Programa

O curso será oferecido no formato online, com o total de cinco aulas, que são descritas abaixo:


Aula 1: Os blocos narrativos e a passagem do tempo (22/07)


Nesta primeira aula, será discutida a importância de se recortar os sete livros que compõem Harry Potter em três blocos narrativos diferentes. Trabalharemos com as particularidades dos livros que compõem cada um dos blocos, evidenciando características de texto que são centrais para entendermos a relação com determinadas modalidades e gêneros literários.

Professora: Beatriz Masson Francisco

Bibliografia específica:
ROWLING, J.K. Harry Potter e a pedra filosofal. Tradução de Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
____________. Harry Potter e a câmara secreta. Tradução de Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
____________, Harry Potter e o prisioneiro de azkaban. Tradução de Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
____________. Harry Potter e o cálice de fogo. Tradução de Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
_____________. Harry Potter e a ordem da fênix. Tradução de Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2003.
_____________. Harry Potter e o enigma do príncipe. Tradução de Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2005.
_____________ . Harry Potter e as relíquias da morte. Tradução de Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2007.
 

Aula 2: Aspectos da novela romanesca em Harry Potter (24/07)

Nesta aula, apresentaremos as características da novela romanesca partindo dos pressupostos estudados por Northrop Frye e Mikhail Bakhtin sobre o tema. Discutiremos como essas características formais ajudam a compor tanto a narrativa dos livros que compõem o primeiro e o segundo blocos narrativos, quanto a construção do personagem Harry criança.

Professora: Beatriz Masson Francisco

Bibliografia específica:
BAKHTIN, Mikhail. Teoria do romance II: as formas do tempo e do cronotopo. São Paulo: Editora 34, 2018.
FRYE, Northrop. The secular scripture: a study of the structure of romance. Massachussetts: Harvard University Press, 1976.
ROWLING, J.K. Harry Potter e a pedra filosofal. Tradução de Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
____________. Harry Potter e a câmara secreta. Tradução de Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
____________, Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban. Tradução de Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
____________. Harry Potter e o cálice de fogo. Tradução de Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
VASCONCELOS, Sandra Guardini Teixeira. Dez lições sobre o romance inglês do século XVIII. São Paulo: Boitempo Editorial, 2002.

Aula 3: Aspectos do romance de formação em Harry Potter (27/07)

Nesta aula, comentaremos sobre a longa tradição do romance de formação dentro da literatura ocidental tendo como panorama teórico os trabalhos de Franco Moretti, Georg Lukács e Mikhail Bakhtin. Posteriormente, analisaremos como J.K. Rowling retoma alguns pontos desta forma literária em Harry Potter, principalmente na composição do terceiro bloco narrativo.

Professora: Beatriz Masson Francisco

Bibliografia específica:
BAKHTIN, Mikhail. Questões e de literatura e estética. Tradução de Aurora F. Bernardini. São Paulo: Editora Hucitec, 2000.
LUKÁCS, Georg. A teoria do romance: um ensaio histórico-filosófico sobre as formas da grande épica. Tradução de José Marcos Mariani de Macedo. São Paulo: Editora 34, 1967.
MORETTI, Franco. The way of the world: – The bildungsroman in European culture. Londres: Verso, 1987.
ROWLING, J.K.. Harry Potter e a ordem da fênix. Tradução de Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2003.
_____________. Harry Potter e o enigma do príncipe. Tradução de Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2005.
_____________ . Harry Potter e as relíquias da morte. Tradução de Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2007.

Aula 4: Harry, Rony e Hermione: a amizade e a função fraterna (29/07)

Nesta aula, analisaremos a construção dos personagens Harry, Rony e Hermione bem como a construção de sua amizade, partindo dos pressupostos acerca da função fraterna, conforme estudados por Maria Rita Khel.

Professora: Beatriz Masson Francisco

Bibliografia específica:
CANDIDO, Antonio (et. al.). A Personagem de Ficção. São Paulo: Perspectiva, 2014. (reimpressão da 13ª edição).
KEHL, Maria Rita (org.). Função Fraterna. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2000.
ROWLING, J.K. Harry Potter e a pedra filosofal. Tradução de Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
____________. Harry Potter e a câmara secreta. Tradução de Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
____________, Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban. Tradução de Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
_____________ . Harry Potter e as relíquias da morte. Tradução de Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2007.

Aula 5: O universo mágico de Harry Potter nas telas do cinema (31/07)

Nesta aula, apresentaremos a lógica da adaptação de obras literárias para o cinema a partir da visão de Joseph Boggs e Dennis Patrie, e introduziremos o conceito da jornada do herói, na visão de Christopher Vogler. A partir desta base teórica, analisaremos a construção de universo em Harry Potter e a Pedra Filosofal e os recursos de linguagem cinematográfica empregados em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban.

