Programa

Aula 1 – O primeiro Bildungsroman: a formação feminina no Wilhelm Meister de Goethe
ALBUQUERQUE, J.  Meine Schwester Natalie ist hiervon ein lebhaftes Beispiel: Bildung and Gender in Goethe’s Wilhelm Meisters Lehrjahre, in: Anti/Idealism: Re-Interpreting a German Discourse, pp. 27-48. Berlim: De Gruyter, 2019;
AURAS, N. O feminino como horizonte formativo: aproximações entre Grande Sertão: Veredas e Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister. Primeiros Escritos, v. 1, pp. 68-78, 2022;
GOETHE, J.W.V. Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister. São Paulo: Editora 34, 2006;
______________ Wilhelm Meisters Theatralische Sendung. Hamburg: Fischer Bücherei, 1960;
HEGEL, G.W.F. Cursos de Estética, vols. 1-4. São Paulo: Edusp, 2015
____________ Escritos pedagógicos. Trad. Arsenio Ginzo. Madrid: Fondo de Cultura Económica, 1991;
____________ Linhas Fundamentais da Filosofia do Direito. Trad. Paulo Meneses. São Leopoldo: Unisinos, 2010;
HIRSCH, M.; ABEL, E.; LANGLAND, E. (Org.) The Voyage In: Fictions of Female Development. Hanover and London, 1983;
HUMBOLDT, W.V. Humboldt: linguagem, literatura, Bildung. HEIDERMANN, W.; WEININGER, M.J. (Org.) Florianópolis: UFSC, 2006;
LUKACS, G. Posfácio (“Goethe und seine Zeit”), in: Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister. São Paulo: Editora 34, 2006;
MAAS, W.P.M.D. O Cânone Mínimo: o Bildungsroman na história da literatura. São Paulo: Unesp, 1999;
MAZZARI, M.; MARKS, C. (Org.) Romance de formação: caminhos e descaminhos do heroi. São Paulo: Ateliê Editorial, 2020;
NORDENBO, S.E. “Bildung and the thinking of Bildung”. The Journal of Philosophy of Education of Great Britain, 2002, vol. 36.

Aula 2 – Elizabeth Bennet, sucessora de Wilhelm Meister: iluminismo e formação feminina em Jane Austen
AUSTEN, J. Emma. Hertfordshire: Wordsworth, 2007;
_________ Pride and Prejudice. Londres: Penguin, 2006;
_________ Sense and Sensibility. Londres: Penguin, 2008;
ARMONSTRONG, N. Desire and Domestic Fiction: A Political History of the Novel. Nova Iorque: Oxford University Press, 1897;
COPELAND, E.; MCMASTER, J. (Org.) The Cambridge Companion to Jane Austen. Cambridge University Press, 1997;
HUME, D. Essays and Treatises on Several Subjects. Edinsburgh: James Clarke, 1809;
________ Political Essays. Cambridge: Cambridge Texts in the History of Political Thought, 1994;
KNOX-SHAW, P. Jane Austen and the Enlightenment. Cambridge: Cambridge University Press, 2009;
LOCKE, J. Some Thoughts Concerning Education. Londres: J. and R. Tonson, 1779;
MOONEYHAM, L.G. Romance, language and education in Jane Austen’s novels. Londres: The Macmillan Press, 1988;
MORETTI, F. The way of the world: the Bildungsroman. Londres: Verso, 1987;
SMITH, A. The Theory of Moral Sentiments. Indianapolis: Liberty Fund, 1982.

Aula 3 – Formação e deformação feminina: Jane Eyre e O Morro dos Ventos Uivantes
BRONTË, C. Jane Eyre. Londres: Penguin, 2006;
BRONTË, E. Wuthering Heights. Nova Iorque: Barnes & Noble Classics, 2004;
ARMONSTRONG, N. Desire and Domestic Fiction: A Political History of the Novel. Nova Iorque: Oxford University Press, 1897;
GOETHE, J.W.V. Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister. São Paulo: Editora 34, 2006;
HIRSCH, M.; ABEL, E.; LANGLAND, E. (Org.) The Voyage In: Fictions of Female Development. Hanover and London, 1983;
MORETTI, F. The way of the world: the Bildungsroman. Londres: Verso, 1987;
MORITZ, K.P. Anton Reiser. São Paulo: Carambaia, 2019;
SHOWALTER, E. A literature of their own: British Women Novelists from Brontë to Lessing. New Jersey: Princeton University Press, 1977;
THORMALEN, M. The Brontës and Education. Cambridge: Cambridge University Press, 2007.

