Programa

1. Quem são os armênios: origens e cultura indo-iraniana;
2. Cultura e historiografia no mundo antigo;
3. A posição do cristianismo na Antiguidade;
4. O conceito teológico de “goyim” e “ethnoi” (nações);
5. A “História de Agat‘angełos”: contexto histórico;
6. A “História de Agat‘angłos”: aspectos filológico-literários;
7. A “História de Agat‘angełos”: construção de uma identidade cristã;
8. Contextualização histórica da conversão da Armênia ao cristianismo;
9. As estruturas eclesiásticas: títulos eclesiárquicos e jurisdições;
10. O alfabeto armênio: construção de uma cultura nacional;
11. A Igreja da Armênia em face do Concílio de Niceia (325).

Referências Bibliográficas:
AGATHANGE, Histoire du Règne de Tiridate et la prédication de Saint Gregoire l’Illuminateur, traduite pour la premiére fois en français sur le texte arménien accompagné de la version grecque, par Victor Langlois. Paris : Librairie de Firmin Didot Frères, fils et c ie , imprimeurs de L’Institut, 1867.
AGATHANGELOS. History of the Armenians (bilíngue). Translation and Commentaryby R. W. Thomson. Albany: State University of New York Press, 1976.
Analecta Bollandiana, vol. LX. Bruxelas: Société des Bollandistes, 1942.
ARAUJO, D. A. São Gregório, o Iluminador (apresentação de B. L. Zekiyan). São Paulo: Ed. Paulinas, 2023.
ARTZROUNI, A. História do Povo Armênio (apresentação do Prof. Dr. Eurípides Simões de Paula – USP). São Paulo: Comunidade da Igreja Católica Apostólica Armênia do Brasil, 1976.
AAVV, La leyenda del Rey Abgar e Jesús. Orígenes del cristianismo em Edessa. Madrid: Ed. Ciudad Nueva, 1995.
BLOCH, M. Apologia da História ou O Ofício do Historiador. Rio de Janeiro: Ed. Zahar, 2002.
CAÑELLAS, N. Las Iglesias Apostólicas de Oriente: historia y características. Madrid: Ciudad Nueva, 2000.
CLINE, E. H. Impérios Antigos. Da Mesopotâmia à origem do Islã. São Paulo: Madras, 2012.
CRUZ CRUZ, J. Filosofia da História. São Paulo: I.B.F.C. “Raimundo Lúlio”, 2007.
DI BERARDINO (org.), Nuovo Dizionario Patristico e di Antichità Cristiane, 3 vols.. Roma, Institutum Patristicum Augustinianum, 2008.
EUSÉBIO DE CESAREA, Historia Eclesiástica. Madrid: B.A.C, 2010.
GARITTE, G., Documents pour l‘étude du livre d‘Agathange. Cité du Vatican, 1946.
GARSOÏAN, N. “L’Arménie”. In: AAVV, Histoire du Christianisme des origines à nos jours, t. III: Les Églises d’Orient et d’Occident, septième partie: Les Églesies extérieurs dans l’Orient non grec (Vª-VIª siècles). Paris: Desclée, 1998.
GOLDSWORTHY, A. O Fim do Império Romano. Lisboa: A esfera dos livros, 2010.
GROUSSET, R. Histoire de l’Arménie, des origines a 1071. Paris: Payot, 1947.
HACYKIAN, A. J. (coord.), The Hereditage of Armenian Literature, vol. I: From the Oral Tradition to the Golden Age. Detroit: Wayne State University Press, 2000.
___ The Heritage of Armenian Literature, v. II: From the Sixth to the Eighteen Century, Wayne State University Press, Detroit, 2005.
KHORENATS‘I, Moses. History of the Armenians. London: Harvard University Press, 1978.
LECLERCQ, J. O amor às letras e o desejo de Deus. São Paulo: Paulus, 2012.
LE GOFF, J. Em busca do tempo sagrado: Tiago de Varazze e a Legenda dourada. Rio de Janeiro: Ed. José Olympio Ltda, 2017.
LELOUP, J.-Y. O Ícone: uma escola do olhar. Tradução de Martha Gouveia da Cruz. São Paulo: Editora UNESP, 2005 (original de 2001).
MACHO, A. D. Apocrifos del Antiguo Testamento I: Introduccion General a los Apocrifos del Antiguo Testamento. Madrid: Ed. Cristiandad, 1984.
MARAVAL, P., “Le nueve fronteire, II. L’Armenia”, in: AAVV, Storia del Cristianesimo, vol. 2: La Nascita de uma cristianità. Roma: Borla/Città Nuova, 2000.
NERSESSIAN, V. Treasures from the ark. 1700 years of Armenian Christian art. Los Angeles: The J. Paul Getty Museum, 2001.
ORMANIAN, M. A Igreja dos armênios. Sua história, doutrina, hierarquia, reforma, liturgia, literatura e situação atual. Tradução de Charles Apovian. São Paulo: Ed. O.L.M., 2003 (original de 1910).
PIETRI, Ch., “La nuova geografia: A. L’oriente”; in: AAVV. Storia del Cristianesimo: Religione-Politica-Cultura II: La nascita di una cristianità (250-430). Roma: Borla/Città Nuova, 2000.
QUASTEN, J. Patrologia I: Hasta el Concilio de Nicea. Tradução de I. Oñativoa, com colaboração de P. U. Farre & E. M.
Llopart. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos, 2004.
QUASTEN, J. Patrologia II: La edad de oro de la literatura patrística griega. Tradução de I. Oñativoa. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos, 2004.
RENOUX, Ch. (traduits, introduits et annotés) Initiayion chrétienne 1. Rituels arméniens du baptême. Paris: Les Éditions du Cerf, 1997.
SAPSEZIAN, A. História sucinta e atualizada da Armênia. São Paulo: Emblema, 2010.
SOTOMAYOR, M. Historia del Cristianismo (I): El mundo antiguo, Editorial Trotta, Madrid, 2006.
TOURNEBIZE, F. Histoire politique et religieuse d´Armenie:1. Depuis les origines des Arméniens jusqu’à la mort de leur dernier roi (l’an 1393). Paris: Alphonse Picard et fils, 1910.
VAN SETERS, J. Em busca da História. Historiografia no mundo antigo e as origens da historiografia bíblica. São Paulo: Edusp, 2008.
WEBER, S. Die Katholische Kirche in Armenien, Ihre Begrundung und Entwicklung vor Der Trennung. Whitefish: Kessinger Publishing, 1903 (2010).
ZEKIYAN, B. L. “L’Armenia tra Bisanzio e l’Iran dei Sasanidi e momenti della fondazione dell’ideologia dell’Armenia cristiana (secc. V-VII). Preliminari per una sintesi”, in: Crossroad of Cultures. Studies in Liturgy and Patristics in Honor of Gabriele Winkler, H.-J. Feulner, E. Velkovska, and R. F. Taft, S.J., eds. OCA, 260. Roma: Pontificio Istituto Orientale, 2000, pp. 717-744.
___ I Sacramenti dell’iniziazione nell’Oriente cristiano, con particolare riguardo all’antica tradizione catechetica antiocheno- armena, Marcianum, III, 1, 2007, p. 127- 153.
___ “Catechesi e inculturazione nel periodo formativo della Chiesa Armena”, in: Nāmeye Irān-e Bāstān. The International Journal of Ancient Iran Studies, Serial Nos. 23-24, Papers of the International Conference Ad ulteriores gentes: The Christians in the East, 1 st to 7th Century, Rome, March 2009, pp. 283-300.
___ “I Processi formativi della coscienza d’identità della’Armenia cristiana e l’emergere di una Chiesa etnica”, in: Convegno Internazionale La Persia e Bisanzio, (Roma, 14-18 ottobre 2002), (Atti dei Convegni Lincei, 201), Accademia dei Lincei, Roma 2004, pp. 391-410.
___ “I processi di cristianizzazione e di alfabetizzazione dell’armenia in funzione di “modelli” verso una teologia dell’etnia e della “Chiesa etnica””, in: The Formation of the Millennial Tradition. 1700 Years of Armenian Christian Witness (301-2001),
Scholary Symposium in Honor of the Visit to the Pontifical Oriental Institute, Rome, of His Holiness Karekin II, Supreme Patriarch and Catholicos of all Armenians, November 11, 2000, ed. by Robert F. Taft, S.J., (OCA, 271), Pontif. Ist. Orientale, Roma 2004, pp. 161- 181.

