Programa

Aula 1. Introdução: apresentação das ministrantes, perspectiva teórica, escopo do curso e expectativas. Panorama geral dos plantios de coca na América Latina e, em particular, na Colômbia. Apresentação das/os alunas/os.
Aula 2. Regiões de colonização, fronteira agrícola e política agrária.
Aula 3. Mundo rural e atores armados.
Aula 4. Cultivadores da folha de coca. O papel da coca na economia rural familiar, plantios de coca, gênero e questões étnicas.
Aula 5. Acordo de paz de 2016. Como chegamos ao acordo de paz, o que foi acordado em relação aos "cultivos de uso ilícito", implementação do programa nacional de substituição de cultivos e mobilização civil.
Fechamento e avaliação do curso.

Bibliografia
ARCHILA, M. Conflictos, poderes e identidades en el Magdalena Medio 1990 - 2001. Bogotá: Colciencias, Cinep, 2006a.
ARCHILA, M. Las identidades en el Magdalena Medio. In: Conflictos, poderes e identidades en el Magdalena Medio 1990-2001. Bogotá: Colciencias, Cinep, 2006b. p. 465–508.
ARCILA, M. T. Magdalena Medio. In: Un mundo que se mueve como el río. Historia regional del Magdalena Medio. Bogotá: Instituto Colombiano de Antropología-ICAN; Plan Nacional de Rehabilitación-PNR, 1994. p. 13–85.
BARTRA, A. Campesindios. Aproximaciones a los campesinos de un continente colonizado. Boletín de Antropología Americana, n. 44, p. 5–24, 2008.
CIRO, Estefania. Cultivando coca en El Caquetá: vidas y legitimidades en la actividad cocalera. [tese de doutorado] Universidad Nacional Autónoma de México- UNAM, 2016.
BOLÍVAR, I. Identidades culturales y formación del Estado en Colombia: colonización, naturaleza y cultura. Primera ed. Bogotá: Universidad de los Andes, Facultad de Ciencias Sociales, Departamento de Ciencia Política, CESO, Ediciones Uniandes, 2006a.
CHAVES, M.; ZAMBRANO, M. Desafíos de la nación multicultural. Una mirada comparativa sobre la reindianización y el mestizaje en Colombia. In: MARTINEZ, C. (Ed.). . Repensando los Movimientos Indígenas. Quito: FLACSO, Ecuador; Ministerio de cultura del Ecuador, 2009. p. 215–245.
CIRO, Estefanía. Cultivando coca en el Caquetá: vidas y legitimidades en la actividad cocalera. 2016. Tese (Doutorado em Sociologia). Facultad de ciencias políticas y sociales. Programa de postgrado en ciencias políticas y sociales. Universidad Nacional Autónoma de México: Ciudad de México, 2016
CUBIDES C., F. La participación política del campesinado en el contexto de la guerra: el caso colombiano. La construcción de la democracia en el campo latinoamericano, 2006.
CULMA Vargas, Edinso. Petróleo, coca, despojo territorial y organización social en Putumayo. CNMH: Bogotá, 2015.
FAJARDO, D. Fronteras, Colonizaciones, y Construcción Social del Espacio. In: Frontera y poblamiento: estudios de historia y antropología de Colombia y Ecuador. Lima: Institut français d’études andines, 1996. p. 237–282.
FAJARDO, D. Las Zonas De Reserva Campesina: Primeras Experiencias. p. 19, 2000.
FAJARDO, D. Colombia: dos décadas en los movimientos agrarios. Cahiers des Amériques latines, n. 71, p. 145–168, 2012
FONSECA, D.; GUTIERREZ, O.; RUDQVIST, A. Cultivos de uso ilícito en el sur de Bolívar: aproximación desde la economía política. Bogotá: PNUD - Asdi, 2005.
GUTIÉRREZ, F. Tensiones y dilemas de la producción cocalera. Análisis Político, v. 32, n. 97, p. 71–90, 2019.
GUTIERREZ, O. La oposición regional a las negociaciones con el ELN. Análisis Político, v. 0, n. 52, p. 34–50, 2004a.
GUTIERREZ, O. Desplazamiento forzoso y tenencia de la tierra en San Pablo (sur de Bolívar). Revista Controversia, n. 183, p. 22–47, 2004b.
HOFFMANN, O. Divergencias construidas, convergencias por construir. Identidad, territorio y gobierno en la ruralidad colombiana. Revista Colombiana de Antropologia, v. 52, n. 1, p. 17–39, 2016.
LYONS, Kristina. Vital decomposition. soil practitioners and life politics. Duke University Press: Durham, London. 2020.
PARADA, M. M.; MARÍN, M. Mujeres y coca: una relación agridulce. 2019.
RAMIREZ, M. C. Entre el estado y la guerrilla: identidad y ciudadanía en el movimiento de los campesinos cocaleros del Putumayo. Bogotá: Instituto Colombiano de Antropología e Historia-ICANH, 200
_____. Alternative development in Putumayo, Colombia bringing back the State throught the creationof Community and “Productive Social Capital”? IN: Hutchins, F.; Wilson, P. (eds). Editing Eden. University of Nebraska Press, Nebraska, 2010
_____; Bolívar, Ingrid; Iglesias, Juliana; Torres, María Clara; Vásquez, Teófilio.
Elecciones, coca, conflicto y partidos políticos en Putumayo 1980- 2007. Cinep, ICANH: Bogotá. 2010
RINCÓN G., J. J. La gente de la Macarena. Colonos, campesinos e institucionalidad local en la configuración social del territorio. Bogotá: CINEP, 2018.
SALCEDO, L.; PINZÓN, R.; DUARTE, C. El paro nacional agrario: un análisis de los actores agrarios y los procesos organizativos del campesinado colombiano. [s.l: s.n.]. Disponível em: <https://medvedkino.files.wordpress.com/2014/12/paro_agrario_2013_actore…;
TATE, Winifred. Drogas, bandidos y diplomáticos: formulación de política pública de Estados Unidos hacia Colombia. Klatt, Andy; Ramírez, Ma. Clemencia (trads.) Universidad del Rosario: Bogotá. 2015

Programa

Primeiro encontro:
Movimentações de Gays e Lésbicas nos anos da Ditadura Civil-Militar

Segundo encontro:
Lampião e ChanacomChana

Terceiro encontro:
Movimento de Travestis no Brasil
homossexualidade masculina e da epidemia de HIV-Aids.

