Programa

1. O caso prepositivo: declinação dos substantivos
2. O caso acusativo: declinação dos substantivos
3. O tempo passado do verbo
4. Vocabulário
5. Fonética

Bibliografia
Tchernichov, S.I., Tchernichova, A.V. Poekhali! Russki iazik dlia vzroslikh. Natchalni kurs. Utchebnik. Tchast 1.1. São
Petersburgo: Zlatoust, 2019, 176 p.
Tchernichov, S.I., Tchernichova, A.V. Poekhali! Russki iazik dlia vzroslikh. Natchalni kurs. Rabotchaia Tetrad. Tchast 1.1.
São Petersburgo: Zlatoust, 2019, 160 p.
Khavronina, S.A. Russki iazik v uprajneniakh. Utchebnoe Posobie. 19ª ed. Moscou: Russki Iazik. 2009, 384 p.
Finagina, I.V. Russki iazik kak inostranni. Posobie po chteniu. São Petersburgo: NIU ITMO, 2014, 81 p.
Ermachenkova V.S. То listen and to hear: А listening course for the foreign students of Russian: Level А2. St. Petersburg:
Zlatoust, 2007, 112 р.

Programa

Aula 1. Reflexão interdisciplinar sobre o conceito de Território e Fronteira.
Leituras: BARTH, Fredrik. Os grupos étnicos e suas fronteiras. In: O guru, o iniciador e outras variações antropológicas. Contracapa, Rio de Janeiro, 2000, pp. 25-67.
RAFFESTIN, Claude. Por uma geografia do poder. Editora Ática, São Paulo, 1993. pp. 158-164.

Aula 2. Diálogos entre as identidades culturais e as territorialidades na cidade de SP.
SAQUET, Marcos Aurélio; BRISKIEVICZ, Michele. Territorialidade e identidade: um patrimônio no desenvolvimento territorial. Caderno Prudentino de Geografia, n. 31, vol.1. Presidente Prudente, 2009.
PERLONGHER, Néstor. O Negócio do Michê: a prostituição viril.. 2. ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1987. pp.- 41-67, 68-154.

Aula 3. A segregação espacial e como isso afeta os corpos LGBTQIA+.
CALDEIRA, Teresa. São Paulo: três padrões de segregação espacial. In: Cidade de Muros: crime, segregação e cidadania em São Paulo. São Paulo, Edusp; editora 34, 2003. pp- 211-256.
SIMÕES, J. A; FRANÇA, I. L; MACEDO, M. Jeitos de Corpo: cor, raça, gênero, sexualidade e sociabilidade juvenil no centro de São Paulo. Cadernos Pagu, Campinas, n. 35, julho-dezembro 2010. pp. 37-78.

Aula 4. Territórios da resistência, luta e emancipação.
MACRAE, Edward. A construção da igualdade: identidade sexual e política no Brasil da abertura. Campinas, Ed, Unicamp, 1990. pp. 19-64.
PUCCINELLI, Bruno; REIS, Ramon Pereira. "Periferias" móveis: (homo)sexualidades, mobilidades e produção da diferença na cidade de São Paulo. Cadernos Pagu, Campinas, n. 56, 2020.

Programa

Cronograma
Aula 1: Introdução ao Kant: equivocidade da coisa em geral
Aula 2: Parágrafos 75-77 da Crítica da faculdade de julgar
Aula 3: As Cartas filosóficas sobre o dogmatismo e criticismo de Schelling
Aula 4: Nietzsche e o perspectivismo

Bibliografia
KANT. Crítica da razão pura. Trad. Fernando Costa Mattos. São Paulo: Vozes, 2012.
______. Crítica da Faculdade de Julgar. Trad. Fernando Costa Mattos. São Paulo: Vozes, 2016.
LEBRUN, G. “O subsolo da Crítica – Uma conferência inédita de Lebrun sobre Kant”. In: Revista Discurso, v. 46, n. 2, São Paulo, 2016, pp. 53-84.
MARQUES, A. A filosofia perspectivista de Nietzsche. São Paulo: Discurso/Unijuí, 2003.
NIETZSCHE, F. Além do Bem e do Mal: Prelúdio a uma Filosofia do Futuro. Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
_____________. Genealogia da Moral. Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
_____________. A Gaia Ciência. Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
SCHELLING, F. Os pensadores, São Paulo: Abril Cultural, 1973.
STEGMAIER, W. „Darwin, Darwinismus, Nietzsche: Zum Problem der Evolution“. In Nietzsche-Studien, 16, 1987.
STIEGLER, B., Nietzsche e la biologie. Paris: PUF, 2002.
TORRES, R. Ensaio de Filosofia Ilustrada. São Paulo: Iluminuras, 2004.
VAIHINGER, H. A filosofia do como se. Tradução de Eduardo Pellejero. Chapecó: Argos, 2011.

Programa

Aula 1: Título da aula: Introdução e práticas mágicas no século XVI

Aula 2: Título da aula: Práticas mágicas no século XVII.

Aula 3: Título da aula: Práticas mágicas no século XVIII.

