Programa

Aula 1 - Teorias da representação política e teorias feministas
Aula 2 - (Sub)representação política de mulheres no Brasil e na América Latina
Aula 3 - Financiamento eleitoral e ações afirmativas de gênero e raça
Aula 4 - Violência política de gênero no Brasil
Aula 5 - Lideranças políticas, mobilizações e movimentos sociais

Bibliografia
ARAÚJO, Clara. Partidos políticos e gênero: mediações nas rotas de ingresso das mulheres na representação política. Revista de Sociologia e Política, n. 24, p. 193–215, jun. 2005.

ARCHENTI, Nélida; ALBANE, Laura. O feminismo na política: paridade e violência política de gênero na América Latina. In: Cadernos Adenauer XIX Participação política feminina na América Latina, (1): 9-24, 2018.

FREIDENBERG, Flavia; CAMINOTTI, Mariana, MUÑOZ-POGOSSIAN, Betilde; DOŠEK, Tomáš (eds.). Mujeres en la política. Experiencias nacionales y subnacionales en América Latina. Ciudad de México: Instituto Electoral de la Ciudad de México, UNAM, 2018.

GATTO, Malu; WYLIE, Kristin. Informal institutions and gendered candidate selection in Brazilian parties. Party Politics, v. 28, n. 4, p. 727-738, 2022.

SACCHET, Teresa. Why gender quotas don't work in Brazil? The role of the electoral system and political finance. Revista Colombia Internacional, n. 95, p. 25-54, jul./set. 2018.

SACCHET, Teresa. Representação política, representação de grupos e política de cotas: perspectivas e contendas feministas. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 20, n. 2, p. 399-431, 2012.

SACCHET, Teresa. A culpa é dos partidos: desigualdades de gênero em disputas eleitorais. IN: BIROLI, Flávia et al. Mulheres, poder e ciência política: debates e trajetórias. Campinas: Editora da Unicamp, p. 75 - 108, 2020.

SPOHR, Alexandre P.; MAGLIA, Cristiana; MACHADO, Gabriel; OLIVEIRA, Joana O. de. Participação Política de Mulheres na América Latina: o impacto de cotas e de lista fechada. Revista Estudos Feministas, v. 24, n. 2, mai-ago, p. 417 - 441, 2016.

YOUNG, Iris Marion. Representação política, identidade e minorias. Lua Nova, 67, p. 139 - 190, 2006.

Programa

Objetivos
Introduzir parâmetros metodológicos para a realização da análise fílmica, seja na pesquisa historiográfica ou na prática da sala de aula.
Analisar um conjunto de filmes do cinema brasileiro capaz de ampliar as reflexões sobre a formação do campo audiovisual.
Analisar os principais autores da historiografia sobre cinema brasileiro que articularam análise fílmica e interpretação sobre a formação social do país.
Refletir em conjunto sobre o uso do audiovisual enquanto recurso pedagógico.

Público alvo: professores, estudantes e demais interessados no tema.

Justificativa do curso (especificar brevemente os recursos e as ferramentas das atividades on-line, bem como a plataforma a ser utilizada):

Importante fonte de conhecimento e entretenimento, o cinema tem hoje um grande alcance na sociedade. No entanto, muitas vezes, os filmes são recebidos sem um olhar crítico em relação a sua construção, o que facilita seu uso como instrumento ideológico. A metodologia da análise fílmica é uma forma de compreender não apenas os dispositivos que compõem o material audiovisual, mas também sua relação com a sociedade. Além disso, em sala de aula, os filmes podem ser utilizados como material alternativo para discutir conteúdos curriculares. Ao mesmo tempo, funcionam como motivação para os alunos, ajudando na concentração e no desenvolvimento crítico e cultural.
O curso terá duração de 20 horas, dividido em 5 dias. As aulas serão ministradas virtualmente pelo Google Meets e com atividades na plataforma do Google Classroom. Para todas as aulas, serão disponibilizados, ao menos, um filme e um texto principal na plataforma do Google Classroom. Além disso, poderá haver a indicação de filme ou bibliografia complementar.

Cronograma das aulas

AULA 1 - Introdução à análise fílmica

Pauta:
O que é a análise fílmica? Na primeira aula, faremos uma sistematização dos princípios da análise fílmica, procurando esboçar um método para sua realização. Também traremos elementos para compreender a análise formal e a relação obra-sociedade.

Filme:
Viramundo (Geraldo Sarno - 1965 - 37 min.)

Texto principal:
VANOYE, Francis; GOLIOT-LÉTÉ, Anne. Introdução. In: ____________. Ensaio sobre a análise fílmica. Campinas: Papirus, 1994, p. 9-20.

Texto de apoio:
BERNARDET, Jean-Claude. O modelo sociológico ou a voz do dono. In: ____________. Cineastas e Imagens do Povo. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 15-39.

AULA 2 - Cinema moderno e balanço estético

Pauta:
Será realizado um balanço da tradição crítica na história do cinema brasileiro. A proposta é refletir sobre o cinema como expressão do processo social e aprofundar a análise fílmica como interpretação cultural.

Filme:
Barravento (Glauber Rocha - 1962 - 80 min.)

Textos principais:
BERNARDET, Jean-Claude. Barravento: política de cúpula. In: ____________. Brasil em tempo de cinema: ensaio sobre o cinema brasileiro de 1958 a 1966. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p.73-81.
XAVIER, Ismail. Barravento: alienação versus identidade. In: ____________. Sertão Mar: Glauber Rocha e a estética da fome. São Paulo: São Paulo: Cosac Naify, 2007, p.23-51.
AULA 3 - Gênero, raça e classe

Pauta:
Discutiremos a importância de realizar a análise fílmica a partir de uma abordagem interseccional, ou seja, levando em consideração questões de raça, gênero e classe.

Filme:
Kbela (Yasmin Thainá - 2015 - 21 min)

Textos principais:
HOOKS, bell. Vendendo uma buceta quente: representações da sexualidade da mulher negra no mercado cultural. In: ___________. Olhares negros: raça e representação. São Paulo: Elefante, 2019, p. 128-154.
DAVIS, Angela. Mulheres trabalhadoras, mulheres negras e a história do movimento sufragista. In: ___________. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016, 143-153.

Filmes de apoio:
Café com Canela (Ary Rosa, Glenda Nicácio - 2017 - 102 min.)
Tatuagem (Hilton Lacerda - 2013 - 110 min.)

AULA 4 - Cinema Nacional Contemporâneo

Pauta
O cinema nacional continua produzindo obras relevantes, a despeito das dificuldades enfrentadas pelos cineastas brasileiros na produção de filmes. A proposta dessa aula é refletir sobre os espaços e significações do cinema nacional contemporâneo.

Filme:
Que horas ela volta? (Anna Muylaert - 2015 - 114 min.)

Filme de apoio:
Boi Neon (Gabriel Mascaro - 2015 - 101 min.)

Textos principais:
DUNKER, Christian. Que horas ela volta?... por cima. Blog da Boitempo, 2015. Disponível em: https://blogdaboitempo.com.br/2015/09/28/que-horas-ela-volta-por-cima/. Acesso em 04 de junho de 2020.
LIMA, Daniela. O futuro redescoberto: um olhar feminista sobre “Que Horas ela volta?”. Blog da Boitempo, 2015. Disponível em: https://blogdaboitempo.com.br/2015/10/05/o-futuro-redescoberto-um-olhar…. Acesso em 04 de junho de 2020.

AULA 5 - Grandes Bilheterias

Pauta
Durante o cinema moderno brasileiro, havia uma grande discussão sobre a falta de público; no cinema contemporâneo, a questão se mantém. Quais filmes alcançam os primeiros lugares na bilheteria nacional? Nesta aula, discutiremos a noção de linguagem clássica e cinema de gênero. Será proposto o exercício final de análise fílmica para alunos, a partir da metodologia discutida ao longo do curso.

Filme:
Tropa de Elite (José Padilha - 2007 - 118 min.)

Filme de apoio:
Sniper Americano (Clint Eastwood - 2014 - 134 min.)

Texto principal:
XAVIER, Ismail. A decupagem clássica. In:___________. O discurso cinematográfico: a opacidade e a transferência. São Paulo: Paz e Terra, 3ª ed., 2005, p. 27-39.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

AULA 1
CARDOSO, Maurício. Uma história dramática do cinema brasileiro. São Paulo: LiberArs, 2017.
MARTIN, Marcel. A linguagem cinematográfica. São Paulo: Brasiliense, 2003.
MORETTIN, Eduardo; CAPELATO, Maria Helena; SALIBA, Elias Tomé; NAPOLITANO, Marcos (Org.). História e Cinema: dimensões históricas do audiovisual. São Paulo: Alameda Editorial / História Social-USP, 2007.
NAPOLITANO, Marcos. Como usar o cinema na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2010.
SOUZA, Edileuza Penha de (Org.) Negritude, cinema e educação caminhos para a
implementação da lei 10.639/2003 (2 vols.). Belo Horizonte: Mazza, 2006.
STAM, Robert. Introdução à teoria do cinema. Campinas: Papirus, 2013.
VANOYE, Francis; GOLIOT-LÉTÉ, Anne. Ensaio sobre a análise fílmica. Campinas: Papirus, 1994.

