Programa

Programa:
O curso de língua e cultura galegas no nível intermediário abrange as 4 grandes destrezas clássicas (expressão oral e escrita, compreensão oral e escrita), também a interação comunicativa, a dimensão pragmática-cultural e a dimensão metafórica (o mundo simbólico, o imaginário dos jogos de palavras, etc.):

Tópico 1: Descrever as características e o funcionamento do algo. Opinar sobre objetos. Repasso da gramatica e dos tempos verbais.
Tópico 2: Expressar interesses e sentimentos. Falar das relações entre as pessoas. Mostrar desacordo em diversos registros. Contra argumentar. Uso do pretérito mais-que-perfeito.
Tópico 3: Fazer hipóteses e conjunturas. Relatar acontecimentos misteriosos. Usos do indicativo e subjuntivo.
Tópico 4: Escrever uma notícia e comentá-la. Formas e valores do particípio. Verbos de transmissão da informação.
Tópico 5: Dar conselhos. Evocar situações imaginarias. Imperfeito do subjuntivo + condicional.
Tópico 6: Transmitir ordens, petição e conselhos. Referir o que disseram outras pessoas no passado em estilo direto e indireto. Pretérito do subjuntivo de outros verbos.
Tópico 7: Expressar condições e consequências hipotéticas. Verbos com preposição. Falar de sentimentos, do caráter e da personalidade. Vocabulário para falar de relações pessoais e afetivas.
Tópico 8: Correlação temporal nas frases de relativo. O emprego dalguns conetores. Expressar desejos. Expressar a causa e a finalidade.
Tópico 9: Infinitivo conjugado. Falar de feitos passados e das suas consequências no presente. Outros empregos do imperfeito de subjuntivo. Colocação e combinações dos pronomes de objeto direto e indireto.
Tópico 10: Informar sobre causas e rações: porque/por/como/debido a/a causa de/por mor de/por culpa de/grazas a. Retomar conhecidas: como ao +infinitivo/xa que, posto que, dado que. Construção enfática com valore causal: tan...que/tanto que/com/de. Estruturas passivas.


Bibliografia:

Barreiro Fernandez, Xosé Ramón. 2007. Os símbolos de Galicia. Consello Cultura Galega.
Bermúdez, Ana; Colmenero, Antonio. 1999. Prácticas de lingua. Edicións do Cumio.
Callón, Carlos. 2012. Como falar e escribir en galego con corrección e fluidez. Xerais.
Chamorro, Margarita; da Silva, Ivonete; Núñez, Xaquín, 2008. Aula de Galego 1. Xunta de Galicia.
https://www.lingua.gal/c/document_library/get_file?file_path=/portal-li…
Corbacho Quintela, Antón. 2009. A aculturação e os galegos do Brasil: o vazio galeguista. Tese de doutorado. Universidade Santiago de Compostela.
Cuba, Xohán R.; Reigosa, Antonio; Miranda, Xosé. 2007. Dicionario dos seres míticos galegos. Xerais.
Mariño Paz, Ramón. 1998. Historia da lingua galega. Sotelo Blanco Edicións
Martínez Vilanova, Fernando. 1998. A pintura galega (1850- 1950). Xerais.

 

Programa

1) Portugal: contextos históricos
Leitura de excertos de Charles Boxer, Boaventura de Sousa Santos e Eduardo Lourenço
 
2) Músicas e danças “negro-portuguesas”? De Tinhorão a Epalanga
Apresentando o Rap Tuga
Leitura das crônicas de Kalaf Epalanga e de seu romance Também os brancos sabem dançar, além de excertos de José Ramos Tinhorão
 
3) Retorno – parte I
Leitura de O Retorno, Dulce Maria Cardoso
 
4) Retornos? – parte II
Esse Cabelo, Djaimilia Pereira de Almeida e Essa dama bate bué!, Yara Monteiro
 
5) A branquitude crítica em Cadernos de Memórias Coloniais
Leitura do livro de Isabela Figueiredo
 
6) Pós-memória
Leitura de A gorda, de Isabela Figueiredo e A costa dos Murmúrios, de Lídia Jorge
 
