Programa

Aula 1 – Notas autobiográficas: discussões sobre autobiografia, autoficção e memória

Aula 2 – A biografia e a escrita de Clarice Lispector

Aula 3 – Dados autobiográficos em crônicas e contos claricianos

Referência bibliográfica:

FREUD, Sigmund. “Lembranças encobridoras”. In: Obras psicológicas de Freud. Volume III. Rio de Janeiro: Imago, 1996.
GOTLIB, Nádia Battella. Clarice Lispector: uma vida que se conta. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2013.
LISPECTOR, Clarice. Todos os contos. Rio de Janeiro: Rocco, 2016.
_______ . Todas as crônicas. Rio de Janeiro: Rocco, 2018.
NORONHA, Jovita Maria Gerhein (org). Ensaios sobre a autoficção. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014.
PRADO JR., Plínio W.. “O impronunciável: notas sobre um fracasso sublime”. Remate de males, Campinas, n. 9, p. 21-29, 1989.
ROSENBAUM, Yudith. “Na contramão da palavra: a escrita de Clarice”. In: Constelação Clarice. São Paulo: IMS, 2021.
SOUSA, Carlos Mendes de. Clarice Lispector: figuras da escrita. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2012.
WALDMAN, Berta. Clarice Lispector: a paixão segundo C.L.. 2. ed. São Paulo: Editora Escuta, 1992.
WISNIK. José Miguel. “Ficção ou não”. Revista Revera, São Paulo, V. 3, p. 126-150, 2018.

Programa

Aula 1 – 31 de julho de 2023: Pronúncia romana, fonemas, vogais e ditongos, consoantes,
acentuação. Exercício de leitura: Jo 14:1-14; introdução à declinação dos substantivos, palavras
mais comuns por declinação no Evangelho Segundo João.

Aula 2 – 01 de agosto de 2023: Declinação dos substantivos, presente do indicativo, imperfeito
do indicativo, verbo sum, pronomes pessoais. Texto de leitura: Gn 1:1-9, substantivos neutros
(substantivos neutros mais comuns por declinação no Evangelho Segundo João), adjetivos de
primeira classe mais comuns, desinência número-pessoal e modo-temporal do imperfeito

Aula 3 – 02 de agosto de 2023: Texto de leitura: Jo 6:54-57, futuro imperfeito do indicativo,
futuro de sum, pronomes demonstrativos.

Aula 4 – 03 de agosto de 2023: Texto de leitura: Jo 1:10-14, o perfectum, verbos mais
frequentes, preposições.

Aula 5 – 04 de agosto de 2023: Texto de leitura: Jo 1:43-51, o dativo, o infinitivo, verbos
irregulares (posse, velle).

Aula 6 – 07 de agosto de 2023: Textos de leitura: Jo 1:34-36, 6:48, 12:13, vocativo, genitivo.

Aula 7 – 08 de agosto de 2023: Texto de leitura: Jo 1:14.35-37, 14:21, 18:19, voz passiva
(presente do indicativo, pretérito imperfeito, futuro imperfeito, perfectum), verbos depoentes.

Aula 8 – 09 de agosto de 2023: Textos de leitura: Gn. 1:9, Jo. 1:29, 4:5, pronome relativo.

Aula 9 – 10 de agosto de 2023: Textos de leitura: Jo. 3:23, 19:5, 20:18, particípio presente.
Textos de leitura: Jo. 11:41, 17:1, 18:3, particípio passado.

Aula 10 – 11 de agosto de 2023: Textos de leitura: Jo. 1:43-46, 2:5-8, imperativo. Textos de
leitura: Jo. 1:40, 2:23-24, 7:37-39, pretérito mais-que-perfeito.
Obs.: Cada aula terá a duração de 1 hora, totalizando 10 horas.

