Programa

Aula 1: Afinal, quem são os animais? Um panorama histórico a partir de abordagens filosóficas

BERGER, John. Por que olhar para os animais? Trad. Pedro Paulo Pimenta. São Paulo: Fósforo, 2021.
INGOLD, Tim (ed.). What is an animal? Nova York: Routledge, 1988.
MACIEL, Maria Esther. Animalidades: zooliteratura e os limites do humano. São Paulo: Editora Instante, 2023.
MASSUMI, Brian. O que os animais nos ensinam sobre política. Trad. Francisco Trento & Fernanda Mello. São Paulo: n-1 edições, 2017.
TORRE TORRES, Rosa María de la. Los fundamentos de los derechos de los animales. Cidade do México: Tirant lo Blanch, 2021.

Aula 2: Relações multi e interespecíficas numa perspectiva histórica

APROBATO FILHO, Nelson. O couro e o aço. Sob a mira do moderno: a aventura dos animais pelos jardins da Paulicéia (final do século XIX - início do XX). 397 f. Tese (Doutorado em História). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.
DESPRET, Vinciane. O que diriam os animais? Trad. Letícia Mei. São Paulo: Ubu Editora, 2021.
DUARTE, Regina Horta. História dos animais no Brasil: tradições culturais, historiografia e transformação. Historia Ambiental Latinoamericana Y Caribeña (HALAC), Revista de la Solcha, 9(2), 16–44, 2019.
HARAWAY, Donna. Quando as espécies se encontram. Trad. Juliana Fausto. São Paulo: Ubu Editora, 2022.

Aula 3: Estudo de caso: abelhas africanas no Brasil e agência animal

BURTON-ROSE, Daniel. Towards a Sinophone Insect Humanities: A Review Essay. Journal of the History of Biology, 53, 667–678, 2020.
CABRAL, Diogo de Carvalho Meaningful Clearings: Human-Ant Negotiated Landscapes in Nineteenth-Century Brazil. Enviromental History, v. 26, n. 1 p. 1-24, 2021.
CHITKA, Lars. The mind of a bee. Princeton: Princeton University Press, 2022.
DOMANSKA, Ewa. A história para além do humano. Trad. Taynna Marino e Hugo Merlo. São Paulo: FGV Editora, 2024.
KENT, Robert B. The Introduction and Diffusion of the African Honeybee in South America. Yearbook of the Association of Pacific Coast Geographers, v. 50, n. 1, p. 21–43, 1988.
SILVA, Leonardo. Por uma leitura sociotécnica da história da criação de abelhas no Brasil: análise à luz da Social Construction of Technology (SCOT). Mosaico Social - Revista do Curso de Ciências Sociais da UFSC, Ano XII, n. 07, 2014.

Aula 4: Colonialismo, animais e ciência

ARISTÓTELES. História dos animais. Trad. Maria de Fátima Sousa e Silva. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2014.
FAUSTO, Juliana. A cosmopolítica dos animais. São Paulo: n-1 edições, 2020.
FERDINAND, Malcom. Uma ecologia decolonial: pensar a partir do mundo caribenho. Trad. Letícia Mei. São Paulo: Ubu Editora, 2022.
HARAWAY, Donna. A reinvenção da natureza: símios, ciborgues e mulheres. Trad. Rodrigo Tadeu Gonçalves. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2023.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. Metafísicas canibais: elementos para uma antropologia pós-estrutural. São Paulo: Ubu Editora; n-1 edições, 2018.

Programa

AULA 1: 05/08
• Contexto, surgimento e projeto da revista Charrua.
• Antecedentes literários moçambicanos.
• Pressupostos para uma geração.
• Ungulani Ba Ka Khosa: ficção e a negociação da história.

AULA 2: 12/08
• Presença da poesia lírica na Charrua.
• Leitura de poemas de Eduardo White, Juvenal Bucuane e Armando Arthur.

AULA 3: 19/08
• Literatura, cultura e etnicidade: a prosa de Marcelo Panguana.
• Discussão final e encerramento do curso.

Bibliografia:
BASTO, Maria-Benedita. A guerra das escritas: literatura, nação e teoria pós-colonial em Moçambique. Lisboa: Vendaval, 2006.
BASTO, Maria-Benedita. Relendo a literatura moçambicana dos anos 80. In: RIBEIRO, Margarida Calafate; MENESES, Paula (org.). Moçambique: das palavras escritas. Porto: Afrontamento, 2008, p. 77-110.
BESSA-RIBEIRO, Fernando. Do esgotamento revolucionário à liberalização: o movimento sindical face às privatizações em Moçambique na década de 1990. In: Caderno CRH, Salvador, v. 28, nº 74, p. 369-381, maio / agosto de 2015.
BORGES, Edson. A política cultural em Moçambique após a Independência. In: FRY, Peter (org.). Moçambique: ensaios. Rio de Janeiro: UFRJ, 2001, p. 225-250.
CHABAL, Patrick. Vozes moçambicanas: literatura e nacionalidade. Lisboa: Vega, 1994.
CHICHAVA, Sérgio; POHLMAN, Jonas. Uma breve análise da imprensa moçambicana. In: BRITO, Luís de; CASTEL-BRANCO, Carlos Nuno; CHICHAVA, Sérgio; FRANCISCO, Antônio (org.). Desafios para Moçambique, 2010. Maputo: Instituto de Estudos Sociais e Económicos, 2009, p. 127-138.
BRAGANÇA, Aquino de. O marxismo de Samora. Três continentes, Lisboa, nº 3, p. 43-50, setembro de 1980.
BRAGANÇA, Aquino de; DEPELCHIN, Jacques. Da idealização da FRELIMO à compreensão da história de Moçambique. Estudos moçambicanos, Maputo, n. 5-6, p. 29-52, 1986.
COELHO, João Paulo Borges. Abrir a fábula: questões da política do passado em Moçambique. Revista Crítica de Ciências Sociais, Coimbra, nº 106, p. 153-166, 2015.
COELHO, João Paulo Borges. As duas guerras de Moçambique. In: PANTOJA, Selma (Org.). Entre Áfricas e Brasis. Brasília: Paralelo 15/ São Paulo: Marco Zero, 2001, p. 75-90.
FERREIRA, Manuel; MOSER, Gerald. Bibliografia das literaturas africanas de língua portuguesa. Lisboa: Imprensa Nacional da Casa da Moeda, 1983.
FERREIRA, Manuel. Literaturas africanas de expressão portuguesa. São Paulo: Ática, 1987.
GEFFRAY, Christian. A causa das armas: antropologia da guerra contemporânea em Moçambique. Porto: Afrontamento, 1991.
GRAÇA, Machado da. Liberdade de informação. In: RIBEIRO, Fátima; SOPA, António (org.). 140 anos de imprensa em Moçambique. Maputo: Amolp, 1996, p. 177-191.
HAMILTON, Russell G. Literatura africana, literatura necessária II – Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe. Lisboa: Edições 70, 1984.
MACAGNO, Lorenzo. Multiculturalism in Mozambique? Relflections on the field. Vibrant, Brasília, v. 5, n. 2, 2008, p. 223-246.
MACAMO, Elísio. A transição política em Moçambique. Lisboa: Centro de Estudos Africanos; Instituto das Ciências do Trabalho e da Empresa, 2002.
MENDES, Orlando. Sobre literatura moçambicana. Maputo: INLD, 1980.
MENDONÇA, Fátima. Literatura moçambicana: as dobras da escrita. Maputo: Ndjira, 2011.
MENDONÇA, Fátima. Literatura moçambicana: a história e as escritas. Maputo: Universidade Eduardo Mondlane, 1989.
MENDONÇA, Fátima. Poetas do Índico – 35 anos de escrita. Mulemba. Rio de Janeiro, v.1, nº 4, p. 16 -37, 2011.
MOSCA, João. A experiência socialista em Moçambique (1975-1986). Lisboa: Instituto Piaget, 1999.
MOSCA, João. Economia de Moçambique: século XX. Lisboa: Instituto Piaget, 2005.
QUEMBO, Carlos Domingos. Poder do poder: Operação Produção e a invenção dos “improdutivos” urbanos no Moçambique socialista, 1983-1988. Maputo: Alcance, 2017.
ROCHA, Ilídio. A imprensa de Moçambique: história e catálogo (1854-1975). Lisboa: Livros do Brasil, 2000.

Programa

24.02
Apresentação do Curso: Apresentação do curso, apresentação da equipe de professores, apresentação da equipe de monitores, apresentação da dinâmica do curso, apresentação das plataformas de compartilhamento dos conteúdos e atividades.

1. A Lei 10639/03 e a Educação para as relações étnico-raciais - Racismo Estrutural e a Lei 10639/03 - Profa. Dra. Rosangela Sarteschi FFLCH USP, Profa. Dra. Cecil Chow Robilotta IF USP, Profa. Dra. Ana Paula Archanjo UFMS Campus Aquidauana

Discussão sobre a questão do racismo estrutural brasileiro e a importância da lei 10639/03 nas ciências Humanas, Exatas e da Natureza.

