Programa

1. Distinção entre Memórias, Diários, Autobiografia e Autoficção
2. Abordagens histórica e filosófica da escrita de si
3. Exercícios de análise: Memórias de mulheres
4. Exercícios de análise: Diários de mulheres

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

ANDRADE, Maria Julieta Drummond de Andrade. Diário de uma garota. Rio de Janeiro: Record, 1985.

BALLOUSSIER, Anna Virginia. Talvez ela não precise de mim: diários de uma mãe em quarentena. São Paulo: Todavia, 2020.

BARROS, Maria Paes de Barros. No tempo de dantes. São Paulo: Paz e Terra, 1998.

BOSI, Ecléa. Memória e sociedade: lembrança de velhos. 2ª. edição. São Paulo: T. A. Queiroz Editora da Universidade de São Paulo, 1987.

BRASIL, Cecília de Assis. Diário de Cecília de Assis Brasil. Organização: Carlos Reverbel. Porto Alegre: L&PM, 1983.

CASTRO, Maria Eugenia Torres Ribeiro de Castro. Reminiscências. Rio de Janeiro: Cátedra, 1975.

FERRAZ, Floriza Barboza. Páginas de recordações. São Paulo: chão Editora, 2020.

FERREIRA, Preta. Minha carne: diário de uma prisão. São Paulo: Boitempo, 2020.

FOUCAULT, Michel. “A escrita de si”. In: Ditos e escritos: ética, sexualidade, política. Organização e seleção: Manoel Barros de Motta. Tradução: Elisa Monteiro, Inês Autran Dourado Barbosa. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006.

JESUS, Carolina Maria de. Casa de alvenaria, Volume 1: Osasco. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.

KEHL, Eunice Penna. Diários, 1935-1936. São Paulo: Chão Editora, 2022.

LACERDA, Brazilia Oliveira de. Dias ensolarados no Paraizo. São Paulo: Chão Editora, 2020.

LEJEUNE, Philippe. O pacto autobiográfico. Organização: Jovita Maria Gerheim Noronha. Tradução: Jovita Maria Gerheim Noronha, Maria Inês Coimbra Guedes. 2ª edição. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014.

MAGALHÃES, Bernardina Botelho de. O diário de Bernardina: da Monarquia à República, pela filha de Benjamin Constant. Organização, introdução e notas: Celso Castro e Lemos, Renato. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009.

MIGNOT, Ana Crystina Venancio, BASTOS, Maria Helena Camara e CUNHA, Maria Teresa Santos (Organizadoras). Refúgios do eu: educação, história, escrita autobiográfica. Florianópolis: Mulheres, 2000.

MORLEY, Helena. Minha vida de menina. 1ª edição. São Paulo: Companhia de Bolso, 2016.

SILVEIRA, Helena. Paisagem e memória. Rio de Janeiro: Paz e Terra; São Paulo: Secretaria Municipal de Cultura, 1983.


SILVEIRA, Maria Isabel. Isabel quis Valdomiro. São Paulo: Francisco Alves, 1962.

Programa

Aula 1: A distensão de Geisel e a descompressão do sistema político nos anos 1970.
Aula 2: A oposição à ditadura na transição: entre o frentismo democrático em torno do MDB e a reforma partidária de 1979.
Aula 3: O pluripartidarismo dos anos 1980, as Diretas-Já e a gênese da Nova República.


Referência bibliográfica:
ALVES, Maria Helena Moreira. Estado e oposição no Brasil (1964-1984). Bauru: Edusc, 2005.
TELES, Edson; SAFATLE, Vladimir (org.). O que resta da ditadura: a exceção brasileira. São Paulo: Boitempo, 2010.
BARROS, Celso Rocha de. PT, uma história. São Paulo, Companhia das Letras, 2022.
CODATO, Adriano Nervo. Uma história política da transição brasileira: da ditadura militar à democracia. Revista de Sociologia e Política, Curitiba, n. 25, p. 83-106, nov. 2005.
FICO, Carlos. Ditadura militar brasileira: aproximações teóricas e historiográficas. Revista Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 9, ed. 20, p. 5-74, 2017.
MATHIAS, Suzeley Kalil. Distensão no Brasil: o projeto militar (1973-1979). Campinas: Papirus, 1995.
MOTTA, Rodrigo Patto Sá. Passados presentes: o golpe de 1964 e a ditadura militar. São Paulo: Zahar, 2021.
NAPOLITANO, Marcos. 1964: História do Regime Militar Brasileiro. São Paulo: Contexto, 2014.
NOBRE, Marcos. Imobilismo em movimento: da abertura democrática ao governo Dilma. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
PINHEIRO, Milton (org.). Ditadura: o que resta da transição. São Paulo: Boitempo, 2014.
SECCO, Lincoln. História do PT (1978-2010). Cotia: Ateliê Editorial, 2011.

Programa

6 encontros / 2 horas por encontro.

