Programa
Aula 1
Tópicos
Controle social e práticas de poder.
Conceitos de poder e biopoder.
Sociedade disciplinar, sociedade de controle.
Texto sugerido
ALVAREZ, Marcos César. Controle social: notas em torno de uma noção polêmica. São Paulo em Perspectiva, v.18, n.1, 2004, p. 168-176.
Textos complementares
AGAMBEN, Giorgio. Homo Sacer: o poder soberano e a vida nua. Belo Horizonte: UFMG, 2002.
FOUCAULT, Michel. Em defesa da sociedade: curso no Collège de France (1975-1976). São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010. p. 201-230.
________________. Vigiar e Punir. Petrópolis: Vozes, 1977.
________________. História da Sexualidade I: a vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 1999.
SOUZA, Luiz Antonio Francisco. Tendências atuais nas áreas de segurança pública e de polícia: revisitar Foucault ou uma nova sociedade do controle? Cadernos da FFC., v9, n.1, 2000.
Aula 2
Tópico
Controle estatal da violência no Brasil contemporâneo.
Textos sugeridos
ADORNO, Sergio; DIAS, Camila. Monopólio Estatal da Violência. In: LIMA, Renato Sérgio de; RATTON, José Juiz; AZEVEDO, Rodrigo Ghiringhelli (Orgs.). Crime, polícia e justiça no Brasil. São Paulo: Contexto, 2014.
LIMA, Renato Sérgio; SINHORETTO, Jacqueline; BUENO, Samira. A gestão da vida e da segurança pública no Brasil. Revista Sociedade e Estado, vol. 30, n. 1 Janeiro/Abril, 2015. p.123-144.
Textos complementares
PAIXÃO, Antônio Luiz. Crime, controle social e consolidação da democracia. In: O’DONNELL, Guillermo; REIS, Fábio Wanderley (Orgs.) A democracia no Brasil: dilemas e perspectivas. São Paulo: Vértice, Editora Revista dos Tribunais, 1988. p. 166-199.
PERALVA, Angelina. Violência e democracia – O paradoxo brasileiro. São Paulo: Editora Paz e Terra, 2000.
WIEVIORKA, Michel. O novo paradigma da violência. Tempo Social. Revista de Sociologia da USP, vol. 9, n.1, p. 5-41,1997.
Aula 3
Tópicos
Paradigmas e movimento pendular da segurança pública.
Segurança cidadã.
Textos sugeridos
BEATO FILHO, Cláudio. Políticas públicas de segurança e a questão policial. São Paulo em Perspectiva, v. 13, n. 4, p. 13-27, 1999.
SOARES, Luiz Eduardo. Segurança pública: presente e futuro. Estudos Avançados, vol. 20, n.56, p.91-106, 2006.
Textos complementares
ADORNO, Sergio. Insegurança versus direitos humanos – entre a lei e a ordem. Tempo Social, Revista de Sociologia da USP, v.11, n.2, 2000.
BARREIRA, César. Em nome da lei e da ordem: a propósito da política de segurança pública. São Paulo em Perspectiva, v.18, n.1, 2004.
MARTIN, Gerard; CEBALLOS, Miguel. Bogotá: anatomia de uma transformação política de segurança cidadã (1995-2003). Bogotá: Pontifícia Universidade Javeriana, 2004.
SOARES, Luiz Eduardo. Meu casaco de general: 500 dias no front da segurança pública. Rio de Janeiro: Cia das Letras, 2000.
Aula 4
Tópico
Prevenção “social” do crime e da violência nas periferias urbanas.
Textos sugeridos
CONCHA-EASTMAN, Alberto; MALO, Miguel. Da repressão à prevenção da violência: desafio para a sociedade civil e para o setor saúde. Ciênc. saúde coletiva, vol.11, p.1179-1187, 2006.
GANEM MISSE, Daniel. A pacificação das favelas cariocas e o movimento pendular na segurança pública. Dilemas, Rev. Estud. Conflito Controle Soc, Rio de Janeiro, Edição Especial, n. 3, p. 29-52, 2019.
MOTTA, Luana. “Juventude violenta” como categoria: sobre as construções da relação entre pobreza, juventude e violência. Revista Argumentos, Montes Claros, v.14, n.2, 2018.
Textos complementares
GANEM MISSE, Daniel. Políticas sociais em territórios pacificados. Tese (Doutorado em Sociologia e Direito) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2013.
MINAYO, Maria Cecília de Souza. Violência e Saúde. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2006.
MOTTA, Luana. Conhecer, classificar e intervir para combater a violência: práticas e discursos de policiais-professores sobre os jovens vulneráveis na Cidade de Deus. 42º Encontro Anual da ANPOCS. SPG32 - Políticas públicas, burocracia e conflitos: estudos sobre segurança pública e justiça na contemporaneidade. 42º Encontro Anual ANPOCS. 22 a 26 de outubro de 2018, Caxambu, MG, 2018.
MOTTA, Luana. Fazer estado, produzir ordem: sobre projetos e práticas na gestão do conflito urbano em favelas cariocas. (Tese de doutorado). Programa de Pós-graduação em Sociologia. Universidade Federal de São Carlos. São Carlos, 2017.
Programa
Encontro 1: Apresentação do curso e Introdução à perspectiva dos Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa
(todas as ministrantes)
Com a emergência e o reconhecimento de novos sujeitos autorais e novas perspectivas críticas no campo da literatura e da música brasileiras é possível observar também novos paradigmas de representação de fenômenos artísticos queer e negros/afrodescendentes. Essa observação pode ser realizada sob diversas perspectivas. Os Estudos Comparados de Literatura, enquanto perspectiva teórica e metodológica do curso, têm recorrido a procedimentos e objetos de estudo contemporâneos como forma de traçar diálogos multi e transdisciplinares com novas formas artísticas e novas epistemologias que são capazes de compreender fenômenos emergentes na literatura, como o caso da representação dos corpos marcados por vetores como raça, gênero e classe.
Desse modo, o primeiro encontro do curso tem como objetivo demonstrar de que maneira as novas perspectivas da crítica literária, em conjunto com estudos de diversas áreas, como as vertentes do Feminismo Negro e Interseccional, a História e a Educação, podem proporcionar discussões que dialogam com as mais variadas esferas sociais promovendo importantes reflexões que abrangem mais que a pesquisa e o ensino de literatura, promovem o (re)conhecimento de si como sujeito imerso nesta cultura brasileira, e, a partir disso, o questionamento das representações dos sujeitos nessa cultura tão ampla e diversa.
