Programa

O programa conta com 4 aulas divididas igualmente em dois blocos. O 1º bloco será ministrado terá como assunto a filosofia de Kant, o 2º, a filosofia de Hegel.

1º Bloco: Kant
1ª Aula: O conceito kantiano de Ideia e de Ideal
Trata-se de fazer uma breve recapitulação sugerida, ademais, pelo próprio Kant, do conceito de “ideia” na História da Filosofia, com o objetivo de situar o uso propriamente kantiano do conceito. Num segundo momento, trata-se de introduzir a diferença entre “ideia” e “ideal”.

2ª Aula: O Ideal da Razão Pura
Trata-se de explicitar, a partir da diferença entre determinação e determinação completa, o surgimento do Ideal da Razão Pura caracterizando-o, ao mesmo tempo, como a utopia da razão discursiva e ponto culminante paradoxal de duas tendências opostas da razão: unidade e diversidade.

2º Bloco: Hegel
3ª Aula: Razão e contradição em Hegel
Trata-se de uma leitura do que Hegel chama de determinações de reflexão em sua lógica – identidade, diferença e contradição – a fim de mostrar como o idealismo hegeliano assume a contradição como elemento de sua lógica a partir de sua leitura da noção kantiana de ideia – para transformá-la.

4ª Aula: A Ideia em Hegel
Trata-se de uma leitura da noção hegeliana de Ideia, tal como apresentada ao fim de sua lógica na dialética entre a ideia do verdadeiro e a ideia do bem. A contradição entre as dimensões teórica e prática da Ideia em Hegel revela um aspecto inédito de seu idealismo: o de que a utopia ou o ideal sempre se realizam e se realizaram na história humana. Mostraremos como este aspecto aparentemente conservador foi influente para o pensamento materialista que se seguiu.

Referências bibliográficas

FERRARIN, A. Reason in Kant and Hegel. Kant Yearbook 8 (1):1-16, 2016.
GRAPOTTE, S. Le concept critique d’« ens realissimum ». Revue philosophique de Louvain. Vol. 101, No. 3, pp. 434-455, 2003.
GRIER, M. Kant’s Doctrine of Transcendental Illusion. Cambridge: Cambridge University Press, 2001.
HEGEL, G. W. F.; Ciência da Lógica: 2. A doutrina da essência, Petrópolis: Vozes, 2017
_____________; Ciência da Lógica: 3. A doutrina do conceito, Petrópolis: Vozes, 2018
_____________; Enciclopédia das Ciências Filosóficas em Compêndio (1830): I - A Ciência da Lógica, São Paulo: Loyola, 1995a
KANT, I. Crítica da Razão Pura. Trad. Fernando Costa Mattos. 4. Ed. Petrópolis: Vozes, 2017.
LEBRUN, G. Kant e o Fim da Metafísica. Trad. Carlos Alberto Ribeiro de Moura. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
LONGUENESSE, B. Kant on the Human Standpoint. Cambridge: Cambridge University Press, 2005.
_____________; Twists and turns of Hegel's contradiction. In: Hegel's Critique of Metaphysics (Modern European Philosophy, pp. 39-84). Cambridge: Cambridge University Press, 2007.
NG, K, 'The Idea of Cognition and Absolute Method', Hegel's Concept of Life: Self-Consciousness, Freedom, Logic. Oxford University Press, 2020
THEIS, R. La Raison et son Dieu : étude sur la théologie kantienne. Paris : VRIN, 2012.
WINFIELD, R. D. TRUTH, THE GOOD, AND THE UNITY OF THEORY AND PRACTICE. The Review of Metaphysics, 67(2), 405–422, 2013.

Programa

Aula 1. Influência da cultura e da língua alemã no Direito brasileiro
Aula 2. Verbos e estrutura frasal em alemão
Aula 3. Análise de excertos de artigos de Doutrina em língua alemã: terminologias e palavras-compostas I
Aula 4. Análise de excertos de artigos de Doutrina em língua alemã: terminologias e palavras-compostas II

 

Referências Bibliográficas:
BUNN, L.; KACIK, G. Deutsch als Fremdsprache für Juristen: Lehr- und Lernmaterialien zum Zivilrecht (DaF an der Hochschule). Münster (DE): Waxmann, 2019.
AUBERLE, A., KLOSA, A. DUDEN. Das Herkunftswörterbuch. Etymologie der deutschen Sprache. Mannheim: Institut & F.A. Brockhaus, 2001. [Dicionário]
DUVE, T. História do Direito na Alemanha: Tradições nacionais e perspectivas transnacionais. Cadernos do PPG Direito UFRGS, vol. 16, n. 11, 2021, p.4-71.
EHLERS, E. H. K.; EHLERS, Gunter. Michaelis tech. Dicionário de Economia e Direito. Alemão-Português. Português-Alemão. São Paulo: Melhoramentos, 1995. [Dicionário]
FRITZ, K. N. UERJ lança Centro de Estudos de Direito Alemão e Comparado. Migalhas [2024]. Disponível em: https://www.migalhas.com.br/coluna/german-report/337496/uerj-lanca-cent… Acesso em: 3 nov. 2024.
NETO, E. F.; HAEBERLIN, M. P. O “estilo” jurídico alemão – Breves considerações sobre alguns dos seus fatores determinantes. Revista da AJURIS, v. 41, n. 133, 2014.
PICKBRENNER, M.. Termos compostos em língua alemã: uma contribuição para o ensino de leitura instrumental em Direito. The ESPecialist, vol. 29, número especial, 2008, p. 157-186.
REICHMANN, T. Ein translatologischer Blick auf die Fachsprache des Rechts oder ein rechtlicher Blick auf die Translatologie – Brauchen wir eine neue Disziplin? In: ADAMS, M.; BAUMANN, K.-D.; KALVERKÄMPER, H. (Hg.): Zukunftsformate der Fachkommunikationsforschung. Berlin: Frank&Timme, 2023, p. 259–277.
RODRIGUES JR. , O. L. Direito comparado: A influência do Código Civil alemão de 1900 (Parte 1). Consultor Jurídico [2013]. Disponível em: https://www.conjur.com.br/2013-jun-26/direito-comparado-influencia-codi… Acesso em: 4 nov. 2024.
_____. Direito comparado: A influência do Código Civil alemão de 1900 (Parte 2). Consultor Jurídico [2013]. Disponível em: https://www.conjur.com.br/2013-jul-03/direito-comparado-influencia-codi… Acesso em: 4 nov. 2024.
_____. Direito comparado: A influência do Código Civil alemão de 1900 (Parte 3). Consultor Jurídico [2013]. Disponível em: https://www.conjur.com.br/2013-jul-17/direito-comparado-influencia-codi… Acesso em: 4 nov. 2024.
TEODOROVICZ, J. A Experiência Tributária Alemã e a Repercussão Germânica na Ciência do Direito Tributário Brasileiro. Direito Tributário Atual, v. 38, p. 225-255, 2017.
WENCZENOVICZ; T. J.; BORRMANN, R. G. Circulação de conhecimento e cultura entre a Alemanha e o Brasil: recepção por Tobias Barreto e Sílvio Romero. Revista Culturais Jurídicas, Niterói (RJ), vol. 4, n. 7, 2017, p. 141-157.
ZANINI, L. E. de A. Panorama histórico do direito privado alemão e sua importância para o desenvolvimento do direito privado brasileiro. RJLB, Lisboa, Ano 7, n. 6, 2021, p. 1471-1515,
_____. Fundamento do Direito das Coisas na Alemanha. Revista do PPG-Direito da UFBA, vol. 31, n. 2, p. 82-117.

