Programa

Aula 1: Introdução ao curso.
Tópicos da aula:
- Introdução às dinâmicas do curso: apresentação, organização das aulas, programas, etc.
- Trajetória e vida de Francisco de Goya y Lucientes: algumas notas biográficas.
Bibliografia:
GASSIER, Pierre; WILSON, Juliet; LANCHENAL, François. Goya. Köln: Benedikt Taschen, 1994.
GOYA, Francisco de. Cartas a Martín Zapater. Madrid: Ediciones Istimos, 2003.
HUGHES, Robert. GOYA. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
OSTROWER, Fayga. Goya: artista revolucionário e humanista. São Paulo : Imaginário, 1997.
TODOROV, Tzvetan. Goya à sombra das Luzes. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
TOMLINSON, Janis A. Goya: portrait of the artist. Princeton: Princeton University Press, 2020

Aula 2: As referências artísticas de Goya: a pintura de Diego Velázquez e seu significado para o artista aragonês
Tópicos da aula:
- O início da carreira de Velázquez e sua ascensão como principal artista da Espanha dos Habsburgo.
- Goya e sua descoberta de Velázquez: Copias de Velázquez.
- As obras religiosas: A representação de Cristo
- O nu: A Vênus de Rokeby e as Majas
- Pinturas de História: A guerra como glória e como tragédia
- Pinturas de Gênero: Os “Loucos” de Velázquez e Goya
- Retratos: O caminho para o reconhecimento e a corte

Aula 3: Goya e o avesso do esclarecimento
Tópicos da aula:
- A Revolução Francesa e o programa do esclarecimento
- Goya e a intelectualidade esclarecida
- As invasões napoleônicas e a melancolia das luzes
- Análise dos Desastres de la Guerra (1810-1815)


Bibliografia
ADORNO, Theodor .W. & HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos. Tradução de Guido Antonio de Almeida. - Rio de Janeiro: Zahar, 1985.
ANDERÁOS, Ricardo. A guerra desnuda: História e Representações nos “Desastres” de Goya. 1994. 273f. Tese (Doutorado em História Social) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1994.
BENJAMIN, Walter. Origem do drama trágico alemão. Edição e tradução de João Barrento. - 2. ed.; 2. reimpr. - Belo Horizonte: Autêntica, 2020.
CASCARDI, Anthony J. Francisco de Goya and the Art of Critique. - New York: Zone Books, 2022.
GRESPAN, Jorge. Revolução Francesa e Iluminismo. - 2ª ed., 9ª reimpressão. - São Paulo: Contexto, 2022.
KANT, Immamuel. Resposta à pergunta: Que é o Iluminismo? IN: A paz perpétua e outros opúsculos. Tradução de Artur Morão. - Lisboa, Portugal: Edições 70, 2004.
NORDSTRÖM, Folke. Goya, Saturno y melancolía: Consideraciones sobre el arte de Goya. Traducción de Carmen
Santos. - Madrid: Visor, 1989.
TODOROV, Tzvetan. Goya à sombra das Luzes. Tradução de Joana Anêmica d'Avila Melo. - 1ª ed. - São Paulo: Companhia das Letras, 2014.

Aula 4: Representações femininas em Goya. Uma análise dos Desastres de la Guerra (1810-1815).
Tópicos da aula:
- Mulheres e ilustração na Espanha. Perspectivas historiográficas.
- Benito Jerónimo Feijoo e Josefa Amar y Borbón. Discursos en defensa de las mujeres.
- Ilustradas e Académicas. Tertúlias e presença feminina nas Reais Academias de Belas Artes.
- Invasões napoleônicas e as mulheres na Guerra de Independência (1808-1814).
- Análise dos Desastres de la Guerra (1810-1815)
Bibliografia:
BOLUFER PERUGA, Mónica. Mujeres e Ilustración: La construcción de la feminidad en la España del Siglo XVIII, València, Institució Alfons el Magnànim, 1998.
DIEGO, Estrella de. La mujer y la pintura del XIX español: Cuatrocientas olvidadas y algunas más. Madrid: Ediciones Cátedra, 2009.
ESPIGADO, Gloria. Las mujeres y la política durante la Guerra de la Independencia. Ayer, S.L., v. 86, p. 67-88, 2012. Disponível em: https://www.revistasmarcialpons.es/revistaayer/article/view/espigado-la…-
durante-guerra-de-la-independencia.
FERNÁNDEZ, Elena. Mujeres en la Guerra de la Independencia. Madrid: Silex, 2009.
IAROCCI, Michael. The Art of Witnessing: Francisco de Goya’s Disasters of War. Toronto: University of Toronto, 2023.
MENESES, Ulpiano T. Bezerra de. Fontes visuais, cultura visual, história visual: balanço provisório, propostas cautelares. Rev. Bras. Hist., São Paulo, v. 23, n. 45, p. 11-36, Julho 2003. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-0188200300…;
SERRALLER, Francisco Calvo et al (comp.). Goya: Images of Women. Washington: National Gallery Of Art, 2002.
SESEÑA, Natacha. Goya y Las mujeres. Madrid: Taurus, 2004.
SMITH, Theresa Ann. The Emerging Female Citizen: gender and enlightenment in Spain. Los Angeles: University of California Press, 2006.
SOUBEYROUX, Jacques. Images de femmes, images de guerre: les représentations de la femme dans Los Desastres de la guerra de Goya. HispanismeS. Hors-série 1 | 2017, mis en ligne le 01 juin 2017. Disponível em:
https://journals.openedition.org/hispanismes/13079?lang=en.
TODOROV, Tzvetan. Goya à sombra das Luzes. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
TOMLINSON, Janis A. Goya: a portrait of an artist. Princeton: Princeton University Press, 2020.
VEGA, Jesusa. Estampas de la crisis bélica contra Napoleón: escenarios, víctimas, héroes y gestas. In: BULLÓN, C. Camarero; ALONSO, J. C. Gómez (coords.). El domino de la realidad y la crisis del discurso. El nacimiento de la conciencia europea. Madrid: Polifemo, 2017, pp. 129-312.

Programa

Encontro 1: Apresentação da filosofia Ubuntu: 

-- aspectos contextuais

-- jargão

-- importância para a história recente da África do Sul

-- comparação com outras tradições (européias e não-européias)

-- discussão

 

Encontro 2: Ubuntu e ética:

-- Movimentos Ecógicos Profundos (MEP) vs. Movimentos Ecológicos Rasos (MER)

-- Ubuntu como fundamento de um MEP

-- comparação com a Sumak Kawsay

-- definições de justiça

-- justiça enquanto reestabelecimento de harmonia

-- comparação com o modelo de Justiça Restaurativa

--discussão

 

Encontro 3: Ubuntu e Mecânica Quântica Relacional (MQR):

-- apresentação da interpretação relacional da Mecânica Quântica (Carlo Rovelli)

-- apresentação do Realismo Esteutural Ôntico (RSO) como fundamento metafísico para a MQR.

-- proposta de que a Ubuntu possa ser uma alternativa enquanto fundamento.

-- discussão


REFERÊNCIAS

BRAGA, A. G. M. ‘Cultura da paz, mediação e justiça restaurativa: ferramentas para pensar a relação
sociedade-cárcere’. In: BENTES, H. H.; SALLES, S. S. (Org.). Mediação e educação em Direitos Humanos.
Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2012, pp. 27-43.
BEHRENS, K. “Exploring African holism with respect to the environment”. Environmental Values, 19, pp.
465-484. 2010.
GADE, C. B. N. “What is Ubuntu? Different Interpretations among South Africans of African Descent”.
South African Journal of Philosophy, 31(3), pp. 485-503 . 2012.
FLOR DO NASCIMENTO, W. “Aproximações brasileiras à filosofias africanas: caminhos desde uma
ontologia Ubuntu”, Prometheus, 9 (21): 231-245. 2016.
FRENCH, S.; LADYMAN, J. “Remodelling Structural Realism: Quantum Physics and the Metaphysics of
Structure”, Synthese, 136(1): 31–56. 2003.
________________________, ‘In defence of Ontic Structural Realism’. In A. Bokulich & P. Bokulich (eds.),
Scientific Structuralism. Springer Science+Business Media. pp. 25-42. 2011.
LE GRANGE, L. “Ubuntu/Botho como uma ecofilosofia e ecosofia”. Journal of Human Ecology, n. 49, v. 3,
pp. 301-8. 2015. Tradução para uso didático de Leonardo da Silva Barbosa.
LE ROUX, J. “The concept of ‘ubuntu’: Africa’s most important contribution to multicultural education?” Multicultural Teaching, 18, pp. 43-46. 2000.
LOUW, D. J. “Ubuntu: an African assessment of the religious other” In: PAIDEIA: Philosophy in Africa. http://www.bu.edu/wcp/MainAfri.htm. 1998.
NAESS, A. Deep Ecology. In: Merchant, C. (ed.). Key Concepts in Critical Theory: Ecology. New Jersey: Humanities Press, pp. 120-4. 1994.
ROVELLI, C. Helgoland. London: Penguin. 2019.
___________. ‘Relational Quantum Mechanics. The Stanford Encyclopedia of Philosophy (Spring 2025 Edition), Edward N. Zalta & Uri Nodelman (eds.), URL = https://plato.stanford.edu/archives/spr2025/entries/qm-relational/.
TUTU, D. No Future Without Forgiveness. New York: Doubleday, 1999.
ZEHR, H. Little book of Restorative Justice. New York: Good Books, 2014

Programa

Ementa geral: Apresentar e discutir as apreensões do conteúdo arturiano (Matière de Bretagne e as narrativas inscritas nela, como Tristão e Isolda) ao longo do período medieval (Idade Média central e Baixa Idade Média) e também durante a contemporaneidade (séculos XX e XXI).

Coordenadora: Profa. Dra. Ana Paula Tavares Magalhães Tacconi (DH/USP)

Profs. ministrantes:

Ana Carolina Pedroso Alteparmakian (USP)

Beatriz Breviglieri Oliveira (Universidade de Lisboa)

Isadora Cristine Martins (USP)

Luan Lucas Araújo Morais (UFF)

Matheus Campos (UFG)

Mauricio Albuquerque (UFPel)

Roberta Bentes (UFPR)

Aulas:

  1. PROSAS LATINAS NO SÉCULO XII: REINVENÇÕES DE ARTHUR NO IMAGINÁRIO POLÍTICO ANGLO-NORMANDO

Data: 12/04/2021

Profa. Isadora Martins (USP)

Ementa: À luz da conquista normanda da Inglaterra e da fusão dos dois territórios sob um mesmo corpo político no século XI, vamos observar as tensões decorridas desse novo arranjo e as fissuras culturais que emergem e se estendem até o século XII. Territórios distantes do centro, como Gales, estão sendo disputados em dinâmicas de conquista pelos monarcas plantagenetas.

Nesse contexto, estudaremos a emergência de cronistas latinos que se dedicam a resgatar e dar novos sentidos à figura de Arthur no século XII, coroando-o como um rei justo e gentil, e descrevendo amplamente seus sucessos bélicos. Projeções de Arthur em fontes como A História dos Reis da Bretanha, de Geoffrey de Monmouth, e a Instrução do Príncipe, de Geraldo de Gales, apresentam-no como um herói poderoso, fazendo coro ao receio que os monarcas anglo-normandos tinham em relação a sua figura, principalmente por conta de manifestações de messianismo régio.

Discutiremos o problema do messianismo medieval do ponto de vista teórico-conceitual e analisaremos a posição dos cronistas diante dessas manifestações, assim como os papéis que desempenham no campo político como atores que habitam as fronteiras do Império Angevino.

Referências

AURELL, Jaume. “O novo medievalismo e a interpretação dos textos históricos.” In: Roda da Fortuna. Revista Eletrônica sobre Antiguidade e Medievo, v. 4, n. 2, pp. 184-208, 2015.

BAKHTIN, Mikhail. “O problema do texto”. In: Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992.

BRAET, Herman. e WERNER, Verbeke. A Morte na Idade Média. Edusp. 1979.

BRETON, Justine, « Entre histoire et littérature : la translation de l’Historia Regum Britanniae en Roman de Brut », Questes [En ligne], 36 | 2017, mis en ligne le 02 juillet 2017, consulté le 31 juillet 2019. URL : http://journals.openedition.org/questes/4434 ; DOI : 10.4000/questes.4434

BORSA, Paolo et. Al. What is Medieval European Literature?. In: Interfaces 1, 2015. P. 7-24. Disponível em: < http://riviste.unimi.it/interfaces/article/view/4936&gt;. Acesso em: 4 out 2020. 

CASSARD, Jean-Christophe.  “Arthur est vivant ! Jalons pour une enquête sur le messianisme royal au moyen âge”. In: Cahiers de civilisation médiévale. Poitiers: n°126, pp. 135-146, abril-junho de 1989.