Bibliografia:
ALMEIDA, Silvio L. de. Racismo estrutural. São Paulo: Sueli Carneiro; Polén, 2019.
BRASIL, Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Resolução Nº 1, DE 17 DE JUNHO DE 2004. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/res012004.pdf Acesso em 01/2024.
BRASIL, Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CP no. 3/2004, aprovado em 10 de março de 2004. Disponível em https://www.gov.br/mec/pt-br/cne/arecer-cp-2004

Leitura complementar
BRASIL, Ministério da Educação. Plano nacional de implementação das diretrizes curriculares nacionais para educação das relações étnico-raciais e para o ensino de História e cultura afro-brasileira e africana. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/docman/marco-2012-pdf/10206-15-plano-nacional-… Acesso em 01/2024
BRASIL. Lei 10.639/2003 (lei ordinária) de 09 de janeiro de 2003. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 jan. 2003. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.639.htm Acesso em 01/2024
BRASIL. Lei 12.288 de 20 de julho de 2010. Estatuto da Igualdade Racial, Brasília, DF: Presidência da República, 2010. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12288.htm… Acesso em: 09/2023
BRASIL. Lei 9.394/1996, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 20 dez. 2006. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm. Acesso em: 03/2023. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/docman/marco-2012-pdf/10206-15-plano-nacional-…

31.03
2. Nações diaspóricas africanas no mundo da escravidão e do pós-abolição: rupturas e permanências – Profa. Dra. Maria Cristina C. Wissembach – FFLCH USP, Profa. Ms Yaracê M. B. Rego – IFSergipe/Campus Itabaiana

Apesar da enorme importância para a formação da sociedade brasileira e para a compreensão das gerações passadas que precederam mais da metade da população brasileira que se autoidentifica como parda e negra, a história do continente africano é pouco conhecida entre nós. Nos últimos 20 anos isso está deixando de ser uma realidade, sobretudo porque a Lei 10.639/03 que alterou as LDB, instituiu a História da África como disciplina obrigatória em todas as escola do ensino básico do Brasil. Nossa aula tem como objetivo fornecer elementos para a compreensão do processo da diáspora africana para as Américas e principalmente para o Brasil. Pretende-se trabalhar com dados quantitativos e qualitativos sobre a vinda de africanos e africanas para o Brasil e aqui a construção das nações diaspóricas congo-angola, iorubá, nagô, e moçambique e, por meio das identidades constituídas por elas, a definição de matrizes das religiosidades e cultura afro-brasileira.

Bibliografia:
PARÉS, L. N. Africanos ocidentais. In: SCHWARCZ, L.; GOMES, F. (orgs). Dicionário da escravidão e liberdade – 50 textos críticos. São Paulo: Cia das Letras, 2018, p. 77- 83.
SLENES, R. W., Africanos centrais. In: SCHWARCZ, L.; GOMES, F. (orgs). Dicionário da escravidão e liberdade – 50 textos críticos. São Paulo: Cia das Letras, 2018, 64-70.
ADICHIE, C. N. Os perigos de uma história única. São Paulo: Cia das Letras, 2019. Exibição em TED 2019: chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_storywww.ted.com/talks/lang/eng/.htm)

Leitura complementar:
Base de dados. Viagens em Escravos, Universidade de Emory. Disp: https://slavevoyages.org/
Base de dados - The Atlantic Slave Trade and Slave Life in the Americas: a visual record. Jerome S. Handles; Michael Tuite Jr. (org). Universidade de Virginia. Disp. www.slaveryimage.org

28.04
3. A circulação e as mobilidades africanas contemporâneas e as possibilidades do multipertencimento e do acolhimento - Profa.Iolanda Évora - CEsA (Iseg Research, ISEG, ULisboa)

A tese amplamente difundida de que uma onda de migrantes africanos está prestes a chegar à Europa tem sido contestada por autores como De Haas ou Achille Mbembe que insistem na centralidade da circulação interna, no continente, como fator determinante da caracterização das mobilidades africanas. Os autores concordam que resta por descolonizar o espaço africano, ainda definido pelas fronteiras herdadas da época colonial que contrariam a circulação protagonizada, cotidianamente, pelas pessoas e comunidades cujas deslocações não consideram os limites formais de cada estado. Para esta reflexão, propomos que a importância atribuída à circulação interna continental determina uma nova abordagem sobre a África contemporânea e a sua posição global além de apresentar perspetivas africanas sobre a mobilidade humana. Este quadro analítico contesta a perspetiva sobre as mobilidades e migrações como movimentos de ruptura e, ao contrário, aborda quer o multipertencimento como uma reivindicação legítima, quer a possibilidade da formação de espaços permanentes de acolhimento.

Bibliografia:
Bakewell, O. & de Haas, H. (2007) “African Migrations: Continuities, discontinuities and recent transformations”, in Patrick Chabal, Ulf Engel and Leo de Haan (eds.) African Alternatives. Leiden: Brill: 95-118.
Flahaux and De Haas “African migration: trends, patterns, drivers” Comparative Migration Studies (2016) 4:1
Mbembe, A. (2017), “L’identité n’est pas essentielle, nous sommes tous des passants”, Le Monde (ed. digital), http://mobile.lemonde.fr/idees/article/2017/01/24/nuit-des-idees-achill… essentielle_5068460_3232.html?xtref=http%3A%2F%2Fm.facebook.com%2F.

Leitura complementar
Mudimbe, V.Y. (2019) A invenção de África: Gnose, filosofia e a ordem do conhecimento. Lisboa/Luana: Vozes.

26.05
4. A construção imagética de África e dos quilombos nos materiais didáticos – Profa. Dra. Fernanda Padovesi FFLCH USP

A aula tem por objetivo a construção de uma discussão transversal à formação do professor que é a utilização das imagens em sala de aula. O que nos move é trazer as questões da denominada “virada visual” ou “virada imagética” na realização das análises. E, em primeiro plano, há o questionamento da naturalização das imagens, que geralmente cumprem uma função ilustrativa, de reforço da linguagem verbal-sequencial. Outra questão é trazer o lugar do olhar, da visão, na própria produção do conhecimento. E, por fim, discutir a função desses repertórios imagéticos nos materiais didáticos para que o racismo, o preconceito e a desigualdade étnico-racial sejam combatidos.

Bibliografia:
FONSECA, Fernanda Padovesi. A naturalização como obstáculo à inovação da cartografia escolar. Geografares, v. 12, p. 175-210, 2012. Disponível em: https://periodicos.ufes.br/geografares/article/view/3192.
HARLEY, John Brian. “Mapas, saber e poder”, Confins [En ligne], 5 | 2009. Disponível em: http://journals.openedition.org/confins/5724
SANTOS, João Almeida dos; COSTA, Candida Soares da. Territórios quilombolas e o ensino de Geografia. Ciência Geográfica, Vol. XXIV (1): 305-321, Janeiro/Dezembro - 2020. Disponível em: https://www.agbbauru.org.br/publicacoes/revista/anoXXIV_1/agb_xxiv_1_we….

Leitura complementar
GRATALOUP, Christian. Os períodos do espaço. Rio de Janeiro: GEOgraphia, Vol. 8, No 16, p. 31-40, 2006. Disponível em: http://periodicos.uff.br/geographia/article/view/13520.
MUDIMBE, Valentin Yves. A invenção da África: gnose, filosofia e a ordem do conhecimento. Editora Vozes, 2019.


30.06
5. O ensino escolar de Geografia da África: um olhar para a prática docente e os livros didáticos – Prof. Dr. Bruno Candido

O ensino escolar de Geografia da África: um olhar para a prática docente e os livros didáticos- nessa aula serão discutidos os seguintes tópicos: O ensino de África e a Base Nacional Curricular Comum; A Geografia da África nos livros didáticos;Cultura, política e sociedade: a pluralidade territorial do continente; Para além do quadro físico, humano e político: reflexões e possibilidades para a prática docente

Bibliografia:
SILVA, Matheus Henrique Pereira e BISPO, Marciléia Oliveira. Explorando a Geografia da África na sala de aula: uma análise da BNCC como referência curricular. Boletim Paulista de Geografia, v. 1, n. 111, p. 186-201, 2024.

Bibliografia complementar:
FERRACINI, Rosemberg. A velha roupa colorida: Brasil e África na Geografia Escolar. Geografia, Ensino & Pesquisa, v. 22, p. 1-9, 2018.
FERRACINI, Rosemberg e CASTELLAR, Sonia. Da partilha às independências – o continente africano nos livros didáticos de Geografia do Brasil. Estudios socioterritoriales. Revista de Geografía. n. 9, p. 33-55, jan-jun 2011.

Leitura complementar:
JESUS NETO, Antonio Gomes de; REINKE, Verena; BAGOLY-SIMÓ, Péter. A África nos livros didáticos de Geografia de São Paulo (Brasil) e de Berlim (Alemanha). GEOUSP Espaço e Tempo (Online), São Paulo, Brasil, v. 27, n. 1, p. e-208347, 2023.

28.07
6. Quilombos: para além da imagem colonial e dos enquadramentos jurídico-políticos do Estado – Profa. Dra. Valeria de Marcos FFLCH USP, Lucas Martines (mestrando PPGH FFLCH USP)

Atualizar o conceito de comunidade quilombola para além da representação de Palmares, de um lado, e das determinações legais para fins de titulação dos territórios, de outro, é fundamental para que possamos pensar as comunidades quilombolas em suas diversidades e singularidades na atualidade é de fundamental importância para que possamos avançar na construção de práticas educacionais antirracistas.