Aula 1. Introdução (Segunda-feira, 09/08)
1. Apresentação do curso
2. Apresentação das fontes bibliográficas
3. Introdução a conceitos de análise

Aula 2. Etiologismo (quinta-feira, 12/08)
1. Cosmogonias (Barbosa Rodrigues)
2. Contos Etiológicos (Betty Mindlin)
3. Leitura e discussão de narrativas

Aula 3. O Jabuti, o trapaceiro (segunda-feira, 16/08)
1. Apresentação do ciclo do Jabuti (Couto de Magalhães)
2. Leitura e análise de particularidades do herói em comparação ao trickster mitológico

Aula 4. As Icamiabas ou Amazonas (quinta-feira, 19/08)
1. Apresentação histórica das icamiabas (Afonso Arinos)
2. Leitura e discussão de narrativas

Aula 5. O Curupira (segunda-feira, 23/08)
1. Apresentação da figura (Couto de Magalhães)
2. Leitura e análise das narrativas

Aula 6. O Makunaíma e Mário de Andrade (quinta-feira, 26/08)
1. Apresentação do personagem (Koch-Grunberg)
2. Leitura e análise de narrativas
3. Paralelos com Macunaíma, de Mário de Andrade

BIBLIOGRAFIA

ABREU, João Capistrano de. Rã-txa hu-ni-ku-ĩ: a lingua dos caxinauás do Rio Ibuaçu affluente do Muru (Prefeitura de Tarauacá). Rio de Janeiro: Typographia Leuzinger, 1914.
AMORIM, Antônio Brandão de. Lendas em Nheengatu e Portuguez. In: Revista do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro. tomo 100, vol. 154, p. 9-475. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1926.
ARINOS, Afonso. Lendas e Tradições Brasileiras. São Paulo: Typographia Levi, 1917.
BOSI, Alfredo. Macunaíma: O encontro da Literatura com o Folclore. In: Macunaíma: o herói sem nenhum caráter. Edição Crítica de Telê Porto Ancona Lopez. Rio de Janeiro: Livros técnicos e científicos; São Paulo: Secretaria da Cultura, Ciência e Tecnologia, 1978.
CAVALCANTI PROENÇA, Manuel. Roteiro de Macunaíma. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1974.
FIGUEIREDO, Priscila Loyde Gomes. Macunaíma: enumeração e metamorfose. 2006. Tese (Doutorado em Literatura Brasileira) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006. doi:10.11606/T.8.2006.tde-24082007-142317. Acesso em: 2021-03-12.
GOMES, Lindolfo. Contos Populares Brasileiros. São Paulo: Melhoramentos, 1948.
KOCH-GRUNBERG, Theodor. Mitos e Lendas dos índios Taulipang e Arekuná. In: Revista do Museu Paulista, Nova Série v. VII, pp. 9-202. São Paulo: Museu Paulista, 1953
KOMELINAIA, Natália. Doklad V. Ia. Propp “Morfologia russkoi narodnoy skazki”. In: TOPORKOV, A. Neizvestnye stranitsy russkoi folkloristiki. Moscou: Indrik, 2015.
LÉVI-STRAUSS, Claude. O Pensamento Selvagem. Campinas: Papirus, 2012
MAGALHÃES, José Vieira Couto de. O Selvagem. Rio de Janeiro: Typ. da Reforma, 1876
MELETÍNSKI, E. M. Mito e Conto Maravilhoso: Tradução de Rafael Bonavina e Ekaterina Vólkova Américo. RUS (São Paulo), São Paulo, v. 10, n. 13, p. 149-164, 2019a. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rus/article/view/155845. Acesso em: 16 jan. 2021.
______. Conto e Mito. Literartes, [S. l.], v. 1, n. 12, p. 309-334, 2020. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/literartes/article/view/173040. Acesso em: 10 mar. 2021.
______. Ot Mifa k Literature (Do mito à literatura). Moscou: RGGU, 2019b.
______. A poética do mito. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1987.
______. Os Arquétipos Literários. Cotia: Ateliê Editorial, 2015.
MINDLIN, Betty. Moqueca de Maridos. São Paulo; Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2014.
______. Terra Grávida. São Paulo: Ática, 1998
______. Vozes da Origem. Rio de Janeiro; São Paulo: Record, 2007.
PROPP, Vladimir. Otkritaia Lektsia. Jivaia Starina, Moscou, n. 3, pp. 11-18 1995, Nº3.
______. Morfologiia volchebnoi skazki / Istoritcheski korni volchebnoy skazki. Moscou: KoLiBri Moskva, 2020
RODRIGUES, João Barbosa. Poranduba amazonense, ou Kochiyma-uara Porandub. Rio de Janeiro: Typ. de G. Leuzinger & Filhos, 1890.
ROMERO, Sílvio. Contos Populares do Brasil. Rio de Janeiro: Livraria Alves, 1907.
______. Cantos Populares do Brasil. Rio de Janeiro: Livraria Alves e Cia, 1897.
SILVEIRA, Valdomiro. Os Caboclos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileiro; Brasília: INL, 1975.

Programa

O curso, que será composto de 5 aulas de duas horas cada, abordará os seguintes temas:
● A filologia e a análise diplomática - Iniciaremos definindo três conceitos importantes para o curso: filologia,
diplomática e tipologia documental. Abordaremos também a relação entre essas áreas e a importância
delas para o estudo do texto escrito.
● A leitura paleográfica e o estudo diplomático - Neste segundo momento, falaremos da origem em comum
da diplomática e da paleografia, frisando a relação que ambas as ciências ainda possuem no cotidiano de
quem trabalha com a filologia de manuscritos. Em seguida, trabalharemos brevemente com uma atividade
de leitura de documentos, focando na escrita de letra humanística.
● O caso das cartas: como estudar diplomaticamente documentos não-diplomáticos? - Discutiremos a
espécie documental carta, dando destaque para os desafios de se trabalhar com uma tipologia textual
considerada não-diplomática. Para isso, faremos uma revisão da bibliografia já escrita sobre o assunto e a
contrastaremos com exemplos práticos. Simultaneamente, buscaremos mostrar a importância do estudo
das cartas de mulheres como forma de fazer as vozes de suas remetentes ecoarem no espaço e no
tempo.
● O caso dos documentos peticionários: as petições ou os requerimentos? - Nos debruçaremos sobre duas
espécies documentais diplomáticas à luz das suas diferentes definições e, em conjunto com a observação
das estruturas formais de alguns manuscritos movidos por mulheres, pensaremos esta questão
terminológica. Ademais, pensaremos a importância destes pedidos endereçados a autoridades para a
mulheres pobres, viúvas, forras e libertas sobrevivendo em meio a um cotidiano de escassez e
precariedade na capitania de São Paulo.
● O caso das informações: missivas informativas ou documentos opinativos? - Realizaremos a análise dos
elementos que constituem a estrutura de manuscritos escritos por autoridades subalternas a governadores
da capitania de São Paulo. A quais espécies documentais pertenceriam estas missivas, necessárias para
a elaboração de determinados pareceres, resultantes de ordens presentes em despachos inseridos nos
requerimentos ou petições? Quais suas semelhanças, ou contrastes, com outras tipologias já estudadas
(mais especificamente, com as cartas)? Refletiremos, por fim, acerca da influência da subjetividade dos
escribas destes documentos opinativos, nos quais as fórmulas, as construções formais e as averiguações
imparciais acabam dando lugar a julgamentos morais e religiosos.