Quarto encontro:
Novos grupos LGBT´s
Emergências bissexuais

Referências:

Green, James Naylor.Além do carnaval. A homossexualidade masculina no Brasil do século XX. Tradução Cristina Fino e Cássio Arantes Leite. – São Paulo: Editora UNESP, 2022.

Oliveira, L. F. (2017). Quem tem medo de sapatão? Resistência lésbica à Ditadura Militar (1964-1985). Revista Periódicus, 1(7), 06–19.

LESSA, Patrícia. Visibilidade e Ação Lesbiana na década de 1980: uma análise a partir do Grupo de Ação Lésbico-Feminista e do boletim Chanacomchana. Revista Gênero, v. 8, n. 2, 2008.

MARTINS, Larissa Pinto. Quebrando o Tabu: Visibilidade lésbica através dos boletins Chanacomchana. RELACult-Revista Latino-Americana de Estudos em Cultura e Sociedade, v. 5, 2019.

FRACCAROLI, Yuri. Dissidentes sexuais e de gênero e a ditadura civil-militar brasileira: entre a Memória Política e as memórias cotidianas. Revista Uruguaya de Ciencia Política, v. 31, n. 1, p. 25-53, 2022.

DE JESUS, Jaqueline Gomes; ALVES, Hailey. Feminismo transgênero e movimentos de mulheres transexuais. Revista Cronos, v. 11, n. 2, 2010.

SIMÕES, Júlio Assis. Gerações, mudanças e continuidades na experiência social da homossexualidade masculina e da epidemia de HIV-Aids. Sexualidad, Salud y Sociedad, n. 29, ago 2018, pp.313-339.

Macrae, Edward. A construção da igualdade- política e identidade homossexual no Brasil da “abertura”. Salvador: EDUFBA, 2018.

FACCHINI, Regina. Entre compassos e descompassos: um olhar para o" campo" e para a" arena" do movimento LGBT brasileiro. Bagoas-Estudos gays: gêneros e sexualidades, v. 3, n. 04, 2009.
ALMEIDA, Guilherme. 'Homens trans': novos matizes na aquarela das masculinidades?. Revista Estudos Feministas, v. 20, p. 513-523, 2012.

FACCHINI, Regina; FRANÇA, Isadora Lins (Ed.). Direitos em disputa: LGBTI+, poder e diferença no Brasil contemporâneo. Editora da Unicamp, 2020.

Programa

Ementa:
Entendendo o texto como uma totalidade de sentido dotada de um plano de conteúdo e um plano de expressão, qualquer que seja este (verbal, visual, audiovisual etc.), a Semiótica Discursiva oferece um amplo arcabouço teórico-metodológico para o estudo dos diferentes textos que circulam no contexto contemporâneo, possibilitando, assim, o refinamento e a ampliação das habilidades de produção e interpretação. A proposta do curso é, portanto, apresentar aos participantes alguns dos princípios básicos de análise nessa perspectiva sem deixar de mostrar a sua produtividade para a compreensão da configuração do sentido nos diferentes textos, pertencentes a múltiplas esferas discursivas e linguagens de manifestação. Teoria e prática de análise serão trabalhadas de maneira conjunta durante todo o curso, com base em exemplos variados: textos literários, jornalísticos, fotográficos, em quadrinhos, memes, adaptações etc. O objetivo é o de chamar a atenção dos participantes para questões como: a produção de sentidos e efeitos de sentido; as estratégias enunciativas e a manipulação discursivo-textual; os procedimentos de textualização e discursivização; a convocação sensível-inteligível e o gerenciamento do fluxo de atenção.

:. Objetivos:
Proporcionar aos interessados uma perspectiva teórico-metodológica que os auxilie na análise de vários tipos de textos provenientes de diferentes linguagens e esferas de circulação.

:. Programa:
Aula 1. Apresentação do curso e dos princípios teóricos básicos da abordagem semiótica
Aula 2. Análise do conteúdo: o percurso gerativo do sentido
Aula 3. Análise da expressão: textos sincréticos e a questão do semissimbólico
Aula 4. Enunciado e enunciação: estratégias enunciativas, gêneros do discurso e efeitos de sentido produzidos
Aula 5. Desdobramentos da teoria: outras propostas da análise semiótica