Programa

Aula 1 - 23/02/2026 – Apresentação dos objetivos do curso e do conceito de memória
Aula 2 - 24/02/2026 – Discursos sobre o passado: mulheres, homossexuais e suas experiências (auto)biográficas.
Aula 3 - 25/02/2026 –Questões de gênero e discriminação das mulheres nas organizações de luta contra a Ditadura Militar
Aula 4 - 26/02/2026 – Machismo e discriminação aos homossexuais na repressão
Aula 5 - 27/02/2026 – Conclusão do curso

Referências Bibliográficas
ALMEIDA, Criméia et al. (orgs.). Dossiê Ditadura: Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil (1964 -1985). São Paulo, Imprensa Oficial, 2009.
CAMPOS FILHO, Romualdo Pessoa. Guerrilha do Araguaia– A esquerda em armas. São Paulo: Anita Garibaldi, 1997.
CERTEAU, Michel. A invenção do cotidiano – Artes de fazer. Volume 1. São Paulo: Ed. Vozes, 2014.
COLLING, Ana Maria. A resistência da mulher à ditadura militar no Brasil. 1. ed. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1997.
EAKIN, Paul John. Vivendo autobiograficamente – A construção de nossa identidade narrativa. Tradução de Ricardo Santhiago. 1. ed. São Paulo: Letra e Voz, 2016.

Programa

1º dia:
• Histórico sobre a evolução do uso e cobertura da terra na Geografia;
• Considerações sobre autômatos celulares;
• Parametrização: matriz de transição.

2º dia:
• Parametrização: peso de evidência;
• Calibração: joint information uncertainty;
• Simulação: expander e patcher;
• Validação: índice de similaridade.