AULA 2
CANDIDO, Antonio. Dialética da malandragem. In: ____________. O Discurso e a cidade. SP: Livraria Duas Cidades, 1993, pp. 19-54.
BERNARDET, Jean-Claude. Brasil em tempo de cinema: ensaio sobre o cinema brasileiro de 1958 a 1966. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
__________. O autor no cinema: a política dos autores na França e Brasil anos 50 e 60. São Paulo: Brasiliense, 1994.
GATTI, José. Barravento: a estréia de Glauber. Florianópolis: Editora da UFSC, 1987.
GOMES, Paulo Emílio Salles. Cinema: Trajetória no subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999.
SCHWARZ, Roberto. Pressupostos, salvo engano, de “Dialética da malandragem”. In: ____________. Que horas são? Ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1987, pp. 129-155.
SILVA, Carolinne Mendes da. O negro no cinema brasileiro. São Paulo: LiberArs, 2017.
STAM, Robert. Multiculturalismo Tropical: Uma história comparativa da raça na cultura e no cinema brasileiros. São Paulo: EDUSP, 2008.
XAVIER, Ismail. Alegorias do Subdesenvolvimento: cinema novo, tropicalismo e cinema marginal. São Paulo: Cosac Naify, 2012.
____________. O cinema brasileiro moderno. São Paulo: Paz e Terra, 2001.
____________. Sertão Mar: Glauber Rocha e a estética da fome. São Paulo: São Paulo: Cosac Naify, 2007.

AULA 3

CARVALHO, Noel dos Santos. Cinema e representação racial: o cinema negro de Zózimo Bulbul. 2006. Tese (Doutorado em Sociologia) – FFLCH, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.
COLLINGS, Patricia Hill. Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento. São Paulo: Boitempo, 2019.
DE, Jefferson. Dogma feijoada: O cinema negro brasileiro. São Paulo, Fundação Padre Anchieta / Imprensa Oficial, 2005.
HOLANDA, Karla e TEDESCO, Marina Cavalcanti (Orgs.). Feminino e plural: mulheres no cinema brasileiro. São Paulo: Papirus Editora, 2017.
HOOKS, bell. O olhar opositor: mulheres negras espectadoras. In: ___________. Olhares negros: raça e representação. São Paulo: Elefante, 2019, p. 214-240.
MULVEY, Laura. Prazer visual e cinema narrativo. In: XAVIER, Ismail (Org.). A Experiência do cinema. Rio de Janeiro: Edições Graal; Embrafilme, 1983. p. 435-454.
PRECIADO, Paul B. O que é a contrassexualidade? In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de (Org.). Pensamento feminista: conceitos fundamentais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019.
RODRIGUES, João Carlos. O negro brasileiro e o cinema: 1988, 100 anos de abolição - 90 anos de cinema no Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: Globo, 1989.
RUBIN, Gayle. Políticas do sexo. Trad.: Jamille Pinheiro Dias. 1. ed. São Paulo: Ubu Editora, 2017.

AULA 4
SOUTO, Mariana. Infiltrados e invasores: uma perspectiva comparada sobre as relações de classe no cinema brasileiro contemporâneo. 2016. 208 f. Tese (Doutorado em Comunicação Social) - Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2016.
LUSVARGHI, Luiza; SILVA, Camila Vieira da. Mulheres Atrás das Câmeras: as Cineastas Brasileiras de 1930 a 2018. São Paulo: Estação Liberdade, 2018.


AULA 5
BENTES, Ivana. “Sertões e favelas no cinema brasileiro contemporâneo: estética e cosmética da fome”. Revista Alceu, v. 8, n.15, p. 242-255, jul./dez. 2007.
MENEZES, Paulo Roberto Arruda de. Tropa de elite: perigosas ambiguidades. In: Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 28, n. 81, p. 63-75, fev. 2013.
SARAIVA, Leandro; CANNITO, Newton. Manual de roteiro. Ou manuel, o primo pobre dos manuais de cinema e tv. São Paulo: Conrad Livros, 2004.
SZAFIR, Milena. Retóricas audiovisuais: o filme Tropa de elite na cultura em rede. Dissertação (Mestrado), ECA-USP, 138 p., São Paulo, 2010.
XAVIER, Ismail. O olhar e a cena - Melodrama, Hollywood, Cinema Novo, Nelson Rodrigues. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.

FILMOGRAFIA COMPLEMENTAR

AULA 1
Filmes nacionais:
A opinião pública (Arnaldo Jabor - 1967 - 71 min)
Cabra Marcado Para Morrer (Eduardo Coutinho - 1984 - 119 min.)
Maioria Absoluta (Leon Hirszman - 1964 - 18 min)
Passe Livre (Oswaldo Cadeira - 1974 - 73 min)
Subterrâneos do Futebol (Maurice Capovilla - 1965 - 32 min)


AULA 2
Filmes nacionais:
A Grande Cidade (Carlos Diegues - 1966 - 80 min.)
Deus e o Diabo na Terra do Sol (Glauber Rocha - 1964 - 125 min.)
Macunaíma (Joaquim Pedro de Andrade - 1969 - 110 min.)
Porto das Caixas (Paulo Cesar Saraceni - 1962 - 80 min.)
Os Fuzis (Ruy Guerra - 1964 - 80 min.)
Terra em Transe (Glauber Rocha - 1967 - 115 min.)
Vidas Secas (Nelson Pereira dos Santos - 1963 - 115 min.)

FIlmes estrangeiros:
Acossado (Jean-Luc Godard - 1961 - 103 min.)
Alemanha, ano zero (Roberto Rossellini - 1945 - 88 min.)
Cléo das 5 às 7 (Agnès Varda - 1962 - 90 min.)
Roma, Cidade Aberta (Roberto Rossellini - 1945 - 105 min.)
Ladrões de bicicleta (Vittorio De Sica - 1948 - 93 min.)

AULA 3
Filmes nacionais:
Amor Maldito (Adélia Sampaio - 1984 - 80min.)
Divinas Divas (Leandra Leal - 2017 - 110min.)
Laerte-se (Eliane Brum - 2017 - 100min.)
Madame Satã (Karim Aïnouz - 2002 - 105min.)
O dia de Jerusa (Viviane Ferreira - 2014 - 20min.)
Um dia com Jerusa (Viviane Ferreira - 2019 - 80min.)
Simone (Renato Cândido de Lima - 2018- 24min.)
Vazante (Daniela Thomas - 2017 - 116 min.)
Sócrates (Alexandre Moratto - 2019 - 71min.)
Rainha (Sabrina Fidalgo - 2016 - 30min.)
Cores e Botas (Juliana Vicente - 2010/2011 - 16min.)
Cinzas (Larissa Fulana de tal - 2015 - 15min.)

FIlmes estrangeiros:
Corra! (EUA - Jordan Peele, 2017 - 104 min.)
Moonlight (EUA - Barry Jenkins, 2017 - 115 min.)
Faça a Coisa Certa (EUA - Spike Lee - 1989 - 125 min.)
Pantera Negra (EUA - Ryan Coogler - 2018 - 135min.)
Paris is Burning (EUA - Jennie Livingston - 78 min.)

AULA 4
Filmes nacionais:
Casa Grande (Fellipe Gamarano Barbosa - 2014 - 117 min.)
O Som ao Redor (Kleber Mendonça Filho - 2012 - 131 min.)
Aquarius (Kleber Mendonça Filho - 2016 - 146 min.)
Trabalhar Cansa (Juliana Rojas, Marco Dutra - 2011 - 100 min.)
Arábia (João Dumans, Affonso Uchoa - 2017 - 97 min.)
Corpo Elétrico (Marcelo Caetano - 2017 - 95 min.)

FIlmes estrangeiros:
Assunto de Família (Japão - Hirokazu Koreeda - 2018 - 121 min.)
Dois Dias, Uma Noite (Bélgica - Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne - 2014 - 95 min.)
Eu, Daniel Blake (Reino Unido - Ken Loach - 2016 - 100 min.)
Lazzaro Felice (Itália - Alice Rohrwacher - 2018 - 130 min.)
Parasita (Coréia do Sul - Bong Joon-Ho - 2019 - 142 min.)

AULA 5
Filmes nacionais:
Bacurau (Kleber Mendonça Filho, Juliano Dornelles - 2019 - 132 min.)
Minha Mãe é uma Peça (André Pellenz - 2013 - 84 min.)
Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro (José Padilha - 2010 - 115 min.)

Filmes estrangeiros:
A Hora Mais Escura (EUA - Kathryn Bigelow - 2012 - 157 min.)
Bastardos Inglórios (EUA - Quentin Tarantino - 2009 - 153 min.)
Django Livre (EUA - Quentin Tarantino - 2012 - 165 min.)
Garota Exemplar (EUA - David Fincher - 2014 - 159 min.)
Guerra ao Terror (EUA - Kathryn Bigelow - 2008 - 131 min.)
Lincoln (EUA - Steven Spielberg - 2012 - 150 min.)
Onde os Fracos Não Têm Vez (EUA - Ethan Coen, Joel Coen - 2007 - 123 min.)
Sangue Negro (EUA - Paul Thomas Anderson - 2007 - 158 min.)
Vingadores: Guerra Infinita (EUA - Joe Russo, Anthony Russo - 2018 - 160 min.)
Vingadores: Ultimato (EUA - Joe Russo, Anthony Russo - 2019 - 182 min.)

Programa

13/08. Aula 1: 
Introdução
Com José Geraldo Vinci de Moraes.

