Programa

CONTEÚDO:
- Introdução ao crioulo haitiano: história, cultura, expressões fáticas
- Aspectos fonético-fonológicos do crioulo haitiano
- Aspectos da morfossintaxe do crioulo haitiano
- Aspectos da sintaxe e da semântica verbal do crioulo haitiano

METODOLOGIA:
O conteúdo do curso (videoaulas e exercícios) ficará disponível aos alunos durante o período de 10/06/2021 a 27/06/2021. Dentro desse período os alunos deverão assistir a todas as videoaulas e realizar os exercícios correspondentes a cada uma das videoaulas para fazer jus ao certificado. A entrega dos exercícios e o desempenho alcançado pelos alunos será o método para avaliação de acompanhamento das aulas. O conteúdo do curso será liberado por meio de uma plataforma de cursos on-line que será informada aos alunos por e-mail. Os alunos poderão enviar dúvidas por meio da plataforma e as dúvidas serão respondidas diariamente (segunda a sexta), por meio da plataforma, e todos os alunos terão acesso às perguntas dos colegas e respostas do professor.

BIBLIOGRAFIA:
ABOH, Enoch, e DEGRAFF, Michel. (2017). A Null Theory of Creole Formation Based on Universal Grammar. Oxford Handbooks Online.
DEGRAFF, Michel. 2007. Haitian Creole. In Comparative Creole Syntax: Parallel Outlines of 18 Creole Grammars, John Holm and Peter Patrick, eds., London: Battlebridge Publications (Westminster Creolistics Series, 7), 2007.
________________. 2017. La langue maternelle comme fondement du savoir: L’initiative MIT-Haïti: vers une education en créole efficace et inclusive. Revue transatlantique d’études suisses.
DEJEAN, Yves, 1983. Diglossia revisited: French and Creole in Haiti. Word, 34, 189-213.
HOLM, John. An Introduction to Pidgins and Creoles. Cambridge University Press, 2000.
LEFEBVRE, Claire. Creole genesis and the acquisition of grammar: the case of Haitian Creole. Cambridge,
Cambridge University Press, 1998.
SILVA, Bruno Pinto. 2019. Afinal, o que são crioulos e pidgins? Texto apresentado para a conclusão da disciplina FLL 5087 - Contato de Línguas. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Departamento de Linguística, Universidade de São Paulo, São Paulo.

SITES DE APOIO:
Blog Aprenda Crioulo Haitiano: aprendacrioulohaitiano.com

Programa

Programação
Aula 1 - 06/10/22 - História e memória pública da escravidão e do colonialismo: o papel das políticas culturais
Profª. Drª Maria Cristina Cortez Wissenbach (apresentação FFLCH/USP), Prof. Dr. David Ribeiro (MASP)
Leitura: GRINBERG, Keila. O mundo não é dos espertos: história pública, passados sensíveis, injustiças históricas. Hist. Historiogr. v. 12, n. 31, set.-dez., ano 2019, p. 145-176.

Aula 2 - 13/10/ 22 - A escrita da existência negro-paulistana: Cartografias, patrimônios e narrativas audiovisuais
Prof. Marcelo Vitale (PPGHS-USP),, Profª. Thaís Avelar (DIVERSITAS/USP)
Leitura: SILVA, Marcelo Vitale Teodoro da. Experiências negras: territorialidade e invisibilidade no município de São Paulo. In: ---- Territórios negros em trânsito, Sociabilidades e redes negras na São Paulo do Pós-Abolição.
Dissertação de mestrado, DIVERSITAS FFLCH/USP, 2018.

Aula 3 - 20/10/22 - Diáspora, quilombo e afro-cultura: Presença de africanos e afrodescendentes nas comunidades rurais do território de Identidade do extremo sul baiano
Prof. Paulo Cesar Pereira de Jesus (NUANC/UFSB)
Leitura: CARMO, Alane Fraga do. Colônia Leopoldina: processo de formação e perfil da população livre. In: --- Colonização e escravidão na Bahia: a Colônia Leopoldina (1850-1888). Dissertação de mestrado, UFBA/FFCH, 2010.
REIS, João José. Quilombos e revoltas escravas no Brasil. Revista USP, São Paulo, n. 28, p. 14 - 39, 1996.

Aula 4 - 27/10/22 - De fazenda à comunidade quilombola: A teia familiar do liberto Honório em Rio das Rãs
Profª. Maria de Fátima Novaes Pires (DH/FFCH/UFBA - Estágio Pós-Doutoral - FFLCH/USP), Profª. Napoliana Pereira Santana (UFOB/UFBA)
Leitura: Santana, NAPOLIANA. Participação escrava nos negócios com o gado de fazendas sertanejas. In: --- Família e microeconomia escrava no sertão do São Francisco (Urubu-BA, 1840 a 1880). Dissertação de mestrado, UFBA, 2012.