Bibliografia:
ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Inventário de documentos da Secretaria de Governo da
Capitania de São Paulo (1721-1823). 2015.
BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Como fazer análise diplomática e análise tipológica de documentos de
arquivos. Arquivo do Estado/Imprensa Oficial do Estado: São Paulo, 2002. (Projeto Como Fazer, v. 8).
BERWANGER, Ana Regina; LEAL, João Eurípedes Franklin. Noções de paleografia e de diplomática. 3. ed. rev.
e ampl. Santa Maria: Editora da UFSM, 2008.
CAMBRAIA, César Nardelli. Introdução à crítica textual. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
CARDOSO, Débora de Moura. Petições de mulheres em São Paulo (1796 a 1816): estratégias de sobrevivência.
2022. 71 f. TCC (Graduação) - Curso de Licenciatura em História, Escola de Filosofia, Letras e Humanas,
Universidade Federal de São Paulo, Guarulhos, 2022. Disponível em:
https://repositorio.unifesp.br/xmlui/handle/11600/63472. Acesso em: 04 nov. 2022.
CONTRERAS, Luis Núñez. Manual de Paleografía. Madrid: Cátedra, 1994.
DIAS, Maria Odila da Silva. Quotidiano e poder em São Paulo no século XIX. 2a ed. São Paulo: Brasiliense,
1995.
DIAZ, Brigitte. O gênero epistolar ou o pensamento nômade. São Paulo: Edusp, 2016.

GONÇALVES, Eliana Correia Brandão. A Filologia e o estudo de Requerimentos do Arquivo Histórico Ultramarino.
Filologia e Linguística Portuguesa, v. 22, p. 75-92, 2020.
_______________________________. Tradição Discursiva, Filologia e Corpus Histórico-Diacrônico: análise de
Requerimentos do século XVIII. Revista da ABRALIN, p. 582–598, 2020. Disponível em:
<https://revista.abralin.org/index.php/abralin/article/view/1772>. Acesso em: 28 out. 2022.
MARTINS, William de Souza. Representações do feminino e do masculino nas petições enviadas às secretarias de
Estado dos Negócios do Reino e do Império (Rio de Janeiro, 1808-c. 1830). Revista de História, n. 176, p. 1–31,
2017. Disponível em: <https://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/114601>. Acesso em: 04 nov. 2022.
MABILLON, Jean. De Re Diplomática Libri VI In Quibus Quidquid Ad Veterum Instrumentorum antiquitatem,
materiam,scripturam, & stilum, quidquid ad sigilla, monogrammata, subscriptiones, ac notas chronologicas, quidquid
inde ad antiquariam, historicam, forensemque disciplinam pertinet, explicatur & illustratur: accedunt commentarius
de antiquis regum Francorum palatiis: veterum scripturarumvaria specimina, tabulis LX comprehensa. Nova
ducentorum, & amplius, monumentorum collectio. Luteciae Parisiorum: sumtibus Ludoville Billaine, 1681. Disponível
em: http://starodruki.ihuw.pl/stWeb/single/210/. Acesso em: 21 mai. 2021.
MARTÍNEZ, Tomáz Marín. Paleografia y Diplomática. Madrid: Universidad Nacional de Educación a Distancia,
1991.
MONTE, Vanessa Martins do. Correspondências paulistas: As formas de tratamento em cartas de circulação
pública (1765-1775). São Paulo: FAPESP/Humanitas, 2015.
OLIVAL, Fernanda. Mercês, serviços e circuitos documentais no Império Português. In: O domínio da distância:
comunicação e cartografia. Lisboa: Instituto de Investigação Científica Tropical, 2006, p. 59–70.
PAPENBROECK, Daniel van. Propylaeum Antiquarium circa Veri ac Falsi Discriminen in Vetustis Membranis. In:
HENSCHENS, Godfrey; PAPENBROECK, Daniel van. Acta Sanctorum Aprilis, vol. 3. Antuérpia: 1675.
ROCHA, Vanessa Massoni. Por um protocolo de leitura do espistolar. Niterói: EDUFF, 2017.
SILVA, Maria Beatriz Nizza da. Sistema de casamento no Brasil colonial. São Paulo: T. A. Queiroz. Edusp, 1984.
SOUZA, Erica Cristina Camarotto de. Apontamentos diplomáticos sobre consultas do Conselho Ultramarino
referentes à Capitania de São Paulo. 2007. Dissertação (Mestrado em Filologia e Língua Portuguesa) - Faculdade
de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.
SOUZA, Rose Mary Souza de; MATOS, Tássia de Abreu Santos; JESUS, Manoela Nunes de; PEREIRA, Norma
Suely da Silva. "Entre a Paleografia e a Diplomática: o enclausuramento de mulheres na sociedade colonial".
I Congresso Nacional em Estudos Interdisciplinares da Linguagem. 2020. Campina Grande: Editora Realize, 2020,
v. 1. p.1-12.
SPINA, Segismundo. Introdução à Edótica: Crítica Textual. São Paulo: Cultrix, 1977.
TERRERO, Ángel Riesco (ed.). Introducción a la Paleografía y la Diplomática General. Madrid: Editora Síntesis,
2004, p. 21-31.
TOLEDO NETO, Sílvio de Almeida. Datação e localização dos tipos de escrita: informações relevantes para a
crítica textual?. In: LOSE, Alícia Duhá; SACRAMENTO DE SOUZA, Arivaldo (orgs.) Paleografia e suas interfaces,
v. 1. Salvador: Memória & Arte, 2018.

