Programa

Aula 1. Calvino pré-oulipiano e o Oulipo: trajetória inicial de Calvino; antecedentes de sua adesão ao grupo; apresentação do Colégio de Patafísica e dos fundamentos do Oulipo.

Aula 2. Calvino e o ingresso no Oulipo: contexto de participação; análise de textos e traços oulipianos em “O incêndio da casa abominável”, O castelo dos destinos cruzados e As cidades invisíveis.

Aula 3. A gênese de Se um viajante numa noite de inverno: estudo do romance e das restrições compositivas aplicadas; aspectos metalinguísticos e estruturais.

Aula 4. Calvino e Perec: os arquitetos do Oulipo: diálogo entre Calvino e Georges Perec; consolidação e legado do grupo Oulipo na literatura contemporânea.


Bibliografia

ARAGONA, Raffaelle. Italo Calvino – Percorsi potenziali. San Cesario di Lecce: Manni, 2008.
Calvino, Italo. Um general na biblioteca. Tradução de Rosa Freire d’Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
______. Assunto encerrado: discursos sobre literatura e sociedade. Tradução de Roberta Barni. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
______. As cidades invisíveis. Tradução de Diogo Mainardi. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
______. O castelo dos destinos cruzados. Tradução de Nilson Moulin. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
______. Se um viajante numa noite de inverno. Tradução de Ivo Barroso. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. COSTAGLIOLA D’ABELE, Michele. L’Oulipo e Italo Calvino. Berna: Peter Lang, 2014. DONNARUMMA, Giuseppe. Da lontano Calvino, la semiologia, lo strutturalismo. Palermo: Palumbo Editore, 2008.
FUX, Jacques. Literatura e matemática. Jorge Luis Borges, Georges Perec e o Oulipo. São Paulo: Perspectiva, 2017.
OULIPO. La littérature potentielle. Paris: Folio Essais, 1973.
______. Atlas de littérature potentielle. Paris: Folio Essais, 2007.
PEREC, Georges. La disparition. Paris: Denoel, 1969.
______. Les revenentes. Paris: Julliard, 1972.
______. O sumiço. Tradução de Zéfere. Belo Horizonte: Autêntica, 2015.
______. Que regressem. Tradução de Zéfere. Belo Horizonte: Autêntica, 2023.

Programa

Aula 1 - (12/04) Gênero e História Antiga, Gênero e Política na Roma Antiga
Nesta primeira aula, abordaremos questões introdutórias sobre a abordagem de gênero no campo da História Antiga, e discutiremos questões de gênero a partir do estudo da política e das leis da República e do Império Romano. Analisaremos tópicos do percurso historiográfico sobre a Teoria do Matriarcado e do Patriarcado, com objetivo de compreender o desenvolvimento do debate de gênero na História Antiga. Analisaremos também alguns documentos do contexto histórico romano com objetivo de discutir alguns conceitos políticos relacionados a esse contexto, como por exemplo, os conceitos de República, Pátria e Patriarcado.

Aula 2 - (14/04) A Arqueologia no estudo das mulheres da Britannia
Nesta aula, abordaremos questões próprias da Arqueologia, dando especial foco na cultura material para o estudo das mulheres da região da Britannia. Desde a Idade do Ferro as fontes arqueológicas vêm demonstrando o potencial de liderança e importância das mulheres da região que foi intitulada pelos romanos de Britannia. Sepultamentos da cultura Arras, estatuetas femininas religiosas e a cultura material mista romano-britã exaltam a consideração sobre a mulher desse tempo e lugar. Adiciona-se o fato da bravura dessas mulheres, como é o caso de Boudica, que liderou um exército contra os romanos durante o primeiro século depois de Cristo; além de epitáfios que demonstram uma Britannia subjugada, onde nativas se encontram casadas com cidadãos romanos, mesclando sua cultura com a do invasor. Não se pode negar que esse passado se volta para o presente, e que uma mulher como Boudica, por exemplo, que fez parte dos auspícios do início da formação do povo Britânico, se transformou em inspiração para mulheres de poder, como Elizabeth I e Vitória e, que, atualmente, se mostra como um ícone de luta para as feministas.

Aula 3 - (19/04) Masculinidade no Império Romano: historiografia e estudo de caso a partir do Satyricon, de Petrônio
Nesta aula, abordaremos inicialmente as questões historiográficas centrais no estudo da masculinidade no Império Romano. Procurando descentralizar a figura do uir, categoria masculina tida como paradigmática pela historiografia, exploraremos como o Satyricon de Petrônio, documento literário do século I d.C., faz da masculinidade de suas personagens objeto de sátira.