Aula 5 - 10/11/22 - Perspectiva Índica: um olhar para a África através do oceano Índico
Prof. Thiago Folador (PPGHS-USP), Prof. Moreno Stedile (PPGHS-USP)
Leitura: ALPERS, Edward. A. A África e o oceano Índico. In: REGINALDO, Lucilene; FERREIRA, Roquinaldo. África, margens e oceanos: perspectivas de história social. Campinas: Unicamp, 2021. pp. 47-72.

Aula 6 - 17/ 11/ 22 - Mulheres na África: subjetividades, narrativas e representações (Século XIX e XX)
Profª. Iamara Nepomuceno (IFSP), Profª. Mariana Vita (FFLCH/USP), Profª. Núbia Aguilar (PPGHS-USP)
Leitura: hooks, bell. Mulheres negras revolucionárias: nos transformamos em sujeitas. In.: --- Olhares negros raça e representação. São Paulo: Elefante, 2019. pp.96-127

Leituras e Materiais complementares:

Aula 2)
Documentário O Negro da senzala ao Soul (1977)
https://www.youtube.com/watch?v=5AVPrXwxh1A
Documentário Orí (1989)
https://www.youtube.com/watch?v=i55PzJYYr70
Documentário CULTNE - Frente Negra Brasileira (1985)
https://www.youtube.com/watch?v=2FRnKpFLiQE
Documentário Mil Trutas Mil Tretas (2006)
https://youtu.be/slwalSi03g8
Documentário AmarElo (2020)

Aula 3)
SANTANA, Gean Paulo Gonçalves. Vozes e versos quilombolas uma poética identitária e de resistência em Helvécia. Porto Alegre, 2014.
FURTADO, Marcella Brasil; PEDROZA, Regina Lúcia Sucupira; ALVES, Cândida Beatriz. Cultura, identidade e subjetividade quilombola: uma leitura a partir da psicologia cultural. Psicol. Soc., Belo Horizonte, v. 26, n. 1, p. 106-
115, Apr. 2014.
GOMES, Flávio dos Santos. Quilombos/remanescentes de quilombos. In: ---- e Lilia Schwarcz (org.) Dicionário da escravidão e liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 367.
LEITE, Ilka Boaventura. Os quilombos no Brasil: questões conceituais e normativas. Textos e Debates NUER, Florianópolis, n.7, p.40, 2000.
MUNANGA, Kabengele. Origem e histórico do quilombo na África. Revista USP-Dossiê Povo Negro, São Paulo, v. 28, p. 56-63, 1995- 1996.
JESUS, Paulo César Pereira. Ofício, rela, batuque e samba de caixa e pandeiro: sonoridade e expressões da cultura afro-brasileiro na comunidade tradicional de Arara. Dissertação de mestrado, Universidade Federal do Sul da Bahia, Teixeira de Freitas, 2021.
LYRA, Henrique Jorge Buckingham. Colonos e colônias, uma avaliação das experiências de colonização agrícola na Bahia na segunda metade do século XIX. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Sul da Bahia, Curso de Mestrado em Ciências Sociais, Salvador, BA, 1982.
BARICKMAN, Bert. J. Um Contraponto baiano. Açúcar, fumo, mandioca e escravidão no recôncavo, 1780-1860. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.

Aula 6)
COLLINS, Patricia Hill. Pensamento feminista negro: Conhecimento, consciência e a política do empoderamento. São Paulo: Boitempo, 2019.
DIAS, Maria Odila Leite da Silva. Novas subjetividades na pesquisa histórica feminista: uma hermenêutica das diferenças. Estudos Feministas, Florianópolis, Jan./June 1994.
FANON, Franz. Pele negra, máscaras brancas. São Paulo: Ubu, 2020.
FEDERICI, Silvia. Mulheres e caça às bruxas: da Idade Média aos dias atuais. São Paulo: Boitempo, 2019.
MCCLINTOCK, Anne. Couro imperial: raça, gênero e sexualidade no embate colonial. Campinas, Editora da Unicamp, 2010.
OYEWÙMÍ, Oyèrónké. A invenção das mulheres. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021.
RATTS, Alex. Eu sou atlântica: sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: Instituto Kuanza, 2007.
SOUZA, Neusa Santos. Tornar-se negro ou as vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascensão social. Rio de Janeiro: Zahar, 2021.

Programa

Aula 1. [02/02] A experiência afro-americana na história e na literatura I.

Aula 2. [07/02] A experiência afro-americana na história e na literatura II.

Aula 3. [09/02] Teoria e crítica: ideia e prática da poesia e seus aspectos técnicos.

Aula 4. [14/02] Claude McKay e Sterling Brown

Aula 5. [16/02] Margaret Walker e Countee Cullen

Aula 6. [21/02] Gwendolyn Brooks e Robert Hayden

Aula 7. [23/02] Langston Hughes.

Aula 8. [28/02] Epílogo: um sonho adiado.

BIBLIOGRAFIA: 


BERKE, Nancy. “The Girl Who Went to Chicago: Political Culture and Migration in Margaret Walker’s For My People”. In Women Poets on the Left: Lola Rodge, Genevieve Taggard, Margaret Walker. Gainesville: University Press of Florida, 2001, p. 123-156.