Bibliografia:

AMARANTE, José. Latinitas: uma introdução à língua latina através dos textos. 2ª edição revista.
Volume único: Fábulas mitológicas e esópicas, epigramas, elegias, poesia épica, odes. Salvador:
EDUFBA,2018.
https://www.latinitasbrasil.org/_files/ugd/0f7cc7_b887870852ec412883829…
BIBLIA SACRA VULGATA. 5th ed. Edited by Robert Weber. Stuttgart: German Bible Society, 2007.
CARDOSO, Zelia de Almeida. Iniciação ao latim. Série Princípios, vol. 172. São Paulo: Ed. Ática,
2009.
ERGE, Damião et alii. Ars Latina. Curso prático de língua latina. Nova edição reformulada e
atualizada por Amós Coêlho da Silva e Airto Ceolin Montagner. Petrópolis: Vozes, 2012.
FARIA, Ernesto. Dicionário latino português. Rio de Janeiro: FAE, 1988.
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me001612.pdf
FREIRE, António. Gramática Latina. Braga: Apostolado da Imprensa, 1992.
GLARE, P. G. W. Oxford Latin Dictionary. Oxford: Oxford University Press, 1968. 
GRIMAL, Pierre, et alii. Gramática latina. São Paulo: EDUSP, 1986.
MARTINS, Paulo. Literatura Latina. Curitiba: IESDE, 2009.
RAVIZZA, João. Gramática Latina. 14ª edição, acrescida de um compêndio da história da
literatura latina. Niterói: Escola Industrial Dom Bosco, 1958.
TORRINHA, Francisco. Dicionário latino português. Porto: Gráficos Reunidos, 1994.
SARAIVA, Francisco Rodrigues dos Santos. Novissimo diccionario latino-portuguez. 7ª edição.
Rio de Janeiro: Garnier, 1910.
https://archive.org/details/F.rDosSantosSaraivaNoviss.Dic.LatinoPortugu…

Programa

1) Aspectos desenvolvimentais: Marcos do desenvolvimento infantojuvenil; estratégias de estimulação e socialização; promoção da saúde mental.

2) Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA): o papel dos conselheiros tutelares, trabalhadores sociais e outros profissionais; redes de proteção e articulação; políticas Públicas para a Infância e Adolescência; estratégias de intervenção.

3) Legislação básica: Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA); normativas complementares eatualizações na área; procedimentos legais, encaminhamentos, relatórios e documentação.

Referências:

1) Brasil. (1990). Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990). Brasília.
2) Comitê dos Direitos das Crianças. (2023). Comentários Gerais dos Comitês de Tratados de Direitos Humanos da ONU.
3) Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). (2006). Resolução n. 113, de 19 de abril de 2006. Dispõe sobre os parâmetros para a institucionalização e fortalecimento do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente. Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Brasília.
4) Shaffer, D., & Kipp, K. (2013). Developmental Psychology: Childhood and Adolescence (9th). Cengage Learning.