Bibliografia:

AMARAL LAPA, José Roberto do (org.). Livro da Visitação do Santo Ofício da Inquisição ao Estado do Grão-
Pará 1763-1769. Petrópolis: Vozes, 1978.
ARAÚJO, Gilmara Cruz. Práticas de feitiçaria: o caso de Maria Gonçalves Cajada. Editora Estronho, PR: 2017.
CALAINHO, Daniela. Metrópole das mandigas: religiosidade negra e inquisição portuguesa no antigo regime. Rio
de Janeiro: Garamond, 2008.
CARVALHO JÚNIOR, Almir. Índios Cristãos: A conversão dos gentios da Amazônia Portuguesa (1653-1769).
Tese (Doutorado) - Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da
Universidade Estadual de Campinas 2005.
MELO, Suzana Leandro de. A Religiosidade no Brasil Colonial: o caso da Bahia (XVI-XVII). Dissertação de
mestrado. João Pessoa: 2010.
REIS, Marcus Vinicius. Descendentes de Eva: práticas mágico-religiosas e relações de gênero a partir da
Primeira Visitação do Santo Ofício à América Portuguesa (1591-1595). Curitiba: 2019.
SANTOS JÚNIOR, Dimas Catai. Colonizar o inferno, ocupar o purgatório: feitiçaria, práticas mágicas e
religiosidade no Brasil colonial (século XVIII). Dissertação de mestrado. Bahia:2015.
SOUZA, Laura de Mello e. O Diabo e a Terra de Santa Cruz. São Paulo: Companhia das Letras, 1986.
____________. Inferno Atlântico. Demonologia e colonização séculos XVI – XVIII. São Paulo: Companhia das
Letras, 1993.
SILVA, Carolina Rocha. O sabá do sertão: feiticeiros, demônios e jesuítas no Piauí colonial (1750-1758). Paco
editorial: 2015.
VAINFAS, Ronaldo. A Heresia dos Índios. Catolicismo e rebeldia no Brasil Colonial. São Paulo: Companhia das
Letras, 1995.
_________________. Confissões da Bahia: santo ofício da inquisição de Lisboa. São Paulo: Companhia das Letras,
1997.

Programa

AULA 1: Animalizar as fontes históricas
Humanos tendem a ser os protagonistas das narrativas históricas, até porque a disciplina da qual elas emergem orienta-se pela convenção das ciências ditas humanas. Mas esses mesmos protagonistas, que seria deles sem os entes não humanos – e, nesse particular, os animais? Nesta aula, pretendemos exercitar formas de análise crítica documental que, em vez de permanecer excluindo, incluam em sua leitura animais como importantes agentes históricos em diferentes contextos. Seja na forma de alimentos, transporte, signos de religiosidade, trocas comerciais ou companhia, os animais não humanos, ao contrário do que pode fazer parecer a historiografia antropocêntrica, representam, material ou simbolicamente, entidades fulcrais para a compreensão do passado social.

Leitura recomendada:
CAMINHA, Pero Vaz de. Carta de achamento do Brasil. Campinas: Editora da Unicamp, 2021.

AULA 2: Os animais nos porões no navio negreiro: modernidade e circulação de humanos e não humanos
Os modernos não foram os primeiros a promover movimentações forçadas de humanos e não humanos, mas certamente foram aqueles que a aperfeiçoaram. Nesta aula pretendemos tratar das relações históricas existentes nos processos de circulação de pessoas e animais não humanos, e mostrar de que modo pessoas em situação de escravidão no período moderno e animais não humanos estiveram inscritos em regimes análogos de segregação e violência – fundamento sobre o qual inclusive se alicerçava a “animalização” de grupos humanos inteiros. Objetivamos mostrar os pressupostos eurocêntricos, racistas, sexistas e especistas que fundamentam esses regimes, e mostrar quais foram suas consequências nos regimes sócio-ecológicos globais da contemporaneidade.

Leitura recomendada:
FERDINAND, Malcom. Uma ecologia decolonial: pensar a partir do mundo caribenho. São Paulo: Editora Ubu, 2022, pp. 21 - 43 (Prólogo).


AULA 3: E quando os bichos aparecem? Os insetos na ficção científica
Abelhas assassinas e formigas gigantes invadindo os grandes centros urbanos estadunidenses povoaram o imaginário popular da indústria cultural hollywoodiana ao longo do século XX. Além disso, o emblemático filme “A mosca” (1958) ressalta os terrores físicos e psicológicos que afligem as mentes daqueles que se retiram da humanidade. Nesta aula, pretendemos abordar as formas como os insetos foram representados no universo da ficção científica do século XX. Mostraremos como que muitas vezes os insetos são vistos como espécies de alienígenas invasores, usados como metáforas daquilo que vem de fora, e que ameaça romper com a ordem vigente.

Leituras recomendadas:
FAUSTO, Juliana. A cosmopolítica dos animais [TESE], p. 222 - 229. Disponível em: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSe….
Ritvo, Harriet. Quão selvagem é o selvagem? In: “The Edges of Environmental History: Honouring Jane Carruthers,” edited by Christof Mauch and Libby Robin, RCC Perspectives 2014, no. 1, 19–24. Disponível em: https://www.environmentandsociety.org/sites/default/files/2014_i1_portu….


AULA 4: O contemporâneo e a animalidade invisível: vaga-lumes, pombos, jacarés e bois
A construção de sensibilidades iluministas, liberais e burguesas, centradas em concepções bastante localizadas de racionalidade e cientificidade, gradualmente afastou os animais não humanos das vivências cotidianas, sobretudo – mas não só – nas cidades. Assim, a contemporaneidade se vê como uma espetacular superação dos limites da “natureza”, que deve passar a se subordinar aos desígnios técnicos e econômicos de uma sociedade afeita à ideologia do progresso e do desenvolvimento ilimitados. A historiografia, ao investigar os papéis sociais relegados aos animais não humanos nessa ordem urbana, capitalista e industrial, contribui para desvelar mecanismos de violência que perpetuam e aprofundam situações de desigualdade, apontando ainda para maneiras históricas de a elas resistir, em geral por meio de alianças nas margens que se imiscuem aos afetos interespecíficos. Mulheres idosas e pombos, trabalhadores pobres e cachorros de rua, curiosos e um jacaré em rio urbano e funcionários de frigoríficos e bois abatidos em profusão compõem alguns desses encontros produtores de afetos contra-hegemônicos capazes de estimular reflexões para existências menos brutalizadas.