Aula 4 - (21/04) Gênero e Sexualidade feminina no Mediterrêneo Antigo
Nesta aula abordaremos como as polis helênicas e helenizadas em torno do mar mediterrâneo concebiam, representavam e lidavam com as mulheres e a sexualidade feminina no período clássico. A partir das fontes documentais veremos como os mecanismos de controle estabelecidos pelos conjuntos sócio-políticos poderiam indicar a elaboração da dinâmica social de cortesãs, prostitutas e mulheres cidadãs solteiras e casadas.

Aula 5 - (26/04) Gênero, Feminismos e Masculinidade no Egito Antigo
Nesta aula vamos apresentar os principais debates dos estudos de gênero através das fontes egípcias. Vamos discutir como os egiptólogos incorporaram as discussões feministas e sobre a masculinidade e como estes temas têm sido revisitados na última década.

Aula 6 - (28/04) O masculino na construção do Estado-nação
Nesta aula abordaremos a categoria de Estado-nação desde a antropogeografia ratzeliana entendendo assim a origem da Geografia Política contemporânea, suscitando uma discussão crítica entre as/os estudantes sobre a própria construção do Estado, entendendo este como um produto espacial e politicamente masculino e masculinizado, colocando suas relações, internas e externas, sob esta lógica. Discutiremos sucintamente, a partir dos instrumentos da Geopolítica, tópicos como o processo colonizador e embranquecedor nas Américas, a falsa democracia racial e de gênero, e exploraremos questões sobre guerra e gênero.


BIBLIOGRAFIA:

ALDHOUSE-GREEN, M. 2004. An Archaeology of images: iconology and cosmology in Iron Age and Roman Empire. Londres e Nova York: Routledge.

ALLASON-JONES, L. 2005. Women in Roman Britain. York: Council for British Archaeology.

BARRETO, Juanita. 2001. “La apropiación de los cuerpos de las mujeres, una estrategia de guerra” In: En otras palabras. Grupo Mujer y Sociedad. Bogotá, Universidad Nacional de Colombia. Núm. 9, p. 86-100.

BÉLO, T. P. 2017. Boudica desbravando o tempo. In: Revista de estudos filosóficos e históricos da Antiguidade. n. 30. Disponível em: http://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/cpa/article/view/2686, ISSN: 2177-5850.

______. 2017. A Britannia e suas mulheres. In: Revista de Arqueologia (Sociedade de Arqueologia Brasileira), dossiê: Arqueologia e crítica feminista, v. 30, n. 2, pp. 176 – 192. Disponível em: http://revista.sabnet.com.br/revista/index.php/SAB/article/view/552/489.

______. 2018. Os estudos de gênero na Arqueologia. In: Camargo, V. R. T. & Funari, P. P. A. (orgs.). Divulgando o patrimônio arqueológico. Rio de Janeiro: Bonecker. Disponível em: file:///Users/taispagotobelo/Downloads/Livro%20Divulgando%20o%20Patrimonio%20Arqueologico%20(1).pdf; https://www.academia.edu/36888468/Os_estudos_de_ge_nero_na_Arqueologia.

______. 2020. Boudica and the female facets over time: nationalism, feminism, power and the collective memory. Embu das Artes: Alexa Cultural e Editora da Universidade Federal do Amazonas.

BLONDELL, R., and K. Ormand, eds. 2015. Ancient Sex: New Essays. Columbus.

BOEHRINGER S.; CUCHET. V.S. (dir.). 2011. Hommes et femmes dans l’Antiquité. Le genre: méthodes et documents, Armand Colin, Paris.

BRUCHAC, M. 2014. Decolonization in Archaeological Theory. In Smith, C. (Ed.), Encyclopedia of Global Archaeology, 2069-2077.

BUDIN, S. L. 2015. “Fertility and gender in the Ancient Near East”, in M. Masterson, N. S.Rabinowitz, J. Robson (eds), Sex in Antiquity: Exploring Gender and Sexuality in the Ancient World, London: Routledge, p. 30-49.

CALAME, Claude. 2013. Eros na Grécia Antiga. São Paulo: Editora Perspectiva.

CUCHET. Violaine Sebillotte. 2014. O que o gênero faz na Antiguidade Grega (séculos V e IV a.C). In: Imagem, Gênero e Espaço: Representações da Antiguidade. Niteroi: Editora Alternativa.

DOVER, Kenneth J. 2003. A homossexualidade na Grécia antiga. São Paulo: Nova Alexandria,.

DIPLA, A. 2006. Eros the mediator: Persuasion and seduction in pursuit, courting and wedding scenes. Mediterranean Archaeology and Archaeometry, Vol. 6, No 2. pp. 21-37.