:. Bibliografia básica:
BARROS, Diana Luz Pessoa de. Teoria semiótica do texto. São Paulo: Ática, 2005.
DISCINI, Norma. A comunicação nos textos. São Paulo: Contexto, 2005.
FIORIN, José Luiz. Esboço da história do desenvolvimento da semiótica francesa. Cadernos de Estudos Linguísticos UNICAMP, vol. 42, 2002. p. 131-146. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8637144
______. Elementos de análise do discurso. São Paulo: Contexto, 2006.
______. Em busca do sentido: estudos discursivos. São Paulo: Contexto, 2008.
FONTANILLE, Jacques. Práticas semiótica: imanência e pertinência, eficiência e otimização. In: VISSOTTO, Maria Lúcia; PORTELA, Jean Cristtus (orgs.). Semiótica e mídia: textos, práticas, estratégias. Bauru, SP: Unesp/FAAC, 2009. p. 15-74. Disponível em: https://issuu.com/lucasdebarbo/docs/semioticaemidia
GOMES, Regina Souza. Relações entre linguagens no jornal: fotografia e narrativa verbal. Niterói, RJ: EdUFF, 2008. Disponível em: http://www.eduff.uff.br/index.php/catalogo/8-catalogo/livros/590-relaco…
HERNANDES, Nilton A mídia e seus truques. São Paulo: Contexto, 2006.
LANDOWSKI, Eric. Sociossemiótica: uma teoria geral do sentido. Galáxia, n. 27, 2014. p. 10-20. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/galaxia/article/view/19609/14586
LIMA, Eliane Soares de. (Multi)letramentos na escola: proposições da semiótica discursiva à ação didática. Revista do GEL, v. 16, n. 3, 2019. Disponível em: https://revistadogel.emnuvens.com.br/rg/article/view/2804/0
______. A convocação afetiva do enunciatário-leitor: uma possibilidade de análise discursiva. Todas as Letras (MACKENZIE. Online), v. 18, 2016. p. 145-157.
______. O discurso de uma fotografia de imprensa: uma abordagem semiótica. In: GARCIA, Bianca Rigamonti Valeiro et al. (orgs.). Análises do discurso: o diálogo entre as várias tendências na USP. Ied.São Paulo: Paulistana, 2009. Disponível em: http://eped.fflch.usp.br/sites/eped.fflch.usp.br/files/O%20di%C3%A1logo…
LOPES, Ivã Carlos; HERNANDES, Nilton Semiótica: objetos e práticas. SP: Contexto, 2009.
______.; SOUZA, Paula Martins. Estudos semióticos do plano da expressão. São Paulo: FFLCH-USP, 2018. Disponível em: http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/314
MANCINI, Renata. Os modos de engajamento do leitor de Grande sertão: veredas em quadrinhos. Todas as Letras (MACKENZIE Online), v. 21, 2019. p. 100-113. Disponível em: http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/tl/article/view/12340
PIETROFORTE, Antonio Vicente Semiótica Visual: os percursos do olhar. São Paulo: Contexto, 2004.
______. Tópicos de semiótica. Modelos teóricos e aplicações. São Paulo: AnnaBlume, 2008.
PORTELA, Jean C. Semiótica midiática e níveis de pertinência. In: VISSOTTO, Maria Lúcia; PORTELA, Jean Cristtus (orgs.). Semiótica e mídia: textos, práticas, estratégias. Bauru, SP: Unesp/FAAC, 2009. p. 93-113. Disponível em: https://issuu.com/lucasdebarbo/docs/semioticaemidia
TATIT, Luiz Análise semiótica através das letras. São Paulo: Ateliê editorial, 2001.
______. Bases do pensamento tensivo. Estudos Semióticos, vol. 15, edição especial, 2019. p. 11-26. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/esse/article/view/156045
TEIXEIRA, Lucia. Leitura de textos visuais: princípios metodológicos. In: BASTOS, N. B. (org.).
Língua portuguesa: lusofonia. Memória e diversidade cultural. São Paulo: EDUC, 2008. p. 299-306.
______. Relações entre o verbal e o não-verbal: pressupostos teóricos. Caderno de Discussão do Centro de Pesquisas Sociossemióticas, v. 1, São Paulo, 2001. p. 415-426.

Programa

Módulo 1: “ AMÉFRICA”
- Abertura e apresentação do curso.
- Discutir o processo de formação e criação da América Latina e ressignificar esse conceito, através da
categoria de amefricanidade de Lélia Gonzalez. Levantaremos questionamentos do que significa ser
negro/a na América Latina e como o racismo estruturou e continua estruturando nossas sociedades.

Módulo 2: “Diásporas Negras: Colômbia”
- Pacífico Negro Colombiano: Trazer novas releituras da história e geografia da população negra na
Colômbia, com o intuito de problematizar como esse país construiu uma imagem que remete à colonização
pela imigração europeia, mas oculta a presença afrocolombiana.

Módulo 3: “Diásporas Negras: Argentina”
- “Buenos Aires Negra, Negra Buenos Aires”: Com enfoque na cidade de Buenos Aires propomos
pluralizar as narrativas acerca do ideário brancocentrado da cidade, através da discussão das geo-grafias
negras e identificar os antigos “barrios negros”. 

Módulo 4: “Diásporas Negras: Brasil”
- População negra em São Paulo (virada séc XIX -XX): Apresentar as sociabilidades negras e a ocupação
do espaço urbano frente ao projeto higienista de modernização da cidade. Refletir sobre a presença negra
do centro da cidade como grafias de memórias da diáspora.
- Momento para debate e reflexões com o grupo.
- Encerramento

