Programa

1. Neoliberalismo e autoritarismo: uma relação íntima
2. Governar pelas crises: trabalho, identidade e reprodução social
3. Movimentos sociais e disputas de futuros: reconfigurações neoliberais
4. Policiamento, militarização e acumulação capitalista
5. Entre a segurança e a saúde: política de drogas e governamentalidade neoliberal
6. Mercado de direitos humanos, neoliberalismo e expansão securitária


PROGRAMA


Aula 01 (21/08) - Neoliberalismo e autoritarismo: uma relação íntima
Indicações Principais:
DARDOT, Pierre et al. A escolha da guerra civil: uma outra história do neoliberalismo. São Paulo:
Elefante, 2021, pp. 22-111.
Indicações Complementares:
BROWN, Wendy. Undoing the demos: neoliberalism's stealth revolution. Nova Iorque (EUA): Zone
Books, 2015: 9 - 45 (“Prefácio”; “Cap. 01: Undoing democracy”).
CHAMAYOU, Grégoire. A sociedade ingovernável – uma genealogia do liberalismo autoritário. São
Paulo: Ubu, 2020, pp. 305-387.
KLEIN, Naomi. "Estados de choque: o nascimento sangrento da contra-revolução". Em: A Doutrina do
Choque: a ascensão do capitalismo do desastre. São Paulo: Nova Fronteira, 2008, pp. 95-122.


Aula 02 (23/08) - Governar pelas crises: trabalho, identidade e reprodução social
Indicações Principais:
BHATTACHARYA, Tithi (Ed.). Social Reproduction Theory: Remapping Class, Recentering Oppression.
London: Pluto Press, 2017, pp. 1-20; pp. 192-196.
BROWN, Wendy. Nas ruínas do neoliberalismo: a ascensão da política antidemocrática no Ocidente
São Paulo: Politeia Filosófica, 2019, pp. 141-150.
DARDOT, Pierre; LAVAL, Christian. A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. São
Paulo: Boitempo, 2016, pp. 271-320.
Indicações Complementares:
COOPER, Melinda. Family Values: Between Neoliberalism and the New Social Conservatism. Nova
Iorque, EUA: Zone Books, 2017, pp. 259-310.
HAIDER, Asad. Armadilha da identidade: raça e classe nos dias de hoje. São Paulo: Veneta, 2019, pp.
23-51.


Aula 03 (28/08) - Movimentos sociais e disputas de futuros: reconfigurações neoliberais

Indicações Principais:
DORLIN, Elsa. Autodefesa: Uma filosofia da violência. São Paulo: Ubu Editora, 2020: 238-265. (Cap.
07).
FISHER, Mark. Realismo capitalista: é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do
capitalismo?. Autonomia Literária, 2020. (Cap. 01).
Indicações Complementares:
SPADE, Dean. Normal life: Administrative violence, critical trans politics, and the limits of law.
Durham, NC: Duke University Press, 2015. (Cap. 01).

Aula 04 (30/08) - Policiamento, militarização e acumulação capitalista
Indicações Principais:
WANG, J. “Capítulo 2: Policiamento como pilhagem” Em: Capitalismo carcerário. São Paulo: Ingrá
Kniga, 2022, p. 145-179.
FELTRAN, G. A Política como violência. Terceiro Milênio: Revista Crítica de Sociologia e Política, 17 (2),
2022. Disponível em: https://revistaterceiromilenio.uenf.br/index.php/rtm/article/view/215

Indicações Complementares:
DARDOT, Pierre et al. A escolha da guerra civil: uma outra história do neoliberalismo. São Paulo:
Elefante, 2021, 245-261 (Cap. 10: Governar Contra as Populações)
HIRATA, Daniel. TELLES, Vera. Cidade e práticas urbanas: nas fronteiras incertas entre o ilegal, o
informal e o ilícito. Estudos avançados, 21 (61), 173-191, 2007.
Série: PCC - Poder Secreto. Gustavo Mello; Joel Zito Araújo, 2022 (HBO Max).


Aula 05 (04/09) - Entre a segurança e a saúde: política de drogas e governamentalidade neoliberal
Indicações Principais:
MARTINEZ, M. “Capítulo 2 - As redes na gestão estatal das drogas: entre o cerco e o cuidado” Em:
Redes do cuidado: etnografia de aparatos de gestão intersetorial para usuários de drogas. Tese
(Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Universidade Federal de São
Carlos, São Carlos, 2016, p. 82-115.
CAMPOS, M. O Novo Nem Sempre em: Lei de Drogas e encarceramento no Brasil. Boletim de Análise
Político-Institucional - IPEA, n. 18, p. 31-38, dez. 2018.

Indicações Complementares:
MALLART, F. O arquipélago. Tempo Social, [S. l.], v. 31, n. 3, p. 59-79, 2019.
LEMKE, Thomas. Foucault, governamentalidade e crítica, de Thomas Lemke. Plural, São Paulo, v. 24,
n. 1, p. 194-213, 30 ago. 2017.


Aula 6 - (06/09) - Mercado de direitos humanos, neoliberalismo e expansão securitária
Indicação principal:
AUGUSTO, Acácio; DUARTE, João Paulo; MACIEL, Tadeu. Segurança e humanitarismo: ONGs de
direitos humanos e a expansão de controles sobre a revolta na contemporaneidade. Rev. Carta Inter.,
Belo Horizonte, v. 17, n. 2, e1207, 2022, pp. 1-24.
MARQUES, Adalton. "Cap. 4 – Massacre do Carandiru: expansão securitária via direitos humanos". In:
Humanizar e expandir: uma genealogia da segurança pública em São Paulo. Tese de Doutorado. São
Carlos: UFSCar, 2017.