 
BIBLIOGRAFIA
 
ALMEIDA, Djaimilia Pereira de. Esse Cabelo. Alfragide: Editora Teorema, 2015.
BARRENTO, João. O género intranquilo: anatomia do ensaio e do fragmento. Lisboa: Assírio & Alvim, 2010.
BARROS, B. M. Seres estranhos: personagens em desencontros em romances de Dulce Maria Cardoso. In: CARDOSO, J. A.; GAI, E. P.; LINDEMANN, C.; PELOSI, A. C.; SÖHNLE JUNIOR, E. (Org.). Literatura, linguagem e mídia. Águas de São Pedro: Livronovo, 2016. p. 192-198.
BOXER, Charles R. O império marítimo português (1415-1825). São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
_____________. Relações raciais no Império Colonial português. Rio de Janeiro: Tempo brasileiro, 1967.
CARDOSO, Dulce Maria. O retorno. 2. ed. Rio de Janeiro: Tinta-da-china Brasil, 2013.
______. Entrevista à Alleid Ribeiro Machado. Dulce Maria Cardoso e Júlia Nery: olhares em torno da diáspora portuguesa em França e África. Entrevista. Desassossego. São Paulo, USP, v. 12, p. 95-119, 2014.
DiAngelo, Robin. White Fragility. International Journal of Critical Pedagogy, Vol 3 (3) 2011. pp 54-70. Disponível em < https://libjournal.uncg.edu/ijcp/article/viewFile/249/116&gt; acesso em: 23/11/2019
EPALANGA, Kalaf. O angolano que comprou Lisboa (por metade do preço). Alfragide: Caminho, 2015.
______________. Também os brancos sabem dançar: um romance musical. São Paulo: Todavia, 1ª edição, 2018.
FIGUEIREDO, Isabela. Caderno de memórias coloniais. São Paulo: Todavia, 2018.
______. A gorda. São Paulo: Todavia, 2018.
FREIRE, Maria da Graça. Portugueses e Negritude. Lisboa: Agência-Geral do Ultramar, 1971.
FREYRE, Gilberto. Um brasileiro em terras portuguesas. São Paulo: É Realizações, 2010.
_______________. O mundo que o português criou. São Paulo: É Realizações, 2010b.
GILROY, Paul. O Atlântico Negro: modernidade e dupla consciência. Rio de Janeiro: Editora 34, 2ª edição, 2012.
HALL, Stuart. A questão da identidade cultural. Campinas: Textos Didáticos, 2ª edição, 1998.
HENRIQUES, Joana Gorjão. Racismo em português: o lado esquecido do colonialismo. Rio de Janeiro: Tinta-da-China, 1ª edição, 2017.
JORGE, Lídia. A costa dos murmúrios. Rio de Janeiro: Editora Record, 2004.
KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Editora Cobogó, 2019.
LESSA, C. F. As coisas que morrem não se devem tocar: uma leitura de O retorno, de Dulce Maria Cardoso. Mulheres e Literatura. Rio de Janeiro (UFRJ), v. 14, p.1-9, 2015.
MACHADO, Alleid Ribeiro. Dulce Maria Cardoso e Júlia Nery: olhares em torno da diáspora portuguesa em França e África. Entrevista. Desassossego. São Paulo (USP), v. 12, p. 95-119, 2014.
MATA, Inocência. Estranhos em permanência: a negociação da identidade portuguesa na pós-colonialidade. In: “Portugal não é um país pequeno”: contra o ‘império’ na pós-colonialidade. Lisboa: Cotovia, 2006.
MONTEIRO, Yara. Essa dama bate bué! Lisboa: Guerra & Paz, 2018.
MUNANGA, Kabengele. Negritude: usos e sentidos. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.
PERALTA, Elsa; OLIVEIRA, Joana Gonçalo. Pós-memória como herança: fotografia e testemunho do “retorno” de África. Configurações. v. 17, p.181-197, 2016. Disponível em Acesso em: 07/10/2018.
RIBEIRO, Margarida Calafate. As ruínas da casa portuguesa em “Os cus de Judas” e em O esplendor de Portugal, de Antonio Lobo Antunes. In: SANCHES, Manuela Ribeiro (org.). Portugal não é um país pequeno: contar o Império na pós-colonialidade. Lisboa: Livros Cotovia, 2006.
RICOEUR, Paul. Da memória e da reminiscência. Memória e imaginação. A memória, a história, o esquecimento. Tradução de Alain François [et al.]. Campinas: Editora da Unicamp, 2007. (p.21-70).
SANTOS, Boaventura de Sousa. Entre Próspero e Caliban: colonialismo, pós-colonialismo e inter-identidade. In: A gramática do tempo: para uma nova cultura política. 3ª edição. São Paulo: Cortez, 2010, pp. 227-276.
SCHMIDT, Simone Pereira. Uma viagem longa demais, um retorno devastador. Revista do Núcleo de Literatura Portuguesa e Africana da UFF, v. 8, n. 16, 1º sem. jul. 2016.
SENGHOR, Léopold Sédar. Lusitanidade e Negritude. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, s.d.
SCHUCMAN, Lia Vainer. Entre o “encardido”, o “branco” e o “branquíssimo”: raça, hierarquia e poder na construção da branquitude paulistana. São Paulo, 2012 (tese de doutorado)
TINHORÃO, José Ramos. Os negros em Portugal: uma presença silenciosa. Lisboa: Caminho, 1997.
_____________________. O Rasga: uma dança negro-portuguesa. São Paulo: Editora 34, 2006.
TVON. Um preto muito português. Lisboa: Chiado Editora, 1ª edição, 2017.
VALADARES, L. M. C. B. O retorno: uma viagem de formação e refundação de identidade. Forma Breve. Aveiro, Universidade de Aveiro (UA), p. 91-100, 2011.

 

Programa

Aula 1: resquícios da escravidão – "Pai contra mãe", de Machado de Assis
Aula 2: lampejos de revolta – Angústia, de Graciliano Ramos
Aula 3: percurso para Macabéa – A hora da estrela, de Clarice Lispector
Aula 4: a voz da periferia – Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus

Bibliografia

- Aula 1:

ASSIS, Machado de. "Pai contra mãe". Disponível em Domínio Público

Complementar:

ASSIS, Machado de. Quincas Borba. Disponível em Domínio Público.
SCHWARZ, Roberto. Ao vencedor, as batatas. São Paulo: Editora 34 / Duas Cidades, 2012.
_________________. Um mestre na periferia do capitalismo: Machado de Assis. São Paulo: Editora 34 / Duas Cidades, 2012.

- Aula 2:

RAMOS, Graciliano. Angústia. Rio de Janeiro: Record, 2014.

Complementar:

CANDIDO, Antonio. Ficção e confissão: ensaio sobre a obra de Graciliano Ramos. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2012.
DEUS e o diabo na terra do sol. Direção de Glauber Rocha. Disponível em: .
RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Rio de Janeiro: Record, 2010.
XAVIER, Ismail. "Deus e o diabo na terra do sol: as figuras da revolução". In: Sertão Mar: Glauber Rocha e a estética da fome. São Paulo: Cosac Naify, 2007.

- Aula 3:

LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Complementar:

ARÊAS, Vilma. "A hora da estrela". In: Clarice Lispector com a ponta dos dedos. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
LISPECTOR, Clarice. A paixão segundo G.H.. Rio de Janeiro: Rocco, 2009.
__________________. "Mineirinho". In: Todas as crônicas. Rio de Janeiro: Rocco, 2016, pp. 386-390.
__________________. Panorama com Clarice Lispector. TV2 Cultura, 01 fev. 1977. Entrevista a Júlio Lerner.

- Aula 4:

JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo. São Paulo: Editora Ática, 2019.

Complementar:

MANFRINI, Bianca Ribeiro. "A literatura em pedaços". In: A mulher e a cidade: imagens da modernidade brasileira em quatro escritoras. São Paulo: FAPESP / EDUSP, 2011.
RACIONAIS Mc's. Sobrevivendo no inferno. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.

Programa

Sessão 1: O Gênero dos arquivos coloniais
Nesta sessão introdutória, consideraremos uma visão dos estudos recentes de gênero e discutimos as
formas como ela se cruza com a disciplina de história da África. A definição de gênero de Nancy Hunt é
relevante aqui como uma abordagem à historiografia que leva o gênero para além da mera prescrição
de papéis sociais a homens e mulheres. Além de papeis, procuraremos abordar o gênero como
ferramenta e articulação de poder em contextos históricos específicos que mudam noções de diferença
sexual e possibilidades de identidade. O gênero, neste sentido, no seu emaranhado com raça, idade e
classe, enquadra relações de poder e controle sob regimes coloniais, bem como informa estratégias de
resistência a este poder e as condições para o superar.
Tendo isso em mente, consideraremos os debates na historiografia que centram o gênero como uma
tecnologia do poder colonial e uma ferramenta de inscrição, enquadrando o arquivo como um aparato
de sujeição. As questões orientadoras nesta sessão serão: como o gênero é produzido? É possível
pensar o gênero é uma metáfora, ou seja, uma forma de ver/falar? Como o gênero orienta as relações
sociais, as normas e os rituais em diferentes contextos coloniais? Que alternativas uma história pré-
colonial pode oferecer aos estudos de gênero em contextos africanos? Quais são os potenciais e limites
da noção de agência de mulheres, pessoas queer e demais sujeitos coloniais?