Aula 4 – A formação da mulher moderna: Virginia Woolf e Clarice Lispector
WOOLF, V. A room of one’s own. Londres: Penguin, 2004;
_________ Modern Fiction. In: MCNEILLE, A. (Org.) The Essays of Virginia Woolf. Volume 4: 1925 to 1928. Londres: The Hogarth Press, 1984;
_________ Mrs. Dalloway. In: Selected Works of Virginia Woolf. Hertfordshire: Wordsworth, 2007;
_________ Orlando. In: Selected Works of Virginia Woolf. Hertfordshire: Wordsworth, 2007;
_________ O valor do riso e outros ensaios. São Paulo: Cosac & Naify, 2014;
_________ Profissões para mulheres e outros artigos feministas. Porto Alegre: L&PM, 2012;
LISPECTOR, C. Perto do Coração Selvagem. Rio de Janeiro: Rocco, 1998;
____________ Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1998;
HIRSCH, M.; ABEL, E.; LANGLAND, E. (Org.) The Voyage In: Fictions of Female Development. Hanover and London, 1983;
JOANNOU, M. The Female Bildungsroman in the Twentieth Century. In: GRAHAM, S. (Org.) A History of the Bildungsroman. Cambridge: Cambridge University Press, 2018;
NUNES, B. O drama da linguagem: uma leitura de Clarice Lispector. São Paulo: Ática, 1995;
PARK, S.S. Suffrage and Virginia Woolf: ‘The Mass behind the Single Voice’. The Review of English Studies, New Series, vol. 56, no. 223 (Fev. 2005), pp. 119-134.
MAZZARI, M.; MARKS, C. (Org.) Romance de formação: caminhos e descaminhos do heroi. São Paulo: Ateliê Editorial, 2020.

Programa

1. A Recepção Clássica: proposições de Charles Martindale e desdobramentos

2. A Recepção Clássica no Brasil: outras teorias para pensar a recepção clássica

3. A recepção de Xenofonte na historiografia nacional do século XIX: a concepção de uma identidade nacional (Francisco Adolpho de Varnhagen, coletâneas biográficas de personagens brasileiros ilustres, Visconde de Taunay);

4. A recepção de Xenofonte por Machado de Assis: da monarquia à república (em Esaú e Jacó).

Bibliografia

BRANDÃO, J. “A Grécia de Machado de Assis”. Kléos, n. 6, 2001/2002, p.125-144.
FOWLER, D. “Nos ombros de gigantes: intertextualidade e estudos clássicos”. In: PRATA, P., VASCONCELLOS, P. S. de. (orgs.). Sobre Intertextualidade na Literatura Latina. São Paulo: Editora Unifesp, 2020 [1997], p. 93-118.
HARDWICK, L. Reception Studies. Greece and Rome New Surveys in the Classics 33, Oxford: Oxford University Press, 2003.
MARTINDALE, C. Redeeming the Text: Latin Poetry and the Hermeneutics of Reception. Cambridge: Cambridge University Press, 1993.
_______________. “Thinking through Reception”, p. 6, In: Martindale, Thomas (eds.), Classics and the Uses of Reception, Oxford: Blackwell, 2006, p.1-13.
ROOD, T. The Sea! The Sea! The Shout of the Ten Thousand in the Modern Imagination. London: Duckworth, 2004.
_________. American Anabasis: Xenophon and the Idea of America from the Mexican War to Iraq. London: Duckworth, 2010.
SANO, L. “This is how I explain the universality of Xenophon: Machado de Assis, Cyropaedia and Brazilian Republic”. Classical Receptions Journal, v. 15, 2023, p. 1-14.
SCHÜREN, U., SEGESSER, D., SPÄTH, T. Globalized Antiquity: Uses and Perceptions of the Past in South Asia, Mesoamerica, and Europe. Berlin: Reimer, 2015.
SCHWARZ, R. “Leituras em Competição”. Novos Estudos Cebrap, 2006, p. 61-79.
STEPHENS, S. A., VAZUNIA, P. (eds.). Classics and National Cultures. Oxford: Oxford University Press, 2010.