ENLOE, Cynthia. 2014. “Nationalism and Masculinity: The Nationalist story is not over—and it is not a simple story” In: ENLOE, Cynthia. Bananas, beaches and bases. Making Feminist Sense of International Politics. Berkley, University of California. Segunda edição, p. 83-124.

FOXHALL, L.; SALMON, J. (Eds.). 1998. When Men Were Men: Masculinity, Power and Identity in Classical Antiquity. London and New York: Routledge.

______. 1998. Thinking Men: Masculinity and its Self-Representation in the Classical Tradition. London and New York: Routledge.

GEORGOUDI, S. 1990. “Bachofen, o matriarcado e a antiguidade: reflexões sobre a criação de um mito” in G. Duby, M. Perrot (org.) História das mulheres no Ocidente (v.1), Trad. M. H. C. Coelho, I. M. Vaquinhas, L. Ventura e G. Mota. Porto: Edições Afrontamento, p. 569-589.

GILLESPIE, C. C. 2018. Boudica: warrior woman of Roman Britain. New York: Oxford University Press.

GIMBUTAS, M. 1999.The Living Goddesses. Berkeley: University of California Press.

GUARINELLO, N. L. 2013. História Antiga. São Paulo: Editora Contexto.

__________. 2003. “Uma Morfologia da História: As Formas da História Antiga”, Politeia 1, v. 3, 41-61.

GRAVES-BROWN, C. & COONEY, K. 2008. Sex and gender in ancient Egypt: 'don your wig for a joyful hour', Swansea: Oakville, CT, Classical Press of Wales ; Distributor in the U.S.A., The David Brown Book Co.

HALPERIN, D.M., .J. Winkler, and F.I. Zeitlin, eds. 1990. Before Sexuality: The Construction of Erotic Experience in the Ancient Greek World. Princeton.

HINGLEY, R. & UNWIN, C. 2005. Boudica: Iron Age warrior queen. London: Hambledon Continuum.

HUBBARD, Thomas K. (org). 2014. A Companion to Greek and Roman Sexuality. Oxford: Wiley Blackwell publishing.

KOLOSKI-OSTROW, Ann Olga; LYONS, Claire L. 1997. Naked Truths: Women, Sexuality and Gender in Classical Art and Archaeology. London: Routledge.

MARCHESE, Giulia. 2019. Del cuerpo en el território al cuerpo-territorio: elementos para una genealogía feminista latinoamericana de la crítica a la violencia. Entre Diversidades. Revista de ciencias sociais e humanidades, n. 19,. Disponível em: http://entrediversidades.unach.mx/index.php/entrediversidades/article/v…. Acesso em: 14 out. 2020. DOI: https://doi.org/10.31644/ED.V6.N2.2019.A01

MCCLINTOCK, Anne. 2010. “Adeus ao nacionalismo futuro”. Nacionalismo, gênero e raça. In: MCCLINTOCK, Anne. Couro imperial. Raça, gênero e sexualidade no embate colonial. Trad. Plínio Dentzien. Campinas, Editora da Unicamp.

MORAES, A. C. (org.). 1990. Ratzel. Serie Geografia. São Paulo: Editora Ática.

PARKINSON, R. 2011. Gabando-se de sua virilidade. Construções da masculinidade no Médio Império. MÉTIS: história & cultura, v. 10, n. 20, p. 35-68.

PEIXOTO, P. V. S. 2014. Do natural ao humano: traçando alguns panoramas da Idade do Ferro no Norte Bretão. In: Plêtos, 4, 1.

PINTO, R. 2011. Duas rainhas, um príncipe e um eunuco: gênero, sexualidade e as ideologias do masculino e do feminino nos estudos sobre a Bretanha Romana. Programa de pós-graduação do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas. Departamento de História, área de concentração em História Cultural. Campinas: [Tese de doutorado]

PUAR, Jasbir. 2017. Terrorist Assemblages: Homonationalism in Queer Times. Ed. Duke University Press.

RICHLIN, A. 1992. The Garden of Priapus: Sexuality and Aggression in Roman Humor. Revised Edition. New York and Oxford: Oxford University Press.

___________. 1992. Pornography and Representation in Greece and Rome. New York, Oxford: Oxford University Press.

ROBINS, G. 1993. Women in ancient Egypt. London, British Museum Press.

SANTOS, J. M. 2018. Eros no oîkos: Relações de gênero e representações da espacialidade e da sexualidade feminina em Atenas do V século a.C. IHT-UFF, Niterói:[tese de doutorado].

SWEENEY, D. 2011. Sex and Gender. UCLA Encyclopedia of Egyptology.

VALENCIA, Sayak. 2010. “Necropolítica”. In: Capitalismo gore. Espanha: Melusina,. p. 139-172.