BLOOM, Harold (ed.). Bloom’s Major Poets: Gwendolyn Brooks. Broomall, PA: Chelsea Housing, 2003.

______. Bloom’s Modern Critical Views: Robert Hayden. Philadelphia: Chelsea House, 2005.

______. Bloom’s Modern Critical Views: Langston Hughes. New York: Infobase, 2008.

______. African-American Poets – Volume 1: 1700s–1940s. New York: Infobase, 2009.

BROOKS, Gwendolyn. Selected Poems. New York: Harper Collins, 2006.

COOPER, Wayne F. Claude McKay, Rebel Sojourner in the Harlem Renaissance: a biography. Baton Rouge and London: Louisiana State University Press, 1987.

CULLER, Jonathan. Theory of the Lyric. Cambridge, MA and London, UK: Harvard University Press, 2015.

DAVIS, Angela Y. Women, Race & Class. New York: Vintage, 1981.

DENNING, Michael. The Cultural Front: the labouring of American culture in the twentieth century. London and New York: Verso, 2010. (1997)

DU BOIS, W. E. B. The Souls of Black Folk. Oxford: Oxford University Press, 2007.

______. Black Reconstruction in America: toward a history of the part which black folk played inthe attempt to reconstruct democracy in America. London and New York: Routledge, 2012.

EAGLETON, Terry. How to Read a Poem. Oxford: Blackwell, 2007.

HAMADA, Doaa A. “Margaret Walker and Communism: The Thirties and the Forties”. In This is Her Century: a study of Margaret Walker’s work. Newcastle: Cambridge Scholars Publishing, 2013, p. 49-88.

HEGEL, G. W. F. Cursos de Estética Volume IV. Trad. Marco Aurélio Werle e Oliver Tolle. São Paulo: Edusp, 2014.

HOLCOMB, Gary Edward. Claude McKay, Code Name Sasha: queer black Marxism and the Harlem Renaissance. Gainesville, FL: University Press of Florida, 2007.

HUGHES, Langston. The Collected Poems of Langston Hughes. New York: Vintage, 1994.

JAMES, Winston. Claude McKay: the making of a black bolshevik. New York: Columbia University Press, 2022.

MCKAY, Claude. Home to Harlem. Boston: Northeastern University Press, 1987. (1928)

MICKLE, Mildred R. (ed.). Critical Insights: Gwendolyn Brooks. Pasadena, CA and Hackensack, New Jersey: Salem Press, 2010.

MILLER, D. Q. The Routledge Introduction to African American Literature. London and New York: Routledge, 2016.

PERRY, Margaret. A Bio-Bibliography of Countée P. Cullen, 1903-1946. Westport, Connecticut, 1971.

SHAWKI, Ahmed. Black Liberation and Socialism. Chicago: Haymarket Books, 2006.

SMETHURST, James E. The New Red Negro: the literary left and African American poetry, 1930-1946. Oxford: Oxford University Press, 1999.

THURSTON, Michael. “All Together, Bkack and White: Langston Hughes”. In Making Something Happen: American political poetry between the wars. Chapel Hill and London: The University of North Carolina Press, 2001.

TIDWELL, John Edgar; TRACY, Steven C. (ed.). After Winter: the art and life of Sterling A. Brown. Oxford: Oxford University Press, 2009.

TODOROV, Tzvetan. Teoria da Literatura: textos dos formalistas russos. Trad. Roberto Leal Ferreira. São Paulo: Editora Unesp, 2013.

WALKER, Margaret. For My People. New Haven: Yale University Press, 2019. (1942)

WILLIAMS, Eric. Capitalism and Slavery. London: Penguin, 2022.

YOUNG, Kevin (ed.). African American Poetry: 250 years of struggle & song. New York: Library of America, 2020.

ZINN, Howard. A People’s History of the United States. New York: Harper Collins, 2015.

 

 

Programa

Aula 1 –Clima Urbano e adaptação de cidades às Mudanças Climáticas
Conteúdo: Dinâmica com o Padlet sobre o que cada aluno espera do curso. Divulgação de formulário
para compreender as motivações dos participantes.
Apresentação e compreensão das escalas climáticas, segundo diferentes autores. Apresentação de
fenômenos urbanos, como a Ilha de Calor, e de estudos recentes sobre o clima na cidade de São Paulo.
Mudanças climáticas e adaptação das cidades por meio da infraestrutura verde/ soluções baseadas na
natureza. Acordo de paris, legislações vigentes e grupo de cidades globais C40.

Aula 2 - Vegetação e Clima
Conteúdo: Bioclimatologia vegetal. A vegetação influencia o fluxo de calor sensível e latente,
modificando o balanço de energia em superfície.
Apresentação de estudos sobre a influência das árvores na temperatura do ar, umidade relativa, vento e
quantidade de sombra (luz filtrada) em São Paulo e no Brasil, destacando os principais autores.
Soluções baseadas na natureza.