Indicação complementar:
GUILHOT, Nicolas. “Financing the Construction of ‘Market Democracies’: The World Bank and the
Global Supervision of ‘Good Governance’”. In: The Democracy Makers - Human Rights and the politics
of global order. New York: Columbia University Press, 2005.

 

INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS:
AUGUSTO, Acácio; DUARTE, João Paulo; MACIEL, Tadeu. Segurança e humanitarismo: ONGs de
direitos humanos e a expansão de controles sobre a revolta na contemporaneidade. Rev. Carta
Inter., Belo Horizonte, v. 17, n. 2, e1207, 2022, pp. 1-24.
BRITO, Felipe. Considerações sobre a regulação armada de territórios cariocas. Em: BRITO, Felipe.
OLIVEIRA, Pedro Rocha de (orgs.). Até o último homem: visões cariocas da administração armada
da vida social. São Paulo: Boitempo, 2013, 79-114.
BROWN, Wendy. Nas ruínas do neoliberalismo: a ascensão da política antidemocrática no Ocidente
São Paulo: Politeia Filosófica, 2019.
BROWN, Wendy. Undoing the demos: neoliberalism's stealth revolution. Nova Iorque (EUA): Zone
Books, 2015.
CAMPOS, M. O Novo Nem Sempre em: Lei de Drogas e encarceramento no Brasil. Boletim de
Análise Político-Institucional - IPEA, n. 18, p. 31-38, dez. 2018.
CHAMAYOU, Grégoire. A sociedade ingovernável – uma genealogia do liberalismo autoritário. São
Paulo: Ubu, 2020.
COOPER, Melinda. Family Values: Between Neoliberalism and the New Social Conservatism. Nova
Iorque, EUA: Zone Books, 2017.
DAGNINO, Evelina. Construção democrática, neoliberalismo e participação: os dilemas da
confluência perversa. Política & Sociedade, 3(5), 139-164, 2004.
DARDOT, Pierre et al. A escolha da guerra civil: uma outra história do neoliberalismo. São Paulo:
Elefante, 2021.

DORLIN, Elsa. Autodefesa: Uma filosofia da violência. São Paulo: Ubu Editora, 2020: 238-265. (“Cap.
07: Autodefesa e segurança”).
FISHER, Mark. Realismo capitalista: é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do
capitalismo?. Autonomia Literária, 2020.
FRASER, Nancy. Do neoliberalismo progressista a Trump - e além. Revista Política e Sociedade,
Florianópolis, UFSC, n. 40, 2018, pp. 43-64.
FRASER, Nancy. The end of progressive neoliberalism. Dissent Magazine, vol. 64, n. 2. Disponível
em: <https://www.dissentmagazine.org/online_articles/progressive-neoliberali…-
populism-nancy-fraser>.
GUILHOT, Nicolas. “Financing the Construction of ‘Market Democracies’: The World Bank and the
Global Supervision of ‘Good Governance’”. In: The Democracy Makers - Human Rights and the
politics of global order. New York: Columbia University Press, 2005.
HIRATA, Daniel. TELLES, Vera. Cidade e práticas urbanas: nas fronteiras incertas entre o ilegal, o
informal e o ilícito. Estudos avançados, 21 (61), 173-191, 2007.
KLEIN, Naomi. A Doutrina do Choque: a ascensão do capitalismo do desastre. São Paulo: Nova
Fronteira, 2008.
LEMKE, Thomas. Foucault, governamentalidade e crítica, de Thomas Lemke. Plural, São Paulo, v.
24, n. 1, p. 194-213, 30 ago. 2017.
MALLART, F. O arquipélago. Tempo Social, [S. l.], v. 31, n. 3, p. 59-79, 2019.
MARQUES, Adalton. Humanizar e expandir: uma genealogia da segurança pública em São Paulo.
Tese de Doutorado. São Carlos: UFSCar, 2017.
MARTINEZ, M. Redes do cuidado: etnografia de aparatos de gestão intersetorial para usuários de
drogas. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Universidade
Federal de São Carlos, São Carlos, 2016, p. 82-115.
RODRIGUEZ, Dylan. “The Political Logic of the Non-Profit Industrial Complex”. In: Incite! Women of
Color Against Violence (Eds.). The Revolution Will Not Be Funded: Beyond the Non-Profit Industrial
Complex. South End Press, 2007: 21-40.
SPADE, Dean. Normal life: Administrative violence, critical trans politics, and the limits of law.
Durham, NC: Duke University Press, 2015.

Programa

Aula 1 - Introdução a Niklas Luhmann: a) projeto teórico do autor; b) epistemologia; c) intro-
dução aos conceitos de sistema, ambiente, autopoiesis e diferenciação social.

Leitura obrigatória: LUHMANN, Niklas. “Por que uma teoria dos sistemas?” In: NEVES, Clarissa e
SAMIOS Eva (Orgs.). A nova teoria dos Sistemas. Porto Alegre, Ed. Universidade UFRGS, Goethe-
Institut/ICBA,1997.

Leitura complementar: BAECKER, Dirk. Why Systems? Theory, Culture & Society. Volume 18, Issue
1, p 59-74, Fevereiro, 2001.