Programa

- Aula 1: apresentação do programa e reflexões iniciais sobre pesquisa

- Aula 2: como ler, escrever e se organizar (elaboração de cronograma de atividades)

- Aula 3: estrutura de um projeto de pesquisa: Título, resumo, introdução, Arcabouço (reconhecimento das partes)

- Aula 4: estrutura de um projeto de pesquisa: Metodologia, Resultados, Conclusão, Referências (reconhecimento das partes)

- Aula 5: apresentação e discussão de projetos individuais (monitoria)

BIBLIOGRAFIA

ADLER, M.; van DOREN, C. . Como ler livros. O guia clássico para a leitura inteligente. [Trad. Edwar H. Wolff, Pedro Sette-Câmara]. São Paulo: É realizações, 2010.
BOAVENTURA, Edivaldo. Como ordenar as ideias. Editora Ática, São Paulo. 2005.
BOEGLIN, Martha. Wissenschaftlich arbeiten Schritt für Schritt: gelassen und effektiv studieren. München: Wilhelm Fink Verlag, 2007.
DUDEN. Wie verfasst man wissenschaftlichen Arbeiten? [Ulrich Andermann, unter Mitw. v. Martin Dress u. Frank Grätz]. Mannheim, Leipzig, Wien, Zürich: Dudenverlag 2006.
ESSELBORN-KRUMBIGEL, Helga. von der Idee zum Text. Eine Anleitung zum wissenschaftlichen Schreiben. Ferdinand Schöningh, Zürich, 2004.
KOCH, Ingedore. Argumentação e Linguagem. Cortez Editora, São Paulo. 2011.
LOUSADA, Eliane. G.; MACHADO, Anna Rachel; ABREUTARDELLI, Lília Santos.Planejar gêneros acadêmicos. São Paulo: Parábola, 2005. v. 1. 120p.
MOITA LOPES, Luiz Paulo da. Por uma Linguística Aplicada Interdisciplinar. Editora Parábola, São Paulo. 2006.
MOTTA-ROTH, Désirée; HENDGES, Graciela Rabuske. Produção textual na universidade. 1ª edição, 9ª impressão. São Paulo: Parábola Editorial. 2021.
OLIVEIRA, Jorge Leite de – Texto acadêmico. Técnicas de redação e de pesquisa científica conforme normas atuais da ABNT. 5ª edição. São Paulo: Vozes, 2007.
RODRIGUES, André Figueiredo. Como elaborar e apresentar monografias. 3a ed. atualizada. São Paulo: Humanitas, 2008.
SEVERINO, Antonio Joaquim – Metodologia do trabalho científico. 23ª edição, revista e ampliada. Campinas (SP): Cortez, 2007.
VILAÇA, Márcio Luiz Corrêa. Pesquisa e ensino: considerações e reflexões.Revista e-scrita, v.1, n.2, p.59-74. 2010.

Programa

1ª aula – 16/07

Abordagem filológica:
- Apresentação da Filologia, seus exemplos reais e aplicabilidades na Literatura.
Abordagem literária:
- Aula teórica sobre o percurso histórico da escrita feminina nos anos de 1800 (importância
da imprensa no “novo Rio de Janeiro”) e a relação da educação com a liberdade feminina.
- Breve exposição da biografia da autora Julia Lopes de Almeida/ recepção em vida e
apagamento do cânone.

Bibliografia suposta:
BARROCA, Iara Christina Silva. Julia Lopes de Almeida in: DUARTE. Constância Lima.
Memorial do Memoricídio. Belo Horizonte: Editora Luas, 2022.
DE CARVALHO E SILVA, M. A palavra filologia e as suas diversas acepções os
problemas da polissemia. Revista Confluência, v. 23, p. 53–70, 2002.
DUARTE, Constância Lima. Imprensa feminina e feminista no Brasil: dicionário
ilustrado: volume 1 Século XIX. Belo Horizonte. Autêntica Editora, 2023
FACHIN, P. R. M.; DA SILVA, S. C. Historiografia da Crítica Textual de autores brasileiros:
o caso Euclides da Cunha. Manuscrítica: revista de crítica genética, v. 35, p. 151–164, 2018.
LOURO, Guacira Lopes. Mulheres na sala de aula. In: DEL PRIORE, Mary. História das
Mulheres no Brasil, São Paulo: Contexto, 2022.
ROSEMBERG. Fúlvia. Mulheres educadas e a educação de mulheres. In: PEDRO Joana
Maria; PINSKY, Carla Bassanezi. Nova história das mulheres no Brasil. São Paulo:
Contexto, 2023.
SILVA, José Pereira da. A Comissão Machado de Assis e a Crítica Textual no Brasil.
Disponível em: http://www.filologia.org.br/machado_de_assis/A Comissão Machado de Assis
e a crítica textual no Brasil.pdf .