Aula 3 – Métodos de pesquisa
Conteúdo: Apresentação dos métodos usados em artigos específicos (em português). Apresentação de
instrumentos que podem ser utilizados na coleta de dados em campo/ dados primários. Indicação de
ferramentas online para pesquisas sobre mudanças climáticas.

Aula 4 – Estudo de Caso e expectativa do curso
Conteúdo: Apresentação sobre o ENVI-met e pesquisas já realizadas. Conversa com os participantes,
com o uso da dinâmica realizada na primeira aula (Padlet), fornecendo uma devolutiva sobre as
expectativas do curso por parte dos inscritos e uma possibilidade de cada um contar a sua trajetória.

Bibliografia:

Aula 1:
MONTEIRO, Carlos Augusto de Figueiredo. Teoria e Clima Urbano. In: MONTEIRO, Carlos Augusto de Figueiredo;
MENDONÇA, Francisco (org.). Clima Urbano. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2021. p. 9-68.
TARIFA, José Roberto; ARMANI, Gustavo. Os climas urbanos. In: TARIFA, José Roberto; AZEVEDO, Tarik Rezende
de. Os climas na cidade de São Paulo: teoria e prática. São Paulo: USP/FFLCH, 2001, p. 47-70 (Coleção Novos
Caminhos). 
BARROS, H. R.; LOMBARDO, M. A. A ilha de calor urbana e o uso e cobertura do solo em São Paulo-SP. Geousp –
Espaço e Tempo (Online), v. 20, n. 1, p. 160-177, mês. 2016. ISSN 2179-0892. Disponível em:
http://www.revistas.usp.br/geousp/article/view/97783. DOI:
http://dx.doi.org/10.11606/issn.21790892.geousp.20 16.97783. Acesso em: 5 de jan. de 2019.
FERREIRA, Luciana Schwandner. Vegetação, temperatura de superfície e morfologia urbana: um retrato da
região metropolitana de São Paulo. 2019. Tese (Doutorado em Tecnologia da Arquitetura) - Faculdade de
Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019. doi:10.11606/T.16.2019.tde-02102019-
173844.

LOMBARDO, Magda Adelaide. Ilha de calor nas metrópoles: o exemplo de São Paulo. São Paulo: Hucitec, 1985.
Aula 2:
MASCARÓ, Lucia Elvira Raffo de; MASCARÓ, Juan Luis. Vegetação urbana. Porto Alegre: Edelbra, 2002. 242p.
OMETTO, J. C. Bioclimatologia Vegetal.. São Paulo: Ed. Agronômica Ceres, 1981. 425p.
ABREU, Loyde Vieira; LABAKI, Lucila Chebel. Conforto térmico propiciado por algumas espécies arbóreas:
avaliação do raio de influência através de diferentes índices de conforto. Ambiente Construído, Porto Alegre, v.
10, n. 4, p.103-117, out./dez. 2010.
BASSO, Jussara Maria; CORRÊA, Rodrigo Studart. Arborização urbana e qualificação da paisagem. Paisagem e
Ambiente: Ensaios, São Paulo, v. 0, n. 34, p.129-148, dez. 2014. 
DUARTE, Denise Helena Silva. O impacto da vegetação no microclima em cidades adensadas e seu papel na
adaptação aos fenômenos de aquecimento urbano.: Contribuições a uma abordagem interdisciplinar. 2015. 167
f. Tese (Doutorado) - Curso de Arquitetura e Urbanismo, Departamento de Tecnologia da Arquitetura,
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015.
SHINZATO, Paula. O impacto da vegetação nos microclimas urbanos. 2009. 173 f. Dissertação (Mestrado) - Curso
de Arquitetura e Urbanismo, Tecnologia da Arquitetura, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.
Aula 3:
FIORI, Ana Maria. Um método para medir a sombra: Pesquisa avalia cinco espécies de árvores plantadas na área
urbana e indica quais as mais adequadas para dar conforto aos habitantes. Pesquisa Fapesp, São Paulo, v. 61,
p.26-29, fev. 2001. Disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br/2001/01/01/um-metodo-para-medir-a-
sombra/. Acesso em: 28 fev. 2017.
MASCARÓ, Juan José; DIAS, A. P. A.; GIACOMIN, Suelen Debona. Arborização pública como estratégia de
sustentabilidade urbana. SEMINÁRIO INTERNACIONAL DO NÚCLEO DE PESQUISA EM TECNOLOGIA DA
ARQUITETURA E URBANISMO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (NUTAU 2008), 2008.
LABAKI, Lucila Chebel et al. Conforto térmico em espaços públicos de passagem: estudos em ruas de pedestres no
estado de São Paulo. Ambiente Construído [online]. 2012, v. 12, n. 1 [Acessado 12 Novembro 2021] , pp. 167-183.
Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S1678-86212012000 100003>. Epub 02 Maio 2012. ISSN 1678-8621.
https://doi.org/10.1590/S1678-86212012000100003 .
Aula 4:
SILVA, A. L. T. ; FIGUEIREDO, E. C. . A INFLUÊNCIA DA ARBORIZAÇÃO NO CONFORTO TÉRMICO DO PEDESTRE NO
MICROCLIMA URBANO NOS BAIRROS DE HIGIENÓPOLIS E SANTA CECÍLIA. In: XIV Jornada de Iniciação Científica e
VIII Mostra de Iniciação Tecnológica , 2018 , São Paulo. Jornada de Iniciação Científica e Mostra de Iniciação
Tecnológica. : , 2018. p. s/ p.
SILVA, A. L. T. da. A influência da proposta de transformação de quadra urbana no microclima do Largo Santa
Cecília em São Paulo-SP, Brasil. In: ENCONTRO NACIONAL DE CONFORTO NO AMBIENTE CONSTRUÍDO, 17., 2023.
Anais [...]. [S. l.], 2023. p. 1–10. Disponível em: https://eventos.antac.org.br/index.php/encac/article/view/3753.
Acesso em: 12 nov. 2023.
GONÇALVES, Joana; BODE, K. (ed.) Edifício ambiental. São Paulo: Oficina de Textos, 2015