WALTERS, J. 1997. Invading the Roman Body: Manliness and Impenetrability in Roman Thought. In: HALLET, J. P.; SKINNER, M. B. (Eds). Roman Sexualities. Princeton, New Jersey: Princeton University Press.

WEBSTER, J. 1978. Boudica: the British revolt against Rome AD 60, London.

WILLIAMS, C. 2010. Roman Homosexuality. 2nd Edition. New York and Oxford: Oxford University Press.

Programa

PROGRAMA
1. Estética
a. Arte e História
b. Pornografia e Erótica

2. Epistemologia e Etica
a. Representação Pornográfica

3. Capitalismo
a. Trabalho Imaterial
b. Pornopoder
c. Pornotopias

O curso abordará temas do que chamaremos de pornosofia, isto é, dos cruzamentos dos universos semióticos da pornografia (literária, audiovisual, imagética) e da filosofia, entendendo essa última como uma caixa de ferramenta que através dos autores, e aqui teremos enfase nos pós-estruturalistas, pode-se fazer rizoma e abordar temas múltiplos. A categoria de pornografia que será trabalhada é pensada como um conceito plástico, de que não possui fundo ontológico
que determine sua verdade, se não pelos jogos de poder, pela contextualização na qual está imbricada e por qual plataforma de disseminação e produção está submetida, ou seja, ela não será entendida apenas como sexo explícito ou conjunto de imagens cujo fim é a masturbação compulsória, mas com o que ela pode oferecer de discussões, enunciações e conteúdo, como sua discussão sobre o que é arte, sobre trabalho no capitalismo contemporaneo, etc
A primeira aula foi colocada como “estética”, visto que serão abordados debates e discussões sobre a relação entre arte e pornografia: se pornografia pode ser arte, ou, se não pode, quais são as pressuposições; assim como será necessário fazer uma breve genealogia da pornografia, abordando como surgiu tal categorização, e como, por onde e porque se modificou. Por fim, o debate entre arte (pintura, escultura, literatura, cinema) erótica e pornográfica, dos motivos e das nuancias e sutilezas que foram necessárias, e são utilizadas para fins mercadológicos e de marginalização, para produzir essas categorizações.
Em seguida, na aula nomeada de epistemologia e ética, adentraremos sobre as semiologias que os diversos fluxos pornográficos suscitam no pensar sua representação, a partir das chaves de processos de subjetivação, produção e escorrimento de desejo, assim como a incitação ao prazer, sua fabricação corporal dos generos e de um local poderoso de manuseio dos afetos virtuais e cibernéticos.
E por último, o conceito de pornografia estará ligado com a indústria pornográfica hegemonica, responsável pela circulação de capital e afeto, pensando como autores que falam sobre um capitalismo tardio, cujo trabalho é o imaterial, em resumo, afetos, cognoção, etc. A concepção de outra maneira de produção origina, então, o que Preciado chamou de “pornopoder”, e como esse controla os corpos e seus desejos em seu benefício, assim como a existencia de “pornotopias”, conceito que o mesmo autor usa para pensar locais ciber- arquitetonicos, que estabelecem relações singulares entre espaço, sexualidade, prazer e tecnologia.

METODOLOGIA
Apresentação das diferentes perspectivas através da exposição das argumentações e diálogo acerca dos temas, como forma de troca e compreensão. Isso se realizará por meio da leitura de textos selecionados da autora em questão. Dúvidas serão trabalhadas ao final do percurso da exposição, por meio da abertura de uma conversa sobre os temas da aula.

BIBLIOGRAFIA
HUNT, L. A invenção da pornografía: Obscenidade e as orgiens da modernidade 1500-1800, Hedra, 1999;
MAES, H. Pornographic Art and the Aesthetics of Pornography, Palgrave Macmillan, UK, 2013;
PRECIADO, P.B. Pornotopia: PLAYBOY e a invenção da sexualidade multimídia, Editora n-1, 2020;
_____________. Testojunkie: Sexo, drogas e biopolítica na era farmacopornográfica, Editora n-1, São Paulo, 2018;
WILLIAMS, L. Porn Studies, Duke University Press, London, 2004;

Programa

Aula 1 – Devolver o colonial ao seu lugar: historicidade das sociedades africanas e a historiografia sobre o colonialismo
a) Introdução: o colonialismo na África;
b) O debate sobre as resistências e iniciativas africanas ao domínio colonial europeu,
c) As críticas ao binário colonial.

Aula 2 – Saint-Louis do Senegal e suas gentes
a) A população de Saint-Louis nas décadas de 1850 e 1860;
b) Conexões e itinerâncias no vale do rio Senegal;
c) Estruturas políticas africanas e poder colonial francês.
d) Intermediários locais: intérpretes, soldados, marujos e comerciantes.