Referências:
AKOTIRENE, Carla. Interseccionalidade. Coleção Feminismos Plurais. RIBEIRO, Djamila (coord.). São Paulo: Sueli Carneiro; Pólen, 2019.
CARVALHAL, Tania Franco. Literatura comparada: a estratégia interdisciplinar. Revista Brasileira de Literatura Comparada, Niterói: Abralic, n. 1, p. 9-21, 1991.
____________; COUTINHO, Eduardo (Orgs.). Literatura comparada: textos fundadores. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.
CAVALCANTE, B.; STARLING, H. M. M.; EISENBERG, J. Apresentação. In: Decantando a República, vol. 1: Inventário histórico e político da canção popular moderna brasileira. Rio de Janeiro/São Paulo: Nova Fronteira/Fundação Perseu Abramo, 2004.
COLLINS, Patricia Hill. Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento. Tradução: Jamille Pinheiro Dias. São Paulo: Boitempo, 2019.
CRENSHAW, Kimberle. “A intersecionalidade na discriminação de raça e gênero”. In. Cruzamento: raça e gênero, Painel 1, p. 7-16. Disponível em: https://nesp.unb.br/popnegra/index.php/biblioteca/2-genero-raca-e-saude… Acesso em 13 fev 2021.
DALCASTAGNÈ, Regina. A crítica literária em periódicos brasileiros contemporâneos: uma aproximação inicial. Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, Brasília: UBN, n. 54, p. 195–209, 2018.
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Org. Flávia Rios e Márcia Lima. 1ª edição. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
INÁCIO, Emerson. Novas perspectivas para o Comparatismo Literário de Língua Portuguesa: as séries afrodescendentes. Revista Crioula, n.23, p.11-23, 2019.
STARLING, Heloísa M. Murgel. Convite para fantasia de um violão: as canções de Chico Buarque, as histórias de João Guimarães Rosa. In: DUARTE, Paulo S.; NAVES, Santuza C. Do samba-canção à tropicália. Rio de Janeiro: Relume Dumará/FAPERJ, 2003.
TATIT, Luiz. O século da canção. 2ª edição. Cotia: Ateliê Editorial, 2008.
Encontro 2: As juras de amor – entre a ingenuidade e a vingança em um conto machadiano e em canções brasileiras
Estefânia de Francis Lopes – Doutoranda em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela FFLCH/USP. Contato: estefaniaestephan@gmail.com
O tema sobre juras de amor está presente na literatura desde os clássicos, como Shakespeare, até os contos e romances modernos. O juramento, em geral, não cumprido, também está presente nas letras de canções brasileiras, entre as quais, podemos evocar como exemplos, “Jura”, de Sinhô, gravada em 1928, por Mário Reis e “Aos pés da cruz”, de Zé da Zilda e Marino Pinto, conhecida nas interpretações de Orlando Silva (1942) e João Gilberto (1959), sendo depois regravadas por tantos outros intérpretes.
O ponto de partida desse encontro é o diálogo, por nós estabelecido, entre o conto “Noite de Almirante” (1884), de Machado de Assis, e a canção “Vingança” (1936), de Francisco Mattoso e José Maria de Abreu. O juramento, como força absoluta na crença humana de que a vontade está acima do tempo e do destino, é um elemento em comum entre as obras.
Dessa forma, buscaremos explorar, a partir das análises do conto e da letra da canção como a ingenuidade, o engano e, por vezes, a vingança, emergem de narrativas nas quais o tema é a jura de amor. Procuraremos também destacar como o papel feminino é engendrado pelos autores e como essas personagens atuam nas tramas em que o juramento é rompido. Nossa análise tem como base a Literatura Comparada como “uma prática intelectual que, sem deixar de ter no literário o seu objeto central, confronta-se com outras formas de expressão cultural” (CARVALHAL, 1991, p. 13).
Durante o encontro incluiremos a análise do conto de Machado de Assis e da canção “Vingança”, na interpretação de Mônica Salmaso, e outras letras do cancioneiro da música popular brasileira que apresentam o mesmo enfoque. Assim, além da análise literária, por assim dizer, propomos também a audição das canções como fruição estética.
Links e sites consultados:
- Para acesso ao conto “Noite de Almirante”: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_act…. Acesso em: 13 fev 2021.
- Para acesso à letra da canção “Vingança”: http://www.letras.com.br/francisco-matoso/vinganca
Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira: http://dicionariompb.com.br
MPB Cifrantiga: http://cifrantiga.blogspot.com.br. Acesso em: 13 fev 2021.
Referências bibliográficas:
ASSIS, Machado de. Histórias sem data. São Paulo: Ed. Ática, 1998.
BOSI, Alfredo. Machado de Assis: o enigma do olhar. 4ª edição – São Paulo: WMF Martins Fontes, 2007.
CARVALHAL, Tania Franco. Literatura comparada: a estratégia interdisciplinar. Revista Brasileira de Literatura Comparada, Niterói: Abralic, n. 1, p. 9-21, 1991.
GUIDIN, Márcia Lígia. “A felicidade será um par de botas?”. In. Histórias sem data. São Paulo: Ed. Ática, 1998.
Encontro 3: A representação da experiência religiosa da mulher negra na poesia e na canção afro-brasileira
Oluwa Seyi Salles Bento - Doutoranda em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela FFLCH/USP. Contato: oluwaseyi@usp.br
No terceiro encontro, teremos com principal objetivo indagar a representação da espiritualidade negro-feminina em produções poéticas e cancionais. Tal ênfase corresponde à presença importante e produtora de sentidos da experiência religiosa em obras de autoria negra, de modo a iluminar e a valorizar a cultura afro-brasileira. Essa espécie de lugar-comum que a religiosidade negra toma em certas obras, é perceptível na produção das poetas Elisa Lucinda, Lívia Natália e Valéria Lourenço e das intérpretes Fabiana Cozza, Mariene de Castro e Serena Assunção.
Com vistas nos significados artísticos que são construídos a partir da experiência religiosa de matriz africana, lançaremos mão de análises comparativas de poemas e letras de canções das referidas poetas e compositoras/cantoras, buscando compreender os sentidos almejados pela mobilização do imaginário acerca de três orixás femininos - Iansã, Iemanjá e Oxum.
Na medida em que cada divindade do panteão afro-brasileiro traz em si uma série de símbolos e responde por domínios naturais, humanos, físicos e abstratos, nos interessa compreender e apontar de que maneira as representações desses orixás femininos - comumente nomeados de “iabás” - são apropriadas pelas artes.
Links e sites consultados:
Para acesso à canção “Filhas de Iemanjá”, de Fabiana Cozza: https://youtu.be/rqKLSW6UJxY . Acesso em 13 fev 2021.