Programa

Aula 1 - Introdução à Sociologia Digital e aos Desafios do Big Data
Ministrantes: Enrico Roberto - Doutorando pela Faculdade de Direito da USP, com o tema direito e inteligência artificial. Letícia Simões Gomes - Pesquisadora associada do Núcleo de Estudos da Violência (NEV/USP). Doutoranda pelo departamento de Sociologia, com o tema tecnologias de policiamento e desigualdades raciais.
 
Tópicos:
● Pequeno histórico sobre a internet, telecomunicações e dispositivos computacionais.
● Introdução a Big Data, Privacidade e Machine Learning sob o viés sociológico
● Enviesamento algorítmico
 
Textos:
● Capítulo 1. Introduction: Life is Digital. in: LUPTON, Deborah. Digital Sociology. New York: Routledge, 2015
● Capítulo 2. Theorizing digital society. in: LUPTON, Deborah. Digital Sociology. New York: Routledge, 2015
● Capítulo 5. A critical sociology of big data. in: LUPTON, Deborah. Digital Sociology. New York: Routledge, 2015
 
Aula 2 - A sociologia digital enquanto especialidade - continuidades e transformações
Ministrante: Letícia Simões Gomes - Pesquisadora associada do Núcleo de Estudos da Violência
(NEV/USP). Doutoranda pelo departamento de Sociologia, com o tema tecnologias de policiamento e desigualdades raciais.
Veridiana Domingos Cordeiro - Doutoranda pelo departamento de Sociologia, com o tema construção
da memória e da identidade.
 
Tópicos:
● Transformação das socialidades
● Problemas de estudo: digital / sociedade
● Técnicas/Metodologias digitais de estudo
 
Textos:
● Capítulo 2. What makes digital technologies social? in: MARRES, Noortje. Digital Sociology. Cambridge: Polity, 2017.
● Capítulo 3. Do we need new methods? in: MARRES, Noortje. Digital Sociology. Cambridge: Polity, 2017.
 
Aula 3 - Desigualdades digitais e trabalho digital
Ministrante: Cauê Martins - Doutorando pelo Departamento de Sociologia da USP, com tema sobre sociologia da música e experiência de pesquisa sobre fonografia digital.
 
Tópicos:
● Desigualdades sociais digitais
● A divisão internacional do trabalho digital
● Trabalho digital concreto e abstrato nas mídias sociais
 
Textos:
● Capítulo 6. The diversity of digital technology use. in: LUPTON, Deborah. Digital Sociology. New York: Routledge, 2015.
● Capítulo 11. Theorizing digital labour on social media. in: FUCHS, Christian. Digital Labour and Karl Marx. New York: Routledge, 2014.
Aula - A sociabilidade transportada para as redes sociais.
Ministrante: Camila Crumo - Mestranda pelo Departamento de Sociologia da FFLCH/USP, com o tema alimentação e redes sociais.
 
Tópicos:
● Influências das redes sociais na construção da realidade social
● Digitalização da sociabilidade
● Classe no ambiente digital
Textos:
● Capítulo 1. Engineering Sociality in a Culture of Connectivity. in: DIJCK, José Van. The
culture of connectivity: a critical history of social media. Nova York: Oxford University Press, 2013.
● BOURDIEU, Pierre. Gostos de classe e estilo de vida. ORTIZ, Renato (org.). Bourdieu –
Sociologia. São Paulo: Ática. Coleção Grandes Cientistas Sociais, vol. 39. p.82-121, 1983.
 
Bibliografia:
 
BOURDIEU, Pierre. Gostos de classe e estilo de vida. ORTIZ, Renato (org.). Bourdieu – Sociologia.
São Paulo: Ática. Coleção Grandes Cientistas Sociais, vol. 39. p.82-121, 1983.
DIJCK, José Van. The culture of connectivity: a critical history of social media. Nova York: Oxford University Press, 2013.
FUCHS, Christian. Digital Labour and Karl Marx. New York: Routledge, 2014.
LUPTON, Deborah. Digital Sociology. New York: Routledge, 2015.
MARRES, Noortje. Digital Sociology. Cambridge: Polity, 2017.
 
Leitura complementar:
 
BAROCAS, Solon e SELBST, Andrew. Big Data's disparate impact. California Law Review, v. 104, n. 6, p. 671-732, 2016.
CATANI, Afrânio et al. (orgs). Vocabulário Bourdieu. Belo-Horizonte: Autêntica, 2017.
LUM, Kristian e ISAAC, William. To predict and serve? Significance, 2016.
MADDEN, Mary et al. Privacy, poverty, and big data: A matrix of vulnerabilities for poor Americans. Washington University Law Review, v. 95, 2017.
O’NEIL, C. Weapons of Math Destruction. Nova York: Crown, 2016.

Programa

Apresentação

Este curso se destina a professores, alunos/as, funcionários/as, profissionais ou amantes do mundo dos livros e das letras, que desejam se aprofundar em temas e tópicos relacionados a sociologia e as possibilidades de análise e compreensão que ela oferece sobre o universo literário. Seja como um ponto de vista privilegiado e/ou como uma especialidade acadêmica relativamente autônoma.
O curso abordará autores clássicos que pensaram a literatura e sua relação com o mundo social, seja, refletindo acerca dos produtores literários, ou sobre as formas de circulação e consagração, ou sobre os intermediários e mediadores culturais que conferem valor literário a obras e autores.
Assim, os assuntos abordados convergem na demonstração de que mais do que uma disciplina acessória a compreensão dos fenômenos literários, a sociologia é uma forma de conhecimento/saber central para a compreensão dos mundos da literatura e de seus agentes.