Programa

Aula 1: Estrutura da Instituição Oratória: autor, temas retóricos, circunstâncias de redação, fortuna histórica.

Aula 2: O que é a Retórica? (livros II e III)

Aula 3: A formação do Artífice, ou do Orador (livros I, II, X e XII.)

Aula 4: Panorama da teoria sobre a Obra: “Invenção” e “Elocução” (livros IV a XI).

Bibliografia


Principal:
QUINTILIANO. Instituição Oratória. 4 tomos. Trad. Bruno Fregni Bassetto. Campinas: Unicamp, 2015.

Secundária:
ARISTÓTELES: Art of Rhetoric. Translated by J. H. Freese. Loeb Classical Library 193. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1926.
ARISTÓTELES: Retórica. Barcelona: Gredos. Versão Digital, 2018.        
BARTHES, R: “A Antiga Retórica”. In: A Aventura Semiológica. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
CICERO: “De Partitione Oratoria”, in: Cicero: On the Orator: Book 3. On Fate. Stoic Paradoxes. Divisions of Oratory. Translated by H. Rackham. Loeb Classical Library 349. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1942.         
FIORIN, J. L. (2007). “Semiótica e retórica”. Gragoatá, 12(23). Recuperado de https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/33175
GENETTE, G: “A Retórica Restrita”, in: Figuras III. Estação Liberdade, 2017.
HANSEN, J. A. (2013). “INSTITUIÇÃO RETÓRICA, TÉCNICA RETÓRICA, DISCURSO.” Matraga - Revista Do Programa De Pós-Graduação Em Letras Da UERJ, 20(33). Recuperado de https://www.e-publicacoes.uerj.br/matraga/article/view/19759
LAUSBERG, H.: Elementos de retórica literária. Trad., pref. e adit. de R. M. Rosado. 5ª. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2004.
PSEUDO-CÍCERO. Rhétorique à Herennius. Paris: Les Belles Lettres, 1989.
ROSÁRIO, C. R. “A formulação do éthos na retórica antiga”. Rónai – Revista de Estudos Clássicos e Tradutórios, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 60–72, 2023. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/ronai/article/view/23058 .
TODOROV, T.: Teorias do Símbolo. São Paulo: Editora da UNESP, 2014.
VICKERS, B.: In Defence of Rhetoric. Oxford: Clarendon Press, 1988.

Programa

Aula 1 
 
- Introdução e linhas gerais do curso, objetivo, 
- Regras em sala de aula, preparo de utensílios, nomes de utensílios, 
- Formas de preparo e de arrumação, 
- Autoapresentação (do professor e aluno), 
- Postura, forma de segurar os pincéis, forma de preparar a tinta, expressões na sala de aula 2 
- Base da escrita (escritas em horizontal e vertical, harai para o lado esquerdo), “mikawa” 
- Escrita básica (dobra, harai para esquerda) 
- Devolução das correções / leitura e terminologia das correções 
- Sobre a formação de hiragana 
- Características e modo de escrita de hiragana 
 
Aula 2 
 
- Escrita básica (pontos, sori) 
- Sobre a origem de katakana 
- Características e modo de escrita de katakana 
- Escrita básica (linha que desce em diagonal à direita, dobra) 
- Eiji Happô 
 
- Sobre shôkei moji (ideogramas de origem pictórica) e shiji moji 
(ideogramas com representações abstratas) 
 
Aula 3 
 
- Escrita básica (tome, hane, harai) 
- sobre ordens de escrita – regras e vantagens 
- o estado da arte de shodô (caligrafia) no Japão 
- Escrita básica (paradas, curvas de traços) 
- Sobre os estilos de escrita (kaisho, gyôsho, sôsho) 
- O radical shinhô 
- Exercícios de caracteres 道, 速 e outros de mesmo radical 
 