Aula 3 – Expedição francesa a Segu (1863-1866)
a) Os homens da expedição e seu trabalho;
b) Intermediários ocasionais ao longo da viagem;
c) Negociação e tratado entre os franceses e o “Império Tukulor”
d) As viagens de Sidy e Bakary Guëye

Aula 4 – A Escola dos Reféns e a formação de intermediários
a) Escolas e alunos em Saint-Louis
b) A Escola dos Reféns: filhos de chefes, intérpretes e a “causa francesa”
c) A Escola dos Reféns de Kayes

Aula 5 – “Decolonizações”: debate a partir do documentário
• Série documental: Decolonizações. Dir. Karim Miské e Marc Ball. Autores: Karim Miské, Pierre Singarabélou e Marc Ball. Narração: Reda Kateb. Produção: ARTE France, Program33, AT Production, RTBF, RTS Sénégal. (3 episódios)

Referências bibliográficas

AUSTEN, Ralph A. Colonialism from the Middle: African Clerks as Historical Actors and Discursive Subjects. History in Africa, v. 38, p. 21-33, 2011.
BARRY, Boubacar. Senegambia and the Atlantic slave trade. Trad. Ayi Kwei Armah. Cambridge: Cambridge University Press, 1998.
BOAHEN, A. A. (Ed.). História geral da África: África sob dominação colonial (1880-1935). Brasília: UNESCO, 2010.
BOUCHE, Denise. L’école française et les Musulmans au Sénégal de 1850 à 1920. Revue française d’histoire d’outre-mer, v. 61, n. 223, p. 218-235.
BRUNSCHWIG, Henri. Interprètes indigènes pendant la période d’expansion française en Afrique Noire (1871-1914). Proceedings of the Meeting of the French Colonial Historical Society, v. 2, p. 1-15, 1977.
COOPER, Frederick. Conflito e conexão: repensando a História Colonial da África. Anos 90 (Porto Alegre), v. 15, n. 27, p. 21-73, jul. 2008.
DULUCQ, Sophie; COQUERY-VIDROVITCH, Catherine; FREMIGACCI, Jean; SIBEUD, Emmanuelle; TRIAUD, Jean-Louis. L’écriture de l’histoire de la colonisation en France depuis 1960. Afrique & Histoire, v. 6, n. 2, p. 235-276, 2006.
FARIAS, Juliana Barreto. “Não há cativo que não queira ser livre!”: Significados da escravidão e da liberdade entre marinheiros do Senegal, século XIX. Varia Historia (Belo Horizonte), v. 36, n. 71, p. 395-431, mai/ago 2020.
GEBARA, Alexsander. Agências e interações entre africanos e europeus nas expedições britânicas ao rio Níger (1825-1854): os casos de William “Abubakr” Pasco e “Alihéli”. Topoi (Rio de Janeiro), v. 20, n. 40, p. 204-228, abr. 2019.
HERNANDEZ, Leila Leite. A África na sala de aula: visita à história contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005.
HERNANDEZ, Leila Leite; MARCUSSI, Alexandre Almeida. Ideias e práticas em trânsito – poderes e resistências em África (século XIX-XX). São Paulo: Intermeios, 2020.
HOBSBAWM, Eric J. A história de baixo pra cima. In: HOBSBAWM, Eric J. Sobre história. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
LEFEBVRE, Camille; OUALDI, M’hamed. Remmettre le colonial à sa place : Histoires enchevêtrées des débuts de la colonisation en Afrique de l’Ouest et au Maghreb. Annales. Histoire, Sciences Sociales, v. 72, n. 4, p. 937-943, 2017.
MAGE, Eugène-Abdon. Voyage dans le Soudan occidental (Sénégambie-Niger). Paris: Hachette, 1868.
M’BAYO, Tamba. Muslim Interpreters in Colonial Senegal, 1850-1920: mediations of knowledge and power in the lower and middle Senegal River Valley. Lanham: Lexington Books, 2016.
M’BOKOLO, Elikia. África Negra: história e civilizações. Tomo II (Do século XIX aos nossos dias). Trad. Manuel Resende. Salvador/São Paulo: EDUFBA/Casa das Áfricas, 2011.
METCALF, Alida. Os papéis dos intermediários na colonização do Brasil: 1500-1600. Campinas: Editora da Unicamp, 2019.
MOPOHO, Raymond. Statut de l’interprète dans l’administration coloniale en Afrique francophone. Meta: Journal des traducteurs, v. 46, n. 3, p. 615-626, 2001.
MOTA, Thiago Henrique. História Atlântica da islamização na África Ocidental: Senegâmbia, séculos XVI e XVII. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal de Minas Gerais, 2018, 373 f.
MUDIMBE, V. Y. A invenção da África: gnose, filosofia e a ordem do conhecimento. Tradução: Ana Medeiros. Luanda: Edições Mulemba; Lisboa: Edições Pedago, 2013.
N’DIAYE, Bandiougou. L’école française et l’expansion coloniale au Sénégal (1817-1903). Mémoire (Maitrise en Histoire) – Université de Dakar, Dakar, 1983.
PRATT, Mary Louise. Os olhos do império: relatos de viagem e transculturação. Bauru: EDUSC, 1999.
REGINALDO, Lucilene; FERREIRA, Roquinaldo. África, margens e oceanos – perspectivas de história social. Campinas: Editora da Unicamp, 2021.
ROBINSON, David. Paths of Accommodation: Muslim societies and French colonial authorities in Senegal and Mauritania, 1880-1920. Athens: Ohio University Press, 2000.
SAINT-MARTIN, Yves. Le Sénégal sous le Second Empire : Naissance d’un empire colonial (1850-1871). Paris : Karthala, 1989.
______. “Je vous écris de Ségou” : Lettres d’Eugène-Abdon Mage. Revue française d’histoire d’outre-mer, v. 79, n. 294, p. 5-51, 1992.
TROUILLOT, Michel-Rolph. Silenciando o passado: poder e a produção da história. Tradução: Sebastião Nascimento. Curitiba: huya, 2016.
VAN DEN AVENNE, Cécile. De la bouche même des indigènes : échanges linguistiques en Afrique coloniale. Paris: Vendémiaire, 2017.