Referências

ALMEIDA, C. M. et al. Stochastic cellular automata modeling of urban land use dynamics: empirical development and estimation. Computers, Environment and Urban Systems, v. 27, n. 5, p. 481-509, 2003.
ALMEIDA, C. M. Modelagem da Dinâmica Espacial como uma Ferramenta Auxiliar ao Planejamento: Simulação de Mudanças de Uso da Terra em Áreas Urbanas para as Cidades de Bauru e Piracicaba (SP), Brasil. Brasil. Tese (Doutorado) - Sensoriamento Remoto. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. 2003.
ALMEIDA, C. et al. Modelos Celulares de Dinâmicas Espaço-Temporais: Aplicações em Estudos Urbanísticos. In: MEIRELLES, M. et al (Orgs.). Geomática: Modelos e Aplicações Ambientais. 1 ed. Brasília: EMBRAPA, p.445-496. 2007.
BASSE, R.M. et al. Land use changes modelling using advanced methods: cellular automata and artificial neural networks. The spatial and explicit representation of land cover dynamics at the cross-border region scale. Applied Geography, v. 53, p. 160-171, 2014.
BATTY, M. Urban modelling: algorithms, calibrations, predictions. Cambridge University Press, 1976.
BATTY, M. Geocomputation using cellular automata. In: Geocomputation. New York: Taylor & Francis, p. 95-126. 2000.
BELL, E. J.; HINOJOSA, R. C. Markov analysis of land use change: continuous time and stationary processes. Socio-Economic Planning Sciences, v. 11, n. 1, p. 13-17, 1977.
BONHAM-CARTER, G. F. Geographic information systems for geoscientists-modeling with GIS. Computer methods in the geoscientists, v. 13, p. 398, 1994.
CAMPOS, P. B. R.; QUEIROZ, A. P. Matriz de Transição na Detecção das Mudanças do Uso e Ocupação do Solo: Estudo de Caso do Centro Educacional Unificado da Paz–Zona Norte de São Paulo. Raega-O Espaço Geográfico em Análise, v. 42, p. 225-238, 2017.
CHORLEY, R.J; HAGGET, P. Modelos Integrados em Geografia. Rio de Janeiro, Editora Livros Técnicos e Científicos S.A., p. 279. 1974.
CHRISTOFOLETTI, A. Modelagem de Sistemas Ambientais. São Paulo, Edgar Blücher, p. 236. 1998.
COUCLELIS, H. Cellular worlds: a framework for modeling micro-macro dynamics. Environment and planning A, v. 17, n. 5, p. 585-596, 1985.
SANTÉ, I.; et al. Cellular automata models for the simulation of real-world urban processes: A review and analysis. Landscape and Urban Planning, v. 96, n. 2, p. 108-122, 2010.
SPOSATI, A. Mapa da exclusão/inclusão social. São Paulo: EDUC/PUC. 1996.
TORRENS, P. M.; O ́SULLIVAN, D. Cellular automata and urban simulation: where do we go from here? editorial. Environment and Planning B, v. 28, p. 163-168, 2001.
WOLFRAM, S. Statistical mechanics of cellular automata. Reviews of modern physics, v. 55, n. 3, p. 601, 1983.
XIE, Y. A generalized model for cellular urban dynamics. Geographical Analysis, v. 28, n. 4, p. 350-373, 1996.

Programa

1ª AULA – Introdução aos conceitos da semiótica
1.1 – O que é a semiótica greimasiana?
1.2 – O que é textualização (plano do conteúdo/plano da expressão)
1.3 – O percurso gerativo de sentido
1.4 – O nível fundamental (relações semânticas fundamentais e o quadrado semiótico)
1.5 – O nível narrativo (Programa Narrativo, Percurso Narrativo, Esquema Narrativo Canônico)
1.6 – O nível discursivo (a sintaxe e a semântica discursiva)


2ª AULA – Aplicação em Capitães da Areia
1.1 – O romance da Geração de 1930
1.2 – Projeto estético e projeto ideológico
1.3 – A lógica de dupla estigmatização social de crianças e adolescentes em situação de rua
1.4 – Os percursos temático-figurativos
1.5 – A configuração discursiva exuzesca


3ª AULA – Aplicação em O cortiço
1.1 – O Naturalismo e O Cortiço
1.2 – Do interesse e da abordagem semiótica ao romance
1.3 – Isotopias temáticas relacionadas à racialidade
1.4 – Figuratividade relacionada à racialidade
1.5 – A importância de uma leitura crítica: algumas questões relativas à enunciação

METODOLOGIA

– Aulas expositivas e participativas (on-line);
– Debate e discussão em pequenos grupos (se necessário);
– Leitura de textos e fórum de discussão em Classroom.