Programa

Aula 1 (11/02/2025) - A morte disfarçada de amor: o feminicídio consumado na obra “Venha ver o pôr do sol”, de Lygia Fagundes Telles.
Na aula inaugural, pretende-se, além de discutir as imbricações do gênero horror/terror na literatura de autoria feminina contemporânea, pensar nessa forma literária como expressão possível para a representação de uma realidade violenta que acomete as mulheres. Dessa forma, a intenção é mostrar como Lygia Fagundes Telles se vale de razões estéticas bem definidas, como gênero, identidade, subjetividade e explora, no conto “Venha Ver o Pôr do Sol”, o horror de maneira psicológica e sutil ao retratar um caso de feminicídio, criando, assim, uma atmosfera de suspense que evolui para o terror existencial.
Referências:
FREITAS, Sérgio Luiz Ferreira de. “A compreensão da literatura gótica na história da literatura brasileira e as bases para sua reavaliação”. Muitas Vozes, v. 7, n. 2, p. 467–486, 14 mar. 2019.
GOMES, Carlos Magno. “Literatura e performances políticas sobre a violência contra a mulher”. Pontos de Interrogação, v. 7, n. 2, p. 107-119, jul./dez., 2017. Disponível em:
143https://www.revistas.uneb.br/index.php/pontosdeint/article/view/4498. Acesso: 29 out 2024.
MORAES, Paulo Eduardo Benites de, & SOUZA, Maria Alice Sabaini de. (2021). “A escrita do feminino: assédio e feminicídio no conto Venha ver o pôr-do-sol, de Lygia Fagundes Telles.” Revista Criação & Crítica, v. 29, 121-144. Disponível em: https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.i29p121-144. Acesso em 29 out 2024.
SAFFIOTI, Heleieth I. B. “Já se mete a colher em briga de marido e mulher”. São Paulo em perspectiva. São Paulo v.13, n. 4, Oct./Dec. 1999. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-88391999000400009&script=sci…. Acesso: 30 out 2024.
TELLES, Lygia Fagundes. “Venha ver o pôr-do-sol”. In: FERNANDES, Rinaldo de. Contos Cruéis: as narrativas mais violentas da literatura brasileira. São Paulo: Geração editorial, 2006.
TODOROV, Tzvetan. Introdução à literatura fantástica. São Paulo: Editora Perspectiva, 2010.

Aula 2 (13/02/2025) - Estupro e psicose coletiva: o caso de “El hombre del túnel túnel” (1963), de Armonia Somers.
A partir do conto da autora uruguaia, nesta aula se refletirá sobre a tradição da escrita de mulheres no gênero horror latino-americano. Serão aprofundados os elementos considerados inerentes ao gênero e sua estética, além de explorar as inovações no estilo e na temática da autora. Com a finalidade de estabelecer diálogos com a história uruguaia, abordaremos as influências anarquistas da autora, o classismo e os preconceitos que dali derivam. Também serão traçadas rupturas e continuidades com outras narrativas contemporâneas, e analisaremos a incidência do mercado literário e/ou editorial na recepção da obra.

Referências:
Casanova Vizcaíno, S. El gótico transmigrado: narrativa puertorriqueña de horror, misterio y terror en el siglo XXI. Buenos Aires: Corregidor, 2020.
DALMAGRO, María Cristina. Desde los umbrales de la memoria. Ficción autobiográfica en Armonía Somers. Montevideo: Biblioteca Nacional, 2009.
LOPEZ-ABADIA LAYA, Anamaria, "La tentación del abismo en Armonía Somers: entre el expresionismo de vanguardia y el gótico postmoderno". 2014. 226f. Tese (Doutorado em filosofia) - Universidade Federal da Flórida. Miami, 2014. Disponível em: https://digitalcommons.fiu.edu/etd/1662/ Acesso em 30 out 2024.
MARTÍNEZ, Noelia M. “Los cuentos de Armonía Somers: una poética del derrumbamiento”. Revista Cahiers de LIRICO, n. 5, p. 125-141, 2010. Disponível em: https://journals.openedition.org/cahierslirico/403 Acesso em 29 out 2024.
ROMANO HURTADO, Berenice (Coord.). Neogótico latinoamericano en la literatura escrita por mujeres: estudios críticos de obras representativas del siglo XXI. México: Editora Nómada, 2023.
SOMERS, Armonía. Cuentos completos. Madrid: Páginas de Espuma, 2021.
ZANETTI, S. E. “El arte de narrar en los cuentos de Armoní­a Somers”. Revista Orbis Tertius, V. 8, n.9, p. 1-13, 2002-2003. Disponível em: https://www.efyc.fahce.unlp.edu.ar/index.php/OT/article/view/OTv08n09d01 Acesso em 31 out 2024. 1-13.