Referências bibliográficas
ANDREWS, George Reid. Los Afroargentinos de Buenos Aires. Buenos Aires: Ediciones de la Flor S.R.L., 1989.
CARNEIRO, Sueli. A construção do outro como não-ser como fundamento do ser. FEUSP, 2005. Disponível
em:
< https://negrasoulblog.files.wordpress.com/2016/04/a-construc3a7c3a3o-do…-
fundamento-do-ser-sueli-carneiro-tese1.pdf >   Acesso: 14/10/2020.
GELER, Lea. Andares negros, caminos blancos: afroporteños, Estado y Nación. Argentina a fines del siglo
XIX. Rosario: Prohistoria Ediciones, TEIAA (Universidad de Barcelona), 2010.
GONZALEZ, Lélia. A categoria político-cultural de Amefricanidade. In: Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, nº 92/93
(jan/jun) 1988.
GROSFOGUEL, Ramón. “A estrutura do conhecimento nas universidades ocidentalizadas: racismo/sexismo
epistêmico e os quatro genocídios/epistemicídios do longo século XVI”. In: Revista e Sociedade e Estado-
Volume 31, Número 1, Janeiro/ Abril 2016. 
GROSFOGUEL, Rámon. Para descolonizar os estudos da economia política e os estudos pós-coloniais.
Trasmodernidade, pensamento de fronteira e colonialidade global. in SANTOS, Boaventura S.; MENESS, Maria P.
(org.). Epistemologias do Sul. São Paulo: Cortez, 2010.
GUERRA, Geinne Monteiro de Souza Guerra. Pacífico Negro Colombiano: territorialidades e os movimentos
negros de 1980 a 1990. 73f. Trabalho de Graduação Individual (TGI)- FFLCH- Universidade de São Paulo, São
Paulo, 2018. Disponível em: http://www.tcc.sc.usp.br/tce/disponiveis/8/8021104/tce-18022019-081013/…
Acesso: 09/12/2021.
GUIMARÃES, Geny Ferreira. “Geo-grafias Negras e Geografias Negras”. In: Revista da ABPN, v. 12, n. Ed.
Especial. Caderno Temático: “Geografias Negras”, abril de 2020, pp. 292-311. Disponível em:
http://abpnrevista.org.br/revista/index.php/revistaabpn1/article/view/8… . Acesso em: julho de 2020.
KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Editora Cobogó, 2019.
MIGNOLO, Walter D. La idea de América Latina. La herida colonial y la opción decolonial. Trad. JAWERBAUM,
Silvia; BARBA, Julieta. Barcelona: Editorail Gedisa, 2007.
MORAES, Amanda de Lima. Negras e negros na cidade de São Paulo: A igreja do Rosário como espaço de
resistência. In: Estudios afrolatinoamericanos 4 : actas de las sextas jornadas del GEALA . p.357-367 - 1a ed . -
Ciudad Autónoma de Buenos Aires : Ediciones del CCC Centro Cultural de la Cooperación Floreal Gorini, 2019.
Disponível em: https://geala.files.wordpress.com/2019/09/estudios-afrolatinoamericanos…-
del-geala.pdf
NASCIMENTO, Elisa Larkin. Lutas Africanas no Mundo e nas Américas. A Matriz Africana no Mundo. Elisa Larkin
Nascimento (org.). São Paulo: Selo Negro, 2008. Sankofa: Matrizes africanas da cultura brasileira. Disponível em:
https://afrocentricidade.files.wordpress.com/2016/04/a-matriz-africana-…
Acesso: 09/ 02/2021.
QUIJANO, Aníbal. “Colonialidade do poder, Eurocentrismo e América Latina”. In: A colonialidade do saber:
eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005. Disponível
em: http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/clacso/sur-sur/20100624103322/12… . Acesso em: julho de 2020.
RATTS, Alex. Eu sou Atlântica. Sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento. São Paulo: Imprensa Oficial,
2006.
REIS, Marilise Luiza Martins dos. Vozes e políticas da diáspora na América Latina e Caribe: A Red de Mujeres
Afrolatinoamericanas, Afrocaribeñas y de la Diáspora como movimento transnacionl afrodiaspórico.
Florianópolis, 2012. Disponível em: < https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=159121748006 > Acesso: 25/01/2021.
ROLNIK, Raquel. Territórios negros nas cidades brasileiras. In:Revista de Estudos Afro-Asiáticos 17 – CEAA,
Universidade Cândido Mendes, Rio de Janeiro, 1989.
SANTOS, Carlos José Ferreira dos. Nem tudo era italiano. São Paulo e Pobreza 1890-1915. São Paulo,
Annablume, 1998.
SANTOS, Maria do Carmos Rebouças da Cruz Ferreira dos. “Lélia Gonzalez: a amefricanidade como contributo para
a construção de uma nova epistemologia”. In: Revista Espaço Acadêmico, n. 225. nov/dez, 2020. Disponível em:
http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/539… . Acesso em 22/01/2021.
SANTOS, Milton. “Sociedade e Espaço: a Formação Social como Teoria e como Método” In: Boletim Paulista de
Geografia. São Paulo, n. 54, Junho, 1977.
SILVA, Beatriz Pereira. “Buenos Aires Negra, Negra Buenos Aires: uma contextualização acerca das geo-grafias
negras da cidade (século XIX)”. In: Boletim Paulista de Geografia, n. 104: Edição Especial – Geografia e relações
étnico-raciais. (pp. 121-141), São Paulo, 2020. Disponível em: https://www.agb.org.br/publicacoes/index.php/boletim-
paulista/article/view/2021 . Acesso em 09/02/2021.
TROUILLOT, Michel-Rolph. Silenciando o passado: poder e a produção da história. Curitiba: huya, 2016. 272p.

Programa

All the lessons will be held in English, they will be online, with the use of power point slides. Although the course will be online, students will be encouraged to participate through structured class-discussions which be stimulated by the teacher through focused questions.

First class FEBRUARY 16th (4 HOURS):
Students will be introduced to pacifism as a century-long tradition of thought having a normative status and being characterized by a great variety of diverse schools of thought. After that institutional pacifism will be analysed. In the first instance, this form of pacifism will be described in its general theoretical components, while illustrating its major political objectives. Then, the focus will shift to some of its major theorists and representatives. The first to be taken into consideration will be the Austrian legal philosopher HANS KELSEN with his project of a League of Nations based on the primacy of International law. The second thinker will be the Italian political philosopher NORBERTO BOBBIO proposing an empowerment of the U.N tasks and function.

Second class FEBRUARY 17TH (4 HOURS)
In this second day of lesson we will analyze absolute pacifism through two iconic figures, MAHATMA GANDHI and MARTIN L. KING. Their lives and ideals will be discussed, while relating their ethical and political commitment for peace to the concrete, historical and political context within which they lived and acted. Gandhi’s pacifism will be analized in relation to the Indian liberation movement from the British rule, whereas King’s pacifism in relation to the American civil rights movement. By this way, the second class aims to show and argue how Gandhi’ and King’s pacifism had a strong operative dimension consisting in a personal and concrete effort to make India independent and fight against racism in U.S.

Third class FEBRUARY 18TH (4 HOURS)
The last lesson aims to argue how ecological pacifism looks at the protection of the environment and the promotion of peaceful relations amongst living beings as two profoundly interrelated elements. According to ecological pacifism, human beings are potentially harmful not only towards their own kind, but also toward the environment as a whole. Starting from such an assumption, ecological pacifism shifts its focus from the search for peace, in terms of how to avoid warfare, to the search for peace in terms of protecting the environment in order to avoid “the extinction” of entire forms of life. A specific focus will be devoted to the concrete strategies promoted by eco-pacifism in order to improve eco-protection as a key-condition for conflict-solutions and peacekeeping. In the last lesson students will be asked to prepare a critical reflection on each of the three forms of pacifism discussed in class in order to argue and stress both strengths and limits.

BIBLIOGRAFIA

A.Alexandra, Political Pacifism, “Social Theory and Practice”, 29, 4, 2003, pp. 589-606.