Aula 2 - O conceito de comunicação em Niklas Luhmann

Leitura obrigatória: LUHMANN, Niklas. Social Systems. Stanford University Press, 1995 - (Cap 4 -
itens 2, 4, 6 e 7)

Leitura complementar: PALMIERI, Emerson. O sistema dos meios de comunicação e a ordem so-
cial em Niklas Luhmann. 106 p. Dissertação (Mestrado em Sociologia) – Instituto de Filosofia e
Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2019 - (Cap 2 - itens 1 e 2, p.
21-27).

LUHMANN, Niklas. What is communication?. Communication theory, v. 2, n. 3, p. 251-259, 1992.

Aula 3 - Os meios de comunicação de massa na teoria de Niklas Luhmann

Leitura obrigatória: LUHMANN, Niklas. A realidade dos meios de comunicação. São Paulo, SP.
Paulus, 2005 - (Caps 1, 2, 3 e 13).

Leitura complementar: LUHMANN, Niklas. A realidade dos meios de comunicação. São Paulo, SP.
Paulus, 2005 - (Caps 5, 7, 8, 9 ).

Aula 4 - A internet e os meios de comunicação digitais na teoria luhmanniana

Leitura obrigatória: LUHMANN, Niklas. La sociedad de la sociedad. Ciudad de México, Universidad
Iberoamericana; Herder, 2006 (Cap 2 item VII)

ESPOSITO, E. (2017). Artificial communication? The production of contingency by algo-
rithms. Zeitschrift für Soziologie, 46(4), 249-265.

Leitura complementar: SCHRAPE, Jan-Felix, Social Media, Mass Media and the 'Public Sphere'. Dif-
ferentiation, Complementarity and Co-Existence (October 05, 2016). SOI Discussion Paper 2016-01,
Disponível em SSRN: https://ssrn.com/ab-
stract=2858891 or http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.2858891

Programa

1. Alfabeto, fonética e prática da pronúncia.
2. Expressões úteis no dia-dia.
3. Vocabulário básico: membros da família, números, cores, objetos, etc.
4. Verbos básicos: ser, ter, gostar de, etc. e conjugação dos verbos.
5. Apresentação dos casos e da declinação.
6. Tempos verbais: passado, presente, futuro.
7. Semelhanças e diferenças entre polonês e português, Polônia e Brasil.
8. Visão geral da literatura polonesa e discussão de trechos de textos traduzidos para o português (poesia:
Wisława Szymborska, conto: Andrzej Sapkowski).
9. Visão geral dos aspectos culturais tipo música, cinema, tradições, culinária, religião, etc.
10. Visão geral dos aspectos geográfico-culturais: debater os temas escolhidos com os alunos.

 

Referências bibliográficas:

BEDNAREK, J.; Speak Polish. A practical sel-study guide, part 1. Warszawa: Preston Publishing, 2018.
APRENDER POLONES http://www.aprender-polones.com/index.html
BRASILEIROSNAPOLONIA https://www.brasileirosnapolonia.com/cursos/curso-de-gramatica-polonesa…
Guia dos casos: https://www.lingq.com/pt/grammar-resource/polish/noun-cases/
PORTER-SZUCS, B.; Całkiem zwyczajny kraj. Historia Polski bez martyrologii. Warszawa: Wydawnictwo Filtry, 2021.
SAPKOWSKI A.; O último desejo. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2019.
SZYMBORKSA, W.; Poemas. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

















 

 

Programa

 

O curso objetiva abordar a formação para docentes de línguas estrangeiras em pré-serviço e em serviço. De acordo com a perspectiva de investigação da Didática de Línguas, disciplina que assume uma vocação intervencionista e praxeológica e investiga a interação pedagógica como um instrumento orientado para a formação profissional (vejam-se, dentre outros, ALARCÃO, COSTA, ARAÚJO E SÁ, 1999; ARAÚJO E SÁ; COSTA, 2000; ARAÚJO E SÁ; 2002; ARAÚJO E SÁ; ANDRADE, 2002; ALARCÃO; ARAÚJO E SÁ, 2010), o curso visa promover entre os docentes em formação capacidades, competências e atitudes que facilitem a tomada de decisões, tendo em vista a resolução de problemas resultantes da complexidade do processo de ensino/aprendizagem de uma língua estrangeira. 
Na fase inicial serão propostas para os docentes em formação atividades baseadas na observação dos atos de identidades recolhidos em um corpus anteriormente criado pela pesquisadora. Logo em seguida, pretendemos criar uma primeira experiência de hetero-observação (os professores serão convidados a observar as aulas dos colegas), utilizando-se excertos de aulas videogravadas e transcritas e focalizando-se os grandes momentos organizativos da aula de línguas, definidos com base na unidade chamada “passos pedagógico-didáticos” (ARAÚJO E SÁ; ANDRADE, 2002). Nesse momento, com excertos de aulas videogravadas e transcritas serão efetuadas atividades de hetero-observação que levem os professores a identificarem e descreverem de que forma são geridos os “atos de identidade” produzidos pelos aprendizes nas interações entre professor e aluno e entre pares e presentes nas aulas gravadas. Essa análise permitirá explicitar alguns dos invariantes que constituem as formas de trabalhar de cada professor. 
No decorrer da ultima etapa do curso o professor em formação, sozinho, mas apoiado em instrumentos de análise, ira visionar e transcrever excertos de aulas que ele mesmo irá identificar, procurará compreender as fundamentações das práticas e irá comentá-las à luz de uma teoria didática. Esse trabalho de reflexão metapráxica, que será comentado em seminários, levará a identificar os atos de identidades realizados pelos aprendizes em que eles manifestam maiores dificuldades, assim como aqueles em que alcançam êxitos mais significativos. Com base nos problemas diagnosticados, cada estagiário poderá propor planos de formação-intervenção personalizados, visando melhorar a qualidade das interações e proceder às inovações pedagógicas. 
 