A cidade de São Paulo viveu no início do século XX um período de rápidas e significativas mudanças. Nesta dinâmica em que um novo cenário cultural aparecia, seu panorama sonoro e musical revelou-se de múltiplas maneiras e alternativas variadas. Ocorre que de modo geral, a historiografia sempre enfrentou dificuldades e obstáculos para escutar e compreender as dinâmicas em que sons e sonoridades estiveram presentes no passado. Com relação à cidade de São Paulo esta condição foi amplificada, uma vez que se projetou para ela certo apagamento de suas memórias sonoras. Deste modo, esta aula pretende apresentar de maneira introdutória tanto questões teóricas relativas aos debates da “escuta do passado”, como aspectos gerais relacionados ao panorama musical e sonoro paulistano do início do século XX.
Textos de apoio:
SEVCENKO, Nicolau. Orfeu extático na metrópole. SP: Cia das Letras, 1998.
MORAES, José Geraldo Vinci de. Metrópole em sinfonia. SP; Estação Liberdade, 2000
PORTA, Paula (org) História da cidade de São Paulo. 3 vols. SP. Ed. Paz e Terra, 2002.


16/08. Aula 2:
Kaleidosfone: a cidade de São Paulo entre ritmos, ruídos, harmonias e dissonâncias 
Com Nelson Aprobato Filho

Dentre as inúmeras dimensões históricas de São Paulo, a sonora oferece potencialidades de interpretação singulares. Do final do século XIX às primeiras décadas do XX a cidade passou por grandes transformações socioculturais, político-econômicas, científico-tecnológicas e ecológico-ambientais que provocaram impactos profundos e inéditos na paisagem sonora urbana. Essa nova sonoridade foi sendo composta por inúmeras e sobrepostas camadas difusas de sons. Nessa aula procuraremos “escutar” e compreender como essas camadas foram construídas, quais os sons coloniais e modernos que as compunham, de que forma elas estavam incorporadas ao cotidiano e como eram percebidas pelos moradores e visitantes da cidade.
Textos de apoio:
APROBATO FILHO, Nelson. Kaleidosfone –As novas camadas sonoras da cidade de São Paulo, fins do século XIX / início do XX. São Paulo: EDUSP; FAPESP, 2008.
BRUNO, Ernani Silva. História e tradições da cidade de São Paulo. 3.ª ed., São Paulo: Hucitec, 1984, (3 v.).
MORAES, José Geraldo Vinci de. As sonoridades paulistanas: a música popular na cidade de São Paulo. Final do século XIX e início do século XX. Rio de Janeiro: Funarte, 1995.


18/08 Aula 3: 
Vai graxa ou samba? Os engraxates paulistanos e a música nas ruas 
Com André Augusto de Oliveira Santos.

A aula trata da relação dos engraxates ambulantes com a música produzida nas ruas da cidade de São Paulo durante a primeira metade do século XX. Sujeitos ecléticos que se relacionavam com os mais diferentes estratos sociais, os lustradores de sapatos ocupavam as ruas paulistanas desde meados do século XIX e criaram, ao longo do tempo, uma forte imbricação com a cultura musical da cidade, inclusive com inserção no rádio. As rodas de samba organizadas informalmente por estes trabalhadores nas esquinas, praças e largos, ajudavam a compor a paisagem sonora paulistana. A prática contribuiu também na formação de uma geração de sambistas e na consolidação do samba em São Paulo.
Textos de apoio:
MOLLIER, Jean-Yves. O Camelô: figura emblemática da comunicação. Trad. Fátima Murad. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2009.
DARNTON, Robert. Poesia e polícia: redes de comunicação na Paris do século XVIII. Trad. Rubens Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
FREHSE, Fraya. Ô da rua! O transeunte e o advento da modernidade em São Paulo. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2011.
BRITTO, Iêda Marques. Samba na cidade de São Paulo (1900 - 1930): um exercício de resistência cultural. São Paulo: FFLCH/USP, 1986. 


20/08 Aula 4: 
Bandas civis e militares em São Paulo. 
Com José Roberto dos Santos.

Bandas de música civis e militares tiveram vida ativa no cenário urbano e musical paulistano entre o final do século XIX e início do século XX. Elas eram presenças permanentes em eventos públicos e privados, festas populares, comemorações cívicas e religiosas, nos esportes, lazer e assim por diante. No entanto, o conhecimento e a compreensão dos variados papéis que desempenharam na cidade é ainda é um tanto vago e desconhecido pela historiografia de modo geral e a musical de maneira específica. Porém, entender sua posição na vida cultural e social da cidade é fundamental tanto para compreender os mecanismos de formação e sobrevivência dos músicos populares, como para o melhor entendimento dos processos de circulação e divulgação dos gêneros musicais antes da proliferação dos meios de comunicação eletrônicos.
Textos de apoio:
DELLA MONICA, Laura. História da Banda de Música da Polícia Militar do Estado de São Paulo. 2. ed. São Paulo: Edanee, 1975. 
SANTOS, José Roberto dos. História e música em São Paulo no início do século XX: A trajetória da Banda da Força Pública. 2019. Dissertação (Mestrado). Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo.
BINDER, Fernando Pereira. Bandas Militares no Brasil: difusão e organização entre 1808 e 1889 volumes I a III. 2006. Dissertação (Mestrado) – Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista, São Paulo.
SILVA, Juliana Soares da Costa. Práticas musicais, comunidade, localidade e velhice: um estudo etnográfico sobre a Corporação musical operária da Lapa. 2018. Dissertação (Mestrado) – Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, Campinas. 


23/08 Aula 5: 
Bailes e salões de dança em São Paulo: novas sociabilidades, sensibilidades e música
Com Giovana Moraes Suzin

Na virada do século XX começaram a despontar na cidade inúmeros salões de danças com sentido diverso daqueles existentes no século XIX. Neles apareceram novas estratégias para educação dos corpos, da escuta e prática musical, como também as tensões relacionadas aos novos costumes e normas sociais. As histórias desses clubes e bailes, quem os organizava, a quem eram destinados, quais seus personagens e músicas tocadas e dançadas, ainda são um tanto obscuras. O objetivo é justamente discutir o panorama que possibilitou a emergência destes locais em São Paulo e como esses eventos contribuíram para a formação de novas sensibilidades na sociedade paulistana.
Textos de apoio:
ROCHA, Francisco. Figurações do Ritmo: da Sala de Cinema ao Salão de Baile. São Paulo: Editora Universidade de São Paulo, 2012.
PENTEADO, Jacob. Belenzinho: 1910 (Retrato de uma época). São Paulo: Editora Martins, 1962.
MACHADO, Cacá. O enigma do homem célebre: ambição e vocação de Ernesto Nazareth. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2007.

25/08 Aula 6: 
Violão paulistano: repertório e práticas no início do século XX.
Com Flavia Prando. 

A atividade violonística da cidade de São Paulo, nas primeiras décadas do século XX, estava dispersa no rádio, indústria fonográfica, cinema, circo, cafés cantantes e cafés concertos e nos conjuntos de choro que atuavam nas serestas e serenatas. Alguns núcleos se formaram ao redor de violonistas e professores, mas estes músicos, cuja atuação representou a formação de escolas informais, acabaram, em sua maioria, tendo suas obras relegadas ao esquecimento. Nesta aula, abordaremos a sonoridade produzida por estes violonistas e evidenciaremos as técnicas, repertórios e práticas em torno do instrumento.
Textos de apoio:
CÁNOVAS, Marilia Dalva Klaumann. Imigrantes espanhóis na pauliceia: trabalho e sociabilidade urbana, 1890-1922. Tese (Doutorado em História Social) − Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.
LAGO, Manuel Aranha Corrêa do. O boi no telhado. Darius Milhaud e a música brasileira no modernismo francês. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2012.
PARAGUASSÚ. Org. Neide Lopes Ciarlariello. Baú da Saudade. São Paulo: Matarazzo, 2016.
PICHERZKY, Andrea Paula. Armando Neves: choro no violão paulista. Dissertação (Mestrado em Musicologia) − São Paulo, Instituto de Artes, Universidade Estadual Paulista, São Paulo, 2004.
REILY, Suzel Ana. Hybridity and Segregation in the guitar cultures of Brazil. Em: Guitar cultures. Oxford: Oxford International Publishers Ltd, 2001, p. 157-178.


27/08 Aula 7: 
Do palco ao público: teatro musicado na cidade de São Paulo.
Com Virgínia Bessa e Denise Fonseca.

Entre o último quartel do século XIX e as primeiras décadas do XX, a cidade de São Paulo atraiu inúmeras companhias de teatro musicado vindas da Europa, do Rio de Janeiro e de outros países da América. Óperas, zarzuelas, operetas, revistas e outros gêneros teatrais cantados se tornaram um veículo importantíssimo para a difusão musical na cidade, inserindo-a num mercado de bens culturais que ia adquirindo um caráter cada vez mais globalizado, ao mesmo tempo em que estimulava a produção musical local. Traçaremos um panorama desse universo, escutaremos alguns exemplos musicais e analisaremos as ruidosas reações do público, a fim de compreender a centralidade desse tipo de espetáculo na vida urbana da época.
Textos de apoio:
BESSA, Virgínia de Almeida. A cena musical paulistana: teatro musicado e canção popular na cidade de São Paulo. Tese (Doutorado em História Social). São Paulo, FFLCH-USP, 2012.
FONSECA, Denise Sella. Uma colcha de retalhos. A música em cena na cidade de São Paulo. São Paulo: Sesc, 2017.
VENEZIANO, Neyde. De pernas pro ar. O teatro de revista em São Paulo. São Paulo: Imprensa Oficial, 2006.


30/08 Aula 8: 
O comércio fonográfico em São Paulo no começo do século XX.
Com Juliana Pérez González.