Aula 4 
 
- Exercícios com ideogramas de linhas curtas e longas: 喜, 書 
- Ideogramas com três partes: 怒 
- Escolha de ideogramas para finalização do curso: apresentação de ideograma selecionado 
- Exercícios gerais 
- Experiência com textos clássicos Kyuseikyureisennomei 
- Distinção entre arte e prática 
 
Aula 5 
 
- Exercícios gerais com caracteres 愛 e 世界 
- Treino de obras próprias de cada aluno 
- Como fazer o carimbo próprio 
- Acabamento de obras de cada aluno 
- Apresentação de obras 
- Impressões e considerações finais sobre o curso 
- Exposição de trabalhos finais 
 
Obs.: O currículo pode sofrer alterações conforme níveis e demanda dos alunos.
 

Bibliografia:

 

EMORI, K.  字と書の歴史(História da escrita/letras e do manuscrito)”,  Tóquio,  Nihon Shuuji Fukyuukyôkai, 2013, 42ª. edição.

EMORI, K.  筆順のすべて(O universo da ordem de traços da escrita)”,  Tóquio,  Nihon Shuuji Fukyuukyôkai, 1965.

MIYAZAWA, M.  書写一年生 ( Shosha – Transcrição, primeira série)” Mitsumura tosho, 2014.

MIYAZAWA, M.  書写二年生 (Shosha – Transcrição, segunda série)”. Tóquio,   Mitsumura tosho. 2014.

MIYAZAWA, M..,書写三年生 (Shosha – Transcrição, terceira série)”. Tóquio,   Mitsumura Tosho. 2014.

MIYAZAWA, M.  書写四年生 (Shosha – Transcrição, quarta série)”. Tóquio,   Mitsumura Tosho. 2014.

MIYAZAWA, M.  書写五年生 (Shosha – Transcrição, quinta série)”. Tóquio,  Mitsumura Tosho. 2014.

MIYAZAWA, M.  書写六年生 (Shosha – Transcrição, sexta série)”. Tóquio,   Mitsumura Tosho, 2014.

UYAMA, S.  書のまなびや (Escola do manuscrito)”. Tóquio, Zennihon shodôin. 1999.

ROWLEY, Michael. Kanji Pictográfico - Dicionário Ilustrado Memômico Japonês-Português. São Paulo, Editora Conrad, 2003.

http://www.japaoemfoco.com/shodo-o-caminho-da-escrita-caligrafia-japonesa/

 

Programa

Objetivo
O objetivo deste curso é dar ferramentas linguístico-fonológicas, no que se refere aos conceitos básicos de consciência fonológica, fonética articulatória e processos fonológicos da língua portuguesa, essenciais para o ensino de escrita de língua materna. Especificamente, busca-se mostrar como a oralidade influi na escrita de alunos de todas as séries de ensino e, ainda, como um conhecimento mais especializado em fonologia pode auxiliar as práticas docentes.
 
Justificativa
O presente curso justifica-se na medida em que visa dar instrumentos aos professores de língua portuguesa e aos pedagogos, auxiliando-os em suas práticas docentes no que concerne aos processos de alfabetização e de letramento, de maneira que eles possam lidar com a assimetria entre letra e som. Ainda, busca-se estimular a análise das dificuldades de escrita dos alunos de todas as séries de ensino de um ponto de vista linguístico-fonológico, criando estratégias de intervenção.
 
Programação do curso
O curso está estruturado em três eixos centrais: consciência fonológica, introdução à fonética articulatória e processos fonológicos aplicados à escrita. Cada um deles objetiva
apresentar e discutir a relação dos aspectos linguísticos aplicados ao ensino de Língua Portuguesa, no que se refere ao processo de alfabetização e à aquisição de escrita. Para isso, os seguintes tópicos serão abordados ao longo das aulas:
1. Introdução à Linguística
2. Consciência fonológica
3. Fonética articulatória
4. Processos fonológicos e interferências na escrita
 