DE GALES, Geraldo.Liber de Principis Instructione”, traduzido por John William Sutton. Rochester: 2001. Disponível em: https://d.lib.rochester.edu/camelot/text/gerald-of-wales-arthurs-tomb. Acesso em julho de 2020.

ECHARD, Siân. Arthurian Narrative in Latin Tradition. Cambridge University Press, 1998.

FALETRA, Michael A. “Narrating the Matter of Britain: Geoffrey of Monmouth and the Norman Colonization of Wales.” In: The Chaucer Review, Vol. 35, No. 1 (2000), pp. 60-85.

FLOOD, Victoria. “Arthur’s return from Avalon”. In: Revista Arthuriana, Volume 25, Número 2, Verão 2015, pp. 84-110 .

FRANCO JR., Hilário. Os Três Dedos de Adão: Ensaios de Mitologia Medieval. São Paulo: Edusp, 2009

GRANSDEN, Antonia. Historical Writing in England: 550 - 1307 and 1307 to the Early Sixteenth Century. Routledge. 1998.

__________________. The Growth of the Glastonbury Traditions and Legends in the Twelfth Century. In: Journal of Ecclesiastical History, Vol. 27, No. 4, October 1976.

GREENE, Virginie. Qui croit au retour d’Arthur?. In: Cahiers de Civilisation Médiévale. Poitiers: n° 180, outubro-novembro de 2002.

LOOMIS, Roger Sherman (org). Arthurian Literature in the Middle Ages: a collaborative history. Oxford: Clarendon Press, 1964.

LUPACK, Alan. The Oxford Guide to Arthurian Literature and Legend. Oxford University Press, 2007.

SIMS-WILLIAMS, Patrick. Did Itinerant Breton Conteurs transmit the Matière de Bretagne?. In: Romania. Paris: tomo 116, n°461-462, pp. 72-111, 1998

THORPE, Lewis. Geoffrey Monmouth - The History of the Kings of Britain. London: Penguin, 1966.

TOLHURST, Fiona. Geoffrey of Monmouth and the Translation of Female Kingship. Palgrave Mcmillan, 2013.

VAN HOUTS, Elizabeth. “Historical Writing”. In: HARPER-BILL, Christopher. _____. A Companion to the Anglo-Norman World. Woodbridge: Boydell Press, 2003.

WARREN, Michelle. Making Contact: Postcolonial Perspectives through Geoffrey of Monmouth’s Historia Regum Britanniae.  In: Arthuriana, volume 8, número 4, 1998. pp. 115-134.

2. A ASCENSÃO E QUEDA DE ARTHUR: O CICLO ARTURIANO GALÊS NOS TEXTOS DO MABINOGION

Data: 14/04/2021

Prof. Matheus Campos (UFG).

Ementa: Nesta seção, conheceremos dois textos arturianos galeses: Culhwch e Olwen e O Sonho de Rhonabwy. De autoria desconhecida, as obras foram coletadas de dois manuscritos galeses dos séculos XVI e XV e não há precisão quanto ao seu local e momento de produção. Culhwch e Olwen tem como foco o cumprimento de 40 tarefas impostas a Culhwch, como condição para seu casamento com Olwen. O jovem é primo de Arthur, imperador da Grã-Bretanha, que toma frente em algumas aventuras e que reúne diversos guerreiros na realização dos trabalhos. O Sonho de Rhonabwy oferece uma representação diferente: Arthur não é líder valoroso, não deseja entrar em combates, prefere jogos a enfrentar seus inimigos e desdenha dos homens que protegem a Ilha. Neste sentido, analisaremos os textos considerando o seu provável contexto de criação, dialogando com outras produções arturianas insulares. Também traçaremos comparações entre as obras, a fim de demonstrar diferentes percepções e mudanças nas representações de Arthur e sua corte. Por fim, pretendemos ressaltar como, em momentos diferentes, Arthur deixou de ser um grande guerreiro, passando a um monarca esvaziado de poder.

Referências

ALDHOUSE-GREEN, Miranda; HOWELL, Raymond. Celtic Wales. Cardiff: University of Wales Press, 2017.

BOYD, Matthieu. Breuddwyd Rhonabwy and Memoria. In: Proceedings of the Harvard Celtic Colloquium, 28, 2008, Cambridge. Proceedings. Cambridge: Harvard University Press, 2009, p. 9-13.

BROMWICH, Rachel; EVANS, Daniel (Ed.). Culhwch and Olwen: An Edition and Study of the Oldest Arthurian Tale. Cardiff: University of Wales Press, 1992.

CAMPOS, Matheus. A Marcha do Dragão: O Mabinogion e a Formação de uma Mitologia Galesa (Séculos XIV e XV). Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em História) – Escola de Formação de Professores e Humanidades, Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2020.

DAVIES, John. A History of Wales. London: Penguin Books, 2007. E-book.

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FALETRA, Michael. Wales and the Medieval Colonial Imagination: The Matters of Britain in the Twelfth Century. New York: Palgrave Macmillan, 2014.

JONES, Aled. Darogan: Prophecy, Lament and Absent Heroes in Medieval Welsh Literature. Cardiff: University of Wales Press, 2013.

KAY, Morgan. Prophecy in Welsh Manuscripts. In: The Harvard Celtic Colloquium, 27, 2007, Cambridge. Proceedings. Cambridge: Harvard University Press, 2007, p. 73-108.

KOCH, John; MINARD, Antone (Ed.). The Celts: History, Life, and Culture. ABC-Clio: California, 2012.

LEBLANC, Lisa. ‘Culhwch and Olwen’: Welsh Giants and Social Identity. Arthuriana, West Lafayette, v. 27, n. 3, 2017, p. 24-36.

MABINOGION: Relatos Galeses Medievales. Traduccion: Luciana Russo. Santiago: LEOM Ediciones, 2019.

ØVERBY, Thomas. Breuddwyd Rhonabwy: A Historical Narrative? 2009. Thesis (Master in Linguistics and Scandinavian Studies) – Faculty of Humanities, Department of Linguistics and Scandinavian Studies, University of Oslo, Oslo, 2009.

PADEL, O. Arthur in Medieval Welsh Literature. Cardiff: University of Wales Press, 2013. E-book.

PIQUEMAL, Catherine. “Culhwch and Olwen”: A Structured Portrayal of Arthur?. Arthuriana, West Lafayette, v. 10, n. 3, 2000, p. 7-26.

RUSSO, Luciana. Culhwch ac Olwen como Texto de Transición de la Matéria Artúrica. Medievalista, Lisboa, n. 22, 2017, p. 1-30.

STEPHENS, Meic (ed.). The Oxford Companion to the Literature of Wales. Oxford: Oxford University Press, 1986.

SHEEHAN, Sarah. Giants, Boar-hunts, and Barbering: Masculinity in “Culhwch ac Olwen”. Arthuriana, West Lafayette, v. 15, n. 3, 2005, p. 3-25.

THE MABINOGION. Tradução: Sioned Davies. Oxford: Oxford University Press, 2008.

3. RAMIFICAÇÕES DA MATIÈRE DE BRETAGNE: O CICLO DE TRISTÃO E ISOLDA NO CONTEXTO ANGEVINO

Data: 16/04/2021

Profa. Ana Carolina Pedroso Alteparmakian (USP)

Ementa: Nesta aula exploraremos, de maneira panorâmica, o desenvolvimento do ciclo de Tristão e Isolda - interligado à Matéria da Bretanha - no contexto angevino de Henrique II, Plantageneta, rei da Inglaterra (1154-1189). Para tal, trabalharemos o ciclo tristânico a partir de uma das versões pioneiras da legenda, a de Thomas da Inglaterra, produzida por volta de 1170, possivelmente na corte henriquina. Buscaremos abordar a apreensão da estoire de Tristão e Isolda a partir da elucidação de aspectos contextuais do período, os quais encontram no Roman de Tristan, de Thomas, um ponto de entrecruzamento: florescimento da poesia lírica em langue d’oc (o chamado fin’amor) e posterior desenvolvimento do roman em verso nas regiões ao norte da França, na langue d’oil (francês arcaico). Tais movimentos podem deter ligações com o panorama sociopolítico em curso durante o século XII; com a efervescência política e religiosa ocasionada pela Reforma Clerical dos séculos XI e XII, delinearam-se hipóteses, na academia, sobre as motivações que podem ter engendrado a apreensão de um material de resquícios folclóricos pagãos, como a narrativa tristânica.

Referências:

ALTEPARMAKIAN, A. C. P. O mito de Tristão e Isolda inscrito na Antiguidade: contribuições teórico-metodológicas para além da Idade Média. In: Revista Mare Nostrum, v. 11 (1), 2020, p. 317-349.

AMARAL, Flávia. BOVO, Cláudia Regina. SILVA, Carolina Gual da. Do Verso à Prosa: o potencial histórico dos romances de cavalaria (séculos XII-XIV). In: Revista História e Cultura, Franca – SP, v. 2, n. 3, 2013, p. 414-441.

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BISSON, Thomas N (eds.). Cultures of Power: Lordship, Status and Process in Twelfth-Century Europe. Philadelphia: University of Pennsylvania Press, 1995.

BOCCALATO, Marisa Mikahil. A invenção do erotismo: Tristão e Isolda e as trovas corteses. São Paulo: EDUC, 1996.

BLOCH, R. Howard. Misoginia medieval e a invenção do amor romântico ocidental. Tradução de Claudia Moraes. Rio de Janeiro: Editora 34, 1995.

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BROOKE, Christopher. From Alfred to Henry III (871 – 1272). Edimburgo: T. Nelson, 1961.

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ZUMTHOR, Paul. A Letra e a Voz: a “literatura” medieval. São Paulo: Cia. das Letras, 1993.

4. O CICLO TRISTANIANO ENTRE A PERIFERIA E O CENTRO DA LENDA ARTURIANA: CONTINUIDADES E RUPTURAS NOS ESPAÇOS CONTINENTAIS E INSULARES (SÉCULOS XII-XIII)

Data: 19/04/2021

Ministrante: Prof. Me. Luan Morais (UFF)

Ementa: O objetivo desta aula será discutir o ciclo tristaniano em suas manifestações continentais e insulares, abordando, sobretudo, a incorporação definitiva das narrativas tristanianas ao Ciclo de Artur no século XIII. Para tanto, iniciaremos o debate com a discussão acerca de uma das principais versões continentais da lenda, o poema de Béroul (c. 1160-1170), produzido na região norte da França, bem como suas correlações com substratos irlandeses que o permeiam. Ademais, buscaremos situar o contexto de produção e desenvolvimento do Tristão em prosa (século XIII) e sua interligação com as narrativas arturianas em um cenário de cristianização da Matéria da Bretanha e a busca por uma unidade narrativa acerca do Ciclo Arturiano.

Bibliografia:

ADAMS, Tracy. Violent passions: managing passions in the Old French verse romance. New York: Palgrave Macmillan, 2005.

AURELL, Martin. Le chevalier lettré : savoir et conduite de l’aristocratie aux XIIe et XIIIe siècle. Paris : Fayard, 2011.

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BÉROUL. O romance de Tristão. [Trad.: Jacyntho Lins Brandão]. São Paulo: Editora 34, 2020.

BHROLCHÁIN, Muireann Ní. An introduction to early Irish literature. Dublin: Four Court Press, 2009.

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CERQUIGLINI-TOULET, Jacqueline.  A new history of medieval French literature. [Translated by Sara Preisig]. Baltimore, USA: The John Hopkins University Press, 2011.

CRANE, Susan. Insular romance: politics, faith, and culture in Anglo-Norman and Middle English literature. Berkeley; Los Angeles: University of California Press, 1986.

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_____. (ed.). The Romance of Tristan: The Thirteenth-Century Old French ‘prose’ Tristan. New York: Oxford University Press, 1994.

EAGLETON, Terry. Teoria da literatura: uma introdução. [1983]. [Trad.: Waltensir Dutra]. 7ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2019.

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GANTZ, Jeffrey (ed.). Early Irish myths and sagas. London: Penguin Books, 1981.

GAUNT, Simon. Love and death in medieval French and Occitan courtly literature: martyrs to love. Oxford, UK: Oxford University Press, 2006.

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MACKILLOP, James. Myths and legends of the Celts. London: Penguin, 2005.

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SCHOEPPERLE, Gertrude. Tristan and Isolt: a study of the sources of the romance. Frankfurt: Joseph Baer; London: David Nutt, 1913; 2 v.

WALTER, Philippe. Le gant de verre: le mythe de Tristan et Yseut. Paris : Artus, 1990.

WILLIAMS, Mark. Ireland’s immortals: a history of the gods of Irish myths. New Jersey: Princeton University Press, 2016.

WILLIAMS, Raymond. Cultura. [1981]. [Trad.: Lólio Lourenço de Oliveira]. 2ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.