Leituras recomendadas:
AMIR, Fahim. Revoltas animais: pombos, porcos e outros miseráveis na filosofia. São Paulo: Igrá Kniga, 2025.
FARAGE, Nádia. “Antes fora eu: o animal literário em Lima Barreto”. In: BRAGA, Elda Firmo; LIBANORI, Evely Vânia; DIOGO, Rita de Cássia Miranda (orgs.). Representação animal: diálogos e reflexões literárias. Rio de Janeiro: Oficina da Leitura, 2015.
MARRAS, Stelio. Virada animal, virada humana: outro pacto. Scientiæ Studia, São Paulo, v. 12, n. 2, p. 215-260, 2014.

Bibliografia complementar

BARATAY, Éric (org.). Aux sources de l’histoire animale. Paris: Éditions de la Sorbonne, 2019.
BARATAY, Éric. Feline cultures: cats create their history. Trad. ing. Drew S. Burk. Athens: The University of Georgia Press, 2024.
BERGER, John. Por que olhar para os animais? Trad. Pedro Paulo Pimenta. São Paulo: Fósforo, 2021.
CHITKA, Lars. The mind of a bee. Princeton: Princeton University Press, 2022.
DOMANSKA, Ewa. A história para além do humano. Trad. Taynna Marino e Hugo Merlo. São Paulo: FGV Editora, 2024.
HARAWAY, Donna. A reinvenção da natureza: símios, ciborgues e mulheres. Trad. Rodrigo Tadeu Gonçalves. São Paulo:
Editora WMF Martins Fontes, 2023.
INGOLD, Tim (ed.). What is an animal? Nova York: Routledge, 1988.
KRENAK, Ailton. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
MACIEL, Maria Esther. Animalidades: zooliteratura e os limites do humano. São Paulo: Editora Instante, 2023.
MASSUMI, Brian. O que os animais nos ensinam sobre política. Trad. Francisco Trento & Fernanda Mello. São Paulo: n-1 edições, 2017.
SANTOS, Antônio Bispo dos. A terra dá, a terra quer. São Paulo: Ubu Editora, PISEAGRAMA, 2023.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. Metafísicas canibais: elementos para uma antropologia pós-estrutural. São Paulo: Ubu
Editora; n-1 edições, 2018.

Programa

Público alvo:
Graduandos e Pós-Graduados em Língua Inglesa, e outros interessados. Será exigida a leitura de artigos científicos em inglês da área da saúde.
 
1 – Programa do curso
– Conhecer a organização de artigos científicos da área de medicina
– Desenvolver consciência retórica
– Disponibilizar subsídios teóricos para elaborar materiais didáticos para desenvolvimento da escrita de artigos científicos da área de medicina
– Entender sobre as práticas de submissão e publicação científica
– Refletir sobre escrita acadêmica na área médica e nas diversas áreas do conhecimento
 
2 – Objetivo geral
O objetivo deste curso é fazer com que os participantes conheçam os movimentos retóricos de Swales como forma de aplicar este conhecimento para escrita de seus artigos científicos e/ou uso desse subsídio teórico para ensinar a escrita de artigos científicos.
 
3- Bibliografia
Gustavii, B. Como escrever e ilustrar um artigo científico; tradução Marco Marcionilo. 3
ed. São Paulo: Parábola, 2017.
Nwogu, K.N. The medical research paper: structure and functions. English for Specific
Purposes, v. 16, n. 2, p. 119-138, 1997.
Schuster E, Levkowitz H, Oliveira Junior ON, editors. Writing scientific papers in English
successfully: your complete roadmap. São Carlos: Compacta; 2014.
Swales, J.M. Genre analysis: english in academic and research settings. Cambridge:
Cambridge University Press; 1990.

Programa

Aula 1
Tópicos
Controle social e práticas de poder.
Conceitos de poder e biopoder.
Sociedade disciplinar, sociedade de controle.

Texto sugerido
ALVAREZ, Marcos César. Controle social: notas em torno de uma noção polêmica. São Paulo em Perspectiva, v.18, n.1, 2004, p. 168-176.
Textos complementares
AGAMBEN, Giorgio. Homo Sacer: o poder soberano e a vida nua. Belo Horizonte: UFMG, 2002.
FOUCAULT, Michel. Em defesa da sociedade: curso no Collège de France (1975-1976). São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010. p. 201-230.
________________. Vigiar e Punir. Petrópolis: Vozes, 1977.
________________. História da Sexualidade I: a vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 1999.
SOUZA, Luiz Antonio Francisco. Tendências atuais nas áreas de segurança pública e de polícia: revisitar Foucault ou uma nova sociedade do controle? Cadernos da FFC., v9, n.1, 2000.

Aula 2
Tópico
Controle estatal da violência no Brasil contemporâneo.

Textos sugeridos
ADORNO, Sergio; DIAS, Camila. Monopólio Estatal da Violência. In: LIMA, Renato Sérgio de; RATTON, José Juiz; AZEVEDO, Rodrigo Ghiringhelli (Orgs.). Crime, polícia e justiça no Brasil. São Paulo: Contexto, 2014.
LIMA, Renato Sérgio; SINHORETTO, Jacqueline; BUENO, Samira. A gestão da vida e da segurança pública no Brasil. Revista Sociedade e Estado, vol. 30, n. 1 Janeiro/Abril, 2015. p.123-144.

Textos complementares
PAIXÃO, Antônio Luiz. Crime, controle social e consolidação da democracia. In: O’DONNELL, Guillermo; REIS, Fábio Wanderley (Orgs.) A democracia no Brasil: dilemas e perspectivas. São Paulo: Vértice, Editora Revista dos Tribunais, 1988. p. 166-199.
PERALVA, Angelina. Violência e democracia – O paradoxo brasileiro. São Paulo: Editora Paz e Terra, 2000.
WIEVIORKA, Michel. O novo paradigma da violência. Tempo Social. Revista de Sociologia da USP, vol. 9, n.1, p. 5-41,1997.

Aula 3
Tópicos
Paradigmas e movimento pendular da segurança pública.
Segurança cidadã.