Sessão 2: Arquivos de domesticidade, cuidado e trabalho reprodutivo
Para esta sessão nos voltaremos ao estudo da prostituição e lutas de mulheres e homens africanos
para recuperar e garantir as suas reivindicações de habitação doméstica em ambientes urbanos.
Observamos como as vidas íntimas foram conectadas e moldadas por processos mais amplos de
mudança social e política. Exploraremos os escritos históricos comparativos da Índia colonial tardia e a
representação do interior doméstico, da escrita de mulheres e o arquivo como habitação.
Na segunda parte desta sessão, discutiremos como os governos do Congo Belga e do apartheid da
África do Sul tentaram intervir na gestão da reprodução e do sexo através de políticas de nascimento e
da amamentação, bem como as implicações desse controle para a nossa compreensão do gênero e da
maternidade. Consideraremos as formas como o regime legal foi exercido em relação às mulheres
“europeias” e “africanas”, como mudou as noções do que é considerado contracepção natural e artificial,
e como as mudanças nas práticas contraceptivas revelam os limites movediços das esferas publica e
privada.

Sessão 3: Sexo, intimidade, respeitabilidade
Nesta sessão veremos como as concepções de casamento, o domínio colonial e as políticas destinadas
às populações “nativas” transformam a autoridade geracional. Abordaremos a negociação de poder nas
famílias e os papéis de gênero e como foram entendidos como tradicionais. Na intersecção dos
processos legais e a construção do Estado colonial, esta sessão explora como os discursos de gênero
estão emaranhados nas hierarquias coloniais de idade, gênero e raça bem como do direito e autoridade
costumeiros.
No âmbito familiar, exploraremos como a noção de idade, de infância ou juventude podem ser um
registro analítico importante na construção de gênero, e nas mudanças históricas nas relações entre
parentesco e a estrutura de costumes sob domínio colonial.

Sessão 4: Viuvez, morte e outras heranças coloniais
Na última sessão discutiremos a mudança das terminologias de gênero através da herança colonial –
figurativa e literalmente – na vida social das mulheres. Exploraremos como a viuvez molda dinâmicas
sociais entre as viúvas, as suas famílias, sua comunidade, missionários e autoridades coloniais. A
sessão centra-se na relação entre as viúvas e suas filhas e como o impacto das políticas coloniais de
educação e recrutamento militar de homens transformam as aspirações de mulheres jovens.
A parte final trata das questões da morte no arquivo colonial e dos limites da representação da violência.
Através do relato do historiador e dos limites da representação historiográfica, veremos nos casos
estudados como o colonialismo não foi apenas produzido através da violência extrema, mas sustentado
através de negociações e discursos de poder.

Bibliografia


Burns, Catherine. “Controlling Birth Johannesburg, 1920 to 1960”, South African Historical Journal, 50,
2004: 170-198.
Duff, Sarah. Children and Youth in African history. Barnes and Noble, 2022.
Erlank, Natasha. Convening Black Intimacy: Christianity, Gender, and Tradition in Early Twentieth-
Century South Africa. Wits University Press, 2022.
Essop Sheik, Nafisa. African marriage regulation and the remaking of gendered authority in colonial
Natal, 1843–1875. African Studies Review, 57(2), 2014: 73-92.
Hassim, Shireen. “Critical Thoughts on Keywords in Gender and History: An Introduction”, Gender &
History, 28(2), 2016: 299–306.
Lalu, Premesh. "Sara’s suicide: history and the representational limit." Kronos, 26(1), 2000, 89-101.
Matebeni, Zethu. "Nongayindoda: moving beyond gender in a South African context." Journal of
Contemporary African Studies, 39(4), 2021, 565-575.
Mutongi, Kenda. Worries of the heart: Widows, family and community in Kenya. 2007, University of
Chicago Press.
Semley, Lorelle. Mother Is Gold, Father Is Glass: gender and colonialism in a Yoruba town. Bloomington:
Indiana University Press, 2011.
Musisi, Nakanyike. “Gender and Sexuality in African History: A Personal Reflection”, Journal of African
History, 55(3), 2014: 303–15.
White, Luise. The comforts of home: Prostitution in Colonial Nairobi. Chicago:
University of Chicago Press, 1990.

Programa

I. Primeiras definições: Antropologia, juventudes e educação
• O que é Antropologia? O que estuda? Como estuda?
• Juventude como noção para políticas públicas
• Juventude como conceito sociológico
• Juventude como vista em teorias antropológicas
• A construção social da juventude pela escola
• Escola para quê? Produtividade ou ócio?
• Escola como espaço sócio-cultural
• O olhar antropológico para o “chão da escola”

II. Que escola queremos? E qual escola é possível?
• Desenvolvimento histórico do conceito de infância e juventude
• O surgimento dos colégios e a segmentação das idades
• Educação como projeto de democracia e mobilidade social
• A escola conservadora: como a educação justifica as desigualdades sociais
• A crise na educação ou o sucesso da forma escolar
• Possibilidades para uma etnografia da escola
• Redes de sociabilidade entre jovens e culturas escolares
• Juventude e engajamento político e social
• Sucesso e fracasso escolares: as influências da família

III. Escola e marcadores sociais da diferença
• Marcadores sociais da diferença a partir da experiência escolar
• “Escola progressista”: quando a inclusão vira exclusão
• O corpo nos corredores e nas salas de aula
• Direito à juventude: quando é possível ser jovem?
• A cor nos processos de identificação de jovens
• Diversidade nas escolas e sistemas de opressão
• Entrecruzamento das diferenças: articulando sexualidade, gênero e raça
• Medicalização da educação
• Sofrimento estudantil e saúde mental nas escolas

IV. Escola e juventudes em disputa
• Conservadorismos na escola
• Emergência de categorias de orientação sexual e identidade de gênero
• A reforma do ensino e os discursos neoliberais na educação
• Direitos sexuais de jovens e adolescentes
• Educação escolar indígena
• Redes sociais e juventude
• Pandemia de COVID-19 e o fechamento das escolas

Referências bibliográficas:

ALEGRIA, Paula. As quatro estações da primavera: ativismos de gênero e sexualidade no movimento de ocupações secundaristas em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
ALEGRIA, Paula. “Lute como uma mina!”: Gênero, sexualidade e práticas políticas em ocupações de escolas públicas. In: Seminário Internacional Fazendo Gênero 11 & 13th Women’s Worlds Congress (Anais Eletrônicos), Florianópolis, 2017.
ALEGRIA, Paula. “Vai ter viado de beijando, sim!”: gênero, sexualidade e juventude entre alunos do movimento estudantil secundarista de uma escola pública federal do Rio de Janeiro. Teoria e Cultura, v. 13, n. 1, junho de 2018, p. 36-50.
AQUINO, Julio Groppa. A indisciplina e a escola atual. R. Fac. Educ., São Paulo, v. 24, n. 2, p. 181-204, jul./dez. 1998.
ARIÈS, Philippe. História Social da Criança e da Família. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara, Segunda edição, 1986. [Parte 2: A vida escolástica]
ARENDT, Hannah. A crise na educação. Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva, 1972, p. 221-247. 1a edição (Between past and future): 1961.
BATESON, Gregory. Naven. São Paulo: Edusp, 2018.
BORDIEU, Pierre. A juventude é só uma palavra. IN: Questões de sociologia.
BOURDIEU, Pierre. 1983. A “juventude” é apenas uma palavra. In: BOURDIEU, Pierre: Questões de sociologia. Rio de Janeiro: Marco Zero. p. 112-121.
BOURDIEU, Pierre. A escola conservadora: as desigualdades frente à escola e à cultura. In: NOGUEIRA, Maria Alice; CATANI, Afrânio M. (Orgs.). Escritos de educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998. p. 39-64.
BOURDIEU, Pierre. Reprodução cultural e reprodução social. In: _____. A economia das trocas simbólicas. São Paulo: Perspectiva, 1974. p. 295-336.
BRAGA, José Ricardo Marques. “Se aqui é o inferno, eu sou a principal demônia!” Etnografando agências juvenis LGBT em contextos escolares de Fortaleza (CE).
BULGARELLI, Lucas. “Das políticas de gênero e sexualidade às políticas anti-gênero e anti-sexualidade no Brasil”. In: FACCHINI, R.; FRANÇA, I. (Org.) Direitos em disputa: LGBT+, Campinas: Ed. da Unicamp, 2020, cap.15.
CABRAL, C. S.; GUIMARAES, J.; KIMURA, N.; TEIXEIRA, A.; FRANCA JUNIOR, I.; BORGES, A. L. V. “A gente quer abraçar o amigo”: a pandemia de covid-19 entre adolescentes de baixa renda. REVISTA DE SAÚDE PÚBLICA (ONLINE), v.57, p.1 - 10, 2023.
CANÁRIO, Rui. O que é a Escola? Um “olhar sociológico”. Portugal: Porto Editora, 2005, p. 59-88.
CARRANO, Paulo Cesar Rodrigues. Redes sociais de internet numa escola de ensino médio: entre aprendizagens mútuas e conhecimentos escolares. PERSPECTIVA, Florianópolis, v. 35, n. 2, p. 95-421, abr./jun. 2017.
CARRARA, Sérgio. Moralidades, racionalidades e políticas sexuais no Brasil contemporâneo. Mana, vol. 21, n. 2, p. 323-345, 2015.
CARVALHO, Marília Pinto de. O fracasso escolar de meninos e meninas: articulações entre gênero e cor/raça. Cadernos Pagu, Campinas, n. 22, p. 247-290, Jun. 2004.
CAVALLEIRO, Eliane dos Santos. Do silêncio do lar ao silêncio escolar: racismo, preconceito e discriminação na educação infantil. São Paulo: Contexto, 2000.
DAS, Veena. Aflição: Saúde, Doença, Pobreza. São Paulo: Editora Unifesp, 2023.
DAYRELL, Juarez. A escola “faz” as juventudes? Reflexões em torno da socialização juvenil. Educ. Soc., Campinas, v. 2, n. 100 – Especial, p. 1105-1128, out. 2007.
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DAYRELL, Juarez. A música entra em cena: o rap e o funk na socialização da juventude em Belo Horizonte. São Paulo; 2001. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.
DAYRELL, Juarez. O jovem como sujeito social. Revista Brasileira de Educação, n. 24, 2003, p. 40-52.
DUBET, François. Quando o sociólogo quer saber o que é ser professor. Revista Brasileira de Educação, no 5-6, p. 222-231, maio-dez/1997.
EVANS-PRITCHARD, E. E. Os Nuer. São Paulo: Perspectiva, 2013.
FACCHINI, Regina; FRANÇA, Isadora Lins (org.) Direitos em Disputa: LGBTI+ - poder e diferença no Brasil contemporâneo. Campinas: Editora Unicamp, 2020.
FIORELLI SILVA, I. L.; ALVES NETO, H. F. O processo de elaboração da base nacional comum curricular (bncc) no brasil e a sociologia (2014 a 2018). Revista Espaço do Currículo, v. 13, n. 2, p. 262-283, 20 abr. 2020.
FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1967.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 2018.
GENNEP, Arnold van. Os Ritos de passagem: estudo sistemático dos ritos da porta e da soleira, da hospitalidade, da adoção, gravidez e parto, nascimento, infância, puberdade, iniciação, coroação, noivado, casamento, funerais, estações, etc.. Petrópolis: Vozes, 1977.
GOMES, Nilma Lino. Trajetórias escolares, corpo negro e cabelo crespo: reprodução de estereótipos ou ressignificação cultural. Revista Brasileira de Educação, n. 21, Set/Out/Nov/Dez 2002, p. 40-51.
GOMES, Nilma Lino; LABORNE, Ana Amélia de Paula. Pedagogia da crueldade: racismo e extermínio da juventude negra. Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 34, p. 1-26, 2018.
GRUSKIN, S.; Yadav, V.; Castellanos-Usigli, A.; Khizanishvili, G.; Kismödi, E. Sexual health, sexual rights and sexual pleasure: meaningfully engaging the perfect triangle, Sexual and Reproductive Health Matters, 27:1, 29-40, 2019.
GUIMARÃES, Jamile Silva. Bullying como forma de sociabilidade juvenil: um estudo sobre práticas interacionais entre meninas na construção de identidades de gênero [tese]. Tese de doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública. São Paulo: Universidade de São Paulo; 2017.
GUSMÃO, Neusa Maria Mendes de. Antropologia e educação: um campo e muitos caminhos. Linhas Críticas, Brasília, DF, v.21, n.44, p. 19-37, jan./abr. 2015.
HALBERSTAM, Jack. El arte queer del fracaso. Madrid: Egales, 2018.
HEILBORN, Maria Luiza; AQUINO, Estela M. L.; BOZON, Michel; KNAUTH, Daniela Riva (orgs). O aprendizado da sexualidade: reprodução e trajetórias sociais de jovens brasileiros. Rio de Janeiro: Garamond e Fiocruz, 2006.
INGOLD, Tim. Antropologia e/como educação. Rio de Janeiro: Vozes, 2020.
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LEITE, Vanessa Jorge. A captura das crianças e dos adolescentes: refletindo sobre controvérsias públicas envolvendo gênero e sexualidade nas políticas de educação.
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MANNHEIM, K. O problema sociológico das gerações. In: FORACHI, M. Mannheim. São Paulo: Ática, 1982.
MCCLINTOCK. Anne. Couro Imperial. Campinas: Editora Unicamp, 2010.
MEAD, Margaret. Sexo e Temperamento. São Paulo, Ed. Perspectiva, 1999.
MELUCCI, Alberto. Juventude, tempo e movimentos sociais, Revista Brasileira de Educação, n. 5, 1997, p. 5-14.
OLIVEIRA, Megg Rayara Gomes de. (2018) “Trejeitos e trajetos de gayzinhos afeminados. Viadinhos e bichinhas pretas na educação!”. Revista Periódicus. vol. 1, n.9., maio.-out. 2018, p. 161-191.
PAIVA, Vera; ANTUNES, Maria Cristina; SANCHEZ, Mauro Niskier. O direito à prevenção da Aids revisitado em tempos de retrocesso. Interface, 24, 2020.
PATTO, Maria Helena Souza. A produção do fracasso escolar: histórias de submissão e rebeldia. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1999.
PEREIRA, Alexandre Barbosa. “A Maior Zoeira” na Escola: experiências juvenis na periferia de São Paulo. São Paulo: Editora Unifesp, 2016.
PEREIRA, Alexandre Barbosa. Do controverso “chão da escola” às controvérsias da etnografia: aproximações entre Antropologia e Educação. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 23, n. 49, 149-176, 2017.
PRECIADO, Beatriz. “Quem defende a criança queer?”. Jangada, n. 1, Vicosa – MG, jan-jun 2013, p. 96-99.
PROFÍRIO, Ana. É inclusão com exclusão? Sobre os entrecruzamentos de gênero, raça e sexualidade no espaço escolar. CAMPOS. V.22 N.1 P. 92-110 JAN.JUN. 2021.
RANCIÈRE, Jacques. Escola, produção, igualdade. Pro-Posições, Campinas, SP, v. 29, n. 3, p. 669–686, 2018. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8…
RUBIN, Gayle. Políticas do sexo. São Paulo: Ubu Editora, 2017.
SCHWEIG, Graziele Ramos. A etnografia como modo de ensinar e aprender na escola.
SEFFNER, Fernando. Sigam-me os bons: apuros e aflições nos enfrentamentos ao regime da heteronormatividade no espaço escolar. Educ. Pesqui., São Paulo, v. 39, n. 1, p. 145-159, jan./mar. 2013.
SILVA, Cristiane Gonçalves da. Encontros nos territórios: escola, tecnologias juvenis e gênero. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 49, n. 171, p. 180-202, jan./mar. 2019.
STRATHERN, Marilyn. O efeito etnográfico. São Paulo: Ubu, 2017.