Justificativa 
 
Este curso propõe uma abordagem diferente e inovadora que esta sendo desenvolvida desde 2013 pela pesquisadora-responsável do curso e cuja vocação é fortemente praxeológica e investiga a interação pedagógica como um instrumento orientado para a formação profissional. 
Público-alvo: docentes de línguas estrangeiras em pré-serviço e em serviço. 
 
Bibliografia 
 
ALARCÃO, I. Reflexão critica sobre o pensamento de D. Schön e os programas de formação de professores. In: ALARCÃO, I. (org.), Formaçao reflexiva de professores: estratégias de supervisão. Porto: Porto Editora, 2013, p. 9-39. 
ARAÚJO e SÁ, M. H.; ANDRADE, A. I. Processos de interação verbal em aula de línguas: observação e formação de professores. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional, 2002. 
BIGOT, v. Négotiation de la relation et processus d’appropriation en classe de langue. AILE, v. 22, p. 2-18, 2005. 
ESTRELA, A. Teoria e prática de observação de classes. Porto: Porto editora, 1984, p. 26-60. 
 
FASULO, A.; GIRARDET, H. Il dialogo nella situazione scolastica. In: BAZZANELLA, C. (Org.). Sul dialogo: contesti e forme di interazione verbale. Milano: Guerini Studio, 2002. p. 59-72. 
FERRONI, R.; ARAÚJO E SÁ, H. A construção de identidades nas interacções entre professor e aluno: um olhar sobre as atividades de comunicação/produção. Journal Indagatio Didactica, v. 07, p. 25-41, 2015. 
FERRONI, R.; ARAUJO E SÁ, H. A exploração da construção de identidades nas interações entre professor e aluno e entre pares: primeiras reflexões sobre um percurso metodológico para formação de professores de língua. Em preparação. 
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 47. ed. Ed. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1970. 
MOORE, D.; SIMON, D. L. Déritualisation et identité d’apprenants. AILE, v. 16, n. 1, p. 1-19, 2002. 
PEKAREK, S. Formes d’interaction et complexité des tâches discursives: les activités conversationnelles en classe de L2. In: CICOUREL, R.; VÉRONIQUE, D. (orgs.). Discours, action et appropriation des langues. Paris: Publications de la Sorbonne Nouvelle, 2002, p. 117-130.

Programa

Conteúdo mais detalhado das aulas: 4 temas, ou seja mais ou menos 3 horas para cada um.

1) geografia e filosofia moral
- Justificativa do encontro entre a geografia e a filosofia
- Quais são as teorias mais importantes para o assunto
- a Teoria da Justiça de John Rawls, o conceito de maximin, os princípios de justiça, seu uso na análise do território
- problema de metodologia: John Rawls e Amartya Sen, convergências e diferença

2) a desigualdade pode ser justa?
- três conceitos distintos: diferença, desigualdade, injustiça
- o desenvolvimento desigual: modelo centro-periferia, teoria da difusão espacial, exemplos no Brasil, na França (a França periférica) e na Europa
- a fractura territorial
- a necessária igualdade do valor de existência das pessoas: como a organização do espaço atua neste problema?
- como combinar justiça distributiva e justiça do reconhecimento

3) geoética e geografia politica
- a malha político-administrativa e a justiça, no mundo (fronteiras) e nos territórios estatais (cidadania, voto)
- universalismo e complexidade do mundo real. Coerência, na obra de Rawls, entre Théorie de la Justice et The Law of People (en français : Le droit des gens)
- micro-justiça e macro-justiça: o problema das escalas

4) pensar a justiça espacial para intervir no mundo
- John Rawls e o princípio de reparo: o significado geográfico do principio
- geografia do planejamento: intervir diretamente no território para intervir indiretamente na sociedade
- geoetica do meio ambiente, os chamados bens comuns



Bibliografia

RAWLS John : Théorie de la Justice, Paris, Le Seuil, 1987, 666 p.
édition originale : A Theory of Justice, Harvard University Press, 1971
tradução em português : não sei qual é a editora no Brasil

RAWLS John : Le droit des gens, Paris, Bibliothèque 10/18, 154 p.
édition originale : The Law of People, New York, Basic Books, 1993
tradução em portugues : não sei qual è a editora no Brasil

REYNAUD Alain : Société, Espace et Justice, Paris, PUF, 1981, 263 p

BRET Bernard : Pour une géographie du juste, Presses Universitaires de Paris-Ouest, 2016, 276 p.