 

Programa

Aula 1: Elsa Morante e Natalia Ginzburg: obras, temas e a história de uma amizade. 
Nesse primeiro encontro, apresentaremos o percurso geral das obras de Morante e Ginzburg, elencando os livros publicados, os principais temas e gêneros explorados pelas autoras. Em seguida, através de correspondências trocadas entre as duas, artigos de jornais e entrevistas televisivas, vamos apresentar a história do vínculo de amizade e trabalho de Morante e Ginzburg, destacando a atuação editorial de Ginzburg em um romance de Morante e os modos como cada uma comentou e apoiou a obra da outra. 

Referências bibliográficas:   
BASSI, G. Con assoluta sincerità: il lavoro editoriale di Natalia Ginzburg (1943-1952). Firenze: Firenze University Press, 2023. 
BASSI, G. Menzogna e sortilegio nel lavoro editoriale e nella poetica di Natalia Ginzburg. In: CESANA, R; PIAZZONI, I. (org.). L’altra metà dell’editoria. Le professioniste del libro e della lettura nel Novecento. Vicenza: Ronzani Editore, 2022. 
CECCATTY, René. Elsa Morante. Una vita per la letteratura. Tradução de Sandra Petrignani. Milão: Neri Pozza, 2020.
DEDOLA, Rossana. Elsa Morante. L’incantatrice. Turim: Edizione Lindau, 2022.
GINZBURG, N. Elsa Morante e la censura. Corriere della Sera, 27 de maio de 1976, p. 3.   
GINZBURG, N. Elzeviri. Corriere della Sera. 30 de junho de 1974, p.3. 
GINZBURG, N. I personaggi di Elsa. Corriere della Sera, 21 de julho de 1974, p. 12.
GINZBURG, N.  Menzogna e sortilegio, Fine secolo, n. 7-8, dezembro de 1985, p. 12.  
GINZBURG, N. Le Opere di Elsa Morante. Il Manifesto. 18/19 de dezembro de 1988, pp. 7 -8.
GUERINI, Andréia; MOYSÉS, Tânia Mara. Retratos de escritores nas cartas de Italo Calvino: Vittorini, Pavese, Morante. Anuário de Literatura, v. 20, n. 1, p. 32-50, 2015.
MORANTE, E. L’amata: lettere di e a Elsa Morante. Torino: Einaudi: 2012. 
______. Opere. Collana I Meridiani: vol. 1. Milão: Mondadori, 1989.
______. Opere. Collana I Meridiani: vol. 2. Milão: Mondadori, 1990.  
PINHEIRO, I.M. Bibliografia primária de Natalia Ginzburg. In: Così ti ricordo: casas, partidas e retornos impraticáveis, 2025. Tese (Doutorado em Letras) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. 
SCARPA, D. Per un ritratto di Natalia Ginzburg. Griseldaonline, n. 16 (2016-2017). Disponível em: www.griseldaonline.it/speciale-ginzburg/per-un-ritratto-di-natalia-ginz…

Aula 2: A descoberta do mundo
Nesta aula, iniciaremos a leitura dos contos de Morante. Partindo de comentários gerais acerca da produção da autora, que iniciou seus escritos ainda na infância, leremos os contos “Il ladro dei lumi” e “Il gioco segreto”. O primeiro, de 1935, foi publicado pela primeira vez em 1963, na coletânea Lo scialle andaluso; o segundo, de 1937, é incluído em Il gioco segreto, coletânea de 1941, livro de estreia da autora. Os contos são protagonizados por crianças, que defrontam a realidade através da fabulação infantil: nos escritos, cada qual à sua maneira,
observaremos como essas personagens buscam processar a violência do real com a contação de histórias e como essa relação se reflete na forma narrativa.

