO, Maurício Rodrigues; ALMEIDA, Heloisa Buarque de. “Resistir para existir”: Meninos Bons de Bola e uma etnografia possível sobre o se fazer time de futebol. Revista Entrerios, v.5, n.2, 2023. p.07-35. Disponível em: https://revistas.ufpi.br/index.php/entrerios/article/view/13482. Acesso em: 13 ago. 2024.

Leituras complementares:
- PINTO, Maurício Rodrigues. Outra vez o “sexo biológico”: o PL-346/2019, disputas políticas em torno do gênero e a controvérsia pública sobre a elegibilidade esportiva de pessoas trans. Antropolítica - Revista Contemporânea De Antropologia, v. 55 n. 2. 2023. Disponível em: https://doi.org/10.22409/antropolitica.i.a564452023. Acesso em: 24 out. 2024.
- CAMARGO, Wagner Xavier de. “Dilemas insurgentes no esporte: as práticas esportivas dissonantes”. In. Movimento, Porto Alegre, v. 22, n. 4, p. 1.337-1.350, out./dez. 2016. Disponível em: https://doi.org/10.22456/1982-8918.66188.

Programa

Aula 1 - 02/04/2025 - Pautar o absurdo! - Glória da Anunciação Alves
Introdução às problemáticas do curso, apresentação da grade e da dinâmica do curso. Análise de conjuntura da realidade geopolítica global em 2025.

Aula 2 - 16/04/2025 - Desnaturalizar a guerra! - Fernanda Padovesi Fonseca
O objetivo desse encontro é debater como as imagens veiculadas pela mídia e pelos livros didáticos, bem como a própria Cartografia, vem sendo utilizadas para naturalizar a existência de guerras e a normalizar a violência.

Aula 3 - 07/05/2025 - A lógica do imperialismo americano - Raimundo Jucier Sousa de Assis
O objetivo desta aula é dar uma base para conectar as próximas aulas, visando discutir como os EUA construíram um poderoso império neste século e quais as consequências disso para todos os conflitos em vigor, além de que, como isso é um debate realmente geográfico.

Aula 4 - 04/06/2025 - A guerra na Europa: Rússia X Otan/Ucrânia e a crise energética - Adilson Prizmic Momce
Discutir como o conflito entre Rússia e Ucrânia é antigo e abrange várias questões, especialmente desde 2014. A proposta inclui explorar a relação com os EUA, OTAN, interesses geopolíticos e a crise energética, além do impacto na produção de fertilizantes e relações com o Brasil.

Aula 5 - 02/07/2025 - As guerras no oriente médio - Edilson Adão Candido da Silva
O objetivo dessa aula é explorar as dinâmicas do Oriente Médio, além de Israel e Palestina. Vamos discutir as tensões no Kuwait, a presença do Irã, a questão do Afeganistão e o poder da Arábia Saudita.

Aula 6 - 23/07/2025 - A escalada de tensão na Ásia: China e Taiwan, Coreia do Sul x Coreia do Norte, Japão e o imperialismo - Evandro Andaku
Neste encontro, o foco será a Ásia, principalmente a tensão entre China e Taiwan, como outras questões como Coreia do Sul x Coreia do Norte, Japão e Oceania extremamente alinhada aos EUA.

Aula 7 - 06/08/2025 - Um olhar crítico ao BRICS - André Roberto Martin
O objetivo desse encontro é desnaturalizar a visão sobre alianças comerciais e blocos econômicos como se fossem blocos militares e homogêneos. Precisando-se discutir as contradições dos BRICS, como as agressões entre Índia e China e as antigas tensões entre China e Rússia. Também é importante analisar como o bloco contribui para uma ordem mundial multipolar.

Aula 8 - 03/09/2025 - A escalada do horror na África e a crise global de refugiados -
O objetivo desse encontro será explorar as dinâmicas de conflitos presentes na África, em especial por parte da
intervenção francesa. Há múltiplos conflitos presentes no continente mas que não estão em evidência na mídia, e
quando estão, reproduzem a visão do colonizador. Dessa forma, conectar o debate com a crise de refugiados é
uma tentativa de explicitar os diversos desdobramentos decorrentes de um conflito.

Aula 9 - 01/10/2025 - As múltiplas escalas da violência e da opressão imperialista na América Latina - Daniel Bruno Vasconcelos e Ginneth Pulido Gomez
A proposta é que a escala latino-americana seja abordada, dando um apanhado geral das violências que atravessam o continente e os agentes geopolíticos que se aproveitam da exploração da América Latina. Uma reflexão sobre a guerra as drogas, a questão Venezuelana, e etc.

Mesa 01 - 06/10/2025 - XXII SEMANA DE GEOGRAFIA USP: Conferência de Abertura
Mesa 02 - 07/10/2025 - XXII SEMANA DE GEOGRAFIA USP: Ainda estamos aqui (e eles também!): o legado da violência da Ditadura Civil-Militar brasileira e suas implicações na naturalização da barbárie
Mesa 03 - 08/10/2025 - XXII SEMANA DE GEOGRAFIA USP: O genocídio palestino e a luta contra o colonialismo no Século XXI
Mesa 04 - 09/10/2025 - XXII SEMANA DE GEOGRAFIA USP: As múltiplas escalas da opressão: a luta brasileira pela terra no campo, nas florestas e na cidade
Mesa 05 - 10/10/2025 - XXII SEMANA DE GEOGRAFIA USP: A crise de refugiados globais e seus impactos nas escolas brasileiras

Aula 10 - 05/11/2025 - Pautar o absurdo e defender o futuro! - Profa. Dra. Glória da Anunciação Alves                                                                     Reflexão geral para finalizar o curso.

Referências gerais:
ASSIS, Raimundo Jucier Sousa de. A iminência da subordinação aos Estados Unidos: a afirmação do Brasil como periferia do capitalismo na exposição universal de Chicago. 2016. Tese (Doutorado em Geografia Humana) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. doi:10.11606/T.8.2017.tde-08052017-121250. Acesso em: 2025-02-05.
LACOSTE, Yves. A geografia – isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. Tradução de Maria Cecília França. 3. ed. Campinas: Papirus, 1988.
MARTIN, André. O Papel do Brasil na emergência de uma nova ordem mundial Pós-Ialta in Confederação Nacional da Indústria. Panorama dos desafios brasileiros da indústria de defesa e segurança / Confederação Nacional da Indústria. – Brasília : CNI, 2023. ,pp131-142.
SILVA, E. C. ; LUIGI, R. . Guerra na Ucrânia: da síntese histórica à difusão dos fatos pela mídia. In: Eloi Martins Senhoras. (Org.). Ucrânia sob fogo cruzado: a geohistória de uma guerra. 1ed.Boa Vista: Iole Editora, 2022, v. I, p. 101-127.
SILVA, Edilson Adão Candido da. Formação territorial do Oriente Médio: a gênese das fronteiras (1878-1945). Breve ensaio de geografia política - uma reconstituição bibliográfica. 2000. 198 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Departamento de Geografia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000.
WORLD ECONOMIC FORUM; ELSNER, Mark; ATKINSON, Grace; ZAHIDI, Saadia. The Global Risks Report 2025. 20th ed. Geneva: World Economic Forum, 15 jan. 2025. Disponível em: https://www.weforum.org/publications/global-risks-report-2025/. Acesso em: 23 de janeiro de 2025.