Objetivo

Apresentar para os/as matriculados/as no curso temas e tópicos de diversas correntes da sociologia e/ou da crítica literária que auxiliem a compreensão de fenômenos literários contemporâneos e do passado.
Oferecendo assim uma pluralidade de ferramentas e possibilidades de enquadramentos teóricos e analíticos que sirvam para os/as estudantes se nortearem em suas práticas profissionais ou acadêmicas.


Tópicos

Sociologia Transnacional da Literatura
A sociologia da literatura de Pascale Casanova


Cronograma e avaliação

O curso terá duração de 1 semana, com 4 aulas com duração de 1 hora e trinta minutos a 2 horas. Dias 21, 22, 23 e 24 de julho, das 17:00 às 19:00.
Cada aula terá por volta de 2 horas e meia a 3 horas.
Para cada dia haverá alguns textos indicados para leitura que serviram de base para a reflexão do conteúdo a ser discutido.

Ao final e opcionalmente o/a aluno/a poderá entregar uma resenha de alguns dos textos lidos durante o curso, e/ou um projeto de pesquisa que envolva alguns dos temas debatidos em aula, e/ou breve trabalho reflexivo sobre alguns dos temas/autores (no máximo 10 páginas, parágrafo de 1,5cm, letras times new roman 12, excluída a bibliografia).


Tópico - Sociologia Transnacional da Literatura

Apresentação

Esta aula visa introduzir uma temática da área de sociologia da literatura que diz respeito aos estudos de enfoque transnacional do universo literário. Tal enquadramento de análise visa colocar em suspensão categorias naturalizadas nos estudos literários e na sociologia da literatura, a saber: nação, língua, fronteiras, etc.
O enfoque transnacional da sociologia da literatura permite compreender como nações, áreas linguísticas, editoras, escritores e agentes literários estão em disputas e alianças para traçar novas fronteiras, alargando algumas e apagando outras. A luta pela consagração e pela circulação de obras e autores envolve disputas por traduções, prêmios e aparições públicas que frequentemente desenham um percurso no espaço global que transpassa fronteiras nacionais, de mercado e simbólicas.

Objetivo

Apresentar sucintamente a origem dos estudos transnacionais na sociologia da literatura bem como suas possibilidades de aplicação para pesquisas e trabalhos acadêmicos. Descrever as formas de abordagem de objetos a partir de um olhar que privilegia a transnacionalidade como enquadramento fundamental para a explicação e compreensão de fenômenos literários contemporâneos.


Leituras indicadas

BOURDIEU, Pierre. Les conditions sociales de la circulation internationale des idées. In: Actes de la recherche en sciences sociales. Vol. 145, décembre 2002. La circulation internationale des idées. pp. 3-8. DOI : https://doi.org/10.3406/arss.2002.2793 . Disponível em: www.persee.fr/doc/arss_0335-5322_2002_num_145_1_2793

JURT, Joseph. Campo literario y Nación. In: JURT, Joseph. Naciones Literarias: una sociología histórica del campo literario. Villa María: Eduvim, 2014, p. 15 a 49.

SAPIRO, Gisèle. A noção de campo de uma perspectiva transnacional: A teoria da diferenciação social sob o prisma da história global. Plural, v. 26, n.1, p. 233-266, jul. 2019.

MORETTI, Franco. Conjunctures on World Literature. New Left Review, Londres, n. 1, p.54-68, jan./fev. 2000. Disponível em: . Acesso em: 21 jan. 2018.



Bibliografia Complementar

BOURDIEU, Pierre. Uma revolução conservadora na edição. Política & Sociedade, v. 17, n. 39, p. 198-249, 2018. DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7984.2017v17n39p198
CHARLE, Christophe. Homo Historicus: reflexões sobre a história, os historiadores e as ciências sociais. Porto Alegre: Editora da UFRGS; Rio de Janeiro: FGV, 2018.

CASANOVA, Pascale. A república mundial das letras. São Paulo: Estação liberdade, 2002.

CASSIANO, Célia Cristina de Figueiredo. O mercado do livro didático no Brasil do século XXI: a entrada do capital espanhol na educação nacional. São Paulo: Editora UNESP, 2013.

ENGLISH, James F. The economy of prestigie: Prizes, awards, and the circulation of cultural value. Cambridge: Harvard University Press, 2005.

JURT, Joseph. Naciones Literarias: una sociologia historica del campo literario. Villa María: Eduvim, 2014

MUNIZ, JR., José de Souza; SZPILBARG, Daniela. Regimes de visibilidade no mercado editorial globalizado: Brasil e Argentina como convidados de honra na Feira do Livro de Frankfurt. In: Encontro Anual da Anpocs, 38., 2014. Caxambu (MG). Anais eletrônicos..., São Paulo: Anpocs, 2014. Disponível em: < https://www.academia.edu/9674541/Regimes_de_visibilidade_no_mercado_edi…;. Acesso em: 31 maio 2017.

SAPIRO, Gisèle. The literary field between the state and the market. Poetics, [s.l.], v. 31, n. 5-6, p.441-464, out. 2003. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.poetic.2003.09.001. Acesso em: 13 abr. 2017.

______. Elementos para uma história do processo de autonomização. Tempo social, São Paulo , v. 16, n. 1, p. 93-105, Jun. 2004 . Disponível em: . Acesso em: 14 Jul. 2016. http://dx.doi.org/10.1590/S0103-20702004000100005.

______. La Sociologie de la Littérature. Paris : La Découverte, 2014.

______. How Do Literary Works Cross Borders (or Not)? Journal Of World Literature, [s.l.], v. 1, n. 1, p.81-96, 1 jan. 2016a. Brill Academic Publishers. http://dx.doi.org/10.1163/24056480-00101009.

______. The metamorphosis of modes of consecration in the literary field: Academies, literary prizes, festivals. Poetics, [s.l.], v. 59, p.5-19, dez. 2016b. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.poetic.2016.01.003.