Programa

Encontro 1: Letramentos digitais e revisões educacionais no pós-pandemia

Parte teórica:
- Discutir as visões de letramento digital, letramentos digitais e multiletramentos.

Parte prática:
- Criar uma conta na plataforma CGScholar;
- Entrar na comunidade do curso na plataforma;
- Iniciar o rascunho de um texto.

Leituras sugeridas:
COPE, Bill, KALANTZIS, Mary. Big Data Comes to School: Implications for Learning, Assessment, and Research. AERA Open, 2016. doi:10.1177/2332858416641907
GRUPO NOVA LONDRES. Uma Pedagogia dos Multiletramentos: Projetando Futuros Sociais. Revista Linguagem em Foco, v.13, n.2, p. 101-145, 2021. Disponível em:
https://revistas.uece.br/index.php/linguagemem- foco/article/view/5578.
KNOBEL, Michele; KALMAN, Judy. Teacher learning, digital technologies and new literacies. In: KNOBEL, Michele; KALMAN, Judy. New literacies and teacher learning professional development
and the digital turn. New York, Peter Lang, 2016.
MONTE MÓR, Walkyria. Sociedade da escrita e sociedade digital: línguas e linguagens em revisão. In: MONTE MÓR, Walkyria; TAKARI, Nara Hiroko (Orgs.) Construções de sentido e letramento digital crítico na área de línguas/linguagens. Campinas, SP: Pontes Editores, 2017.

Encontro 2: Multiletramentos e novas aprendizagens: como educar na cultura digital?

Parte teórica:
- Discutir propostas de novas aprendizagens, com base nos letramentos digitais;

Parte prática:
- Finalizar a escrita do rascunho e publicar o texto da comunidade do curso;
- Ler e comentar dois textos publicados na comunidade do curso.

Leituras sugeridas:
KALANTZIS, Mary; COPE, Bill; PINHEIRO, Petrilson. Letramentos. Campinas: Editora da Unicamp, 2020.

Encontro 3: Multiletramentos e novas formas de avaliar: como educar na cultura digital?

Parte teórica:
- Abordar algumas possibilidades de avaliação dos letramentos por meio de tecnologia digital;
- Discutir de que forma a mudança na forma de avaliar pode mudar as formas de ensinar e aprender;
- Analisar a ferramenta de inteligência artificial da plataforma usada no curso, e refletir como ela pode proporcionar uma nova forma de avaliar.

Parte prática:
- Ler e comentar dois textos publicados na comunidade do curso;
- Verificar na ferramenta de análise de aprendizagem da plataforma (Analytics), se atendeu aos requisitos de participação no curso.

Leituras sugeridas:
KALANTZIS, Mary; COPE, Bill; PINHEIRO, Petrilson. Letramentos. Campinas: Editora da Unicamp, 2020.

Programa

Aula 1: Apresentação geral da fenomenologia de Husserl. O estudo eidético da consciência. Método estático e método genético. A
presentificação e o tema dos devaneios

Aula 2: O devanear como um tipo de experiência. Formas de acesso aos devaneios. Os componentes estáticos e os padrões
dinâmicos do devanear em ato.