_______. Cultura e materialismo. [1980]. [Trad. : André Glaser]. São Paulo: Editora da Unesp, 2011.

ZINK, Michel; STANESCO, Michel. Histoire européenne du roman médiéval : esquisses et perspectives. Paris : PUF, 1992.

ZUMTHOR, Paul. A letra e a voz: a “literatura” medieval. [Trad.: Amálio Pinheiro (Parte I); Jerusa Pires Ferreira (Parte II)]. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

5. ECOS ARTURIANOS NA FIGURA DO REI RICARDO CORAÇÃO-DE-LEÃO (1157-1199)

Data: 23/04/2021

Ministrante: Profa. Ma. Roberta Bentes (UFPR)

Ementa: Nesta aula, teremos como prioridade apresentar a figura do rei inglês Ricardo Coração de Leão e como este bebeu da mitologia e lenda arturiana para a sua figura régia. Passando pelas fontes “Historia Regum Britanniae” de Geoffrey of Monmouth (1095-1155) de 1138, e o “Roman de Brut” ou “Geste des Bretons” de Wace (1110-1174) de 1155, teremos contato com Matéria da Bretanha. A presença de Arthur como personagem principal dessas narrativas, apresenta também o ideal de um rei guerreiro, largo, sábio e piedoso, características que eram procuradas e apresentadas a príncipes para o seu destino real. Nossa hipótese tem o amparo no conceito de cultura intermediária de Hilário Franco Júnior e na ideia de que Arthur conseguia atingir tanto as camadas populares como as nobres, encarnando uma figura messiânica régia na concepção de Christopher M. Berard.

Bibliografia:

ALBUQUERQUE, Maurício. Coração de Leão – O Retorno do Rei. Sobre o ressurgimento de Ricardo I na Cultura Britânica Oitocentista (1784-1850). In: I Simpósio de História Antiga e Medieval - UNIPAMPA, 2020, Jaraguão. Comunicação.

ANDERSON, Carolyn B. Constructing royal character: King Richard in Richard Couer de Lyon. Enarratio. n. 6, 1999. Disponível em: https://kb.osu.edu/handle/1811/71246. Acesso em: 07/09/2020.

BACCEGA, Marcus. Logos do Sacramento, Retórica do Santo Gral: a sacramentalidade medieval do mundo e do homem na Demanda do Santo Gral de Heidelberg (séc. XIII). Tese (Doutorado em História). Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011.

BARBER, Richard. Devil’s Crown. A history of Henry II and his sons. Boston, Massachusetts: Da Capo Press, 1996.

BERARD, Christopher Michael. Arthur Redivivus: arthurian imitation in Plantagenet England, 1154-1307. (Tese de Doutorado em Filosofia). Toronto: Centre for Medieval Studies, 2015.

CHARLES-EDWARDS, T.M. "The Date of the Four Branches of the Mabinogi". Transactions of the Honourable Society of Cymmrodorion (1970-1972), 1971, pp. 263–298.

CHAUOU, Amaury. L'idéologie Plantagenêt: Royauté arthurienne et monarchie politique dans l'espace Plantagenêt (XIIe-XIIIe siècles). Rennes: Presses universitaires de Rennes, 2001. Disponível em: http://books.openedition.org/pur/22090. Acesso em: 11/12/2020.

CHURCHILL, Winston. A History of the English Speaking Peoples. Volume I: The Birth of Britain. London: Cassel and Company LTD., 1956.

DIVERRES, Armel. “Arthur in Culhwch and Olwen and in the Romances of Chrétien de Troyes.”. In: SHICHTMAN, Martin.; CARLEY, James. Culture and the King. The social implications oh the Arthurian Legend. Nova Iorque: State University of New York Press, 1994.

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GUENÉE, Bernard. Histoire et Culture historique dans l’Occident medieval. Paris: Aubier, 1980.

GILLINGHAM, John. “The cultivation of History, legend and courtesy at the Court of Henry II”. In: MEECHAM-JONES, Simon; KENNEDY, Ruth (ed.). Writers of the reign of Henry II: twelve essays. New York: Palgrave Macmillan, 2006.

GILLINGHAM, John; GRIFFITHS, Ralph A. Medieval Britain. A very short introduction. Oxford: Oxford university press, 2000.

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LE GOFF, Jacques. “Rei”. In : LE GOFF, Jacques ; SCHMITT, Jean-Claude. Dicionário analítico do Ocidente medieval. Volume 2. São Paulo: Editora Unesp, 2015.

LE GOFF, Jacques. Homens e mulheres da Idade Média. São Paulo: Estação Liberdade, 2013.

LE GOFF, Jacques. Heróis e maravilhas da Idade Média. Petrópolis: Editora Vozes, 2009.

MARTIN, Hervé. “Préface”. In: CHAUOU, Amaury. L'idéologie Plantagenêt: Royauté Arthurienne et monarchie politique dans l'espace Plantagenêt (XIIe-XIIIe siècles). Rennes: Presses universitaires de Rennes, 2001. Disponível em: http://books.openedition.org/pur/22094. Acesso em: 11/12/2020.

MENDES, Ana Luiza. O trovar coroado de Dom Dinis: modelo de racionalidade artística e identitária do trovadorismo galego-português. 216 f. Tese (Doutorado em História) - Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2018.

PRADAS, Daude de. Les auzels cassadors, poème provençal de DAude de Pradas publié avec une introduction par Dr. Sachs. Bradenburg: Wiesite’sche Buchdruderei, 1865.

SANTANA, Eliane Veríssimo. Ca Insegna Quali Virtù Ei Príncipi Debbiano Avere”: A Contenção Régia Por Meio Das Virtudes No Tratado De Regimine Principum De Egídio Romano. 2013. 153 f.  Dissertação (Mestrado em História). Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2013.

SAUL, Nigel. The three Richards. Richard I, Richard II and Richard III. London: Hambledon Continuum, 2006.

SIMS-WILLIAMS, Patrick. “The Early Welsh Arthurian Poems”. In: BROMWICH, Rachel; EVANS, D. Simon. Culhwch and Olwen: An Edition and Study of the Oldest Arthurian Tale. Cardiff: University of Wales Press, 1992.

TYSON, Diana B. Patronage of French Vernacular History Writers in the Twelfth and Thirteenth Centuries. Romania, n. 398, 1979. Disponível em: https://www.persee.fr/doc/roma_0035-8029_1979_num_100_398_1971. Acesso em: 09/12/2020.

VARANDAS, Angélica. Mitos e Lendas: Celtas do País de Gales. Lisboa: Clássica Editora, 2012.

VINSAUF, Geoffrey de. Richard of Holy Trinity. Itinerary of Richard I and others to the Holy Land. Cambridge, Ontario: Publications Medieval Latin Series, 2001. Disponível em: http://www.yorku.ca/inpar/richard_of_holy_trinity.pdf. Acesso em 15/12/2020.

WEISS, Judith. “Arthur, emperros, and antichrists: the formation of the Arthurian biography”. In: MEECHAM-JONES, Simon; KENNEDY, Ruth (ed.). Writers of the reign of Henry II: twelve essays. New York: Palgrave Macmillam, 2006.

6. THOMAS MALORY, A LENDA ARTURIANA E O LONGO SÉCULO XV INGLÊS

Data: 28/04/2021

Ministrante: Profa. Ma. Beatriz Breviglieri Oliveira (Universidade de Lisboa)

Ementa: Nessa aula, exploraremos como eixo principal a representação do rei, as concepções de poder régio e virtudes pautadas nos ideais de cavalaria, tendo como base os estudos de Ernst Kantorowicz (1997) e John Watts (1996) e sua corte no século XV inglês a partir do imaginário arturiano e a contemporaneidade da obra de sir Thomas Malory, Le Morte d’Arthur, produzida no final do século durante o período conhecido dentro da historiografia como Guerras das Rosas. Sendo assim, também exploraremos como eixo secundário as questões e conflitos políticas, sociais e dinásticos presentes no “longo” século XV inglês, como apresentado por Rosemary Horrox (2003), a fim de entendermos a importância da figura monárquica e sua representação tanto na cultura e memória, como efetivamente no exercício político e diplomático do período.

Referências:

ARMSTRONG, Dorsey. Gender and the Chivalric Communities in Malory’s Morte d’Arthur. Gainesville: University of Florida Press, 2003.

BATT, Catherine. Malory's Morte d’Arthur. Remaking Arthurian Tradition. (The New Middle Ages Series). Londres: Palgrave, 2002.

CARLEY, James P. Arthur in English History. In: BARRON, W.R.J. (Ed.). The Arthur of the English. The Arthurian Legend in Medieval English Life and Literature. (Arthurian Literature in the Middle Ages II).Cardiff: University of Wales Press, 2001, pp. 55-57.

CROFTS, Thomas H. Malory's Contemporary Audience. The Social Reading of Romance in Late Medieval England. (Arthurian Studies LXVI). Cambridge: D.S. Brewer, 2006.

GRIFFITHS, Ralph A. King and Country. England and Wales in the Fifteenth Century. Londres: The Hambledon Press, 1991, pp. 1-53.

HIGHAM, N.J. King Arthur. Myth-Making and History. Londres: Routledge, 2002, pp. 233-235.

HORROX, Rosemary. ‘England: Kingship and the Political Community, 1377- c.1500’. In: RIGBY, S. H. (org.). A Companion to Britain in Later Middle Ages. Oxford: Blackwell Publishers, 2003, pp. 224-241.

JONES, Dan. The Hollow Crown. The Wars of the Roses and the Rise of the Tudors. Londres: Faber&Faber, 2015.

KANTOROWICZ, Ernst. The King’s Two Bodies. A Study in Medieval Political Theology. Princeton: Princeton University Press, 1997.

 

LE GOFF, Jacques. Heróis e Maravilhas da Idade Média. Petrópolis: Editora Vozes, 2009.

LYNCH, Andrew. Malory's Morte Darthur and History. In: FULTON, Helen. (Ed.). A Companion to Arthurian Literature. (Blackwell Companions to Literature and Culture). Oxford: Blackwell Publishing, 2009, pp. 287-311.

NALL, Catherine. Reading and War in Fifteenth Century England. From Lydgate to Malory. Cambridge: D.S. Brewer, 2012.

RIGBY, S. H. (org.). A Companion to Britain in Later Middle Ages. Oxford: Blackwell Publishers, 2003.

WATTS, John. Henry VI and the politics of Kingship. Cambridge: Cambridge University Press, 1996.

WINDEATT, Barry. The Fifteenth Century Arthur. In: ARCHIBALD, Elizabeth. PUTTER, Ad.(Ed.) The Cambridge Companion to the Arthurian Legend. Cambridge: Cambridge University Press, 2009, pp. 84-102.

7.  “UMA VEZ REI, SEMPRE REI”: A RECEPÇÃO DO MITO ARTURIANO À LUZ DO NEOMEDIEVALISMO (1937 – 2017)

Data: 30/04/2021

Ministrante: Me. Mauricio Albuquerque (UFPel)

Ementa: Desde a década de 1930, com o surgimento da indústria cultural e dos meios de comunicação de massa, a matéria de Bretanha foi alvo de constantes revisitações e releituras. Nos quadrinhos, na literatura pulp, no cinema, nas radionovelas, na fantasia, nas séries de TV, no Heavy Metal, o mito arturiano garantiu sua sobrevivência nos séculos XX e XXI por meio de nova linguagens e representações, muitas delas que “refletem”  grande parte das tensões políticas, sociais e até historiográficas de suas respectivas épocas. Neste sentido, o encontro busca 1) traçar um panorama das principais produções midiáticas dos séculos XX e XXI que tratam do ciclo arturiano; 2) apresentar a noção de neomedievalismo – um instrumento teórico-metodológico importantíssimo para pensar a recepção do medievo nos dias atuais; e) tentar avaliar que (novos) significados são construídos para o mito arturiano a partir destas produções. Nosso estudo se centrará nas obras Prince Valiant (1937), de Hal Foster, Monty Python and the Holy Grail (1975), Camelot 3000 (1982), de Mike W. Barr e Brian Bolland, King Arthur (2004), de Antoine Fuqua, e King Arthur: The Legend of The Sword (2007), de Guy Ritchie.

Referências:

BISHOP, Chris. Medievalist Comics and the American Century. Jackson: University Press of Mississipi, 2016. BROWN, Harry. Baphomet Incorporated, a Case Study. IN: Studies in Medievalism

ECO, Umberto. Viagens na Irrealidade Cotidiana. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1984.

FITZPATRICK, KellyAnn. Reproducing Neomedievalism. IN: Studies in Medievalism XX: Defining Neomedievalism(s) II. Suffolk, V. 20, N. 2, p. 11 – 20, 2011.

KELLNER, Douglas. A Cultura da Mídia. Baurú: EDUSC, 2001.