Textos sugeridos
BEATO FILHO, Cláudio. Políticas públicas de segurança e a questão policial. São Paulo em Perspectiva, v. 13, n. 4, p. 13-27, 1999.
SOARES, Luiz Eduardo. Segurança pública: presente e futuro. Estudos Avançados, vol. 20, n.56, p.91-106, 2006.

Textos complementares
ADORNO, Sergio. Insegurança versus direitos humanos – entre a lei e a ordem. Tempo Social, Revista de Sociologia da USP, v.11, n.2, 2000.
BARREIRA, César. Em nome da lei e da ordem: a propósito da política de segurança pública. São Paulo em Perspectiva, v.18, n.1, 2004.
MARTIN, Gerard; CEBALLOS, Miguel. Bogotá: anatomia de uma transformação política de segurança cidadã (1995-2003). Bogotá: Pontifícia Universidade Javeriana, 2004.
SOARES, Luiz Eduardo. Meu casaco de general: 500 dias no front da segurança pública. Rio de Janeiro: Cia das Letras, 2000.

Aula 4
Tópico
Prevenção “social” do crime e da violência nas periferias urbanas.


Textos sugeridos
CONCHA-EASTMAN, Alberto; MALO, Miguel. Da repressão à prevenção da violência: desafio para a sociedade civil e para o setor saúde. Ciênc. saúde coletiva, vol.11, p.1179-1187, 2006.

GANEM MISSE, Daniel. A pacificação das favelas cariocas e o movimento pendular na segurança pública. Dilemas, Rev. Estud. Conflito Controle Soc, Rio de Janeiro, Edição Especial, n. 3, p. 29-52, 2019.
MOTTA, Luana. “Juventude violenta” como categoria: sobre as construções da relação entre pobreza, juventude e violência. Revista Argumentos, Montes Claros, v.14, n.2, 2018.

Textos complementares

GANEM MISSE, Daniel. Políticas sociais em territórios pacificados. Tese (Doutorado em Sociologia e Direito) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2013.
MINAYO, Maria Cecília de Souza. Violência e Saúde. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2006.
MOTTA, Luana. Conhecer, classificar e intervir para combater a violência: práticas e discursos de policiais-professores sobre os jovens vulneráveis na Cidade de Deus. 42º Encontro Anual da ANPOCS. SPG32 - Políticas públicas, burocracia e conflitos: estudos sobre segurança pública e justiça na contemporaneidade. 42º Encontro Anual ANPOCS. 22 a 26 de outubro de 2018, Caxambu, MG, 2018.

MOTTA, Luana. Fazer estado, produzir ordem: sobre projetos e práticas na gestão do conflito urbano em favelas cariocas. (Tese de doutorado). Programa de Pós-graduação em Sociologia. Universidade Federal de São Carlos. São Carlos, 2017.

Programa

Encontro 1: Apresentação do curso e Introdução à perspectiva dos Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa
(todas as ministrantes)
Com a emergência e o reconhecimento de novos sujeitos autorais e novas perspectivas críticas no campo da literatura e da música brasileiras é possível observar também novos paradigmas de representação de fenômenos artísticos queer e negros/afrodescendentes. Essa observação pode ser realizada sob diversas perspectivas. Os Estudos Comparados de Literatura, enquanto perspectiva teórica e metodológica do curso, têm recorrido a procedimentos e objetos de estudo contemporâneos como forma de traçar diálogos multi e transdisciplinares com novas formas artísticas e novas epistemologias que são capazes de compreender fenômenos emergentes na literatura, como o caso da representação dos corpos marcados por vetores como raça, gênero e classe.
Desse modo, o primeiro encontro do curso tem como objetivo demonstrar de que maneira as novas perspectivas da crítica literária, em conjunto com estudos de diversas áreas, como as vertentes do Feminismo Negro e Interseccional, a História e a Educação, podem proporcionar discussões que dialogam com as mais variadas esferas sociais promovendo importantes reflexões que abrangem mais que a pesquisa e o ensino de literatura, promovem o (re)conhecimento de si como sujeito imerso nesta cultura brasileira, e, a partir disso, o questionamento das representações dos sujeitos nessa cultura tão ampla e diversa.

Referências:
AKOTIRENE, Carla. Interseccionalidade. Coleção Feminismos Plurais. RIBEIRO, Djamila (coord.). São Paulo: Sueli Carneiro; Pólen, 2019.
CARVALHAL, Tania Franco. Literatura comparada: a estratégia interdisciplinar. Revista Brasileira de Literatura Comparada, Niterói: Abralic, n. 1, p. 9-21, 1991.
____________; COUTINHO, Eduardo (Orgs.). Literatura comparada: textos fundadores. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.
CAVALCANTE, B.; STARLING, H. M. M.; EISENBERG, J. Apresentação. In: Decantando a República, vol. 1: Inventário histórico e político da canção popular moderna brasileira. Rio de Janeiro/São Paulo: Nova Fronteira/Fundação Perseu Abramo, 2004.
COLLINS, Patricia Hill. Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento. Tradução: Jamille Pinheiro Dias. São Paulo: Boitempo, 2019.
CRENSHAW, Kimberle. “A intersecionalidade na discriminação de raça e gênero”. In. Cruzamento: raça e gênero, Painel 1, p. 7-16. Disponível em: https://nesp.unb.br/popnegra/index.php/biblioteca/2-genero-raca-e-saude… Acesso em 13 fev 2021.
DALCASTAGNÈ, Regina. A crítica literária em periódicos brasileiros contemporâneos: uma aproximação inicial. Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, Brasília: UBN, n. 54, p. 195–209, 2018.
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Org. Flávia Rios e Márcia Lima. 1ª edição. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
INÁCIO, Emerson. Novas perspectivas para o Comparatismo Literário de Língua Portuguesa: as séries afrodescendentes. Revista Crioula, n.23, p.11-23, 2019.
STARLING, Heloísa M. Murgel. Convite para fantasia de um violão: as canções de Chico Buarque, as histórias de João Guimarães Rosa. In: DUARTE, Paulo S.; NAVES, Santuza C. Do samba-canção à tropicália. Rio de Janeiro: Relume Dumará/FAPERJ, 2003.
TATIT, Luiz. O século da canção. 2ª edição. Cotia: Ateliê Editorial, 2008.