A historiografia tem compreendido comumente o Rio de Janeiro como epicentro da fonografia brasileira. Fontes históricas exploradas recentemente revelam, contudo, que a cidade de São Paulo esteve inserida também no mercado da música gravada desde muito cedo. Fonógrafos circularam pela capital paulista com relativa facilidade já no final do século XIX. Nos primeiros anos do século seguinte, o efervescente comércio paulistano viu nas novas tecnologias sonoras um produto que chegava para ficar. Como estudaremos nesta aula, a inserção da cidade em redes transnacionais e locais de compra e venda de produtos fonográficos modificou paulatinamente a escuta de seus habitantes e ajudou na cosmopolitização da capital cafeeira.
Textos de apoio:
GONÇALVES, Camila Koshiba. Música em 78 rotações: discos a todos os preços na São Paulo dos anos 30. São Paulo: Alameda, 2013.
PÉREZ GONZÁLEZ, Juliana. “El espectáculo público de las “maquinas parlantes”. Fonografía en São Paulo, 1878-1902”. Ensayos. Historia y teoría del arte. Bogotá, v. 22, n. 35 (jul. - dic.) 2018, p. 109-132.
BARBUY, Heloísa. A cidade-exposição: comércio e cosmopolitismo em São Paulo, 1860-1914. São Paulo: Edusp, 2006.

01/09 Aula 9: 
Cultura radiofônica e produção musical em São Paulo nos anos 1930 e 1940
Com Giuliana Souza de Lima. 

Na primeira metade do século XX, o rádio se consolidou, no Brasil e no mundo, como um poderoso veículo de informação, entretenimento e publicidade. Na cidade de São Paulo se testemunhou uma expansão significativa da radiodifusão em vários aspectos interdependentes: o crescimento do número de emissoras, a ampliação do comércio e consumo de equipamentos eletrônicos, a transição de um cenário amador para a exploração de um modelo comercial, a consolidação de um star system local e a transformação nos padrões musicais e da escuta privada e doméstica. Esta aula abordará as relações entre o desenvolvimento de uma cultura radiofônica e a produção e circulação musical na cidade de São Paulo nos anos 1930 e 1940, período em que as emissoras se tornaram verdadeiras empresas do espetáculo urbano, privilegiando a música popular em sua programação.
Textos de apoio:
DUARTE, Geni Rosa. Múltiplas vozes no ar: o rádio em São Paulo nos anos 30 e 40. 257 f. Tese (Doutorado em História) – Pontifícia Universidade Católica, São Paulo, 2000.
MÉADEL, Cécile. Histoire de la radio des années trente: du sans-filiste à l’auditeur. Paris: Anthropos; Institut National de l’Audiovisuel, 1994.
SMULYAN, Susan. Selling radio: the commercialization of American broadcasting (1920-1934). Washington; London: Smithsonian Institution Press, 1994.
TOTA, Antonio Pedro. Rádio e modernidade em São Paulo (1924-1954). In: PORTA, Paula (org). História da cidade de São Paulo: a cidade na primeira metade do século XX. V.3. São Paulo: Paz e Terra, 2004.

BIBLIOGRAFIA GERAL

APROBATO FILHO, Nelson. Kaleidosfone –As novas camadas sonoras da cidade de São Paulo, fins do século XIX / início do XX. São Paulo: EDUSP; FAPESP, 2008.
BARBUY, Heloísa. A cidade-exposição: comércio e cosmopolitismo em São Paulo, 1860-1914. São Paulo: Edusp, 2006.
BESSA, Virgínia de Almeida. A cena musical paulistana: teatro musicado e canção popular na cidade de São Paulo. Tese (Doutorado em História Social). São Paulo, FFLCH-USP, 2012.
BINDER, Fernando Pereira. Bandas Militares no Brasil: difusão e organização entre 1808 e 1889 volumes I a III. 2006. Dissertação (Mestrado) – Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista, São Paulo.
BRITTO, Iêda Marques. Samba na cidade de São Paulo (1900 - 1930): um exercício de resistência cultural. São Paulo: FFLCH/USP, 1986. 
BRUNO, Ernani Silva. História e tradições da cidade de São Paulo. 3.ª ed., São Paulo: Hucitec, 1984, (3 v.).
CÁNOVAS, Marilia Dalva Klaumann. Imigrantes espanhóis na pauliceia: trabalho e sociabilidade urbana, 1890-1922. Tese (Doutorado em História Social) − Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.
DARNTON, Robert. Poesia e polícia: redes de comunicação na Paris do século XVIII. Trad. Rubens Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
DELLA MONICA, Laura. História da Banda de Música da Polícia Militar do Estado de São Paulo. 2. ed. São Paulo: Edanee, 1975. 
DUARTE, Geni Rosa. Múltiplas vozes no ar: o rádio em São Paulo nos anos 30 e 40. 257 f. Tese (Doutorado em História) – Pontifícia Universidade Católica, São Paulo, 2000.
FONSECA, Denise Sella. Uma colcha de retalhos. A música em cena na cidade de São Paulo. São Paulo: Sesc, 2017.
FRANCESCHI, Humberto. Registro sonoro por meios mecânicos no Brasil. Rio de Janeiro: Studio HMF, 1984.
FREHSE, Fraya. Ô da rua! O transeunte e o advento da modernidade em São Paulo. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2011.
GONÇALVES, Camila Koshiba. Música em 78 rotações: discos a todos os preços na São Paulo dos anos 30. São Paulo: Alameda, 2013.
IAZZETTA, Fernando. Música e mediação tecnológica. São Paulo: Perspectiva; Fapesp, 2009.
LAGO, Manuel Aranha Corrêa do. O boi no telhado. Darius Milhaud e a música brasileira no modernismo francês. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2012.
MACHADO, Cacá. O enigma do homem célebre: ambição e vocação de Ernesto Nazareth. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2007.
MÉADEL, Cécile. Histoire de la radio des années trente: du sans-filiste à l’auditeur. Paris: Anthropos; Institut National de l’Audiovisuel, 1994.
MOLLIER, Jean-Yves. O Camelô: figura emblemática da comunicação. Trad. Fátima Murad. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2009.
MORAES, José Geraldo Vinci de. As sonoridades paulistanas: a música popular na cidade de São Paulo. Final do século XIX e início do século XX. Rio de Janeiro: Funarte, 1995.
MORAES, José Geraldo Vinci de. Cidade e cultura urbana na Primeira República. São Paulo: Atual editora, 1994. 
MORAES, José Geraldo Vinci de. Metrópole em sinfonia. SP; Estação Liberdade, 2000
PARAGUASSÚ. Org. Neide Lopes Ciarlariello. Baú da Saudade. São Paulo: Matarazzo, 2016.
PENTEADO, Jacob. Belenzinho: 1910 (Retrato de uma época). São Paulo: Editora Martins, 1962.
PÉREZ GONZÁLEZ, Juliana. “El espectáculo público de las “maquinas parlantes”. Fonografía en São Paulo, 1878-1902”. Ensayos. Historia y teoría del arte. Bogotá, v. 22, n. 35 (jul. - dic.) 2018, p. 109-132.
PICHERZKY, Andrea Paula. Armando Neves: choro no violão paulista. Dissertação (Mestrado em Musicologia) − São Paulo, Instituto de Artes, Universidade Estadual Paulista, São Paulo, 2004.
PORTA, Paula (org) História da cidade de São Paulo. 3 vols. SP. Ed. Paz e Terra, 2002.
REILY, Suzel Ana. “Hybridity and Segregation in the guitar cultures of Brazil”. Em: Guitar cultures. Oxford: Oxford International Publishers Ltd, 2001, p. 157-178.
ROCHA, Francisco. Figurações do Ritmo: da Sala de Cinema ao Salão de Baile. São Paulo: Editora Universidade de São Paulo, 2012.
SANTOS, José Roberto dos. História e música em São Paulo no início do século XX: A trajetória da Banda da Força Pública. 2019. Dissertação (Mestrado). Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo.
SEVCENKO, Nicolau. Orfeu extático na metrópole: São Paulo, sociedade e cultura nos frementes anos 20. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
SILVA, Juliana Soares da Costa. Práticas musicais, comunidade, localidade e velhice: um estudo etnográfico sobre a Corporação musical operária da Lapa. 2018. Dissertação (Mestrado) – Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, Campinas. 
SMULYAN, Susan. Selling radio: the commercialization of American broadcasting (1920-1934). Washington: London: Smithsonian Institution Press, 1994.
TOTA, Antonio Pedro. Rádio e modernidade em São Paulo (1924-1954). In: PORTA, Paula (org). História da cidade de São Paulo: a cidade na primeira metade do século XX. V.3. São Paulo: Paz e Terra, 2004.
VENEZIANO, Neyde. De pernas pro ar. O teatro de revista em São Paulo. São Paulo: Imprensa Oficial, 2006.

Programa

Aula 1
Dia: 23/11/2022
Prof. Dr. Hugo Fanton Ribeiro da Silva
Tema da aula: “Totalitarismo Neoliberal”


Bibliografia:
OLIVEIRA, Francisco. Privatização do público, destituição da fala e anulação política: o totalitarismo neoliberal. Em: Os sentidos da democracia: políticas do dissenso e hegemonia global. São Paulo: Petrópolis, 1999.


Aula 2
Dia: 30/11/2022
Profa. Dra. Cibele Saliba Rizek (IAU-USP-São Carlos)
Tema da aula:: “Pensar a cidade é pensar o país - Trabalho, Cidade, Estado. Contribuições de Francisco de Oliveira."