Bibliografia:
ALMEIDA, A. W. B. de. “Os quilombos e as novas etnias: é necessário que nos libertamos da definição arqueológica”. In: LEITÃO, Sérgio (org.). Documentos do ISA n. 5: Direitos territoriais das comunidades negras rurais. 1999. Disponível em: http://www.socioambiental.org/inst/pub/detalhe_down_html?codigo=10104
BIASE, L. De. A comunidade quilombola do Bairro Ribeirão Grande. In: _______. Agroecologia quilombola ou quilombo agroecológico? Dilemas agroflorestais e territorialização no Vale do Ribeira/SP. Tese (Doutorado). São Paulo, FFLCH USP, 2016, p.131-188.
GUERRERO, N. R. Quilombos: desfazendo o império do consenso. In: __________. Em terra vestida. Dissertação (Mestrado). São Paulo, FFLCH USP, 2012, P. 80-117.

Leitura complementar:
SILVA, A. C. A. da. Entender-se quilombola: processos históricos, disputas conceituais e ressignificação da memória. In: ________. ENTRE A ROÇA E A TRADIÇÃO: Território, Agricultura, Alimentação e Tradição nos Quilombos do Vale do Ribeira (SP). 2025, 295f. Dissertação (Mestrado) Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas USP (Geografia Humana), São Paulo, 2025, p. 66-120

25.08
7. Agricultura e Culinária Quilombola e Horta Agroecológica: Experiências de Aprender e Ensinar (NUCLEO NEGRAS) / Saberes quilombolas em sala de aula - quilombola– Profa. Dra. Valeria de Marcos (FFLCH USP); Profa. Dra. Vivian Delfino Motta (IFSP São Roque/Nucleo NEGRAS); Eder Ribeiro (Núcleo NEGRAS/Comitê Gestor Quilombola e do Conselho da Comunidade Negra de Pelotas-RS)

Reflexão sobre a culinária quilombola e a horta agroecológica como práticas educativas que articulam saberes tradicionais, produção e processos de ensino-aprendizagem.

Bibliografia:
FONSECA, E. R. AS FOLHAS SAGRADAS DE OSSAIM: AGROECOLOGIA QUILOMBOLA NO RIO GRANDE DO SUL, BRASIL. In: XI Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA), 2019, Aracaju: Sergipe. XI Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA), 2019.
MOTTA, V. D.; CAMARGO, A. A experiencia do Mais Alimentos: Tecnologias apropriadas para Agricultura Familiar. In: Congresso Brasileiro de Agroecologia, 2011, Fortaleza. Cadernos de Agroecologia. Fortaleza- CE: Revista Brasileira de Agroecologia, 2011. v. 6.
SILVA, A. C. A. da. Cozinhando a partir da tradição: a alimentação cotidiana e devocional quilombola. In: ________. ENTRE A ROÇA E A TRADIÇÃO: Território, Agricultura, Alimentação e Tradição nos Quilombos do Vale do Ribeira (SP). 2025, 295f. Dissertação (Mestrado) Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas USP (Geografia Humana), São Paulo, 2025, p. 198-274 (em especial 198-239)

Leitura Complementar:
FONSECA, E. R. Comitê Gestor Quilombola de Pelotas. Tradição/ Regional, Pelotas, p. 31 - 31, 29 mar. 2019.
PARON, M.; COELHO, R.; OLIVEIRA, A. R.; MOTTA, V. D.; BORGES, K.H.; MONTEIRO, S.R. O Núcleo de Agroecologia do IFSP- Campus São Roque. Cadernos Agroecológicos, v. 6, p. 92-101, 2011.
MOTTA, V. D. Para Quem é Esse Lugar: problematização sobre a presença de pessoas não brancas nos espaços de visibilidade da agroecologia. Revista Brasileira de Agroecologia (Online), v. 17, p. 223-241, 2022.
__________. Agroecologia Antirracista: Uma insistência. Cadernos de Agroecologia, v. 16, p. 250, 2021.
__________. Análise do cultivo de alimentos e medicinais em unidades demonstrativas de hortas verticais instaladas no IFSP- São Roque. Cadernos Agroecológicos, v. 9, p. 18-28, 2014.
PESTANA, M. B. ; FONSECA, E. R. ; FUNK, T. R. . As quatro Pedras de Xangô: educação patrimonial dos quilombos agroecológicos de São Lourenço do Sul, RS.. TESSITURAS: REVISTA DE ANTROPOLOGIA E ARQUEOLOGIA, 2022.

29.09
8. Geografia e religiões de matriz africana/Racismo religioso – Prof. Ms. João Rodrigues (IFSP)
A aula visa a análise da intersecção entre religião, território e relações sociais no Brasil, com foco no fenômeno do racismo religioso. A partir de uma perspectiva geográfica, investiga a construção histórica da intolerância e sua manifestação espacial, especialmente nas periferias urbanas. Examina as dinâmicas contemporâneas entre o avanço neopentecostal, alicerçado na Teologia da Prosperidade, e as estratégias de resistência de religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda. Discute o impacto do racismo religioso na esfera escolar, visando capacitar educadores para o desenvolvimento de práticas pedagógicas antirracistas no ambiente escolar.

Bibliografia:
MUNANGA, Kabengele. Superando o Racismo na escola. 2ª edição revisada / Kabengele Munanga, organizador. – [Brasília]: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 204p.: il., 2005. https://sl1nk.com/aH3LF
NOGUEIRA, Sidnei B. Intolerância Religiosa. São Paulo: Ciclo Contínuo, 2021. https://l1nq.com/5SRcb
Carneiro, Sueli Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil I Sueli Carneiro - São Paulo: Selo Negro, 2011. - (Consciência em debate/ coordenadora Vera Lúcia Benedito)

Leitura complementar:
BARER, Karin, "Como o homem cria Deus na África Ocidental: atitudes dos Yoruba para com o òrìsà", em Moura, C. E. M. de (org.) Meu Sinal está no teu corpo. São Paulo: EDICON-EDUSP, pp.142-175.
BARROS, Sulivan. C. Brasil Imaginário: umbanda, poder, marginalidade social e possessão. Tese (Doutorado em Sociologia). Departamento de Sociologia, Universidade de Brasília, Brasília, 2004
BESSA, Laide Laura Souza; ANTONIO, Gabriel Henrique Burnatelli de. RACISMO RELIGIOSO NO BRASIL CONTEMPORÂNEO: UMA ANÁLISE SOBRE NEOPENTECOSTALISMO E CULTURA EXURIANA. Resumo apresentado no Congresso Nacional dos Estudantes de Geografia da UFES. Vitória: UFES, 2023.
BIRMAN, P. O que é umbanda. São Paulo: Brasiliense, 1985. [Coleção Primeiros Passos].
ELIADE, M. Tratado de história das religiões. São Paulo: Martins Fontes, 1993.
FALOLA, Toyin; CHILDS, Matt D. (org.). A Diáspora Iorubá no mundo atlântico. Tradução Roberto Lucas. Petrópolis, RJ: Vozes, 2024.
FERREIRA, Diogo Gonçalves. Intolerância religiosa em ambiente de trabalho. Recife: UCP, 2017.
GOMES, Maria. Racismo Religioso e Religiosidade. Minas Gerais: UFMG: 2022
HURTADO, José Roberto Jesus Valejo. A escrita da tradição no espaço: terreiros de macumba e candomblé em São Paulo na primeira metade do século XX. São Paulo: 2023. Dissertação de Mestrado em Geografia apresentada na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.
KILEUY, Odé. O Candomblé bem explicado. Salvador: Pallas, 2017.
LÖWY, Michael. Marx e Engels como sociólogos da religião. Lua Nova (43), p.157-222, 1998, traduzido por Frank Roy Cintra Ferreira de Archives de Sciences Sociales des Religions, 89, 1995, pp. 41-52.
ROCHA, Carolina. A culpa é do Diabo: o que li, vivi e senti nas encruzilhadas do racismo religioso. Rio de Janeiro: Oficina Raquel, 2025.
SILVA, V. G. da.(org.). Intolerância Religiosa: o impacto do Neopentecostalismo no Campo Religioso Afro-brasileiro. São Paulo: Edusp, 328p., 2015.
SIMAS, Luiz Antonio. Umbandas: uma história do Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2024.

27.10
9. Literatura negra antirracista/Práticas antirracistas a partir da obra de Carolina de Jesus – Profa. Ms. Maria Paula de Jesus Correa; Profa. Dra. Ana Paula Archanjo Batarce (UFMS Campus Aquidauana); Profa. Dra. Claudia Roma (UFGD)

A leitura literária de autoria negra como caminho de letras e afetos: curadoria e práticas de mediação que unem sensibilidade estética, reflexão crítica e relações étnico-raciais. Na aula, serão discutidos:
● Escolhas curatoriais que valorizem vozes negras brasileiras e estrangeiras;
● O papel do afeto e da imaginação na mediação leitora;
● Leitura como prática estética, crítica e política;
● Contribuições da literatura negra para uma educação básica antirracista.

Bibliografia
ASSIS, M. S. . Currículo, Racismo, letras e leis: os desafios da escola para a formação de leitores negros. In: Cidinha da Silva. (Org.). Africanidades e Relações Raciais: Insumos para Políticas Públicas na Área do Livro, Leitura e Bibliotecas no Brasil. 1ed.Brasília: Fundação Palmares, 2014, v. , p. 134-143.
GONZALES, L. Racismo e Sexismo Na Cultura Brasileira. Revista Ciências Sociais Hoje, Anpocs, 1984, p. 223-244.
hooks, bell. Ensinando a transgredir: A educação como prática da liberdade. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2017
JESUS, M. C. Quarto de despejo: diário de uma favelada. 10. ed. - São Paulo: Ática, 2014.