Para acesso à letra da canção “Tirilê”, de Mariene de Castro: https://m.letras.mus.br/mariene-de-castro/tirile/. Acesso em 13 fev 2021.
Para acesso à letra da canção “Oxum”, de Serena Assumpção: https://m.letras.mus.br/serena-assumpcao/oxum/.Acesso em 13 fev 2021.
Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira: http://dicionariompb.com.br
Referências bibliográficas:
LIMA, Luís Felipe de. Oxum. Pallas: Rio de Janeiro, 2012.
LOURENÇO, Valéria. Cartaougrafia de Oxum. In: CADERNOS Negros 37, Quilombhoje editora: São Paulo, 2007.
LUCINDA, Elisa. Oyá. In:_. Vozes guardadas. Rio de Janeiro: Editora Record, 2016.
NATÁLIA, Lívia. Estudo marinho. In:_. Correntezas e outros estudos marinhos. Salvador: Edição da autora, 2020.
THEODORO, Helena. Iansã. Rio de Janeiro:Pallas, 2010.
VALLADO, Armando. Iemanjá. Rio de Janeiro: Pallas, 2019.
Encontro 4: Representações contemporâneas – A heterossexualidade contestada e o Amor entre mulheres negras no álbum visual Bom mesmo é estar debaixo d’água de Luedji Luna (2020) e seus contatos com a obra de Conceição Evaristo, Cidinha da Silva e Tatiana Nascimento
Claudiana Gois dos Santos – Doutoranda em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela FFLCH/USP. Contato: claudiana_gois@usp.br
No quarto encontro o objetivo é analisar como os personagens e vozes poéticas perpassados pela marcação de mulher, lésbica e negra e seus afetos têm sido representados pela música nacional a partir de canções que evocam o reconhecimento da descolonização dos corpos e de seus afetos e da reestruturação identitária destas mulheres. Para tanto, nosso objeto principal de estudo será o álbum visual Bom mesmo é estar debaixo d'água, de Luedji Luna (2020) e a relação dele com a poesia de Conceição Evaristo e de Tatiana Nascimento.
Ao assistir o álbum visual na íntegra é possível observar um arco narrativo que comporta um percurso de representação de mulheres negras, queer/cuir, perpassada pela desconstrução dos ideais de amor romântico e das perspectivas de outras formas de afeto que destoam de um ideal heterocentrado, branco e eurocêntrico.
As sete canções (e seus respectivos vídeos), quase todas compostas por Luedji Luna, formam, portanto, um interessante e atualíssimo material de análise para pensarmos as questões da representação dos amores de mulheres negras na música e nas poesias que intercalam as faixas do álbum, incluindo a participação da escritora Cidinha da Silva na composição da faixa “Lençóis”.
O conteúdo político traçado pelos diálogos com a obra de Soujourney Truth e Nina Simone, amparado pela discussão da representação de corpos negros na arte e na mídia trazido pelas obras de bell hooks e Lélia González nortearão nossas discussões sobre amor e representação na música e na literatura.
Link consultado:
Para acesso ao álbum visual Bom mesmo é estar debaixo d’água, Luedji Luna (2020) https:// www.youtube.com/watch?v=Z7lPX61UdJ4. Acesso em 13 fev 2021.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
GONZALEZ, Lélia. Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira. IN: RIOS, Flávia, LIMA, Márcia (orgs). Por um feminismo afro-latino-americano: Ensaios, intervenções e diálogos. p. 75-93. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
hooks, bell. Olhares negros: raça e representação. São Paulo: Elefante, 2019.
________.Tudo sobre amor: novas perspectivas. São Paulo: Elefante, 2020.
INÁCIO, Emerson. Novas perspectivas para o Comparatismo Literário de Língua Portuguesa: as séries afrodescendentes. Revista Crioula, n.23, p.11-23, 2019.
LORDE, Audre. Irmã Outsider. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2019.
NASCIMENTO, Tatiana. Cuírlombismo literário. São Paulo: N-1, 2019.
Encontro 5: Multiplicidade cultural na formação linguística do repertório de alunos de Ensino Fundamental II e Médio através do letramento literário e étnico-racial: as imagens criadas do sujeito negro na intertextualidade entre literatura e músicas de matriz afro-brasileira.
Cíntia Ribeiro da Rocha - Mestranda em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela FFLCH/USP. Contato: cintia.ribeiro@usp.br
As competências leitora e escritora previstas na Base Nacional Curricular Comum (BNCC) como habilidades fundamentais para a formação de um cidadão crítico e reflexivo, requerem o trabalho e o desenvolvimento de habilidades que estão incluídas no processo de construção do letramento ao longo da educação básica. Assim como a sociedade e as condições de produção da comunicação humana em diferentes esferas, inclusive artísticas, nesse trânsito de informações, os procedimentos de decodificação de diferentes textos (escritos, orais ou imagéticos) também são reconfigurados. Contemporaneamente, letramento é um termo que pode ser tratado no plural devido à sua prática multifacetada.
Dessarte, Rildo Cosson (2006) faz apontamentos necessários na prática docente da educação básica para a escolarização da literatura, ou seja, a análise e decodificação além da criação de hipóteses sobre as obras literárias, de modo distinto do exercício da leitura por fruição que também está atrelada no processo como algo subjacente. Em uma perspectiva de estudos sobre a formação do povo brasileiro e sua base multicultural, o letramento étnico-racial pode ser acrescido na formação do leitor crítico com o objetivo de se identificar a subjetividade afro-brasileira nos processos de ficcionalização e musicalização de suas tramas e simbologias pautadas na ancestralidade, religiosidade tanto quanto outros componentes civilizatórios da matriz cultural supracitada.
Para tanto, serão analisadas em cotejo, a obra “Os Nove Pentes D’África” de Cidinha da Silva e o repertório musical de Fabiana Cozza.
Referências Bibliográficas
ASANTE, Molefi Kete. Afrocentricity - The Theory of Social Change. Chicago: African American Images, 2003.
DUARTE, Eduardo de Assis. Por um conceito de literatura afro-brasileira, In: Terceira Margem • Rio de Janeiro • Número 23 • p. 113-138 • julho/dezembro 2010.
SILVA, Vagner G - Candomblé e Umbanda - Caminhos da Devoção Brasileira. São Paulo, Selo Negro, 2005, 5a ed.
SILVA, Cidinha da. Os Nove Pentes D’África. São Paulo, Mazza, 2009.
________________ – “Religiões afro-brasileiras. Construção e legitimação de um campo do saber acadêmico (1900-1960)”. In: Revista USP. São Paulo, USP-CCS, n. 55, 2002 (pp. 82-111)
VÁRIOS AUTORES. Reflexões sobre a literatura afro-brasileira. São Paulo: Quilombhoje, 1985.