Professor: Bruno Sousa Tavares

Bibliografia específica:
ROWLING, J.K. Harry Potter e a pedra filosofal. Tradução de Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
____________, Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban. Tradução de Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
VOGLER, Christopher. A Jornada do Escritor. São Paulo: Editora Aleph. 2015.
BOGGS, Joseph. PETRIE, Dennis. The Art of Watching Films. Nova Iorque: McGraw-Hill. 2012.
THOMPSON, Kristin. Harry Potter treated with gravity. In David Bordwell’s Website on Cinema. 18/09/2013. Disponível em: http://www.davidbordwell.net/blog/2013/09/18/harry-potter-treated-with-…

Filmografia Específica
HARRY Potter e a Pedra Filosofal. Direção de Chris Columbus. Londres: Warner Bros. 2001. 1 DVD (152 min.).
HARRY Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Direção de Alfonso Cuarón. Londres: Warner Bros. 2004. 1 DVD (142 min.).

Programa

1. História da língua galega em contexto histórico;
2. Geografia física de Galícia;
3. Geografia política de Galícia;
4. Símbolos de Galícia (hino, bandeira...);
5. Música tradicional galega;
6. Música contemporânea galega;
7. O entroido (carnaval);
8. Mitologia;
9. Gastronomia;
10. Deportes;
11. Política:
12. Diáspora galega;
13. Literatura galega;
14. Nacionalismo galego.

Ensaios sobre lingua e cultura

Barreiro Fernandez, Xosé Ramón. 2007. Os símbolos de Galicia. Consello Cultura Galega.
Cuba, Xohán R.; Reigosa, Antonio; Miranda, Xosé. 2007. Dicionario dos seres míticos galegos. Xerais.
García, Constantino; Monteagudo, Mª Teresa. O libro das palabras: obra xornalística completa. Xunta de Galicia.
Queipo, Xavier. 2009. Felices e diferentes. Laiovento.
Reigosa, Antonio. 2015. Galicia Encantada: O país das mil e unha fantasías. Xerais.
Rivas, Manuel. 1999. Galicia Galicia. Xerais.

Ensaios relacións Galicia/Brasil

Barreto Rocha, Júlio César. “O brasil fala lingua galega”. 1999. Revista Agália, nº 59. Revista Internacional da
Associaçom Galega da Língua. Ourense.
Corbacho Quintela, Antón. 2009. A aculturação e os galegos do Brasil: o vazio galeguista. Tese de doutorado.
Universidade Santiago de Compostela.
Freixeiro Mato, Xosé Ramóm. 2009. “Consideracións sobre as orixes galegas da lingua do Brasil”. In: Tato
Fontaíña, Laura; Tavares Maleval, Mª do Amparo. Estudos galego-brasileiros 3: lingua, literatura, identidade.
Grupo de Investigación Lingüística e Literaria Galega.

Programa

Aula 1 - O campo de Terezín: propaganda nazista, arte e educação;
Aula 2 - Desenhos e poemas das crianças: arte como forma de enfrentamento da realidade;
Aula 3 – Literatura infantil e juvenil sobre o Holocausto;
Aula 4 – Guetos nazitas: nova forma de segregação;
Aula 5 – Vestígios da educação e resistência: o Arquivo Ringelblum;
Aula 6 – Narrativas sobre a infância judaica no gueto de Varsóvia: “Diferentes olhares";
Aula 7 – A vida judaica na Polônia antes da segunda guerra mundial;
Aula 8 – Entrevista com um sobrevivente do Holocausto com o tema: sina e atitudes das crianças internadas em Campos de Concentração e Guetos;
Aula 9 – Janusz Korczak: ontem, hoje e amanhã.