LE GOFF, Jacques. Heróis e Maravilhas da Idade Média. Petrópolis: Editora Vozes, 2009.

MACEDO, José Rivair. Cinema e Idade Média: Perspectivas de Abordagem. 166 In: MACEDO, José Rivair; MONGELLI, Lênia Márcia. A Idade Média no Cinema. São Paulo: Fapesp, 2009.

MARSHALL, David. Mass Market Medieval: Essays on the Middle Ages in Popular Culture. Jefferson: McFarland, 2007. MARSHALL, David. Neomedievalism, Identification and the Haze of Medievalisms. IN: Studies in Medievalis.

SELLING, Kim. “Fantastic Neomedievalism”: The Image of the Middle Ages in Popular Fantasy. IN: David Ketterer. Flashes of the Fantastic: Selected Essays From the War of the World Centennial, Nineteenth International Conference on the Fantastic in Arts. Wesport: Greenwood Publishing Group, 2004.

SILVA, Daniele Gallindo Gonçalves. Sobre "cavaleiras": a (re)criação do medievo em Cornelia Funke. Pandaemonium Germanicum. São Paulo, vol. 19, n. 29, pp.1 – 20, 2016.

VADILLO, Mónica Ann Walker. Comic Book Featuring in the Middle Ages. Itinéraires, 2010 -3/ 2010, p. 153 – 163.

Programa

Atividades programadas

4 Aulas expositivas com debates sobre textos de leitura obrigatória (2 textos por aula) com 3 horas de duração, seguidas por exercício de avaliação – 10 testes – a serem realizados pelos alunos e corrigidos ao final da cada aula (1 hora)

Avaliação

Realização de exercício (questionário com 10 testes) ao final de cada aula expositiva
A nota final será computada a partir de dois critérios:
1. Participação dos alunos nos debates propostos em aula
2. Desempenho nos testes aplicados ao final de cada aula

Programa do curso

1ª Aula (05.07) – Prof. Fabio Betioli Contel: O conceito de financeirização e suas implicações para o cotidiano da população
Bibliografia básica da aula:
CONTEL, F. B. A financeirização recente do território brasileiro: dos bancos comerciais às fintechs. In: A. F. A. Carlos; Rita de Cassia A. da Cruz. (Org.). Brasil, Presente! São Paulo: FFLCH/USP, 2021, p. 117-142
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Relatório de Cidadania Financeira. 2018. (apenas Capítulo 1, p. 11-28)

2ª Aula (07.07) – Msc Wagner Wendt Nabarro: Os investimentos financeiros, a bolsa de valores e a concentração de capitais no território brasileiro
Bibliografia básica da aula:
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. Mercado de valores mobiliários brasileiro. 4. ed. Rio de Janeiro: Comissão de Valores Mobilíarios, 2019. Disponível em: <https://www.investidor.gov.br/publicacao/LivrosCVM.html&gt; (Capítulos 1.1. Mercado financeiro [p. 27-35] e 2.1. Títulos emitidos por companhias [pp. 71-78])
NABARRO, Wagner Wendt. Globalização e capital na metrópole: a psicosfera dos investimentos e os serviços ao mercado financeiro em são paulo. Anais do XIV ENANPEGE. Campina Grande: Realize Editora, 2021. Disponível em: <https://editorarealize.com.br/artigo/visualizar/78675&gt;.

3ª Aula (12.07) – Dr. Rodrigo Cavalcanti do Nascimento: Apropriação global de terras e a sua transformação em ativo financeiro
Bibliografia básica da aula:
SAUER, Sérgio; BORRAS JR, Saturnino. ‘Land Grabbing’ e ‘Green Grabbing’: uma leitura da ‘corrida na produção acadêmica’ sobre a apropriação global de terras. Revista Campo-Território, Ed. Especial Land Grabbing, Grilagem e Estrangeirização de terras, n. 23, v. 11, p. 06-42, 2016.
NASCIMENTO, R. C.; FREDERICO, S. Imobiliárias agrícolas financeirizadas e land grabbing: a atuação de empresas agrícolas controladas pelo capital financeiro no mercado fundiário brasileiro. Geousp, v. 26, n. 1, e-188587, abr. 2022. ISSN 2179-0892. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/geousp/article/view/188587. doi: https://doi.org/10.11606/issn.2179-0892.geousp.2022.188587 .

4ª. Aula (14.07): Msc. Yuri Martenauer Saweljew: A financeirização da terra nas áreas de expansão da fronteira agrícola brasileira
Bibliografia básica da aula:
SPADOTTO, Bruno Rezende; COGUETO, Jaqueline Vigo. Avanço do agronegócio nos cerrados do Piauí: horizontalidades e verticalidades na relação entre o ambientalismo dos pobres e o controle de terras pelo capital financeiro. Revista NERA, v. 22, n. 47, p. 202-229, dossiê MATOPIBA, 2019.
FERNANDES, Bernardo Mançano; FREDERICO, Samuel; PEREIRA, Lorena Izá. Acumulação pela renda da terra e disputas territoriais na fronteira agrícola brasileira. REVISTA NERA, n. 47, p. 173-201, 2019.

Referências bibliográficas (lista completa)

ALVES, Caio Zarino Jorge. A formação do complexo corporativo metropolitano de São Paulo baseado na distribuição das sedes dos bancos de investimento (1966-2013). GEOUSP, v. 22, n. 1, 2018.
ALVES, V. E. L. As novas dinâmicas socioespaciais introduzidas pelo agronegócio nos cerrados da Bahia, do Maranhão, Piauí e Tocantins. A territorialidade do capital, 2009.
______, V. E. L. A presença das grandes empresas do agronegócio nos cerrados nordestinos: o caso da Bunge Alimentos no sul do Piauí. Boletim Campineiro de Geografia, v. 2, n. 2, p. 241-261, 2012.
ARROYO, Mónica. A vulnerabilidade dos territórios nacionais latino-americanos: o papel das finanças. In: LEMOS, Amalia; SILVEIRA, María Laura; ARROYO, Mónica. Questões territoriais na América Latina. Buenos Aires: Clacso, 2006.
ARRIGHI, G. Adam Smith em Pequim: origens e fundamentos do século XXI. São Paulo: Boitempo, 2008. 430p
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Relatório de Cidadania Financeira. 2018. Disponível em https://www.bcb.gov.br/cidadaniafinanceira
_________. Relatório de Cidadania Financeira. 2021. Disponível em https://www.bcb.gov.br/cidadaniafinanceira
BANCO MUNDIAL. Rising global interest in farmland: can it yield sustainable and equitable benefits? Banco Mundial, Washington DC, 2011.
BARBOSA, Anézia Maria Fonsêca. Organização territorial no cerrado piauiense. 2015.
BERNARDES, J. A. Novas fronteiras do capital no cerrado. Scripta Nova (Barcelona), v. 1, p. 1-1, 2012.
BORRAS, S. M. et al. Land grabbing in Latin America and the Caribbean viewed from broader international perspectives. Santiago: FAO, 2011.
__________. et al. Land grabbing in Latin America and the Caribbean. The Journal of Peasant Studies, v. 39, n. 3-4, p. 845–872, 2012.
CAGNIN, R. F. O ciclo dos imóveis e o crescimento econômico nos Estados Unidos – 2002-2008. Estudos Avançados, v. 23, n. 66, p. 147-168, 2009. doi: https://doi.org/10.1590/S0103-40142009000200012.
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CHESNAIS, François. A finança mundializada. São Paulo: Boitempo, 2005.
CONTEL, F. B. A financeirização recente do território brasileiro: dos bancos comerciais às fintechs. In: A. F. A. Carlos; Rita de Cassia A. da Cruz. (Org.). Brasil, Presente! São Paulo: FFLCH/USP, 2021, p. 117-142
__________. Fintechs e bancos digitais no Brasil. In: Gomes, M. T. S.; Godinho, F.; Tunes, R. (Org.). Geografia da inovação: território, redes e finanças. 1ed.Rio de Janeiro: Consequencia, 2020, v. 1, p. 183-201.
__________. The Financialization of the Brazilian Territorry. From global forces to local dynamisms. Berlim: Springer International Publishing, 2020.
__________. Território e finanças. Técnicas, normas e topologias bancárias no Brasil. São Paulo: Annablume, 2011.
__________. As finanças e o espaço geográfico: contribuições centrais da geografia francesa e da geografia brasileira. Revista Brasileira de Geografia, v. 61, p. 59-78, 2016.
CONTEL, F. B.; WOJCIK, D. Brazil’s Financial Centers in the Twenty-first Century: Hierarchy, Specialization, and Concentration. The Professional Geographer, v. 71, p. 681-691, 2019.
COTULA, L. The international political economy of the global land rush: A critical appraisal of trends, scale, geography and drivers, The Journal of Peasant Studies, 39 (3-4), 2012. 649-680 pp.
DE JESUS, Alex Dias; FABRINI, João Edmilson. Barbárie e modernidade na expansão do agronegócio nos cerrados piauienses. Revista Eletrônica AGB-TL, v. 1, n. 25, p. 94-116, 2017.
ELIAS, D. Agronegócio e Novas Regionalizações no Brasil. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais (ANPUR), v. 13, p. 153-170, 2011.
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FERNANDES, B. M. Estrangeirização de terras na nova conjuntura da questão agrária. Conflitos no Campo Brasil, v. 2010, p. 76-83, 2011.
FERNANDES, Bernardo Mançano; FREDERICO, Samuel; PEREIRA, Lorena Izá. Acumulação pela renda da terra e disputas territoriais na fronteira agrícola brasileira. REVISTA NERA, n. 47, p. 173-201, 2019.
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FREDERICO, S. Território, capital financeiro e agricultura: investimentos financeiros estrangeiros no agronegócio brasileiro. Relatório final (Pós-doutorado em Geografia) – Laboratoire Dynamiques Sociales et Recomposition des Espaces (Ladyss), Universidade Paris 8, França. 2016.
FREDERICO, S.; ALMEIDA, M. C. Economia política do território e logística do agronegócio nos cerrados brasileiros. In: Bühler, E. A.; Guibert, M.; Oliveira, V. L. (Org.). Agriculturas empresariais e espaços rurais na globalização: abordagens a partir da América do Sul. Porto Alegre: UFRGS, 2016. p. 83-101.
FREDERICO, S.; GRAS, C. Globalização financeira e land grabbing: constituição e translatinização das megaempresas argentinas. In: Bernardes, J. A.; Frederico, S.; Gras, C.; Hernández, V.; Maldonado, G. (Org.). Globalização do agronegócio e land grabbing: a atuação das megaempresas argentinas no Brasil. Rio de Janeiro: Lamparina, 2017. p. 12-32.
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GRAS, C.; NASCIMENTO, R. C. Monopólio de terras e capital financeiro: a atuação da empresa Cresud na América Latina. In: Bernardes, J. A.; Frederico, S.; Gras, C.; Hernández, V.; Maldonado, G. (Org.). Globalização do agronegócio e landgrabbing: a atuação das megaempresas argentinas no Brasil. Rio de Janeiro: Lamparina, 2017. p. 118-134.
GRÜN, Roberto. Decifra-me ou te devoro: o Brasil e a dominação financeira. São Paulo: Alameda, 2015.
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HARVEY, D. Condição pós-moderna. 4.ed. São Paulo: Loyola, 1994. 349p.
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KRUGMAN, P. R. The return of depression economics and the crisis of 2008. WW Norton & Company. ISBN 978-0-393-07101-6. 2009.
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NABARRO, Wagner. Pandemia e fluxos financeiros: especulação e concentração dos serviços no mercado de capitais brasileiro. In: ARROYO, Mónica; ANTAS JR., Ricardo Mendes. CONTEL, Fabio Betioli (orgs.). Usos do território e pandemia: dinâmicas e formas contemporâneas do meio técnico-científico-informacional. São Paulo: Consequência, 2020.
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NASCIMENTO, R. C.; FREDERICO, S. Imobiliárias agrícolas financeirizadas e land grabbing: a atuação de empresas agrícolas controladas pelo capital financeiro no mercado fundiário brasileiro. Geousp, v. 26, n. 1, abr. 2022. ISSN 2179-0892.
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OUMA, S. Situating global finance in the land rush debate: a critical review. Geoforum, v. 57, p. 162-166, 2014. doi: https://doi.org/10.1016/j.geoforum.2014.09.006.
PARANÁ, Edemilson. A digitalização do mercado de capitais no Brasil: tendências recentes. Boletim de Economia e Política Internacional, n. 23, maio/ago 2017.
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PESSANHA, Roberto M. A “indústria” dos fundos financeiros: potência, estratégias e mobilidade no capitalismo contemporâneo. Rio de Janeiro: Consequência, 2019.
PITTA, F. T; MENDONÇA, M. L. A empresa Radar S/A e a especulação com terras no Brasil. Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, São Paulo (SP): Editora Outras Expressões, 2015.
PITTA, F. T.; CERDAS, G.; MENDONÇA, M. L. Imobiliárias agrícolas transnacionais e a especulação com terras na região do MATOPIBA. São Paulo: Editora Outras Expressões, 2017.
SANTOS, M. O Espaço Dividido: Os Dois Circuitos daEconomia Urbana dos Paises Subdesenvolvidos. Rio de Janeiro:Francisco Alves. 1979.
__________. A Urbanização Brasileira. Hucitec, São Paulo. 1993.
__________. A Natureza do Espaço. Ténica e Tempo, Razão e Emoção.São Paulo: Hucitec.1996.
__________. Por uma outra globalização. Do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record. 2000.
SANTOS M.; SILVEIRA M. L. Brasil. Sociedade e território no início do século XXI. Rio de Janeiro: Editora Record. 2001.
SAUER, S; PIETRAFESA, J. P. Cana de açúcar, financiamento público e produção de alimentos no Cerrado. Campo-Território: revista de geografia agrária, v. 7, n. 14, p. 1-29, ago., 2012.
SAUER, S.; BORRAS JR, S. ‘Land Grabbing’ e ‘Green Grabbing’: uma leitura da ‘corrida na produção acadêmica’ sobre a apropriação global de terras. Revista Campo-Território, Ed. Especial Land Grabbing, Grilagem e Estrangeirização de terras, n. 23, v. 11, p. 06-42, 2016.
SERRANO, A. Making a financial market: the economization and topology of Farmland REITs. Journal of Political Ecology, v. 26, n. 1, p. 599-613, 2019. doi: http://dx.doi.org/10.2458/v26i1.22982.
SPADOTTO, Bruno Rezende; COGUETO, Jaqueline Vigo. Avanço do agronegócio nos cerrados do Piauí: horizontalidades e verticalidades na relação entre o ambientalismo dos pobres e o controle de terras pelo capital financeiro. Revista NERA, v. 22, n. 47, p. 202-229, dossiê MATOPIBA, 2019.
VISSER, O. Running out of farmland? Investment discourses, unstable land values and the sluggishness of asset making. Agriculture and Human Values, v. 34, n. 1, p. 185-198, 2017.
WÓJCIK, Dariusz. Geography of stock markets. Geography Compass, v. 3, n. 4, 2009.