Leitura complementar:
ARAUJO, Débora Oyayomi. Caminhos trilhados pelas personagens negras na literatura infantil brasileira: percalços e percursos. Disponível em http://www.letras.ufmg.br/literafro/artigos/artigos-teorico-criticos/10… epercursos#:~:text=Os%20caminhos%20trilhados%20por%20personagens,%2C%20ainda%2C%20por%20total%20invisibilidade. Acesso em 24 mar.2025.
BRASIL. Lei 10.639/2003 (lei ordinária) de 09 de janeiro de 2003. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 jan. 2003. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.639.htm Acesso em 01/2024
CUTI. Literatura negro-brasileira. São Paulo: Selo Negro, 2010.
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. Disponível em https://educacaointegral.org.br/wp-content/uploads/2014/10/importancia_…. Acesso 25 mar.2025.
GOMES, N. L. O movimento Negro Educador: saberes construídos nas lutas por emancipação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017.
PEREIRA, Rosa Vani. Aprendendo valores étnicos na escola. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.
PETIT, Michèle. Leituras: do espaço íntimo ao espaço público. São Paulo; Editora 34, 2013.
SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves e. Aprender, ensinar e relações étnico-raciais no Brasil. Porto Alegre/RS, ano XXX, n. 3 (63), p. 489-506, set./dez. 2007.

24.11
10. Aquilombando a sala de aula: desdobramentos sobre os impactos do processo de embranquecimento nas escolas públicas e a prática em sala de aula – Prof. Robson Guarnieri da Silva (EMEF Luis Washington Vita), Prof. Marcelo Henrique Santos Silva

Nesse encontro, nosso principal objetivo é incentivar um diálogo a partir dos relatos das práticas de ensino desenvolvidas por professores da educação básica, que fazem de suas aulas espaço de formação atento às necessidades de acolhimento de um público historicamente oprimido no ambiente escolar por ideologias racistas em um contexto de racismo estrutural. Visando o combate linha a linha ao racismo na educação e todas as formas de discriminação étnico-raciais presente na comunidades escolar, partimos da afroperspectiva para a construção de saberes críticos em contato com conteúdos currículares. Refletiremos sobre valores inscritos na nossa memória, no nosso modo de ser, na nossa música, na nossa ciência, na nossa pele, no nosso coração.

Bibliografia
AMARAL, Mônica G.T. do. O que o rap diz e a escola contradiz: um estudo sobre arte de rua e a formação da juventude na periferia de São Paulo. São Paulo: Alameda, 2016.
BENTO, Cida. O pacto da branquitude. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.
FONSECA, S. G. Didática e Prática de Ensino de História: Experiências, reflexões e aprendizados. Campinas, SP: Papirus, 2003.
FUSARI, J. C. O Planejamento do Trabalho Pedagógico: Alguma Indagações e Tentativas de respostas. Disponível em: http: //www.crmariocovas.sp.gov.br/pdf/ideias_08_p044-053_c.pdf.Acesso em: 07 Mai.2006.

Leitura complementar:
FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. São Paulo: Ubu Editora, 2020.
TRINDADE, Azoilda Loretto da. Valores civilizatórios afro-brasileiros e Educação Infantil. In: Revista Valores Afro-brasileiros na Educação. 2005
Samba-enredo da G.R.E.S Beija-Flor. https://g1.globo.com/rj/rio-dejaneiro/carnaval/2022/noticia/2022/04/05/…
08.12

11. Como combater o racismo ainda presente no material didático – Guia para uma leitura crítica do material didático Equipe Saberes em Diálogo

A análise de algumas coleções do material didático para o Ensino Fundamental Anos Iniciais, todas elas aprovada pelo PNLD, revelou ainda uma série de problemas no que diz respeito ao ensino das relações étnico-raciais. Notamos uma presença secundária da temática envolvendo populações negras em relação à temática indígena e, quando esta presença ocorre, não raro ela leva ao racismo ao invés de combatê-lo. Assim, a partir da análise e destas constatações, apresentamos aqui um Guia para leitura crítica do material didático, onde apontamos as questões problemáticas e apresentamos possibilidades de abordagem para contorná-las. O material será disponibilizado gratuitamente a todos os inscritos e faremos uma apresentação dos pontos principais e uma discussão geral sobre o tema.

Bibliografia:
Guia para uma leitura crítica do material didático – Equipe Saberes em Diálogo – Coordenação Geral: Valeria de Marcos



Os Encontros, que ocorrerão uma vez por mês, às terças-feiras, das 19h às 21h em formato virtual serão ocasiões de apresentação de temáticas ligadas à educação antirracista seguidas de espaços para diálogos e debates sobre os temas apresentados e suas repercussões em sala de aula. Os inscritos receberão os textos com antecedência, de modo a poderem ler os textos para melhor acompanharem as discussões.

Realização: Equipe Saberes em Diálogo. Coordenação Geral: Valeria de Marcos (DG FFLCH USP)

Bibliografia Geral

ADICHIE, C. N. Os perigos de uma história única. São Paulo: Cia das Letras, 2019. Exibição em TED 2019: chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_storywww.ted.com/talks/lang/eng/.htm)
ALMEIDA, A. W. B. de. “Os quilombos e as novas etnias: é necessário que nos libertamos da definição arqueológica”. In: LEITÃO, Sérgio (org.). Documentos do ISA n. 5: Direitos territoriais das comunidades negras rurais. 1999. Disponível em: http://www.socioambiental.org/inst/pub/detalhe_down_html?codigo=10104.
ALMEIDA, Silvio L. de. Racismo estrutural. São Paulo: Sueli Carneiro; Polén, 2019.
AMARAL, M. G.T. do. O que o rap diz e a escola contradiz: um estudo sobre arte de rua e a formação da juventude na periferia de São Paulo. São Paulo: Alameda, 2016.
ARAUJO, D. O. Caminhos trilhados pelas personagens negras na literatura infantil brasileira: percalços e percursos. Disponível em http://www.letras.ufmg.br/literafro/artigos/artigos-teorico-criticos/10…. Acesso em 24 mar.2025.
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BARER, K., "Como o homem cria Deus na África Ocidental: atitudes dos Yoruba para com o òrìsà", em Moura, C. E. M. de (org.) Meu Sinal está no teu corpo. São Paulo: EDICON-EDUSP, pp.142-175.
BARROS, S. C. Brasil Imaginário: umbanda, poder, marginalidade social e possessão. Tese (Doutorado em Sociologia). Departamento de Sociologia, Universidade de Brasília, Brasília, 2004.
Base de dados. Viagens em Escravos, Universidade de Emory. Disp: https://slavevoyages.org/.
Base de dados - The Atlantic Slave Trade and Slave Life in the Americas: a visual record. Jerome S. Handles; Michael Tuite Jr. (org). Universidade de Virginia. Disp. www.slaveryimage.org.
BESSA, L. L. S.; ANTONIO, G. H. B. de. RACISMO RELIGIOSO NO BRASIL CONTEMPORÂNEO: UMA ANÁLISE SOBRE NEOPENTECOSTALISMO E CULTURA EXURIANA. Resumo apresentado no Congresso Nacional dos Estudantes de Geografia da UFES. Vitória: UFES, 2023.
BENTO, C. O pacto da branquitude. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.
BIASE, L. De. A comunidade quilombola do Bairro Ribeirão Grande. In: _______. Agroecologia quilombola ou quilombo agroecológico? Dilemas agroflorestais e territorialização no Vale do Ribeira/SP. Tese (Doutorado). São Paulo, FFLCH USP, 2016, p.131-188.
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BRASIL. Lei 10.639/2003 (lei ordinária) de 09 de janeiro de 2003. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 jan. 2003. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.639.htm Acesso em 01/2024.
BRASIL. Lei 12.288 de 20 de julho de 2010. Estatuto da Igualdade Racial, Brasília, DF: Presidência da República, 2010. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12288.htm… Acesso em: 09/2023.
BRASIL, Ministério da Educação. Plano nacional de implementação das diretrizes curriculares nacionais para educação das relações étnico-raciais e para o ensino de História e cultura afro-brasileira e africana. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/docman/marco-2012-pdf/10206-15-plano-nacional-… Acesso em 01/2024.
BRASIL, Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CP no. 3/2004, aprovado em 10 de março de 2004. Disponível em https://www.gov.br/mec/pt-br/cne/arecer-cp-2004.
BRASIL, Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Resolução Nº 1, DE 17 DE JUNHO DE 2004. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/res012004.pdf Acesso em 01/2024.
CARNEIRO, S. Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil I. São Paulo: Selo Negro, 2011. - (Consciência em debate/ coordenadora Vera Lúcia Benedito)
CUTI. Literatura negro-brasileira. São Paulo: Selo Negro, 2010.
ELIADE, M. Tratado de história das religiões. São Paulo: Martins Fontes, 1993.
FALOLA, T.; CHILDS, M. D. (org.). A Diáspora Iorubá no mundo atlântico. Tradução Roberto Lucas. Petrópolis, RJ: Vozes, 2024.
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__________. Agroecologia Antirracista: Uma insistência. Cadernos de Agroecologia, v. 16, p. 250, 2021.
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NOGUEIRA, Sidnei B. Intolerância Religiosa. São Paulo: Ciclo Contínuo, 2021. https://l1nq.com/5SRcb.
PARON, M. et all. O Núcleo de Agroecologia do IFSP- Campus São Roque. Cadernos Agroecológicos, v. 6, p. 92-101, 2011.
PARÉS, L. N. Africanos ocidentais. In: SCHWARCZ, L.; GOMES, F. (orgs). Dicionário da escravidão e liberdade – 50 textos críticos. São Paulo: Cia das Letras, 2018, p. 77- 83.
PEREIRA, R. V. Aprendendo valores étnicos na escola. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.
PESTANA, M. B.; FONSECA, E. R.; FUNK, T. R. As quatro Pedras de Xangô: educação patrimonial dos quilombos agroecológicos de São Lourenço do Sul, RS.. TESSITURAS: REVISTA DE ANTROPOLOGIA E ARQUEOLOGIA, 2022.
PETIT, M. Leituras: do espaço íntimo ao espaço público. São Paulo; Editora 34, 2013.
ROCHA, Carolina. A culpa é do Diabo: o que li, vivi e senti nas encruzilhadas do racismo religioso. Rio de Janeiro: Oficina Raquel, 2025.
Samba-enredo da G.R.E.S Beija-Flor. https://g1.globo.com/rj/rio-dejaneiro/carnaval/2022/noticia/2022/04/05/…
SANTOS, J. A. dos; COSTA, C. S. da. Territórios quilombolas e o ensino de Geografia. Ciência Geográfica, Vol. XXIV (1): 305-321, Janeiro/Dezembro - 2020. Disponível em: https://www.agbbauru.org.br/publicacoes/revista/anoXXIV_1/agb_xxiv_1_we….
SILVA, M. H. P. e BISPO, M. O. Explorando a Geografia da África na sala de aula: uma análise da BNCC como referência curricular. Boletim Paulista de Geografia, v. 1, n. 111, p. 186-201, 2024.
SILVA, P. B. G. Aprender, ensinar e relações étnico-raciais no Brasil. Porto Alegre/RS, ano XXX, n. 3 (63), p. 489-506, set./dez. 2007.
SILVA, V. G. da.(org.). Intolerância Religiosa: o impacto do Neopentecostalismo no Campo Religioso Afro-brasileiro. São Paulo: Edusp, 328p., 2015.
SIMAS, L. A. Umbandas: uma história do Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2024.
SLENES, R. W., Africanos centrais. In: SCHWARCZ, L.; GOMES, F. (orgs). Dicionário da escravidão e liberdade – 50 textos críticos. São Paulo: Cia das Letras, 2018, 64-70.
TRINDADE, A. L. da. Valores civilizatórios afro-brasileiros e Educação Infantil. In: Revista Valores Afro-brasileiros na Educação. 2005.
SILVA, A. C. A. da. ENTRE A ROÇA E A TRADIÇÃO: Território, Agricultura, Alimentação e Tradição nos Quilombos do Vale do Ribeira (SP). 2025, 295f. Dissertação (Mestrado) Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas USP (Geografia Humana), São Paulo, 2025.
SILVA, R. O. da. Uso de letras de samba-enredo como instrumento auxiliar ao ensino de história em turmas do 9° ano do ensino fundamental – uma possibilidade. 2021. 121 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino de História) –Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2021.