GERVAIS-LAMBONY Philippe (dir) : Justice spatiale, Annales de Géographie, n° 665-666, janvier – avril 2009

RIVIERE Dominique et GERVAIS-LAMBONY Philippe : Une rencontre avec Bernard Bret, Annales de Géographie, n° 708, mars-avril 2016

Justice Spatiale / Spatial Justice : revista eletronica, acesso gratuito
https://www.jssj.org

Programa

Irônico e rigoroso, erudito e popular, escritor de ficção e professor de semiótica, autor de televisão e crítico cultural, medievalista e teórico de vanguarda: Umberto Eco foi isso e muitas outras coisas, e seus escritos, com sua variedade temática e estilística, fizeram dele um dos mais ecléticos e influentes intelectuais italianos da segunda metade do século XX. Este percurso não pretende percorrer todo o arco da sua pesquisa intelectual, mas antes dirigir a atenção para alguns pontos particularmente significativos que têm atravessado transversalmente tanto o seu ensaio como a sua ficção: o problema da interpretação e os seus limites (quando é que uma interpretação pode ser considerado razoável? Quais são as condições que o tornam possível? Existem interpretações mais razoáveis ​​do que outras?); suas teorias sobre storytelling
(quais características definem literatura “baixa” e “alta”? Qual é a importância da literatura de consumo? Quais são as especificidades da escrita ficcional?); e prática narrativa, seus pastiches e romances (que papel eles desempenham na obra geral de Eco? Qual a importância da ironia? E o que seria o pós-modernismo para Eco?). São temas que, recorrentes com frequência, permitem não só traçar um percurso específico dentro da obra do autor, mas também devolver uma imagem global do que Eco foi para a cultura italiana da época. Nos últimos anos de sua vida, Eco dedicou-se com bastante frequência ao exame de teorias da conspiração e sua disseminação. Olhando mais de perto, talvez uma das características mais salientes deste autor, ao longo de toda a sua carreira intelectual, consistisse na vontade de relacionar a sua atividade de investigação com a conjuntura social e política atual, com os desafios e ameaças do presente.
Este curso chama-se "Tramas: Umberto Eco entre semiótica e literatura";, e refere-se, com uma única fórmula, a todos os aspectos mencionados até agora: os enredos da narrativa, com as suas técnicas, cruzamentos e tramas; mas também as tramas tramadas pelos personagens dos romances de Eco, como no Pêndulo de Foucault ou no Cemitério de Praga.

BIBLIOGRAFIA

BONDANELLA, Peter, Umberto Eco and the Open Text: semiotic, fiction, popular culture,
Cambridge University Press, Cambridge, 1997.

CAPOZZI, Rocco, Interpretation and Overinterpretation. The rights of texts, readers and implied
authors, in Reading Eco. An anthology, a cura di R. Capozzi, Indiana University Press,
Bloomington-Indianapolis, 1997, pp. 217-234.
——————, Revisiting History: Conspiracies and Fabrication of Texts in “Foucault’s Pendulum”
and “The Prague Cemetery”, in «Italica», Vol. 90, No. 4, Winter 2013, pp. 620-649.
——————, Umberto Eco’s “Numero zero”: A j’accuse” of Forgeries, Lies, Conspiracies and
Bitter Truths, in «Italica», Vol. 92, No. 1, Spring 2015, pp. 222-240.

ECO, Umberto, Apocalittici e integrati, La nave di Teseo, Milano, 2011.
——————, Apocalipticos e Integrados, tradução de Rodolfo Ilari e Carlos Vogt, Perspectiva, São
Paulo, 1993.

——————, I limiti dell’interpretazione, La nave di Teseo, Milano, 2016.
——————, Os Limites da Interpretação, tradução de Pérola de Carvalho, Perspectiva, São
Paulo, 2015.

——————, Il cimitero di Praga, Bompiani, Milano, 2010.
——————, O cemetério de Praga, tradução de Joana Angélica d’Ávila Melo, Record, Rio de
Janeiro, 2011.

——————, Il nome della Rosa, La nave di Teseo, Milano, 2022.
——————, O nome da Rosa, tradução de Aurora Fornoni Bernardini e Homero Freitas de
Andreade, Record, rio de Janeiro, 1986.

——————, Il pendolo di Foucault, La nave di Teseo, Milano, 2018.
——————, O Pêndulo de Foucault, tradução de Ivo Barroso, Bestbolso, XXXXXX Boston,
2007.

——————, Il superuomo di massa, La nave di Teseo, Milano, 2016.
——————, O super-homem de massa, tradução de Pérola de Carvalho, Perspectiva, São Paulo,
1991.

——————, Interpretazione e sovrainterpretazione, Bompiani, Milano,1992.
——————, Interpretação e Superinterpretação, Martins Fontes, São Paulo, 2005.
——————, Introduzione. La semiosi ermetica e il “Paradigma del velame”, in L’idea deforme.
Interpretazioni esoteriche di Dante, a cura di Maria Pia Pozzato, Bompiani, Milano, 1989, pp. 9-37.
——————, Lector in fabula, La nave di Teseo, Milano, 2020.
——————, Lector in fabula, tradução de Attilio Cancian, Perspectiva, São Paulo, 2011.

——————, Numero zero, Bompiani, Milano, 2019.
——————, Número zero, tradução de Ivone Benedetti, Record, Rio de Janeiro, 2015.
——————, Sei passeggiate nei boschi narrativi, La nave di Teseo, Milano, 2018.
——————, Seis passeios pelos bosques da ficção, tradução de Hildegard Feist, Companhia das
Letras, São Paulo, 1994.
——————, Sette anni di desiderio, Bompiani, Milano, 2018.
——————, Viagem na Irrealidade cotidiana, tradução de Aurora Fornoni Bernardini e Homero
Freitas de Andrade, Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1984.
——————, Sugli specchi e altri saggi, La nave di Teseo, Milano, 2018.
——————, Sobre os Espelhos e Outros Ensaios, Relógio D’Água, Lisboa, 2016.