Programa

Aula 1: Introdução: o lugar da semântica no ensino de PLE

Aula 2: Indicativo e subjuntivo: questões de tempo e modo

Aula 3: Estruturas complexas: tipos de condicionais

Bibliografia:

COMRIE, Bernard et al. Tense. Cambridge university press, 1985.

COMRIE, Bernard. Aspect. Cambridge Textbooks in Linguistics. Cambridge: Cambridge University, 1976.

GOMES, Ana Quadros; SANCHEZ-MENDES, Luciana. Para conhecer semântica. São Paulo: Contexto, 2018.

MARQUES, Rui. Sobre a semântica dos tempos do conjuntivo. Textos Seleccionados do XXV Encontro Nacional da Associação Portuguesa de Linguística, p. 549-565, 2010.

MARQUES, Rui. On the selection of mood in complement clauses. Cross-linguistic semantics of tense, aspect, and modality. v. 148, p. 179, 2009.

FERREIRA, Marcelo. Pragmática: significado, comunicação e dinâmica contextual. São Paulo: Contexto, 2023.

FERREIRA, Marcelo. Semântica: uma introdução ao estudo formal do significado. São Paulo: Contexto, 2023.

SANTOS, Camila Cristina Silvestre dos. O Futuro do Subjuntivo em Orações Relativas no Português Brasileiro. 2019. Dissertação de Mestrado. Universidade de São Paulo.

 

Programa

Aula 1 - Teorias da representação política e teorias feministas
Aula 2 - (Sub)representação política de mulheres no Brasil e na América Latina
Aula 3 - Financiamento eleitoral e ações afirmativas de gênero e raça
Aula 4 - Violência política de gênero no Brasil
Aula 5 - Lideranças políticas, mobilizações e movimentos sociais

Bibliografia
ARAÚJO, Clara. Partidos políticos e gênero: mediações nas rotas de ingresso das mulheres na representação política. Revista de Sociologia e Política, n. 24, p. 193–215, jun. 2005.

ARCHENTI, Nélida; ALBANE, Laura. O feminismo na política: paridade e violência política de gênero na América Latina. In: Cadernos Adenauer XIX Participação política feminina na América Latina, (1): 9-24, 2018.

FREIDENBERG, Flavia; CAMINOTTI, Mariana, MUÑOZ-POGOSSIAN, Betilde; DOŠEK, Tomáš (eds.). Mujeres en la política. Experiencias nacionales y subnacionales en América Latina. Ciudad de México: Instituto Electoral de la Ciudad de México, UNAM, 2018.

GATTO, Malu; WYLIE, Kristin. Informal institutions and gendered candidate selection in Brazilian parties. Party Politics, v. 28, n. 4, p. 727-738, 2022.

SACCHET, Teresa. Why gender quotas don't work in Brazil? The role of the electoral system and political finance. Revista Colombia Internacional, n. 95, p. 25-54, jul./set. 2018.

SACCHET, Teresa. Representação política, representação de grupos e política de cotas: perspectivas e contendas feministas. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 20, n. 2, p. 399-431, 2012.

SACCHET, Teresa. A culpa é dos partidos: desigualdades de gênero em disputas eleitorais. IN: BIROLI, Flávia et al. Mulheres, poder e ciência política: debates e trajetórias. Campinas: Editora da Unicamp, p. 75 - 108, 2020.

SPOHR, Alexandre P.; MAGLIA, Cristiana; MACHADO, Gabriel; OLIVEIRA, Joana O. de. Participação Política de Mulheres na América Latina: o impacto de cotas e de lista fechada. Revista Estudos Feministas, v. 24, n. 2, mai-ago, p. 417 - 441, 2016.

YOUNG, Iris Marion. Representação política, identidade e minorias. Lua Nova, 67, p. 139 - 190, 2006.

Programa

Objetivos
Introduzir parâmetros metodológicos para a realização da análise fílmica, seja na pesquisa historiográfica ou na prática da sala de aula.
Analisar um conjunto de filmes do cinema brasileiro capaz de ampliar as reflexões sobre a formação do campo audiovisual.
Analisar os principais autores da historiografia sobre cinema brasileiro que articularam análise fílmica e interpretação sobre a formação social do país.
Refletir em conjunto sobre o uso do audiovisual enquanto recurso pedagógico.

Público alvo: professores, estudantes e demais interessados no tema.

Justificativa do curso (especificar brevemente os recursos e as ferramentas das atividades on-line, bem como a plataforma a ser utilizada):

Importante fonte de conhecimento e entretenimento, o cinema tem hoje um grande alcance na sociedade. No entanto, muitas vezes, os filmes são recebidos sem um olhar crítico em relação a sua construção, o que facilita seu uso como instrumento ideológico. A metodologia da análise fílmica é uma forma de compreender não apenas os dispositivos que compõem o material audiovisual, mas também sua relação com a sociedade. Além disso, em sala de aula, os filmes podem ser utilizados como material alternativo para discutir conteúdos curriculares. Ao mesmo tempo, funcionam como motivação para os alunos, ajudando na concentração e no desenvolvimento crítico e cultural.
O curso terá duração de 20 horas, dividido em 5 dias. As aulas serão ministradas virtualmente pelo Google Meets e com atividades na plataforma do Google Classroom. Para todas as aulas, serão disponibilizados, ao menos, um filme e um texto principal na plataforma do Google Classroom. Além disso, poderá haver a indicação de filme ou bibliografia complementar.

Cronograma das aulas

AULA 1 - Introdução à análise fílmica

Pauta:
O que é a análise fílmica? Na primeira aula, faremos uma sistematização dos princípios da análise fílmica, procurando esboçar um método para sua realização. Também traremos elementos para compreender a análise formal e a relação obra-sociedade.

Filme:
Viramundo (Geraldo Sarno - 1965 - 37 min.)

Texto principal:
VANOYE, Francis; GOLIOT-LÉTÉ, Anne. Introdução. In: ____________. Ensaio sobre a análise fílmica. Campinas: Papirus, 1994, p. 9-20.

Texto de apoio:
BERNARDET, Jean-Claude. O modelo sociológico ou a voz do dono. In: ____________. Cineastas e Imagens do Povo. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 15-39.

AULA 2 - Cinema moderno e balanço estético

Pauta:
Será realizado um balanço da tradição crítica na história do cinema brasileiro. A proposta é refletir sobre o cinema como expressão do processo social e aprofundar a análise fílmica como interpretação cultural.

Filme:
Barravento (Glauber Rocha - 1962 - 80 min.)

Textos principais:
BERNARDET, Jean-Claude. Barravento: política de cúpula. In: ____________. Brasil em tempo de cinema: ensaio sobre o cinema brasileiro de 1958 a 1966. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p.73-81.
XAVIER, Ismail. Barravento: alienação versus identidade. In: ____________. Sertão Mar: Glauber Rocha e a estética da fome. São Paulo: São Paulo: Cosac Naify, 2007, p.23-51.
AULA 3 - Gênero, raça e classe

Pauta:
Discutiremos a importância de realizar a análise fílmica a partir de uma abordagem interseccional, ou seja, levando em consideração questões de raça, gênero e classe.

Filme:
Kbela (Yasmin Thainá - 2015 - 21 min)

Textos principais:
HOOKS, bell. Vendendo uma buceta quente: representações da sexualidade da mulher negra no mercado cultural. In: ___________. Olhares negros: raça e representação. São Paulo: Elefante, 2019, p. 128-154.
DAVIS, Angela. Mulheres trabalhadoras, mulheres negras e a história do movimento sufragista. In: ___________. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016, 143-153.

Filmes de apoio:
Café com Canela (Ary Rosa, Glenda Nicácio - 2017 - 102 min.)
Tatuagem (Hilton Lacerda - 2013 - 110 min.)

AULA 4 - Cinema Nacional Contemporâneo

Pauta
O cinema nacional continua produzindo obras relevantes, a despeito das dificuldades enfrentadas pelos cineastas brasileiros na produção de filmes. A proposta dessa aula é refletir sobre os espaços e significações do cinema nacional contemporâneo.

Filme:
Que horas ela volta? (Anna Muylaert - 2015 - 114 min.)

Filme de apoio:
Boi Neon (Gabriel Mascaro - 2015 - 101 min.)

Textos principais:
DUNKER, Christian. Que horas ela volta?... por cima. Blog da Boitempo, 2015. Disponível em: https://blogdaboitempo.com.br/2015/09/28/que-horas-ela-volta-por-cima/. Acesso em 04 de junho de 2020.
LIMA, Daniela. O futuro redescoberto: um olhar feminista sobre “Que Horas ela volta?”. Blog da Boitempo, 2015. Disponível em: https://blogdaboitempo.com.br/2015/10/05/o-futuro-redescoberto-um-olhar…. Acesso em 04 de junho de 2020.

AULA 5 - Grandes Bilheterias

Pauta
Durante o cinema moderno brasileiro, havia uma grande discussão sobre a falta de público; no cinema contemporâneo, a questão se mantém. Quais filmes alcançam os primeiros lugares na bilheteria nacional? Nesta aula, discutiremos a noção de linguagem clássica e cinema de gênero. Será proposto o exercício final de análise fílmica para alunos, a partir da metodologia discutida ao longo do curso.

Filme:
Tropa de Elite (José Padilha - 2007 - 118 min.)

Filme de apoio:
Sniper Americano (Clint Eastwood - 2014 - 134 min.)

Texto principal:
XAVIER, Ismail. A decupagem clássica. In:___________. O discurso cinematográfico: a opacidade e a transferência. São Paulo: Paz e Terra, 3ª ed., 2005, p. 27-39.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

AULA 1
CARDOSO, Maurício. Uma história dramática do cinema brasileiro. São Paulo: LiberArs, 2017.
MARTIN, Marcel. A linguagem cinematográfica. São Paulo: Brasiliense, 2003.
MORETTIN, Eduardo; CAPELATO, Maria Helena; SALIBA, Elias Tomé; NAPOLITANO, Marcos (Org.). História e Cinema: dimensões históricas do audiovisual. São Paulo: Alameda Editorial / História Social-USP, 2007.
NAPOLITANO, Marcos. Como usar o cinema na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2010.
SOUZA, Edileuza Penha de (Org.) Negritude, cinema e educação caminhos para a
implementação da lei 10.639/2003 (2 vols.). Belo Horizonte: Mazza, 2006.
STAM, Robert. Introdução à teoria do cinema. Campinas: Papirus, 2013.
VANOYE, Francis; GOLIOT-LÉTÉ, Anne. Ensaio sobre a análise fílmica. Campinas: Papirus, 1994.