Bibliografia complementar:
HAHNER, June. A mulher brasileira e suas lutas sociais e políticas: 1850-1937. São Paulo: Brasiliense, 1981.
ROSEMBERG. Fúlvia. Mulheres educadas e a educação de mulheres. In: PEDRO Joana
Maria; PINSKY, Carla Bassanezi. Nova história das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2023.

SILVA, Aguimario Pimentel. Imprensa, gênero e poder: discursos sobre a educação da
mulher no Brasil Império. São Cristóvão, SE: Editora UFS, 2019.
SOUTO, Bárbara Figueiredo. Imprensa feminina no Brasil: mulheres oitocentistas em
luta por direitos. Curitiba: Appris, 2019.
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2ª aula – 17/07

Abordagem filológica:
- Panorama filológico: o procedimento científico para lidar com as variantes textuais
presentes em Memórias de Martha.
- A partir da identificação das variantes, questionar como os estudantes lidariam com elas.
Instigar labor filológico.
Abordagem literária:
- Análise da narrativa Memórias de Martha com ênfase em: amor materno, vida pobre no
cortiço, incentivo escolar, desilusão amorosa, rejeição ao casamento e aceitação do “destino
natural da mulher”.
- A partir da identificação dos ideais emancipatórios da protagonista Martha, debater com os
alunos se o texto é conformista ou transgressor.

Bibliografia obrigatória:
ALMEIDA, Júlia Lopes de. Memórias de Marta. São Paulo: Penguin-Companhia das
Letras, 2024.
FAEDRICH, Anna. O cortiço de Júlia Lopes de Almeida. In: ALMEIDA, Júlia. Memórias
de Marta. São Paulo: Penguin-Companhia das Letras, 2024.
GUIMARÃES, Cinara Leite. Espaços gendrados em narrativas de Júlia Lopes de
Almeida. Curitiba: Appris, 2020.
SILVA, José Pereira da. Para uma bibliografia brasileira de crítica textual, com as resenhas
dos três manuais teóricos deste século. Rio de Janeiro:, 2007. Disponível em:
http://www.filologia.org.br/pereira/textos/bibliografia_brasileira.pdf
TELLES, Norma. Escritoras, escritas, escrituras. In: DEL PRIORE, Mary (Org.). História
das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2002.
VERONA, Elisa Maria. Da feminilidade oitocentista. São Paulo: Editora UNESP, 2013.

Bibliografia complementar:
RIO, João do. O momento literário. Rio de Janeiro, RJ: Fundação Biblioteca Nacional, 1994.
SALOMONI. Rosane Saint-Denis. (2005) A escritora/ os críticos/ a escritura: o lugar de
Júlia Lopes de Almeida na ficção Brasileira. Disponível em:
<www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/81773/000468879.pdf&gt;. Acesso em 10 de fev 2023.
SAFFIOTI, Heleieth. A mulher na sociedade de classes. São Paulo: Expressão Popular, 2013.
DE LUCA, Leonora. O ‘feminismo possível‘ de Júlia Lopes de Almeida (1862-1934).
Cadernos Pagu. Campinas, vol.12, p. 275-299, 1999.

Programa

1. Introdução: o surgimento do relato de viagem como forma literária moderna. Rousseau: viagem, exílio e sonho e Moritz: a experiência do estrangeiro

2. Conrad: a viagem e o horror colonial

3. Chatwin: a viagem e o contador de histórias

4. Magris: a viagem como pesquisa

5. Sebald: a viagem como exercício meditativo

6. Petrowskaja: viagem em busca de si, viagem em busca do outro

Referências bibliográficas:

Textos literários de leitura obrigatória:
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Os devaneios do caminhante solitário. Trad. Fúlvia Maria Luiza Moretto. Brasília: Editora da UnB, 1995 [1782].
MORITZ, Karl Philipp. Viagem de um alemão à Itália. Trad. Oliver Tolle. São Paulo: Imprensa Oficial, 2008 [1792].
CONRAD, Joseph. Coração das trevas. Trad. Paulo Schiller. São Paulo: Ubu, 2019 [1899].
CHATWIN, Bruce. Na Patagônia. Trad. Carlos Eugênio Marcondes de Moura. São Paulo: Companhia das Letras, 1988 [1977].
MAGRIS, Claudio. Danúbio. Trad. Elena Grechi e Jussara de Fátima Mainardes. São Paulo: Companhia das Letras, 2008 [1986].
SEBALD, W.G. Os anéis de Saturno. Trad. José Marcos Mariani Macedo. São Paulo: Companhia das Letras, 2010 [1996].
PETROWSKAJA, Katja. Talvez Esther. Trad. Sérgio Tellaroli. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

