Programa

Conteúdo programático:

1. Introdução: Shakespeare no palco do pós-guerra
2. Rosencrantz e Guildenstern morreram (1966), de Tom Stoppard: Shakespeare absurdista?
3. Lear (1971), de Edward Bond, e o uso estratégico do cânone
4. Bingo (1973), de Edward Bond, e o papel social do artista
5. Shylock (1976), de Arnold Wesker: Shakespeare passado a limpo?
6. Finalização do curso: O legado shakespeareano

Referências (outras referências serão acrescentadas ao longo do curso):

BOND, Edward. Lear. In: ______________. Plays: 2 Lear, The Sea, Narrow Road to the Deep North, Black Mass, Passion. London: Bloomsbury, 1998.
__________________. In: ______________. Plays: 3 Bingo, The Fool, The Woman, Stone. London: Bloomsbury, 1999.
ELSOM, John (ed.) Is Shakespeare still our contemporary? London: Routledge, 1989.
HELIODORA, Barbara. Caminhos do teatro ocidental. São Paulo: Perspectiva, 2015.
INNES, Christopher. Modern British Drama 1890-1990. Cambridge: Cambridge University Press, 1992.
KOTT, Jan. Shakespeare nosso contemporâneo. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.
MAGUIRE, Laurie. Studying Shakespeare: A Guide to the Plays. Oxford: Blackwell, 2004.
MARWICK, Arthur. Culture in Britain since 1945. Oxford: Blackwell, 1994.
PASTA, José Antonio. Trabalho de Brecht. São Paulo: Editora 34, 2010.
PATTERSON, Michael. Strategies of Political Theatre: Post-War British Playwrights. Cambridge: Cambridge University Press, 2006.
REBELLATO, Dan. 1956 And All That: the making of the modern British drama. London: Routledge, 1999.
SCOTT, Michael. Shakespeare and the Modern Dramatist. London: Palgrave Macmillan, 1989.
SINFIELD, Alan. Literature, Politics and Culture in Postwar Britain. London: Bloomsbury Academic, 2004.
SHAKESPEARE, William. Hamlet (trad. Lawrence Flores Pereira). São Paulo: Penguin-Companhia, 2015.
____________________. O Mercador de Veneza (trad. Beatriz Viégas-Faria). Porto Alegre: L&PM Pocket, 2007.
____________________. Rei Lear. (trad. Lawrence Flores Pereira). São Paulo: Penguin-Companhia, 2020.
STOPPARD, Tom. Rosencrantz and Guildenstern Are Dead. In: ________________. Rock ‘n’ roll e outras peças (trad. Caetano W. Galindo). São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
SZONDI, Peter. Teoria do drama moderno (1880-1950). São Paulo: Cosac & Naify, 2001.
WESKER, Arnold. Shylock. In: ___________. Wesker’s Historical Plays: Shylock, Blood Libel, Longitude, Caritas. London: Oberon Books, 2012.
ZARHY-LEVO, Yael. The Making of Theatrical Reputations Studies from the Modern London Theatre. Iowa: University of Iowa Press, 2008.

Programa

Aula1- Fontes de pesquisa em história: a imprensa feminista na América Latina
Panorama e contato com fontes no Brasil e outros países da América Latina

Aula 2- Leituras de fontes e bibliografia secundária sobre Imprensa Feminista e Literatura de
autoria feminina no século XIX
Panorama historiográfico e contato com romances, contos, artigos e editoriais de jornais
feministas no século XIX
A literatura de autoria feminina e seu compromisso político: publicações e editoras

Aula 3- “Estudo de caso” O jornal A Família (SP-RJ) e A mensageira (SP)

Aula 4- Josephina Álvares de Azevedo (1851-1913) e a militância internacional. Conclusão:
problemas de gênero e história das mulheres, os limites da cidadania e o papel da história e da literatura.