AULA 2
CANDIDO, Antonio. Dialética da malandragem. In: ____________. O Discurso e a cidade. SP: Livraria Duas Cidades, 1993, pp. 19-54.
BERNARDET, Jean-Claude. Brasil em tempo de cinema: ensaio sobre o cinema brasileiro de 1958 a 1966. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
__________. O autor no cinema: a política dos autores na França e Brasil anos 50 e 60. São Paulo: Brasiliense, 1994.
GATTI, José. Barravento: a estréia de Glauber. Florianópolis: Editora da UFSC, 1987.
GOMES, Paulo Emílio Salles. Cinema: Trajetória no subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999.
SCHWARZ, Roberto. Pressupostos, salvo engano, de “Dialética da malandragem”. In: ____________. Que horas são? Ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1987, pp. 129-155.
SILVA, Carolinne Mendes da. O negro no cinema brasileiro. São Paulo: LiberArs, 2017.
STAM, Robert. Multiculturalismo Tropical: Uma história comparativa da raça na cultura e no cinema brasileiros. São Paulo: EDUSP, 2008.
XAVIER, Ismail. Alegorias do Subdesenvolvimento: cinema novo, tropicalismo e cinema marginal. São Paulo: Cosac Naify, 2012.
____________. O cinema brasileiro moderno. São Paulo: Paz e Terra, 2001.
____________. Sertão Mar: Glauber Rocha e a estética da fome. São Paulo: São Paulo: Cosac Naify, 2007.

AULA 3

CARVALHO, Noel dos Santos. Cinema e representação racial: o cinema negro de Zózimo Bulbul. 2006. Tese (Doutorado em Sociologia) – FFLCH, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.
COLLINGS, Patricia Hill. Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento. São Paulo: Boitempo, 2019.
DE, Jefferson. Dogma feijoada: O cinema negro brasileiro. São Paulo, Fundação Padre Anchieta / Imprensa Oficial, 2005.
HOLANDA, Karla e TEDESCO, Marina Cavalcanti (Orgs.). Feminino e plural: mulheres no cinema brasileiro. São Paulo: Papirus Editora, 2017.
HOOKS, bell. O olhar opositor: mulheres negras espectadoras. In: ___________. Olhares negros: raça e representação. São Paulo: Elefante, 2019, p. 214-240.
MULVEY, Laura. Prazer visual e cinema narrativo. In: XAVIER, Ismail (Org.). A Experiência do cinema. Rio de Janeiro: Edições Graal; Embrafilme, 1983. p. 435-454.
PRECIADO, Paul B. O que é a contrassexualidade? In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de (Org.). Pensamento feminista: conceitos fundamentais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019.
RODRIGUES, João Carlos. O negro brasileiro e o cinema: 1988, 100 anos de abolição - 90 anos de cinema no Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: Globo, 1989.
RUBIN, Gayle. Políticas do sexo. Trad.: Jamille Pinheiro Dias. 1. ed. São Paulo: Ubu Editora, 2017.

AULA 4
SOUTO, Mariana. Infiltrados e invasores: uma perspectiva comparada sobre as relações de classe no cinema brasileiro contemporâneo. 2016. 208 f. Tese (Doutorado em Comunicação Social) - Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2016.
LUSVARGHI, Luiza; SILVA, Camila Vieira da. Mulheres Atrás das Câmeras: as Cineastas Brasileiras de 1930 a 2018. São Paulo: Estação Liberdade, 2018.


AULA 5
BENTES, Ivana. “Sertões e favelas no cinema brasileiro contemporâneo: estética e cosmética da fome”. Revista Alceu, v. 8, n.15, p. 242-255, jul./dez. 2007.
MENEZES, Paulo Roberto Arruda de. Tropa de elite: perigosas ambiguidades. In: Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 28, n. 81, p. 63-75, fev. 2013.
SARAIVA, Leandro; CANNITO, Newton. Manual de roteiro. Ou manuel, o primo pobre dos manuais de cinema e tv. São Paulo: Conrad Livros, 2004.
SZAFIR, Milena. Retóricas audiovisuais: o filme Tropa de elite na cultura em rede. Dissertação (Mestrado), ECA-USP, 138 p., São Paulo, 2010.
XAVIER, Ismail. O olhar e a cena - Melodrama, Hollywood, Cinema Novo, Nelson Rodrigues. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.

FILMOGRAFIA COMPLEMENTAR

AULA 1
Filmes nacionais:
A opinião pública (Arnaldo Jabor - 1967 - 71 min)
Cabra Marcado Para Morrer (Eduardo Coutinho - 1984 - 119 min.)
Maioria Absoluta (Leon Hirszman - 1964 - 18 min)
Passe Livre (Oswaldo Cadeira - 1974 - 73 min)
Subterrâneos do Futebol (Maurice Capovilla - 1965 - 32 min)


AULA 2
Filmes nacionais:
A Grande Cidade (Carlos Diegues - 1966 - 80 min.)
Deus e o Diabo na Terra do Sol (Glauber Rocha - 1964 - 125 min.)
Macunaíma (Joaquim Pedro de Andrade - 1969 - 110 min.)
Porto das Caixas (Paulo Cesar Saraceni - 1962 - 80 min.)
Os Fuzis (Ruy Guerra - 1964 - 80 min.)
Terra em Transe (Glauber Rocha - 1967 - 115 min.)
Vidas Secas (Nelson Pereira dos Santos - 1963 - 115 min.)

FIlmes estrangeiros:
Acossado (Jean-Luc Godard - 1961 - 103 min.)
Alemanha, ano zero (Roberto Rossellini - 1945 - 88 min.)
Cléo das 5 às 7 (Agnès Varda - 1962 - 90 min.)
Roma, Cidade Aberta (Roberto Rossellini - 1945 - 105 min.)
Ladrões de bicicleta (Vittorio De Sica - 1948 - 93 min.)

AULA 3
Filmes nacionais:
Amor Maldito (Adélia Sampaio - 1984 - 80min.)
Divinas Divas (Leandra Leal - 2017 - 110min.)
Laerte-se (Eliane Brum - 2017 - 100min.)
Madame Satã (Karim Aïnouz - 2002 - 105min.)
O dia de Jerusa (Viviane Ferreira - 2014 - 20min.)
Um dia com Jerusa (Viviane Ferreira - 2019 - 80min.)
Simone (Renato Cândido de Lima - 2018- 24min.)
Vazante (Daniela Thomas - 2017 - 116 min.)
Sócrates (Alexandre Moratto - 2019 - 71min.)
Rainha (Sabrina Fidalgo - 2016 - 30min.)
Cores e Botas (Juliana Vicente - 2010/2011 - 16min.)
Cinzas (Larissa Fulana de tal - 2015 - 15min.)

FIlmes estrangeiros:
Corra! (EUA - Jordan Peele, 2017 - 104 min.)
Moonlight (EUA - Barry Jenkins, 2017 - 115 min.)
Faça a Coisa Certa (EUA - Spike Lee - 1989 - 125 min.)
Pantera Negra (EUA - Ryan Coogler - 2018 - 135min.)
Paris is Burning (EUA - Jennie Livingston - 78 min.)

AULA 4
Filmes nacionais:
Casa Grande (Fellipe Gamarano Barbosa - 2014 - 117 min.)
O Som ao Redor (Kleber Mendonça Filho - 2012 - 131 min.)
Aquarius (Kleber Mendonça Filho - 2016 - 146 min.)
Trabalhar Cansa (Juliana Rojas, Marco Dutra - 2011 - 100 min.)
Arábia (João Dumans, Affonso Uchoa - 2017 - 97 min.)
Corpo Elétrico (Marcelo Caetano - 2017 - 95 min.)

FIlmes estrangeiros:
Assunto de Família (Japão - Hirokazu Koreeda - 2018 - 121 min.)
Dois Dias, Uma Noite (Bélgica - Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne - 2014 - 95 min.)
Eu, Daniel Blake (Reino Unido - Ken Loach - 2016 - 100 min.)
Lazzaro Felice (Itália - Alice Rohrwacher - 2018 - 130 min.)
Parasita (Coréia do Sul - Bong Joon-Ho - 2019 - 142 min.)

AULA 5
Filmes nacionais:
Bacurau (Kleber Mendonça Filho, Juliano Dornelles - 2019 - 132 min.)
Minha Mãe é uma Peça (André Pellenz - 2013 - 84 min.)
Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro (José Padilha - 2010 - 115 min.)

Filmes estrangeiros:
A Hora Mais Escura (EUA - Kathryn Bigelow - 2012 - 157 min.)
Bastardos Inglórios (EUA - Quentin Tarantino - 2009 - 153 min.)
Django Livre (EUA - Quentin Tarantino - 2012 - 165 min.)
Garota Exemplar (EUA - David Fincher - 2014 - 159 min.)
Guerra ao Terror (EUA - Kathryn Bigelow - 2008 - 131 min.)
Lincoln (EUA - Steven Spielberg - 2012 - 150 min.)
Onde os Fracos Não Têm Vez (EUA - Ethan Coen, Joel Coen - 2007 - 123 min.)
Sangue Negro (EUA - Paul Thomas Anderson - 2007 - 158 min.)
Vingadores: Guerra Infinita (EUA - Joe Russo, Anthony Russo - 2018 - 160 min.)
Vingadores: Ultimato (EUA - Joe Russo, Anthony Russo - 2019 - 182 min.)

Programa

13/08. Aula 1: 
Introdução
Com José Geraldo Vinci de Moraes.

A cidade de São Paulo viveu no início do século XX um período de rápidas e significativas mudanças. Nesta dinâmica em que um novo cenário cultural aparecia, seu panorama sonoro e musical revelou-se de múltiplas maneiras e alternativas variadas. Ocorre que de modo geral, a historiografia sempre enfrentou dificuldades e obstáculos para escutar e compreender as dinâmicas em que sons e sonoridades estiveram presentes no passado. Com relação à cidade de São Paulo esta condição foi amplificada, uma vez que se projetou para ela certo apagamento de suas memórias sonoras. Deste modo, esta aula pretende apresentar de maneira introdutória tanto questões teóricas relativas aos debates da “escuta do passado”, como aspectos gerais relacionados ao panorama musical e sonoro paulistano do início do século XX.
Textos de apoio:
SEVCENKO, Nicolau. Orfeu extático na metrópole. SP: Cia das Letras, 1998.
MORAES, José Geraldo Vinci de. Metrópole em sinfonia. SP; Estação Liberdade, 2000
PORTA, Paula (org) História da cidade de São Paulo. 3 vols. SP. Ed. Paz e Terra, 2002.


16/08. Aula 2:
Kaleidosfone: a cidade de São Paulo entre ritmos, ruídos, harmonias e dissonâncias 
Com Nelson Aprobato Filho

Dentre as inúmeras dimensões históricas de São Paulo, a sonora oferece potencialidades de interpretação singulares. Do final do século XIX às primeiras décadas do XX a cidade passou por grandes transformações socioculturais, político-econômicas, científico-tecnológicas e ecológico-ambientais que provocaram impactos profundos e inéditos na paisagem sonora urbana. Essa nova sonoridade foi sendo composta por inúmeras e sobrepostas camadas difusas de sons. Nessa aula procuraremos “escutar” e compreender como essas camadas foram construídas, quais os sons coloniais e modernos que as compunham, de que forma elas estavam incorporadas ao cotidiano e como eram percebidas pelos moradores e visitantes da cidade.
Textos de apoio:
APROBATO FILHO, Nelson. Kaleidosfone –As novas camadas sonoras da cidade de São Paulo, fins do século XIX / início do XX. São Paulo: EDUSP; FAPESP, 2008.
BRUNO, Ernani Silva. História e tradições da cidade de São Paulo. 3.ª ed., São Paulo: Hucitec, 1984, (3 v.).
MORAES, José Geraldo Vinci de. As sonoridades paulistanas: a música popular na cidade de São Paulo. Final do século XIX e início do século XX. Rio de Janeiro: Funarte, 1995.


18/08 Aula 3: 
Vai graxa ou samba? Os engraxates paulistanos e a música nas ruas 
Com André Augusto de Oliveira Santos.

A aula trata da relação dos engraxates ambulantes com a música produzida nas ruas da cidade de São Paulo durante a primeira metade do século XX. Sujeitos ecléticos que se relacionavam com os mais diferentes estratos sociais, os lustradores de sapatos ocupavam as ruas paulistanas desde meados do século XIX e criaram, ao longo do tempo, uma forte imbricação com a cultura musical da cidade, inclusive com inserção no rádio. As rodas de samba organizadas informalmente por estes trabalhadores nas esquinas, praças e largos, ajudavam a compor a paisagem sonora paulistana. A prática contribuiu também na formação de uma geração de sambistas e na consolidação do samba em São Paulo.
Textos de apoio:
MOLLIER, Jean-Yves. O Camelô: figura emblemática da comunicação. Trad. Fátima Murad. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2009.
DARNTON, Robert. Poesia e polícia: redes de comunicação na Paris do século XVIII. Trad. Rubens Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
FREHSE, Fraya. Ô da rua! O transeunte e o advento da modernidade em São Paulo. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2011.
BRITTO, Iêda Marques. Samba na cidade de São Paulo (1900 - 1930): um exercício de resistência cultural. São Paulo: FFLCH/USP, 1986. 