Textos teóricos de leitura complementar:
BORM, Jan. Defining Travel: On the Travel Book, Travel Writing and Terminology. In: HOOPER, Glenn; YOUNGS, Tim. Perspectives on Travel Writing. Londres: Routledge, 2016.
BUTOR, Michel. Travel and Writing. Mosaic: An Interdisciplinary Critical Journal, [S. l.], v. 8, n. 1, p. 1-16, Fall 1974.
CAMPBELL, Mary B. The Witness and the Other World: Exotic European Travel Writing 400–1600. Ithaca: Cornell University Press. 1988.
HULME, Peter; YOUNGS, Tim (Ed.). The Cambridge companion to travel writing. Cambridge: Cambridge University Press, 2002.
KLEIN, Kelvin Falcão. Estratégias de visualidade na literatura: o olho-Sebald. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2022.
MAGRIS, Claudio. Preface. In: Journeying. New Haven: Yale University Press, 2018.
NIEFANGER, Dirk. Melancholie und ästhetischer Genuß: Landschaft in den „Reisen eines Deutschen in Italien“ von Karl Philipp Moritz. Aufklärung, [S. l.], v. 8, n. 1, p. 15-31, 1994.
ÖHLSCHLÄGER, Claudia; NIEHAUS, Michael (orgs.). W. G. Sebald Handbuch: Leben, Werk, Wirkung. Stuttgart: J. B. Metzler, 2017.
SEBALD, W.G. O segredo da pele marrom-avermelhada: Bruce Chatwin, uma aproximação. Trad. Kristina Michahelles. In: Campo Santo. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.
STAROBINSKI, Jean. Devaneio e transmutação. Trad. Maria Lúcia Machado. In: Jean Jacques Rousseau: a transparência e o obstáculo. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.
TODOROV, Tzvetan. „A viagem e seu relato”. Revista de Letras 39 (1999), S. 13-24.
WOLFF, Lynn L. Literatur als Historiografie nach W.G. Sebald. In: AGAZZI, Elena; FULDA, Daniel; JAEGER, Stephan (Ed.). Romanhaftes Erzählen von Geschichte: Vergegenwärtigte Vergangenheiten im beginnenden 21. Jahrhundert. Berlin: de Gruyter, 2019. p. 279-302.

Programa

1. Introdução ao operarismo italiano:
a. Retomada do pensamento marxista na Itália após a queda do fascismo;
b. Mario Tronti e a “hipótese operarista”.
 
2. Sociologia operarista:
a. Raniero Panzieri e a “pesquisa operária”, Romano Alquati e a “copesquisa”;
b. A noção de “composição de classe” e a tipologia operarista da classe operária.
 
3. Transformações da composição de classe:
a. O “longo 1968” italiano e a “recusa do trabalho”;
b. O declínio do “operário-massa” e o conceito de “operário social”.
 
4. Bases materiais do conceito de trabalho imaterial:
a. Antonio Negri e a descoberta do “trabalho imaterial”;
b. Qual é a composição da classe operária hodierna?
 
Justificativa:
 
Não obstante a popularidade adquirida no Brasil pela obra tardia de Antonio Negri e as discussões suscitadas por seu conceito de trabalho imaterial a partir do ano 2000 em todo o mundo, a tradição prático-teórica da qual provêm tais obra e conceito e sobretudo as raízes sociológicas do último são menos conhecidas tanto aqui quanto no exterior. Desse modo, a reconstrução, desde sua origem, de certos itinerários da pesquisa operarista sobre o desenvolvimento da produção capitalista e a organização da classe operária faz-se não apenas proveitosa como necessária para a adequada compreensão dessas temáticas.
 
Bibliografia:
 
Há, em língua portuguesa, edições parciais e esparsas dos textos utilizados no curso. As indicações dessas edições será fornecida no decorrer das aulas.
 
ALQUATI, Romano. Per fare la conricerca. Padova: Calusca, 1993.
 
—————. “Per una storia di classe operaia”. Bailamme, v. 24, n. 2, pp. 173-205, 1999.
 
—————. Sulla Fiat e altri scritti. Milano: Feltrinelli, 1975.
 
ALTAMIRA, César. Os marxismos do novo século. Trad.: Leonora Corsini. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.
 
ANDERSON, Perry. Considerações sobre o marxismo ocidental; Nas trilhas do materialismo histórico. Trad. Fábio Fernandes. São Paulo: Boitempo, 2019.
 
BELLOFIORE, Riccardo (Org.). Da Marx a Marx? Un bilancio dei marxismi italiani del Novecento. Roma: Manifestolibri, 2007.
 
BOLOGNA, Sergio. “Class composition and theory of the party at origin of the worker’s council movement”. Trad. Bruno Ramirez. Telos, v. 13, pp. 4-27, 1972.
 
—————. “Problematiche del lavoro autonomo in Italia”. Altre Ragioni, v. 1, 1992.
 
BORIO, Guido; POZZI, Francesca; ROGGERO, Gigi. Futuro anteriore: Dai Quaderni rossi al movimento globale: Ricchezze e limiti dell'operaismo italiano. Roma: DeriveApprodi, 2002.
 
—————. Gli operaisti. Roma: DeriveApprodi, 2005.
 
CAVA, Bruno. “A copesquisa militante no autonomismo operaista”. Lugar Comum, v. 37-38, pp. 17-38, 2013.
 
CLEAVER, Harry. Reading Capital politically. Leeds (UK); Edinburgh: Anti/Thesis; AK, 2000.
 
CORRADI, Cristina. Storia dei marxismi in Italia. Roma: Manifestolibri, 2005.
 
CORSANI, Antonela et al. Le basin de travail immateriel (BTI) dans la metropole parisienne. Paris: L’Harmattan, 1996.
 
FASULO, Fabrizio. “Raniero Panzieri and the workers inquiry: the perspective of living labor, the function of science and the relationship between class and capital”. Ephemera: Theory & Politics in Organization, v. 14, n. 3, pp. 315-33, 2014.
 
HAIDER, Asad; MOHANDESI, Salar. “Worker’s inquiry: a genealogy”. Viewpoint Magazine, v. 3, 2013.
 