Programa

Aula 1: O que é cultura material?
Apresentação da cultura material como plataforma de análise histórica.
Bibliografia sugerida: MENESES, Ulpiano Toledo Bezerra de. O objeto como documento. Aula ministrada no curso "Patrimônio cultural: políticas e perspectivas". IAB/CONDEPHAAT, 1980.
 
Aula 2: Cultura visual
Considerar as imagens como matéria nos permite analisá-las em ação na sociedade: sua produção, circulação e consumo. Partindo dessa ideia, esta aula será dividida em dois momentos. Primeiro será feito um balanço teórico sobre o uso de imagens no estudo da história e, em seguida, serão apresentados documentos de diferentes tipologias, como fotografia, pintura e imagens digitais, para discutirmos diferentes estratégias de análise.
Bibliografia sugerida: MENESES, Ulpiano Toledo Bezerra de. Fontes visuais, cultura visual, história visual. Balanço provisório, propostas cautelares. Revista Brasileira de História, São Paulo, n. 45, p. 11-36, 2003
 
Aula 3: Objetos do cotidiano - Cozinhas
A partir de uma reflexão geral sobre os estudos da alimentação na perspectiva da Cultura Material e da noção de biografia das coisas, o curso tem por objetivo discutir as relações da mulher com o ambiente doméstico e a sociedade por meio dos diferentes usos e funções dos utensílios e equipamentos de cozinha. Para tanto, analisamos alguns objetos essenciais para o processamento de alimentos sob a perspectiva de suas “biografias”, como, por exemplo, a trajetória histórica do fogão no cotidiano culinário do estado de São Paulo.
Bibliografia sugerida: SILVA, João Luiz Maximo da. Transformações no espaço doméstico: o fogão a gás e a cozinha paulistana, 1870-1930. An. mus. paul. [online]. 2007, vol.15, n.2.
 
Aula 4: Objetos do cotidiano - Roupas
Compreender as roupas para além dos aspectos frívolos ao qual estão condicionadas a serem pensadas é o objetivo desta aula. Sob a perspectiva da cultura material, a vestimenta não se reduz ao seu valor simbólico, mas permite que analisemos diversas questões sociais, como de gênero e de classe, através de uma outra abordagem. Deste modo, enfatiza-se o contexto histórico das relações sociais de produção e consumo a que as vestimentas estão circunscritas, e o papel que exercem na relação entre humanos e objetos por meio de sua ação no corpo e na produção de sentidos.
Bibliografia sugerida: MILLER, Daniel. Consumo como cultura material. Revista Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 13, n. 28, p. 33-63, jul./dez. 2007.
 
Aula 5: Oficina
Avaliação: A partir de objetos do cotidiano indicado pelos próprios participantes do curso, faremos uma discussão coletiva sobre seus usos e relações com o corpo.
 
Bibliografia básica
ALGRANTI, Leila Mezan. Alimentação e cultura material no Rio de Janeiro dos vice-reis: diversidade de fontes e possibilidades de abordagens. Varia Historia, Belo Horizonte, v. 32, n. 58, 2016, pp. 21-51.
CARVALHO, Vânia Carneiro de. Gênero e artefato: o sistema doméstico na perspectiva da cultura material – São Paulo, 1870-1920. São Paulo: Edusp: 2008.
CRANE, Diana. "Moda, identidade e mudança social". Moda e seu papel social: classe, gênero e identidade das roupas. São Paulo: Senac, 2006.
GIEDION, Siegfried. La Mecanización Toma el Mando. Barcelona: Gustavo Gilli, 1978 (1ª ed. 1948)
HOMEM, Maria Cecília N. O princípio da racionalidade e a gênese da cozinha moderna. Revista FAU, São Paulo, n.13, 2003.
HOMEM, Maria Cecília N. Cozinha e indústria em São Paulo: do rural ao urbano. São Paulo: EDUSP, 2015.
KOPYTOFF, Igor. A biografia cultural das coisas: a mercantilização como processo. In: APPADURAI, Arjun (Org.). A vida social das coisas: as mercadorias sob uma perspectiva cultural. Niterói: Editora da Universidade Federal Fluminense, 2010, pp. 89-123.
LEMOS, Carlos Alberto Cerqueira. Cozinhas, etc. Um estudo sobre as zonas de serviço da casa paulista. 2ed. São Paulo: Perspectiva, 1978.
LIMA, Tania Andrade. Chá e simpatia: uma estratégia de gênero no Rio de Janeiro oitocentista. Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material, São Paulo, v. 5, n. 1, 1997, pp. 93-129.
MALUF, Marina. Ruídos da memória. São Paulo: Siciliano, 1995.
MENESES, Ulpiano Toledo Bezerra de. A fotografia como documento - Robert Capa e o miliciano abatido na Espanha: sugestões para um estudo histórico. Tempo, Rio de Janeiro, n. jan/jun 2003, p. 131-151, 2003.
___________. Fontes visuais, cultura visual, história visual. Balanço provisório, propostas cautelares. Revista Brasileira de História, São Paulo, n. 45, p. 11-36, 2003
_________.. O fogão da Société Anonyme du Gaz: sugestões para uma leitura histórica de imagem publicitária. Projeto História, São Paulo, n. 21, nov. 2000, pp. 105-119.
MILLER, Daniel. Consumo como cultura material. Revista Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 13, n. 28, p. 33-63, jul./dez. 2007.
MILLER, Daniel. Extracts from material culture and mass consumption. In: BUCHLI, Victor. Material culture: critical concepts in the social sciences. Londres: Routledge, 2004.
REDE, Marcelo. História a partir das Coisas: Tendências Recentes nos Estudos de Cultura Material. Anais do Museu Paulista: história e cultura material, São Paulo, v. 4, p. 265-282, 1996.
___________. História e cultura material. In: Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas (org.). Domínios da História. Rio de Janeiro, Elsevier, 2012, p. 133-150
SILVA, João Luiz Máximo da. Cozinha modelo: o impacto do gás e da eletricidade na casa paulistana (1870-1930). São Paulo: Edusp, 2008.
________________________. Transformações no espaço doméstico: o fogão a gás e a cozinha paulistana, 1870-1930. An. mus. paul. [online]. 2007, vol.15, n.2.