20/08 Aula 4: 
Bandas civis e militares em São Paulo. 
Com José Roberto dos Santos.

Bandas de música civis e militares tiveram vida ativa no cenário urbano e musical paulistano entre o final do século XIX e início do século XX. Elas eram presenças permanentes em eventos públicos e privados, festas populares, comemorações cívicas e religiosas, nos esportes, lazer e assim por diante. No entanto, o conhecimento e a compreensão dos variados papéis que desempenharam na cidade é ainda é um tanto vago e desconhecido pela historiografia de modo geral e a musical de maneira específica. Porém, entender sua posição na vida cultural e social da cidade é fundamental tanto para compreender os mecanismos de formação e sobrevivência dos músicos populares, como para o melhor entendimento dos processos de circulação e divulgação dos gêneros musicais antes da proliferação dos meios de comunicação eletrônicos.
Textos de apoio:
DELLA MONICA, Laura. História da Banda de Música da Polícia Militar do Estado de São Paulo. 2. ed. São Paulo: Edanee, 1975. 
SANTOS, José Roberto dos. História e música em São Paulo no início do século XX: A trajetória da Banda da Força Pública. 2019. Dissertação (Mestrado). Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo.
BINDER, Fernando Pereira. Bandas Militares no Brasil: difusão e organização entre 1808 e 1889 volumes I a III. 2006. Dissertação (Mestrado) – Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista, São Paulo.
SILVA, Juliana Soares da Costa. Práticas musicais, comunidade, localidade e velhice: um estudo etnográfico sobre a Corporação musical operária da Lapa. 2018. Dissertação (Mestrado) – Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, Campinas. 


23/08 Aula 5: 
Bailes e salões de dança em São Paulo: novas sociabilidades, sensibilidades e música
Com Giovana Moraes Suzin

Na virada do século XX começaram a despontar na cidade inúmeros salões de danças com sentido diverso daqueles existentes no século XIX. Neles apareceram novas estratégias para educação dos corpos, da escuta e prática musical, como também as tensões relacionadas aos novos costumes e normas sociais. As histórias desses clubes e bailes, quem os organizava, a quem eram destinados, quais seus personagens e músicas tocadas e dançadas, ainda são um tanto obscuras. O objetivo é justamente discutir o panorama que possibilitou a emergência destes locais em São Paulo e como esses eventos contribuíram para a formação de novas sensibilidades na sociedade paulistana.
Textos de apoio:
ROCHA, Francisco. Figurações do Ritmo: da Sala de Cinema ao Salão de Baile. São Paulo: Editora Universidade de São Paulo, 2012.
PENTEADO, Jacob. Belenzinho: 1910 (Retrato de uma época). São Paulo: Editora Martins, 1962.
MACHADO, Cacá. O enigma do homem célebre: ambição e vocação de Ernesto Nazareth. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2007.

25/08 Aula 6: 
Violão paulistano: repertório e práticas no início do século XX.
Com Flavia Prando. 

A atividade violonística da cidade de São Paulo, nas primeiras décadas do século XX, estava dispersa no rádio, indústria fonográfica, cinema, circo, cafés cantantes e cafés concertos e nos conjuntos de choro que atuavam nas serestas e serenatas. Alguns núcleos se formaram ao redor de violonistas e professores, mas estes músicos, cuja atuação representou a formação de escolas informais, acabaram, em sua maioria, tendo suas obras relegadas ao esquecimento. Nesta aula, abordaremos a sonoridade produzida por estes violonistas e evidenciaremos as técnicas, repertórios e práticas em torno do instrumento.
Textos de apoio:
CÁNOVAS, Marilia Dalva Klaumann. Imigrantes espanhóis na pauliceia: trabalho e sociabilidade urbana, 1890-1922. Tese (Doutorado em História Social) − Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.
LAGO, Manuel Aranha Corrêa do. O boi no telhado. Darius Milhaud e a música brasileira no modernismo francês. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2012.
PARAGUASSÚ. Org. Neide Lopes Ciarlariello. Baú da Saudade. São Paulo: Matarazzo, 2016.
PICHERZKY, Andrea Paula. Armando Neves: choro no violão paulista. Dissertação (Mestrado em Musicologia) − São Paulo, Instituto de Artes, Universidade Estadual Paulista, São Paulo, 2004.
REILY, Suzel Ana. Hybridity and Segregation in the guitar cultures of Brazil. Em: Guitar cultures. Oxford: Oxford International Publishers Ltd, 2001, p. 157-178.


27/08 Aula 7: 
Do palco ao público: teatro musicado na cidade de São Paulo.
Com Virgínia Bessa e Denise Fonseca.

Entre o último quartel do século XIX e as primeiras décadas do XX, a cidade de São Paulo atraiu inúmeras companhias de teatro musicado vindas da Europa, do Rio de Janeiro e de outros países da América. Óperas, zarzuelas, operetas, revistas e outros gêneros teatrais cantados se tornaram um veículo importantíssimo para a difusão musical na cidade, inserindo-a num mercado de bens culturais que ia adquirindo um caráter cada vez mais globalizado, ao mesmo tempo em que estimulava a produção musical local. Traçaremos um panorama desse universo, escutaremos alguns exemplos musicais e analisaremos as ruidosas reações do público, a fim de compreender a centralidade desse tipo de espetáculo na vida urbana da época.
Textos de apoio:
BESSA, Virgínia de Almeida. A cena musical paulistana: teatro musicado e canção popular na cidade de São Paulo. Tese (Doutorado em História Social). São Paulo, FFLCH-USP, 2012.
FONSECA, Denise Sella. Uma colcha de retalhos. A música em cena na cidade de São Paulo. São Paulo: Sesc, 2017.
VENEZIANO, Neyde. De pernas pro ar. O teatro de revista em São Paulo. São Paulo: Imprensa Oficial, 2006.


30/08 Aula 8: 
O comércio fonográfico em São Paulo no começo do século XX.
Com Juliana Pérez González.

A historiografia tem compreendido comumente o Rio de Janeiro como epicentro da fonografia brasileira. Fontes históricas exploradas recentemente revelam, contudo, que a cidade de São Paulo esteve inserida também no mercado da música gravada desde muito cedo. Fonógrafos circularam pela capital paulista com relativa facilidade já no final do século XIX. Nos primeiros anos do século seguinte, o efervescente comércio paulistano viu nas novas tecnologias sonoras um produto que chegava para ficar. Como estudaremos nesta aula, a inserção da cidade em redes transnacionais e locais de compra e venda de produtos fonográficos modificou paulatinamente a escuta de seus habitantes e ajudou na cosmopolitização da capital cafeeira.
Textos de apoio:
GONÇALVES, Camila Koshiba. Música em 78 rotações: discos a todos os preços na São Paulo dos anos 30. São Paulo: Alameda, 2013.
PÉREZ GONZÁLEZ, Juliana. “El espectáculo público de las “maquinas parlantes”. Fonografía en São Paulo, 1878-1902”. Ensayos. Historia y teoría del arte. Bogotá, v. 22, n. 35 (jul. - dic.) 2018, p. 109-132.
BARBUY, Heloísa. A cidade-exposição: comércio e cosmopolitismo em São Paulo, 1860-1914. São Paulo: Edusp, 2006.

01/09 Aula 9: 
Cultura radiofônica e produção musical em São Paulo nos anos 1930 e 1940
Com Giuliana Souza de Lima. 

Na primeira metade do século XX, o rádio se consolidou, no Brasil e no mundo, como um poderoso veículo de informação, entretenimento e publicidade. Na cidade de São Paulo se testemunhou uma expansão significativa da radiodifusão em vários aspectos interdependentes: o crescimento do número de emissoras, a ampliação do comércio e consumo de equipamentos eletrônicos, a transição de um cenário amador para a exploração de um modelo comercial, a consolidação de um star system local e a transformação nos padrões musicais e da escuta privada e doméstica. Esta aula abordará as relações entre o desenvolvimento de uma cultura radiofônica e a produção e circulação musical na cidade de São Paulo nos anos 1930 e 1940, período em que as emissoras se tornaram verdadeiras empresas do espetáculo urbano, privilegiando a música popular em sua programação.
Textos de apoio:
DUARTE, Geni Rosa. Múltiplas vozes no ar: o rádio em São Paulo nos anos 30 e 40. 257 f. Tese (Doutorado em História) – Pontifícia Universidade Católica, São Paulo, 2000.
MÉADEL, Cécile. Histoire de la radio des années trente: du sans-filiste à l’auditeur. Paris: Anthropos; Institut National de l’Audiovisuel, 1994.
SMULYAN, Susan. Selling radio: the commercialization of American broadcasting (1920-1934). Washington; London: Smithsonian Institution Press, 1994.
TOTA, Antonio Pedro. Rádio e modernidade em São Paulo (1924-1954). In: PORTA, Paula (org). História da cidade de São Paulo: a cidade na primeira metade do século XX. V.3. São Paulo: Paz e Terra, 2004.

BIBLIOGRAFIA GERAL

APROBATO FILHO, Nelson. Kaleidosfone –As novas camadas sonoras da cidade de São Paulo, fins do século XIX / início do XX. São Paulo: EDUSP; FAPESP, 2008.
BARBUY, Heloísa. A cidade-exposição: comércio e cosmopolitismo em São Paulo, 1860-1914. São Paulo: Edusp, 2006.
BESSA, Virgínia de Almeida. A cena musical paulistana: teatro musicado e canção popular na cidade de São Paulo. Tese (Doutorado em História Social). São Paulo, FFLCH-USP, 2012.
BINDER, Fernando Pereira. Bandas Militares no Brasil: difusão e organização entre 1808 e 1889 volumes I a III. 2006. Dissertação (Mestrado) – Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista, São Paulo.
BRITTO, Iêda Marques. Samba na cidade de São Paulo (1900 - 1930): um exercício de resistência cultural. São Paulo: FFLCH/USP, 1986. 
BRUNO, Ernani Silva. História e tradições da cidade de São Paulo. 3.ª ed., São Paulo: Hucitec, 1984, (3 v.).
CÁNOVAS, Marilia Dalva Klaumann. Imigrantes espanhóis na pauliceia: trabalho e sociabilidade urbana, 1890-1922. Tese (Doutorado em História Social) − Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.
DARNTON, Robert. Poesia e polícia: redes de comunicação na Paris do século XVIII. Trad. Rubens Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
DELLA MONICA, Laura. História da Banda de Música da Polícia Militar do Estado de São Paulo. 2. ed. São Paulo: Edanee, 1975. 
DUARTE, Geni Rosa. Múltiplas vozes no ar: o rádio em São Paulo nos anos 30 e 40. 257 f. Tese (Doutorado em História) – Pontifícia Universidade Católica, São Paulo, 2000.
FONSECA, Denise Sella. Uma colcha de retalhos. A música em cena na cidade de São Paulo. São Paulo: Sesc, 2017.
FRANCESCHI, Humberto. Registro sonoro por meios mecânicos no Brasil. Rio de Janeiro: Studio HMF, 1984.
FREHSE, Fraya. Ô da rua! O transeunte e o advento da modernidade em São Paulo. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2011.
GONÇALVES, Camila Koshiba. Música em 78 rotações: discos a todos os preços na São Paulo dos anos 30. São Paulo: Alameda, 2013.
IAZZETTA, Fernando. Música e mediação tecnológica. São Paulo: Perspectiva; Fapesp, 2009.
LAGO, Manuel Aranha Corrêa do. O boi no telhado. Darius Milhaud e a música brasileira no modernismo francês. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2012.
MACHADO, Cacá. O enigma do homem célebre: ambição e vocação de Ernesto Nazareth. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2007.
MÉADEL, Cécile. Histoire de la radio des années trente: du sans-filiste à l’auditeur. Paris: Anthropos; Institut National de l’Audiovisuel, 1994.
MOLLIER, Jean-Yves. O Camelô: figura emblemática da comunicação. Trad. Fátima Murad. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2009.
MORAES, José Geraldo Vinci de. As sonoridades paulistanas: a música popular na cidade de São Paulo. Final do século XIX e início do século XX. Rio de Janeiro: Funarte, 1995.
MORAES, José Geraldo Vinci de. Cidade e cultura urbana na Primeira República. São Paulo: Atual editora, 1994. 
MORAES, José Geraldo Vinci de. Metrópole em sinfonia. SP; Estação Liberdade, 2000
PARAGUASSÚ. Org. Neide Lopes Ciarlariello. Baú da Saudade. São Paulo: Matarazzo, 2016.
PENTEADO, Jacob. Belenzinho: 1910 (Retrato de uma época). São Paulo: Editora Martins, 1962.
PÉREZ GONZÁLEZ, Juliana. “El espectáculo público de las “maquinas parlantes”. Fonografía en São Paulo, 1878-1902”. Ensayos. Historia y teoría del arte. Bogotá, v. 22, n. 35 (jul. - dic.) 2018, p. 109-132.
PICHERZKY, Andrea Paula. Armando Neves: choro no violão paulista. Dissertação (Mestrado em Musicologia) − São Paulo, Instituto de Artes, Universidade Estadual Paulista, São Paulo, 2004.
PORTA, Paula (org) História da cidade de São Paulo. 3 vols. SP. Ed. Paz e Terra, 2002.
REILY, Suzel Ana. “Hybridity and Segregation in the guitar cultures of Brazil”. Em: Guitar cultures. Oxford: Oxford International Publishers Ltd, 2001, p. 157-178.
ROCHA, Francisco. Figurações do Ritmo: da Sala de Cinema ao Salão de Baile. São Paulo: Editora Universidade de São Paulo, 2012.
SANTOS, José Roberto dos. História e música em São Paulo no início do século XX: A trajetória da Banda da Força Pública. 2019. Dissertação (Mestrado). Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo.
SEVCENKO, Nicolau. Orfeu extático na metrópole: São Paulo, sociedade e cultura nos frementes anos 20. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
SILVA, Juliana Soares da Costa. Práticas musicais, comunidade, localidade e velhice: um estudo etnográfico sobre a Corporação musical operária da Lapa. 2018. Dissertação (Mestrado) – Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, Campinas. 
SMULYAN, Susan. Selling radio: the commercialization of American broadcasting (1920-1934). Washington: London: Smithsonian Institution Press, 1994.
TOTA, Antonio Pedro. Rádio e modernidade em São Paulo (1924-1954). In: PORTA, Paula (org). História da cidade de São Paulo: a cidade na primeira metade do século XX. V.3. São Paulo: Paz e Terra, 2004.
VENEZIANO, Neyde. De pernas pro ar. O teatro de revista em São Paulo. São Paulo: Imprensa Oficial, 2006.