Bibliografia:
OLIVEIRA, Francisco. Política numa era de indeterminação: opacidade e reencantamento. In OLIVEIRA, F.; RIZEK, C. (orgs.) A era da indeterminação. São Paulo: Boitempo editorial, 2007.
OLIVEIRA, Francisco. Crítica à razão dualista - O Ornitorrinco. São Paulo: Boitempo editorial, 2003.
OLIVEIRA, Francisco. O Estado e a Exceção ou o Estado de Exceção. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, vol. 5, n. 1, maio de 2003, pp. 9-14. (b)
OLIVEIRA, F. A dominação globalizada: estrutura e dinâmica da dominação burguesa no Brasil. In: BASUALDO, Eduardo M.; ARCEO, Enrique. (orgs.). Neoliberalismo y sectores dominantes. Tendencias globales y experiencias nacionales. Buenos Aires: CLACSO, Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, 2006. Disponível em  http://biblioteca.clacso.edu.ar/clacso/gt/20101101031724/10DeOliveira.p…  Acesso: novembro 2020.


Aula 3
Dia 07/12/2022
Prof. Dr. Carlos Alberto Bello e Silva (UNIFESP)


Bibliografia:
BELLO, C. – “As inovações e ousadias de Francisco de Oliveira”, In: Bello, C., Rizek, C., Barros, J. & Silva, L. (organizadores)- Francisco de Oliveira: questões, diálogos, depoimentos. São Paulo: FFLCH/USP, 2022
OLIVEIRA, F. (1975) - A economia brasileira: Crítica à razão dualista, Seleções Cebrap 1, São Paulo: Brasiliense.
________ (1984) – A economia da dependência imperfeita, Rio de Janeiro: Ed. Graal.
________ (1998) – “O surgimento do anti-valor”, In: Os direitos do antivalor: a economia política da hegemonia imperfeita, Petropólis, RJ: Vozes.
________ (1999) – “Privatização do público, destituição da fala e anulação da política: o totalitarismo neoliberal”, In: OLIVEIRA, F. & PAOLI, M. C. (orgs)

_________ O sentidos da democracia: políticas do dissenso e a hegemonia global, Petropólis, RJ: Vozes.
_________(2007a) - “Política numa era de indeterminação” . In: OLIVEIRA, F. &
RIZEK, C. (orgs) – A era da indeterminação.  São Paulo: Boitempo.
_________(2007b) -  “O Momento Lênin” In: OLIVEIRA, F. & RIZEK, C. (orgs) – A era da indeterminação.  São Paulo: Boitempo.
_________(2010) – “Hegemonia às avessas”. In: OLIVEIRA, F., BRAGA, R. & RIZEK,
C. (orgs) – Hegemonia às avessas: economia, política e cultura na era da servidão financeira. São Paulo, Boitempo


Aula 4
Dia: 14/12/22- Profa. Dra. Camila Massaro Cruz de Góes
Tema: “1964 como contrarrevolução”.


Bibliografia: 
OLIVEIRA, Francisco. A crítica da razão dualista [1972]/ O Ornitorrinco. São Paulo: Boitempo, 2003, pp. 25-120.
 
PERRUSO, Marcos. “Uma trajetória dissonante: Francisco de Oliveira, a SUDENE e o CEBRAP”. Caderno CRH, Salvador, v. 26, p. 179-192, Jan/Abr. 2013.
 
MENDES, Flávio da Silva. “O ovo do Ornitorrinco: a trajetória de Francisco de Oliveira”. [Tese de Doutorado]. Departamento de Sociologia, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, 2015.
 
RIDENTI, Marcelo e MENDES, Flávio. “Do dualismo ao ornitorrinco: entrevista com Francisco de Oliveira”. Cadernos CRH, v. 25, 2012m pp. 601 – 622.
 
QUERIDO, Fabio Mascaro; BRAGA, Ruy, “Chico de Oliveira e as reviravoltas da crítica”, Brasil: uma biografia não autorizada, São Paulo, Boitempo, 2018, p.7-27.

Programa

Aula 1 (02/02): As White Paintings e a questão da diferença.
Aula 2 (09/02): O “problema” da neovanguarda e a neovanguarda enquanto problema.
Aula 3 (16/02): As Combines de Rauschenberg e a questão da indecidibilidade.
Aula 4 (23/02): O estatuto do tempo na encruzilhada entre o moderno e o contemporâneo.

BIBLIOGRAFIA:

BADIOU, Alain. Le Siècle. Paris: Éditions du Seuil, 2005.

BERARDI, Franco. Depois do futuro. Trad. Regina Silva. São Paulo: Ubu, 2019.

BERG, Hubert F. van den. “Towards a ‘Reconciliation of Man and Nature’. Nature and Ecology in the Aesthetic Avant-Garde of the Twentieth Century”. In: Neo-Avant-Garde (Org.) David Hopkins. Nova York: Rodopi, 2006.

BERGSON, Henri. L’évolution créatrice. 7ª ed. Paris: PUF, 1996.

BUCHLOH, Benjamin. “The primary colors for the second time: A paradigm repetition of the Neo-Avant-Garde”. In: October, n. 37, verão 1986.

BUCHLOH, Benjamin. Neo-Avant-Garde and culture industry. Cambridge: MIT Press, 2003.

BÜRGER, Peter. Teoria da vanguarda. Trad. José Pedro Antunes. São Paulo: Ubu Editora, 2017.

CAGE, John. Silence. Connecticut: Wesleyan University Press, 1983.

CREHAN, Hubert. “The See Change: Raw Duck”. In: Art Digest 27, n. 20, 15 de setembro de 1953.

CROW, Thomas. “This is Now: Becoming Robert Rauschenberg”. In: Artforum. Vol. 36, n. 1, setembro de 1997.

DELEUZE, Gilles. Différence et répétition. 7ª ed. Paris: PUF, 1993.

DERRIDA, Jacques. La dissémination. Paris: Éditions du Seuil, 1972.

DERRIDA, Jacques. Deconstruction in a Nutshell: a Conversation with Jacques Derrida. (Org.) John D. Caputo. Nova York: Fordham University Press, 1997.

DEZEUZE, Anna. “‘Neo-Dada’, ‘Junk Aesthetic’ and Spectator Participation”. In: Neo-Avant-Garde (Org.) David Hopkins. Nova York: Rodopi, 2006.

DIETRICH, Dorothea. The Collages of Kurt Schwitters: Tradition and Innovation. Cambridge: Cambridge University Press, 1993.

EGBERT, Donald. “The Ideia of avant-garde in Art and Politics”. In: Leonardo. Vol. 3, n. 1, janeiro de 1970.

ENZENSBERGER, Hans Magnus. “As aporias da vanguarda”. In: Com raiva e paciência: ensaios sobre literatura, política e colonialismo. Trad. Lya Luft. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.

FAVARETTO, Celso. A contracultura, entre a curtição e o experimental. São Paulo: n-1 edições, 2019.

FOSTER, Hal. O retorno do real: A vanguarda no final do século XX. Trad. Célia Euvaldo. São Paulo: Ubu Editora, 2017.

FOUCAULT, Michel. La pensée du dehors. Paris: Éditions Fata Morgana, 1986.

FREUD, Sigmund. “Recordar, repetir e elaborar”. In: Edição Standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Trad. José Octavio de Aguiar Abreu. Vol. XII. Rio de Janeiro: Imago, 1969.

GALARD, Jean. Mort des Beaux-Arts suivi de Lettre de la Main Gauche. Paris: Éditions du Seuil, 1971.

GREENBERG, Clement. “Pintura modernista”. In: Clement Greenberg e o debate crítico. (Org.) Glória Ferreira e Cecília Cotrim Mello. Trad. Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

GREENBERG, Clement. “Vanguarda e Kitsch”. In: Clement Greenberg e o debate crítico. (Org.) Glória Ferreira e Cecília Cotrim Mello. Trad. Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.

GREENBERG, Clement. “Recentness of Sculpture”. In: The Collected Essays and Criticism. (Org.) John O’Brian. Vol. 4, Modernism with a Vengeance, 1957-1969. Chicago: University of Chicago Press, 1993.

GREENBERG, Clement. “Where is the Avant-Garde?”. In: The Collected Essays and Criticism. (Org.) John O’Brian. Vol. 4, Modernism with a Vengeance, 1957-1969. Chicago: University of Chicago Press, 1993.

HARTOG, François. Régimes d’historicité. Présentisme et expériences du temps. Paris: Éditions du Seuil, 2003.

HOPKINS, David. After Modern Art 1945-2000. Oxford: Oxford University Press, 2000.

HOPKINS, David (Org.) Neo-Avant-Garde. Nova York: Rodopi, 2006.

HUYSSEN, Andreas. “Mapeando o pós-moderno”. In: Pós-modernismo e política. (Org.) Heloisa Buarque de Hollanda. Trad. Carlos de A. de C. Moreno. 2ª ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1991.

JIMENEZ, Marc. La querelle de l’art contemporain. Paris: Gallimard, 2005.

JOSEPH, Branden. Random Order: Robert Rauschenberg and the neo-avant-garde. Cambridge: MIT Press, 2003.

KRAUSS, Rosalind. Rauschenberg and the Materialized Image. In: Artforum. Nova York: 13, n. 4, p. 36-43, 1974.

KRAUSS, Rosalind. Perpetual Inventory. In: Robert Rauschenberg: A retrospective. (Org.) Walker Hopps e Susan Davidson. Nova York: Solomon Guggenheim Museum, 1999.

KRAUSS, Rosalind. A Voyage on the North Sea. Art in the Age of the Post-Medium Condition. Nova York: Thomas & Hudson Inc, 1999.

KUSPIT, Donald. The cult of the avant-garde artist. Cambridge: Cambridge University Press, 1995.