Referências bibliográficas:   
MORANTE, Elsa. Lo scialle andaluso. Turim: Einaudi, 2016.
______. Annedoti infantili. Turim: Einaudi, 2013. 
______. Racconti dimenticati. A cura di BABBONI I. e CECCHI C. (org.). Turim: Einaudi Tascabili, 2013.
______. Le straordinare avventure di Caterina. Turim: Einaudi, 2016.

Aula 3: As meninas de Morante
A representação de personagens infantis femininas predomina na produção da jovem Morante. Em continuação à aula anterior, leremos os contos “L’uomo dagli occhiali” (1936) e “Via dell’angelo” (1937), os dois publicados pela primeira vez na coletânea Il gioco segreto (1941). Neles, a construção da infância se volta não só para a descoberta do mundo, mas, sobretudo, para a descoberta da sexualidade e do corpo. Buscamos evidenciar a violência implicada nesse processo, enfatizando um aspecto central do estilo de Morante: as imagens de forte referência
onírica.

Referências bibliográficas:   
MORANTE, Elsa. Lo scialle andaluso. Turim: Einaudi Tascabili, 2016.
______. Diario 1938. Turim: Einaudi Tascabili, 2022. 
______. Racconti dimenticati. A cura di BABBONI I. e CECCHI C. (org.). Turim: Einaudi Tascabili, 2013.
______. Le straordinare avventure di Caterina. Turim: Einaudi, 2016

Aula 4: O mundo incompreensível dos adultos 
“Bambini”, “Ritorno”, “Settembre” e “Il maresciallo” são quatro contos de Ginzburg escritos entre 1933 e 1938 e publicados originalmente em jornais, nunca incluídos em coletâneas organizadas pela autora e compilados por Domenico Scarpa no volume póstumo Un’assenza. Nesse encontro, as narrativas serão apresentadas para mostrar como a infância é um tema recorrente nos primeiros escritos da autora. Serão destacados aspectos estilísticos e narrativos para sinalizar o processo de consolidação da voz de narradora de Ginzburg e evidenciaremos como essas quatro breves narrativas se conectam por um elemento em comum: a construção do olhar das crianças e o estupor e a incompreensão que manifestam quando os pequenos personagens observam o mundo dos adultos. 

Referências bibliográficas:   
GINZBURG, N.  Un’assenza: racconti, memorie, cronache. SCARPA, D. (org.). 1ed.  Torino: Einaudi, 2016.      
GINZBURG, N.   I bambini.  Solaria, a. IX., n.1, janeiro-fevereiro de 1934, pp. 66-72 [Assinado com o nome Natalia Levi]. 
 GINZBURG, N.   Settembre.  Il Lavoro. 2 de maio de 1935, p.3  [Assinado com o nome Natalia Levi].
 GINZBURG, N.    Ritorno,  Il Lavoro. 7 de maio de 1936, p.3 [Assinado com o nome Natalia Levi].
GINZBURG, N.    Il maresciallo. Comunità, Ivrea, a. II, n.22, 1° de novembro de 1947, p. 4.

Aula 5: “Estate” e “La madre”: Infância e cuidado materno
Nesse encontro exploraremos um segundo momento do modo de Ginzburg narrar a infância nos contos “Estate” (1946) e “La madre” (1948), destacando como, nessas narrativas, a perspectiva é deslocada do olhar surpreso e assustado das crianças para o olhar das mães ou o olhar que uma mãe projeta nos seus filhos. A alteração no modo de retratar a infância será interpretada à luz de ensaios da autora do mesmo período, como “Educazione infantile”, “I nostri figli”, “Il figlio dell’uomo” e “I rapporti umani”. 

Referências bibliográficas:   
GARBOLI, C. Natalia Ginzburg: Due lettere inedite del 1946 e due scritti dimenticati, a cura di Cesare Garboli. Paragone Letteratura. Firenze, a. XLIII, n. 508-510, junho - agosto de 1992, p. 132-134.   
GINZBURG, N.  Un’assenza: racconti, memorie, cronache. SCARPA, D. (org.). 1ed.  Torino: Einaudi, 2016.   
GINZBURG, N. Estate, Darsena Nuova. Rassegna Storia e Arte e Uomo, a. II, n. 1, março de 1946, pp. 9-10. 
GINZBURG, N. Educazione infantile. In:  Uguaglianza!, a cura del Movimento Femminile del Partito d’Azione, Tipografia Luigi Casagrande, Roma, 1945. 
GINZBURG, N.   I nostri figli. L’Italia Libera, 22 de novembro de 1944, p. 3. 
GINZBURG, N. Valentino. SCARPA, D. (org.). Torino: Einaudi, 2015.
GINZBURG, N. Le piccole virtù. SCARPA, D. (org.). 6ed. Torino: Einaudi, 2015.
GINZBURG, N.  As pequenas virtudes. Tradução de Maurício Santana Dias. 1ed. São Paulo: Cosac Naify, 2015.