BIBLIOGRAFIA

QUEIROZ, Eduardo Prachedes. A construção de personagens negras em O Cortiço. 2021. 165 f. Dissertação
(Mestrado em Semiótica e Linguística Geral) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, São Paulo, 2021.
QUEIROZ, Eduardo Prachedes. Personagens negras de O Cortiço: convergências com estereótipos. Estudos
Semióticos [online], vol. 18, n.3. São Paulo, 2022, p. 93-110. Disponível em:
https://www.revistas.usp.br/esse/article/view/198432 .
RIBEIRO, Leandro Lima. Política, Ideologia e Direitos Humanos em Capitães da Areia: uma abordagem
semiótica. 2022. Dissertação (Mestrado em Semiótica e Linguística Geral) – Faculdade de Filosofia, Letras e
Ciências Humanas, São Paulo, 2022.
RIBEIRO, Leandro Lima. A lógica de dupla estigmatização social de crianças e adolescentes em situação de rua
em Capitães da Areia. Estudos Semióticos [online], vol. 18, n.3, São Paulo, 2022, p. 131-150. Disponível em:
https://www.revistas.usp.br/esse/article/view/198054 .
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
AMADO, Jorge. Capitães da Areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2008 [1937]
AZEVEDO, Aluísio Tancredo Gonçalves de. O Cortiço. Rio de Janeiro: Editora BestBolso, 2016 [1890]
BARROS, Diana Luz Pessoa de. Teoria semiótica do texto. São Paulo: Ática, 1999.
BARROS, Diana Luz Pessoa de. Teoria do discurso: fundamentos semióticos. São Paulo: Humanitas,
2001.
BERTRAND, Denis. Caminhos da Semiótica Literária. Trad. Grupo CASA. Bauru, SP: Edusc, 2003.
CÂNDIDO, Antônio. Literatura e Sociedade. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1965.
FIORIN, José Luiz. Linguagem e Ideologia. São Paulo: Ática, 1988.
FIORIN, José Luiz. Elementos de análise do discurso. São Paulo: Contexto, 2018.
FIORIN, José Luiz. A Construção da Identidade Nacional Brasileira. Bakhtiniana: Revista de Estudos
do Discurso, São Paulo, v. 1, n. 1, p. 115-126, 2009. Disponível em: <
file:///C:/Users/Outros/Downloads/3002-Texto%20do%20artigo-6719-1-10- 20100617%20(4).pdf>.
Acesso em: 15 mar. 2021.
GONZALES, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: Por um Feminismo Afro-Latino-
Americano: ensaios, intervenções e diálogos. Organização. Flavia Rios, Márcia Lima. 1ª ed. Rio de
Janeiro: Zahar, 2020, (p. 75-93)
GREIMAS, Algirdas Julien. Sobre o sentido II: ensaios semióticos. (Trad. Dilson Ferreira da Cruz). São
Paulo: EDUSP, 2014.
GREIMAS, Algirdas Julien; COURTÉS, Joseph. Dicionário de Semiótica. São Paulo: Contexto, 2008.
HJELMSLEV, Louis. Prolegômenos a uma teoria da linguagem. São Paulo: Perspectiva, 1975.
IANNI, Octavio. A metamorfose da etnia em raça. In: Pro-Posições, [S.l.], v.15, n. 1, p. 219-226, mar.
2016. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8….
KILOMBA, Grada, A Máscara. In: Memórias da plantação – Episódios de racismo cotidiano. 1. Ed.
Rio de Janeiro: Cobogó, 2019, p. 33-46.
LAFETÁ, João Luiz. 1930: A crítica e o modernismo. São Paulo: Duas cidades/Editora 34, 2000.
MOISÉS, Massaud. A Literatura Brasileira Através dos Textos. São Paulo: Cultrix, 1987
NASCIMENTO, Abdias. O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado. São
Paulo: Perspectivas, 2016.
QUEIROZ JÚNIOR, Teófilo de. Preconceito de cor e a mulata na literatura brasileira. São Paulo:
Ática, 1975.
SAUSSURE, Ferdinand. Curso de Linguística Geral. (Trad. Antônio Chelini, José Paulo Paes, Izidoro
Blikstein). São Paulo: Cultrix, 2012.
SILVA, Vagner Gonçalves. Exu: Um Deus Afro-atlântico no Brasil. São Paulo: EDUSP, 2022.
SOUZA, Neusa Santos. Tornar-se negro: as vicissitudes da identidade do negro brasileiro
em ascensão social. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1983.
ZILBERBERG, Claude. Elementos de Semiótica Tensiva. (Trad. Ivã Carlos Lopes, Waldir Beividas e
Luiz Tatit). São Paulo: Ateliê, 2011.

Programa

1. Bakhtin e a metodologia das ciências humanas
2. Método sociológico
3. Metalinguística
4. Análise de aspectos verbais e extraverbais do enunciado
5. Análise das formas de transmissão do discurso alheio na esfera jornalística


Referências bibliográficas
BAKHTIN, M. Problemas da Poética de Dostoiévski. Trad. P. Bezerra. 5. Ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária,
2010[1963].
BAKHTIN, M. A Cultura popular na Idade Média e no Renascimento. O contexto de François Rabelais. Trad. Y. Frateschi. São
Paulo: Hucitec, Brasília: Edub, 1999[1965].
BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. Org., trad., posf. e notas P. Bezerra. São Paulo: Editora 34, 2016 [195-].
BAKHTIN, M. Notas sobre literatura, cultura e ciências humanas. Org., trad., posf. e notas P. Bezerra. São Paulo: Editora 34,
2017[193-, 194-, 197-].
BRAIT, Beth. Literatura e outras linguagens. São Paulo: Contexto, 2010.
HAYNES, Deborah J. Bakhtin and the visual arts. Blackwell Publishing: Oxford, 2002.
PAIS, Ana Carolina. A Carnavalização em Game of Thrones: um estudo verbivocovisual. Dissertação de Mestrado (Filologia e
Língua Portuguesa) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2020.
PAIS, Ana Carolina. Chapter 8: The Symbology of Popular Culture in Game of Thrones: Carnivalization and Tyrion’s Wedding
Party. In: Alfonso Álvarez-Ossorio (Editor), Fernando Lozano (Editor), Rosario Moreno Soldevila (Editor), Cristina Rosillo-
Lopez (Editor). (Org.). Game of Thrones - A View from the Humanities. Vol. 1: Time, Space and Culture. 1ª. ed. Estados
Unidos: Palgrave MacMillan, 2023.

VOLÓCHINOV, V. (Círculo de Bakhtin). Marxismo e filosofia da linguagem. Problemas fundamentais do método sociológico
na ciência da linguagem. Trad. S. Grillo e E. V. Américo. 3. ed. São Paulo: Editora 34, 2021[1929].