Aula 3: Resultados da exploração dos devaneios (padrões de temporalização; a intuitividade fundante do pensar conceitual).
Âmbitos de estudo a explorar (sonhos, patologias). Esboço de estudo sobre a situação existencial contemporânea da capacidade
devaneante.

Bibliografia básica

Sacrini. M. Fenomenologia dos devaneios. São Paulo: Edusp, 2023.

Programa

O curso de língua e cultura galegas no nível básico abrange as 4 grandes destrezas clássicas (expressão oral e escrita, compreensão oral e escrita), também a interação comunicativa, a dimensão pragmática-cultural e a dimensão metafórica (o mundo simbólico, o imaginário dos jogos de palavras, etc.):


Tópico 1: O alfabeto. Letras e sons. Vogais abertas e pechadas. Prosódia e pronúncia do galego.
Tópico 2: Apresentação breve e simples da família e de outras pessoas, das condições de vida ou de trabalho, das atividades diárias, costumes, gostos e preferências, objetos e possessões.
Tópico 3: Cartas, catálogos, prospectos, menus de restaurantes, listas, horários, anúncios publicitários e artigos breves de carácter informativo.
Tópico 4: Informação e instruções de âmbitos como a hotelaria, a sanidade e a vida académica; identificação pessoal e professional.
Tópico 5: Interpretação eficaz do discurso para poder se enfrentar a necessidades concretas.
Tópico 6: Música, cinema, seriais e televisão de Galícia. O galego nas plataformas digitais.
Tópico 7: Numerais. O grupo nominal. O artigo. Os demonstrativos. Os possesivos. Os pronomes pessoais. Colocação dos pronomes átonos. Contrações. Comparações. Presente dos verbos. Relatar em passado. Imperativo afirmativo e negativo. Gerúndio. Particípio. Perífrases verbais simples.
Tópico 8: Expressar opiniões, sentimentos, desejos e preferencias; fazer sugestões.
Saber (dimensão pragmática, intercultural e sociolinguística):
Tópico 9: Mitologia, tradições, símbolos, festividades e principais escritores galegos. Emigração, diáspora e relação Galícia-Brasil hoje.
Tópico 10: Bilinguismo e diglossia, normalização e normativização. A construção da norma padrão.


Bibliografia:
Barreiro Fernandez, Xosé Ramón. 2007. Os símbolos de Galicia. Consello Cultura Galega.
Bermúdez, Ana; Colmenero, Antonio. 1999. Prácticas de lingua. Edicións do Cumio.
Callón, Carlos. 2012. Como falar e escribir en galego con corrección e fluidez. Xerais.
Chamorro, Margarita; da Silva, Ivonete; Núñez, Xaquín, 2008. Aula de Galego 1. Xunta de Galicia.
https://www.lingua.gal/c/document_library/get_file?file_path=/portal-li…
Corbacho Quintela, Antón. 2009. A aculturação e os galegos do Brasil: o vazio galeguista. Tese de doutorado. Universidade Santiago de Compostela.
Cuba, Xohán R.; Reigosa, Antonio; Miranda, Xosé. 2007. Dicionario dos seres míticos galegos. Xerais.
Mariño Paz, Ramón. 1998. Historia da lingua galega. Sotelo Blanco Edicións
Martínez Vilanova, Fernando. 1998. A pintura galega (1850- 1950). Xerais.

Programa

Aula 1 – A trajetória de Antonio Candido e sua atitude política
Leituras recomendadas: “Como e por que sou crítico” e as entrevistas “Antonio Candido: a militância por dever de consciência”, “O socialismo é uma doutrina triunfante” e “Socialistas, comunistas e democracia no pós-guerra”.


Aula 2 – Antonio Candido sociólogo
Leitura recomendada: Os parceiros do Rio Bonito (“Prefácio” e “Introdução”).


Aula 3: Antonio Candido crítico literário I
Leitura recomendada: "Dialética da malandragem”.


Aula 4: Antonio Candido crítico literário II
Leitura recomendada: "De cortiço a cortiço”.

Bibliografia básica:


CANDIDO, Antonio. Como e por que sou crítico [2016]. In: FONSECA, Maria Augusta e SCHWARZ, Roberto (Org.). Antonio Candido: 100 Anos. São Paulo: Editora 34, 2018. p. 481-486
______. De cortiço a cortiço. In: ______. O discurso e a cidade. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2010. p. 107-132.
______. Dialética da malandragem. In: ______. O discurso e a cidade. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2010. p. 17-47.
______. Antonio Candido: a militância por dever de consciência. Entrevista a Eugênio Bucci e Eder Sader. Teoria e Debate, n. 2, São Paulo. Disponível em: https://teoriaedebate.org.br/1988/03/01/a-militancia-por-dever-de-consc…. Acesso em: 25 mai. 2020.
______. Prefácio e Introdução. In: ______. Os parceiros do Rio Bonito: estudo sobre o caipira paulista e as transformações dos seus meios de vida. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2010. p. 11-40.
______. O socialismo é uma doutrina triunfante. Entrevista a Joana Tavares. Brasil de Fato, n. 435, São Paulo, 12 jul. 2011. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2017/05/12/morre-o-critico-e-sociologo-…. Acesso em: 25 mai. 2020.
______. Socialistas, comunistas e democracia no pós-guerra. Entrevista a José Pedro Renzi. Estudos de Sociologia, v. 11, n. 20, p. 7-21, Araraquara, 2006. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/estudos/article/viewFile/101/96. Acesso em 10 fev. 2020.