Referências bibliográficas

ADORNO, Theodor W. Educação após Auschwitz. In. Educação e emancipação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995.
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade e Holocausto. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.
BERG, Mary. El ghetto de Varsovia: diário de Mary Berg. Buenos Aires: Hemisfero, 1945.
BRENNER, Hannelore. As meninas do quarto 28: amizade, esperança e sobrevivência em Theresienstadt. São Paulo: LeYa, 2014.
CARNEIRO, Maria Luiza Tucci. Holocausto: Crime contra a Humanidade. São Paulo: Ática, 2000.
FERNANDES, Luciane Bonace Lopes. Escrever poesia [durante] Auschwitz: concepções do universo concentracionário nos poemas das crianças de Terezín. 36 f. Relatório Final (Pós-Doutorado em Letras Orientais) Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2019.
FERNANDES, Luciane Bonace Lopes. Concepções do universo concentracionário: diálogos entre os poemas e desenhos das crianças de Terezín. 127 f. + anexos. Relatório Final (Pós-Doutorado em Metodologia do Ensino e Educação Comparada) Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2018.
FERNANDES, Luciane Bonace Lopes. Pelos olhos da criança: concepções do universo concentracionário nos desenhos de Terezín. 2015, 468 f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo.
FERNANDES, Luciane Bonace Lopes. O real, o fantástico e o insólito: narrar o Holocausto para crianças. In. CUNHA, Maria Zilda, et ali. (orgs.). Literaturas de recepção infantil e juvenil e linguagens do imaginário. Paraíba: Editora Universitária da UFPB, 2020.
FRANK, Anne. O diário de Anne Frank. São Paulo: Record, 1995.
FRANKL, Viktor Emil. Em busca de sentido. Porto Alegre: Sulina, 1984.
GRYNBERG, Michael. Voces del gueto de Varsovia. Trad. Katarzyna Olszewska Sonnenberg y Sergio Trigán. Barcelona: Alba Editorial, 2004.
GRUENBAUM, Thelma. Nesarim: child survivor of Terezín. Estados Unidos: Vallentine Mitchell, 2004.
HEYDECKER, Joe J. Where is Thy Brother Abel? Documentary Photographs of the Warsaw Ghetto. São Paulo: Atlantis Livros, 1981.
KASSOW, Samuel D. Quem escreverá a nossa História: Os arquivos secretos do Gueto de Varsóvia. São Paulo: Cia. das Letras, 2009.
KORCZAK, Janusz. Diário do Gueto. Trad. Jorge Rochtlitz. São Paulo: Perspectiva, 1986.
_______. Como amar uma criança (Parte I: Varsóvia 1919; Parte II: Varsóvia 1920). Edição Brasileira, São Paulo: Paz e Terra, 1983.
_______. Dat Hayeled [Hebraico]. Israel: by Ghetto Figthers’ House Ltd, 1978.
_______.Hamelekh Hamatia Harishon, helek Rishon [Hebraico]. O Rei Matheus Primeiro. I ed. : Varsóvia, 1923.Trad. do polonês para o hebraico de Uri Orlev. Jerusalém: Beith Hotzaá keter, [s.d.].
_______. Min Hagheto [Hebraico]. (De dentro do gueto), 1939-1942. I ed..: Varsóvia, 1957. Trad. Tzvi Arad. Israel: by Ghetto Fighters’ House., 1972.
_______. Quando eu voltar a ser criança. I ed. : Varsóvia, 1926. Trad. Yan Michalski. São Paulo: Summus Editorial, 1981. (Coleção dirigida por Fanny Abramovich).
_______. Como amar uma criança. Trad. Sylvia Patrícia Nascimento Araújo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.
_______. A sós com Deus – orações dos que não oram. São Paulo: Comenius, 2007.
KRAUS. Otto B. O bloco das crianças: um romance baseado na verdadeira história de um sobrevivente de Auschwitz. 2° ed. Lisboa: Editorial Presença, 2019.
KRIZKOVÁ, Marie Rut; KOTOUC, Kurt Jirí; ORNEST, Zdenek. We are children just the same: VEDEM, the secret magazine by the boys of Terezín. Estados Unidos: Paul R. Wilson, 1994.
KULKA, Otto Dov. Paisagens da metrópole da morte: reflexões sobre a memória e a imaginação. 1° ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
LEVI, Primo. É isto um homem? Rio de Janeiro: Rocco, 1988.
MAKAROVA, Elena. Friedl Dicker-Brandeis: Vienna 1898 – Auschwitz 1944. Estados Unidos: Tallfelow Press, 1999.
RINGELBLUM, Emanuel. Crónica del Gueto de Varsovia. Tradução, Seleção, introdução e notas de Katarzyna Olszewska Sonnenberg y Sergio Trigán. Barcelona: Alba Editorial, 2003.
RUBIN, Susan Goldman. Fireflies in the dark. The story of Friedl Dicker-Brandeis and the children of Terezín. New York: Scholastic, 2000.
SAKOWSKA, Ruta. Archives Clandestines du Ghetto de Varsovie. (Archives Emanuel Ringelblum). Les Enfants et L’enseignement Clandestin dans le Ghetto de Varsovie. Paris: Fayard / BDIC, 2007. Tome II
SARUE, Sarita Mucinic, Vozes de Paz em tempos de Guerra: Janusz Korczak dinate da criança, do antissemitismo, do Sionismo e do Holocausto. São Paulo: Editora Humanitas , 2015
SCHILLING, Flávia. I. Estudos sobre Resistência. São Paulo, 1991. 146 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de educação, Universidade Estadual de Campinas.
SELIGMANN-SILVA, Márcio. Imagens de Terezín: a arte entre o testemunho e a resistência. Revista 18: Centro de Cultura Judaica, São Paulo, Ano III, (09), p. 32-33, set/out/nov. 2004.
SOUZA, Nanci Nascimento de. Gueto de Varsóvia : educação clandestina e resistência / Nanci Nascimento de Souza. -- São Paulo : Humanitas : FAPESP, 2017. 264 p. -- (Histórias da Repressão e da Resistência).
SOUZA, Solange Jobim e. Infância e linguagem: Bakhtin, Vygostsky e Benjamin. Campinas: Papirus, 2012.
SMITH, Lyn. Forgotten Voices of The Holocaust: Trues stories of Survival – From Men, Women and Children Who Were there. Great Britain: Ebury Press, 2006.
THOMSON, Ruth. Terezín: voices from Holocaust. Estados Unidos: Candlewick Press, 2011.
VOLAVKOVÁ, Hana. … I never saw another butterfly… Children’s drawings and poems from Terezín concentration camp, 1942-1944. Praga: Schocken Books, 1978.
WACQUANT, Loïc. As Duas Faces do Gueto. Trad. Paulo Cezar Castanheira. São Paulo: Boitempo, 2008.
WEISS, Helga. O diário de Helga Weiss: O relato de uma menina sobre a vida em um campo de concentração. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2013.
WIESEL, Elie. A noite. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001.
VISHINIAC, Roman. Children Of a Vanished World. Mara Vishiniac Kohn and Miriam Hartman Flacks (Ed.). Los Angeles; London: University of California Press; Ltd. London, 1999.
WIX, Linney. Through a narrow window: Friedl Dicker-Brandeis and her Terezín students. Estados Unidos: University of New Mexican Press, 2010.