 

Programa

12.04 - Aula 1: Neil Smith, Historiador da Geografia
15.04 - Aula 2: A Teoria do Desenvolvimento Desigual
19.04 - Aula 3: Escalas Geográficas e Gentrificação: Qual o alcance do capital?
22.04 - Aula 4: A Produção da Natureza e as Interfaces das Derivações Sócio Ambientais
26.04 - Aula 5: Globalização: partida final e geografias satânicas
29.04 - Aula 6: Natureza como Estratégia de Acumulação e o Processo de Financeirização do Capital
06.05 - Aula 7: A Teoria do Desenvolvimento Geográfico Desigual aplicada à Realidade Brasileira

Referência bibliográfica:

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Aula 1
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SMITH, Neil. Geography redux? The history and theory of geography. Progress In Human Geography, [S.L.], v. 14, n. 4, p. 547-559, dez. 1990. SAGE Publications. http://dx.doi.org/10.1177/030913259001400404.
SMITH, Neil. “Academic War Over the Field of Geography”: the elimination of geography at harvard, 1947⠳1951. Annals Of The Association Of American Geographers, [S.L.], v. 77, n. 2, p. 155-172, jun. 1987. Informa UK Limited. http://dx.doi.org/10.1111/j.1467-8306.1987.tb00151.x.
SMITH, Neil. History and philosophy of geography: real wars, theory wars. Progress In Human Geography, [S.L.], v. 16, n. 2, p. 257-271, jun. 1992. SAGE Publications. http://dx.doi.org/10.1177/030913259201600208.
SMITH, Neil. Geography as Museum: Conservative Idealism in ‘The Nature of Geography. In. in J.N. Entrikin and S. Brunn (eds.), Reflections on Richard Hartshorne’s “The Nature of Geography”, Occasional Papers of the Association of American Geographers, 89-120

Aula 2
SMITH, Neil. Desenvolvimento desigual: natureza, capital e a produção de espaço. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, [1984] 1988. (Capítulos 4 e 5).
SMITH, Neil. The Geography of uneven development. In: DUNN, Bill; RADICE, Hugo. 100 years of permanent revolution: results and prospects. London: Pluto Press, 2006.
SMITH, Neil. Uneven development redux. New Political Economy, vol. 16, n. 2, p. 261-265, 2011.

Aula 3
SMITH, Neil. Contornos de uma política espacializada: veículos dos sem teto e produção de escala geográfica. In: ARANTES, Antônio (org.). O espaço da diferença. Campinas: Papirus, 2000
SMITH, Neil. Para uma teoria do desenvolvimento desigual: a escala espacial e o vaivém do capital. In: SMITH, Neil. Desenvolvimento desigual: natureza, capital e a produção de espaço. Tradução: Eduardo de Almeida Navarro. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1988
SMITH, Neil. New Globalism, New Urbanism: gentrification as global urban strategy. Antipode, [S.L.], v. 34, n. 3, p. 427-450, jun. 2002. Wiley. http://dx.doi.org/10.1111/1467-8330.00249. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/1467-8330.00249. Acesso em: 12 fev. 2021.
SMITH, Neil. The New Urban Frontier. London: Routledge, 1996. Disponível em: https://www.taylorfrancis.com/books/new-urban-frontier-neil-smith/10.43…. Acesso em: 11 fev. 2021.
Smith, Neil. “Contours of a Spatialized Politics: Homeless Vehicles and the Production of Geographical Scale.” Social Text, no. 33, 1992, pp. 55–81. JSTOR, www.jstor.org/stable/466434. Accessed 13 Feb. 2021.
Smith, Neil. “Gentrification and Uneven Development.” Economic Geography, vol. 58, no. 2, 1982, pp. 139–155. JSTOR, www.jstor.org/stable/143793. Accessed 13 Feb. 2021.

Aula 4
SMITH, Neil. There’s No Such Thing as a Natural Disaster. Social Science Research Council , 2006.
SMITH, Neil. Desenvolvimento Desigual. Tradução: Editora Bertrand Brasil, ISBN 85-286-0072-6, 1988.
SUERTEGARAY: Dirce Maria Antunes. Geografia e Análise Ambiental: um ano de pandemia. Humboldt - Revista de Geografia Física e Meio Ambiente, Rio de Janeiro, v. 1, n. 2, e57373, 2021

Aula 5
SMITH, Neil. "Geografías perdidas y globalizaciones fracasadas. De Versalles a Irak". Doc. Anàl. Geogr., v. 44, 2004. pp. 19-41.
SMITH, Neil. "Afterword to the Second Edition" & "Afterword to the Third Edition". In: __. Uneven Development. 3. ed. Athens (Georgia, USA): University of Georgia Press, 2008.
SMITH, Neil. "Endgame geographies". In: __. The Endgame of Globalization. New York, New York (USA): Routledge Press, 2005.
SMITH, Neil. "A Produção do Espaço" & "Para uma Teoria do Desenvolvimento Desigual II". In: __. Desenvolvimento Desigual. Rio de Janeiro: Bertrand, 1988.

Aula 6
SMITH, Neil. Nature as accumulation strategy. In: Socialist Register 2007. Coming to terms with Nature. The Merlin Press, UK, 2006.
SWYNGEDOUW, Erik. The Anthropo(Obs)cene. Antipode (Editors). Keywords in Radical Geography: Antipode at 50. The Authors/Antipode Foundation Ltd. Published by John Wiley & Sons Ltd., 2019.

Aula 7
CRUZ, R. de C. A. da. Ensaio sobre a relação entre desenvolvimento geográfico desigual e regionalização do espaço brasileiro. GEOUSP Espaço e Tempo (Online), [S. l.], v. 24, n. 1, p. 27-50, 2020. DOI: 10.11606/issn.2179-0892.geousp.2020.155571. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/geousp/article/view/155571.

Programa

Módulo I (05/02/2024, 14h–17h): A origem da linguagem nos bebês
- Dinâmica: discutindo o senso comum sobre a linguagem humana.
- Apresentação do programa e cronograma do curso.
- Tópicos fundamentais em aquisição de linguagem: estágios da aquisição, teorias sobre aquisição e níveis de análise.
- O desenvolvimento infantil como um fenômeno biológico: períodos críticos e desenvolvimento atípico.

Módulo II (06/02/2024, 14h–17h): A origem da linguagem na espécie humana.
- Tópicos fundamentais em evolução da linguagem: linhagem evolutiva humana, hipóteses sobre a emergência da linguagem e evidências paleoantropológicas.
- O comportamento animal como um fenômeno linguístico: o canto das aves e a vocalização dos macacos.
- Dinâmica: discutindo o senso comum sobre a linguagem não-humana.

Módulo III (07/02/2024, 14h–17h): Da evolução à aquisição e da aquisição à evolução
- Estudo de casos de interface entre aquisição e evolução: línguas de sinais emergentes, aquisição de canto
em pássaros e de vocalizações em macacos.
- Dinâmica: refletindo sobre as visões de linguagem nas escolas e nos cursos de Letras.

Referências

BERWICK, Robert C. et al. Songs to syntax: the linguistics of birdsong. Trends in cognitive sciences, v. 15, n. 3, p. 113-121, 2011.
BICKERTON, Derek. More than nature needs. Harvard University Press, 2014.
BOTHA, Rudolf P. Language evolution: The windows approach. Cambridge University Press, 2016.
CLARK, Eve V. The lexicon in acquisition. Cambridge University Press, 1993.
FISCHER, Julia. Primate vocal production and the riddle of language evolution. Psychonomic Bulletin & Review, v. 24, p. 72-78, 2017.
GRIMSHAW, Jane. Form, function and the language acquisition device. In: BAKER, Carl L.; MCCARTHY, John J. The logical problem of language acquisition. 1981.
GROLLA, Elaine; SILVA, Maria Cristina Figueiredo. Para conhecer: Aquisição da linguagem. São Paulo: Contexto, 2014.
GUASTI, Maria Teresa. Language acquisition: The growth of grammar. MIT press, 2017.
HAUSER, Marc D.; CHOMSKY, Noam; FITCH, W. Tecumseh. The faculty of language: what is it, who has it, and how did it evolve?. Science, v. 298, n. 5598, p. 1569–1579, 2002.
HERSCHENSOHN, Julia. The Second Time Around: Minimalism and L2 Acquisition. John Benjamin Publishing Company, 2000.
MIYAGAWA, Shigeru et al. The integration hypothesis of human language evolution and the nature of contemporary languages. Frontiers in psychology, v. 5, p. 564, 2014.
MIYAGAWA, Shigeru; ARÉVALO, Analía; NÓBREGA, Vitor A. On the representation of hierarchical structure: Revisiting Darwin’s musical protolanguage. Frontiers in Human Neuroscience, p. 768, 2022.
NEGRÃO, Esmeralda. A natureza da linguagem humana. In: FIORIN, José (org.). Linguística? Que é isso?. São Paulo: Contexto, 2018.
NÓBREGA, Vitor A. O problema de Wallace-Darwin. In: OTHERO, Gabriel; KENEDY, Eduardo (orgs.). Chomsky: a reinvenção da Linguística. São Paulo: Contexto, 2019.
NÓBREGA, Vitor A.; MIYAGAWA, Shigeru. The precedence of syntax in the rapid emergence of human language in evolution as defined by the integration hypothesis. Frontiers in Psychology, v. 6, p. 271, 2015.
PINKER, Steven. Language learnability and language development. Cambridge MA: Harvard University Press, 1984.
PRICE, Tabitha et al. Vervets revisited: A quantitative analysis of alarm call structure and context specificity. Scientific reports, v. 5, n. 1, p. 13220, 2015.
SAMUELS, Bridget D. Can a bird brain do phonology?. Frontiers in psychology, v. 6, p. 1082, 2015.
SEYFARTH, Robert M.; CHENEY, Dorothy L.; MARLER, Peter. Monkey responses to three different alarm calls: evidence of predator classification and semantic communication. Science, v. 210, n. 4471, p. 801-803, 1980.
SEYFARTH, Robert M.; CHENEY, Dorothy L.; MARLER, Peter. Vervet monkey alarm calls: semantic communication in a free-ranging primate. Animal Behaviour, v. 28, n. 4, p. 1070-1094, 1980.
SLABAKOVA, Roumyana. Second Language Acquisition. Oxford University Press, 2016.
TATTERSALL, Ian. Human origins: out of Africa. Proceedings of the National Academy of Sciences, v. 106, n. 38, p. 16018-16021, 2009.