Bibliografia complementar:


AGUIAR, Flávio (Org.). Antonio Candido: pensamento e militância. São Paulo: Fundação Perseu Abramo; Humanitas, 1999.
ALMEIDA, Manuel Antonio de. Memórias de um Sargento de Milícias. Fixação de texto Mamede Mustafa Jarouche. São Paulo: Ateliê, 2000.
AZEVEDO, Aluísio. O Cortiço. São Paulo: Penguin & Companhia das Letras, 2016.
CANDIDO, Antonio. Crítica e sociologia. In: Literatura e Sociedade. 9ª Ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006. p. 13-26.
D’INCAO, Maria Angela; SCARABÔTOLO, Eloísa Faria (Org.). Dentro do texto, dentro da vida: ensaios sobre Antonio Candido. São Paulo: Companhia das Letras; Instituto Moreira Salles, 1992.
FONSECA, Maria Augusta; SCHWARZ, Roberto (Org.). Antonio Candido: 100 Anos. São Paulo: Editora 34, 2018.
JACKSON, Luiz Carlos. A tradição esquecida: Os parceiros do Rio Bonito e a sociologia de Antonio Candido. Belo Horizonte: Ed. UFMG; São Paulo: Fapesp, 2002.
LAFER, Celso (Org.). Esboço de figura: homenagem a Antonio Candido. São Paulo: Duas Cidades, 1979.
SCHWARZ, Roberto. Os sete fôlegos de um livro. In: Sequências brasileiras: ensaios. 2ª Edição. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. p. 46-58.
______. Pressupostos, salvo engano, da Dialética da Malandragem. In: Que Horas São? São Paulo: Companhia das Letras, 1989. p. 129-155.
______. Sobre Antonio Candido. In: Seja Como For – Entrevistas, Retratos e Documentos. São Paulo: Duas Cidades, 2019. p. 264-269.

Programa

1. Aula 01: Apresentação de Anna Kariênina - parte I: contextualização da obra-prima de Liev Tolstói.
2. Aula 02: Apresentação de Anna Kariênina – parte II: a estrutura da obra.
3. Aula 03: A Questão Feminina na Rússia (século XIX): contextualização.
4. Aula 04: Análise da personagem Anna.

Referência bibliográfica:

TOLSTÓI, Liev. Anna Kariênina. Tradução: Rubens Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.

FONSECA FILHO, Odomiro Barreiro. Niilismo: estrada para a emancipação. O destino literário das personagens femininas russas na época das grandes reformas (1855-1866). 2017. Tese (Doutorado) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017.
MANDELKER, Amy. Framing Anna Karenina: Tolstoy, Women Question, & Victorian novel. Ohio State University, 1993. Disponível em: https://ohiostatepress.org/books/Complete%20PDFs/Mandelker%20Framing/Ma….
SCHEPKINA, Ekaterina. História da personalidade feminina na Rússia. Trad. Érika Batista. 1ª ed. São Paulo: Feminas, 2021.

Programa

Aula 1 - Apresentação do programa: o que são os saberes psi? o que as ciências sociais podem oferecer para o campo da “saúde mental”?
Aula 2 - Breve histórico da psiquiatria, dos asilos às neurociências: reconfigurações da relação entre o “patológico” e o “normal”
Aula 3 - A questão dos psicofármacos: a medicalização e a medicamentalização dos fenômenos sociais
Aula 4 - Psicologia, ontem e hoje: a terapia pode resolver problemas sociais?
Aula 5 - Psicanálise para além da clínica: uma possível aliada nos movimentos emancipatórios?
Aula 6 - Os usos neoliberais dos saberes psi e suas consequências sociais e políticas
Aula 7 - Sofrimento social: remetendo aos contextos e às estruturas sociais dos sofrimentos
Aula 8 - A sociogênese de Frantz Fanon e os marcadores sociais da diferença: raça, gênero e classe

Referências Bibliográficas


AGUIAR, Adriano Amaral de. A psiquiatria no divã: entre as ciências da vida e a medicalização da existência. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 2004.
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