Bibliografia

ANDRADE, Valéria [Souto-Maior]. O florete e a máscara: Josefina Álvares de Azevedo,
dramaturga do século XIX. Florianópolis: Ed. Mulheres, 2001.
ANDRADE, Valéria [Souto- Maior]. A Intuição Feminista do Agitprop no Teatro Brasileiro
em Fins do Século XIX. Estudos Feministas, n. 2, 1997.
ANDRADE, Valéria [Souto-Maior] (org). Maria Ribeiro, teatro quase completo.
Florianópolis: Editora Mulheres, 2008.
BLAY, Eva Alternan; AVELAR, Lúcia (orgs). 50 anos de feminismo: Argentina, Brasil e
Chile: a construção das mulheres como atores políticos e democráticos. São Paulo: Editora da
Universidade de São Paulo, FAPESP, 2017.
BRAGA-PINTO, César. A violência das letras: amizade e inimizade na literatura brasileira,
Rio de Janeiro (1888-1940). Rio de Janeiro: EdUERJ, 2018.
BRANCO, Lúcia Castello. O que é escrita feminina? São Paulo: Brasiliense, 1991.
BRIGGS, Ronald. The Moral Electricity of Print: Transatlantic Education and the Lima
Women´s Circuit, 1876-1910. Nashville, Vanderbilt University Press, 2017.
BUITONI, Dulcínia Helena Schroeder. Mulher de Papel: a representação da mulher na
imprensa feminina brasileira. São Paulo: Edições Loyola, 1981.
CAMPELLO, Eliane T.A. “O suicídio em contos de Maria Benedita Borman”.
Interdisciplinas, v.3, n.3, jan/jun de 2007.
CARULA, Karoline. “A imprensa feminina no Rio de Janeiro nas décadas finais do século
XIX”. Revista Estudos Feministas, volume 24 (1), 2015.
CAULFIELD, Sueann. Em defesa da honra: moralidade, modernidade e nação no Rio de
Janeiro (1918-1940). Tradução Elizabeth de Avelar Solano Martins. Campinas, SP: Editora
da Unicamp, 2000.
DUARTE, Constância Lima. Imprensa feminina e feminista no Brasil, século XIX:
dicionário ilustrado. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2016.
FRANCO, Scatena Maris Stella. Peregrinas de outrora: viajantes latino-americanas no
século XIX. Florianópolis: Editora Mulheres, 2008.
GARCIA, Carla Cristina. Breve história do feminismo. São Paulo: Claridade, 2015.
HAHNER, June H. Emancipação do sexo feminino: a luta pelos direitos da mulher no
Brasil, 1850-1940. Tradução Eliane Tejera Lisboa. Florianópolis: Editora Mulheres; Santa
Cruz do Sul: EDUNISC, 2003.
LERNER, Gerda. A criação do patriarcado. História da opressão das mulheres pelos
homens. Tradução Luiza Sellera. São Paulo: Cultrix, 2019.
LEPORE, Jill. A história secreta da mulher maravilha. Tradução de Érico Assis. Rio de
Janeiro: Best Seller, 2017.
MARINO, Catherine M. Feminism for the Americas: the making of an international human
rights movement. Chape Hill: The University of North Carolina Press, 2019.
MARQUES, Teresa Cristina Novaes. O voto feminino no Brasil. Brasília: Câmara dos
Deputados, 2018.
MCCLINTOCK, Anne. Couro Imperial: Raça, gênero e sexualidade no embate colonial.
Trad. Plínio Dentzen. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2010.
MUZART, Zahidé L. A Questão do Cânone. Anuário de Literatura 3, 1995.
MUZART, Zahidé Lupinacci. Escritoras Brasileiras do século XIX. Florianópolis: Editora
Mulheres; Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2000.
MUZART, Zahidé Lupinacci. Histórias da Editora Mulheres. Estudos Feministas,
Florianópolis, vol. 12, 2004.
MUZART, Zahidé Lupinacci. “Uma espiada na imprensa das mulheres no século XIX”.
Revista Estudos Feministas. Vol. 11, n. 1. Florianópolis, 2013.
OLIVEIRA, Maria da Glória Oliveira. Os sons do silêncio: interpelações feministas
decoloniais à história da historiografia. História da Historiografia, v. 11, n. 28, set-dez, ano
2018.
PERROT, Michelle. Mulheres Públicas. Tradução Roberto Leal Ferreira. São Paulo: Editora
da Unesp, 1998.
PERROT, Michelle. As mulheres ou os silêncios da história. Tradução de Viviane Ribeiro.
Bauru, SP: EDUSC, 2005.
SILVA, Laila Thaís Correa e. O direito ao voto feminino no século XIX brasileiro: a atuação
política de Josephina Álvares de Azevedo (1851-1913). Aedos, Porto Alegre, v. 10, n. 23, p.
114-131, Dez. 2018.
SILVA, Laila Thaís Correa e. Dos projetos literários dos “homens de letras” à literatura
combativa das “mulheres de letras”: imprensa, literatura e gênero no Brasil de fins do
século XIX. Tese de Doutorado em História Social. Instituto de Filosofia e Ciências
Humanas, IFCH. Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, 2021.
SOARES, Pellegrino Gabriela. Semeando horizontes: uma história da formação de leitores
na Argentina e no Brasil, 1915-1954. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2007.
SOUTO, Bárbara Figueiredo. Mulheres e ideias: projetos feministas de emancipação em
periódicos do Rio de Janeiro e Buenos Aires (1852-1855). Tese de Doutorado em História.
Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, 2019.
Obras literárias e outras fontes:
A. R. T. S. Tratado sobre a emancipação política da mulher e o direito de votar. Rio de
Janeiro: Typografia Paula Brito, 1868.
AZEVEDO, Josephina Álvares de [Zefa]. O voto feminino. In: A Família: jornal literário
dedicado à mãe de família. Rio de Janeiro, 1890.
AZEVEDO, Josephina Álvares de [Zefa]. A mulher moderna. Trabalhos de propaganda.
Rio de Janeiro: Typ. Montenegro, 1891.
AZEVEDO, Josephina Álvares de [Zefa]. Retalhos. Rio de Janeiro. Typ. de A Família,
1890.
AZEVEDO, Josephina Álvares de [Zefa]. Galeria Illustre (mulheres célebres). Rio de
Janeiro: Typografia a Vapor, 1897.
BORMANN, Maria Benedicta [Délia]. Lésbia. Capital Federal: Evaristo Rodrigues da Costa,
1890; 2 ed., Florianópolis: Editora Mulheres, 1998.
GORRITI, Juana M. Veladas Literarias de Lima, 1876-1877. Tomo Primero, Veladas I a
X. Buenos Aires: Imprensa Europea, Moreno Esquina Defensa, 1892.
La voz de la mujer: periódico comunista-anárquico: 1896-1897; prefácio de Mária del
Carmen Feijoó; Maxime Molyneuz; prólogo de Dora Barrancos. 2ª Edição- Bernal:
Universidad Nacional de Quilmes, 2018.
RICHER, Léon. Le livre des femmes. Paris: Librairie de la Bibliothèque Démocratique,
1872.
RICHER, Léon. La femme libre. Paris: E. Dentu, Libraire- Editeur, 1877.
RICHER, Léon. Le code des femmes. Paris: E. Dentu, Libraire- Éditeur, 1883.
SABINO, Ignez. Mulheres Ilustres do Brasil. Edição Fac-similar. H. Garnier, Livreiro-
Editor, 1899. Florianópolis: Editora Mulheres, 1996.
Imprensa Internacional:
Album de Señoritas. Redactora y propientaria Juana Paula Manso de Noronha. Buenos
Aires, Imprensa Americana, 1854.
Almanach das Senhoras para 1897, Lisboa, 1896.
Almanach Luso- Brasileiro, Lisboa (anos 1880-1890).
Novo Almanach Luso Brasileiro, Lisboa (anos 1880-1890).
La Aljaba, dedicado al bello sexo argentino. Editora Petrona Rosende de Sierra, 1830-1831.
La Camelia. Buenos Aires: Imprenta Republicana, 1852.
La Citoyenne: journal heddomadaire, Paris, 1881.
La Flor del Aire, Periódico literario dedicado al bello sexo. Buenos Aires, Lit. Pinto, 1864.
La voz de la mujer: periódico comunista-anárquico, Buenos Aires, Argentina, 1896-1897.
Le droit des femmes: revue internationale du movement feminine, Paris. (1869-1891).
Popular educator, Boston: Educational Publishing Co., 1885-1926.
Le Journal des femmes: organe du movement féministe, Paris (1891-1911)
La Femme de l'avenir: jornal indépendant, littéraire, scientifique, et de défense des intérêts
féminins, Paris (1897-1901)
La Ligue: organe belge du droit des femmes (1893-1914)
The Woman's herald, Londres, 1889.
Imprensa Nacional:
A Família, São Paulo̸ Rio de Janeiro (1888-1897).
A mensageira, São Paulo (1897-1900).