——————, Tra menzogna e ironia, La nave di Teseo, Milano, 2020.
——————, Entre a mentiria e a ironia, tradução de Eliana Aguiar, Record, Rio de Janeiro, 2006.

POLIDORO, Pietro, Il limite è il ragionevole, in Sara G. Beardsworth and Randall E. Auxier (eds.),
La filosofia di Umberto Eco, La nave di Teseo, Milano, 2017, pp, 181-199.

MUSALLA-SCHRØDER, Ulla, “Enciclopedia” e “mondi possibili”: storia, finzione e
falsificazione nei romanzi di Umberto Eco, in Sara G. Beardsworth and Randall E. Auxier (eds.), La
filosofia di Umberto Eco, La nave di Teseo, Milano, 2017, pp. 582-605.

TRAINITO, Marco, Umberto Eco: Odissea nella biblioteca di Babele, Il Prato, Padova, 2014, pp.
205-227.

Programa

Aula 1: Mono-, bi-, plurilíngue: Introdução ao curso
Aula 2: Principais conceitos
Aula 3: Biografia linguística
Aula 4: Paisagem linguística
Aula 5: Leitura em intercompreensão: galego e espanhol
Aula 6: Leitura em intercompreensão: italiano e talian
Aula 7: Leitura em intercompreensão: catalão e francês
Aula 8: Leitura em intercompreensão: romeno / Encerramento


Bibliografia:

ALBUQUERQUE-COSTA, H. A.; MAYRINK, M. F.; SANTORO, E. A Intercompreensão em Línguas Românicas na formação do professor de línguas estrangeiras: a experiência da USP. Revista Letras Raras, [S.l.], v. 6, n. 3, 2017, p. 82-95. Disponível em: http://revistas.ufcg.edu.br/ch/index.php/RLR/article/view/902
CANDELIER, M.; CAMILIERI-GRIMA, A.; CASTELLOTTI, V.; DE PIETRO, J.-.; LÖRINCZ, I.; MEISSNER, F.-J.; SHRÖDER-SURA, A.; NOGUEROL, A. CARAP – Cadre de référence pour les approches plurielles des langues et des cultures. Graz: Conseil de l’Europe, 2012. Disponível em: http://carap.ecml.at/
COSTE, D.; MOORE, D.; ZARATE, G. (2009 [1997]). Compétence plurilingue et pluriculturelle. Version révisée et enrichie d’un avant-propos et d’une bibliographie complémentaire. Parution initiale: 1997. Vers un Cadre Européen Commun de référence pour l’enseignement et l’apprentissage des langues vivantes: études préparatoires. Version révisée: 2009. Division des Politiques linguistiques, Strasbourg. Disponível em: https://rm.coe.int/168069d29c
CUQ, J. P. (org.). Dictionnaire de didactique du français langue étrangère et seconde. Paris: CLE International, 2003.
DE CARLO, M.; ANQUETIL, M. Référentiel de compétences de communication plurilingue en Intercompréhension - REFIC. EL.LE, v. 8, n. 1, p. 163-234, 2019. Disponível em: https://edizionicafoscari.unive.it/it/edizioni4/riviste/elle/2019/1numm…
ESCUDÉ, P; CALVO DEL OLMO, F. Intercompreensão: a chave para as línguas. São Paulo: Parábola, 2019.
MIRANDA-PAULO, L. A intercompreensão no curso de Letras: formando sujeitos plurilíngues a partir da leitura de textos acadêmicos em línguas românicas. 2018. 470f. Tese (Doutorado em Língua Francesa) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2018. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8146/tde-26032019-145256/pt-br…
SARSUR-CÂMARA, É. Abordagens plurais das línguas no ensino fundamental: experiência piloto com pré-adolescentes de uma escola pública de Belo Horizonte. 2020. Tese (Doutorado em Estudos Linguísticos), Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2020. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/33943

 

Programa

Aula 1: A origem e o contexto histórico do conceito de “Democracia Racial”
Aula 2: “Democracia racial” e suas transformações discursivas ao longo do século XX
Aula 3: A “Democracia Racial” na mídia: jornais e revistas da época

Referências bibliográficas:
ANDREWS, George Reid. Negros e Brancos em São Paulo (1888-1988). São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1998.
CUNHA, O. M. G. Sua alma em sua palma: Identificando a ‘raça’ e inventando a nação. In: PANDOLFI, D. Repensando o Estado Novo. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1999.
FERNANDES, Florestan. O negro no mundo dos brancos. São Paulo: Global, 2007.
FERNANDES, Florestan. A integração do negro na sociedade de classes. 4ª ed. São Paulo: Global Editora, 2008.
FREYRE, Gilberto. Casa-Grande & Senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. 51ª ed. rev. São Paulo: Global Editora. 2006 [1933].
GUIMARÃES, Antônio Sérgio Alfredo. Democracia racial: o ideal, o pacto e o mito. Novos Estudos Cebrap, v. 20, p. 147-162, out. 2001.
HASENBALG, Carlos; SILVA, Nelson do Valle. Relações Raciais no Brasil Contemporâneo. Rio de Janeiro: Rio Fundo Editora, 1992.
HOFBAUER, Andreas. Uma história de branqueamento ou o negro em questão. São Paulo: Editora UNESP, 2006.
KERN, Gustavo da Silva. Gilberto Freyre e Florestan Fernandes: O debate em torno da democracia racial no Brasil. In: Revista Historiador, n. 6, jan., 2014.
MAIO, M. C. O Projeto Unesco e a agenda das ciências sociais no Brasil dos anos 40 e 50. Revista Brasileira de Ciências Sociais, 14:141-158. 1999.
MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1999.
SCHWARCZ, Lília Moritz. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão
racial no Brasil - 187011930. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
SCHWARTZMAN, Simon. As Causas da Raça no Pensamento Brasileiro. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
SKIDMORE, Thomas E. Preto no Branco: raça e nacionalidade no pensamento brasileiro. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.