Encontro 2: As juras de amor – entre a ingenuidade e a vingança em um conto machadiano e em canções brasileiras

Estefânia de Francis Lopes – Doutoranda em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela FFLCH/USP. Contato: estefaniaestephan@gmail.com

O tema sobre juras de amor está presente na literatura desde os clássicos, como Shakespeare, até os contos e romances modernos. O juramento, em geral, não cumprido, também está presente nas letras de canções brasileiras, entre as quais, podemos evocar como exemplos, “Jura”, de Sinhô, gravada em 1928, por Mário Reis e “Aos pés da cruz”, de Zé da Zilda e Marino Pinto, conhecida nas interpretações de Orlando Silva (1942) e João Gilberto (1959), sendo depois regravadas por tantos outros intérpretes.
O ponto de partida desse encontro é o diálogo, por nós estabelecido, entre o conto “Noite de Almirante” (1884), de Machado de Assis, e a canção “Vingança” (1936), de Francisco Mattoso e José Maria de Abreu. O juramento, como força absoluta na crença humana de que a vontade está acima do tempo e do destino, é um elemento em comum entre as obras.
Dessa forma, buscaremos explorar, a partir das análises do conto e da letra da canção como a ingenuidade, o engano e, por vezes, a vingança, emergem de narrativas nas quais o tema é a jura de amor. Procuraremos também destacar como o papel feminino é engendrado pelos autores e como essas personagens atuam nas tramas em que o juramento é rompido. Nossa análise tem como base a Literatura Comparada como “uma prática intelectual que, sem deixar de ter no literário o seu objeto central, confronta-se com outras formas de expressão cultural” (CARVALHAL, 1991, p. 13).
Durante o encontro incluiremos a análise do conto de Machado de Assis e da canção “Vingança”, na interpretação de Mônica Salmaso, e outras letras do cancioneiro da música popular brasileira que apresentam o mesmo enfoque. Assim, além da análise literária, por assim dizer, propomos também a audição das canções como fruição estética.

Links e sites consultados:
- Para acesso ao conto “Noite de Almirante”: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_act…. Acesso em: 13 fev 2021.
- Para acesso à letra da canção “Vingança”: http://www.letras.com.br/francisco-matoso/vinganca
Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira: http://dicionariompb.com.br
MPB Cifrantiga: http://cifrantiga.blogspot.com.br. Acesso em: 13 fev 2021.

Referências bibliográficas:
ASSIS, Machado de. Histórias sem data. São Paulo: Ed. Ática, 1998.
BOSI, Alfredo. Machado de Assis: o enigma do olhar. 4ª edição – São Paulo: WMF Martins Fontes, 2007.
CARVALHAL, Tania Franco. Literatura comparada: a estratégia interdisciplinar. Revista Brasileira de Literatura Comparada, Niterói: Abralic, n. 1, p. 9-21, 1991.
GUIDIN, Márcia Lígia. “A felicidade será um par de botas?”. In. Histórias sem data. São Paulo: Ed. Ática, 1998.

Encontro 3: A representação da experiência religiosa da mulher negra na poesia e na canção afro-brasileira

Oluwa Seyi Salles Bento - Doutoranda em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela FFLCH/USP. Contato: oluwaseyi@usp.br

No terceiro encontro, teremos com principal objetivo indagar a representação da espiritualidade negro-feminina em produções poéticas e cancionais. Tal ênfase corresponde à presença importante e produtora de sentidos da experiência religiosa em obras de autoria negra, de modo a iluminar e a valorizar a cultura afro-brasileira. Essa espécie de lugar-comum que a religiosidade negra toma em certas obras, é perceptível na produção das poetas Elisa Lucinda, Lívia Natália e Valéria Lourenço e das intérpretes Fabiana Cozza, Mariene de Castro e Serena Assunção.
Com vistas nos significados artísticos que são construídos a partir da experiência religiosa de matriz africana, lançaremos mão de análises comparativas de poemas e letras de canções das referidas poetas e compositoras/cantoras, buscando compreender os sentidos almejados pela mobilização do imaginário acerca de três orixás femininos - Iansã, Iemanjá e Oxum.
Na medida em que cada divindade do panteão afro-brasileiro traz em si uma série de símbolos e responde por domínios naturais, humanos, físicos e abstratos, nos interessa compreender e apontar de que maneira as representações desses orixás femininos - comumente nomeados de “iabás” - são apropriadas pelas artes.

Links e sites consultados:
Para acesso à canção “Filhas de Iemanjá”, de Fabiana Cozza: https://youtu.be/rqKLSW6UJxY . Acesso em 13 fev 2021.
Para acesso à letra da canção “Tirilê”, de Mariene de Castro: https://m.letras.mus.br/mariene-de-castro/tirile/. Acesso em 13 fev 2021.
Para acesso à letra da canção “Oxum”, de Serena Assumpção: https://m.letras.mus.br/serena-assumpcao/oxum/.Acesso em 13 fev 2021.
Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira: http://dicionariompb.com.br

Referências bibliográficas:

LIMA, Luís Felipe de. Oxum. Pallas: Rio de Janeiro, 2012.
LOURENÇO, Valéria. Cartaougrafia de Oxum. In: CADERNOS Negros 37, Quilombhoje editora: São Paulo, 2007.
LUCINDA, Elisa. Oyá. In:_. Vozes guardadas. Rio de Janeiro: Editora Record, 2016.
NATÁLIA, Lívia. Estudo marinho. In:_. Correntezas e outros estudos marinhos. Salvador: Edição da autora, 2020.
THEODORO, Helena. Iansã. Rio de Janeiro:Pallas, 2010.
VALLADO, Armando. Iemanjá. Rio de Janeiro: Pallas, 2019.