 

Programa

Aula 01 (07/08) - Introdução ao curso: apresentação dos temas principais
Objetos de discussão: trechos de filmes de von Trier

Aula 02 (14/8) - Foco narrativo e a representação do fim do mundo
Objeto de discussão: Melancolia (Melancholia, 2011)

Aula 03 (21/08) - A crise da “gestão de si” neoliberal
Objeto de discussão: Ninfomaníaca (Nymphomaniac, 2013)

Aula 04 (28/8) - O serial killer como alegoria da barbárie do capital
Objeto de discussão: A Casa Que Jack Construiu (The House That Jack Built, 2018)


Bibliografia básica

Aula 01:
KRUGER, Patrícia. “Rompendo a Ficção: invasões iconográficas em filmes de Lars von Trier”. In: KRUGER, Patrícia de Almeida; FABRIS, Marcos (orgs.). Imagem e História. São Paulo: Beca, 2018. pp. 29–53.

Aula 02:
JAMESON, Fredric. “Versões de uma hermenêutica marxista” (parte “II Marcuse e Schiller”). In: Marxismo e forma: Teorias dialéticas da Literatura no século XX. São Paulo: Editora Hucitec, 1985. p.70-94.

Aula 03:
MARCUSE, Herbert. “A conquista da consciência infeliz: a dessublimação repressiva”. In: O Homem Unidimensional. Trad. Giasone Rebuá. Rio de Janeiro: Zahar, 1973. pp 69–92.

Aula 04:
EAGLETON, Terry. "Ficções a respeito do Mal". In: Sobre o Mal. Trad. Fernando Santos. São Paulo: Editora UNESP, 2022. pp 25-72.

Bibliografia complementar:
ALEIXO, Antonio Marcos. Um Épico Possível: refuncionalizações de técnicas, formas e clichês, em Nashville, de Robert Altman. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013.
BADLEY, Linda. Lars von Trier. Chicago: University of Illinois Press, 2010.
BAINBRIDGE, Caroline. The Cinema of Lars von Trier: authenticity and artifice. London/New York: Wallflower press, 2007.
BARTZ, Carla Dórea. Ninfomaníaca, de Lars von Trier: narrar em tempos perversos. Tese de Doutorado, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2021. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8147/tde-10012022-201637/p… (acesso dia: 23/05/2024).
BJÖRKMAN, Stig. Trier on von Trier. Traduzido por Neil Smith. London: Faber and Faber, 2003.
DARDOT, Pierre; LAVAL, Christian. A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. São Paulo: Boitempo, 2016.
DUNKER. Christian. Uma biografia da depressão. São Paulo: Paidós, 2021.
EAGLETON, Terry. “Capitalismo, modernismo e pós-modernismo”. Trad. João Roberto Martins Filho. Crítica Marxista. São Paulo, Brasiliense, v.1, n.2, 1995, p.53-68.
EDLER, Sandra. Luto e melancolia: à sombra do espetáculo. Coleção Para Ler Freud, org. Nina Saroldi. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012.
FREUD. “Luto e melancolia” & “A transitoriedade (1916)”. In:______. Introdução ao narcisismo: ensaios de metapsicologia e outros textos (1914-1916). São Paulo: Companhia das Letras, 2010. Edição do Kindle.
______. A interpretação dos sonhos (1900). São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Petrópolis: Vozes, 2015.
JAMESON, Fredric. “Pleasure: a political issue”. In: The Ideologies of Theory. London/New York: Verso, 2008. pp.372–86.
———. Pós-Modernismo, ou, A Lógica Cultural do Capitalismo Tardio. Trad. Maria Elisa Cevasco. São Paulo: Ática, 2000.
______. Versões de uma hermenêutica marxista. In: Marxismo e forma: Teorias dialéticas da Literatura no século XX. São Paulo: Editora Hucitec, 1985. p.53-126.