Bibliografia
ABAURRE, M. B. M.; FIAD, R. S.; MAYRINK-SABINSON, M. L. T. Cenas de aquisição de escrita. Campinas, SP: Mercado de Letras/ABL, 1997.
BENEVIDES, A.de L. Consciência Fonológica, Fonética Articulatória e Ensino. Revista Trama, vol. 15, n. 34, 2019, p. 18-28.
BISOL, L. (Org.) Introdução a estudos de fonologia do português brasileiro. Porto Alegre:
EDIPUCRS, 2010. BORTONI-RICARDO, S. M. Métodos de alfabetização e consciência fonológica: o tratamento de regras de variação e mudança. SCRIPTA, Belo Horizonte, v.9, n.18, p. 201-220, 1. sem. 2006.
CORRÊA, M. L. G. Encontros entre prática de pesquisa e ensino: oralidade e letramento no ensino da escrita. PERSPECTIVA, Florianópolis, v. 28, n. 2, 625-648, jul./dez. 2010.
CRISTÓFARO-SILVA, T. Fonética e Fonologia do Português: roteiro de estudos e guia de exercícios. São Paulo: Contexto, 2009.
FIORIN, J. L. (org.) Introdução à Linguística I: objetos teóricos. São Paulo: Contexto, 2008.
GNERRE, Maurizio. Linguagem, escrita e poder. São Paulo: Martins Fontes, 1994.
GODOY, D. M. A. Aprendizagem inicial da leitura e da escrita no português do Brasil: influência da consciência fonológica e do método de alfabetização. Tese de Doutorado. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2005. 188 p.
LAMPRECHT, R. R. Qual é a diferença entre consciência fonológica e consciência fonêmica? Letra A: o jornal do alfabetizador. Belo Horizonte, ano 4. n. 16,
outubro/novembro, 2008, p. 3.
LARA, C. C. & IIHA, S. E. A relação entre processos fonológicos e na escrita inicial de crianças e consciência fonológica. Verba Volant, v. 1, n.1, julho/dezembro 2010. p. 28-38.
MIRANDA, A. R. M. & MATZENAUER, C. L. B. Aquisição da fala e da escrita: relações com a fonologia. Cadernos de Educação, FaE/PPGE;UFPel, Pelotas [35], p. 359-405, janeiro/abril 2010.
MARTINS, M. A.; VIEIRA, S. R. & TAVARES, M. A. Ensino de Português e Sociolinguística. São Paulo: Contexto, 2014.
RIBEIRO, V. S. Consciência fonológica e aprendizagem da leitura e da escrita: uma análise dessa relação em crianças em fase inicial de alfabetização. Entrepalavras, Fortaleza, ano 1, v. 1, n.1, p. 100-116, ago/dez 2011.
VARELLA, N. K. Na aquisição da escrita pelas crianças ocorrem processos fonológicos similares aos da aquisição da fala? Letras de Hoje, Porto Alegre, v. 30, no 4, p. 265-271,
dezembro 1995.

 

Programa

Aula 1: Fundamentos da pesquisa de campo em Antropologia e particularismos da etnografia

Referências obrigatórias
MALINOWSKI, Bronislaw. Introdução: Tema, método e objetivo desta pesquisa. Argonautas do Pacífico Ocidental. Os pensadores. São Paulo, abril, 1984.
OLIVEIRA, Roberto Cardoso. O trabalho do antropólogo: olhar, ouvir, escrever. Revista de Antropologia, USP, 1996, v.39, n.1, p. 13-37.
Bibliografia complementar
MAGNANI, José Guilherme. De perto e de dentro: notas para uma etnografia urbana. Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol.17. n.49, 2002.
PEIRANO, Mariza: Etnografia não é método. Horizontes Antropológicos, n. 42, p. 377-391, jul./dez. 2014. Disponível em https://www.scielo.br/j/ha/a/n8ypMvZZ3rJyG3j9QpMyJ9m/

Aula 2: Trabalho de campo: sentidos, efeitos e experiências
Referências obrigatórias
NASCIMENTO, Silvana: O corpo da antropóloga e os desafios da experiência próxima. Revista de Antropologia, v. 62 n. 2 459-484. USP 2019. Disponível em https://www.revistas.usp.br/ra/article/view/161080
FAVRET-SAADA, Jeanne. Ser afetado. Cadernos de Campo (São Paulo - 1991), n 13, p.155-161, 2005.
MEDEIROS, Flavia. Visão e o cheiro dos mortos: uma experiência etnográfica no Instituto Médico-Legal. Cadernos de Campo (São Paulo - 1991), [S. l.], v. 23, n. 23, p. 77-89, 2014. 2022
Bibliografia complementar
GOLDMAN, Márcio. Jeanne Favret-Saada, os afetos, a etnografia. Cadernos de Campo (São Paulo - 1991), n 13, p.149-153, 2005.
VARJAO, João Victtor Gomes. Atos de coragem, angústia e insegurança na pesquisa etnográfica: Notas teórico-metodológicas sobre o trabalho de campo com a Companhia de Teatro. PRELÚDIOS: REVISTA DO PROGRAMA
DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS DA UFBA, 2021.