SAPIRO, Gisèle et al. L’amour de la littérature : le festival, nouvelle instance de production de la croyance. Actes de La Recherche En Sciences Sociales, [s.l.], v. 206-207, n. 1, p.108-137, 2015. CAIRN. http://dx.doi.org/10.3917/arss.206.0108.

SORÁ, Gustavo. Os livros do Brasil entre o Rio de Janeiro e Frankfurt. Bib: Revista Brasileira de Informação Bibliográfica em Ciências Sociais, Rio de Janeiro, n. 41, p.3-33, 1996. Semestral. Disponível em: . Acesso em: 25 ago. 2017.

______. Tempo e distâncias na produção editorial de literatura. Mana, Rio de Janeiro , v. 3, n. 2, p. 151-181, Oct. 1997 . Disponível em: . Acesso em: 31 mai. 2017. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-93131997000200005.

______. Frankfurt y otras aduanas culturales entre Argentina y Brasil: Una aproximación etnográfica al mundo editorial. Cuadernos de Antropología Social, n. 15, 2002, p. 125-143.

______. El mundo como feria. In(ter)dependencias editoriales en la Feria de Frankfurt. Comunicación y Medios, n. 27, 2013, p. 102-128. Disponível em: < http://www.eduvim.com.ar/sites/default/files/descargas/Crear%20Descarga…;. Acesso em: 31 maio 2017.

THOMPSON, Jonh B. Mercadores de cultura: o mercado editorial no século XXI. São Paulo: Editora Unesp, 2013.

Tópico 2 - A sociologia da Literatura de Pascale Casanova

Apresentação

A pesquisa com uma visada internacional, que procura relacionar, dentro do jogo de produções simbólicas, as relações de dependência e dominação que se estabelecem entre países, tem hoje, na sociologia da cultura, lugar central. Pascale Casanova publicou diversas obras em que esta temática é explorada: Beckett l'abstracteur: anatomie d'une révolution littéraire (1997), A República Mundial das Letras (1999) e Kafka en Colère (2011), trabalhos em que procurou entender a produção da literatura nos termos de um “espaço literário mundial” concreto em que há disputas sobre o que é ou não literário, campos de força que “comandariam as formas dos textos” que circulam por toda parte do mundo, um universo que tem um centro encastelado em línguas e que estabelece assim suas províncias e seus confins. Deste modo, como no trabalho sobre Kafka, ela expõe de modo mais explícito as relações de dominação que comandam o jogo literário, ou seja, para entender a obra do escritor tcheco, ela coloca em peleja a sua relação com o judaísmo, a condição de tcheco no interior do império austríaco, assim como as assimetrias entre as literaturas alemã e tchecas como determinantes para entender o percurso literário do escritor de A metamorfose.

Objetivo

O curso pretende, portanto, a apresentação de sua obra, intentando elaborar os temas centrais de sua discussão.
Leitura indicada:

“Princípios de uma história mundial da literatura” in.CASANOVA, P. A República Mundial das Letras. São Paulo: Estação Liberdade, 2002. p. 23-61

“As Pequenas Literaturas” in.CASANOVA, P. A República Mundial das Letras. São Paulo: Estação Liberdade, 2002. p. 23-61

“A tragédia dos ‘homens traduzidos’” in.CASANOVA, P. A República Mundial das Letras. São Paulo: Estação Liberdade, 2002. p. 23-61

Obras da Autora

Beckett l'abstracteur. Anatomie d'une révolution littéraire, Éditions du Seuil, 1997
La République mondiale des Lettres, Éditions du Seuil, 1999
Kafka en colère, Éditions du Seuil, 2011
La Langue mondiale, Éditions du Seuil, 2015
« Le méridien de Greenwich : Réflexions sur le temps de la littérature », dans Qu'est-ce que le contemporain ?, textes réunis par Lionel Ruffel, Editions Cécile Defaut, 2010, p. 113-145.
« Beckett chez les philosophes », dans The Florence Gould Lectures at New York University, vol. vii, 2007-2008.
« Et Blanc », dans Objet Beckett, Centre Pompidou / IMEC Editeur, 2007.
(en) « The Ibsen Battle : Comparative analysis of the Introduction of Henrik Ibsen in France, England and Ireland », dans Anglo-French attitudes : Comparisons and transfers between English and French Intellectuals since the eighteenth century, dir. C. Charle, J. Vincent et Jay Winter, Manchester University Press, 2007.
(en) « Literature as a world », dans New Left Review, no 31, janvier/février 2005.
« Littérature et philosophie : malentendu structural et double instrumentalisation. Le cas de Samuel Beckett », dans L’Écrivain, le Savant et le philosophe. La littérature entre philosophie et sciences sociales, dir. Eveline Pinto, Publications de la Sorbonne, 2003.
« Littérature secondaire et consécration : Le rôle de Paris », dans L'Œuvre et son ombre : Que peut la littérature secondaire ?, dir. Michel Zinc, Éditions de Fallois, 2002.
« Kafka en France : Éléments pour une critique de la critique », dans Le Texte et le Contexte. Analyses du champ littéraire français, dir. Michael Einfalt et Joseph Jurt, Verlag Arno Spitz / Éditions de la Maison des Sciences de l’Homme, 2002.
« Consécration et accumulation de capital littéraire. La traduction comme échange inégal », dans Actes de la Recherche en Sciences Sociales, no 144, septembre 2002 (Traduction : les échanges littéraires internationaux) Texte intégral [archive]. Traduction en anglais dans Critical Concepts: Translation Studies, dir. Mona Baker, Routledge, 2002, 4 volumes.
« Paris, Capitale littéraire », dans les actes du colloque international Capitales culturelles, capitales symboliques. Paris et les expériences européennes (xviiie – xixe siècle), dir. Christophe Charle et Daniel Roche, Publications de la Sorbonne, 2002.
« D'un usage littéraire et affectif de la philosophie dans l'œuvre de Samuel Beckett », dans Samuel Beckett Today / Aujourd'hui, no 9, 2000 (L'affect dans l'œuvre beckettienne, dir. Buning Marius, Engelberts Matthijs et Houppermans Sjef).
« World fiction », dans Revue de littérature générale. 96/2 Digest, P.O.L, 1996, texte no 6.
« Littérature et histoire : interpréter l'interprète », Revue d’histoire moderne et contemporaine 5/2004 (no 51-4 bis), p. 43-47.

Programa

Metodologia: o curso será ministrado via plataforma GoogleMeet, através de aulas expositivas, e haverá uma reserva da carga horária de 1h de cada encontro para leitura da bibliografia.