Programa

 
Este curso será ministrado em francês e terá como foco a produção nessa língua, sendo abordados alguns dos gêneros textuais (resumo, resenha, planos de estudos, apresentação oral e/ou artigo científico etc.) de maior circulação na esfera universitária. Serão também tratados aspectos gerais da escrita acadêmica, como a importância do contexto de produção para a produção textual, e a definição de objetivos e perguntas de pesquisa. 
 
Público-alvo: 
Graduandos, graduados, pós-graduandos e pós-graduados que desejam: 
- desenvolver a escrita acadêmica em francês 
- preparar-se para apresentar seu trabalho acadêmico ou pesquisa em francês 
 
Pré-requisito: 
- Nível 5 (completo) dos Cursos Extracurriculares de Francês 
- DELF A2 
- Teste de nível dos Cursos Extracurriculares de Francês – apto para nível 6 
- Graduação em Francês – Francês 4 (completo) 
 
 
BIBLIOGRAFIA GERAL 
 
GARNIER, Sylvie; SAVAGE, Alan D. Rédiger un texte académique en français, Paris: Ophrys, 2011 
MACHADO, Anna Rachel; LOUSADA, Eliane Gouvêa; ABREU-TARDELLI, Lília Santos. Resumo. São Paulo: Parábola, 2004. 
MACHADO, Anna Rachel; LOUSADA, Eliane Gouvêa; ABREU-TARDELLI, Lília Santos. Resenha. São Paulo: Parábola, 2004. 
MACHADO, Anna Rachel; LOUSADA, Eliane Gouvêa; ABREU-TARDELLI, Lília Santos. Planejar gêneros acadêmicos. São Paulo: Parábola, 2005.
MACHADO, Anna Rachel; LOUSADA, Eliane Gouvêa; ABREU-TARDELLI, Lília Santos. Trabalhos de pesquisa: diários de leitura para revisão bibliográfica. São Paulo: Parábola, 2007. 
MOTTA-ROTH, Désirée. Comunidade acadêmica internacional? Multicultural? Onde? Como? In Linguagem & Ensino, Vol. 5, No. 2, 2002, p.49-65. 
MOTTA-ROTH, Désirée.; HENDGES, Graciela H. Produção textual na universidade. São Paulo: Parábola Editorial, 2010. 
PERROTTA, Claudia. Um texto para chamar de seu. São Paulo: Martins Fontes, 2004. 
SANTOS-GUIMARÃES, Luiza. La rédaction universitaire: vers une formation en français langue seconde. Major Paper, University of Guelph, 2013. 
SILVA, E. C., LOUSADA, E. G. O plano de estudos: um gênero textual acadêmico para pleitear intercâmbio. Horizontes. , v.32, p.73 - 87, 2014.

 

Programa

Ementa:
Análise e discussão de obras que tratam da ideologia: Marx, Marxistas (Gramsci, Althusser, Therborn e Žižek); Críticos da Ideologia: R. Aron e D. Bell; Análise do Discurso: História do campo e história do campo no Brasil; Alguns teóricos da AD: M. Foucault; M. Pêcheux; M. Bakhtin; A ACD e a dimensão ideológica na análise de corpus.