Encontro 4: Representações contemporâneas – A heterossexualidade contestada e o Amor entre mulheres negras no álbum visual Bom mesmo é estar debaixo d’água de Luedji Luna (2020) e seus contatos com a obra de Conceição Evaristo, Cidinha da Silva e Tatiana Nascimento

Claudiana Gois dos Santos – Doutoranda em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela FFLCH/USP. Contato: claudiana_gois@usp.br

No quarto encontro o objetivo é analisar como os personagens e vozes poéticas perpassados pela marcação de mulher, lésbica e negra e seus afetos têm sido representados pela música nacional a partir de canções que evocam o reconhecimento da descolonização dos corpos e de seus afetos e da reestruturação identitária destas mulheres. Para tanto, nosso objeto principal de estudo será o álbum visual Bom mesmo é estar debaixo d'água, de Luedji Luna (2020) e a relação dele com a poesia de Conceição Evaristo e de Tatiana Nascimento.
Ao assistir o álbum visual na íntegra é possível observar um arco narrativo que comporta um percurso de representação de mulheres negras, queer/cuir, perpassada pela desconstrução dos ideais de amor romântico e das perspectivas de outras formas de afeto que destoam de um ideal heterocentrado, branco e eurocêntrico.
As sete canções (e seus respectivos vídeos), quase todas compostas por Luedji Luna, formam, portanto, um interessante e atualíssimo material de análise para pensarmos as questões da representação dos amores de mulheres negras na música e nas poesias que intercalam as faixas do álbum, incluindo a participação da escritora Cidinha da Silva na composição da faixa “Lençóis”.
O conteúdo político traçado pelos diálogos com a obra de Soujourney Truth e Nina Simone, amparado pela discussão da representação de corpos negros na arte e na mídia trazido pelas obras de bell hooks e Lélia González nortearão nossas discussões sobre amor e representação na música e na literatura.
Link consultado:
Para acesso ao álbum visual Bom mesmo é estar debaixo d’água, Luedji Luna (2020) https:// www.youtube.com/watch?v=Z7lPX61UdJ4. Acesso em 13 fev 2021.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
GONZALEZ, Lélia. Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira. IN: RIOS, Flávia, LIMA, Márcia (orgs). Por um feminismo afro-latino-americano: Ensaios, intervenções e diálogos. p. 75-93. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
hooks, bell. Olhares negros: raça e representação. São Paulo: Elefante, 2019.
________.Tudo sobre amor: novas perspectivas. São Paulo: Elefante, 2020.
INÁCIO, Emerson. Novas perspectivas para o Comparatismo Literário de Língua Portuguesa: as séries afrodescendentes. Revista Crioula, n.23, p.11-23, 2019.
LORDE, Audre. Irmã Outsider. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2019.
NASCIMENTO, Tatiana. Cuírlombismo literário. São Paulo: N-1, 2019.

Encontro 5: Multiplicidade cultural na formação linguística do repertório de alunos de Ensino Fundamental II e Médio através do letramento literário e étnico-racial: as imagens criadas do sujeito negro na intertextualidade entre literatura e músicas de matriz afro-brasileira.
Cíntia Ribeiro da Rocha - Mestranda em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela FFLCH/USP. Contato: cintia.ribeiro@usp.br
As competências leitora e escritora previstas na Base Nacional Curricular Comum (BNCC) como habilidades fundamentais para a formação de um cidadão crítico e reflexivo, requerem o trabalho e o desenvolvimento de habilidades que estão incluídas no processo de construção do letramento ao longo da educação básica. Assim como a sociedade e as condições de produção da comunicação humana em diferentes esferas, inclusive artísticas, nesse trânsito de informações, os procedimentos de decodificação de diferentes textos (escritos, orais ou imagéticos) também são reconfigurados. Contemporaneamente, letramento é um termo que pode ser tratado no plural devido à sua prática multifacetada.
Dessarte, Rildo Cosson (2006) faz apontamentos necessários na prática docente da educação básica para a escolarização da literatura, ou seja, a análise e decodificação além da criação de hipóteses sobre as obras literárias, de modo distinto do exercício da leitura por fruição que também está atrelada no processo como algo subjacente. Em uma perspectiva de estudos sobre a formação do povo brasileiro e sua base multicultural, o letramento étnico-racial pode ser acrescido na formação do leitor crítico com o objetivo de se identificar a subjetividade afro-brasileira nos processos de ficcionalização e musicalização de suas tramas e simbologias pautadas na ancestralidade, religiosidade tanto quanto outros componentes civilizatórios da matriz cultural supracitada.
Para tanto, serão analisadas em cotejo, a obra “Os Nove Pentes D’África” de Cidinha da Silva e o repertório musical de Fabiana Cozza.
Referências Bibliográficas
ASANTE, Molefi Kete. Afrocentricity - The Theory of Social Change. Chicago: African American Images, 2003.
DUARTE, Eduardo de Assis. Por um conceito de literatura afro-brasileira, In: Terceira Margem • Rio de Janeiro • Número 23 • p. 113-138 • julho/dezembro 2010.
SILVA, Vagner G - Candomblé e Umbanda - Caminhos da Devoção Brasileira. São Paulo, Selo Negro, 2005, 5a ed.
SILVA, Cidinha da. Os Nove Pentes D’África. São Paulo, Mazza, 2009.
________________ – “Religiões afro-brasileiras. Construção e legitimação de um campo do saber acadêmico (1900-1960)”. In: Revista USP. São Paulo, USP-CCS, n. 55, 2002 (pp. 82-111)
VÁRIOS AUTORES. Reflexões sobre a literatura afro-brasileira. São Paulo: Quilombhoje, 1985.