Aula 6: A imaginação e a realidade: questões de estilo e questões tradutórias
No último encontro, vamos retomar os contos lidos durante o curso para fazer um levantamento dos aspectos estilísticos mais pronunciados nos escritos de juventude de Elsa Morante e Natalia Ginzburg – sempre levando em conta a imagem da infância. Também vamos compartilhar excertos ensaísticos de cada uma das escritoras para pensar sobre como elas
entendiam a relação entre fantasia e a concretude da realidade. Por fim, compartilharemos nossas experiências de tradutoras de Morante e Ginzburg para comentar escolhas tradutórias e relacionar a interpretação literária com o ofício da tradução. O curso será encerrado com a apresentação da principal bibliografia secundária sobre as obras de Morante e Ginzburg. 

Referências bibliográficas:   
BERTONE, G. Lessico per Natalia: brevi “voci” per leggere l’opera di Natalia Ginzburg. Genova: Il nuovo melangolo, 2015.
BERNABÒ, Graziella. La fiaba estrema. Elsa Morante tra vita a scrittura. Roma: Carocci Editore, 2016. 
CALVINO. I. Natalia Ginzburg o le possibilità del romanzo borghese. In: Ginzburg, N. Le voci della sera. Torino: Einaudi, 2018. 
CLEMENTELLI, E. Invito alla lettura di Natalia Ginzburg. Milano: Mursia editore, 1986.
GARBOLI, C. Prefazione. In: GINZBURG, N. Opere: Natalia Ginzburg, volume primo. 6 ed. Milano: Mondadori Editore, 2013. 
______.“Presentazione di Elsa Morante”, in: La gioia della partita. Milano: Adelphi Ebook, 2016.
______. Il gioco segreto. Nove immagini di Elsa Morante. Milão: Adelphi, 1995.
______. “Prefazione”, in: MORANTE, Elsa. Opere: vol. 1. Milão: Mondadori, 1989.
______. “Dovuto a Elsa”, in: MORANTE, Elsa. Racconti dimenticati. Turim: Einaudi Tascabili, 2013.
______. “Introduzione”. MORANTE, Elsa. L’isola di Arturo. Turim: Einaudi, e-book. 
GARRIDO, Elisa Martínez. La modernità intuitiva di Elsa Morante in una costruzione fiabesca al femminile. Studi Novecenteschi, n. 88, v. 41, 2014, pp. 329-345. 
GINZBURG, N. Introduzione. In: Cinque romanzi brevi e altri racconti. Torino: Einaudi: 2005. 
GINZBURG, N. Per chi scriviamo. L’Unità (Piemonte). 4 de junho de 1946, p.3 
GINZBURG, N. Chiarezza e oscurità. Corriere della Sera, 22 de setembro de 1974, p.3. 
GINZBURG, N. Vita immaginaria. SCARPA, D. (org.). Torino: Einaudi, 2021. 
GRIGNANI, M.A. Novecento plurale: scrittori e lingua. Napoli: Liguori Editore, 2007
GRIGNANI, M.A; SCARPA, D. (org.).  Natalia Ginzburg, Autografo, Milano, Interlinea, a. XXS, n. 58, 2017. 
MORANTE, Elsa. Pró ou contra a bomba atômica. Tradução de Davi Pessoa. São Paulo: Ayné, 2017.
______. A ilha de Arturo. Memórias de um garoto. Tradução de Roberta Barni. São Paulo: Carambaia, 2019.
PESSOA, Davi. “Posfácio”, in: MORANTE, Elsa. A ilha de Arturo. Memórias de um garoto. Tradução de Roberta Barni. São Paulo: Carambaia, 2019.
______. “Ensaios disparatados”, in: Pró ou contra a bomba atômica. São Paulo: Ayné, 2017.
PETRIGNANI, S. La corsara. Ritratto di Natalia Ginzburg. 1ed. Vicenza: Neri Pozza editore, 2018.
PICCHIONE, L. Natalia Ginzburg. Firenze: La nuova Italia, 1978.
PINHEIRO, I. M. O convívio e suas correspondências. In: GINZBURG. N. A cidade e a casa. São Paulo: Companhia das letras, 2022. 
PINHEIRO, I. M. A poética do convívio nos escritos sobre poesia de Natalia Ginzburg. Revista Criação & Crítica, n. 33, 2022, pp. 46-63. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/criacaoecritica/article/view/198424
PORCIANI, Elena. Elsa Morante, la vita nella scrittura. Roma: Carocci editore, 2024.
SCARPA, D. Vicende di una voce. In: GINZBURG, N. Un’assenza. Torino: Casa Editrice Einaudi, 2016.
SGORLON, Carlo. Invito alla lettura di Elsa Morante. Milão: Mursia, 1972.

Programa

 

Personagem e caracterização. Personagem plano e personagem redondo. Personagem absoluto e personagem relativo. Trama, personagem e ideias. Tipologia de personagens e narração. São noções importantes, possíveis pontos de partida para a análise e interpretação literária. Mas, muitas vezes, o personagem, esse elemento fundamental de toda prosa de ficção e dramaturgia fica em segundo plano. A construção e a constituição do personagem não parecem ganhar muito destaque nas leituras de obras que consciente e sistematicamente exibem sua condição de artifício.