 

Programa

Aula 1
Apresentação do Modelo das Nações Unidas.
• Discussão sobre metodologias de ensino
• Apresentação da metodologia
• Apresentação dos objetivos
• Histórico
• Exemplos

Bibliografia Obrigatória

• HARVARD MODEL UNITED NATIONS. About what. Disponível em: https://www.harvardmun.org/about-what. Acesso em: 15 jul. 2024.
• MENDES FILHO, Paulo. Model United Nation - MUN: Uma metodologia inovadora para o ensino de geopolítica. In: Congresso Brasileiro de Geógrafas e Geógrafos, São Paulo. AGB, 2024.
• SANTOS, David Augusto; GIROTTO, Eduardo Donizeti. A simulação da ONU como estratégia didática no ensino de geografia: Um estudo de caso em uma escola pública de São Caetano do Sul, SP. 2016. Disponível em: http://www.observatoriogeograficoamericalatina.org.mx/egal16/Ensenanzad…


Aula 2
Como Organizar um MUN
• Organização do corpo diretor
• Organização prévia
• Conferência
• Pós conferência

Bibliografia

• MENDES FILHO, Paulo. Model United Nation - MUN: Uma metodologia inovadora para o ensino de geopolítica. In: Congresso Brasileiro de Geógrafas e Geógrafos, São Paulo. AGB, 2024.


Aula 3
Apresentação dos documentos a serem criados
• Documento de posição oficial
• Documento de trabalho
• Resolução Final
• Carta aos órgãos

BIBLIOGRAFIA
• CIL UNITED 2023. Guia de estudos do CSNU, 2023.
• CIL UNITED 2023. Documento de posição oficial - Rússia - CSNU, 2023
• CIL UNITED 2023. Programação, 2023
• CIL UNITED 2023. Agenda, 2023.
• CIL UNITED 2023. Documento de trabalho.
• CIL UNITED 2023. Resolução final.


Aula 4
Mock (MUN simulado)
• Simulação do MUN


Bibliografia complementar

• GODINHO, Jones. Abordagens metodológicas que favorecem a construção da autonomia intelectual do estudante: o trabalho com simulação das Nações Unidas na escola. 2015. 139f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade Federal do Amazonas, Manaus, 2015.
• MYMUN. XII SPMUN 2024. Disponível em: https://mymun.com/conferences/xii-spmun-2024. Acesso em: 18 jul. 2024.
• ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS – ONU. Carta das Nações Unidas. New York, 2012. Disponível em: https://brasil.un.org/sites/default/files/2022-05/Carta-ONU.pdf Acesso em 10 set. 2024.
• MENDES FILHO, Paulo. CILUNITED: Uma prática de ensino de geopolítica na escola. In: Anais X Fala Professor, Fortaleza. AGB, 2023. Disponível em: https://www.falaprofessor2023.agb.org.br/resources/anais/9/fp2023/16935…. Acesso em: 16 jul. 2024.
• PIERI, Vitor Stuard Gabriel; RODRIGUES, Marcelo Barbosa. Geografia e Relações Internacionais: um debate sobre as complementaridades disciplinares no modelo de simulação das Nações Unidas do Colégio Militar do Rio de Janeiro. Revista Intellector, v. XIX, n. 38, p. 21-32, 2023. Disponível em: https://revistaintellector.cenegri.org.br/index.php/intellector/article…. Acesso em: 15 jul. 2024.
• SALES JÚNIOR, Fernando Antônio Castelo Branco; SILVA, Layla Raquel Alves da; PINHEIRO, Antônio Isaías; JANUÁRIO, Beatriz Tavares; RABELO, Carlos Thierry de Lima; MADUREIRA, Carolina Pereira; FIGUEIREDO, Jackson Dnajá Nobre. Análise do projeto de simulação do modelo das Nações Unidas e seus respectivos impactos. Revista de Extensão (REVEXT) da Pró–Reitoria de Extensão (PROEX) da Universidade Regional do Cariri – URCA - Crato-Ceará, ISSN 2764-1872, v. 2, n. 1, p. 490-502, jan.-jun. 2023. Disponível em: http://revistas.urca.br/index.php/reu/article/view/556. Acesso em: 16 jul. 2024.

Programa

Objetivo geral:
Apresentar, de modo introdutório e sistemático, o problema da certeza matemática na história da filosofia, com ênfase em Platão, Descartes, Kant e Frege, mostrando como a questão da fundamentação das verdades matemáticas se transforma da metafísica da alma e das Formas até a virada lógico-linguística fregeana.

Objetivos específicos:
- Discutir o estatuto da matemática em Platão, com foco no Menão, Fedão e República, e na relação entre reminiscência, Formas e certeza.
- Analisar o tratamento cartesiano da certeza matemática, destacando o papel das ideias claras e distintas e da “5ª Meditação”.
- Apresentar a noção kantiana de juízos analíticos/sintéticos e a priori/a posteriori, bem como a explicação da filosofia transcendental para a certeza matemática na Crítica da Razão Pura.
- Contextualizar o surgimento do psicologismo lógico-aritmético e das geometrias não euclidianas no século XIX.
- Explicar a crítica de Frege ao psicologismo, seu projeto de fundamentação lógica da aritmética e sua concepção de analiticidade e aprioridade.