Programa:
1 - Ideologia: introdução e história do conceito (Marx e Engels: A ideologia Alemã; K. Marx: O 18 Brumário de Luís Bonaparte. D. McLellan)
2 - Ideologia no campo marxista (Gramsci; Althusser; Therborn; Žižek)
3 - Críticos da ideologia: R. Aron e D. Bell – “o fim da ideologia”?
4 - AD: história do campo e historia do campo no Brasil
5 - Pêcheux, Foucault e Bakhtin
6 - Análise Crítica do Discurso: Teun Van Dijk, Ruth Wodak e Norman Fairclough

Referências
ALTHUSSER, Louis. Ideologia e aparelhos ideológicos de estado. In: ŽIŽEK, Slavoj.
(Org.) Um mapa da ideologia. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996.
ALVES, M. A. Análise crítica do discurso: exploração da temática. FGV – Relatório
Técnico. 2006.
ARON, Raymond. O ópio dos intelectuais. São Paulo: Três Estrelas [E-book]. 2016.
BAKHTIN, M. (VOLOCHÍNOV) Marxismo e filosofia da linguagem. 12ª ed. São Paulo:
Hucitec, 2006. 3
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2004. BELL, Daniel.
O fim da ideologia. Brasília: Ed. da UnB, 1980.
BRAIT, B. (Org.) Bakhtin – dialogismo e polifonia. São Paulo: Contexto, 2009.
______. (Org.) Bakhtin: conceitos-chave. 1ª reimpressão. São Paulo: Contexto, 2013.
______. (Org.) Bakhtin: outros conceitos-chave. São Paulo: Contexto, 2006.
CHARAUDEAU, P.; MAINGUENEAU, D. Dicionário de Análise do Discurso. 2ª ed. São
Paulo: Contexto, 2008.
CHARAUDEAU, P. Linguagem e discurso – modos de organização. São Paulo:
Contexto, 2009.
EAGLETON, Terry. Ideologia – uma introdução. São Paulo: Boitempo ed/Ed. da
Unesp, 1997.
FAIRCLOUGH, Norman. Discurso e mudança social. Brasília: UNB. 2001.
FOUCAULT, M. A arqueologia do saber. 6ª ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária,
2000.
______. A ordem do discurso. 6ª ed. São Paulo: Edições Loyola, 2006.
GABARDO, C. L. A mediação discursiva e as representações do alfabetizador. (Tese).
Doutorado em Estudos Linguísticos. Curitiba: UFPR, 2007.
GRAMSCI, Antônio. Os intelectuais e a organização da cultura. 4ª ed. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 1982.
MAINGUENEAU, D. Termos-chave da análise do discurso. 1ª reimpressão. Belo
Horizonte, UFMG, 2000.
MARX, K. O 18 Brumário de Luís Bonaparte. São Paulo: Boitempo editorial, 2011.
MARX, K. e ENGELS, F. A ideologia alemã – crítica da mais recente filosofia alemã
em seus representantes Feuerbach, B. Bauer e Stirner, e do socialismo alemão em
seus diferentes profetas. São Paulo: Boitempo editorial, 2007.
MCLELLAN, D. A ideologia. Lisboa: Estampa, 1987.
MORAES, Antônio Carlos Robert. Ideologias geográficas: espaço, cultura e política no
Brasil. São Paulo : Hucitec, 1988.
ORLANDI, E. P. Análise de Discurso. Campinas: Pontes, 2001.
______. As formas do silêncio no movimento dos sentidos. 6ª ed. Campinas: Ed.
Unicamp, 2007.
_______. (Org.) Gestos de leitura: da história no discurso. 3ª ed. Campinas: Unicamp.
2010.
OUTHWAITE, William e BOTTOMORE, Tom. Dicionário do Pensamento Social do
Século XX. Rio de Janeiro: Zahar Ed., 1996. 4
PÊCHEUX, M. Semântica e discurso – uma crítica à afirmação do óbvio. 4ª ed.
Campinas: Unicamp, 2009.
______. O mecanismo do (des)conhecimento ideológico. In: ŽIŽEK, Slavoj. Um mapa
da ideologia. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996.
PELED-ELHANAN, Nurit. Ideologia e propaganda na educação. A palestina nos livros
didáticos israelenses. São Paulo. Boitempo. Editora Unifesp. 2019.
ROCHA, Décio; DEUSDARÁ, Bruno. Análise de conteúdo e análise de discurso:
aproximações e afastamentos na (re)construção de uma trajetória. Alfa, vol 7, num 2,
jul-dez 2005.
THERBORN, Göran. El poder de la ideología y la ideología del poder. 3ª ed. Cidade do
México: Siglo XXI editores, 1991.
VAN DIJK, T. A. Ideología – una aproximación multidisciplinária. Barcelona, Ed.
Gedisa, 1999.
ŽIŽEK, Slavoj. (Org.) Um mapa da ideologia. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996.
______. Primeiro como tragédia, depois como farsa. São Paulo: Boitempo, 2011.
WODAK, Ruth. Do que trata a ACD – um resumo de sua história, conceitos
importantes e seu desenvolvimento. Linguagem em (Dis)curso. LemD, Tubarão, vol 4,
num esp., 2004

Programa

Ementa:
Filme etnográfico, utilização do audiovisual em campo em contextos de minorias étnico-raciais, uso de imagens e sons na pesquisa, formas de representação do outro.

AULA 1:
Apresentação do curso
Discussão sobre a relação entre cinema e antropologia

AULA 2:
Cultura: diversidades da natureza e a natureza do diverso em comunidades tradicionais

AULA 3:
Corpo, território, movimento e o cinema em performance

AULA 4:
Antropologia e a Representação do “Outro”: a imagem em epistemologias divergentes

AULA 5:
Etnografia, narrativas audiovisuais e poder: uma nova política das imagens nos grupos de cultura popular.