Artigos
ARTIÉRES, Phillippe. Arquivar a própria vida. Revista Estudos Históricos, v. 11, n. 21, p. 9-34, 1998.
FOUCAULT, Michael. Dois ensaios sobre o sujeito e o poder. In: FREYFUS, Hubert; RABINOW, Paul. Michel Foucault. Un parcours philosophique. Paris: Gallimard, 1984, p. 297-321. Disponível em: . Acesso em: 26 Out. 2011.
KARDOS, Suzan M. Not Bread alone: clandestine Schooling and resistance in the Warsaw ghetto during the holocaust. Havard Educational Review. Cambridge, v. 72, n. 1, p. 33-66, 2002. Disponível em: www.harvardeducationreview.org. Acesso em: 10 jul. 2012.
Souza, Nanci Nascimento de. “Educação Clandestina no Gueto de Varsóvia: Cantinas-Escola Como Espaço de Resistência” foi publicado na revista Cadernos de Língua e Literatura Hebraica, da Universidade de São Paulo, n. 11, 2013. Ver http://www.revistas. usp.br/cllh/article/view/83523.
YITZHAK, Arad; GUTMAN, Israel; MARGALIOT, Abraham (Ed). Documents on the Holocaust (Documentos sobre el Holocausto). Jerusalém: Yad Vashem, 1981, p. 173-178. SOUZA, Regina Maria; GALLO, Silvio. Por que matamos o barbeiro?
Reflexões preliminares sobre a paradoxal exclusão do outro. Educação e Sociedade – Dossiê “Diferenças”. Revista Quadrimestral de Ciência da Educação, (S.l.), n. 79, ano XXIII, p. 1-25, ago. 2002.

Programa

Este curso se propõe a abordar a obra de autoras italianas, algumas já bastante conhecidas, outras menos divulgadas, ou até inéditas. O percurso se iniciará com os textos medievais para chegar às publicações dos primeiros anos do século XX, passando pelos períodos do Renascimento, da Contrarreforma e da unificação da Itália, com o propósito de refletir sobre as importantes contribuições que poetas, prosadoras e intelectuais deram não só para a história da literatura, mas também para o mundo da arte, da política e do pensamento.

O curso será dividido em oito encontros:

1. As primeiras autoras da literatura italiana.
Nesta aula será apresentada a relação entre mulheres e escrita, desde as origens da tradição literária italiana; serão abordados os textos de autoras da Idade Média, entre as quais Compiuta Donzella e Nina Siciliana.

2. Da prosa religiosa do século XIV às mulheres humanistas.
Neste encontro retomaremos as diferentes tipologias de escrita que as mulheres produziram na Itália medieval, destacando a importância de Caterina da Siena. Serão apresentadas as contribuições das mulheres humanistas (Isotta Nogarola, Lucrezia Tornabuoni e Cassandra Fedele) para as letras italianas dos séculos XV e XVI.

3. As poetas do século XVI.
Esta aula será dedicada às poetas do Cinquecento, que desempenharam um papel fundamental na profunda renovação da cultura e das letras italianas. Após delinear os traços do petrarquismo italiano, analisaremos poemas de autoras de grande relevo, entre as quais Vittoria Colonna, Gaspara Stampa, Veronica Franco e Veronica Gambara.

4. Os tratados sobre a condição feminina entre os séculos XVI e XVII.
No Renascimento foram compostos importantes tratados sobre a condição das mulheres e sua participação nos ambientes intelectuais. Neste encontro falaremos sobre esses textos, escritos inicialmente por homens e depois também por mulheres, ressaltando a importância de Moderata Fonte e Lucrezia Marinelli, ambas de origem veneziana.

5. A misoginia e a defesa das mulheres no período contrarreformista.
Nesta aula serão abordados os textos de Arcangela Tarabotti e Sara Copia Sullam, também de Veneza, que através da escrita se opuseram às críticas misóginas. Refletiremos sobre as diversas tipologias textuais produzidas nessa época e sobre o papel da escrita feminina no período da Contrarreforma.

6. Intelectuais, poetas e jornalistas no século XVIII.
Após falar sobre a importância das mulheres nos ambientes da Arcádia, abordaremos as contribuições de autoras, jornalistas e tradutoras para a cultura italiana do século XVIII, refletindo sobre a relação entre mulheres e espaço público, bem como sua atuação no contexto científico.

7. Literatura, educação e feminismo no século XIX.
O século XIX foi um período de grandes mudanças não só culturais, mas também sociais e políticas. Considerando esses aspectos, falaremos de autoras que trouxeram à tona importantes questionamentos; leremos fragmentos da obra de Matilde Serao, figura de grande importância também para a história do jornalismo italiano.