Aula 3 (18/02/2025) - O corpo feminino e o monstro: o abjeto e o contágio no conto “Fim de Curso”, de Mariana Enríquez
A terceira aula será dedicada a explorar a figura do monstro na literatura de horror, com foco no conto “Fim de Curso”, buscando discutir a percepção de monstruosidade e sua relação com o corpo. Serão analisadas as características e transformações do personagem monstruoso ao longo do tempo enquanto representações de medos e ansiedades culturais, assim como o conceito de abjeção proposto pela filósofa Julia Kristeva. Assim, busca-se discutir como estes conceitos permeiam a narrativa para corroborar na atmosfera horrorífica do conto.

Referências:
BUTLER, Judith P. Problemas de gênero. Feminismo e subversão da identidade. 19ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2020.
CARROLL, Noël. A filosofia do horror ou Paradoxos do coração. Tradução de Roberto Leal Ferreira. Campinas: Papirus, 1999.
ENRÍQUEZ, Mariana. Fim de Curso. In:________. As coisas que perdemos no fogo. 1ª ed. Tradução: José Geraldo Couto. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2017. E-book ePub.
COHEN, Jeffrey Jerome. A cultura dos monstros: sete teses. In: Pedagogia dos monstros: os prazeres e os perigos da confusão de fronteiras. Tradução de Tomaz Tadeu da Silva. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.
KRISTEVA, Julia. Powers of Horror: An Essay on Abjection. Nova York: Columbia University Press, 1982.


Aula 4 (20/02/2025) - O sangue andino: as múltiplas violações do corpo adolescente em “Sangre coagulada”, de Mónica Ojeda
Nesta aula, o curso abordará uma das vertentes da literatura de terror equatoriano, o “gótico andino". Em um primeiro momento, apresentar-se-á aos alunos os principais traços desse gênero, como a referência aos mitos e elementos sobrenaturais andinos, a paisagem formada pelas montanhas e vulcões, e as sensações decorrentes dela, e, por último, as suas conexões com um dos principais problemas contemporâneos da América Latina, a violência contra as mulheres. No segundo momento da aula, analisar-se-á o conto “Sangre coagulada”, da escritora Mónica Ojeda, a partir de temas como o estupro, a adolescência, a automutilação e a bruxaria.

Referências:
BOLOGNESI, Sara. La a-moralidad femenina en Mandíbula, de Mónica Ojeda: un diálogo entre la literatura y el psicoanálisis. Anales de literatura hispanoamericana, vol. 51, 2022, p. 299-307. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=8884948. Acesso em 31 de out. de 2024.
_____. Lo primitivo que nos habita: la narrativa pornoerótica de Mónica Ojeda. 2020.105f. Dissertação (Mestrado em literatura). Universidad Autónoma de Madrid. Madrid. 2020. Disponível em: https://www.academia.edu/82647261/Lo_primitivo_que_nos_habita_la_narrat…. Acesso em 31 de out. de 2024.
LEONARDO-LOAYZA, Richard Angelo. Lo gótico andino en Las voladoras (2020) de Mónica Ojeda. Brumal, vol. 10, n. 1, p. 77-97, 2022. Disponível em: https://revistes.uab.cat/brumal/article/view/v10-n1-leonardo-loayza. Acesso em 31 de out. de 2024.
OJEDA, Mónica. Sangre coagulada. In: _______. Las voladoras. Madrid: Páginas de Espuma, 2023, p. 17-31.

Programa

Aula 1: Romantismo: um conceito múltiplo
Aula 2: No centro da Dupla Revolução: Inglaterra
Aula 3: No centro da Dupla Revolução: França
Aula 4: Na semiperiferia europeia: Alemanha
Aula 5: Na periferia europeia: Rússia
Aula 6: Na periferia atlântica: Brasil

 

Bibliografia:


ARANTES, P. Ressentimento da dialética. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
AUERBACH, E. Mimesis: a representação da realidade na literatura ocidental. Trad. vários. 6ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2013
BERLIN, I. “A apoteose da vontade romântica” in Limites da utopia. Trad. Valter Lellis Siqueira. São Paulo: Cia das Letras, 1991.
FREUD, S. “Trauer und Melancholie”, in Gesammelte Werke. 10ª ed. Londres: Imago, 1991, t. 10, pp. 428-446.
GIVONE, S. Storia del nulla. Roma: Sagittari Laterza, 1995
GOMIDE, B. (org). Antologia do pensamento crítico russo, 1802-1901. São Paulo: Ed. 34, 2013.
HOBSBAWM, E. J. A era das revoluções. Trad. Maria T. Teixeira e Marcos Penchel. 25ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 2010.
KOSELLECK, R. Futuro passado. Trad. Wilma P. Maas e Carlos A. Pereira. Rio de Janeiro: Contraponto: PUC-Rio, 2006.
LÖWY, M.; SAYRE, R. Revolta e melancolia. São Paulo: Boitempo, 2015.
OEHLER, D. O velho mundo desce aos infernos: autoanálise da modernidade após o trauma de junho de 1848 em Paris. Trad.
José Marcos Macedo. São Paulo: Cia. das Letas, 1999.
SALIBA, E. As utopias românticas. 2ª ed. São Paulo: Estação Liberdade, 2003.
SAFRANSKI, R. Romantismo, uma questão alemã. 2ª ed. Trad. Rita Rios. São Paulo: Estação Liberdade, 2010.
STAROBINSKI, J. L'Encre de la mélancolie. Villeneuve-D'Ascq: Éditions du Seuil, 2012.
THOMPSON, E. P. Os românticos. Trad. Sérgio Moraes R. Reis. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
WILLIAMS, R. Culture and Society 1780-1950. 2ª ed., Nova Iorque: Columbia University Press, 1983.

Programa

1. O caso prepositivo: declinação dos substantivos
2. O caso acusativo: declinação dos substantivos
3. O tempo passado do verbo
4. Vocabulário
5. Fonética

Bibliografia
Tchernichov, S.I., Tchernichova, A.V. Poekhali! Russki iazik dlia vzroslikh. Natchalni kurs. Utchebnik. Tchast 1.1. São
Petersburgo: Zlatoust, 2019, 176 p.
Tchernichov, S.I., Tchernichova, A.V. Poekhali! Russki iazik dlia vzroslikh. Natchalni kurs. Rabotchaia Tetrad. Tchast 1.1.
São Petersburgo: Zlatoust, 2019, 160 p.
Khavronina, S.A. Russki iazik v uprajneniakh. Utchebnoe Posobie. 19ª ed. Moscou: Russki Iazik. 2009, 384 p.
Finagina, I.V. Russki iazik kak inostranni. Posobie po chteniu. São Petersburgo: NIU ITMO, 2014, 81 p.
Ermachenkova V.S. То listen and to hear: А listening course for the foreign students of Russian: Level А2. St. Petersburg:
Zlatoust, 2007, 112 р.

Programa

Aula 1. Reflexão interdisciplinar sobre o conceito de Território e Fronteira.
Leituras: BARTH, Fredrik. Os grupos étnicos e suas fronteiras. In: O guru, o iniciador e outras variações antropológicas. Contracapa, Rio de Janeiro, 2000, pp. 25-67.
RAFFESTIN, Claude. Por uma geografia do poder. Editora Ática, São Paulo, 1993. pp. 158-164.

Aula 2. Diálogos entre as identidades culturais e as territorialidades na cidade de SP.
SAQUET, Marcos Aurélio; BRISKIEVICZ, Michele. Territorialidade e identidade: um patrimônio no desenvolvimento territorial. Caderno Prudentino de Geografia, n. 31, vol.1. Presidente Prudente, 2009.
PERLONGHER, Néstor. O Negócio do Michê: a prostituição viril.. 2. ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1987. pp.- 41-67, 68-154.