Programa


Aula 1 (03/08) – Apresentação do curso
A aula tecerá um panorama histórico e sociocultural da formação e produções fonográficas do Clube da Esquina. Além de remontar ao contexto dos festivais de MPB dos anos de 1960 para situar Milton Nascimento e seus primeiros parceiros, abordará em discos e canções dos compositores nesse período ideias e ideários como mineiridade, romantismo, engajamento e nacional-popular.

Aula 2 (05/08) – Clube da Esquina, o álbum
A “metamorfose” de Milton Nascimento no LP Milton (EMI-Odeon, 1970) adiciona novos traços à linguagem e à musicalidade da turma de amigos e compositores posteriormente conhecida como Clube da Esquina. A apreciação do álbum homônimo de 1972, assinado por Milton e Lô Borges, porém com a participação efetiva de diversos outros artistas então vinculados ao “Clube”, permitirá apreender a obra tanto estética quanto social e historicamente. Transformações e impasses que caracterizaram o início dos anos de 1970 no Brasil serão discutidos a partir dos processos de gravação e montagem dos fonogramas, disposição e tratamento acústico das faixas, projeto gráfico, intertextualidades no conjunto do álbum, negociações com a censura, relações dos músicos com a EMI-Odeon e recepção do público, dos pares e da crítica.

Aula 3 (08/08) – Clube da Esquina, as canções
Dando prosseguimento à apreciação textual e contextual do álbum Clube da Esquina, a análise mais detida de algumas canções possibilitará enaltecer outros aspectos-chave como o experimentalismo, a coletividade na elaboração dos arranjos, os ritmos e métricas incomuns ao cancioneiro popular e a releitura de tradições culturais e musicais, bem como questões concernentes à contracultura, ao engajamento político, à crítica ao regime militar e o diálogo com certo ideário de integração latino-americana.

Aula 4 (10/08) – Itinerários
A aula apresentará de maneira geral outros álbuns de Milton Nascimento e parceiros lançados na década de 1970. A avaliação musical e histórico-social dessa produção fonográfica guiará a análise dos itinerários dos músicos e da gradativa dispersão de uma formação cultural cuja informalidade e antiburocracia das relações foram marcas características.

Bibliografia

ANOS 70: trajetórias (Vários autores). São Paulo: Iluminuras/Itaú Cultural, 2005.
ARRUDA, Maria Arminda do Nascimento. Mitologia da mineiridade: o imaginário mineiro na vida política e cultural do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1999.
AVELAR, Idelber. “De Milton ao metal: política e música em Minas”, ArtCultura, UFU, Uberlândia, n.º 9, p. 32-38, jul./dez. 2004.
BAHIANA, Ana Maria. Nada será como antes: MPB anos 70 – 30 anos depois. Rio de Janeiro: Senac/Rio, 2006.
BORÉM, Fausto; LOPES, Wilson. “‘Novena’ (1964) de Milton Nascimento e Márcio Borges: primórdios da síntese do Clube da Esquina”, Per Musi, UFMG, Belo Horizonte, n.º 30, p. 24-39, jul./dez. 2014.
BORGES, Márcio. “O Clube da Esquina”. In: DUARTE, Paulo Sérgio; NAVES, Santuza Cambraia (orgs.). Do Samba-canção à Tropicália. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2003.
_______. Os sonhos não envelhecem: histórias do Clube da Esquina. 7.ª ed. São Paulo: Geração, 2011.
_______ (org.). Clube da Esquina 40 anos. Belo Horizonte: Associação dos Amigos do Museu Clube da Esquina, 2012.
BOURDIEU, Pierre. As regras da arte: gênese e estrutura do campo literário. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
BOZZETTI, Roberto. “Uma tipologia da canção no imediato pós-tropicalismo”, Letras, Santa Maria, n.º 34, p. 133-146, jan./jun. 2007.
BRANT, Fernando. Depoimento de Fernando Brant a Liana Fortes. Rio de Janeiro: Rio, 2005.
________. “Música e mineiridade”, Cadernos de História, Belo Horizonte, v. 9, n.º 11, p. 129-136, 1.º sem. 2007.
BRITTO, Paulo Henriques. “A temática noturna no rock pós-tropicalista”. In: NAVES, Santuza Cambraia e DUARTE, Paulo Sérgio (orgs.). Do samba-canção à tropicália. Rio de Janeiro: FAPERJ/Relume Dumará, 2003.
CAMPOS, Maria Tereza R. Arruda. Toninho Horta: harmonia compartilhada. São Paulo: Imprensa Oficial, 2010.
CANTON, Ciro Augusto Pereira. “Nuvem no céu e raiz”: romantismo revolucionário e mineiridade em Milton Nascimento e no Clube da Esquina (1970-1983). Dissertação de mestrado em História. São João Del Rey, UFSJ, 2010.
CHAUÍ, Marilena, et al. O nacional e o popular na cultura brasileira: seminários (Vários volumes). São Paulo: Brasiliense, 1982.
CORRÊA, Luiz Otávio. Clube da Esquina e Belo Horizonte: romantismo revolucionário numa cidade de formação ambígua. Dissertação de mestrado em Ciências Sociais. Belo Horizonte: PUC/MG, 2002.
DIAS, Márcia Tosta. Os donos da voz: indústria fonográfica brasileira e mundialização da cultura. São Paulo: Boitempo, 2000.
DINIZ, Sheyla Castro. De tudo que a gente sonhou: amigos e canções do Clube da Esquina. São Paulo: Intermeios/ Fapesp, 2017.
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_______. “Clube da Esquina: mineiridade, romantismo e resistência cultural nos anos 1960”, Per Musi, UFMG, Belo Horizonte, p. 1-27, 2018.
_______. “Clube da Esquina versus Tropicalismo: conflitos simbólicos na MPB”, ArtCultura, Revista de História, Cultura e Arte, UFU, Uberlândia, v. 20 p.129 - 145, 2018.
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DUNN, Christopher. Contracultura: alternative arts and social transformation in authoritarian Brazil. Chapel Hill: The University of North Carolina Press, 2016.
ESTANISLAU, Andréa (org.). Coração americano: 35 anos do Clube da Esquina. Belo Horizonte: Prax, 2008.
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GASPARI, Elio; HOLLANDA, Heloísa; VENTURA, Zuenir. Cultura em trânsito: da repressão à abertura. Rio de Janeiro: Aeroplano, p. 40-113, 2000.
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MORELLI, Rita. Indústria fonográfica: um estudo antropológico. 2.ª ed. Campinas: Ed. Unicamp, 2009.
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ORTIZ, Renato. Cultura brasileira e identidade nacional. 5.ª ed. São Paulo: Brasiliense, 2006.
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RIDENTI, Marcelo. Em busca do povo brasileiro: artistas da revolução, do CPC à era da TV. Rio de Janeiro: Record, 2000.
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SBERNI JR., Cleber. O álbum na indústria fonográfica: contracultura e o Clube da Esquina em 1972. Dissertação de mestrado em História. Unesp/Franca, 2007.
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TATIT, Luiz. O século da canção. Cotia: Ateliê, 2004.
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VASCONCELLOS, Gilberto. Música popular: de olho na fresta. Rio de Janeiro: Graal, 1977.
VIEIRA, Francisco Carlos Soares Fernandes. Pelas esquinas dos anos 70: utopia e poesia no Clube da Esquina. Dissertação de mestrado em Poética. Rio de Janeiro: UFRJ, 1998.
VILARA, Paulo. Palavras musicais – letras, processos de criação, visão de mundo de 4 compositores brasileiros: Fernando Brant, Márcio Borges, Murilo Antunes, Chico Amaral. Belo Horizonte: S./Ed., 2006.
VILELA, Ivan. “Nada ficou como antes”, Revista USP, Dossiê Música Brasileira, n.º 87, São Paulo, USP, p. 14-27, set./nov. 2010.
________. “Breve ensaio sobre o Clube da Esquina”. In: BORGES, Márcio (org.). Clube da Esquina 40 anos. Belo Horizonte: Associação dos Amigos do Museu Clube da Esquina, 2012.
VITENTI, Ada Dias Pinto. Uma certa musicalidade nas esquinas de Minas (1968-1978). Dissertação de mestrado em História. Brasília: UnB, 2010.
WILLIAMS, Raymond. Cultura. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
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WISNIK, José Miguel. O som e o sentido: uma outra história das músicas. 2.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