1 O objeto, o contexto e a estrutura dos Segundos Analíticos
1.1 Pressupostos teóricos: teoria da verdade como correspondência, leis lógicas e a ciência como uma categoria relativa
1.2 Definições iniciais: APr 1.1-7 silogismo, termos, proposições, definições, axiomas etc.
1.3 Diferenças entre teoria silogística e teoria da demonstração
1.4 Divisão temática e estrutura do tratado dos Segundos Analíticos
1.5 Controvérsias sobre o objeto dos Segundos Analíticos

2 O conceito de conhecimento científico e a teoria da demonstração
2.1 As duas condições para haver conhecimento haplos
2.2 O que significa não poder ser de outro modo
2.3 Como a demonstração é um discurso da alma (APst, I.9)
2.4 Como o conhecimento científico é adquirido pela demonstração

3 Demonstração e as características de suas premissas
3.1 Apresentação de cada característica
3.2 As interconexões lógico-conceituais entre elas
3.3 Algumas posições na literatura secundária

4 Necessidade e causalidade: APst I.4-6
4.1 Quanto aos predicados
4.2 Quanto às relações predicativas (termo médio)

5 Hierarquia e adequação dos princípios:
5.1 Os axiomas comuns
5.2 Os primeiros princípios de cada domínio (genus)
5.3 O princípio apropriado ao fato que se quer demonstrar


BIBLIOGRAFIA:


PRIMÁRIA:
Angioni, L. (2004). Aristóteles: Segundos Analíticos livro I. Tradução, introdução e notas. In: IFCH-UNICAMP: Clássicos da Filosofia: Cadernos de Tradução n.7.
Aristotle. Posterior Analytics. Topics. Translated by Hugh Tredennick, E. S. Forster. Loeb Classical Library 391. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1960.
Barnes, J. (1984). The Complete Works of Aristotle (2 vol.). Princeton: Princeton University Press.
Barnes, J. (1993). Aristotle: Posterior Analytics. Translated with a commentary. Second edition. Oxford: Clarendon Press.

SECUNDÁRIA:
Para todo o curso:
Porchat, O. (2001). Ciência e dialética em Aristóteles. São Paulo: Editora UNESP. (Os capítulos e trechos serão apontados conforme as aulas.)

Aula 1: Wolff, F. (2004) Ciência Aristotélica e Matemática Euclidiana. In: Analytica, vol. 8, n.1, pp. 43-88.
Santos, L. H. L. dos. (2021). “Aristóteles e a Lógica da Contingência - Uma interpretação tradicional do argumento da batalha naval”. Journal of Ancient Philosophy, 15(1), 64-143.
Sugestão de leitura complementar:
Ferreira, M. (2014) “As proposições categóricas na lógica de Aristóteles”, pp. 203-247, in: Angioni (Org.) Lógica e Ciência em Aristóteles, Editora Phi, 372p.
Smith, R. (2012). “A Lógica de Aristóteles”. Artigo da SEP traduzido por Elton Luiz Rasch. Investigação Filosófica: vol. 3, n. 2, artigo digital 2.

Aula 2: Bastos, D. (2020) A Teoria da Demonstração Científica de Aristóteles em Segundos Analíticos 1.2-9 e 1.13. Archai Journal 30, pp.1-24.
Sugestão de leitura complementar: Angioni, L. Demonstração, silogismo e causalidade. in: Angioni (Org.) Lógica e Ciência em Aristóteles. Campinas: Editora Phi, 372p.

Aula 3: Angioni, L. (2012) “Os seis requisitos das premissas da demonstração científica em Aristóteles (Segundos Analíticos I,2)”. In: Manuscrito – Rev. Int. Fil., Campinas, v. 35, n. 1, p. 7-60, jan.-jun.
Scholz, H. (1980). “A Axiomática dos Antigos”, in: Cadernos de História e Filosofia da Ciência 1, pp.5-20.

Aula 4: Porchat, O. (2004) “Sobre a Degola do Boi Segundo Aristóteles”. In: Analytica, vol. 8, n.1, pp. 89-142.
Angioni, L. (2020). “Aristóteles e a necessidade do conhecimento científico”. Discurso, 50(2), 193-238.

Aula 5: Encerramento. Sem leitura prevista.

Programa

Aula 1 - Introdução e a técnica de Xilogravura
Textos base para a aula: BURKE, Peter. 2007. Gravura popular brasileira, In: Revista do IEB, n.44, fevereiro.

Aula 2 - Cordel e formas populares de literatura, história, formato e temática.
Textos base para a aula: ABREU, Márcia. 2002. Relações entre folhetos de cordel e literatura erudita. In Horizontes Antropológicos.

Aula 3 - Reflexões e contradições do fazer artístico - Processos em foco.
Textos base para a aula: a) BARBOSA, João Alexandre. João Cabral ou a Educação Pela Poesia. São Paulo: Ateliê Editorial, 1996. In: https://aedmoodle.ufpa.br/pluginfile.php/320093/mod_resource/content/1/…;
b) CARDOSO, Tania Cardoso de.. O sujeito poético em Ana Cristina Cesar. Letras de Hoje (Impresso), v. 46, p. 62 - 117, 2011. In: https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/22988/000739562.pdf?se…

Referências complementares:
CÉSAR. Ana Cristina. A Teus Pés. Editora Ática, São Paulo, 1998.
MELO NETO, João Cabral. Poesias completas. 1940 – 1965. Rio de Janeiro: José, Olympio, 1986.
MÜLLER, Herta. O Compromisso. São Paulo: Globo, 2004.

Aula 4 - A poesia, o conto e a colagem - Diferentes formas de dizer a arte.
Textos bases para a aula: a) CABRAL, Rui Pires. Poesia-colagem. Elyra, 2016. In: https://elyra.org/index.php/elyra/article/view/128/124; b) DUARTE, Noélia. Poéticas da brevidade: o poema em prosa e o conto literário. Universidade dos Açores, 2004. In: https://proa.ua.pt/index.php/formabreve/article/view/7701

Referências complementares:

Conto

ARRIGUCCI JR, Davi. O escorpião encalacrado: a poética da destruição em Júlio Cortázar. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
CORTÁZAR, Júlio. Do conto breve e seus arredores. In: Valise de Cronópios. São Paulo: Perspectiva, 1979.
PIGLIA, Ricardo. Formas Breves. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
FRIEDMAN, Norman. O que faz um conto ser curto? Revista USP, São Paulo, n.63, 2004.