 

Programa

 

Objetivo: Jair Messias Bolsonaro foi, entre 1991 e 2018, deputado federal pertencente ao baixo clero, nunca tendo sido autor ou relator de projeto relevante. Pertenceu a nove partidos políticos.  Nenhuma delas teve efetiva chance de encabeçar chapa para o Executivo federal. Sagrou-se vitorioso com mais de 57 milhões de votos com pouco tempo de rádio e TV, praticamente sem alianças, e defendendo posições extremas na disputa por um cargo para o qual os postulantes historicamente caminham em direção ao centro. Como isso foi possível? O curso visa a discutir os textos que se dedicam a entender o fenômeno singular, muito maior e anterior a biografia de um indivíduo. Embora a bibliografia produzida até hoje, em grande medida, aborde as características do bolsonarismo de maneira transversal, o tema é organizado em seis perspectivas: a derrocada petista e os resultados eleitorais; mídias digitais; guerra cultural; oposição aos movimentos antirracistas; genocídio e irracionalidade; e forças armadas e de segurança e milícias.

 

Aula 1: A derrocada petista e os resultados eleitorais

A aula introdutória tratará das razões para a debacle do Partido dos Trabalhadores, que levaram à ascensão da direita – primeiro heterogênea, depois homogeneizada por Bolsonaro –, o processo eleitoral de 2018 e os dados do perfil do eleitorado naquele pleito.



 

  • SINGER, André. 2018. Cutucando onças com bases curtas. Em: SINGER, André. O Lulismo Em Crise: Um Quebra-Cabeça Do Período Dilma (2011-2016). São Paulo: Companhia das Letras.
  • NICOLAU, Jairo. 2020. O Brasil Dobrou À Direita: Uma Radiografia Da Eleição De Bolsonaro Em 2018. Rio de Janeiro: Zahar. 
  • SINGER, André. 2020. A Reativação Da Direita No Brasil. https://preprints.scielo.org/index.php/scielo/preprint/view/1664. 2020.

 

Aula 2: Propaganda em tempos de mídias digitais

Bolsonaro cresce em um ambiente internacional de uso das mídias digitais. A aula tratará do avanço da direita em outros lugares do mundo a partir do uso dessas novas tecnologias e do avanço de Bolsonaro nesse contexto. Tratará ainda do ambiente de redes relacionado aos conceitos de Guerra Híbrida e de Fascismo.

 

Parte 1

  • MARANHÃO FILHO, Eduardo Meinberg de Albuquerque, Fernanda Marina Feitosa COELHO, Tainah Biela DIAS. 2019. Fake news acima de tudo, fake news acima de todos: Bolsonaro e o “kit gay”, “ideologia de gênero” e fim da “família tradicional”." Correlatio 17 (01/30): 65. Disponível em https://core.ac.uk/download/pdf/235209395.pdf
  • EMPOLI, Giuliano da. Os Engenheiros Do Caos: Como as fake news, as teorias da conspiração e os algoritmos estão sendo utilizados para disseminar ódio, medo e influenciar eleições. Vestígio, 2019.
  • ITUASSU, Arthur e outros. 2019. De Donald Trump a Jair Bolsonaro: democracia e comunicação política digital nas eleições de 2016, nos Estados Unidos, e 2018, no Brasil. VIII Congresso da Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação e Política. Disponível em http://ctpol.unb.br/compolitica2019/GT4/gt4_Ituassu_et_al.pdf

 

Parte 2



 

Aula 3: Guerra cultural nas ruínas do neoliberalismo 

Neoliberalismo e família tradicional como projeto político se entrelaçam pela visão comum que têm de sociedade: não cabe ao Estado distribuir riquezas. A aula relaciona o surgimento e as consequências de 40 anos de neoliberalismo com o avanço do discurso moral e mantenedor da ordem, dentro do conceito de neoconservadorismo. 

 

 

Aula 4: Ecos da ditadura: militares e milícias

A relação de Bolsonaro com as milícias e o papel das Forças Armadas na eleição e no governo de Bolsonaro são o tema da quarta aula, que irá apresentar as proximidades e as diferenças entre o processo de militarização e o processo de milicialização da política. 

 

  • LEINER, Pedro. 2020. O Brasil no espectro de uma guerra híbrida: Militares, operações psicológicas e política em uma perspectiva etnográfica. Alameda.
  • PINTO, Eduardo Costa. Bolsonaro, quartéis e marxismo cultural: a loucura como método. Em: MARTINS FILHO, João Roberto (Ed.). 2021. Os Militares e a Crise Brasileira. Alameda Editorial.
  • MANSO, Bruno Paes. 2020 A república das milícias: Dos esquadrões da morte à era Bolsonaro.  Todavia.



 

Aula 5: Parte 1 - Oposição aos movimentos antirracistas

A oposição aos movimentos antirracistas por parte de Bolsonaro e de altas autoridades será discutida no prisma do resgate da ditadura sobre a pauta racial. 

 

 

Aula 5: Parte 2 – Morte em massa

A reação de Bolsonaro à pandemia será abordada através do conceito de necropolítica e do conceito de pulsão de morte, a partir da produção da Escola de Frankfurt. 

 

 

Bibliografia complementar

 

Programa

Conteúdo programático.
- Definição de fascismo;
- Elementos do colonialismo brasileiro;
- Cultura autoritária brasileira;
- Ascensão política do bolsonarismo.

Programa.

Aula 1. Contribuição à categoria de análise “fascismo” : apresentação de textos clássicos que empreenderam esforços no sentido de compreender e definir o fascismo enquanto categoria de análise dos fenômenos autoritários no século XX e agora no início do século XXI;

Aula 2. A ascensão das experiências fascista italiana e alemã : apresentação expositiva das experiências fascistas na Itália de Mussolini e da Alemanha de Hitler, no sentido de compreender as aproximações e distanciamentos entre ambas e considerando-as como modelos comparativos analíticos para compreender as demais escaladas fascistas ao longo da história;

Aula 3. Raízes coloniais do autoritarismo brasileiro: racismo e patriarcado : apresentação e debate a respeito de elementos coloniais, destacando-se o racismo e o patriarcado que ainda permeiam as relações sociais no Brasil e formam as bases ideológicas da tradição autoritária brasileira;

Aula 4: Política brasileira, uma história autoritária : exposição e análise da experiência política brasileira, na qual se destaca a manutenção do autoritarismo e expedientes de controle político e social das elites nacionais.