LACAN, Jacques. O Seminário, livro 1: Escritos técnicos sobre Freud. Trad. Betty Milan. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1996.

LYOTARD, Jean-François. O pós-moderno explicado às crianças. Trad. Tereza Coelho. Lisboa: D. Quixote, 1987.

MEYER, James. The art of return: the sixties and contemporary culture. Chicago: The University of Chicago Press, 2019.

MILLER, Dorothy. Sixteen Americans. (Org.). Nova York: Museum of Modern Art, 1959.

MOHOLY-NAGY, Lazsló. The New Vision and Abstract of an Artist. Trad. Daphne M. Hoffmann. 4ª ed. Nova York: George Wittenborn, 1947.

O’DOHERTY, Brian. Rauschenberg and the Vernacular Glance. In: Art in America. Nova York: 61, n. 5, p. 82-87, 1973.

PAZ, Octávio. Point de convergence. Du romantisme à l’avant-garde. Trad. Roger Munier. Paris: Gallimard, 1976.

PELBART, Peter Pal. Vida capital. Ensaios de biopolítica. São Paulo: Iluminuras, 2003.

POGGIOLI, Renato. Teoría del arte de vanguardia. Trad. Rosa Chacel. Cidade do México: Universidad Nacional Autónoma de México, 2011.

RANCIÈRE, Jacques. L’inconscient esthétique. Paris: Galilée, 2001.

RAUSCHENBERG, Robert. “Note on Painting” (1963). In: Pop Art Rdefined. (Org.) John Russell e Suzi Gablik. Nova York: Praeger, 1969.

SANDLER, Irving. “Reviews and Previews: Robert Rauschenberg”. In:Art News vol. 59, n. 2, abril de 1960.

SCHEUNEMANN, Dietrich. “From Collage to the Multiple. On the Genealogy of Avant-Garde and Neo-Avant-Garde”. In: Avant-Garde/ Neo-Avant-Garde. (Org.) Dietrich Scheunemann. Nova York: Rodopi, 2006.

SOLOMON, Alan. Robert Rauschenberg. Nova York: Jewish Museum, 1963.

STEINBERG, Leo. “Outros critérios”. In: Clement Greenberg e o debate crítico. (Org.) Glória Ferreira e Cecília Cotrim Mello. Trad. Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.

STUCKEY, Charles. “Reading Rauschenberg”. In: Art in America. Vol 65, n. 2, 1977.

TAFURI, Manfredo. Progetto e utopia. Architecttura e sviluppo capitalistico. Roma: Saggi Tascarbili Laterza, 1973.

TARABUKIN, Nikolai. “From the Easel to the Machine”. In Modern Art and Modernism A Critical Anthology. (Org.) Francis Frascina e Charles Harrison. Trad. Christina Lodder. Nova York: Harper and Row, 1982.

TODOROV, Tzvetan. Symbolisme et interprétation. Paris: Éditions du Seuil, 1978.

TOMKINS, Calvin. Off the Wall: Robert Rauschenberg and the Art World of Our Time. Nova York: Penguin, 1980.

ZIZEK, Slavoj. The sublime object of ideology. New York: Verso, 1989.

 

Programa

Aula 1 (12 de agosto de 2025 - das 19h30 às 21h30)
Machado de Assis poeta
Machado de Assis e a Inquisição
Machado de Assis e o poeta Antônio José da Silva, o Judeu

Aula 2 (19 de agosto 2025, terça-feira, das 19h30 às 21h30)
Machado de Assis contista
O mito do Judeu Errante em Machado de Assis
A simbologia do Judeu Errante e o antijudaísmo
Raízes do antissemitismo

Aula 3 (26 de agosto de 2025, terça-feira, das 19h30 às 21h30)
Machado de Assis leitor da Bíblia
Machado de Assis e o Livro de Jó na poesia
Machado de Assis e o Livro de Jó na prosa

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
A BÍBLIA de Jerusalém. Nova edição revista e ampliada. Vários tradutores. São Paulo: Paulus, 2013.
ALTER, Robert. A Arte da Narrativa Bíblica. Trad. de Vera Pereira.São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
_____________.The art of Bible translation. Princeton: Princeton University Press, 2019.
ASSIS, Machado de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. V.III.
AUERBACH, Erich. Mimesis: a representação da realidade na literatura ocidental. Trad. de Georg Bernard Sperber. São Paulo: Perspectiva, 2011.
CHWARTS, Suzana. Para Reencontrar o Prazer do Texto Bíblico. Revista 18, v. 23, 2008, p.50-51.
FRYE, Northrop. O código dos códigos: a Bíblia e a literatura. Trad.de Marcio Stockler.  São Paulo: Boitempo, 2004.
GRUYTER, Walter; LISKA, Vivian. The Book of Job Aesthetics, Ethics, Hermeneutics, Berlin/Munich/Boston, 2015.
JOHNSON, Paul. A história do povo judeu. Trad. de Henrique Mesquita e Jacob Volfzon Filho. Rio de Janeiro: Imago, 1995.
MARQUES, Wilton José. Machado de Assis e as primeiras incertezas. São Paulo: Alameda, 2022.
MASSA, Jean-Michel. A biblioteca de Machado de Assis. In:JOBIM, José Luís. A biblioteca de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Topbooks,2001. p.21-90
MIASSO, Audrey. O diálogo bíblico em “A cristã-nova”, de Machado de Assis. In:PEREIRA, K.; AYUB,P.; SILVA,G.(orgs.). A poesia e a bíblia: entre a reverência e a paródia. Uberlândia: EDIBRÁS, 2016.
NOVINSKY, Anita. O olhar judaico em Machado de Assis.Rio de Janeiro: Expressão e Cultura,1990.
PEREIRA, Kenia Maria de Almeida. O andarilho e o romântico: o mito do Judeu Errante em Castro Alves. Arquivo Maaravi: Revista Digital de Estudos Judaicos da UFMG, Belo Horizonte, v. 8, n. 15, p. 79–94, 2014.Disponível em:  https://periodicos.ufmg.br/index.php/maaravi/article/view/14234 . Acesso em: 10 dez. 2024.
PEREIRA, Kenia Maria de Almeida. Machado de Assis e o Livro de Jó. (2016). Arquivo Maaravi: Revista Digital De Estudos Judaicos da UFMG, 10(18), 159- 169.  https://doi.org/10.17851/1982-3053.10.18.159-169 . Acesso em 10 de dez.de 2024.
PEREIRA, Kenia Maria de Almeida. Dois marranos e um bruxo: Antônio José e Baruch Espinosa na poesia de Machado de Assis. Arquivo Maaravi: Revista Digital de Estudos Judaicos da UFMG. V.6, n.11, p. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/maaravi/article/view/14143/11324 . Acesso em 10 de dez.2024.
PROENÇA, Paulo Sérgio. Sob o signo de Caim: o uso da Bíblia por Machado de Assis. Tese de Doutorado. São Paulo: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP, 2011.
SCHWARZ, Roberto. Um mestre na periferia do capitalismo: Machado de Assis.São Paulo: Duas Cidades: Editora 34, 2000.
SILVA, Jiuvan Tadeu da. O mito do judeu errante em Machado de Assis : entre a errância e a redenção. Uberlândia: Universidade Federal de Uberlândia (Dissertação de mestrado), 2017.
BAR-EFRAT, Shimon. Narrative art in the Bible. Sheffield: Sheffield Academic Press, England, 1997.
SCHAMA, Simon. História dos judeus. Vols 1e 2. Trad. de Donaldson M. Garschagen.São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
SORJ, Bernardo. Geopolítica e história do povo judeu. Rio de Janeiro: Garamond, 2024.

Programa

Aula 1 - Introdução à crônica e ao autor

Aula 2 - Futebol e Literatura: Tempo e Comunidade nas Crônicas de Juan Villoro (I)

Aula 3 - Futebol e Literatura: Tempo e Comunidade nas Crônicas de Juan Villoro (II)