Programa

Aula 1: O teatro russo e a espiritualidade: origens filosóficas a partir da biografia de Liev Tolstói.
As perguntas norteadoras para o primeiro encontro serão: “O que se entende por espiritualidade?” e “Como a biografia de Liev Tolstói nos mostra um “buscador”?” Os termos Espiritualidade, Buscador e Verdade serão tratados a partir de um ponto de vista teosófico.

Aula 2: O desenvolvimento de um Sistema para o artista da cena: Konstantin Stanislávski e Leopold Sulerjítski.
O segundo encontro tratará da criação do Sistema teatral de K. Stanislávski, através da história do Primeiro Estúdio teatral que ele fundou junto com seu sócio L. Sulerjítski.

Aula 3: Teatro do Futuro e espiritualidade: Mikhail Tchékhov e seu Método.
O terceiro e último encontro tratará de um dos principais discípulos de K. Stanislávski e L. Sulerjítski: Mikhail Tchékhov. Através de sua biografia, mostrar-se-á seu contato com a antroposofia – uma vertente espiritual - e como essa cosmovisão embasa sua prática cênica.

Bibliografia:
CHEKHOV, Michael. Para o ator. São Paulo, Martins Fontes, 2019.
CHEKHOV, Michael. Lessons for Teachers of his Acting Technique. Transcribed by Deirdre Hurst du Prey. Dovehouse Editions Inc. Ottawa, Canada, 2000.
CHÉJOV. Mijaíl. A. El caminho del actor / Vida y encuentros. Traduccíon y notas de Bibichrifa Jakimziánova y Jorge Saura. Ediciones ALBA, Barcelona, Espanha, 2016.
GONZÁLEZ PUCHE, Alejandro. ZHENGHONG, Ma (Compilação e Tradução). 16 lecciones y otros materiales. Cali, Universidad
del Valle, 2017.
KNÉBEL, Maria Óssipovna. Toda a vida. Prefácio de P. A. Markov. Moscou: VTO, 1967. 587 p. [Tradução de Rafael Bonavina]
MALAEV-BABEL, Andrei. Yevgeny Vakhtangov: A critical portrait. New York, Routledge, 2013.
MAROWITZ, Charles. The Other Chekhov: A biography of Michael Chekhov, the Legendary Actor, Director and Theorist. Applause
Theatre & Cinema Books, New York, 2004.
MERINO, Daniela Simone Terehoff. O Primeiro Estúdio do TAM: utopia artística em meio à guerra. Tese (Doutorado em Letras). Universidade de São Paulo, São Paulo, 2022.
MERINO, Daniela Simone Terehoff. Sulerjítski: Mestre de Teatro, Mestre de Vida. Sua busca artística e pedagógica. São Paulo: Perspectiva, 2019.
SCANDOLARA, Camilo. Os estúdios do Teatro de Arte de Moscou e a formação da pedagogia teatral no século XX. 2006. 218 f.
Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Artes. Campinas, 2006.
STEINER, Rudolf. Teosofia – Introdução ao conhecimento supra-sensível do mundo e do destino humano. São Paulo, Editora Antroposófica, 2004.
STEINER, Rudolf. Matéria, forma e essência – o caminho cognitivo da Filosofia à Antroposofia. São Paulo, Editora Antroposófica,
1999.
STEINER, Rudolf. A filosofia da Liberdade. Elementos de uma cosmovisão moderna. São Paulo, Editora Antroposófica, 1988.
STEINER, Rudolf. Arte e estética segundo Goethe. Goethe como inaugurador de uma estética nova. São Paulo, Editora Antropo-
sófica, 2012.
TCHERKÁSSKI, Serguei. Stanislávski e o yoga. São Paulo, É Realizações, 2019.
VÁSSINA, Elena; LABAKI, Aimar. Stanislávski: Vida, obra e Sistema. Rio de Janeiro, FUNARTE, 2015.

Programa

Introdução: breve biografia de Hovhannes Tumanian; Contexto histórico e
cultural da Armênia à época; Panorama geral de suas obras e traduções. O
papel de Tumanian na literatura armênia.

A literatura para crianças e jovens em geral: definição, natureza, função, conceitos, características, breve história; o público leitor; a editoração das obras. Peculiaridades da literatura armênia. A literatura armênia infanto-juvenil. Principal obra infantil de Tumanian: temas recorrentes e mensagens nas histórias.

Análise de Obras Selecionadas: os Contos Populares Armênios de Tumanian. Análise de 12 contos traduzidos para o português. Impacto dessas histórias na literatura armênia para crianças e jovens. O imaginário e o realismo.

Conclusão: Resumo dos pontos principais; Influência de Tumanian na literatura armênia.

Bibliografia:
ANTUNES, Sérgio Pereira. Introdução ao universo armênio. São Paulo: Sésamo, 2012.
GREGORIN FILHO, José Nicolau. Literatura juvenil: adolescência, cultura e formação de leitores. São Paulo: Melhoramentos, 2011.
GREGORIN FILHO, José Nicolau. Literatura infantil: múltiplas linguagens na formação de leitores. São Paulo: Melhoramentos, 2009.
GOES, Lúcia Pimentel. Introdução à literatura infantil e juvenil. São Paulo: Pioneira, 1984.
PIMENTA, Fernando Januário. 12 contos populares հայ ժողովրդական հեգիաթներ de Hovhannes Tumanian: tradução, glossário e notas. (tese). São Paulo: FFLCH, 2022.
SAPSEZIAN, Aharon. Literatura armênia: uma introdução. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1994.
TOUMANIAN, Hovhanness. The stupid man. Glendale:Grace, 1998.
TOUMANYAN, Hovhannes. David of Sassoun. Yerevan: Nahapet, 2013.

Programa

Neste 2º curso de língua galega se continuará com a introdução dos principais elementos constitutivos do sistema linguístico galego: fonética e prosódia, morfologia, léxico e questões sociolinguísticas. Dado que o galego e o português são muito inteligíveis, o aluno não encontrará dificuldades na aprendizagem da língua e por isso o curso será ministrado integramente em língua galega. Como o nível é básico, está aberto a pessoas que não fizeram o 1º nível porque se intentará fazer uma revisão do anterior. Também serão vistos textos galegos literários simples dos três géneros: lírica (poesia galega atual), narrativa (prosa atual juvenil) e teatro (obras curtas). O nome do curso faz referência às diferentes competências da língua:
- Falar: expressão oral: resolver situações e tarefas como intervenções simples de carácter social;
- Ler: compreensão escrita: compreensão, interpretação e identificação de informação e instruções simples relacionadas com situações habituais e previsíveis encontradas em textos;
- Entender: compreensão oral: compreensão de expressões e vocabulário sobre temas de interesse pessoal.
- Escrever: expressão escrita (expressar opiniões, sentimentos, desejos e preferencias; fazer sugestões, convites e dar instruções mínimas, saudar, se apresentar, agradecer e pedir desculpas);
- Saber: dimensão intercultural e sociolinguística (serão abordados diferentes temas sobre a cultura galega como a mitologia, as tradições, os símbolos, os principais autores, a relação Galícia-Brasil).

O professor fornecerá ao aluno muitas ferramentas virtuais para que a aprendizagem possa se tornar autónoma e para que o aluno use os recursos on-line para o estudo e a revisão dos conteúdos. Ao longo do curso será entregado muito material procedente de revistas e jornais culturais galegos.

Os conteúdos gramaticais incluem: o grupo nominal, os pronomes, a colocação dos pronomes átonos, os acentos, os principais tempos verbais (presente, copretérito, imperativo...) e perífrases verbais básicas.

Cada sessão estará dividida em 2 partes: 1 hora teórica (por exemplo as regras da colocação dos pronomes átonos...) e outra hora prática (estudo da colocação dos pronomes em um texto ou a criação de frases por parte dos próprios alunos). As aulas são participativas e obrigam ao aluno a intervir ativamente.

Anexo referências bibliográficas
Língua e cultura galegas II: falar, ler, entender escrever e saber.

As seguintes referências bibliográficas incluem os textos que o professor fará chegar aos alunos virtualmente. De cada obra serão selecionados os fragmentos mais pertinentes e nunca a obra inteira.

Recursos didáticos
Livro de texto didático
Chamorro, Margarita; da Silva, Ivonete; Núñez, Xaquín, 2008. Aula de Galego 3. Xunta de Galicia.
https://www.lingua.gal/c/document_library/get_file?file_path=/portal-li…

Gramáticas e manuais de estilo
———— 2003. Normas ortográficas e morfolóxicas do idioma galego. Real Academia Galega.
Freixeiro Mato, Xosé Ramón. 2013. Estilística da lingua galega. Xerais.
López Viñas, Xoán; Lourenço Módia, Cilha; Moreda Leirado, Marisa. 2011. Gramática práctica da lingua galega. Baía Edicións.