Referências bibliográficas

BOUDREAULT-FOURNIER, A.; HIKIJI, R.S.G. & NOVAES, S.C. "Etnoficção – uma ponte entre fronteiras". In Barbosa, Cunha, Hikiji & Novaes. A experiência da imagem na etnografia. São Paulo, Terceiro Nome/FAPESP, 2016.
BOAST, Robin. Neocolonial collaboration: Museum as Contact Zone Revisited. In Museum Anthropology, Vol. 34, Iss. 1, pp. 56–70 & 2011 by the American Anthropological Association. All
rights reserved. DOI: 10.1111/j.1548-1379.2010.01107.x
BITTENCOURT, Luciana Aguiar: Algumas considerações sobre o uso da imagem fotográfica na pesquisa antropológica. IN Feldman-Bianco, B. e Moreira Leite, M. Desafios da Imagem – fotografia, iconografia e vídeo nas Ciências Sociais. Papirus Ed. Campinas, 1998. (ps. 197-212).
CAIUBY NOVAES, Sylvia. "Imagem e Ciências Sociais: trajetória de uma relação difícil". In BARBOSA, Andrea et al. (Ed.). Imagem-conhecimento. Antropologia, cinema e outros diálogos.
Campinas: Papirus, 2009.
CAIUBY NOVAES, Sylvia: “O uso da imagem na Antropologia”. IN Samain, Etienne: O Fotográfico. Editora HUCITEC, CNPq. São Paulo, 1998. (ps. 113-119).
COLLINS, Patricia Hill. “A experiência vivida como critério de significado”. In: Pensamento Feminista Negro, 1ª ed., São Paulo, Boitempo, 2019.
CUNHA, FERRAZ & HIKIJI. "O vídeo e o encontro etnográfico". In Cadernos de Campo. USP, v. 14-15, p. 287-298, 2007.
DA-RIN, Silvio. “Uma testemunha discreta”. In Espelho Partido. Tradição e transformação do documentário. RJ: Editora Azouge, 2004.
DAWSEY, John, Regina Müller, Rose Satiko Hikiji e Mariana F. M. Monteiro (orgs). 2013. “Antropologia e Performance: ensaios Napedra”. São Paulo: Terceiro Nome, 499 p.
DAWSEY, John. 2011. “Schechner, teatro e antropologia”. Cadernos de campo, São Paulo: n. 20, p. 1-360.
DIAS, Paulo. 2001. A outra festa negra. In: Festa: Cultura e Sociabilidade na América Portuguesa. São Paulo: Hucitec/Edusp, p. 1-35
DIDI-HUBERMAN, Georges.Remontagens do tempo perdido. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2018.
ECKERT, Cornelia e Ana Luiza Carvalho da Rocha. 2014. “Experiências de ensino em antropologia visual e da imagem e seus espaços de problemas”. In: Ferraz, Ana Lúcia Camargo e João Martinho
de Mendonça (Orgs.). Antropologia visual: perspectivas de ensino e pesquisa. Brasília-DF: ABA
FERRAZ, Ana Lúcia M.C. “Dramaturgia da vida social e a dimensão poética da pesquisa antropológica”. In: DAWSEY et al. (orgs.). Antropologia e performance: ensaios napedra. São Paulo: Terceiro Nome, 2013.
FRANCE, Claudine de (org.). “Do filme etnográfico à antropologia fílmica”. Campinas: Editora Unicamp, 2000.
GOFFMAN, Erving. 1996. A representação do eu na vida cotidiana. Petrópolis: Ed. Vozes, 1996.
HIKIJI, Rose Satiko Gitirana. “Rouch Compartilhado: Premonições e Provocações para uma Antropologia Contemporânea”. In Iluminuras (Porto Alegre). , v.14, p.113 -122, 2013.
HIKIJI, Rose Satiko Gitirana. 2005. Etnografia da Performance Musical – Identidade, Alteridade e Transformação. Horizontes Antropológicos, v. 11(24), p. 155-184
HOOKS, bell. Erguer a Voz. São Paulo, ed. Elefante, 2019.
KILOMBA, Grada. Memórias da Plantação. Rio de janeiro, Cobogó, 2019.
KOSSOY, Boris: Fotografia e memória. IN Samain, Etienne: O Fotográfico. Editora HUCITEC, CNPq. São Paulo, 1998. (ps. 41-47).
LORDE, Audre. “A transformação do silêncio em linguagem e ação”. In: Irmã Outsider.1ª ed. Belo Horizonte, ed. Autêntica, 2019.
MACDOUGALL, David. “The visual in anthropology”. In BANKS, Marcus &MORPHY, Howard (Orgs.). Rethinking visual anthropology. New Haven e Londres: Yale University Press, 1999. p. 276- 295.
MOREIRA SALLES, João: A dificuldade do documentário. IN Martins, José de Souza et alli: O imaginário e o poético nas Ciências Sociais. EDUSC. Bauru, 2005. (ps. 57 – 71)]
PINTO, Alice Martins Villela. 2014. Construindo imagens etnográficas: uma abordagem reflexiva da experiência de campo entre os Asurini do Xingu. In: Ferraz, Ana Lúcia Camargo e João Martinho
de Mendonça (Orgs.). Antropologia visual: perspectivas de ensino e pesquisa. Brasília-DF: ABA.
SILVA, Vagner Gonçalves da. O Antropólogo e sua Magia. Edusp, São Paulo, 2015.
SMITH, Laurajane. Uses of Heritage. “Introduction”. London and New York: Routledge, 2006.
SZTUTMAN, Renato. “Jean Rouch: um antropólogo-cineasta”. In Barbosa, Caiuby Novaes, Cunha, Ferrari, Hikiji & Sztutman (orgs.) Escrituras da imagem. São Paulo: Edusp/Fapesp, 2004 pp 49-62.
VILLELA, Alice & ROMERO, Hidalgo. "Quando a roda acontece: o audiovisual como tradução da experiência na performance musical participativa". In: ANAIS do SIPA - Seminário Imagem, Pesquisa e Antropologia. Unicamp, 10 a 12 de abril de 2018.
SCHECHNER, Richard. 2011. Pontos de contato entre o pensamento antropológico e teatral. Cadernos de campo: São Paulo, n. 20, p. 1-360

Programa

A lo largo de las sesiones se enseñará un panorama general de la conformación del espacio
fronterizo en las Pampas y la Patagonia durante la Colonia española y la República (sesión 1).
Conjuntamente se tratará la organización socio-política indígena y las relaciones con el Estado. Tras
tratar diferentes perspectivas teórico-metodológicas (“historia desde abajo", microhistoria,
prosopografía, etc.) (sesión 2), el curso abordará tres ejes:
1. La literatura de frontera como género y las miradas sobre el “otro” (sesión 3)
2. Los relatos de viajeros y cautivos como fuentes documentales sobre la frontera, en primera
persona (sesión 4).
3. El trabajo en archivo y las fuentes documentales de producción y circulación indígena (sesión
5).
El curso busca que los/as alumnos/as conozcan diferentes enfoques teórico-metodológicos y los
tipos de fuentes disponibles para el estudio de espacios de frontera y, más específicamente, de las
Pampas y la Patagonia. Se espera que los/as alumnos/as puedan leer, interpretar y analizar la literatura,
las memorias y los documentos indígenas en clave antropológica e histórica.
La bibliografía y las fuentes documentales serán enviadas a los/as alumnos/as de forma digital en
portugués, siempre que sea posible, y en su defecto en castellano e inglés. De todos modos, una parte
de la bibliografía empleada ya está disponible en la biblioteca de la Faculdade de Filosofia, Letras e
Ciências Humanas de la Universidade de São Paulo.