Aula 3: Construindo dados etnográficos
Referências obrigatórias
BEAUD, Stéphane.; WEBER, Florence. Segunda parte – O trabalho de pesquisa. Guia para a pesquisa de campo: Produzir e analisar dados etnográficos. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2007
SÁEZ, Oscar Calavia. Etnografia: O campo. Esse obscuro objeto da pesquisa: um manual de método, técnicas e teses em antropologia. Ilha de Santa Catarina: Edição do Autor, 2013.
Complementares
CLIFFORD, James. Notes on (Field)Notes. In: SANJEK, R. (ed.). Fieldnotes. The makings of Anthropology. London/Ithaca: CornellUPress, 1985.
LEDERMAN, Rena. Pretexts for Ethnography: on reading fieldnotes. In: SANJEK, R. (ed.). Fieldnotes. The makings of Anthropology. London/Ithaca: CornellUPress, 1985.

Aula 4: Produção antropológica e questões éticas
Referências obrigatórias
FONSECA, Claudia. PESQUISA ‘RISCO ZERO’: é desejável? é possível?. In: GROSSI, Miriam Pillar; SCHWADE, Elisete; MELLO, Anahi Guedes de; SALA, Arianna (org.). Trabalho de Campo, Ética e Subjetividade. Florianópolis, Tribo da Ilha, 2018.
LINO E SILVA, Moisés. The Violence of Structural Violence: Ethical Commitments and an Exceptional Day in a Brazilian Favela. Built Environment. 2014; 40 (3), 2014
FERREIRA, Vitor Sérgio. Artes e manhas da entrevista compreensiva. Saúde e Sociedade [online]. 2014, v. 23, n. 3 [Acessado 17 Novembro 2022], pp. 979-992. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0104-12902014000300020&gt;. ISSN 1984-0470. https://doi.org/10.1590/S0104-12902014000300020.

Programa

Aula 01: Apresentação de Anna Kariênina - parte I: contextualização da obra-prima de Liev Tolstói.

Aula 02: Apresentação de Anna Kariênina – parte II: a estrutura da obra.

Aula 03: A Questão Feminina na Rússia (século XIX): contextualização.

Aula 04: Análise de fragmentos: os contrastes entre os olhares masculinos e femininos no romance.

Referências

TOLSTÓI, Liev. Anna Kariênina. Tradução: Rubens Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
Referências complementares:
FONSECA FILHO, Odomiro Barreiro. Niilismo: estrada para a emancipação. O destino literário das
personagens femininas russas na época das grandes reformas (1855-1866). 2017. Tese (Doutorado) –
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017.
NABOKOV, Vladimir. Lições de literatura russa Tradução: Jorio Dauster. São Paulo: Editora Fósforo,
2021.
SCHEPKINA, Ekaterina. História da personalidade feminina na Rússia. Trad. Érika Batista. 1ª ed. São Paulo:
Feminas, 2021.
STEINER, George. Tolstói ou Dostoiévski: um ensaio sobre o Velho Criticismo; tradução de Isa
Kopelman - São Paulo: Perspectiva, 2006.

Programa

Primeira aula: Introdução à obra de W.G. Leibniz e aos princípios fundamentais de sua filosofia (19/02)

Segunda aula: A percepção na teoria do conhecimento de Leibniz (21/02)

Terceira aula: Teoria da percepção na Monadologia (26/02)

Quarta aula: A recepção contemporânea da teoria da percepção leibniziana (28/02)

Bibliografia 

LEIBNIZ, G. W. (2004), Discurso de metafísica e outros textos. Apresentação: Tessa Moura Lacerda. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
LEIBNIZ, G.W. Novos Ensaios sobre o Entendimento Humano. Coleção Pensadores. Tradução de Luiz João Baraúna. Nova Cultural, São Paulo, 1988
LEIBNIZ, G.W. Sistema novo da natureza e da comunicação das substâncias e outros textos. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2002.