Livros de leitura
Arias, Xela. 2018. Poesía reunida (1982 – 2004). Xerais.
Losada, Juan Carlos. 2008. Game Over. Xerais.
Prado, Tucho; Prado, Miguelanxo. 2007. O xabaril branco. Biblos Clube De Lectores
Tabuyo Romero, Domingo M. 1998. Balsaín blues. Espiral Maior.

Quadrinhos
Alves, Abel; Tolj, Esteban. 2018. A tumba de Breogán. Demo.

Ensaios sobre cultura
Barreiro Fernandez, Xosé Ramón. 2007. Os símbolos de Galicia. Consello Cultura Galega.
Cuba, Xohán R.; Reigosa, Antonio; Miranda, Xosé. 2007. Dicionario dos seres míticos galegos. Xerais.
Mariño Paz, Ramón. 1998. Historia da lingua galega. Sotelo Blanco Edicións
Reigosa, Antonio. 2015. Galicia Encantada: O país das mil e unha fantasías. Xerais.

Programa

08/08/22 – Aula 01: Notas sobre a tributação no Brasil Colônia – O contexto açucareiro e a tributação sobre a produção;
09/08/22 – Aula 02: Notas sobre a tributação no Brasil Colônia – A mineração e os tributos sobre a circulação;
10/08/22 – Aula 03: Notas sobre a tributação no Brasil Império – O período regencial e a separação das receitas fiscais;
11/08/22 – Aula 04: Notas sobre a tributação no Brasil Império – O complexo cafeeiro e os impostos incidentes sobre a exportação.

Bibliografia:
AMED, José Fernando; NEGREIROS, Plínio José Labriola de Campos. História dos Tributos no Brasil. São Paulo: SINAFRESP, 2000.
ANTONIL, André João. Cultura e Opulência do Brasil: texto confrontado com o da edição de 1711; com um estudo bibliográfico de Affonso de E. Taunay; nota bibliográfica de Fernando Sales; e vocabulário e índices antroponímico, toponímico e de assuntos de Leonardo Arroyo. 3ª ed. Belo Horizonte: Ed. Itatiaia; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1982.
CARRARA, Ângelo Alves. Receitas e despesas da Real Fazenda no Brasil. Século XVII. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2009.
CARRARA, Ângelo Alves. Receitas e despesas da Real Fazenda no Brasil, século XVIII: Minas Gerais, Bahia, Pernambuco. Juiz de Fora: UFJF, 2009.
CARRARA, Ângelo Alves; SANTIRÓ, Ernest Sánchez. Historiografia Econômica do Dízimo Agrário na Ibero-América: Os Casos do Brasil e Nova Espanha, Século XVIII. Estudos Econômicos, São Paulo, vol. 43, n. 1, p. 167-202, jan-mar. 2013.
CARREIRA, Liberato de Castro. História Financeira e orçamentária do império no Brasil. Brasília/Rio de Janeiro/São Paulo: Casa Rui Barbosa, 1980.
CARVALHO, José Murilo de. A Vida Política. In: CARVALHO, José Murilo de (Coordenação). A Construção Nacional: 1830-1889. Vol. 2. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012
CASTRO, Augusto Olympio Viveiros de. História Tributária do Brasil. Brasília: ESAF, 1989.
COSER, Ivo. Visconde do Uruguai. Centralização e federalismo no Brasil – 1823-1866. Belo Horizonte: Editora UFMG / Rio de Janeiro: IUPERJ, 2008.
COSTA, Regina Helena. Curso de Direito Tributário: Constituição e Código Tributário Nacional. 6ª edição. São Paulo: Saraiva, 2016.
DIAS, Maria Odila Leite da Silva. A interiorização da metrópole e outros estudos. São Paulo: Alameda, 2005.
EGAS, Eugenio. Galeria dos Presidentes de S. Paulo. Período Monarchico 1822-1889. São Paulo: Secção de Obras D' "O Estado de S. Paulo", 1926.
ELLIS, Myriam. Contribuição ao estudo do abastecimento das zonas mineradoras do Brasil no século XVIII. Revista de História. V.17. Nº 36, pp. 429-468. São Paulo, 1958.
FAZENDA, Tesouro Nacional. Disponível em: < http://www.tesouro.fazenda.gov.br/fundo-pis-pasep > Acesso em 30/08/2019.
FERLINI, Vera Lúcia Amaral. Açúcar e Colonização. São Paulo: Alameda, 2010.
FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil. 34ª edição. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
GRANDI, Guilherme; SAES, Alexandre Machione. Tarifas alfandegárias e indústria no Brasil durante a Primeira República. In: FALEIROS, Rogério Naques; GRANDI, Guilherme (org.). História Econômica do Brasil: Primeira República e Era Vargas. São Paulo: Hucitec, [s.d].
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 27ª edição. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
LOVE, Joseph L. Federalismo y Regionalismo en Brasil, 1889-1937. In: CARMAGNANI, Marcello (org.) Federalismos latino-americanos: México, Brasil, Argentina. México: FCE, 1993.
MACHADO, Carlos Vieira. O imposto de consumo no Brasil (1772-1922). Rio de Janeiro, 1922.
MAGALHÃES, Joaquim Romero. Labirintos Brasileiros. São Paulo: Alameda, 2011.
MAURO, Frédéric. O papel econômico do fiscalismo no Brasil colonial. In MAURO, Frédéric. Nova História e Novo Mundo. São Paulo: Perspectiva, 1969.
MÜLLER, Daniel Pedro. Ensaio d’ um quadro estatístico da Província de São Paulo. São Paulo: Governo do Estado, 1978.
NOTA TÉCNICA Nº 38. Principais Propostas de Reforma Tributária em Tramitação no Congresso Nacional. Instituição Fiscal Independente. Brasília: Senado Federal, 2019. Disponível em:
< https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/562755/NT38.pdf > Acesso em: 20/11/2019.
NOZOE, Nelson; VALENTIN, Agnaldo; MOTTA, José Flávio; ARAÚJO, Maria Lucília V.; COSTA, Iraci del Nero da; LUNA, Francisco Vidal. Brasil: Breves Comentários Sobre Algumas Séries Referentes À Taxa De Câmbio. São Paulo, 2004. (mimeo)
PEREIRA, Alexandra Maria. Das Minas à Corte, de Caixeiro a Contratador: Jorge Pinto de Azeredo. Atividade mercantil e negócios na primeira metade do século XVIII. São Paulo: FFLCH/USP, 2013.
PESAVENTO, Fábio. O Colonial Tardio e a Economia do Rio de Janeiro na Segunda Metade dos Setecentos: 1750-90. Estudos Econômicos, São Paulo, vol. 42, n. 3, p. 581-614, jul.-set. 2012.
PETRONE, Maria Thereza Schorer. Considerações sobre a Tributação do Açúcar e da Aguardente Paulistas, (1765 – 1851). Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, 1968, pp. 23-30.
PETRONE, Maria Thereza Schorer. A Lavoura Canavieira em São Paulo. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1968.
PRADO JR., Caio. História Econômica do Brasil. 42ª edição. São Paulo: Brasiliense, 1995.
PRADO JR., Caio. Formação do Brasil Contemporâneo: Colônia. 8ª reimpressão. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
RIBAS, Marcos Caetano. História do Caminho do Ouro em Paraty. 3ª. Ed. Paraty: Contest Edições Culturais, 2012.
SALGADO, Graça (Coord.). Fiscais e Meirinho: A administração no Brasil Colonial. 2ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.
SCHWARTZ, Stuart B. Segredos Internos. Engenhos e Escravos na Sociedade Colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
SCACCHETTI, Camila; LOPES, Luciana Suarez. A Evolução da Carga Tributária na Província de São Paulo, 1835-1889. Resgate – Revista Interdisciplinar de Cultura, V. 26, p. 105-136, 2018.
SCACCHETTI, Camila. Do Dízimo ao ICMS: Raízes da Tributação Sobre o Consumo. 1ª ed. Dialética, 2021.
SCACCHETTI, Camila. Do Pacto à Federação: A Construção da Autonomia Fiscal dos Entes Subnacionais. In: Luís Eduardo Schoueri; Paulo Ayres Barreto; André Mendes Moreira (Org.). Tributação do Consumo, 1ª ed, Arraes Editores, p. 115-145, 2021.
SCACCHETTI, Camila. GALVÃO, Luciana Suarez. Sobre os “Dízimos” e os “Direitos de Saída” na São Paulo Provincial. Revista Maracanam, V. 26, p. 147-193, 2021.
TESSITORE, Viviane. As Fontes da Riqueza Pública – Tributos e Administração Tributária na Província de São Paulo, 1832-1892. Dissertação (Mestrado em História Social). São Paulo: Universidade de São Paulo, 1995.
VIEIRA, Dorival Teixeira. A política financeira. In HOLANDA, Sérgio Buarque de (org.). História Geral da Civilização Brasileira. Tomo I (A época colonial). Volume 2 (Administração, Economia, Sociedade). São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1973.
ZEMELLA, Mafalda P. O Abastecimento da Capitania das Minas Gerais no Século XVIII. São Paulo: Editora Hucitec, 1990.