Recursos didáticos e plataforma:
Plataforma de apoio: e-Disciplinas (Moodle USP) ou ambiente virtual equivalente para disponibilização de textos, fóruns e materiais complementares.

Encontros síncronos via Google Meet, com exposição dialogada, apresentação de slides e espaço para perguntas.

Materiais de apoio: apresentações em PDF, quadros-resumo, pequenos exercícios conceituais.

Avaliação:
Pequena dissertação sobre as noções de Quelle em Kant e de Begründung em Frege.

Bibliografia Básica:
1. DESCARTES, R. Meditações sobre filosofia primeira. Trad. Fausto Castilho. 2ª Edição. Campinas: Unicamp, 2008.
2. FREGE, G. Os Fundamentos da Aritmética. São Paulo: Abril Cultural, 1974a. (Os Pensadores v.36).
3. KANT, I. Crítica da Razão Pura. 5ª Edição. Trad. Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001.
4. PLATÃO. Menão. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: Universidade Federal do Pará, 1980.

Bibliografia Complementar:
1. CATTANEI, E. Entes matemáticos e metafísica: Platão, a academia e Aristóteles em confronto. São Paulo: Edições Loyola, 2005.
2. DUMMETT, M. Frege: Philosophy of mathematics. Londres: Duckworth, 1991.
3. EUCLIDES. Os elementos. Trad. Irineu Bicudo. São Paulo, Editora Unesp, 2009.
4. FREGE, G. Conceitografia: uma linguagem formular do pensamento puro decalcada sobre a da aritmética. Seropédica: UFFRJ, 2018.
5. KANT, I. Manual dos cursos de Lógica geral. Trad. Fausto Castilho. Edição Bilíngue. São Paulo: Ed. UNICAMP, 2002.
6. KATZ, V. J. A History of Mathematics. 3ª Edição. Boston: Pearson, 2009.
7. PATON, H. J. Kant’s metaphysic of experience: a commentary on the first half of the Kritik der reinen Vernunft. New York: MacMillan Company, 1936.
8. PLATÃO. Fedão. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: Universidade Federal do Pará, 1980.
9. PLATÃO. A República. Trad. Anna Lia Amaral de Almeida Prado. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
10. PROOPS, I. Kant’s conception of analytic judgment. Philosophy and the Phenomenological Research. Vol. LXX, nº 3, p. 558-610, mai. 2005.
11. VAIHINGER, H. Commentar zu Kants Kritik der Reinen Vernunft. Stuttgart: Verlag von W. Spemann. 1881, vols. 1 e 2.
12. WITTGENSTEIN, L. Tractatus logico-philosophicus. São Paulo: Edusp, 1994.

Programa

Justificativa:
 
No centenário da morte de D. Luís de Orleans e Bragança (1878-1920), a presente intervenção almeja o resgate da memória deste personagem esquecido da realeza brasileira por meio de um exame de sua trajetória a partir do banimento imposto pela República à Família Imperial até sua inesperada elevação à condição de herdeiro do trono. A partir desses fundamentos, tratar-se-á da formação acadêmica do príncipe brasileiro, de sua atividade literária como autor de relatos de viagens pela Ásia, África e América do Sul, de sua atuação política em favor da restauração monárquica, e finalmente de sua participação ao lado dos Aliados na Primeira Guerra Mundial.
 
Objetivo:
 
Esta proposta se insere num movimento recente da historiografia, em que se destacam os estudos da historiadora e biógrafa Teresa Malatian, o qual visa reconstituir os passos dos membros da Família Imperial brasileira após sua deposição, lançando um novo olhar sobre o período compreendido entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, sobretudo com relação ao fenômeno do “monarquismo” na República Velha.
No que se refere a D. Luís, além da problematização de sua atuação política, procurar-se-á redimensionar a temática literária envolvendo o personagem e sua condição como autor de língua francesa inserido em redes acadêmicas formais, a exemplo da Sociedade Geográfica Francesa e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, examinando-se a fisionomia de sua escrita, sua contextualização histórico-cultural, seu alcance e possível interesse na atualidade.
Isso se dará por meio de uma reconstituição dos eventos políticos envolvendo a Família Imperial após a queda da monarquia no Brasil, atentando-se para suas implicações na biografia do príncipe, em que pese sua futura atuação como militar, escritor e proponente ao trono.
 
Bibliografia:
 
AULER, Guilherme. “Aspectos da vida de D. Luiz de Bragança”. In: Revista do Instituto do Ceará. Sob a direção de Th. Pompeu Sobrinho. Tomo LV, ano LV, 1941, pp. 96-108.
D’ORLEANS, Louis. Dans les Alpes. Paris: Plon-Nourrit et Cie., 1901.
D’ORLEANS, Louis. Tour d’Afrique. Paris: Librairie Plon, 1902.
D’ORLEANS, Louis. À travers l'Hindo-Kush. Paris: Beauchesne, 1906.
D’ORLEANS-BRAGANCE, Louis. Sous la Croix du Sud. Paris: Librairie Plon, 1912.
JOÃO DO RIO. “D. Luís”. Leitura para Todos, série II, nº 20, maio de 1920.
MALATIAN, Teresa. D. Luís de Orleans e Bragança: Peregrino de Impérios. São Paulo: Alameda, 2010.
MOUTINHO, Nogueira. “No centenário de D. Luís”. In: Revista da Academia Paulista de Letras. Ano XL, nº 103, novembro de 1983, pp. 69-85.
ORLEANS-BRAGANÇA, D. Luiz de. Sob o Cruzeiro do Sul. Primeira edição em vernáculo. Traduzido pelo autor com a colaboração do Dr. Mello Rezende. Montreux: Société de l’Imp. & Lith. de Montreux, 1913.
ORLEANS E BRAGANÇA, D. Luís de. Onde Quatro Impérios se encontram. Trad. Lasinha Luís Carlos de Caldas Brito. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1950.
VIANNA, Hélio. “D. Luís de Orleans-Bragança – o príncipe perfeitíssimo”. In: Letras Imperiais. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura, 1961, pp. 141-150.