Programa
Aula 1 (03/08) – Apresentação do curso
A aula tecerá um panorama histórico e sociocultural da formação e produções fonográficas do Clube da Esquina. Além de remontar ao contexto dos festivais de MPB dos anos de 1960 para situar Milton Nascimento e seus primeiros parceiros, abordará em discos e canções dos compositores nesse período ideias e ideários como mineiridade, romantismo, engajamento e nacional-popular.
Aula 2 (05/08) – Clube da Esquina, o álbum
A “metamorfose” de Milton Nascimento no LP Milton (EMI-Odeon, 1970) adiciona novos traços à linguagem e à musicalidade da turma de amigos e compositores posteriormente conhecida como Clube da Esquina. A apreciação do álbum homônimo de 1972, assinado por Milton e Lô Borges, porém com a participação efetiva de diversos outros artistas então vinculados ao “Clube”, permitirá apreender a obra tanto estética quanto social e historicamente. Transformações e impasses que caracterizaram o início dos anos de 1970 no Brasil serão discutidos a partir dos processos de gravação e montagem dos fonogramas, disposição e tratamento acústico das faixas, projeto gráfico, intertextualidades no conjunto do álbum, negociações com a censura, relações dos músicos com a EMI-Odeon e recepção do público, dos pares e da crítica.
Aula 3 (08/08) – Clube da Esquina, as canções
Dando prosseguimento à apreciação textual e contextual do álbum Clube da Esquina, a análise mais detida de algumas canções possibilitará enaltecer outros aspectos-chave como o experimentalismo, a coletividade na elaboração dos arranjos, os ritmos e métricas incomuns ao cancioneiro popular e a releitura de tradições culturais e musicais, bem como questões concernentes à contracultura, ao engajamento político, à crítica ao regime militar e o diálogo com certo ideário de integração latino-americana.
Aula 4 (10/08) – Itinerários
A aula apresentará de maneira geral outros álbuns de Milton Nascimento e parceiros lançados na década de 1970. A avaliação musical e histórico-social dessa produção fonográfica guiará a análise dos itinerários dos músicos e da gradativa dispersão de uma formação cultural cuja informalidade e antiburocracia das relações foram marcas características.
Bibliografia
ANOS 70: trajetórias (Vários autores). São Paulo: Iluminuras/Itaú Cultural, 2005.
ARRUDA, Maria Arminda do Nascimento. Mitologia da mineiridade: o imaginário mineiro na vida política e cultural do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1999.
AVELAR, Idelber. “De Milton ao metal: política e música em Minas”, ArtCultura, UFU, Uberlândia, n.º 9, p. 32-38, jul./dez. 2004.
BAHIANA, Ana Maria. Nada será como antes: MPB anos 70 – 30 anos depois. Rio de Janeiro: Senac/Rio, 2006.
BORÉM, Fausto; LOPES, Wilson. “‘Novena’ (1964) de Milton Nascimento e Márcio Borges: primórdios da síntese do Clube da Esquina”, Per Musi, UFMG, Belo Horizonte, n.º 30, p. 24-39, jul./dez. 2014.
BORGES, Márcio. “O Clube da Esquina”. In: DUARTE, Paulo Sérgio; NAVES, Santuza Cambraia (orgs.). Do Samba-canção à Tropicália. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2003.
_______. Os sonhos não envelhecem: histórias do Clube da Esquina. 7.ª ed. São Paulo: Geração, 2011.
_______ (org.). Clube da Esquina 40 anos. Belo Horizonte: Associação dos Amigos do Museu Clube da Esquina, 2012.
BOURDIEU, Pierre. As regras da arte: gênese e estrutura do campo literário. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
BOZZETTI, Roberto. “Uma tipologia da canção no imediato pós-tropicalismo”, Letras, Santa Maria, n.º 34, p. 133-146, jan./jun. 2007.
BRANT, Fernando. Depoimento de Fernando Brant a Liana Fortes. Rio de Janeiro: Rio, 2005.
________. “Música e mineiridade”, Cadernos de História, Belo Horizonte, v. 9, n.º 11, p. 129-136, 1.º sem. 2007.
BRITTO, Paulo Henriques. “A temática noturna no rock pós-tropicalista”. In: NAVES, Santuza Cambraia e DUARTE, Paulo Sérgio (orgs.). Do samba-canção à tropicália. Rio de Janeiro: FAPERJ/Relume Dumará, 2003.
CAMPOS, Maria Tereza R. Arruda. Toninho Horta: harmonia compartilhada. São Paulo: Imprensa Oficial, 2010.
CANTON, Ciro Augusto Pereira. “Nuvem no céu e raiz”: romantismo revolucionário e mineiridade em Milton Nascimento e no Clube da Esquina (1970-1983). Dissertação de mestrado em História. São João Del Rey, UFSJ, 2010.
CHAUÍ, Marilena, et al. O nacional e o popular na cultura brasileira: seminários (Vários volumes). São Paulo: Brasiliense, 1982.
CORRÊA, Luiz Otávio. Clube da Esquina e Belo Horizonte: romantismo revolucionário numa cidade de formação ambígua. Dissertação de mestrado em Ciências Sociais. Belo Horizonte: PUC/MG, 2002.
DIAS, Márcia Tosta. Os donos da voz: indústria fonográfica brasileira e mundialização da cultura. São Paulo: Boitempo, 2000.
DINIZ, Sheyla Castro. De tudo que a gente sonhou: amigos e canções do Clube da Esquina. São Paulo: Intermeios/ Fapesp, 2017.
_______. “Milagre dos peixes em tempos de milagre econômico: o Clube da Esquina e a resistência político-cultural à ditadura militar brasileira”. In: SANTOS, Maria do Rosário; LESSA, Elisa Maria (orgs.). Música Discurso Poder. Vila Nova de Famalicão/Portugal: Húmus, 2012.
_______. “Clube da Esquina: mineiridade, romantismo e resistência cultural nos anos 1960”, Per Musi, UFMG, Belo Horizonte, p. 1-27, 2018.
_______. “Clube da Esquina versus Tropicalismo: conflitos simbólicos na MPB”, ArtCultura, Revista de História, Cultura e Arte, UFU, Uberlândia, v. 20 p.129 - 145, 2018.
________. “Da Bossa Nova ao Clube da Esquina: diálogos e relações estético-musicais na MPB”, OuvirOuVer, UFU, Uberlândia, v. 11, n.º 1, p. 166-179, jan./jun. 2015.