Poesia

ADORNO, T. W. Palestra sobre lírica e sociedade (Trad. de Jorge de Almeida). In: Notas de Literatura I. São Paulo: Duas Cidades/Ed. 34, 2003, pp. 65-90.
ELIOT, T.S. On Poetry and Poets. London: Faber & Faber, 1957.
AIRA, César. Sobre a arte contemporânea. Trad. Victor da Rosa. Rio de Janeiro: Zazie, 2018.

Colagem

MARTINS, Luiz Renato. Colagem: investigações em torno de uma técnica moderna. In: https://doi.org/10.1590/S1678-53202007000200006
FONSECA, Aline Karen. Collage: a colagem surrealista. In: http://revistas.ung.br/index.php/educacao/article/view/462/569
PIMENTA, Tamy Macedo. O nomadismo poético nos poemas - colagens de Rui Pires Cabral. Elyra, 2016. In: https://www.elyra.org/index.php/elyra/article/view/125
FRIAS, Joana Matos. Para uma poética dos espaços em branco: Os poemas-colagem de Rui Pires Cabral. Elyra, 2016. In: https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/87828

Programa

Aula 1: Psicanálise e literatura: saberes solidários / Origens: Sigmund Freud e Silvina Ocampo

Aula 2: Escritores criativos e devaneios

Aula 3: O estranho, o inquietante, o infamiliar, o incômodo: Das unheimliche

Aula 4: O tema da escolha do cofrinho

Bibliografia literária

CAMPO, Silvina. Cuentos completos. Vol. 1 e 2. Buenos Aires: Emecé, 1999.

Bibliografia teórica
BELEMINN-NÖEL, Jean. Psicanálise e literatura. São Paulo: Cultrix, 1983.
BOSI, Alfredo. O ser e o tempo da poesia. São Paulo: Cultrix, 1977.
FREUD, Sigmund. O escritor e a fantasia (1908). In: Sigmund Freud: obras completas. Vol. 8. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. P. 325-338.
______________. O inquietante (1919). In: Sigmund Freud: obras completas. Vol. 14. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. P. 328-376.
______________. O tema da escolha do cofrinho (1913). In: Sigmund Freud: obras completas. Vol. 10. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. P. 229-241.
HERMANN, Fabio. A ficção freudiana: nota introdutória. In: Revista Literatura e Sociedade. São Paulo, V. 12, n°10, P. 217-223, 2007.
GAY, Peter. Freud: uma vida para o nosso tempo. São Paulo: Companhia das Letras,1989.
KLEIN, Kelvin Falcão. Os devaneios do caminhante solidário. In: Estratégias de visualidade na literatura - O olho Sebald.
LAPLANCHE, Jean. Vocabulário da psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
MAÜGUÉ, Jean. Sigmund Freud. In: Revista Literatura e Sociedade. São Paulo, V. 12, n°10, P. 203-207, 2007.
OCAMPO, Silvina. En general, soy fiel à imaginación. Disponível em: https://www.lainsignia.org/2003/julio/cul_047.htm#:~:text=En%20general%…. Acesso: 21/abr./2023.
ROUDINESCO, Élisabeth e PLON, Michel. Dicionário de psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar,1998.
WILLEMART, Philippe. O tecer da arte com a psicanálise. In: Revista Literatura e Sociedade. São Paulo, V. 12, n°10, P. 56-63, 2007.

Programa

Aula 1: Religião como categoria analítica: marcadores sociais da diferença

PISCITELLI, A. Interseccionalidades, categorias de articulação e experiências de migrantes brasileiras. Sociedade e Cultura, Goiânia, v. 11, n. 2, 2008. DOI: 10.5216/sec.v11i2.5247. Disponível em: https://revistas.ufg.br/fcs/article/view/5247. Acesso em: 27 maio. 2025.
ROSAS, Nina; TEIXEIRA, Jaqueline Moraes. Apresentação ao dossiê temático. Religião como marcador social: nova chave analítica ou modismo intelectual? Debates do NER, Porto Alegre, ano 25, n. 46, e147525, 2025.
Surgimento, trajetória e expansão das Igrejas Evangélicas no território brasileiro ao longo do último século. São Paulo. Centro de Estudos da Metrópole. 2023. Acessível em: https://centrodametropole.fflch.usp.br/sites/centrodametropole.fflch.us…

Aula 2: Negros evangélicos, uma preocupação recente?

FLORIANO, Maria da Graça; NOVAES, Regina. O Negro Evangélico. Comunicações do ISER, Rio de Janeiro, edição especial, 1985. Acessível em: https://iser.org.br/publicacao/comunicacoes-do-iser-edicao-especial-o-n… evangelico/#:~:text=Este%20%C3%A9%20um%20n%C3%BAmero%20muito,quase%20virgem%20na%20literatura%20brasileira.
OLIVEIRA, R. “Hoje eu orei, e Ele é negro”: a gêneses do movimento negro evangélico no Brasil. In: Dossiê Religiões e Raça Religião e Sociedade V. 41. 202. 1 Acessado em 20 de dezembro em https://www.scielo.br/j/rs/a/MdJfG4XC8v4dPkrPBj6f9bv/
REINA. M.L Pentecostalismo e questão racial no Brasil: desafios e possibilidades do ser
negro na igreja evangélica. PLURAL, Revista do Programa de Pós‐Graduação em Sociologia da USP, São Paulo, v.24.2, 2017, p.253-275
SILVA, Vagner Gonçalves da. “Religião e identidade cultural negra: afro-brasileiros, católicos e evangélicos”. Afro-Ásia, v. 56, p. 83-128, 2017