D. Dalton, M. Gandhi: Non Violent Power in Action, N. Y, Columbia University Press, 2012.

A.Fiala (ed. by), The Routledge Handbook of Ecology and Pacifism, New York, Routledge, 2018.

D. L. Cady; From Warism to Pacifism. A Moral Continuum, Philadelphia, Temple University Press, 1989.D. L. Cady, Why Ecologists must be Pacifists, paper read for the American Philosophical Association (2018): https://duanelcady.com/why-environmentalists-must-be-pacifists/

A.Fiala, The Pacifist Tradition and Pacifism as Transformative and Creative Theory, “The Acorn: Philosophical Studies in Pacifism and Nonviolence, 2019, available online: https://www.andrewfiala.com/wp-content/uploads/2013/03/Fiala-Acorn-Paci…

H. Kelsen, Peace through Law, New Jersey, Lawbook Exchange Ltd; Reprint, 2008.

M. L. King, A Testament of Hope: the Essential Writings and Speeches, London, Harper & Collins, 1990.

Leopold, Living with the Land Ethic, “Bioscience”, 54, 2, 2004, pp. 149-154: https://academic.oup.com/bioscience/article/54/2/149/255019

O. Shabani, Democracy, Power and Legitimacy: the Critical Theory of Jürgen Hambermas, Toronto, Toronto University Press, 2003.

Programa

1. No limite da razão

- O alienista (Papéis avulsos‚ 1882)‚ de Machado de Assis
- “Demônios” (Demônios‚ 1893)‚ de Aluísio Azevedo

2. Representações do feminino

- “D. Benedita” (Papéis avulsos‚ 1882)‚ de Machado de Assis
- “Esperando” e “Perfil de preta” (Ânsia eterna‚ 1903)‚ de Júlia Lopes de Almeida

3. Estórias do interior do Brasil

- “Assombramento” (Pelo sertão‚ 1898)‚ de Afonso Arinos
- “O Gado do Valha-me-Deus” (Contos amazônicos‚ 1893)‚ de Inglês de Souza

4. Escravidão e pós-abolição

- “50$000 de gratificação” (Obras Vol. III – Contos‚ 1981)‚ de Raul Pompeia
- “Pai contra mãe” (Relíquias de casa velha‚ 1906)‚ de Machado de Assis
- “O Treze de Maio” (O 13 de Maio‚ 2021)‚ de Astolfo Marques

Referências bibliográficas

BOSI, Alfredo. A máscara e a fenda. In: Machado de Assis: o enigma do olhar. São Paulo: WMF Martins Fontes‚ 2007.
COUTINHO, Afrânio. ___ In: POMPÉIA, Raul. Obras. v. III. Contos. Afrânio Coutinho, org. Rio de Janeiro: MEC – FENAME; Oficina Literária Afrânio Coutinho (OLAC); Editora Civilização Brasileira, 1981.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda e RONAI, Paulo. Mar de histórias. v. 5 – O realismo. 5ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2014.
GALVÃO, Walnice Nogueira. Introdução. In: ARINOS‚ Afonso. Contos. Pelo Sertão. Histórias e Paisagens. A Rola Encantada. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2008.
GATO, Matheus. ___ In: MARQUES‚ Astolfo. O 13 de Maio de outras estórias do pós-abolição. Org. Matheus Gato. São Paulo: Fósforo‚ 2021.
GLEDSON, John. Os contos de Machado de Assis: o machete e o violoncelo. In: Contos: uma antologia‚ volume 1. São Paulo: Companhia das Letras‚ 1998.
GOMES, Celuta Moreira. O conto brasileiro e sua crítica. Bibliografia (1841-1974). 2 volumes. Rio de Janeiro, 1977.
GOTLIB, Nádia Battella. Teoria do conto. 10ª ed. São Paulo: Editora Ática, 2000.
GUIMARÃES, Hélio de Seixas. Introdução. In: Várias histórias. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2004.
POE, Edgar Allan. A filosofia da composição. Trad. Milton Amado. In: BARROSO, Ivo. (Org.) “O Corvo” e suas traduções. Rio de Janeiro: Lacerda Ed., 2000.
PAIXÃO, Sylvia Perlingeiro. Introdução. In: SOUSA, Inglês de. Contos amazônicos. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2021.
SÁ, Lúcia. ____ In: AZEVEDO, Aluísio. Demônios. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2007.
SENNA, Marta de. Introdução. In: ASSIS, Machado de. Histórias sem data. Edição preparada por Marta de Senna. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2005.
TEIXEIRA, Ivan. Pássaro sem asas ou morte de todos os deuses. Uma leitura de Papéis avulsos. In: ASSIS, Machado de. Papéis avulsos. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2005.
TEIXEIRA, Ivan. O Altar & o Trono: Dinâmica de Poder em O Alienista. Cotia: Ateliê Editorial; Campinas: Editora da Unicamp, 2010.
WILLIAMS, Raymond. Palavras-chave: um vocabulário de cultura e sociedade. Trad. Sandra Guardini Vasconcelos. São Paulo: Boitempo, 2007.

Programa

1. O problema da memória franciscana: o combate pela identidade e autoconsciência.
2. Francisco autor e os seus escritos: análise da tradição manuscrita e introdução à filologia;
3. A circulação das hagiografias: análise da tradição manuscrita e introdução à codicologia.