Aula 5: Ascensão do bolsonarismo, um roteiro ainda em movimento : debate a partir da experiência recente da política brasileira, destacando-se a ascensão do governo Bolsonaro, desde quando despontou nas pesquisas de intenção de voto até a sua eleição, em 2018.

BIBLIOGRAFIA

BARBOSA, Jefferson Rodrigues. Chauvinismo e extrema direita. Crítica aos herdeiros do
sigma. São Paulo, Editora UNESP, 2015.
BERTONHA, João Fábio. Sobre a direita, estudos sobre o fascismo, o nazismo e o
integralismo. Maringá, Editora da Universidade Estadual de Maringá, 2008.
BRAY, Mark. O manual antifascista. São Paulo, Autonomia Literária, 2019.
CARR, E. H. Vinte anos de crise 1919-1939. Brasília, Editora Universidade de Brasília, 1981.
CHAUI, Marilena. Manifestações ideológicas do autoritarismo brasileiro. São Paulo, Autêntica, 2013.
DIETRICH, Ana Maria. Nazismo tropical? O Partido Nazista no Brasil. Tese de doutorado. Janeiro 2007.
GEARY, Patrick J. O mito das nações. São Paulo, Conrad Livros, 2005.
LUKACS, John. O Hitler da história. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 1997.
PINTO, Álvaro Vieira. Ciência e existência. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1969.
POULANTZAS, Nicos. Fascismo e ditadura. vol. I e II, Porto, Portucalense Editora, 1972.
SAFATLE, Vladimir. O circuito dos afetos, corpos políticos, desamparo e o fim do indivíduo. São Paulo, Autêntica, 2016.
SANTOS, Theotonio dos. Socialismo ou fascismo, o novo caráter da dependência e o dilema latino-americano. Florianópolis, Insular, 2018.
SILVA, Francisco Carlos Teixeira da. “Os fascismos.” O século XX, vol. II, Civilização Brasileira, 2005, pp. 109-163.
WILLIAMS, Raymond. “Base e superestrutura na teoria da cultura marxista.” Cultura e materialismo, Editora UNESP, 2011, pp. 42 - 68.
WILLIAMS, Raymond. Cultura. São Paulo, Editora Paz e Terra, 2000.
WILLIAMS, Raymond. Cultura e sociedade. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1969.
WILLIAMS, Raymond. “A ideia de uma cultura comum.” Recursos da esperança, Editora UNESP, 2014, pp. 49-57.
WILLIAMS, Raymond. Política do modernismo. São Paulo, Editora UNESP, 2011.
WILLIAMS, Raymond. Recursos da esperança. São Paulo, Editora UNESP, 2014.
ZETKIN, Clara. “A luta contra o fascismo.” Como nasce e morre o fascismo, Autonomia Literária, 2019, pp. 32-75.

Programa

Aula 1 (06/02): Tchékhov e a viagem a Sacalina.
Aula 2 (07/02): Análise da póetica tchekhoviana em O duelo: o sistema dos personagens.
Aula 3 (08/02): Vozes tradutórias: leitura comparativa das traduções de O duelo para o português brasileiro.


BIBLIOGRAFIA:


Obra discutida:
TCHÉKHOV, Anton. O duelo. Tradução: Marina Tenório. São Paulo: Ed. 34, 2014.

Referências Complementares:
ANGELIDES, Sophia. A. P. Tchékhov: cartas para uma poética. São Paulo: Edusp, 1995.
BERNARDINI, Aurora Fornoni. “Tchékhov, o intérprete do grande tédio russo”. In: Aulas de literatura russa: de Púchkin a Gorenstein. São Paulo: Kalinka, 2018.
NABOKOV, Vladimir. “Anton Tchékhov”. In: Lições de literatura russa. São Paulo: Três Estrelas, 2014.
TCHÉKHOV, Anton. Cartas a Suvórin: 1886 - 1891. Introdução, tradução e notas: Aurora Bernardini e Homero Freitas de Andrade. São Paulo: Edusp, 2002.
__________. A ilha de Sacalina: notas de viagem. Tradução e apresentação: Rubens Figueiredo. São Paulo: Todavia, 2018.
VÁSSINA, E. “O duelo: a novela ideológica na obra de Anton Tchékhov”. In: O duelo. Anton Tchékhov. Tradução: Klara Guriánova. Barueri, SP: Manole, 2011

 

Programa

Aula 1. 05/02/2025 - Desenvolvimento Territorial Sustentável (PECQUEUR, 2009)
Aula 2. 2/02/2025 - Indicações Geográficas (VALENTE et al., 2013)
Aula 3. 19/02/2025 - Cesta de Bens e Serviços Territoriais (CAZELLA et al., 2019)
Aula 4. 26/02/2025 – Índice de Sustentabilidade Territorial Rural (TURNES, et al., 2022)