Aula 3: Mulheres negras evangélicas: novas perspectivas

BURDICK, John. Procurando Deus no Brasil: A Igreja católica progressista na arena das religiões urbanas brasileiras. Rio de Janeiro: Mauad, 1998, 216pp.
CARDOSO, E. Oração e ativismo social: narrativas das mulheres negras em igrejas evangélicas progressistas no DF, em período pandêmico e pós-pandêmico. IN: Revista Sociedade e Estado – Volume39,Número3,2024Disponívelem: https://www.scielo.br/j/se/a/QmkCQSWDW6bvh9YkQ5VhJPb/?format=pdf&lang=pt
NUNES, Ana Paula, Vai na fé: ética na amizade entre mulheres negras. In: LOGOS VOL 31 Nº 02 PPGCOM UERJ, 2024.
‘Vai na Fé’: as razões do sucesso da novela evangélica da Globo. Kelly Miyashiro. Revista Veja. 2023. Acessível em: https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/vai-na-fe-as-razoes-do-suce…
Mulheres evangélicas para além do voto: concepções sobre política e cotidiano. Livia Reis, Jacqueline Moraes Teixeira. Instituto de Estudos da Religião. 2023. Acessível em: https://religiaoepoder.org.br/artigo/mulheres-evangelicas-para-alem-do-…
Cara típica do evangélico brasileiro é feminina e negra, aponta Datafolha. Anna Virginia Balloussier. 2020. Folha de São Paulo. Acessível em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/01/cara-tipica-do-evangelico-b…
Mulheres negras são maioria nas igrejas evangélicas paulistanas, aponta pesquisa Datafolha. Anna Virginia Balloussier. Folha de São Paulo. 2024. Acessível em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/07/mulheres-negras-sao-mai…
Mulheres negras evangélicas a cara das igrejas paulistanas. Simony dos Anjos. Carta Capital. 2024. Acessível em: https://www.cartacapital.com.br/blogs/dialogos-da-fe/mulheres-negras-ev…
Coletivos de mulheres negras evangélicas e a disputa pelo espaço público da religião. Jornal da USP. 2021. Acessível em: https://jornal.usp.br/artigos/coletivos-de-mulheres-negras-evangelicas-…
A autodeterminação das mulheres negras evangélicas. Simony dos Anjos. Carta Capital. 2024. Acessível em: https://www.cartacapital.com.br/blogs/dialogos-da-fe/a-autodeterminacao…
A estranha mania de ter fé na vida das mulheres negras evangélicas. Simony dos Anjos. Carta Capital. 2023. Acessível em: https://www.cartacapital.com.br/blogs/dialogos-da-fe/a-estranha-mania-d…

Programa

a) Levantamento, sistematização e manipulação de dados observacionais em superfície
b) Emprego de técnicas e metodologias de análise estatística aplicada à Climatologia Geográfica;
c) Extração e manipulação de dados climáticos via produtos satelitais;
d) Identificação do grau de acurácia e validação dos dados estimados por produtos orbitais;
e) Análise de indicadores climáticos extremos;
f) Representação gráfica e cartográfica de dados estimados via produtos orbitais.

Referências bibliográficas

AGHAKOUCHAK, A.; MEHRAN, A. Extended contingency table: performance metrics for satellite observations and climate model simulations. Water Resources Research, v.49, n.10, p.7144-7149, 2013. DOI: 10.1002/wrcr.20498
ALLAN R.P.; SODEN, B.J. Atmospheric warming and the amplification of precipitation extremes. Science, v.321, n.5895, p.1481-1484, 2008. DOI: 10.1126/science.1160787
CAVALCANTE, R.B.L.; FERREIRA, D.B.S.; PONTES, P.R.M.; TEDESCHI, R.G.; COSTA, C.P.W; SOUZA, E.V. Evaluation of extreme rainfall indices from CHIRPS precipitation estimates over the Brazilian Amazonia. Atmospheric Research, v.238, p.104879, 2020. DOI: 10.1016/j.atmosres.2020.104879
Climate Hazards Center. InfraRed Precipitation with station data (CHIRPS). Disponível em: https://www.chc.ucsb.edu/data. Acesso em 17 de janeiro de 2022.
COSTA, J.; PEREIRA, G.; SILVA, M.E.S.; CARDOZO, F.; SILVA, V.V. Validação dos dados de precipitação estimados pelo CHIRPS. Revista Brasileira de Climatologia, v.24, n.15, p.228-243, 2019. DOI: 10.5380/abclima.v24i0.60237
INMET (Instituto Nacional de Meteorologia). BDMEP (Banco de Dados Meteorológicos para Ensino e Pesquisa). 2021. Available in: http://www.inmet.gov.br/portal/index.php?r=bdmep/bdmep. Acesso em 18 de janeiro de 2022.
ISLAM, A. Statistical comparison of satellite-retrieved precipitation products with rain gauge observations over Bangladesh. International Journal of Remote Sensing, v.39, n.9, p.2906-2936, 2018. DOI: 10.1080/01431161.2018.1433890
KENDALL, M.G. Rank correlation methods. 5th Ed. London: Charles Griffin. 1990. 292p.
SILVA-LUIZ, W.; OSCAR-JÚNIOR, A.C.S. Climate extremes related with rainfall in the State of Rio de Janeiro, Brazil: a review of climatological characteristics and recorded trends. Natural Hazards, v.114, p.713-732, 2022. DOI: 10.1007/s11069-022-05409-5
MU, Y.; JONES, C. An observational analysis of precipitation and deforestation age in the Brazilian Legal Amazon. Atmospheric Research, v.271, n.4, p.106122, 2022. DOI: 10.1016/j.atmosres.2022.106122
PENEREIRO, J.C; MESCHIATTI, M.C. Tendências em séries anuais de precipitação e temperaturas no Brasil. Engenharia Sanitária Ambiental, v.23, p.319-331, 2018. DOI: 10.1590/S1413-41522018168763
REGOTO, P.; DERECZYNSKI, C.; CHOU, S.C.; BAZZANELA, A.C. Observed changes in air temperature and precipitation extremes over Brazil. International Journal of Climatology, v.41, p.5125-5142, 2021. DOI: 10.1002/joc.7119
SILVA BATISTA, C.; SILVA, M.E.S.; AMBRIZZI, T.; TOMMASELLI, J.T.G.; PATUCCI, N.N.; MATAVELI, G.A.V.; CORREA, W.C. Precipitação na América do Sul -Dados obtidos por estações meteorológicas automáticas e por sistemas orbitais. Revista Brasileira de Climatologia, v.25, p.54-79, 2019.
SOROOSH; H., KUOLIN; BRAITHWAITE, D.; ASHOURI, H; NOAA Climate Data Record (CDR) of Precipitation Estimation from Remotely Sensed Information using Artificial Neural Networks (PERSIANN-CDR), Version 1 Revision 1. National Centers for Environmental information, 2023. DOI: 10.7289/V51V5BWQ
UCI (Universidade da Califórnia, Irvine). Data Portal - PERSIANN-CRD. Disponível em: https://chrsdata.eng.uci.edu/. Acesso em 9 de janeiro de 2022.
WILLMOTT, C.; MATSUURA, K. Advantages of the mean absolute error (MAE) over the root mean square error (RMSE) in assessing average model performance. Climate Research, v.30, p.79-82, 2005. DOI: 10.3354/cr030079
XAVIER, A.C.F.; RUDKE, A.P.; SERRÃO, E.A.O.; TERASSI, P.M.B.; PONTES, P.R.M. Evaluation of satellite-derived products for the daily average and extreme rainfall in the Mearim river drainage basin (Maranhão, Brazil). Remote Sensing, v.13, n.21, p.4393, 2021. DOI: 10.3390/rs13214393
ZHANG, X.; FENG, Y.; CHAN, R. Introduction to RClimDex v1.9. Climate Research Division, Canadá. 2018. 26p.