Programa

Aula 1 (05/08) - Desvendando a IA Generativa e o Poder dos Prompts
Apresentação da IA Generativa, dos Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs) e dos conceitos fundamentais da engenharia de prompts. Análise da anatomia de um prompt eficaz (instrução, contexto, persona, formato). Introdução da proposta de mini-projeto prático a ser desenvolvido ao longo do curso.

Aula 2 (07/08) - Princípios e Técnicas Fundamentais de Engenharia de Prompts
Aprofundamento em técnicas essenciais para o refinamento de prompts, como clareza, especificidade, uso de delimitadores e a arte da iteração. Exploração de estratégias para definir persona, tom e formato da resposta da IA, incluindo a técnica de "few-shot prompting" e a análise de erros comuns.

Aula 3 (12/08) - Técnicas Avançadas, Ética Prática e Aplicações Profissionais
Estudo de técnicas avançadas como "Chain-of-Thought" (Cadeia de Pensamento) e prompts de autorreflexão. Discussão sobre ética na prática, incluindo o uso de prompts para identificar vieses. Participação de especialista convidada para apresentar casos de uso da IA na produção de conteúdo profissional. Início do desenvolvimento dos mini-projetos.

Aula 4 (14/08) - Desenvolvimento de Projetos, Ética Aprofundada e o Futuro da IA
Discussão sobre implicações éticas complexas (autoria, plágio, desinformação) e o papel do humanista na construção de uma IA responsável. Finalização e apresentação dos mini-projetos práticos, com feedback coletivo. Panorama sobre o futuro da IA e indicação de recursos para aprendizado contínuo.


Bibliografia:


1. Benamara, F., Taboada, M., & Mathieu, Y. (2017). Evaluative Language Beyond Bags of Words: Linguistic Insights and Computational Applications. Computational Linguistics, 43(1), 201-264.
2. Bender, E. M., Gebru, T., McMillan-Major, A., & Shmitchell, S. (2021). On the Dangers of Stochastic Parrots: Can Language Models Be Too Big?. In Proceedings of the 2021 ACM Conference on Fairness, Accountability, and Transparency (FAccT '21).
3. Giray, L. (2024). The Prompt Report: A Systematic Survey of Prompting Techniques. arXiv preprint arXiv:2403.13551.
4. Grimmer, J., Roberts, M. E., & Stewart, B. M. (2022). Text as Data: A New Framework for Machine Learning and the Social Sciences. Princeton University Press.
5. Liu, P., Yuan, W., Fu, J., Jiang, Z., Hayashi, H., & Neubig, G. (2022). Pre-train, Prompt, and Predict: A Systematic Survey of Prompting Methods in Natural Language Processing. ACM Computing Surveys, 55(9), 1-35.
6. Oppenlaender, J. (2024). A Prompt Pattern Catalog to Enhance Prompt Engineering with ChatGPT. arXiv preprint arXiv:2302.11382.
7. Silva, T. F. L. da. (2022). O Pão Que O Viado Amassou: contribuições da semiótica para o processamento de língua natural. Estudos Semióticos, 18(3), 70-92.
8. Silva, T. F. L. da. (2023). Using transformer networks and tensive semiotics to improve sentiment analysis accuracy in tourism digital platforms. In Semiotica e intelligenza artificiale (pp. 131-147). Aracne.
9. Silva, T. F. L. da. (2023). Humanismo digital e transformação social: campos abertos para o fomento da inovação nas Ciências Humanas e Sociais. Revista Sciencia Veritas, 2, 5-8.
10. Silva, T. F. L. da, et al. (2025). CDB: A Unified Framework for Hope Speech Detection Through Counterfactual, Desire, and Belief. In Findings of the Association for Computational Linguistics: NAACL 2025.
11. Sivasubramaniam, S., & Gurevych, I. (2024). An Empirical Categorization of Prompting Techniques for Large Language Models: A Practitioner’s Guide. In Proceedings of the 2024 Conference of the North American Chapter of the Association for Computational Linguistics: Human Language Technologies (NAACL 2024).
12. Wei, J., Wang, X., Schuurmans, D., Bosma, M., Chi, E., Le, Q., & Zhou, D. (2022). Chain-of-Thought Prompting Elicits Reasoning in Large Language Models. Advances in Neural Information Processing Systems, 35.
13. White, J., Fu, Q., Hays, S., Sandborn, M., Olea, C., Gilbert, H., ... & Schmidt, D. C. (2023). A Prompt-Based Probing Framework for Connecting Language Models to Knowledge Bases. arXiv preprint arXiv:2305.14924.
14. Zhang, T., Ke, P., Chen, Y., Zhang, J., & Li, F. (2023). A Systematic Survey of Prompt Engineering in Large Language Models: Techniques and Applications. arXiv preprint arXiv:2402.07927.