DUARTE, Maria Dolores Pires do Rio. Travessia: a vida de Milton Nascimento. Rio de Janeiro: Record, 2006.
DUNN, Christopher. Contracultura: alternative arts and social transformation in authoritarian Brazil. Chapel Hill: The University of North Carolina Press, 2016.
ESTANISLAU, Andréa (org.). Coração americano: 35 anos do Clube da Esquina. Belo Horizonte: Prax, 2008.
FAVARETTO, Celso Fernando. Tropicália, alegoria, alegria. 4.ª ed. Cotia: Ateliê, 2007.
_______. “Arte e cultura nos anos 70: o pós-tropicalismo”. In: Moderno, pós-moderno, contemporâneo: na educação e na arte. Tese de Livre-docência em Educação Comparada. São Paulo: USP, p. 242-251, 2004.
GARCIA, Luiz Henrique Assis. Coisas que ficaram muito tempo por dizer: o Clube da Esquina como formação cultural. Dissertação de mestrado em História. Belo Horizonte, UFMG, 2000.
GASPARI, Elio; HOLLANDA, Heloísa; VENTURA, Zuenir. Cultura em trânsito: da repressão à abertura. Rio de Janeiro: Aeroplano, p. 40-113, 2000.
GOUVÊA, Maurício. “A música que ultrapassa fronteiras estéticas e geográficas: Beto Guedes / Danilo Caymmi / Novelli / Toninho Horta”. In: ALBUQUERQUE, Célio (org.). 1973: o ano que reinventou a MPB. Rio de Janeiro: Sonora, p. 83-88, 2013.
GUERALDO, Vinicius. “Milton Nascimento entre o sertão e a cidade”. In: SIMIONI, Ana Paula Cavalcanti (org.). Cadernos do IEB: culturas e identidades brasileiras. São Paulo: IEB, 2016.
MAMMÌ, Lorenzo. “A era do disco”. In: A fugitiva: ensaios sobre música. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
MARTINS, Bruno Viveiros. Som imaginário: a reinvenção da cidade nas canções do Clube da Esquina. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2009.
MELLO, Paulo Thiago de. Milton Nascimento e Lô Borges: Clube da Esquina (Coleção O livro do disco). Rio de Janeiro: Cobogó, 2018.
MELLO, Zuza Homem de. A era dos festivais: uma parábola. 3.ª ed. São Paulo: Ed. 34, 2003.
MOLINA, Sérgio. Música de montagem: a composição de música popular no pós-1967. São Paulo: É Realizações, 2017.
MOREIRA, Maria Beatriz Cyrino. Fusão de gêneros e estilos na produção musical da banda Som Imaginário. Dissertação de Mestrado em Música. Campinas: Unicamp, 2011.
MORELLI, Rita. Indústria fonográfica: um estudo antropológico. 2.ª ed. Campinas: Ed. Unicamp, 2009.
MUSEU CLUBE DA ESQUINA. Guia turístico de Belo Horizonte: roteiro Clube da Esquina. Belo Horizonte: s./ed., 2005.
NAPOLITANO, Marcos. “Seguindo a canção”: engajamento político e indústria cultural na MPB (1959-1969). São Paulo: Annablume/FAPESP, 2001.
_______. “A MPB sob suspeita: a censura musical vista pela ótica dos serviços de vigilância política (1968-1981)”, Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 24, n.º 47, p. 103-126, jul. 2004.
_______. “‘A primavera nos dentes’: a vida cultural sob o AI-5”. In: 1964: história do regime militar brasileiro. São Paulo: Contexto, 2014.
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ORTIZ, Renato. Cultura brasileira e identidade nacional. 5.ª ed. São Paulo: Brasiliense, 2006.
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RIDENTI, Marcelo. Em busca do povo brasileiro: artistas da revolução, do CPC à era da TV. Rio de Janeiro: Record, 2000.
RODRIGUES, Mauro. O modal na música de Milton Nascimento. Dissertação de mestrado em Musicologia. Rio de Janeiro, Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro, 2000.
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VASCONCELLOS, Gilberto. Música popular: de olho na fresta. Rio de Janeiro: Graal, 1977.
VIEIRA, Francisco Carlos Soares Fernandes. Pelas esquinas dos anos 70: utopia e poesia no Clube da Esquina. Dissertação de mestrado em Poética. Rio de Janeiro: UFRJ, 1998.
VILARA, Paulo. Palavras musicais – letras, processos de criação, visão de mundo de 4 compositores brasileiros: Fernando Brant, Márcio Borges, Murilo Antunes, Chico Amaral. Belo Horizonte: S./Ed., 2006.
VILELA, Ivan. “Nada ficou como antes”, Revista USP, Dossiê Música Brasileira, n.º 87, São Paulo, USP, p. 14-27, set./nov. 2010.
________. “Breve ensaio sobre o Clube da Esquina”. In: BORGES, Márcio (org.). Clube da Esquina 40 anos. Belo Horizonte: Associação dos Amigos do Museu Clube da Esquina, 2012.
VITENTI, Ada Dias Pinto. Uma certa musicalidade nas esquinas de Minas (1968-1978). Dissertação de mestrado em História. Brasília: UnB, 2010.
WILLIAMS, Raymond. Cultura. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
________. “A fração Bloomsbury” (Tradução: Rubens de Oliveira Martins e Marta Cavalcanti de Barros), Plural, Sociologia, USP, São Paulo, n.º 6, p. 139-168, 1.º sem. 1999.
WISNIK, José Miguel. O som e o sentido: uma outra história das músicas. 2.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
Programa
De modo a prover um panorama do período, bem como uma discussão teórica e das obras escolhidas, o programa
do curso se apresenta com o conteúdo programático resumido a seguir. Salienta-se que se considerarão os textos
em português e incentiva-se que os estudantes leiam as obras antes ou durante o curso. As aulas serão dadas
alternadamente na modalidade síncrona pelos três ministrantes.
Aula 1: Cool Britannia e a Grã-Bretanha pós-Thatcher
Aula 2: A revolta da periferia do Reino: Trainspotting (1993), de Irvine Welsh
Aula 3: Um teatro de extremos: o In-yer-face
Aula 4: A monarquia e o cânone: Amor de Fedra (1996), de Sarah Kane
Aula 5: Do mundo do consumo à virada do milênio: Shopping and Fucking (1996), de Mark Ravenhill
Aula 6: Entre o nacionalismo e o best-seller: o universo de J.K. Rowling (1997)
Bibliografia
CASS, Thiago R. B., NEVES, Julia B. Vitorianos: do kitsch ao cool. In: Vitorianos: contradições e desdobramentos.