 

Programa

Parte I: O legado clássico greco-romano e a apropriação da imitação no discurso da pintura na Idade Moderna. (Aulas 1 e 2)
A pintura enquanto imitação e suas vertentes: a teoria das belas-artes de Charles Batteux; o mito de Butades do surgimento da pintura na Naturalis Historia de Plínio, o Velho; a crítica à pintura na República de Platão (e a relação epistemológica entre a pintura, imagem e o mito da caverna de Platão), o princípio imitativo na Poética de Aristóteles; a conexão entre imitação e harmonia na Arte Poética de Horácio; a retomada do ideal clássico por Dubos na Era Moderna; a distinção entre natura naturans e natura naturata na teoria filosófica moderna, o estudo clássico de Winckelmman sobre a imitação da pintura nos gregos; a crítica de Goethe ao Ensaio sobre a pintura de Diderot; a defesa da pintura como arte liberal por Felix da Costa e a transição da imitação da natureza para a imitação do universal no Tratado da Pintura de Da Vinci.

Parte II: A crise da imitação na Modernidade
Crítica à pura imitação e o estatuto da pintura enquanto tentativa de ir além da natureza: o surgimento da metafísica cartesiana e o desenvolvimento da epistemologia moderna (Locke, Leibniz e Kant), a fama da pintura enquanto arte da ilusão no Renascimento; a crítica à superficialidade e ilusionismo da pintura em Herder; a crítica à mecanicidade da pintura em André Félibien; o ideal da imitação das expressões e das paixões na pintura; a conexão entre pintura e discurso em Da Vinci, Baumgarten e Lessing; o artista como gênio criador; as práticas de reconhecimento e subjetivação em Vermeer; a difusão da técnica do auto-retrato em Dürer e Rembrandt; a imposição da experiência do pintor sobre o objeto no caso de Artemisia; a retomada do conteúdo cristão e do cotidiano como reconhecimento de um sujeito universal em Hegel e Michelangelo e o prevalecimento da expressão do sujeito no exterior (Van Gogh) e do reconhecimento de si (Manet) no Modernismo.

Bibliografia 


BATTEUX, CHARLES. The Fine Arts Reduced to a Single Principle. Translation by James O. Young. Oxford University Press. Oxford, Uk. 2015.
BAUMGARTEN, A.G. Estética - A Lógica da Arte e do Poema. Tradução de Míriam Sutter Medeiros. Vozes, Petrópolis, 1993.
DA VINCI, L. Les Carnets de Léonard de Vinci, introdução, classificação e notas por E. MacCurdy, traduzido por L. Servien. Gallimard. Paris, França. 1942.
DÉMORIS, R. André Félibien, Entretiens… (I e II). Les Belles Lettres. Paris, França. 1987.
GOETHE, J. W. Escritos sobre arte. Trad. Marco Aurélio Werle. Humanitas. São Paulo, SP. 2008.
HEGEL, G.W.F. Cursos de Estética I, II, III e IV. Tradução de M.A. Werle e O. Tolle. Consultoria de V. Knoll. Edusp: São Paulo, 1999-2005.
HERDER, J.G. Plástica. Tradução de Pedro Augusto Franceschini e Marco Aurélio Werle. Edusp: São Paulo, 2018.
HORÁCIO. Ars Poética. In: ‘A Poética Clássica’, Aristóteles, Horácio, Longino. Tradução Jaime Bruna. Ed. Cultrix. São Paulo - SP. 2005.
LESSING, G.E. Laocoonte ou sobre as fronteiras da pintura e da poesia. Iluminuras: São Paulo, 2011.
LICHTENSTEIN, J. (org.). A Pintura (coleção), vol. I - XIV. Editora 34. São Paulo, SP. 2004.
PLINIO, O VELHO. "História natural. (Livro 35)". Tradução: Magnólia Costa (coord.). In: LICHTENSTEIN, J. (org.) A pintura. Vol. I. O mito da pintura. São Paulo: Ed. 34, 2004, p. 73-86. Fonte da tradução: Fonte: Plínio, o Velho, História natural, edição do texto latino in Pline l'Ancien, Histoire naturelle, Paris, Les Belles Lettres, 1985, I. XXXV, p. 63ss.
SULZER, J.G. Teoria geral das belas-artes (seleção de verbetes). Tradução de Juliana Ferraci Martone, Márcio Suzuki, Mário Videira e Oliver Tolle. Editora Clandestina, 2017, acessível em editoraclandestina.org
TOLLE, O. "Ideia sensível e imagem pictórica: a articulação dos gêneros artísticos na
estética alemã". In: Dois Pontos (UFPR), v. 11, pp. 67-78, 2014.
WINCKELMANN, J.J. Writings on Art. David Irwin (org.). Phaidon Press Limited. London, UK. 1972.

Obs.: Os casos de obras acima não mencionadas utilizadas serão disponibilizados em formato de excertos de traduções feitas pelo ministrante no decorrer do curso.