8. O início do Novecento.
A última aula do curso será dedicada àquelas autoras que, através de seus escritos, marcaram a passagem do século XIX para o XX. Falaremos das obras de Neera, Grazia Deledda e Sibilla Aleramo, que com seu livro “Una donna” (1906) introduziu uma referência fundamental para refletir sobre as lutas e conquistas que caracterizariam a vida das mulheres ao longo do século XX.

Bibliografia fundamental

Aleramo, Sibilla. Una donna. Milão: Feltrinelli, 2003.
Bertolio, Johnny L. Controcanone: La letteratura delle donne dalle origini a oggi. Turim: Loescher Editore, 2022.
Chiarini, Ana Maria, Andréia Guerini e Karine Simoni (orgs.). Raízes feministas em tradução - italiano. (Edição bilíngue). Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2022.
Colonna, Vittoria. Rime. Bari: Laterza, 1982.
Contini, Gianfranco. Poeti del Duecento. Tomo I. Milão-Nápoles: Ricciardi.
Cox, Virgina e Chiara Ferrari. Verso una storia di genere della letteratura italiana. Percorsi critici e gender studies, Bolonha: Il Mulino, 2011.
De Luca, Giuseppe. Prosatori minori del Trecento. Tomo I. Scrittori di religione. Milão-Nápoles: Ricciardi, 1954.
Duby, Georges e Michelle Perrot. História das mulheres no Ocidente. Porto: Afrontamento, 1991.
Ferroni, Giulio. Profilo storico della Letteratura Italiana (vols. I e II). Turim: Einaudi Scuola, 1991.
Stampa, Gaspara. Rime. Milano: Rizzoli, 1994.

Obs.
Outros textos serão fornecidos ao longo dos encontros.
Podem ser utilizadas outras edições dos textos citados na bibliografia.

Programa

1. Metodologia 

Depois da apresentação da nova gramática, os alunos praticam os novos conhecimentos com atividades interativas e situações cotidianas. Realizam produções de textos escritos e orais de diálogos, narração, descrição e mensagens curtas. Praticam a compreensão de materiais audiovisuais e a recriação do seu conteúdo. Participam de exercícios e jogos que envolvem os alunos individualmente, em pares ou em pequenos grupos. Fazem debates sobre os assuntos decorrentes. 

2. Programa 

1. Cultura: Apresentação do curso, objetivos, resumo do conteúdo, avaliação. Revisão sobre a cultura e a história húngara (com materiais audiovisuais). Apresentação de músicas folclóricas que contam a história húngara. 
2. Língua: Revisão do semestre anterior: Produção e compreensão de textos 
3. Língua: Regência Verbal e alguns casos do Imperativo. Situação: “no Restaurante”, Vocabulário: comidas típicas húngaras e expressões comuns 
4. Cultura: Cidades e regiões húngaras e seus pontos turísticos mais importantes (com materiais audiovisuais) 
5. Língua: Rotina diária e o tempo. Sufixos: modo temporal: -kor (as); ablativo: - tól/től (desde), terminativo: -ig (até). Vocabulário: Expressões de Tempo 
6. Cultura: A virada do século: Budapeste, "a Paris do Leste”, o Parlamento e outras belezas da arquitetura (com materiais audiovisuais) 
7. Língua: Possessivo 1. Os pronomes possessivos; Sufixo genitivo. Vocabulário: Família, Parentes 
8. Cultura: A Primeira Guerra Mundial; 1. o final do Empério Áustro-Húngaro 
9. Língua: Possessivo 2. A estrutura do possessivo. Vocabulário: As partes do corpo 
10. Cultura: O Tratado de Trianon e suas consequências; Conhecimentos gerais sobre a Transilvânia (com materiais audiovisuais) 
11. Cultura: A Primeira Guerra Mundial 2. nas artes, literatura e cinema 
12. Língua: Possessivo 3. Possessivo no Plural 
13. Cultura: A II. Guerra Mundial (com materiais audiovisuais) 
14. Língua: Saber, Querer, Poder. Conjunções coordenativas: aditivas, adversativas. Vocabulário: atividades 
15. Cultura: A II. Guerra Mundial 2. nas artes, literatura e cinema (com materiais audiovisuais) 
16. Língua: O passado 1. Verbos regulares. Conjunções coordenativas: alternativas, conclusivas. 
17. Cultura: A Ditadura Socialista e a Revolução de 1956. 1. (com materiais audiovisuais) 
18. Língua: O passado 2. Verbos irregulares 
19. Cultura: A Ditadura Socialista e a Revolução de 1956. 2.- nas artes, literatura e cinema 
20. Língua: Prova 
21. Cultura: As ondas da imigração húngara no mundo, inclusive no Brasil. Húngaro-brasileiros ilustres. Palestrante convidado 
22. Língua: Produção e compreensão de textos no passado. 
23. Cultura: De 1989 até hoje; Hungria na União Europeia 
24. Língua: O clima. Vocabulário: as características do tempo 
25. Cultura: As ondas da imigração húngara no mundo, inclusive no Brasil 
26. Língua: O caso dativo: o sufixo dativo –nak/nek (para) 
27. Cultura: Szerelmesfilm de István Szabó, análise do filme. 
28. Língua: Revisão, Produção e compreensão de textos 
29. Cultura: Apresentação de músicas típicas que contam a história húngara. 
30. Prova Final 