São Paulo: Editora LiberArs, 2022.
COELHO, Rui Pina. Dias difíceis: A representação da violência na dramaturgia britânica de matriz realista do pós-
Segunda Guerra Mundial (1951-1967). 2013. 280 p. Tese (Doutoramento em Estudos Artísticos – Especialidade
Estudos de Teatro) – Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa, Lisboa.
D’MONTÉ, R; SAUNDERS, G. Cool Britannia? British Political Drama in the 1990s. New York: Palgrave, 2008.
GIDDENS, Anthony. A terceira via. São Paulo: Record, 1999.
HARVEY, David. Neoliberalismo: História e Implicações. São Paulo: Edições Loyola, 2008.
KANE, Sarah. Phaedra’s Love. In: Complete Works. London: Methuen, 2001.
LUCKHURST, Mary (ed.). A Companion to Modern British and Irish Drama 1880-2005. Oxford: Blackwell, 2006.
MARCUS, Laura, NICHOLLS, Peter (eds.). The Cambridge History of Twentieth-Century English Literature. London:
Cambridge University Press, 2005.
MIDDEKE, Martin, SCHNIERER, Peter Paul, SIERZ, Aleks (eds.). The Methuen drama guide to contemporary
British playwrights. London: Bloomsbury, 2011.
RACHEL, Daniel. Don’t look back in anger: The rise and fall of Cool Britannia, told by those who were there. London:
Trapeze, 2019.
RAVENHILL, M. Plays 1: Shopping and Fucking; Faust; Handbag; Some Explicit Polaroids. Londres: Methuen
Drama, 2001.
_____________. Shopping and Fucking. Tradução de Laerte Mello. Material disponível para consulta no acervo de
peças da Biblioteca da Escola de Comunicações e Arte da Universidade de São Paulo. 1999.
_____________. Plays 2: Mother Clap’s Molly House; Product; The Cut; Citizenship; Pool (No Water). Londres:
Methuen Drama, 2008.
______________. Plays 3. Londres: Methuen Drama, 2013.
ROWLING, J.K. Harry Potter e a Câmara Secreta. Trad. Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
_____________. Harry Potter e a Pedra Filosofal. Trad. Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
_____________. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Trad. Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
SZONDI, Peter. Teoria do drama moderno (1880-1950). São Paulo: Cosac & Naify, 2001.
WELSH, Irvine. Trainspotting. Rio de Janeiro: Rocco, 2004.
Programa
1. Distinção entre Memórias, Diários, Autobiografia e Autoficção
2. Abordagens histórica e filosófica da escrita de si
3. Exercícios de análise: Memórias de mulheres
4. Exercícios de análise: Diários de mulheres
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ANDRADE, Maria Julieta Drummond de Andrade. Diário de uma garota. Rio de Janeiro: Record, 1985.
BALLOUSSIER, Anna Virginia. Talvez ela não precise de mim: diários de uma mãe em quarentena. São Paulo: Todavia, 2020.
BARROS, Maria Paes de Barros. No tempo de dantes. São Paulo: Paz e Terra, 1998.
BOSI, Ecléa. Memória e sociedade: lembrança de velhos. 2ª. edição. São Paulo: T. A. Queiroz Editora da Universidade de São Paulo, 1987.
BRASIL, Cecília de Assis. Diário de Cecília de Assis Brasil. Organização: Carlos Reverbel. Porto Alegre: L&PM, 1983.
CASTRO, Maria Eugenia Torres Ribeiro de Castro. Reminiscências. Rio de Janeiro: Cátedra, 1975.
FERRAZ, Floriza Barboza. Páginas de recordações. São Paulo: chão Editora, 2020.
FERREIRA, Preta. Minha carne: diário de uma prisão. São Paulo: Boitempo, 2020.
FOUCAULT, Michel. “A escrita de si”. In: Ditos e escritos: ética, sexualidade, política. Organização e seleção: Manoel Barros de Motta. Tradução: Elisa Monteiro, Inês Autran Dourado Barbosa. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006.
JESUS, Carolina Maria de. Casa de alvenaria, Volume 1: Osasco. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.
KEHL, Eunice Penna. Diários, 1935-1936. São Paulo: Chão Editora, 2022.
LACERDA, Brazilia Oliveira de. Dias ensolarados no Paraizo. São Paulo: Chão Editora, 2020.
LEJEUNE, Philippe. O pacto autobiográfico. Organização: Jovita Maria Gerheim Noronha. Tradução: Jovita Maria Gerheim Noronha, Maria Inês Coimbra Guedes. 2ª edição. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014.
MAGALHÃES, Bernardina Botelho de. O diário de Bernardina: da Monarquia à República, pela filha de Benjamin Constant. Organização, introdução e notas: Celso Castro e Lemos, Renato. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009.
MIGNOT, Ana Crystina Venancio, BASTOS, Maria Helena Camara e CUNHA, Maria Teresa Santos (Organizadoras). Refúgios do eu: educação, história, escrita autobiográfica. Florianópolis: Mulheres, 2000.
MORLEY, Helena. Minha vida de menina. 1ª edição. São Paulo: Companhia de Bolso, 2016.
SILVEIRA, Helena. Paisagem e memória. Rio de Janeiro: Paz e Terra; São Paulo: Secretaria Municipal de Cultura, 1983.
SILVEIRA, Maria Isabel. Isabel quis Valdomiro. São Paulo: Francisco Alves, 1962.
Programa
Aula 1: A distensão de Geisel e a descompressão do sistema político nos anos 1970.
Aula 2: A oposição à ditadura na transição: entre o frentismo democrático em torno do MDB e a reforma partidária de 1979.
Aula 3: O pluripartidarismo dos anos 1980, as Diretas-Já e a gênese da Nova República.
Referência bibliográfica:
ALVES, Maria Helena Moreira. Estado e oposição no Brasil (1964-1984). Bauru: Edusc, 2005.
TELES, Edson; SAFATLE, Vladimir (org.). O que resta da ditadura: a exceção brasileira. São Paulo: Boitempo, 2010.
BARROS, Celso Rocha de. PT, uma história. São Paulo, Companhia das Letras, 2022.
CODATO, Adriano Nervo. Uma história política da transição brasileira: da ditadura militar à democracia. Revista de Sociologia e Política, Curitiba, n. 25, p. 83-106, nov. 2005.
FICO, Carlos. Ditadura militar brasileira: aproximações teóricas e historiográficas. Revista Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 9, ed. 20, p. 5-74, 2017.
MATHIAS, Suzeley Kalil. Distensão no Brasil: o projeto militar (1973-1979). Campinas: Papirus, 1995.