Bibliografia secundária:

DELEUZE, Gilles. A Dobra: Leibniz e o barroco. Trad. Luiz B. L. Orlandi. Campinas, SP: Ed. Papirus, 2002

Programa

Aula 1: introdução ao drama barroco alemão: o teatro profissional inglês e italiano, preceptivas retórico-poéticas (“poéticas codificadas do drama”, Stefanie Stockhorst) e teológico-políticas (razão de Estado);
Aula 2: o teatro de Andreas Gryphius, 1ª geração dramática barroca;
Aula 3: o teatro de Daniel Casper von Lohenstein, 2ª geração dramática barroca;
Aula 4: o teatro católico (jesuíta e beneditino).

Referências bibliográficas básicas:
AURNHAMMER, Achim; DETERING, Nicolas. Deutsche Literatur der Frühen Neuzeit. Humanismus, Barock, Frühaufklärung. Tübingen: Narr Francke Attempto, 2019;
BEHAR, Pierre. SIlesia tragica: Epanouissement et fin de l’école dramatique silésienne dans l’oeuvre tragique de Daniel Casper von Lohenstein. Wiesbaden: Harrassowitz, 1988 (2 vols.);
DETERING, Nicolas. Krise und Kontinent: Die Entstehung der deutschen Europa-Literatur in der Frühen Neuzeit. Köln; Weimar; Wien: Böhlau, 2017;
KAMINSKI, Nicola; SCHÜTZE, Robert. Gryphius-Handbuch. Berlin: De Gruyter, 2016;
MEID, Volker. Die deutsche Literatur im Zeitalter des Barock: vom Späthumanismus zur Frühaufklärung.München: Beck: 2009;
STOCKHORST, Stefanie. Reformpoetik. Kodifizierte Genustheorie des Barock und Alternative Normenbildung in poetologischen Paratexten. Tübingen: Max Niemeyer, 2008;
VALENTIN, Jean-Marie. Le thêatre des jésuites dans le pays de langue allemand (1554-1680). Bern: Peter Lang, 1978 (3 vols.);
WESCHE, Jörg. Literarische Diversität. Abweichungen, Lizenzen und Spielräume in der deutschen Poesie und Poetik der Barockzeit. Tübingen: Max Niemeyer, 2004;

Programa

Aula 1 (31/07) : Ventre e escravidão: o processo de legitimação da escravidão nas Américas
Aula 2 (04/08) : Mulheres escravizadas e historiografia: legislação, reprodução e maternidade.
Aula 3 (07/08): Abolicionismo e gênero: mulheres escravizadas e discurso abolicionista
Aula 4 (11/08): Leis de ventre livre no mundo atlântico e disputas de mães libertas por seus filhos.

Bibliografia:

ARIZA, Marília B.A. Mães libertas, filhos escravos: desafios femininos nas últimas décadas da escravidão em São Paulo. Revista Brasileira de História. São Paulo, v.38, nº79, 2018, p.151-171.
COWLING, Camillia. Concebendo a Liberdade: mulheres de cor, gênero e abolição da escravidão nas cidades de Havana e Rio de Janeiro. Campinas: SP, Editora Unicamp, 2018.
DAVIS, Angela. Mulheres, Raça e Classe. São Paulo: Boitempo, 2016.
GONZALEZ, Lelia. Por um feminismo Afro Latino Americano. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
HARTMAN. Saidiya. Cenas da Sujeição: Terror, escravidão e criação de si na América do século 19. São Paulo: Fósforo, 2025.
MACHADO, Maria Helena Pereira Toledo. Mulher, Corpo e Maternidade. In: SCHWARCZ, Lilia; GOMES, Flavio (orgs.). Dicionário da Escravidão e da Liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2018,p.334-340.
___. CARDOSO, Alexandre Antonio Alexandre Isidio. Geminiana e seus filhos: escravidão, maternidade e morte no Brasil do século XIX. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2024.
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