3. Bibliografia 

Língua: 
DURST, Péter: Lépésenként magyarul 1.-2-3., Szegedi Tudományegyetem, Szeged, 2004. 
SZITA, Szilvia – PELCZ, Katalin: MagyarOK 1-2, Pécsi Tudományegyetem, Pécs, 2013. 
MARSCHALKÓ, Gabriella: Hungarolingua 1-2, Debreceni Nyári Egyetem, Debrecen, 2012. 
ERDŐS, József – PRILESZKY, Csilla: Halló, itt Magyarország! 1-2, Akadémiai kiadó, Budapest, 2007. 
Cultura: 
RÓNAI, Paulo: Antologia do conto húngaro, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1998. 
SZABÓ, Ladislao: Hungria 1956. Contexto, São Paulo, 2006. 
MÁRAI, Sándor: As velas ardem até o fim, Dom Quixote, São Paulo, 2001. 

Obs.: Não haverá aulas no dia 10/10/2017.

Programa

In Civilization and its Discontent Freud develops—in part openly, in part secretly—a peculiar, paradoxical and abyssal logic in order to formalize how culture (or civilization) is in a mortal battle with itself. Even more so, culture is this battle; and civilization is the result of a violence the sole aim and source of which is the destruction of civilization. The determining factors of this logic form the proper object of psychoanalysis which had developed out of clinical concerns; and what occurs here as “violence,” or “destruction,” as it does in several texts whose themes are cultural, historical, or sociological, is given multiple other names in all of Freud’s work or is linked to such names: the unconscious, the drive, libido, Eros, Thanatos, sexuality, narcissism, masochism, even hysteria, obsession and psychosis. All these terms mark instances of the same logic in which what we call the “sexual” and “language” are entangled with a “cruelty” that is neither the opposite of pleasure nor can be derived from any supposedly natural ground.
 
In this seminar, we will trace this logic as well as its material in its reiterations, displacements, and reinventions from Freud’s clinical writings, through his constructions and theories of the “psyche,” to his analyses and speculations in civilization and history. Freud’s text will be read closely, with the attention to details that he himself performed as a virtue and a method.
 
This method and the logic it allows to unearth and formalize will allow not only to address the exigencies that psychoanalysis itself faces today but also to think through current phenomena and tendencies of political and ecological (self-)destruction.
 
NB: The course will mostly conducted in English but students are invited to use Portuguese if they feel more comfortable with it.
 
Syllabus
 
First Meeting: The Global Aporia
- Civilization and its Discontent
- Why War?
 
Second Meeting: Sexual Logic / Deadly Logical
- Three Essays on the Theory of Sexuality [Excerpts]
- Drives and their Vicissitudes
- Beyond the Pleasure Principle [Excerpts]
 
Third Meeting: Impossible Work
- Mourning and Melancholia
- Remembering, Repeating and Working-Through
- “A Child is Being Beaten”
 
 
Fourth Meeting: Political Inhibition, Sexual Symptoms, Ecological Anxieties
- Inhibition, Symptom, Fear
- Fragments of our current situation
 
Bibliography
NB: A digital “reader” will be provided “dropbox” beforehand. Students are invited to use Portuguese language editions, French translations or the German original as well.
Sigmund Freud, “Instincts and their Vicissitudes”. The Standard Edition, Volume XIV (1914-1916): On the History of the Psycho-Analytic Movement, Papers on Metapsychology and Other Works, pp. 109-140.
---, Three Essays on the Theory of Sexuality (1905). The Standard Edition of the Complete Psychological Works of Sigmund Freud, Volume VII (1901-1905): A Case of Hysteria, Three Essays on Sexuality and Other Works, 123-246.
---, ‘A Child is Being Beaten’ A Contribution to the Study of the Origin of Sexual Perversions. The Standard Edition of the Complete Psychological Works of Sigmund Freud, Volume XVII (1917-1919): An Infantile Neurosis and Other Works, 175-204
---, Beyond the Pleasure Principle. The Standard Edition of the Complete Psychological Works of Sigmund Freud, Volume XVIII (1920-1922): Beyond the Pleasure Principle, Group Psychology and Other Works, 1-64
---, Mourning and Melancholia. The Standard Edition of the Complete Psychological Works of Sigmund Freud, Volume XIV (1914-1916): On the History of the Psycho-Analytic Movement, Papers on Metapsychology and Other Works, 237-258
---, Remembering, Repeating and Working-Through (Further Recommendations on the Technique of Psycho-Analysis II). The Standard Edition of the Complete Psychological Works of Sigmund Freud, Volume XII (1911-1913): The Case of Schreber, Papers on Technique and Other Works, 145-156
---, Civilization and its Discontents. The Standard Edition of the Complete Psychological Works of Sigmund Freud, Volume XXI (1927-1931): The Future of an Illusion, Civilization and its Discontents, and Other Works, 57-146Freud, S. (1939).

 

Programa

O curso se compõe de 04 aulas de duas horas, das quais a meia-hora final é destinada ao debate dos temas abordados.
I. (03.03) Estética, Sensismo e Fenomenologia: Introdução aos conceitos-chave do curso (ambas).