Programa

Primeiro encontro: Que escola queremos? Alinhando Antropologia e Educação

Desenvolvimento histórico do conceito de infância e juventude
Educação como projeto de democracia e mobilidade social
A escola conservadora: como a educação justifica as desigualdades sociais
Escola para quê? Produtividade ou ócio?
Escola como espaço de sócio-cultural
O olhar antropológico para o “chão da escola”

Segundo encontro: A voz dos estudantes

Possibilidades para uma etnografia na escola
Redes de sociabilidade entre jovens e culturas escolares
Juventude e engajamento político e social
Sofrimento dos estudantes e suas lutas por reconhecimento
Medicalização do fracasso escolar
Sucesso escolar e classes populares: a influência das famílias

Terceiro encontro: Escola, sexualidade, gênero e raça

Marcadores sociais da diferença a partir da experiência escolar
“Escola progressista”: quando a inclusão vira exclusão
O corpo nos corredores e nas salas de aula
Direito à juventude: quando é possível ser jovem?
A cor nos processos de subjetivação das e dos jovens

Quarto encontro: As disputas pela escola e temas emergente na educação
Conservadorismos na escola
A reforma do ensino e os discursos neoliberais na educação
Direitos sexuais de jovens e adolescentes
Redes sociais e internet: a popularização dos aparelhos celulares

BIBLIOGRAFIA

ARENDT, Hannah. A crise na educação. Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva, 1972, p. 221-247. 1a edição (Between past and future): 1961.
RANCIÈRE, Jacques. Escola, produção, igualdade. Pro-Posições, Campinas, SP, v. 29, n. 3, p. 669–686, 2018. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8…
BORDIEU, Pierre. A juventude é só uma palavra. IN: Questões de sociologia.
BOURDIEU, Pierre. A escola conservadora: as desigualdades frente à escola e à cultura. In: NOGUEIRA, Maria Alice; CATANI, Afrânio M. (Orgs.). Escritos de educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998. p. 39-64.
DAYRELL, Juarez. A escola como espaço sócio-cultural. In: Dayrell, Juarez (org). Múltiplos Olhares sobre educação e cultura. Belo Horizonte, Editora da UFMG, 2001. p. 136-161.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1974.
FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1967.
INGOLD, Tim. Antropologia e/como educação. Rio de Janeiro: Vozes, 2020.
LAHIRE, Bernard; VINCENT, Guy; THIN, Daniel. Sobre a história e a teoria da forma escolar. Belo Horizonte: Educação em Revista, n.33 Junho 2001. p 07-47
PEREIRA, Alexandre Barbosa. Do controverso “chão da escola” às controvérsias da etnografia: aproximações entre Antropologia e Educação. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 23, n. 49, 149-176, 2017.
ALEGRIA, Paula. As quatro estações da primavera: ativismos de gênero e sexualidade no movimento de ocupações secundaristas em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
DAYRELL, Juarez. A escola “faz” as juventudes? Reflexões em torno da socialização juvenil. Educ. Soc., Campinas, v. 2, n. 100 – Especial, p. 1105-1128, out. 2007.
LAHIRE, Bernard. Sucesso escolar nos meios populares: as razões do improvável. São Paulo: Ática, 2004.
PATTO, Maria Helena Souza. A produção do fracasso escolar: histórias de submissão e rebeldia. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1999.
SCHWEIG, Graziele Ramos. A etnografia como modo de ensinar e aprender na escola.
PEREIRA, Alexandre Barbosa. “A Maior Zoeira” na Escola: experiências juvenis na periferia de São Paulo.
ALEGRIA, Paula. “Vai ter viado de beijando, sim!”: gênero, sexualidade e juventude entre alunos do movimento estudantil secundarista de uma escola pública federal do Rio de Janeiro. Teoria e Cultura, v. 13, n. 1, junho de 2018, p. 36-50
BRAGA, José Ricardo Marques. “Se aqui é o inferno, eu sou a principal demônia!” Etnografando agências juvenis LGBT em contextos escolares de Fortaleza (CE).
SILVA, Cristiane Gonçalves da. Encontros nos territórios: escola, tecnologias juvenis e gênero. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 49, n. 171, p. 180-202, jan./mar. 2019.
GOMES, Nilma Lino. Educação, raça e gênero: relações imersas na alteridade. Cadernos Pagu (6-7) 1996: p.67-82.
HEILBORN, Maria Luiza; AQUINO, Estela M. L.; BOZON, Michel; KNAUTH, Daniela Riva (orgs). O aprendizado da sexualidade: reprodução e trajetórias sociais de jovens brasileiros. Rio de Janeiro: Garamond e Fiocruz, 2006.
JUNQUEIRA, Rogério Diniz. Homofobia nas Escolas: um problema de todos. In: JUNQUEIRA, Rogério Diniz (org). Diversidade Sexual na Educação: problematizações sobre a homofobia nas escolas. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, UNESCO, 2009, p. 13. 51.
KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.
LOURO, Guacira Lopes. Pedagogias da sexualidade. In: LOURO, Guacira Lopes. O Corpo Educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, p. 7-34, 2003.
LOURO, Guacira Lopes. Um corpo estranho: ensaios sobre sexualidade e teoria queer. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.
OLIVEIRA, Megg Rayara Gomes de. (2018) “Trejeitos e trajetos de gayzinhos afeminados. Viadinhos e bichinhas pretas na educação!”. Revista Periódicus. vol. 1, n.9., maio.-out. 2018, p. 161-191.
PROFÍRIO, Ana. É inclusão com exclusão? Sobre os entrecruzamentos de gênero, raça e sexualidade no espaço escolar. CAMPOS. V.22 N.1 P. 92-110 JAN.JUN. 2021.
SEFFNER, Fernando. Sigam-me os bons: apuros e aflições nos enfrentamentos ao regime da heteronormatividade no espaço escolar. Educ. Pesqui., São Paulo, v. 39, n. 1, p. 145-159, jan./mar. 2013.
BULGARELLI, Lucas. “Das políticas de gênero e sexualidade às políticas anti-gênero e anti-sexualidade no Brasil”. In: FACCHINI, R.; FRANÇA, I. (Org.) Direitos em disputa: LGBT+, Campinas: Ed. da Unicamp, 2020, cap.15.
PRECIADO, Beatriz. “Quem defende a criança queer?”. Jangada, n. 1, Vicosa – MG, jan-jun 2013, p. 96-99.
LEITE, Vanessa Jorge. A captura das crianças e dos adolescentes: refletindo sobre controvérsias públicas envolvendo gênero e sexualidade nas políticas de educação.