Aula 4 - Outras crônicas e encerramento dos encontros

REFERÊNCIAS

ANDRADE, Mário de. Macunaíma : o herói sem nenhum caráter / Mário de Andrade ; organizadores: Miguel Sanches Neto, Silvana Oliveira. – Chapecó : Ed. UFFS, 2019.
BERNABÉ, Mónica. (2010). Sobre márgenes, crónica y mercancía. Boletín, 15, p. 1- 17.
BATAILLE, Georges. El límite de lo útil (fragmentos de una versión abandonada de La Parte maldita). Traducción de Manuel Arranz. Madrid: Losada, 2005.
BROTHERSTON, Gordon. La visión americana de la conquista. In: PIZARRO, Ana. América Latina: palabra, literatura e cultura. Campinas: Unicamp,1993.
CAPARRÓS, Martín. Por la crónica. In: Congreso Internacional de la Lengua Española de Cartagenas, 4., 2007, Cartagena de las Indias. Anais eletrônicos… Disponível em:
29
http://congresosdelalengua.es/cartagena/ponencias/seccion_1/13/caparros…. htm.
CASTRO;SCHMIDT, Como Mário Filho foi essencial para a construção do Maracanã. ge.globo.com, 2021. Disponível em: https://interativos.globoesporte.globo.com/pe/futebol/materia/o-estadio… filho
FILHO, Mario. O Negro no futebol brasileiro. Rio de Janeiro: Mauad, 2003. 5ª edição, 2010
MONSIVÁIS, Carlos. Monsiváis C. (1987). De la Santa Doctrina al Espíritu Público. (Sobre las funciones de la crónica en México). Nueva Revista De Filología Hispánica (NRFH), 35(2),
NANCY, Jean-Luc. 58 indicios sobre el cuerpo. In: __________. 58 indicios sobre el cuerpo y Extensión del alma. Traducción de Daniel Alvaro. Adorgué: Ediciones La Cebra, 2017. p. 13-34.
NANCY, Jean-Luc. La comunidad inoperante. In: _________. La comunidad inoperante. Traducción de Juan Miguel Garrido Wainer. Santiago: Lom, 2000b. p. 9- 48.
NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo. São Paulo. Global. 2013. p. 587. VILLORO, Juan. Balón dividido. Cidade de México: Planeta, 2014b.
SABINO, Alex. Meu pior defeito foi ter ficado rico, provoca Milton Neves aos 50 anos de carreira. Folha de S.Paulo, São Paulo, 23 de dez. de 2021.
VILLORO, Juan. Dios es redondo. Barcelona: Editorial Anagrama, 2014a.
30
VILLORO, Juan. La crónica, ornitorrinco de la prosa. La nación, [S.I] 22 de jan. de 2006. Disponível em: https://www.lanacion.com.ar/cultura/la-cronica-ornitorrinco-de la-prosa-nid773985/.
VILLORO, Juan. Los once de la tribu. CLACSO: Brigada para leer en libertad - José Martí, 2017. Disponível em: https://www.clacso.org/casa-de-las-americas-brigada para-leer-en-libertad-jose-marti/.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. Perspectivismo e multinaturalismo na América indígena. O que nos faz pensar, [S.l.], v. 14, n. 18, p. 225-254, sep. 2004. ISSN 0104- 6675. Disponível em: http://www.oquenosfazpensar.fil.puc rio.br/import/pdf_articles/OQNFP_18_13_eduardo_viveiros_de_castro.pdf

Programa

Aula1:

1. Acerca da implementação da Lei 10.639/2003 e da Lei 11.645/2008: algumas reflexões e a produção literária infantil e juvenil em Brasil e África
2. Representação do trabalhador e das relações de trabalho na obra de Luandino Vieira
Ministrantes: Stela Saes, Kelly Avelino e Gabriela Castro Maciel

Referências bibliográficas:
ANTUNES, Ricardo. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e negação do trabalho. São Paulo: Boitempo Editorial, 2009.
COOPER, Frederick. "Condições análogas à escravidão: imperialismo e ideologia da mão-de-obra livre na África". In: COOPER, Frederick (Org.). Além da escravidão: investigações sobre raça, trabalho e cidadania em sociedades pós-emancipação. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.
FRANÇA, Luiz Fernando de. Uns contos iguais a muitos: Estórias africanas, relações de trabalho e estrutura narrativa no contexto colonial angolano e moçambicano. Tese (Doutorado). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas. Área de concentração: Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa. São Paulo, 2018. 336 f.
VIEIRA, José Luandino. Luuanda. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
MEIRELES, Cecília. Problemas da Literatura Infantil. 3ª ed. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira, 1984.
MUNANGA, Kabengele – Superando o racismo na escola. [Brasília]: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005.
MUNANGA, Kabengele – Superando o racismo na escola. [Brasília]: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005.SANDRONI, Laura. De Lobato a Bojunga: as reinações renovadas. Rio de
Janeiro: Agir, 1987.
ZILBERMAN, Regina & LAJOLO, Marisa. Um Brasil para crianças. Para
conhecer a literatura infantil brasileira: história, autores e textos. 3 ed. São
Paulo: Global, 1988.
__________________. Como e por que ler a literatura infantil brasileira. Rio de
Janeiro: Objetiva, 2005.

Aula 2: Literatura afro-brasileira:
1. Carolina Maria de Jesus
2. A história da produção literária negra brasileira - os cadernos negros
Ministrantes: Vanessa e Marília

Referências bibliográficas:
Cadernos Negros, volumes 20, 30, 40 e 42.
CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária. 8.ed. São Paulo: T. A. Queiroz, 2000.
CRUZ, Marília Pereira da. A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA AFRO-BRASILEIRA EM SALA DE AULA: RESGATE DA IDENTIDADE DO NEGRO BRASILEIRO. São Paulo, 2019. Disponível em: https://www.recantodasletras.com.br/artigos-de-literatura/6560993
FERNANDES, Florestan. O negro no mundo dos brancos. 2. ed. Revista - São Paulo: Editora Global, 2007.
GONZALEZ, Lélia. Primavera para rosas negras. São Paulo, 2018. Diáspora Africana, Editora: Filhos da África.
GONZALEZ, Lélia. HASENBALG, Carlos. Lugar de negro. Rio de Janeiro: Editora Marco Zero Limitada, 1982.
HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2013.
JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo - Diário de uma favelada. São Paulo: Martins Fontes, 2018.
LAPA, Fabiana. A literatura das mulheres negras: A escrita como ferramenta de resistência e expressão. Rio de Janeiro. Disponível em: http://obviousmag.org/fabiana_lapa/2017/a-literatura-das-mulheres-negra… acesso em: 14 de junho de 2021.
LIMA, Omar da Silva. “Carolina Maria de Jesus e sua obra - prima Quarto de despejo: diário de uma favelada”. In: Via Litterae - Revista de Linguística e Teoria Literária. Anápolis, jul./dez, 2014. v.6, n.2, p.303-314 . http://www.revista.ueg.br/index.php/vialitterae/ (visto em 14/06/2021).
MUNANGA, Kabenguele. GOMES, Nilma Lino. O negro no Brasil de hoje. 2. ed. - São Paulo: Global Editora,2016.
SANTOS, Neidjane Gonçalves dos. A escrita da mulher Negra: Catando e escrevendo palavras. In: Anais do SILIAFRO. Volume, Número 1. EDUFU, 2012. Disponível em: http://www.ileel.ufu.br/anaisdosiliafro/wp-content/uploads/2014/03/arti… acesso em: 14 de junho de 2021.

Aula 3: A violência de gênero na literatura produzida por mulheres
1. São Tomé e Príncipe (Alda do Espírito Santo e Conceição Lima) e Angola (Paula Tavares)
2. Cabo Verde (Dina Salústio)
Ministrantes: Fernanda Sampaio e Talita

Referências bibliográficas:
BERTHET, Marina. Reflexões sobre as roças em São Tomé e Príncipe. In: Revista Estudos Históricos, v. 25, n. 50, 2012.
BRITO, G.; LIMA, T. M. Dina Salústio e a violência de gênero na literatura cabo-verdiana. Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas, n. 24, p. 55-69, 19 jun. 2017.
CARVALHO, Ruy Duarte de. A câmara, a escrita e a coisa dita... fitas, textos e
palestras. Lisboa: Livros Cotovia, 2008.
DAVIS, Angela. Mulheres, cultura e política. São Paulo: Boitempo, 2017.
ESPÍRTIO SANTO, Alda. É nosso o solo sagrado da terra: poesia de protesto e luta. Lisboa: Ulmeiro, 1978.
FONSECA, M. N. S., & MOREIRA, T. T. (2017). Panorama das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa. Cadernos CESPUC De Pesquisa Série Ensaios, (16), 13-72. http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/147…
GOMES, Simone Caputo. Cabo Verde: Mulher, Cultura, Literatura. In: _. Revista Pré-textos. Praia: Associação de Escritores cabo-verdianos, p. 27-35, 1998.
HERNANDEZ, Leila Leite. Os Filhos da Terra do Sol: a formação do Estado-nação em Cabo Verde. São Paulo: Selo Negro, 2002.
LIMA, Conceição. O útero da casa. Lisboa: Caminho, 2004.
_____. A dolorosa raiz do Micondó. Lisboa: Caminho, 2006.
_____. O país de Akendenguê. Lisboa: Caminho, 2011.
_____. À sombra do cacau: representações sobre trabalho forçado nas ilhas de São Tomé e Príncipe. In: Revista do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, n.11, 2016, p.343-356.
MARX, Karl. Sobre o suicídio. São Paulo: Boitempo, 2006.
SAFFIOTI, Heleieth. A mulher na sociedade de classes: mito e realidade. São Paulo: Expressão Popular, 2013.
SALÚSTIO, Dina. Mornas Eram as Noites. Praia: Instituto da Biblioteca Nacional, 2002.
SANTILLI, Maria Aparecida. Literaturas de Língua Portuguesa: marcos e marcas – Cabo Verde: Ilhas do Atlântico em prosa e verso. São Paulo: Arte & Ciência, 2007.
TAVARES, Paula. Amargos como os frutos: poesia reunida. Rio de Janeiro: Pallas, 2011
WOOLF, Virginia, Um teto todo seu. São Paulo: Tordesilhas, 2014.

Aula 4: Vozes de Moçambique (poesia)
1. Noémia de Sousa
2. José Craveirinha
Ministrantes: Mayara e Carlos

Referências bibliográficas:
CABAÇO, José Luís. Moçambique: identidade, colonialismo e libertação. São Paulo: Editora da Unesp, 2009.
CRAVEIRINHA, José. O folclore moçambicano e suas tendências. Maputo: Alcance Editores, 2009.
___________________. Karingana ua Karingana. Lisboa: Edições 70, 1982.
___________________. Xigubo. Lisboa: Edições 70, 1980.
___________________. Babalaze das Hienas. Maputo: Alcance Editores, 2008.
___________________. Maria. Maputo: Alcance editores, 2008.
___________________. Maria. Lisboa: Caminho, 1998.
SOUSA, Noémia de. Sangue Negro. São Paulo: Editora Kapulana, 2016.