Aula 3. A segregação espacial e como isso afeta os corpos LGBTQIA+.
CALDEIRA, Teresa. São Paulo: três padrões de segregação espacial. In: Cidade de Muros: crime, segregação e cidadania em São Paulo. São Paulo, Edusp; editora 34, 2003. pp- 211-256.
SIMÕES, J. A; FRANÇA, I. L; MACEDO, M. Jeitos de Corpo: cor, raça, gênero, sexualidade e sociabilidade juvenil no centro de São Paulo. Cadernos Pagu, Campinas, n. 35, julho-dezembro 2010. pp. 37-78.

Aula 4. Territórios da resistência, luta e emancipação.
MACRAE, Edward. A construção da igualdade: identidade sexual e política no Brasil da abertura. Campinas, Ed, Unicamp, 1990. pp. 19-64.
PUCCINELLI, Bruno; REIS, Ramon Pereira. "Periferias" móveis: (homo)sexualidades, mobilidades e produção da diferença na cidade de São Paulo. Cadernos Pagu, Campinas, n. 56, 2020.

Programa

Cronograma
Aula 1: Introdução ao Kant: equivocidade da coisa em geral
Aula 2: Parágrafos 75-77 da Crítica da faculdade de julgar
Aula 3: As Cartas filosóficas sobre o dogmatismo e criticismo de Schelling
Aula 4: Nietzsche e o perspectivismo

Bibliografia
KANT. Crítica da razão pura. Trad. Fernando Costa Mattos. São Paulo: Vozes, 2012.
______. Crítica da Faculdade de Julgar. Trad. Fernando Costa Mattos. São Paulo: Vozes, 2016.
LEBRUN, G. “O subsolo da Crítica – Uma conferência inédita de Lebrun sobre Kant”. In: Revista Discurso, v. 46, n. 2, São Paulo, 2016, pp. 53-84.
MARQUES, A. A filosofia perspectivista de Nietzsche. São Paulo: Discurso/Unijuí, 2003.
NIETZSCHE, F. Além do Bem e do Mal: Prelúdio a uma Filosofia do Futuro. Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
_____________. Genealogia da Moral. Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
_____________. A Gaia Ciência. Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
SCHELLING, F. Os pensadores, São Paulo: Abril Cultural, 1973.
STEGMAIER, W. „Darwin, Darwinismus, Nietzsche: Zum Problem der Evolution“. In Nietzsche-Studien, 16, 1987.
STIEGLER, B., Nietzsche e la biologie. Paris: PUF, 2002.
TORRES, R. Ensaio de Filosofia Ilustrada. São Paulo: Iluminuras, 2004.
VAIHINGER, H. A filosofia do como se. Tradução de Eduardo Pellejero. Chapecó: Argos, 2011.

Programa

Aula 1: Título da aula: Introdução e práticas mágicas no século XVI

Aula 2: Título da aula: Práticas mágicas no século XVII.

Aula 3: Título da aula: Práticas mágicas no século XVIII.

Bibliografia:

AMARAL LAPA, José Roberto do (org.). Livro da Visitação do Santo Ofício da Inquisição ao Estado do Grão-
Pará 1763-1769. Petrópolis: Vozes, 1978.
ARAÚJO, Gilmara Cruz. Práticas de feitiçaria: o caso de Maria Gonçalves Cajada. Editora Estronho, PR: 2017.
CALAINHO, Daniela. Metrópole das mandigas: religiosidade negra e inquisição portuguesa no antigo regime. Rio
de Janeiro: Garamond, 2008.
CARVALHO JÚNIOR, Almir. Índios Cristãos: A conversão dos gentios da Amazônia Portuguesa (1653-1769).
Tese (Doutorado) - Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da
Universidade Estadual de Campinas 2005.
MELO, Suzana Leandro de. A Religiosidade no Brasil Colonial: o caso da Bahia (XVI-XVII). Dissertação de
mestrado. João Pessoa: 2010.
REIS, Marcus Vinicius. Descendentes de Eva: práticas mágico-religiosas e relações de gênero a partir da
Primeira Visitação do Santo Ofício à América Portuguesa (1591-1595). Curitiba: 2019.
SANTOS JÚNIOR, Dimas Catai. Colonizar o inferno, ocupar o purgatório: feitiçaria, práticas mágicas e
religiosidade no Brasil colonial (século XVIII). Dissertação de mestrado. Bahia:2015.
SOUZA, Laura de Mello e. O Diabo e a Terra de Santa Cruz. São Paulo: Companhia das Letras, 1986.
____________. Inferno Atlântico. Demonologia e colonização séculos XVI – XVIII. São Paulo: Companhia das
Letras, 1993.
SILVA, Carolina Rocha. O sabá do sertão: feiticeiros, demônios e jesuítas no Piauí colonial (1750-1758). Paco
editorial: 2015.
VAINFAS, Ronaldo. A Heresia dos Índios. Catolicismo e rebeldia no Brasil Colonial. São Paulo: Companhia das
Letras, 1995.
_________________. Confissões da Bahia: santo ofício da inquisição de Lisboa. São Paulo: Companhia das Letras,
1997.

Programa

AULA 1: Animalizar as fontes históricas
Humanos tendem a ser os protagonistas das narrativas históricas, até porque a disciplina da qual elas emergem orienta-se pela convenção das ciências ditas humanas. Mas esses mesmos protagonistas, que seria deles sem os entes não humanos – e, nesse particular, os animais? Nesta aula, pretendemos exercitar formas de análise crítica documental que, em vez de permanecer excluindo, incluam em sua leitura animais como importantes agentes históricos em diferentes contextos. Seja na forma de alimentos, transporte, signos de religiosidade, trocas comerciais ou companhia, os animais não humanos, ao contrário do que pode fazer parecer a historiografia antropocêntrica, representam, material ou simbolicamente, entidades fulcrais para a compreensão do passado social.

Leitura recomendada:
CAMINHA, Pero Vaz de. Carta de achamento do Brasil. Campinas: Editora da Unicamp, 2021.

AULA 2: Os animais nos porões no navio negreiro: modernidade e circulação de humanos e não humanos
Os modernos não foram os primeiros a promover movimentações forçadas de humanos e não humanos, mas certamente foram aqueles que a aperfeiçoaram. Nesta aula pretendemos tratar das relações históricas existentes nos processos de circulação de pessoas e animais não humanos, e mostrar de que modo pessoas em situação de escravidão no período moderno e animais não humanos estiveram inscritos em regimes análogos de segregação e violência – fundamento sobre o qual inclusive se alicerçava a “animalização” de grupos humanos inteiros. Objetivamos mostrar os pressupostos eurocêntricos, racistas, sexistas e especistas que fundamentam esses regimes, e mostrar quais foram suas consequências nos regimes sócio-ecológicos globais da contemporaneidade.

Leitura recomendada:
FERDINAND, Malcom. Uma ecologia decolonial: pensar a partir do mundo caribenho. São Paulo: Editora Ubu, 2022, pp. 21 - 43 (Prólogo).


AULA 3: E quando os bichos aparecem? Os insetos na ficção científica
Abelhas assassinas e formigas gigantes invadindo os grandes centros urbanos estadunidenses povoaram o imaginário popular da indústria cultural hollywoodiana ao longo do século XX. Além disso, o emblemático filme “A mosca” (1958) ressalta os terrores físicos e psicológicos que afligem as mentes daqueles que se retiram da humanidade. Nesta aula, pretendemos abordar as formas como os insetos foram representados no universo da ficção científica do século XX. Mostraremos como que muitas vezes os insetos são vistos como espécies de alienígenas invasores, usados como metáforas daquilo que vem de fora, e que ameaça romper com a ordem vigente.