SESION 1. ANTROPOLOGIA E HISTORIA DE LAS PAMPAS Y LA PATAGONIA (SIGLOS XVIII Y
XIX)
La conformación del espacio interétnico fronterizo en las Pampas y la Patagonia durante la Colonia
española (siglo XVIII). La organización socio-política indígena. Cambios entre la Colonia y la República
(siglo XIX). Temas y problemas de investigación sobre pueblos indígenas y Estado.

SESION 2. PERSPECTIVAS Y METODOS: “HISTORIA DESDE ABAJO” Y JUEGOS DE ESCALA
Perspectivas teórico-metodológicas en Historia y Antropología. “Historia desde abajo”. Escalas de
análisis. Microhistoria. Prosopografía. Trayectorias individuales y colectivas. Redes sociales.

SESION 3. LITERATURA DE FRONTERA Y MIRADAS DEL “OTRO”
La frontera como género literario. El “gaucho” y el “indio”. La vida en la frontera de los sectores
populares según El gaucho Martín Fierro [A saga do gaúcho Martin Fierro] de José Hernández. El
discurso criollista. Usos de la literatura.

SESION 4. EN PRIMERA PERSONA: LAS MEMORIAS DE VIAJEROS Y CAUTIVOS
Los relatos de viajeros y cautivos como fuente documental. La frontera y la sociedad indígena a través
de 1) Memorias del ex cautivo Santiago Avendaño, 2) At Home with the Patagonians [Vida entre los
Patagones] de George Musters, 3) Tres años de cautividad entre los Patagones de Auguste Guinnard.
Intermediarios político-culturales. Intérpretes y lenguaraces.

Programa

Aula 1 -  EPISTEMOLOGIAS LATINO-AMERICANAS

Graziela Tavares de Souza Reis e Marcelly Machado Cruz

Comentadores: Sarah Cavalcante

Tópicos:

  • Pensamento Social Latino-americano
  • Direitos humanos e cuidado
  • Colonialidade e educação

Bibliografia -

BATTHYANY, Karina. Las políticas y el cuidado en América Latina - Una mirada a las experiencias regionales. Santiago: CEPAL/Nações Unidas, 2015.

FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1967. 

SEGATO, Rita. La crítica de la colonialidad en ocho ensayos – Y una antropología por demanda. Ciudad Antónoma de Buenos Aires, Prometeo Libros, 2015.

Aula 2 – ESTUDOS CULTURAIS LATINO-AMERICANOS

Docentes: Raíssa Gouveia Ferreira Lazarini e  Daniel Fernando Chavez Rico

Comentadores: —

Tópicos:

  • Comunicação, Cultura e hegemonia na América Latina
  • Diversidade e Multiculturalidade: debates interseccionais
  • Estudos culturais e Comunicação no debate latino-americano

Bibliografía -

MARTÍN-BARBERO, J. De los medios a las mediaciones; comunicación, cultura y  hegemonía. 2.ed. Barcelona: Editorial Gustavo Gili, 1991.

CANCLINI, Néstor García. Culturas Híbridas - estratégias para entrar e sair da  modernidade. São Paulo:  EDUSP, 1997. 

WOLTON, Dominique. Pensar a Comunicação. Anges (Portugal), Difusão Editorial, AS, 1997.

 

Aula 3 - REGIONALISMO E INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA

Docentes: Beatriz Leal e Graziela Tavares de Souza Reis

Comentadores: —

Tópicos:

  • Regionalismos e Teorias da integração Latino-americana;
  • Movimentos sociais e integração regional
  • Fluxos e movimentos migratórios na América Latina

Bibliografia -

DOSSIÊ Movimentos Migratórios. Brazilian Journal of Latin American Studies. v. 17, n. 32, 28 jun. 2018.

RUIZ, José Briceño. Las teorías de la integración regional; más allá del eurocentrismo.  Bogotá: Universidad Cooperativa de Colombia/Centro de Pensamiento Global, 2018.

Aula4 E 5 - ECONOMIA LATINO-AMERICANA

Docentes: Lucas Miranda Arean e Yoná dos Santos

Comentadores: —

Tópicos:

  • Noções gerais sobre a formação da economia latino-americana
  • Desenvolvimentismo, dependência e subdesenvolvimento
  • Teorias da CEPAL

Bibliografia -

BÉRTOLA FLORES, Luis Eduardo; OCAMPO, José Antonio. O desenvolvimento  econômico da América Latina desde a independência. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

FURTADO, Celso. A Economia Latino-Americana. 4.ed. São Paulo: Companhia das  Letras, 2007.

Dinâmica:

3h: aula expositiva, dividida em 2h para 7 ministrantes e 1h para 1 ministrante

Cronograma

DATA

DIA DA SEMANA

Horário

ENCONTRO

16/10

quarta-feira

18-21h

 2h- APRESENTAÇÃO DO CURSO

 1h- comentários, discussões e dúvidas das/os discentes

17/10

quinta-feira

18-21h

EPISTEMOLOGIAS LATINO-AMERICANAS

18/10

sexta-feira

18-21h

ESTUDOS CULTURAIS LATINO-AMERICANOS

21/10

segunda-feira

18-21h

REGIONALISMO E INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA

22/10

terça-feira

18h-21h

2h - ECONOMIA LATINOAMERICANA
 

1h - AVALIAÇÃO FINAL DOS RESULTADOS ALCANÇADOS

____________________________________________________________________________

Referências completas

BATTHYANY, Karina. Las políticas y el cuidado en América Latina - Una mirada a las experiencias regionales. Santiago: CEPAL/Nações Unidas, 2015.

BÉRTOLA FLORES, Luis Eduardo; OCAMPO, José Antonio. O desenvolvimento  econômico da América Latina desde a independência. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

CANCLINI, Néstor García. Culturas Híbridas - estratégias para entrar e sair da  modernidade. São Paulo:  EDUSP, 1997. 

DOSSIÊ Movimentos Migratórios. Brazilian Journal of Latin American Studies. v. 17, n. 32, 28 jun. 2018.

FURTADO, Celso. A Economia Latino-Americana. 4.ed. São Paulo: Companhia das  Letras, 2007.

FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1967. 

MARTÍN-BARBERO, J. De los medios a las mediaciones; comunicación, cultura y  hegemonía. 2.ed. Barcelona: Editorial Gustavo Gili, 1991.

RUIZ, José Briceño. Las teorías de la integración regional; más allá del eurocentrismo.  Bogotá: Universidad Cooperativa de Colombia/Centro de Pensamiento Global, 2018.

SEGATO, Rita. La crítica de la colonialidad en ocho ensayos – Y una antropología por demanda. Ciudad Antónoma de Buenos Aires, Prometeo Libros, 2015.

WOLTON, Dominique. Pensar a Comunicação. Anges (Portugal), Difusão Editorial, AS, 1997.