Programa

Aula 1 - Apresentação do curso: o que são formas breves?
Aula 2 - Epigramas, provérbios, máximas e jogos espirituosos
Aula 3 - Dar o que pensar ou o pensamento do nada: os aforismos
Aula 4 - Fragmentos autobiográficos e a noção de biografema em Barthes
Aula 5 - Não há fim onde reina a finitude: a escrita fragmentária, crítica e literatura em Maurice Blanchot
Aula 6 - A obra ao pé da página: a poética da nota de rodapé

Bibliografia:

BARTHES, Roland. A morte do autor. In O rumor da língua. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2012.
_______________. A preparação do romance. Tradução de Leyla Perrone-Moisés. São Paulo: Martins Fontes, v. 2, 2005.
BLANCHOT, Maurice. A conversa infinita. São Paulo: Escuta, 2010
_________________. “A literatura e o direito à morte”. In A parte do fogo. Rio de Janeiro: Rocco, 1997.
MONTANDON, Alain. Les formes brèves. Paris: Hachette, 1992.
NIETZSCHE, Friedrich. Humano demasiado humano. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
NOVALIS, Friedrich von Hardenberg. Pólen: fragmentos, diálogos, monólogo. São Paulo: Iluminuras, 2001.
PIGLIA, Ricardo. Formas breves. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
PINO, Claudia Amigo. “De um corpo para outro: Roland Barthes e a bio-grafemática”. In Criação & Crítica, n. 17, p. 15-29, dez. 2016. Disponível em: http://revistas.usp.br/criacaoecritica. Acesso em: 28/05/2025.
SCHLEGEL, Friedrich. Conversa sobre a poesia e outros fragmentos. São Paulo: Iluminuras, 1994.
SUSINI-ANASTOPOULOS, Françoise. L’ecriture fragmentaire. Paris: Presses Universitaires de France, 1997.

* as referências literárias serão indicadas ao longo do curso.

Programa

Este segundo curso da História da literatura galega continua com o século XIX e pode ser cursado ainda que não se fizesse o primeiro sobre Idade Média. Será analisado o século XIX desde o Prerrexurdimento até o início do século XX, a partir da fundação das Irmandades da Fala. A literatura galega re-nasce com a publicação de Cantares Gallegos de Rosalía de Castro, após 3 séculos de escuridão sem apenas textos literários. Os tópicos serão os seguintes:

LÍRICA
- Introdução teórica sobre o Prerrexurdimento, Os Precursores, o Rexurdimento pleno e o Período Intersecular ou Xeración Antre dous Séculos.
- A poesia de Rosalía (Cantares Gallegos, Follas Novas), Eduardo Pondal (Queixumes dos Pinos, Os Eoas), Manuel Curros Enríquez (Aires da miña terra, O divino sainete), Lamas Carvajal, Francisco Añón, Filomena Dato, Alberto García Ferreiro e Florencio Vaamonde.

NARRATIVA
- O nascimento da novela romântica galega: Maxina ou a filla espúrea de Marcial Valladares.
- Manuel Murguía (En prosa), Antonio López Ferreiro (A tecedeira de Bonaval, O castelo de Pambre) e Francisco Álvarez de Novoa (Pé das Burgas).

TEATRO
- A casamenteira de Antonio Benito Fandiño e A fonte do xuramento (Francisco María de la Iglesia y González).

Serão contemplados os fragmentos pertinentes, disponibilizados sempre pelo professor, dos seguintes manuais:

Manuais gerais de história e literatura
Angueira, Anxo. 2019. Rexurdimento: a palabra e a idea. Xerais.
Añón, Francisco. 2012. Poesías galegas. Real Academia Galega.
Castro, Rosalía de. 2013. Cantares Gallegos. Xerais.
Curros Enríquez, Manuel. 1992. Poesía galega completa. Galaxia.
López Ferreiro, Antonio. 1996. O castelo de Pambre. AS-PG, A Nosa Terra.
Méndez Ferrín, Xosé Luís. 2007. De Pondal a Novoneyra. Xerais.
Pena, Xosé Ramón. 2014. Historia da Literatura Galega II: De 1853 a 1916. O Rexurdimento. Xerais.
Pondal, Eduardo. 1995. Queixumes dos pinos. Sotelo Blanco.
Tarrío, Anxo. 1994. Literatura galega: aportacións a unha historia crítica. Xerais.
Vilavedra, Dolores. 1999. Historia da literatura galega. Galaxia.