MOTTA, Rodrigo Patto Sá. Passados presentes: o golpe de 1964 e a ditadura militar. São Paulo: Zahar, 2021.
NAPOLITANO, Marcos. 1964: História do Regime Militar Brasileiro. São Paulo: Contexto, 2014.
NOBRE, Marcos. Imobilismo em movimento: da abertura democrática ao governo Dilma. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
PINHEIRO, Milton (org.). Ditadura: o que resta da transição. São Paulo: Boitempo, 2014.
SECCO, Lincoln. História do PT (1978-2010). Cotia: Ateliê Editorial, 2011.
Programa
6 encontros / 2 horas por encontro.
Aula 1. Introdução (Segunda-feira, 09/08)
1. Apresentação do curso
2. Apresentação das fontes bibliográficas
3. Introdução a conceitos de análise
Aula 2. Etiologismo (quinta-feira, 12/08)
1. Cosmogonias (Barbosa Rodrigues)
2. Contos Etiológicos (Betty Mindlin)
3. Leitura e discussão de narrativas
Aula 3. O Jabuti, o trapaceiro (segunda-feira, 16/08)
1. Apresentação do ciclo do Jabuti (Couto de Magalhães)
2. Leitura e análise de particularidades do herói em comparação ao trickster mitológico
Aula 4. As Icamiabas ou Amazonas (quinta-feira, 19/08)
1. Apresentação histórica das icamiabas (Afonso Arinos)
2. Leitura e discussão de narrativas
Aula 5. O Curupira (segunda-feira, 23/08)
1. Apresentação da figura (Couto de Magalhães)
2. Leitura e análise das narrativas
Aula 6. O Makunaíma e Mário de Andrade (quinta-feira, 26/08)
1. Apresentação do personagem (Koch-Grunberg)
2. Leitura e análise de narrativas
3. Paralelos com Macunaíma, de Mário de Andrade
BIBLIOGRAFIA
ABREU, João Capistrano de. Rã-txa hu-ni-ku-ĩ: a lingua dos caxinauás do Rio Ibuaçu affluente do Muru (Prefeitura de Tarauacá). Rio de Janeiro: Typographia Leuzinger, 1914.
AMORIM, Antônio Brandão de. Lendas em Nheengatu e Portuguez. In: Revista do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro. tomo 100, vol. 154, p. 9-475. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1926.
ARINOS, Afonso. Lendas e Tradições Brasileiras. São Paulo: Typographia Levi, 1917.
BOSI, Alfredo. Macunaíma: O encontro da Literatura com o Folclore. In: Macunaíma: o herói sem nenhum caráter. Edição Crítica de Telê Porto Ancona Lopez. Rio de Janeiro: Livros técnicos e científicos; São Paulo: Secretaria da Cultura, Ciência e Tecnologia, 1978.
CAVALCANTI PROENÇA, Manuel. Roteiro de Macunaíma. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1974.
FIGUEIREDO, Priscila Loyde Gomes. Macunaíma: enumeração e metamorfose. 2006. Tese (Doutorado em Literatura Brasileira) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006. doi:10.11606/T.8.2006.tde-24082007-142317. Acesso em: 2021-03-12.
GOMES, Lindolfo. Contos Populares Brasileiros. São Paulo: Melhoramentos, 1948.
KOCH-GRUNBERG, Theodor. Mitos e Lendas dos índios Taulipang e Arekuná. In: Revista do Museu Paulista, Nova Série v. VII, pp. 9-202. São Paulo: Museu Paulista, 1953
KOMELINAIA, Natália. Doklad V. Ia. Propp “Morfologia russkoi narodnoy skazki”. In: TOPORKOV, A. Neizvestnye stranitsy russkoi folkloristiki. Moscou: Indrik, 2015.
LÉVI-STRAUSS, Claude. O Pensamento Selvagem. Campinas: Papirus, 2012
MAGALHÃES, José Vieira Couto de. O Selvagem. Rio de Janeiro: Typ. da Reforma, 1876
MELETÍNSKI, E. M. Mito e Conto Maravilhoso: Tradução de Rafael Bonavina e Ekaterina Vólkova Américo. RUS (São Paulo), São Paulo, v. 10, n. 13, p. 149-164, 2019a. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rus/article/view/155845. Acesso em: 16 jan. 2021.
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______. A poética do mito. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1987.
______. Os Arquétipos Literários. Cotia: Ateliê Editorial, 2015.
MINDLIN, Betty. Moqueca de Maridos. São Paulo; Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2014.
______. Terra Grávida. São Paulo: Ática, 1998
______. Vozes da Origem. Rio de Janeiro; São Paulo: Record, 2007.
PROPP, Vladimir. Otkritaia Lektsia. Jivaia Starina, Moscou, n. 3, pp. 11-18 1995, Nº3.
______. Morfologiia volchebnoi skazki / Istoritcheski korni volchebnoy skazki. Moscou: KoLiBri Moskva, 2020
RODRIGUES, João Barbosa. Poranduba amazonense, ou Kochiyma-uara Porandub. Rio de Janeiro: Typ. de G. Leuzinger & Filhos, 1890.
ROMERO, Sílvio. Contos Populares do Brasil. Rio de Janeiro: Livraria Alves, 1907.
______. Cantos Populares do Brasil. Rio de Janeiro: Livraria Alves e Cia, 1897.
SILVEIRA, Valdomiro. Os Caboclos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileiro; Brasília: INL, 1975.
Programa
O curso, que será composto de 5 aulas de duas horas cada, abordará os seguintes temas:
● A filologia e a análise diplomática - Iniciaremos definindo três conceitos importantes para o curso: filologia,
diplomática e tipologia documental. Abordaremos também a relação entre essas áreas e a importância
delas para o estudo do texto escrito.
● A leitura paleográfica e o estudo diplomático - Neste segundo momento, falaremos da origem em comum
da diplomática e da paleografia, frisando a relação que ambas as ciências ainda possuem no cotidiano de
quem trabalha com a filologia de manuscritos. Em seguida, trabalharemos brevemente com uma atividade
de leitura de documentos, focando na escrita de letra humanística.
● O caso das cartas: como estudar diplomaticamente documentos não-diplomáticos? - Discutiremos a
espécie documental carta, dando destaque para os desafios de se trabalhar com uma tipologia textual
considerada não-diplomática. Para isso, faremos uma revisão da bibliografia já escrita sobre o assunto e a
contrastaremos com exemplos práticos. Simultaneamente, buscaremos mostrar a importância do estudo
das cartas de mulheres como forma de fazer as vozes de suas remetentes ecoarem no espaço e no
tempo.