Bibliografia básica:
ACCROCA, F. Francesco e le sue immagini. Momenti della evoluzione della coscienza storica dei frati minori (secoli
XIII-XVI). Padova: Centrostudi antoniani, 1997.
ACCROCCA, G. “Viveva ad Assisi un uomo di nome Francesco”. Un’introduzione alle fonti biografiche di san
Francesco. Padova: EMD, 2005.
AGATI, M. L. Il Libro Manoscritto. Da Oriente a Occidente per una codicologia comparata. Roma: “L’Erma di
Bretschneider”, 2009.
BARTOLI LANGELI, A. Gli autografi di frate Francesco e di frate Leone. Brepols: Turnhout, 2000.
CONVEGNO INTERNAZIONALE: LIBRI E BIBLIOTECHE: LE LETTURE DEI FRATI MENDICANTI TRA
DALARUN, J. Corpus Franciscanum: François d’Assise, corps et textes.s/i: Zones sensibles, 2021.
DALARUN, J. La Malavventura di Francesco d’Assisi. Per un uso storico delle leggende francescane. Milano:
Biblioteca Francescana, 1996.
DALARUN, J. Oltre la questione Francescana: la leggenda nascosta di San Francesco. Milano: Biblioteca
Francescana, 2009.
MARCHIOLI, N. G. Il Codice Francescano. L’invenzione di una identità. In: CONVEGNO INTERNAZIONALE: LIBRI,
BIBLIOTECHE E LETTURE DEI FRADI MENDICANTI (SECOLI XIII-XIV), 32, 2004, Assisi. Atti… Spoleto: CISAM,
2005, pp. 376-418.
MARCHIOLI, N. G. Scrivere (e leggere) il libro francescano. In: CONVEGNO STORICO INTERNAZIONALE:
SPRIPTORIA E BIBLIOTECHE NEL BASSO MEDIOEVO (SECOLI XII-XV), 51, 2014, Todi. Atti…  Spoleto: CISAM,
2015, pp. 180-211.
PETRUCCI, A. Prima lezione di paleografia. Bari: Laterza, 2002.
SOLVI, D. Le edizioni delle fonti francesane. In: SISF (org.). Gli Studi francescani: prospettive di ricerca. Atti
dell’Incontro di studio in occasione del 30° aniversario dei Seminario di formazione. Spoleto: CISAM, 2017, pp. 21-
37.
SOLVI, D. Officina Francescana. Testi, sinossi e indici delle fonti francescane, con grafici, mappe e tabelle. 2 vols.
Firenze: SISMEL, 2005.
STOCK, B. The implications of literacy. Written language and models of interpretation in the eleventh and twelfth
centuries. Princeton, New Jersey: Princeton University Press, 1983.

Programa

Aula 1: Apresentação, sistema de escrita e flexão nominal; leitura de BABYLON 3
Aula 2: Flexão verbal e clíticos; leitura de HAMA 2
Aula 3: Sintaxe; leitura de BOHÇA
Aula 4: Temas de linguística; leitura de KARKAMISH A11b+c
Aula 5: Leitura de trechos selecionados de KARATEPE

Bibliografia

BAUER, A. H. Morphosyntax of the Noun Phrase in Hieroglyphic Luwian. Leiden: Brill, 2013.
ÇAMBEL, H. Corpus of Hieroglyphic Luwian Inscriptions. Volume II: Karatepe-Aslantaş. The Inscriptions: Facsimile Edition. Berlin: Walter de Gruyter, 1999.
HAWKINS, J. D. Corpus of Hieroglyphic Luwian Inscriptions. Volume I: Inscriptions of the Iron Age. Part 1: Text. Introduction, Karatepe, Karkamiš, Tell Ahmar, Maraş, Malatya, Commagene. Berlin: Walter de Gruyter, 2000a.
HAWKINS, J. D. Corpus of Hieroglyphic Luwian Inscriptions. Volume I: Inscriptions of the Iron Age. Part 2: Text. Amuq, Aleppo, Hama, Tabal, Assur Letters, Miscellaneous, Seals, Indices. Berlin: Walter de Gruyter, 2000b.
HAWKINS, J. D. Corpus of Hieroglyphic Luwian Inscriptions. Volume I: Inscriptions of the Iron Age. Part 3: Plates. Berlin: Walter de Gruyter, 2000c.
HAWKINS, J. D. Corpus of Hieroglyphic Luwian Inscriptions. Volume III: Inscriptions of the Hittite Empire and New Inscriptions of the Iron Age. Berlin: Walter de Gruyter, 2024.
MELCHERT, H. C. (Ed.). The Luwians. Leiden: Brill, 2003.
MOUTON, A.; RUTHERFORD, I.; YAKUBOVICH, I. (Ed.). Luwian Identities. Leiden: Brill, 2013.
PAYNE, A. Hieroglyphic Luwian: An Introduction with Original Texts. 2nd revised edition. Wiesbaden: Harrassowitz Verlag, 2010.
PAYNE, A. Iron Age Hieroglyphic Luwian Inscriptions. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2012.
VELHARTICKÁ, Š. (Ed.). Audias fabulas veteres. Anatolian Studies in Honor of Jana Součková-Siegelová. Leiden: Brill, 2016.
YAKUBOVICH, I. Sociolinguistics of the Luwian Language. Leiden: Brill, 2010

 

Programa

AULA 1:
A aula abordará os impactos da captura de dados no mundo do trabalho e sociedade em geral, tanto como uma supervisão automatizada quanto pela plataformização de classificações e reputações. Será abordado o emprego da captura de dados na avaliação de desempenho de trabalhadores, predição de rotinas de trabalho e produção de conformidade vigiada nas dinâmicas de socialização dos dados. A plataformização das reputações, de forma mais ampla, presta-se à precificação e reformatação de setores econômicos, como o setor informal de serviços residenciais indiano, onde as plataformas se tornam uma referência na conversão de serviços em produtos padronizados. Toda essa discussão é balizada pela consideração do papel dos scores de crédito, desde os anos 70, nos EUA, com a conversão da vida em situações de classificação.

Bibliografia recomendada:
LEVY, Karen E. C. The Contexts of Control: Information, Power, and Truck-Driving Work. The Information Society: An International Journal, 2015.
SURIE, Aditi. On-Demand Platforms and Pricing: How platforms can impact the informal urban economy, evidence from Bengaluru, India. Work Organisation, Labour & Globalisation, vol. 14, n. 1, 2020.
FOURCADE, Marion & HEALY, Kieran. Classification Situations: Life-Chances in the Neoliberal Era. Historical Social Research 42, 2017.

AULA 2:
A aula tem como fundamentação, a importância atual dos videogames como fenômeno cultural na sociedade contemporânea. Os videogames aliam experiências imersivas de entretenimento e trabalho, nas quais se observam dinâmicas sociais, construções de perfis profissionais, representações simbólicas e interações humanas.