Referências:
CAZELLA, A.; PAULA, L. G. N.; MEDEIROS, M.; TURNES, V. A construção de um território de desenvolvimento rural: recursos e ativos territoriais específicos. Redes, Santa Cruz do Sul, v. 24, n. 3, p. 49-74, 2019. DOI: https://doi.org/10.17058/redes.v24i3.14118
MAIORK, G. J.; DALLABRIDA, V. R. A indicação geográfica de produtos: um estudo sobre sua contribuição econômica no desenvolvimento territorial. Interações, Campo Grande, v. 16, n. 1, p. 13-25, 2015. DOI: https://doi.org/10.1590/151870122015101
PECQUEUR, B. A guinada territorial da economia global. Política & Sociedade, Florianópolis, v. 8, n. 14, p. 77-106, 2009. DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7984.2009v8n14p79
TURNES, V.; CAZELLA, A. A.; PECQUEUR, B.; GUZZATTI, T. C. Monitoramento de uma Cesta De Bens e Serviços Territoriais: a construção de um painel de indicadores. Raízes, Campina Grande, v. 42, n. 1, p. 224–240, 2022. DOI: https://doi.org/10.37370/raizes.2022.v42.784

Documentário:
Em busca da Cesta de Bens: Um novo olhar sobre o desenvolvimento dos territórios. Direção: Michel Brun. França: TPR Rhône-Alpes, 2010. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=FJepQ3I-Nxc

Programa

O curso está estruturado em cinco encontros (de 2h cada), que objetivam trabalhar, de modo introdutório, os estudos trans e de migração, buscando delinear aproximações entre esses campos. No primeiro encontro, será apresentado o programa do curso e seus objetivos, introduzindo noções que serão examinadas ao longo dos cinco encontros, sendo elas: migração, fronteira, estado-nação, trânsito de gênero, corpo e território. A partir do segundo encontro, nos deteremos aos estudos de migração, perquirindo a constituição das categorias “migrante” e “refugiado”, as dinâmicas de raça que perpassam a experiência dos sujeitos, bem como a produção da cidadania e do Estado-nação. No terceiro encontro, adentraremos nos estudos trans,  investigando os saberes que nomearam e fixaram experiências corporais a partir de lógicas e narrativas fixas sob o signo da “transexualidade” ou do corpo “intersexo”, “hermafrotida”, “invertido”. Esses estudos servirão para compreender como são produzidas as fronteiras do corpo sexuado e generificado,  e como elas variam historicamente. O quarto encontro será dedicado à bibliografias que discutem a intersecção entre migração e minorias de gênero, refletindo sobre a categoria “refugiados de gênero” e os processos migratórios de pessoas trans em países onde suas vidas são ameaçadas e criminalizadas. O quinto e último encontro, intensificará a intersecção entre migração e transgeneridade, retomando as discussões dos encontros anteriores, refletindo como a experiência desses sujeitos é marcada pela narrativa constante de suas trajetórias para agentes e instituições de Estado na obtenção de documentações, acesso a procedimentos médicos e autorizações jurídicas, refletindo sobre os dispositivos de controle dessas travessias.

Conteúdo programado:

Aula 1 – 01/07: Introdução ao curso
Bibliografia obrigatória:
1. ANZALDÚA, Gloria. Borderlands/La Frontera: The New Mestiza. San Francisco: Aunt Lute Books, 1987. 

2.FELDMAN-BIANCO, Bela; SANJURJO, Liliana; DA SILVA, Douglas Mansur. Migrações e deslocamentos: balanço bibliográfico da produção antropológica brasileira entre 1940 e 2018. BIB-Revista Brasileira de Informação Bibliográfica em Ciências Sociais, n. 93, p. 1-58, 2020    

3.MOIRA, Amara. O cis pelo trans. Estudos Feministas, v. 25, n. 1, p. 365-373, 2017.                                                       

Complementar:

ÁGUAS, C.L.P. Quilombos em Festa: Pós-colonialismos e os caminhos da emancipação social”. Tese de Doutorado em Sociologia. Universidade de Coimbra., 2012.

DAS, Veena; POOLE, Deborah. El estado y sus márgenes: etnografias comparadas. Cuadernos de antropología social, n. 27, p. 19-52, 2008.

OLIVAR, José Miguel. Gênero, cuidado e a reconfiguração da fronteira.. fronteiras, fronteiras!. R@u : Revista de Antropologia Social dos Alunos do PPGAS-UFSCAR, v. 11, n. 1, p. 552-576, 2019 Tradução. Disponível em: https://www.rau2.ufscar.br/index.php/rau/article/view/300. Acesso em: 25 mar. 2025.

NASCIMENTO, S. de S. (2019). Fugas e contrapontos na fronteira: reflexões etnográficas sobre transitividades corporais e de gênero no Alto Solimões/AM. Revista De Antropologia Da UFSCar, 11(1), 524–551.

 

Aula 2 – 08/07: Estado-Nação
Bibliografia obrigatória:
1. AGIER, Michel. Refugiados diante da nova ordem mundial. Tempo Social, v. 18, p. 197-215, 2006. https://www.scielo.br/j/ts/a/dfrz9tB3Bg93PRGY3pZTjNv/

2. FELDMAN-BIANCO, Bela. “O Brasil frente ao regime global de controle das migrações: Direitos humanos, securitização e violências”. TRAVESSIA - revista do migrante, n. 83, p. 11-36, 2018.

3. FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso: aula inaugural no Collège de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970. Edições Loyola, 1996.

4. SOUZA LIMA, Antônio Carlos de. O estudo antropológico das ações governamentais como parte dos processos de formação estatal. Revista de Antropologia, v. 55, n. 2, p. 559-564, 2013.