Programa

Aula 1
Dia: 23/11/2022
Prof. Dr. Hugo Fanton Ribeiro da Silva
Tema da aula: “Totalitarismo Neoliberal”


Bibliografia:
OLIVEIRA, Francisco. Privatização do público, destituição da fala e anulação política: o totalitarismo neoliberal. Em: Os sentidos da democracia: políticas do dissenso e hegemonia global. São Paulo: Petrópolis, 1999.


Aula 2
Dia: 30/11/2022
Profa. Dra. Cibele Saliba Rizek (IAU-USP-São Carlos)
Tema da aula:: “Pensar a cidade é pensar o país - Trabalho, Cidade, Estado. Contribuições de Francisco de Oliveira."


Bibliografia:
OLIVEIRA, Francisco. Política numa era de indeterminação: opacidade e reencantamento. In OLIVEIRA, F.; RIZEK, C. (orgs.) A era da indeterminação. São Paulo: Boitempo editorial, 2007.
OLIVEIRA, Francisco. Crítica à razão dualista - O Ornitorrinco. São Paulo: Boitempo editorial, 2003.
OLIVEIRA, Francisco. O Estado e a Exceção ou o Estado de Exceção. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, vol. 5, n. 1, maio de 2003, pp. 9-14. (b)
OLIVEIRA, F. A dominação globalizada: estrutura e dinâmica da dominação burguesa no Brasil. In: BASUALDO, Eduardo M.; ARCEO, Enrique. (orgs.). Neoliberalismo y sectores dominantes. Tendencias globales y experiencias nacionales. Buenos Aires: CLACSO, Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, 2006. Disponível em  http://biblioteca.clacso.edu.ar/clacso/gt/20101101031724/10DeOliveira.p…  Acesso: novembro 2020.


Aula 3
Dia 07/12/2022
Prof. Dr. Carlos Alberto Bello e Silva (UNIFESP)


Bibliografia:
BELLO, C. – “As inovações e ousadias de Francisco de Oliveira”, In: Bello, C., Rizek, C., Barros, J. &amp; Silva, L. (organizadores)- Francisco de Oliveira: questões, diálogos, depoimentos. São Paulo: FFLCH/USP, 2022
OLIVEIRA, F. (1975) - A economia brasileira: Crítica à razão dualista, Seleções Cebrap 1, São Paulo: Brasiliense.
________ (1984) – A economia da dependência imperfeita, Rio de Janeiro: Ed. Graal.
________ (1998) – “O surgimento do anti-valor”, In: Os direitos do antivalor: a economia política da hegemonia imperfeita, Petropólis, RJ: Vozes.
________ (1999) – “Privatização do público, destituição da fala e anulação da política: o totalitarismo neoliberal”, In: OLIVEIRA, F. &amp; PAOLI, M. C. (orgs)

_________ O sentidos da democracia: políticas do dissenso e a hegemonia global, Petropólis, RJ: Vozes.
_________(2007a) - “Política numa era de indeterminação” . In: OLIVEIRA, F. &amp;
RIZEK, C. (orgs) – A era da indeterminação.  São Paulo: Boitempo.
_________(2007b) -  “O Momento Lênin” In: OLIVEIRA, F. &amp; RIZEK, C. (orgs) – A era da indeterminação.  São Paulo: Boitempo.
_________(2010) – “Hegemonia às avessas”. In: OLIVEIRA, F., BRAGA, R. &amp; RIZEK,
C. (orgs) – Hegemonia às avessas: economia, política e cultura na era da servidão financeira. São Paulo, Boitempo


Aula 4
Dia: 14/12/22- Profa. Dra. Camila Massaro Cruz de Góes
Tema: “1964 como contrarrevolução”.


Bibliografia: 
OLIVEIRA, Francisco. A crítica da razão dualista [1972]/ O Ornitorrinco. São Paulo: Boitempo, 2003, pp. 25-120.
 
PERRUSO, Marcos. “Uma trajetória dissonante: Francisco de Oliveira, a SUDENE e o CEBRAP”. Caderno CRH, Salvador, v. 26, p. 179-192, Jan/Abr. 2013.
 
MENDES, Flávio da Silva. “O ovo do Ornitorrinco: a trajetória de Francisco de Oliveira”. [Tese de Doutorado]. Departamento de Sociologia, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, 2015.
 
RIDENTI, Marcelo e MENDES, Flávio. “Do dualismo ao ornitorrinco: entrevista com Francisco de Oliveira”. Cadernos CRH, v. 25, 2012m pp. 601 – 622.
 
QUERIDO, Fabio Mascaro; BRAGA, Ruy, “Chico de Oliveira e as reviravoltas da crítica”, Brasil: uma biografia não autorizada, São Paulo, Boitempo, 2018, p.7-27.

Programa

Aula 1 (02/02): As White Paintings e a questão da diferença.
Aula 2 (09/02): O “problema” da neovanguarda e a neovanguarda enquanto problema.
Aula 3 (16/02): As Combines de Rauschenberg e a questão da indecidibilidade.
Aula 4 (23/02): O estatuto do tempo na encruzilhada entre o moderno e o contemporâneo.

BIBLIOGRAFIA:

BADIOU, Alain. Le Siècle. Paris: Éditions du Seuil, 2005.

BERARDI, Franco. Depois do futuro. Trad. Regina Silva. São Paulo: Ubu, 2019.

BERG, Hubert F. van den. “Towards a ‘Reconciliation of Man and Nature’. Nature and Ecology in the Aesthetic Avant-Garde of the Twentieth Century”. In: Neo-Avant-Garde (Org.) David Hopkins. Nova York: Rodopi, 2006.

BERGSON, Henri. L’évolution créatrice. 7ª ed. Paris: PUF, 1996.

BUCHLOH, Benjamin. “The primary colors for the second time: A paradigm repetition of the Neo-Avant-Garde”. In: October, n. 37, verão 1986.

BUCHLOH, Benjamin. Neo-Avant-Garde and culture industry. Cambridge: MIT Press, 2003.

BÜRGER, Peter. Teoria da vanguarda. Trad. José Pedro Antunes. São Paulo: Ubu Editora, 2017.

CAGE, John. Silence. Connecticut: Wesleyan University Press, 1983.

CREHAN, Hubert. “The See Change: Raw Duck”. In: Art Digest 27, n. 20, 15 de setembro de 1953.

CROW, Thomas. “This is Now: Becoming Robert Rauschenberg”. In: Artforum. Vol. 36, n. 1, setembro de 1997.

DELEUZE, Gilles. Différence et répétition. 7ª ed. Paris: PUF, 1993.

DERRIDA, Jacques. La dissémination. Paris: Éditions du Seuil, 1972.

DERRIDA, Jacques. Deconstruction in a Nutshell: a Conversation with Jacques Derrida. (Org.) John D. Caputo. Nova York: Fordham University Press, 1997.

DEZEUZE, Anna. “‘Neo-Dada’, ‘Junk Aesthetic’ and Spectator Participation”. In: Neo-Avant-Garde (Org.) David Hopkins. Nova York: Rodopi, 2006.

DIETRICH, Dorothea. The Collages of Kurt Schwitters: Tradition and Innovation. Cambridge: Cambridge University Press, 1993.

EGBERT, Donald. “The Ideia of avant-garde in Art and Politics”. In: Leonardo. Vol. 3, n. 1, janeiro de 1970.

ENZENSBERGER, Hans Magnus. “As aporias da vanguarda”. In: Com raiva e paciência: ensaios sobre literatura, política e colonialismo. Trad. Lya Luft. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.

FAVARETTO, Celso. A contracultura, entre a curtição e o experimental. São Paulo: n-1 edições, 2019.

FOSTER, Hal. O retorno do real: A vanguarda no final do século XX. Trad. Célia Euvaldo. São Paulo: Ubu Editora, 2017.

FOUCAULT, Michel. La pensée du dehors. Paris: Éditions Fata Morgana, 1986.

FREUD, Sigmund. “Recordar, repetir e elaborar”. In: Edição Standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Trad. José Octavio de Aguiar Abreu. Vol. XII. Rio de Janeiro: Imago, 1969.

GALARD, Jean. Mort des Beaux-Arts suivi de Lettre de la Main Gauche. Paris: Éditions du Seuil, 1971.

GREENBERG, Clement. “Pintura modernista”. In: Clement Greenberg e o debate crítico. (Org.) Glória Ferreira e Cecília Cotrim Mello. Trad. Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

GREENBERG, Clement. “Vanguarda e Kitsch”. In: Clement Greenberg e o debate crítico. (Org.) Glória Ferreira e Cecília Cotrim Mello. Trad. Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.

GREENBERG, Clement. “Recentness of Sculpture”. In: The Collected Essays and Criticism. (Org.) John O’Brian. Vol. 4, Modernism with a Vengeance, 1957-1969. Chicago: University of Chicago Press, 1993.

GREENBERG, Clement. “Where is the Avant-Garde?”. In: The Collected Essays and Criticism. (Org.) John O’Brian. Vol. 4, Modernism with a Vengeance, 1957-1969. Chicago: University of Chicago Press, 1993.

HARTOG, François. Régimes d’historicité. Présentisme et expériences du temps. Paris: Éditions du Seuil, 2003.

HOPKINS, David. After Modern Art 1945-2000. Oxford: Oxford University Press, 2000.

HOPKINS, David (Org.) Neo-Avant-Garde. Nova York: Rodopi, 2006.

HUYSSEN, Andreas. “Mapeando o pós-moderno”. In: Pós-modernismo e política. (Org.) Heloisa Buarque de Hollanda. Trad. Carlos de A. de C. Moreno. 2ª ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1991.

JIMENEZ, Marc. La querelle de l’art contemporain. Paris: Gallimard, 2005.

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KRAUSS, Rosalind. Rauschenberg and the Materialized Image. In: Artforum. Nova York: 13, n. 4, p. 36-43, 1974.

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KRAUSS, Rosalind. A Voyage on the North Sea. Art in the Age of the Post-Medium Condition. Nova York: Thomas & Hudson Inc, 1999.

KUSPIT, Donald. The cult of the avant-garde artist. Cambridge: Cambridge University Press, 1995.

LACAN, Jacques. O Seminário, livro 1: Escritos técnicos sobre Freud. Trad. Betty Milan. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1996.

LYOTARD, Jean-François. O pós-moderno explicado às crianças. Trad. Tereza Coelho. Lisboa: D. Quixote, 1987.

MEYER, James. The art of return: the sixties and contemporary culture. Chicago: The University of Chicago Press, 2019.

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