Referência bibliográfica:
Bulut, Ergin. Introduction. In: A Precarious Game: The Illusion Of Dream Jobs In The Video Game Industry. Ilr Press, 2020.
Crogan, Patrick. The Conditions Of Production Of Video Games: The Nature And Stakes Of Creative Freedom In Stiegler’s Philosophy Of Technicity. Philosophy Of Computer Games No. 8. Istanbul Bilgi University, Nov 2014.
Keogh, Brendan. From Videogame Industry to Videogame Fields; Getting by in the Videogame Gig Economy. In: The Videogame Industry Does Not Exist: Why We Should Think Beyond Commercial Game Production, 2018.
Kirkpatrick, Gaeme. Computer Games in Social Theory. In: Computer Games and the Social Imaginary. Polity Press: Cambridge, 2013.
Ruffino, Paolo. Independent Gaming: Take Care of Your Own Video Game. In: Future gaming. London, England; Cambridge, MA: Goldsmiths Press, 2018.
Ruberg, Bonnie. Introduction. In: The queer games avant-garde: how LBGTQ game makers are reimagining the medium of video games. Durham : Duke University Press, 2020.
Guevara-Villalobos, Orlando. Playful Peripheries: The Consolidation Of Independent Game Production In Latin America. In: Independent Videogames Cultures, Networks, Techniques And Politics, Ruffino, Paolo (Ed.), Routledge, 2021.
Tschang, Ted F. The Video Game Development Process. In: The Video Game Explosion: A History From Pong To Playstation And Beyond. Wolf, Mark J.P. (Edit.). Greenwood Publishing Group, Inc, United States Of America, 2008.
Penix-Tadsen, Phillip. Video Games and the Global South; Playing Beyond Precariousness: The Political Dimension of Brazilian Modding in Pro Evolution Soccer. In: Video Games and the Global South. Carnegie Mellon University: ETC Press, 2019.
Woodcock, James. Marx No Fliperama. São Paulo: Autonomia Literária, 2020.

Programa

Pesquisas realizadas pelo NEV-USP indicam que para além da eficiência policial na redução do crime e da violência, a forma como os policiais interagem e se relacionam com a população é central para pensar as políticas de segurança pública no Brasil. Nesse sentido, é fundamental para o bom desempenho de suas missões institucionais que as polícias levem em consideração o contato que seus policiais estabelecem com os cidadãos na sua atuação cotidiana, bem como a qualidade da relação que esses
agentes têm em suas instituições, com seus colegas e gestores, e com os agentes do judiciário. Nestas aulas discutiremos resultados da pesquisa CEPID “Building Democracy Daily” – Human Rights, Violence and Institutional Trust, em desenvolvimento no NEV/USP, que busca identificar como moradores da cidade de São Paulo avaliam a qualidade da relação (contato) com a polícia; e como os próprios policiais civis e militares, avaliam a qualidade das relações emsuas instituições.

Serão discutidos também resultados da pesquisa CNPq “As percepções de policiais sobre a justiça, a democracia e os direitos humanos”, também em desenvolvimento no NEV/USP, que busca compreender como policiais percebem as políticas públicas de segurança, o funcionamento do sistema de justiça, a Democracia e os Direitos Humanos em sua relação com o dia a dia de seu exercício profissional.

As aulas têm o objetivo de atualizar os policiais a respeito das pesquisas mais recentes sobre o trabalho da polícia em São Paulo, promover a reflexão e a discussão, bem como motivá-los para pensar e gerar mudanças na atuação policial.

As aulas serão ministradas por professores e pesquisadores do NEV/USP.

PROGRAMA DE AULAS:
30 de abril (quarta-feira)
AULA 1. Estado e Sociedade (3h)
As relações entre Estado e sociedade e a construção da legitimidade.
Responsável: Dr. Marcos Alvarez

07 de maio (quarta-feira)
Aula 2. Polícia civil e polícia militar: estrutura e funcionamento (3h)
Aspectos positivos e negativos da estrutura e funcionamento das polícias civil e
militar de São Paulo e seus impactos para a atividade policial.
Responsáveis: Cel. Reserva Ernesto Puglia Neto e Delegado Rafael Marcondes de
Moraes

14 de maio (quarta-feira)
AULA 3. Autoridade e obediência (3h)
A construção da autoridade, os diferentes modos de conseguir a submissão e
suas consequências
Responsável: Dr. Renato Alves

21 de maio (quarta-feira)
AULA 4. Legitimidade das leis e justiça procedimental (3h)
Introdução aos conceitos de legitimidade e justiça procedimental
Responsável: Dr. Thiago Oliveira

28 de maio (quarta-feira)
AULA 5. A legitimidade da polícia na percepção dos paulistanos (3h)
A legitimidade das polícias a partir de levantamento realizado junto a moradores da cidade de São Paulo                                                                      Responsável: Dr. Frederico Teixeira

04 de junho (quarta-feira)
AULA 6. A legitimidade da polícia na percepção dos policiais (3h)
Introdução ao conceito de auto legitimidade; a auto legitimidade a partir de
levantamento realizado junto a policiais civis e militares da cidade de São Paulo
Responsável: Dra. Viviane Cubas

11 de junho (quarta-feira)
Aula 7. Legitimidade e saúde mental dos policiais (3h)
O trabalho policial e seus impactos na saúde mental dos policiais.
Responsável: Dra. Fernanda Novaes Cruz

18 de junho (quarta-feira)
Aula 8. Legitimidade e seus desafios: crime organizado (3h)
A expansão do crime organizado e seus impactos para a legitimidade das polícias.
Responsável: Dr. Bruno P. Manso