Programa

De modo a prover um panorama do período, bem como uma discussão teórica e das obras escolhidas, o programa
do curso se apresenta com o conteúdo programático resumido a seguir. Salienta-se que se considerarão os textos
em português e incentiva-se que os estudantes leiam as obras antes ou durante o curso. As aulas serão dadas
alternadamente na modalidade síncrona pelos três ministrantes.

Aula 1: Cool Britannia e a Grã-Bretanha pós-Thatcher
Aula 2: A revolta da periferia do Reino: Trainspotting (1993), de Irvine Welsh
Aula 3: Um teatro de extremos: o In-yer-face
Aula 4: A monarquia e o cânone: Amor de Fedra (1996), de Sarah Kane
Aula 5: Do mundo do consumo à virada do milênio: Shopping and Fucking (1996), de Mark Ravenhill
Aula 6: Entre o nacionalismo e o best-seller: o universo de J.K. Rowling (1997)

Bibliografia

CASS, Thiago R. B., NEVES, Julia B. Vitorianos: do kitsch ao cool. In: Vitorianos: contradições e desdobramentos.
São Paulo: Editora LiberArs, 2022.
COELHO, Rui Pina. Dias difíceis: A representação da violência na dramaturgia britânica de matriz realista do pós-
Segunda Guerra Mundial (1951-1967). 2013. 280 p. Tese (Doutoramento em Estudos Artísticos – Especialidade
Estudos de Teatro) – Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa, Lisboa.
D’MONTÉ, R; SAUNDERS, G. Cool Britannia? British Political Drama in the 1990s. New York: Palgrave, 2008.
GIDDENS, Anthony. A terceira via. São Paulo: Record, 1999.
HARVEY, David. Neoliberalismo: História e Implicações. São Paulo: Edições Loyola, 2008.
KANE, Sarah. Phaedra’s Love. In: Complete Works. London: Methuen, 2001.
LUCKHURST, Mary (ed.). A Companion to Modern British and Irish Drama 1880-2005. Oxford: Blackwell, 2006.
MARCUS, Laura, NICHOLLS, Peter (eds.). The Cambridge History of Twentieth-Century English Literature. London:
Cambridge University Press, 2005.
MIDDEKE, Martin, SCHNIERER, Peter Paul, SIERZ, Aleks (eds.). The Methuen drama guide to contemporary
British playwrights. London: Bloomsbury, 2011.
RACHEL, Daniel. Don’t look back in anger: The rise and fall of Cool Britannia, told by those who were there. London:
Trapeze, 2019.
RAVENHILL, M. Plays 1: Shopping and Fucking; Faust; Handbag; Some Explicit Polaroids. Londres: Methuen
Drama, 2001.
_____________. Shopping and Fucking. Tradução de Laerte Mello. Material disponível para consulta no acervo de
peças da Biblioteca da Escola de Comunicações e Arte da Universidade de São Paulo. 1999.
_____________. Plays 2: Mother Clap’s Molly House; Product; The Cut; Citizenship; Pool (No Water). Londres:
Methuen Drama, 2008.
______________. Plays 3. Londres: Methuen Drama, 2013.
ROWLING, J.K. Harry Potter e a Câmara Secreta. Trad. Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
_____________. Harry Potter e a Pedra Filosofal. Trad. Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
_____________. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Trad. Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
SZONDI, Peter. Teoria do drama moderno (1880-1950). São Paulo: Cosac & Naify, 2001.
WELSH, Irvine. Trainspotting. Rio de Janeiro: Rocco, 2004.