Programa

DIA 1 – OS HUMORES EM MAQUIAVEL

Descrição das atividades:
Boas-vindas e apresentação do curso. Breve contextualização sobre vida e obra de Maquiavel. Exposição sobre a teoria dos humores em Maquiavel.

Sugestão de leitura:
MAQUIAVEL, Discursos sobre a Primeira Década de Tito, livro I, caps. 1 ao 6.
______, O Príncipe, cap. 9.

Leitura complementar:
ADVERSE, Helton. Maquiavel, a república e o desejo de liberdade. Trans/Form/Ação, São Paulo, v. 30, n. 2, p. 33-52, 2007.
GAILLE-NIKODIMOV, Marie. Conflit civil et liberté: La politique machiaveliénne entre historie et medicine. Paris: Honoré Champion, 2004, cap. 1. [providenciaremos a tradução do capítulo]
LEFORT, Claude. "Sur la différence de classes". In: Le travail de l’œuvre Machiavel, Paris: Galliman, 1972. [tradução do capítulo em espanhol indicada abaixo]
______. Sobre la diferencia de clases. In: Maquiavelo: lecturas de lo político. Madrid: Editorial Trotta, 2010.

DIA 2 – OS CONFLITOS EM O PRÍNCIPE

Descrição das atividades: Veremos como os humores são descritos e representados em algumas passagens de O Príncipe.

Leitura sugerida:
MAQUIAVEL, O Príncipe, cap. 9.

Leitura complementar:
CARDOSO, Sérgio. Em direção ao núcleo da “obra Maquiavel”: sobre a divisão civil e suas interpretações. Discurso, 45(2), 207-248.
GAILLE-NIKODIMOV, Marie. Maquiavel. Portugal: Ed. 70, 2008 [trechos].

DIA 3 – OS TIPOS DE CONFLITOS NOS DISCURSOS

Descrição das atividades: Faremos uma exposição baseada em excertos dos Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio sobre: 1. os tipos de conflitos civis: partindo dos tumultos gerados pela desunião, passando pela luta de seitas e facções, confluindo para a guerra civil; 2. A relação entre os tipos de conflitos, a liberdade e o processo de corrupção da cidade.

Leitura sugerida:
MAQUIAVEL, Discursos sobre a Primeira Década de Tito, livro I, caps. 4, 7, 17 e 37.
MAQUIAVEL, História de Florença, livro III, 1.

Leitura complementar:
BOCK, Gisela. “Civil discord in Machiavelli’s Istorie Fiorentine”. In: BOCK, Gisela; SKINNER, Quentin; VIROLI, Maurizio. Machiavelli and republicanism. Cambridge: Cambridge University Press, 1990.

DIA 4 – TUMULTOS NA HISTÓRIA DE FLORENÇA

Descrição das atividades:
Veremos alguns episódios da História de Florença que assinalam o modo e os efeitos dos tumultos que lá tiveram lugar. Também analisaremos as causas destes efeitos, indicadas nesta mesma obra e nos Discursos.

Leituras sugeridas:
MAQUIAVEL, História de Florença. São Paulo: Martins Fontes, 2007 [trechos].

Leitura complementar:
ARANOVICH, Patrícia Fontoura. História e Política em Maquiavel. São Paulo: Discurso Editorial, 2007 [trechos].
CARDOSO, Sérgio. Maquiavel: lições das Histórias Florentinas. Discurso, 48(1), 2018, 121-154.


BIBLIOGRAFIA

ADVERSE, Helton. Maquiavel, a república e o desejo de liberdade. Trans/Form/Ação, São Paulo, v. 30, n. 2, p. 33-52, 2007.
ADVERSE, Helton. Maquiavel, o conflito e o desejo de não ser dominado. In: PINTO, F.M., e BENEVENUTO, F. Filosofia, política e cosmologia: ensaios sobre o Renascimento. São Bernardo do Campo, SP: Editora UFABC, 2017, pp. 133-159.
ARANOVICH, Patrícia Fontoura. História e Política em Maquiavel. São Paulo: Discurso Editorial, 2007.
BOCK, Gisela. “Civil discord in Machiavelli’s Istorie Fiorentine”. In: BOCK, Gisela; SKINNER, Quentin; VIROLI, Maurizio. Machiavelli and republicanism. Cambridge: Cambridge University Press, 1990.
CARDOSO, Sérgio. Em direção ao núcleo da “obra Maquiavel”: sobre a divisão civil e suas interpretações. Discurso, 45(2), 207-248.
CARDOSO, Sérgio. Maquiavel: lições das Histórias Florentinas. Discurso, 48(1), 2018, 121-154.
GAILLE-NIKODIMOV, Marie. Conflit civil et liberté: La politique machiaveliénne entre historie et medicine. Paris: Honoré Champion, 2004.
GAILLE-NIKODIMOV, Marie. Maquiavel. Portugal: Ed. 70, 2008.
LEFORT, Claude. Le travail de l’œuvre Machiavel, Paris: Galliman, 1972.
LEFORT, Claude. Maquiavelo: lecturas de lo político. Madrid: Editorial Trotta, 2010.
MAQUIAVEL. Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio. Trad.: Martins Fontes. Revisão técnica: Patrícia Fontoura Aranovich. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
MAQUIAVEL. História de Florença. Trad. MF. Revisão técnica: Patrícia Fontoura Aranovich. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
MAQUIAVEL. O príncipe. Trad.: Maria Júlia Goldwasser. Revisão de trad.: Zelia de Almeida Cardoso. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
MARTINS, José Antônio. “Introdução”. In: MAQUIAVEL, O Príncipe. Trad. José Martins. São Paulo: Hedra, 2020, p. 7-191.