BIBLIOGRAFIA
ALVAREZ, M. C. (2008) Os sentidos da punição. ComCiência, n. 98.
ALVAREZ, M. C.; SALLA, F.; SOUZA, L. A. F. de. (2004) Políticas de Segurança Pública em São Paulo: uma perspectiva histórica. Justiça & História, Porto Alegre, v. 4, n.8, p. 173-199.
CRUZ, F. N.; OLIVEIRA, A.; CASTELO BRANCO, F. T.; CUBAS, V. (2023) The impact of administrative disciplinary proceedings on military police officers in São Paulo. Policing: A journal of policy and practice, v. 17, p. 1.
CRUZ, F. N.; MIRANDA, D.; NEVES RASTRELLI, A. (2022) Luto por suicídio e posvenção na Polícia Militar. Revista Brasileira de Segurança Pública, [S. l.], v. 16, n. 3. DOI: 10.31060/rbsp.2022.v16.n3.1413. Disponível em: https://revista.forumseguranca.org.br/index.php/rbsp/article/view/1413.
CUBAS, V., ALVES, R., & CAVALCANTI, R. P. (2023). Outsiders inside: An accidental ethnography of policing in Brazil. In J. Fleming, & S. Charman (Eds.), Routledge International Handbook of Police Ethnography Routledge.
CUBAS, V.; FUNARI, G. (2022). Melhorando a qualidade do contato entre policiais e cidadãos: os treinamentos em “procedural justice”. Revista Brasileira De Segurança Pública, Vol. 16, nº 2, p.48–69. https://doi.org/10.31060/rbsp.2022.v16.n2.1313
CUBAS, V. O., CASTELO BRANCO, F.; OLIVEIRA, A. R.; CRUZ, F. N. (2021), Predictors of self-legitimacy among military police officers in São Paulo, Brazil. Policing: An International Journal, Vol. 44 No. 6, pp. 1140-1153. https://doi.org/10.1108/PIJPSM-05-2021-0066
CUBAS, V.; ALVES, R.; OLIVEIRA, A. (2020) Tão diferentes e tão iguais. As percepções de policiais civis e militares de São Paulo sobre suas instituições. DILEMAS 13 (3). https://doi.org/10.17648/dilemas.v13n3.26235
CUBAS, V. O. (2013), A Ouvidoria e o controle da atividade policial na percepção dos policiais militares. (doutorado), PPGDS, USP.
DAHIA, S. L. de M. (2015) Da obediência ao consentimento: reflexões sobre o experimento de Milgram à luz das instituições modernas. Soc. Estado. Brasília, v. 30, n. 1, p. 225-241.
LIMA, A. de M. A Análise da Coerção e a Segurança Pública no Brasil. Disponível em: https://www.redepsi.com.br/2007/01/28/a-an-lise-da-coer-o-e-a-seguran-a…
LIPSKY, M. (2019) Burocracia de nível de rua. Dilemas do indivíduo no serviço público. ENAP, Brasília.
MANSO, B. P.; DIAS, C. N. (2017) PCC, sistema prisional e gestão do novo mundo do crime no Brasil. Revista Brasileira de Segurança Pública, [S. l.], v. 11, n. 2, p. 10–29. DOI: 10.31060/rbsp.2017.v11.n2.854. Disponível em: https://revista.forumseguranca.org.br/index.php/rbsp/article/view/854. Acesso em: 17 jun. 2024.
Manso, B. P. (2009). Um debate sobre o PCC: Entrevista com Camila Nunes DIAS, Gabriel de Santis FELTRAN, Adalton
MARQUES e Karina BIONDI. Revista De Antropologia Da UFSCar, 1(2), 154–175. https://doi.org/10.52426/rau.v1i2.18
MILGRAM, S. (1967) Os perigos da obediência. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/832874/mod_resource/content/…. Acessado em: nov/2019.
MINAYO, M. C. de S.; ADORNO, S. (2013) Risco e (in)segurança na missão policial. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro , v. 18, n. 3, p. 585-593.
MIRANDA, D. (Org.). (2016) Por que os policiais se matam? Diagnóstico e prevenção do comportamento suicida na polícia militar do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Mórula Editorial.
MOLM, L. D. (1994) Is punishment effective? Coercive strategies in social exchange. Social Psychology Quarterly, p. 75-94.
MUNIZ, J.; CARUSO, H.; FREITAS, F. (2018), Os estudos policiais nas ciências sociais: um balanço sobre a produção brasileira a partir dos anos 2000. Revista Brasileira de Informação Bibliográfica em Ciências Sociais - BIB, Vol. 1, pp. 148-187.
OLIVEIRA, T. R. (2021). Legal Cynicism, Intrusive Policing, and the Dynamics of Police Legitimacy: Evidence from Brazil’s Largest City. https://doi.org/10.31235/osf.io/89jkv
OLIVEIRA, T. R.; DE OLIVEIRA, A. R.; ADORNO, S. (2019) Legitimidade policial: um modelo de mensuração. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 34, n. 100, p. 1-25.
OLIVEIRA, T. R., &amp; JACKSON, J. (2021). Legitimacy, trust and legal cynicism A review of concepts. Tempo Social, 33(3), 113–145. https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2021.191381
PONCIONI, P. (2022) A Questão da Legitimidade Policial na Democracia – A Educação Policial em Foco. REVISTA BRASILEIRA DE SEGURANÇA PÚBLICA Edição Especial - Volume 16, v. 16 n. 1.
SIDMAN, M.; ANDERY, M. A.; SÉRIO, T. M. (1995) Coerção e suas implicações. Editorial Psy.
SOARES, L. E.; ROLIM, M.; RAMOS, S. (2009), O que pensam os profissionais da segurança pública, no Brasil. Ministério da Justiça – SENASP.
TEIXEIRA, F. C. B. (2019), Contato com a polícia e legitimidade policial em São Paulo. (doutorado), PPGDCP, USP.
TYLER, T. (2004), “Enhancing Police Legitimacy”. The Annals of the American Academy of Political and Social Science, Vol. 593, nº 1, pp. 84–99.
WEBER, M. (1999) Economia e Sociedade. UNB: Brasília. [Capítulo III “Os tipos de Dominação”, p. 139-188.]
ZANETIC, A.; MANSO, B. P.; NATAL, A. L.; OLIVEIRA; T. R.. (2016), “Legitimidade da Polícia: Segurança Pública para além da Dissuasão”. Civitas, Rev. Ciênc. Soc., Vol 16, nº4, pp. 148-173.