Programa

Aula 1.  Fundamentos da Teoria da Atividade (TA) e o Ensino de Línguas
Conceitos centrais da TA, focando nas unidades de análise das 4 gerações (Vygotsky 1981, 1991,
2001; Leontiev, 1978; Engeström, 1999, 2001, 2014; Engeström e Sannino (2018). Ênfase no modelo triangular expandido de Engeström e seu uso prático.
Prática: Análise da sala de aula de línguas orientais como um Sistema de Atividade. Identificação dos componentes (p. ex., o professor como sujeito, o domínio da língua/cultura oriental como objeto, os materiais didáticos e TICs como instrumentos).
Foco para Línguas Orientais: Como a complexidade da escrita, pode ser entendida como um
"instrumento" na atividade de aprendizagem e como as regras culturais e sociais (Comunidade e Regras) influenciam a comunicação na língua-alvo.

Aula 2. Contradições e Transformação na Prática Docente
O papel das contradições como motor da mudança e do desenvolvimento (Ciclo expansivo). A Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) em ambientes de ensino de L2.
Prática: Estudo de caso de contradições comuns no ensino de línguas orientais (p. ex., o choque entre os métodos de ensino e as expectativas de aprendizagem dos alunos).
Aplicação: Uso da TA como ferramenta metodológica para que professores e alunos de graduação identifiquem, analisem e proponham soluções inovadoras para as contradições em seus próprios contextos de ensino/aprendizagem.

Aula 3. Mediação, Instrumentos e Tecnologias Digitais
O conceito de mediação semiótica. A linguagem como ferramenta psicológica. A relevância da
mediação pedagógica no desenvolvimento da consciência linguística e cultural.
Prática: Avaliação e design de instrumentos pedagógicos para línguas orientais à luz da TA (p. ex., a criação de tarefas autênticas, o uso de mídias sociais ou aplicativos de escrita como instrumentos, e a discussão sobre como esses instrumentos medeiam a relação Sujeito Objeto).
Aplicação: Elaboração de atividades para analisar a eficácia das tecnologias ou mídias sociais como instrumentos mediadores no desenvolvimento das capacidades de linguagem nas línguas orientais.

Aula 4. Motivo e Engajamento na Atividade de Aprendizagem de Línguas Orientais
A relação entre Motivo, Necessidade e Objeto da atividade. A importância de alinhar o motivo do aluno (geralmente ligado a interesses culturais, acadêmicos ou profissionais) ao objeto da atividade pedagógica.
Prática: Estratégias para identificar e desenvolver o motivo de alunos. Discussão sobre a criação de tarefas que sejam, de fato, atividades (que tenham um motivo genuíno para o aluno, e não apenas um fim acadêmico).
Aplicação: Criação de projetos de atividade que engajem o aluno na totalidade do sistema de atividade, fomentando a autonomia e a colaboração.

Bibliografia
ENGESTRÖM, Y. Innovative learning in work teams: analysing cycles of knowledge creation in practice, in: Y. ENGESTRÖM et al. Perspectives on Activity Theory. Cambridge: Cambridge University Press, p. 377-406, 1999.
ENGESTRÖM, Y. Expansive Learning at work: toward and activity theoretical reconceptualization. Journal of Education and Work, v. 14, n 1, p.133-153, 2001. Learning by Expanding
ENGESTRÖM, Y . Learning by expanding: An Activity-Theoretical Approach to Developmental Research. 2 nd ed. Cambridge University Press, 2014.
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido, 17ª. ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1987.
LEONTIEV, A. O desenvolvimento do psiquismo. Lisboa: Livros Horizonte, 1978.
MATOS, Doris Cristina Vicente da Silva; SOUSA, Cristiane Maria Campelo Lopes LANDULFO DE (org.). Suleando conceitos e linguagens: decolonialidades e epistemologias outras / Organizadoras: Doris Cristina Vicente da Silva Matos e Cristiane Maria Campelo Lopes Landulfo de Sousa; Prefácio de Claudiana Nogueira de Alencar. – 1. ed. – Campinas, SP : Pontes Editores, 2022.
PUH, M. Lições do expresso do oriente: metodologias de ensino de línguas não-hegemônicas no Brasil. In: INICIAÇÃO & FORMAÇÃO DOCENTE, v. 7, p. 822-827, 2020.
SILVA, O. O. De línguas minorizadas dos núcleos de imigrantes a disciplinas escolares da educação básica: o ensino de línguas alóctones nas redes públicas estaduais sob a perspectiva glotopolítica. In: COTINGUIBA, M.L.P.; TONDINELI, P.G. (Org.). Contextos de aprendizagem e de descrição de línguas autóctones e alóctones. 1ed.Porto Velho: Edufro, 2021b.
VYGOTSKY, L. S. The Genesis of Higher Mental Functions. In: WERTSCH, J.V. The Concept of Activity in Soviet Psychology: An Introduction. M.E. Sharpe, Inc. New York: USA, 1981.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente (1934). 4ºed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.
VYGOTSKY, L. S. Pensamento e linguagem. S/L [Edição eletrônica]: Ed Ridendo Castigat Mores, 2001
WALSH, C. Interculturalidade e decolonialidade do poder um pensamento e posicionamento "outro" a partir da diferença colonial. Revista Eletrônica da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) v. 05, n. 1, Jan.-Jul., 2019