HARDT; Michael; NEGRI, Antonio. Império. 7ª ed. Trad.: Berilo Vargas. Rio de Janeiro: Record, 2005.
 
LAZZARATO, Maurizio et al. Des entreprises pas comme les autres: Benetton en Italie, le Sentier a Paris. Paris: Publisud, 1993.
 
LAZZARATO, Maurizio; NEGRI, Antonio. Trabalho Imaterial: formas de vida e produção de subjetividade. Trad. Mônica Jesus. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.
 
MEZZADRA, Sandro. “Operaísmo e pós-operaísmo”. Trad. Bruno Cava. Lugar Comum, v. 42, pp. 85-92, 2014.
 
MILANA, Fabio; TROTTA, Giuseppe. L’operaismo degli anni Sessanta: Da “Quaderni rossi” a “Classe operaia”. Roma: DeriveApprodi: 2008.
 
NEGRI, Antonio. Cinco lições sobre Império. Trad. Alba Olmi. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.
 
—————. “Interpretation of the class situation today: methodological aspects”. Trad. Michael Hardt. In: BONEFELD, Werner; GUNN, Richard; PSYCHOPEDIS, Kosmas (Org.). Open Marxism: theory and practice. London: Pluto, 1992, v. II, pp. 69-105.
 
PANZIERI, Raniero. Ripresa del marxismo leninismo in Italia. Roma: Nuove edizioni operaie, 1977.
 
SANTIAGO, Homero. “A recusa do trabalho (a experiência revolucionária de Porto Marghera)”. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 19, n. 2, pp. 249-65, 2011.
 
THIOLLENT, Michel. Crítica metodológica, investigação social e enquete operária. 3ª ed. São Paulo: Polis, 1982.
 
TRONTI, Mario. Operai e capitale. Roma: DeriveApprodi, 2006.
 
ROGGERO, Gigi: Elogio della militanza: Note su soggettività e composizione di classe. Roma: DeriveApprodi, 2016.
 
VERCELLONE, Carlo. “Composizione organica del capitale e composizione di classe”. In: COMMONWARE; EFFIMERA; UNIPOP (Org.). La crisi messa a valore: scenari geopolitici e la composizione da costruire. [s.l.]: CWPress; Sfumature, 2015, pp. 103-18.
 
WOODCOCK, Jamie. “The workers’ inquiry from Trotskyism to Operaismo”. Ephemera: Theory & Politics in Organization, v. 14, n. 3, pp. 489-509, 2014.
 
WRIGHT, Steve. Storming heaven: class composition and struggle in Italian autonomist Marxism. London; Stearling (VA): Pluto, 2002.

Programa

Aula 1 (02/08) — A polêmica: “traiu ou não traiu”, um fenômeno cultural?
Aula 2 (04/08) — Ciúme ou adultério? Ressonâncias na ficção machadiana
Aula 3 (09/08) — A construção do ethos de um narrador não confiável
Aula 4 (11/08) — Verossimilhança: retórica, realidade e impostura

Referências bibliográficas:

ASSIS, Machado de. Contos do Casmurro. Rio Branco: Editora Literatura Clássica, 2020.

________. Dom Casmurro. Rio de Janeiro: Antofágica, 2020.

________. “Notícia da atual literatura brasileira — Instinto de nacionalidade”. In: O jornal e o livro. São Paulo: Penguin; Companhia das Letras, 2011. p. 13-26.

________. Obra completa em quatro volumes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008.

BAPTISTA, Abel Barros. “O legado Caldwell, ou o paradigma do pé atrás”. Portuguese Studies. Santa Bárbara. v. 1, p.145-177, 1994.

BOOTH, Wayne C. The Rhetoric of Fiction. Chicago: University of Chicago Press, 1983.

BOSI, Alfredo. Machado de Assis — O enigma do olhar. São Paulo, Ática, 2000.

CALDWELL, Helen. O Otelo brasileiro de Machado de Assis: um estudo de Dom Casmurro. Cotia: Ateliê Editorial, 2002.

CANDIDO, Antonio. “Esquema de Machado de Assis”. In: Vários escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1977.

________. “Literatura e cultura de 1900 a 1945”. In: Literatura e sociedade. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2006. p. 117-146.

CRUZ, Dilson Ferreira da. O éthos dos romances de Machado de Assis: uma leitura semiótica. São Paulo: Edusp / Nankin Editorial, 2009.

FRIEDMAN, Norman. “O ponto de vista na ficção – desenvolvimento de um conceito crítico”. Tradução de Fábio Fonseca de Melo. Revista USP. São Paulo, n. 53, p. 166-182, mar./mai. 2002.

GENETTE, Gérard. Palimpsestos: a literatura de segunda mão. Tradução de Cibele Braga, Erika Viviane Costa Vieira et. al. Belo Horizonte: Edições Viva Voz, 2010.

GLEDSON, John. Machado de Assis: Impostura e realismo – uma reinterpretação de Dom Casmurro. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.

________. Machado de Assis: ficção e história. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.

GUIMARÃES, Hélio de Seixas. “Helen Caldwell, Cecil Hemley e os julgamentos de Dom Casmurro”. Machado de Assis em Linha. São Paulo, v. 12, n. 27, p. 113-141, mai./ago. 2019.

________. Os leitores de Machado de Assis. São Paulo: Nankin; Edusp, 2012.

________. Machado de Assis: o escritor que nos lê. São Paulo: Ed. Unesp, 2017.

HANSEN, João Adolfo. “Dom Casmurro: simulacro & alegoria”. In: GUIDIN, Márcia Ligia; GRANJA, Lúcia; RICIERI, Francine Weiss (Orgs.). Machado de Assis: ensaios da crítica contemporânea. São Paulo: Editora Unesp, 2008, pp. 143-77.

HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.

JOBIM, José Luís. A biblioteca de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Topbooks; Academia Brasileira de Letras, 2002.

________. Literatura comparada e literatura brasileira: circulações e representações. Rio de Janeiro: Edições Makunaima; Boa Vista: Editora UFRR, 2020.

MEYER, Augusto. Machado de Assis 1935-1958. Rio de Janeiro: José Olympio, 2005.

PASSOS, Gilberto Pinheiro. Capitu e a mulher fatal: análise da presença francesa em Dom Casmurro. São Paulo: Nankin Editorial, 2003.

SAMOYAULT, Tiphaine. A intertextualidade. Tradução de Sandra Nitrini. São Paulo: Aderaldo & Rothschild; Editora Hucitec, 2008.

SANTIAGO, Silviano. “Retórica da verossimilhança”. In: Uma literatura nos trópicos: ensaios sobre dependência cultural. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.

SCHWARCZ, Lilia Moritz. As barbas do imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

SCHWARZ, Roberto. “A poesia envenenada de Dom Casmurro”. In: Duas meninas. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

________. Ao vencedor as batatas. São Paulo: Duas Cidades; Ed. 34, 2012.

________. “Nacional por subtração”. In: Que horas são? São Paulo: Companhia das Letras, 1987. p. 29-48.

________. Um mestre na periferia do capitalismo: Machado de Assis. São Paulo: Duas Cidades, 1990.

VILLAÇA, Alcides. “Machado de Assis, tradutor de si mesmo”. Novos Estudos CEBRAP. São Paulo, v. 51, p. 3-14, jul. 1998.

WATT, Ian. A ascensão do romance. Tradução de Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

Programa

Encontro 1: A Pedagogia dos Multiletramentos, do manifesto publicado em 1996 aos dias atuais.
Parte teórica:
- Discutir os argumentos do manifesto A Pedagogia dos Multiletramentos: Desenhando Futuros Sociais (1996) e
suas reformulações em 2009 e 2022.
Parte prática:
- Criar uma conta na plataforma CGScholar;
- Entrar na comunidade do curso na plataforma;
- Iniciar o rascunho de um texto.

Leituras sugeridas:
COPE, Bill, KALANTZIS, Mary. Big Data Comes to School: Implications for Learning, Assessment, and
Research. AERA Open, 2016. doi:10.1177/2332858416641907
GRUPO NOVA LONDRES. Uma Pedagogia dos Multiletramentos: Projetando Futuros Sociais. Revista
Linguagem em Foco, v.13, n.2, p. 101-145, 2021. Disponível em:
https://revistas.uece.br/index.php/linguagemem- foco/article/view/5578.
KNOBEL, Michele; KALMAN, Judy. Teacher learning, digital technologies and new literacies. In:
KNOBEL, Michele; KALMAN, Judy. New literacies and teacher learning professional development
and the digital turn. New York, Peter Lang, 2016.
MONTE MÓR, Walkyria. Sociedade da escrita e sociedade digital: línguas e linguagens em revisão. In:
MONTE MÓR, Walkyria; TAKARI, Nara Hiroko (Orgs.) Construções de sentido e letramento digital
crítico na área de línguas/linguagens. Campinas, SP: Pontes Editores, 2017.

Encontro 2:
Parte teórica:
- Discutir como alguns autores brasileiros têm lido as propostas da pedagogia dos multiletramentos.
Parte prática:
- Finalizar a escrita do rascunho e publicar o texto da comunidade do curso;
- Ler e comentar dois textos publicados na comunidade do curso.
Leituras sugeridas:
KALANTZIS, Mary; COPE, Bill; PINHEIRO, Petrilson. Letramentos. Campinas: Editora da Unicamp,
2020.
Duboc, A. P. M., & Souza, L. M. T. M. D. (2021). Delinking Multiliteracies and the Reimagining of
Literacy Studies. Revista Brasileira de Linguística Aplicada, 21(2), 547-576.
https://doi.org/10.1590/1984-6398202117998
Monte Mór, W. (2015). Learning by design: Reconstructing knowledge processes in
teaching and learning practices. In B. Cope & M. Kalantzis (Eds.), A Pedagogy
of Multiliteracies. (pp. 186-209). Palgrave Macmillan.
Rojo, R. (2012a) Pedagogia dos multiletramentos: diversidade cultural e de linguagens na escola. In
Rojo, R., & Moura, E. (Orgs.) Multiletramentos na Escola. São Paulo: Parábola.
Rojo, R. (2012b). Escola conectada: os multiletramentos e as TICs. São Paulo: Parábola.
Rojo, R., & Moura, E. (2019) Letramentos, Mídias, Linguagens. São Paulo: Parábola.

Encontro 3: Multiletramentos como modelo de aprendizagem
Parte teórica:
● Discutir a proposta de multiletramentos como modelo de aprendizagem, considerando a
plataforma usada para o curso.
● Discutir sobre a viabilidade de trabalhar na perspectiva dos multiletramentos em contextos com
poucos recursos tecnológicos ou mesmo sem tecnologia.
Parte prática:
- Ler e comentar dois textos publicados na comunidade do curso;
- Verificar na ferramenta de análise de aprendizagem da plataforma (Analytics), se atendeu aos
requisitos de participação no curso.
Leituras sugeridas:
KALANTZIS, Mary; COPE, Bill; PINHEIRO, Petrilson. Letramentos. Campinas: Editora da Unicamp,
2020.