II. (10.03) Italo Calvino e Giacomo Leopardi: introdução às obras Palomar e Operette morali, mostrando os pontos de contato entre os autores através dos sensorialidade como ponto de partida para a escrita (Iolanda Guilherme).

III. (17.03) Palomar e La Scienza: dois etnógrafos dos sentidos (Isabella Callia). Sr. Palomar vai às compras, Sotto il sole giaguaro (Sapore Sapere) e Lingua alla scarlatta. Distintos níveis de leitura/interpretativos. Leopardi citado por Artusi.

VI. (24.03) Calvino e Artusi citam Dante (ambas). Como cada autor referencia Dante: ensaio Visibilidade de Lições americanas de Italo Calvino (Iolanda), e a receita “46. Cusucussù”, de Artusi (Isabella).

BIBLIOGRAFIA


ALIGHIERI, D. Divina Commedia. Inferno. Milano: A. Mondadori, 2004.
ALIGHIERI, D. Divina Commedia. Purgatorio. Milano: A. Mondadori, 2006.
ARTUSI, Pellegrino. La Scienza in cucina e l’arte di mangiar bene: a cura di Alberto Capatti. Milano: Rizzoli, 2010.
ARTUSI, Pellegrino. La Scienza in cucina e l’arte di mangiare bene: a cura di Piero Camporesi. Torino: Einaudi, 2007.
BELPOLITI, M. L'occhio di Calvino. Piccola Biblioteca Einaudi, 2006.
CALVINO, Italo. Collezione di sabbia. Mondadori: Milano, 2006. p. 11 – 21.
CALVINO, Italo. Palomar. Mondadori: Milano, 2016. p. 61 – 70.
CALVINO, I. Lezioni americane: sei proposte per il prossimo millennio. Milano: A. Mondadori, 1993.
CAMPOS, Haroldo. Pedra e luz na poesia de Dante. São Paulo: Imago, 1998.
CARNEIRO, Henrique. Comida e sociedade. Uma história da alimentação. Rio de Janeiro: Campus, 2003.
LEOPARDI, G. Operette Morali [1827]. Bur Rizzoli, 2008.
LEOPARDI, G. Zibaldone di Pensieri [1817 – 1832]. Vols. I-II, Milano: Bompiani, 1993.
MONTANARI, Massimo. Il cibo come cultura. Bari: Laterza, 2004.
MONTANARI, Massimo. O mundo na cozinha. São Paulo: Senac, 2009.
PARRONCHI, A. “Il computar” e altri studi leopardiani. Casa Editrice Le Lettere: Firenze, 1998.
PATRIZI, Giorgio. Il modello della via lattea: la metaletteratura di Calvino, Prose contro il romanzo: antiromanzo e metanarrativa nel Novecento italiano. Napoli: Liguori, 1996.
PRETE, A. La poesia del vivente. Leopardi con noi. Bollati Boringhieri, 2019.
SERRA, F. Calvino e il pulviscolo di Palomar. Firenze: Le Lettere, 1996.

Programa

Aula 1
Embricamentos entre o cinema e a antropologia
O filme etnográfico e o documentário
Cinema Ficcional e não-ficcional
A subjetividade na pesquisa antropológica: Imaginação, faz de conta, como se...

Filme: Nanook do Norte, Robert Flaherty, 1922
https://archive.org/details/nanookOfTheNorth1922
Artigos:
COSTA, Catarina Alves. “O filme etnográfico em Portugal: condicionantes à realização de três filmes etnográficos”.
Doc On-line: 1998. Disponível em: http://bocc.ubi.pt/pag/costa-catarina-filme-etnografico.html
FLAHERTY, Robert. “How I filmed Nanook of the North”. In http://www.cinemaweb.com/silentfilm/bookshelf/23_rf1_2.htm
GERVAISEAU, Henri. “Nanook of the north”. In Cadernos de Antropologia e Imagem nº 1, Rio de Janeiro, UERJ, 1995, p.91. (será disponibilizado)
PENAFRIA, Manuela. O Documentarismo do Cinema. Doc On-line: 2006. Disponível em:
http://www.bocc.ubi.pt/pag/penafria-manuela-documentarismo-reflexao.pdf
SALLES, João Moreira. “A dificuldade do documentário”. In: ECKERT, Cornelia; NOVAES, Sylvia Caiuby. O
imaginário e o poético nas ciências sociais. Bauru: EDUSC: 57-72, 2005. (será disponibilizado)

Aula 2
Etnoficção enquanto prática
Pesquisa de campo
"Não" atores – sujeitos - performers
Direção dos “não” atores
Histórias de vida
Criação colaborativa (falar sobre e falar com)

Filmes:
Behind The Scene Turtles Can fly, Bahman Ghobadi - https://www.youtube.com/watch?v=k7Io-syTNsM
Jean Rouch - Subvertendo Fronteiras, de Ana Lúcia Ferraz, Edgar Teodoro da Cunha, Paula Morgado e Renato Stutzman - https://vimeo.com/54448649
Moi un Noir, de Jean Rouch - https://www.youtube.com/watch?v=GgZJEPekuJA
Artigos
HIKIJI, Rose S G. Rouch Compartilhado. Iluminuras, Porto Alegre, v.14, n.32, p.113-122, jan./jun. 2013.
SZTUTMAN, Renato & SCHULER, Evelyn. A louca maestria de Jean Rouch (entrevista). In Sexta Feira.
Antropologia artes humanidades, n. 1, São Paulo: Pletora, 1997, pp. 12-22.