Complementar:
CARNEIRO, Aparecida Sueli. A construção do outro como não-ser como fundamento do ser. 2005. Feusp- São Paulo. Tese de Doutorado.
BAPTISTA, José Renato de Carvalho. O Haiti e os discursos de construção nacional: uma nação constituída no dilema entre a “A França Negra” e “A África Americana”.
FANON, Frantz. A experiência vivida do negro. In: Pele negra, máscaras brancas (R. Silveira, Trad.). Salvador, BA: EdUFBA, v. 24, 2008.

 

Aula 3 – 15/07: Trânsitos de gênero
Bibliografia obrigatória:
1. PRECIADO, Paul B. Cidadania em transição. In: Um apartamento em Urano: Crônicas da travessia. Tradução de Eliana Aguiar. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

2. FAUSTO-STERLING. Anne. Dualismos em duelo. Cadernos pagu, p. 9-79, 2002.

3. HALBERSTAM, Jack. Trans*: ¿qué hay en un nombre? In: Trans: Una guía rápida y peculiar de la variabilidad de género. Traducción de Javier Sáez. Barcelona – Madrid: Egales, 2018.

Complementar:
CORRÊA, Mariza. Não se nasce homem. Trabalho apresentado no encontro" Masculinidades/Feminilidades", nos Encontros Arrábida, 2004.
PRECIADO, Paul B. Eu sou o monstro que vos fala. Rio de Janeiro: Zahar, 2022.
GILL-PETERSON, Jules. Sex in Crisis: Intersex Children in the 1950s and the Invention of Gender.
Histories of the transgender child. University of Minnesota Press, 2018.

 

Aula 4 – 22/07: Intersecção entre migração e minorias de gênero
Bibliografia obrigatória:
1. CAMMINGA, B. Shifting Borderlands and Becoming a Gender Refugee. In: Transgender Refugees and the Imagined South Africa. Global Queer Politics. Palgrave Macmillan, Cham, 2019. p. 129-159.

2. CINTRA, N.; OWEN, D.; RIGGIROZZI, P. Problematizing the migrant–refugee distinction in Latin America. In: RIGGIROZZI, P.; CINTRA, N. (org.). Displacement, human rights and sexual and reproductive health: conceptualizing gender protection gaps in Latin America. Bristol: Bristol University Press, 2023. p. 45-63.

Complementar:
CAMMINGA, B. Competing marginalities and precarious politics: a South African case study of NGO representation of transgender refugees.
Gender, Place & Culture, v. 31, n. 9, p. 1293–1310, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1080/0966369X.2022.2137473. Acesso em: 7 maio 2025.
DANISI, Carmelo; DUSTIN, Moira; FERREIRA, Nuno; HELD, Nina. Queering Asylum in Europe: Legal and Social Experiences of Seeking International Protection on Grounds of Sexual Orientation and Gender Identity. Cham: Springer Nature, 2021.
QUINAN, C. L.; BRESSER, N. Gender at the Border: Global Responses to Gender-Diverse Subjectivities and Nonbinary Registration Practices.
Gender & Politics, v. 1, n. 1, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1525/GP.2020.12553. Acesso em: 7 maio 2025.
SERT, D.; TURKMEN, F. Gender, Mobility, and Displacement: From the Shadows to Questioning Binaries. Oxford Research Encyclopedia of International Studies, 24 fev. 2022.
Disponível em: https://oxfordre.com/internationalstudies/display/10.1093/acrefore/9780…. Acesso em: 7 maio 2025.

 

Aula 5 – 29/07: Retomada e finalização do curso
Bibliografia obrigatória:

1. CUSICANQUI, Silvia Rivera. Ch’ixinakax utxiwa: uma reflexão sobre práticas e discursos descolonizadores. Trad. Ana Luiza Braga e Lior Zisman Zalis. São Paulo: N-1 Edições, 2021.

2. PRECIADO, Paul B. “Exposição apátrida” e “Goteiras diplomáticas: Julian Assange e os limites sexuais do Estado-nação”. In: Um apartamento em Urano: Crônicas da travessia. Tradução de Eliana Aguiar. Rio de Janeiro: Zahar, 2020

Bibliografia complementar do curso:
ANZALDÚA, Gloria. ‘(Un)Natural Bridges, (Un)Safe Spaces’. In This Bridge We Call Home: Radical Visions for Transformation, edited by Gloria Anzaldúa and AnaLouise Keating, 1–5. New York: Routledge, 2013.
APPADURAI, Arjui. Soberania sem territorialidade: notas para uma geografia pós-nacional. Novos Estudos (São Paulo) n.49, p. 33-49, 1997.
BALLER, Leandro. Cultura, Identidade e Fronteira: Transitoriedade Brasil/Paraguai (1980-2005). Dissertação de Mestrado. Dourados: UFGD, 2008.
BUTLER, Judith. Corpos que importam: os limites discursivos do" sexo". n-1 edições, 2020.
GRIMSON, Alejandro. 2003. “Los procesos de fronterización: flujos, redes e historicidad”. In: Clara Inés García (ed). Fronteras: territorias y metáforas. Medellín: Hombre Nuevo Editores, pp. 15-34.
HALBERSTAM, Jack. Trans*-gender transitivity and new configurations of body, history, memory and kinship. Parallax, v. 22, n. 3, p. 366-375, 2016.
HANNERZ, U. 1997. “Fluxos, fronteiras, híbridos: palavras-chave da antropologia transnacional”. Revista Mana; vol. 3(1), pp. 7-39.
JARDIM, Denise. Imigrantes ou refugiados?: Tecnologia de controle e as fronteiras. Jundiaí, Paco, 2017.