Leituras recomendadas:
FAUSTO, Juliana. A cosmopolítica dos animais [TESE], p. 222 - 229. Disponível em: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSe….
Ritvo, Harriet. Quão selvagem é o selvagem? In: “The Edges of Environmental History: Honouring Jane Carruthers,” edited by Christof Mauch and Libby Robin, RCC Perspectives 2014, no. 1, 19–24. Disponível em: https://www.environmentandsociety.org/sites/default/files/2014_i1_portu….


AULA 4: O contemporâneo e a animalidade invisível: vaga-lumes, pombos, jacarés e bois
A construção de sensibilidades iluministas, liberais e burguesas, centradas em concepções bastante localizadas de racionalidade e cientificidade, gradualmente afastou os animais não humanos das vivências cotidianas, sobretudo – mas não só – nas cidades. Assim, a contemporaneidade se vê como uma espetacular superação dos limites da “natureza”, que deve passar a se subordinar aos desígnios técnicos e econômicos de uma sociedade afeita à ideologia do progresso e do desenvolvimento ilimitados. A historiografia, ao investigar os papéis sociais relegados aos animais não humanos nessa ordem urbana, capitalista e industrial, contribui para desvelar mecanismos de violência que perpetuam e aprofundam situações de desigualdade, apontando ainda para maneiras históricas de a elas resistir, em geral por meio de alianças nas margens que se imiscuem aos afetos interespecíficos. Mulheres idosas e pombos, trabalhadores pobres e cachorros de rua, curiosos e um jacaré em rio urbano e funcionários de frigoríficos e bois abatidos em profusão compõem alguns desses encontros produtores de afetos contra-hegemônicos capazes de estimular reflexões para existências menos brutalizadas.

Leituras recomendadas:
AMIR, Fahim. Revoltas animais: pombos, porcos e outros miseráveis na filosofia. São Paulo: Igrá Kniga, 2025.
FARAGE, Nádia. “Antes fora eu: o animal literário em Lima Barreto”. In: BRAGA, Elda Firmo; LIBANORI, Evely Vânia; DIOGO, Rita de Cássia Miranda (orgs.). Representação animal: diálogos e reflexões literárias. Rio de Janeiro: Oficina da Leitura, 2015.
MARRAS, Stelio. Virada animal, virada humana: outro pacto. Scientiæ Studia, São Paulo, v. 12, n. 2, p. 215-260, 2014.

Bibliografia complementar

BARATAY, Éric (org.). Aux sources de l’histoire animale. Paris: Éditions de la Sorbonne, 2019.
BARATAY, Éric. Feline cultures: cats create their history. Trad. ing. Drew S. Burk. Athens: The University of Georgia Press, 2024.
BERGER, John. Por que olhar para os animais? Trad. Pedro Paulo Pimenta. São Paulo: Fósforo, 2021.
CHITKA, Lars. The mind of a bee. Princeton: Princeton University Press, 2022.
DOMANSKA, Ewa. A história para além do humano. Trad. Taynna Marino e Hugo Merlo. São Paulo: FGV Editora, 2024.
HARAWAY, Donna. A reinvenção da natureza: símios, ciborgues e mulheres. Trad. Rodrigo Tadeu Gonçalves. São Paulo:
Editora WMF Martins Fontes, 2023.
INGOLD, Tim (ed.). What is an animal? Nova York: Routledge, 1988.
KRENAK, Ailton. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
MACIEL, Maria Esther. Animalidades: zooliteratura e os limites do humano. São Paulo: Editora Instante, 2023.
MASSUMI, Brian. O que os animais nos ensinam sobre política. Trad. Francisco Trento & Fernanda Mello. São Paulo: n-1 edições, 2017.
SANTOS, Antônio Bispo dos. A terra dá, a terra quer. São Paulo: Ubu Editora, PISEAGRAMA, 2023.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. Metafísicas canibais: elementos para uma antropologia pós-estrutural. São Paulo: Ubu
Editora; n-1 edições, 2018.