Aula 3
Dramatização – personagens
Cine-transe (câmera, encontro)
Cinema observativo x Cinema verdade
Etnoficção no Brasil

Filmes:
Fabrik Funk, de Alexandrine Boudreault-Fornier, Rose S G Hikiji, Sylvia Caiuby Novaes.
https://vimeo.com/116293697
Artigos:
BOUDREAULT-FORNIER A, HIKIJI RSG, CAIUBY NOVAES S. Etnoficção: uma ponte entre fronteiras. In: A
experiência da imagem na etnografia. São Paulo: Terceiro Nome; 2016.
COLLEYN, Jean-Paul. Jean Rouch, 54 anos sem tripé. in Cadernos de Antropologia e Imagem vol. 1. Rio de Janeiro, UERJ, 1995, pp. 65-74.
HIKIJI, R. S. G. et al. O vídeo e o encontro etnográfico. Cadernos de Campo: Revista dos alunos de pós-graduação em antropologia social da USP, 15 (ja/dez. 2006), 287-299.

Aula 4
Polifonia
Autorrepresentação
Ética

Filmes:
Marangmotxíngmo Mïrang - Das crianças Ikpeng para o mundo (2001), Kumaré Ikpeng, Karané Ikpeng e Natuyu Yuwipo Txicão
https://www.youtube.com/watch?v=MNIeHjdfvJg
Oficinas Hotel Cambridge
https://www.youtube.com/channel/UC0dI4Kn6hig9m7mRiA9uE-A
Artigos:
ARAÚJO, Ana Carvalho Ziller; CARELLI, Rita; CARELLI, Vincent. Cineastas indígenas para jovens e crianças. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro, 2010. http://www.videonasaldeias.org.br/downloads/vna_guia_criancas.pdf
SHOHAT, Ella; STAM, Robert. A estética da resistência. In: SHOHAT, Ella; STAM, Robert. Crítica da Imagem Eurocêntrica: Multiculturalismo e Representação. São Paulo: Cosac Naify, 2006, pp. 445 a 453 (será disponibilizado).

Programa

Asuntos

• Nomes de Frutas e Legumes
• Locais de compras
• Expressões de compras
• Pretérito Perfeito Testemunhado (sufixo -di, -du)
• Adjetivos -superlativo (Kopkoyu, sapsari, yemyesil)
• Adjetivos duplos (ikilemeler)
• Nomes de Comidas e Bebidas
• Expressões de Compras
• Expressões de Tempo
• Ser – Estar Pretérito Perfeito Testemunhado
• Adjetivos Indetermindos
• Caso Anlativo (Sufixo -dan, -den)
• Nomes de Comidas
• Nomes de Bebidas
• Nomes de Sobremesas
• Presente (Genis Zaman)
• Caso optativo (Yapayim, Edeyim)
• Nomes de Roupas
• Nomes de Cores
• Expressões sobre vestimento
• Pronomes de Posse (Sufixo -ki)
• Pronomes Reflexivos (Kendi)

Programa

Detalhamento:

Aula 1. Apresentação do curso: as linhas do pensamento de Eisenstein.

Aula 2. Eisenstein na obra de V. V. Ivánov: o problema fundamental.

Aula 3. Imagem e representação (parte 1)

Aula 4. Imagem e representação (parte 2)

Aula 5. Composição e sentido.

Aula 6. A montagem como elemento criativo.

Aula 7. A montagem vertical: movimento interno.

Aula 8. Conversas finais: tensão e significado.

 

Bibliografia inicial:
AUMONT, Jacques. As teorias dos cineastas. Trad. Marina Appenzeller. Campinas, SP: Papirus, 2004.
BORDWELL, David. El cine de Eisenstein: teoría y práctica. Trad. José García Vázquez. Barcelona; Buenos Aires: Paidós, 1999.
EISENSTEIN, Sergei. O sentido do filme. Trad. Teresa Ottoni. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2002.
IVÁNOV, V. V. Dos diários de Serguei Eisenstein e outros ensaios. Trad. Aurora Fornoni Bernardini e Noé Silva. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2009.
MACHADO, Arlindo. Eisenstein. um dialogismo radical. In Revista Polímica. n. 3 São Paulo: Ed. Moraes Ltda, 1981. p. 23-43.
PEREIRA, E. M. de B. Literatura e cinema: a imagem artística nos escritos de Serguei Eisenstein. 2023. 298p. Tese (Doutorado em Teoria e História Literária) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2023. Disponível em: https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/1310808.
XAVIER, Ismail. Eisenstein: da montagem de atrações ao cinema intelectual. In O discurso cinematográfico: a opacidade e a transparência. 4 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2008. p. 129-146.
ИВАНОВ, Вяч. Вс. Эстетика Сергея Эйзенштейна. Москва: Академический проект, 2019.