Aula 5: Vozes de Moçambique (prosa) a escrita de
1. Paulina Chiziane
2. Mia Couto e Ungulani Ba Ka Khosa
Ministrantes: Juliana e Guilherme
Referências bibliográficas:
COUTO, Mia. As areias do imperador: uma trilogia moçambicana. Livro 1. São Paulo: Cia. das Letras, 2015.
______. Sombras da água: as areias do imperador: uma trilogia moçambicana. Livro 2. São Paulo: Cia. das Letras, 2016.
______. O bebedor de horizontes: as areias do imperador: uma trilogia moçambicana. Livro 3. São Paulo: Cia. das Letras, 2018.
DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016.
EAGLETON, Terry. Teoria da Literatura: uma introdução. 7ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2019.
FANON, Frantz. Os condenados da terra. Lisboa: Editora ULISSEIA, 1961.
............... Peles negras, Máscaras brancas. Salvador: EDUFBA, 2008.
FRY, Peter (org.). Moçambique: ensaios. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2001.
HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2013.
KHOSA, Ungulani Ba Ka. Gungunhana; Ualalapi; As mulheres do imperador. São Paulo: Kapulana, 2018.
MACHEL, Samora. A Libertação da Mulher é uma necessidade da Revolução, Garantia de sua Continuidade, Condição de seu Triunfo. Caderno nº 4, Edições da Frelimo, CEA - UEM, Pasta 161/W, 1974 [1972]. Coleção Estudos e Orientações.
SAFFIOTI, Heleieth. Gênero patriarcado violência. 2ª ed. São Paulo: Expressão Popular: Fundação Perseu Abramo, 2019.

Programa

Aula 1 – Aldo Palazzeschi e o futurismo palazzeschiano

Aula 2 - A recepção crítica a Aldo Palazzeschi no Brasil

Aula 3 - Relação entre o modernismo marioandradiano e o futurismo palazzeschiano

BIBLIOGRAFIA

Andrade, Mário de. 2010. A escrava que não é Isaura. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.
Andrade, Mário de. 2013. Poesias Completas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.
Antonielli, Sergio. 1971. “Palazzeschi e il suo tempo”. In: Poesie. Milano: Mondadori, 1971.
Baldacci, Luigi.1967. I crepuscolari. Torino: ERI.
Bosi, Alfredo. 1985. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix.
Britto, Mário da Silva. 1958. História do Modernismo Brasileiro. São Paulo: Editora Saraiva.
Candido, Antonio. 2006. Literatura e Sociedade. Rio de Janeiro: Editora Ouro sobre Azul.
Fabris, Annateresa. 1994. O Futurismo Paulista: hipóteses para o estudo da chegada da vanguarda ao Brasil. São Paulo: Editora
Perspectiva/EDUSP.
Fabris, Annateresa. 1990. “Contrador e o anti-sublime futurista”. Insieme. São Paulo 1: 11-8.
Hass, Juliana. 2018. “Adaptações de Perelà uomo di fumo: diálogos político-socioculturais entre romance, teatro e
radioteatro/Adattamenti di Perelà uomo di fumo: dialoghi politico-socioculturali tra romanzo, teatro e radiodramma”. Tese de
doutorado. São Paulo: Universidade de São Paulo e Università degli Studi di Firenze.
Hass, Juliana. 2012. “Fumaça! Fumaça! Fumaça! O código de Perelá: a leveza do romance futurista de Aldo Palazzeschi”.
Dissertação de mestrado. São Paulo: Universidade de São Paulo.
Hass, Juliana; Barni, Roberta. 2017. “Perelà uomo di fumo: adaptações e prestígio cultural”. In: Adaptação. Pesquisas do GREAT
Grupo de Estudos de Adaptação e Tradução. Freitas, Renata Cazarini de; John Milton (org.), 87-109. São Paulo: Paulistana.
Hass, Juliana; Klein, Adriana Iozzi. 2021. “A presença de Friedrich Nietzsche na vida e na produção de Aldo Palazzeschi”.
Cadernos Nietzsche, 42: 201-222. DOI: https://doi.org/10.1590/2316-82422021v4202jh-aik
Holanda, Sérgio Buarque de. 1996. “O Gênio do Século”. In: O espírito e a Letra: estudos e crítica literária I, 1920-1947. Volume I,
Prado, Antonio Arnoni (org.) 108-112. São Paulo: Companhia das Letras.
Lopez, Telê Ancona. 2002. “A biblioteca de Mário de Andrade: seara e celeiro da criação”. In: Criação em processo – ensaios de
crítica genética, Zular, Roberto (org.). São Paulo: Iluminuras.
Lopez, Telê Ancona. 2012. “Mário de Andrade e Brecheret nos primórdios do modernismo.” Revista USP 94: 29-38.
Magherini, Simone. 2004. Il codice della libertà. Aldo Palazzeschi (1885-1974). Firenze: Società Editrice Fiorentina
Palazzeschi, Aldo, 1910. L’incendiario. Milano: Edizioni Futuriste di “Poesie”.
Palazzeschi, Aldo, Giovanni Papini & Ardengo Soffici. 1915. “Futurismo e Marinettismo”. Lacerba, III, n.7, 14 febbraio.
https://archive.org/details/lacerba-a.-iii-n.-7-14-febbraio-1915
Palazzeschi, Aldo. 1974. Poesie, Sergio Antonielli (org.), Milano: Oscar Mondadori.
Papini, Giovanni. 1927. L’Esperienza Futurista (1913-1914). Firenze: Vallecchi Editore.
Tellini, Gino. 2021. Palazzeschi. Roma: Salerno Editrice.

Programa

AULA 01 (07/08) – Introdução: os anos 1960 na história e na cultura dos EUA
Textos de discussão: “Periodizando os Anos 60”, Fredric Jameson
“Billenium”, J. G. Ballard (conto, 1962)

AULA 02 (14/08) – A mudança dos costumes como história de terror
Objeto de discussão: “O Bebê de Rosemary” (Rosemary´s Baby, filme de Roman Polansky, 1968)

AULA 03 (21/08) – O passado como utopia: refúgio nos anos 50
Objeto de discussão: “Ubik”, Philip K. Dick (romance, 1969)

AULA 04 (28/08) – Rumo aos anos 1970: o retrato de uma geração confusa
Objeto de discussão: “Maridos” (Husbands, filme de John Cassavetes, 1970)

Bibliografia:

BELGRAD, Daniel. The Culture of Spontaneity - Improvisation and the Arts in Postwar America. Chicago: The
University of Chicago Press. 1998
BERARDI, Franco. Depois do futuro. Trad. Regina Silva. São Paulo: Ubu, 2019.
DICK, Philip K. Ubik. Londres: Gollancz, 2004.
___________. Ubik. Trad. Ludimila Hashimoto. São Paulo: Aleph, 2009.
FITTING, Peter. "Ubik": The Deconstruction of Bourgeois SF”. Science Fiction Studies. Vol. 2. No. 1. The Science
Fiction of Philip K. Dick. (Mar., 1975). pp. 47-54.
FOSTER, Hal. O Retorno do Real – a vanguarda no final do século XX. Tradução de Célia Euvaldo. São Paulo: Ubu
Editora. 2017
JAMESON, Fredric. “Periodizando os Anos 60”. Tradução de César Brites e Maria Luiza Borges. In HOLANDA,
Heloísa Buarque de (organização). Pós-modernismo e Política. Rio de Janeiro: Editora Rocco. 1992. p. 81-126
_______________. “Reificação e utopia na cultura de massa”. In: As Marcas do Visível. Tradução de João Roberto
Martins Filho. Rio de Janeiro: Edições Graal LTDA. 1995. p. 9-35
_______________. “Pleasure: A Political Issue”. In: The Ideologies of Theory. London & New York: Verso, 2008.
JOUSSE, Thierry. John Cassavettes. Tradução de Nilton Goldman e Tati Moraes. Rio de Janeiro: Editora Nova
Fronteira. 1992
KAISER, Charles. 1968 in America: Music Politics, Chaos, Counterculture, and the Shaping of a Generation. Nova
Iorque: Grove Press, 2018.
MONACO, Paul. The Sixties: 1960-1969, History of the American Cinema Vol. 8. Nova Iorque: Charles Scribner´s
Sons. 2001
SELL, Mike. “The avant-garde of absorption: happenings, Fluxus, and the performance economies of the American

sixties”. Rethinking Marxism. Vol. 10. Nº 2 (Verão, 1998)
SOARES, Marcos César de Paula. “Cinema e Dramaturgia: a renascença de Hollywood dos anos 1960”.
Dramaturgia em Foco. 2018. Vol. 2. Nº 1. p. 45-63
______________________________. “Artes visuais, espaço urbano e processo social em Os Lança-chamas, de
Rachel Kushner”. FronteiraZ. Revista Do Programa De Estudos Pós-Graduados Em Literatura E Crítica Literária,
(30). 2023
SUVIN, Darko. "A ficção científica e o novum (1977)". Trad. Larissa Costa da Mata. Outra travessia, v. 2 n. 32.
2021.
WEXMAN, Virginia Wright. “The Rhetoric of Cinematic Improvisation”. In: Cinema Journal. Vol. 20. Nº 1. Special
Issue on Film Acting (Outono de 1980). University of Texas Press. p. 29-41
XAVIER, Ismail. “O mundo tem as caras que pode ter”. In: CEVASCO, Maria Elisa e OHATA, Milton (org.). Um
Crítico Na Periferia do Capitalismo: Reflexões sobre a obra de Roberto Schwarz. São Paulo: Companhia das
Letras. 2007. p. 212-225
ZINN, Howard. A People´s History of the United States. Nova Iorque: Harper Collins. 1990