● O caso dos documentos peticionários: as petições ou os requerimentos? - Nos debruçaremos sobre duas
espécies documentais diplomáticas à luz das suas diferentes definições e, em conjunto com a observação
das estruturas formais de alguns manuscritos movidos por mulheres, pensaremos esta questão
terminológica. Ademais, pensaremos a importância destes pedidos endereçados a autoridades para a
mulheres pobres, viúvas, forras e libertas sobrevivendo em meio a um cotidiano de escassez e
precariedade na capitania de São Paulo.
● O caso das informações: missivas informativas ou documentos opinativos? - Realizaremos a análise dos
elementos que constituem a estrutura de manuscritos escritos por autoridades subalternas a governadores
da capitania de São Paulo. A quais espécies documentais pertenceriam estas missivas, necessárias para
a elaboração de determinados pareceres, resultantes de ordens presentes em despachos inseridos nos
requerimentos ou petições? Quais suas semelhanças, ou contrastes, com outras tipologias já estudadas
(mais especificamente, com as cartas)? Refletiremos, por fim, acerca da influência da subjetividade dos
escribas destes documentos opinativos, nos quais as fórmulas, as construções formais e as averiguações
imparciais acabam dando lugar a julgamentos morais e religiosos.
Bibliografia:
ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Inventário de documentos da Secretaria de Governo da
Capitania de São Paulo (1721-1823). 2015.
BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Como fazer análise diplomática e análise tipológica de documentos de
arquivos. Arquivo do Estado/Imprensa Oficial do Estado: São Paulo, 2002. (Projeto Como Fazer, v. 8).
BERWANGER, Ana Regina; LEAL, João Eurípedes Franklin. Noções de paleografia e de diplomática. 3. ed. rev.
e ampl. Santa Maria: Editora da UFSM, 2008.
CAMBRAIA, César Nardelli. Introdução à crítica textual. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
CARDOSO, Débora de Moura. Petições de mulheres em São Paulo (1796 a 1816): estratégias de sobrevivência.
2022. 71 f. TCC (Graduação) - Curso de Licenciatura em História, Escola de Filosofia, Letras e Humanas,
Universidade Federal de São Paulo, Guarulhos, 2022. Disponível em:
https://repositorio.unifesp.br/xmlui/handle/11600/63472. Acesso em: 04 nov. 2022.
CONTRERAS, Luis Núñez. Manual de Paleografía. Madrid: Cátedra, 1994.
DIAS, Maria Odila da Silva. Quotidiano e poder em São Paulo no século XIX. 2a ed. São Paulo: Brasiliense,
1995.
DIAZ, Brigitte. O gênero epistolar ou o pensamento nômade. São Paulo: Edusp, 2016.
GONÇALVES, Eliana Correia Brandão. A Filologia e o estudo de Requerimentos do Arquivo Histórico Ultramarino.
Filologia e Linguística Portuguesa, v. 22, p. 75-92, 2020.
_______________________________. Tradição Discursiva, Filologia e Corpus Histórico-Diacrônico: análise de
Requerimentos do século XVIII. Revista da ABRALIN, p. 582–598, 2020. Disponível em:
<https://revista.abralin.org/index.php/abralin/article/view/1772>. Acesso em: 28 out. 2022.
MARTINS, William de Souza. Representações do feminino e do masculino nas petições enviadas às secretarias de
Estado dos Negócios do Reino e do Império (Rio de Janeiro, 1808-c. 1830). Revista de História, n. 176, p. 1–31,
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MABILLON, Jean. De Re Diplomática Libri VI In Quibus Quidquid Ad Veterum Instrumentorum antiquitatem,
materiam,scripturam, & stilum, quidquid ad sigilla, monogrammata, subscriptiones, ac notas chronologicas, quidquid
inde ad antiquariam, historicam, forensemque disciplinam pertinet, explicatur & illustratur: accedunt commentarius
de antiquis regum Francorum palatiis: veterum scripturarumvaria specimina, tabulis LX comprehensa. Nova
ducentorum, & amplius, monumentorum collectio. Luteciae Parisiorum: sumtibus Ludoville Billaine, 1681. Disponível
em: http://starodruki.ihuw.pl/stWeb/single/210/. Acesso em: 21 mai. 2021.
MARTÍNEZ, Tomáz Marín. Paleografia y Diplomática. Madrid: Universidad Nacional de Educación a Distancia,
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referentes à Capitania de São Paulo. 2007. Dissertação (Mestrado em Filologia e Língua Portuguesa) - Faculdade
de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.
SOUZA, Rose Mary Souza de; MATOS, Tássia de Abreu Santos; JESUS, Manoela Nunes de; PEREIRA, Norma
Suely da Silva. "Entre a Paleografia e a Diplomática: o enclausuramento de mulheres na sociedade colonial".
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crítica textual?. In: LOSE, Alícia Duhá; SACRAMENTO DE SOUZA, Arivaldo (orgs.) Paleografia e suas interfaces,
v. 1. Salvador: Memória & Arte, 2018.
Programa
- Aula 1: apresentação do programa e reflexões iniciais sobre pesquisa
- Aula 2: como ler, escrever e se organizar (elaboração de cronograma de atividades)
- Aula 3: estrutura de um projeto de pesquisa: Título, resumo, introdução, Arcabouço (reconhecimento das partes)
- Aula 4: estrutura de um projeto de pesquisa: Metodologia, Resultados, Conclusão, Referências (reconhecimento das partes)
- Aula 5: apresentação e discussão de projetos individuais (monitoria)
BIBLIOGRAFIA
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KOCH, Ingedore. Argumentação e Linguagem. Cortez Editora, São Paulo. 2011.
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MOITA LOPES, Luiz Paulo da. Por uma Linguística Aplicada Interdisciplinar. Editora Parábola, São Paulo. 2006.
MOTTA-ROTH, Désirée; HENDGES, Graciela Rabuske. Produção textual na universidade. 1ª edição, 9ª impressão. São Paulo: Parábola Editorial. 2021.
OLIVEIRA, Jorge Leite de – Texto acadêmico. Técnicas de redação e de pesquisa científica conforme normas atuais da ABNT. 5ª edição. São Paulo: Vozes, 2007.
RODRIGUES, André Figueiredo. Como elaborar e apresentar monografias. 3a ed. atualizada. São Paulo: Humanitas, 2008.
SEVERINO, Antonio Joaquim – Metodologia do trabalho científico. 23ª edição, revista e ampliada. Campinas (SP): Cortez, 2007.
VILAÇA, Márcio Luiz Corrêa. Pesquisa e ensino: considerações e reflexões.Revista e-scrita, v.1, n.2, p.59-74. 2010.

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