A análise das diversas formas de apresentação e configuração dos personagens da literatura moderna e contemporânea possibilita refletir sobre as concepções distintas acerca da noção de representação, problematizando questões de linguagem, construção da identidade e as implicações éticas na criação literária.

As aulas serão síncronas por meio da plataforma GoogleMeets. Já os materiais de estudo (textos e vídeos) serão disponibilizados pelo Google ClassRoom.

Conteúdos por aula:

Aula 1

Introdução às abordagens teóricas sobre o personagem
● A perspectiva de E.M. Forster em Aspectos do romance.
● A perspectiva de Anatol Rosenfeld e Antonio Candido em A personagem de ficção.
● A perspectiva de Enrico Testa em Heróis e figurantes.

Aula 2

Fenomenologia da imaginação
• Análise do personagem no conto “Wakefield”, de Nathaniel Hawthorne.
● Estudo da personagem no conto “Uma mulher no espelho - uma reflexão”, de Virginia Woolf.

Aula 3

O outro como enigma
● A construção do outro no conto “O homem na multidão”, de Edgar Allan Poe.
● Análise dos personagens no conto “As irmãs”, de James Joyce.

Aula 4

O personagem enquanto personagem
● Comentários sobre a construção do personagem em Édipo Rei, de Sófocles.
● Análise dos personagens na peça Seis personagens à procura de um autor, de Pirandello.
● Os personagens beckttianos nas peças Esperando Godot, Fim de Partida e Eu não.


Aula 5

Personagem de si
● O alter-ego Nathan Zuckerman no romance O escritor fantasma, de Phillip Roth.
● O escritor-personagem na visão multifocal dos romances Diário de um ano ruim e Verão, de J.M. Coetzee.

Aula 6

Personagens mais estranhos que a ficção
● O herói falhado no romance Homem Lento, de J.M. Coetzee.
● Comparações com o caso de Harold Crick no filme Mais estranho que a ficção, de Marc Forster.
Considerações finais sobre o curso
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bibliografia literária:

BECKETT, Samuel. Esperando Godot. Tradução de Fábio de Souza Andrade. São Paulo: Cosac Naify, 2005.
________. Esperando Godot. Tradução de Fábio de Souza Andrade. São Paulo: Cosac Naify, 2010.
________. Eu não. Tradução de Rubens Rusche. São Paulo: Olavobrás, s/d.
COETZEE, J.M. Diário de um ano ruim. Tradução de José Rubens Siqueira. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
________. Homem lento. Tradução de José Rubens Siqueira. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
________.Verão: Cenas da vida na província III. Tradução de José Rubens Siqueira. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
HAWTHORNE, Nathaniel. “Wakefield”. Tradução de Cristina Serra. In: Contos fantásticos no labirinto de Borges. São Paulo: Casa da Palavra, 2005.
JOYCE, James. “As irmãs”. Dublinenses. Tradução de Caetano W. Galindo. São Paulo: Penguin Classics/Companhia das Letras, 2018.
PIRANDELLO, Luigi. Seis personagens à procura de um autor. Tradução de Brutus Pedreira. São Paulo: Abril Cultural, 1978.
POE, Edgar Allan Poe. “O homem na multidão”. Tradução de José Paulo Paes. Histórias extraordinárias. São Paulo: Cia de Bolso, 2008.
ROTH, Phillip. O escritor fantasma. In: Zukerman Acorrentado: 3 romances e 1 epílogo. Tradução de Alexandre Hubner. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
SÓFOCLES. Édipo Rei. Tradução de Geir Campos. São Paulo: Abril Cultural, 1976.
WOOLF, Virginia. “Uma Mulher no Espelho – Uma Reflexão”. In.: Contos de Assombro. São Paulo: Carambaia, 2019.

Referência cinematográfica:

​​​​​​​
MAIS ESTRANHO QUE A FICÇÃO (STRANGER THAN A FICTION). Direção: Marc Forster, Produção: Lindsay Doran. Chicago: Columbia Pictures & Madate Pictures, 2006.

Bibliografia teórica:

BRAIT, Beth. A personagem. São Paulo: Ática. 1984 [Série Princípios]
CANDIDO, Antonio, ROSENFELD, Anatol, PRADO, Décio de Almeida Prado & GOMES, Paulo Emílio Salles. A Personagem de Ficção. São Paulo: Editora Perspectiva, 1976.
CRUZ, Talita Mochiute. A ficção australiana de J. M. Coetzee: o romance autorreflexivo contemporâneo. 2015. Dissertação (Mestrado em Teoria Literária e Literatura Comparada) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. doi:10.11606/D.8.2015.tde-10092015-160114. Acesso em: 20 jun. 2021.
FORSTER, E.M. Aspectos do Romance. Tradução de Sergio Alcides. São Paulo: Globo, 2005.
ROSENFELD, Anatol. A Personagem de Ficção. São Paulo: Perspectiva, 2009.
SZONDI, Peter. Ensaio sobre o trágico. Tradução de Pedro Sussekind. Rio de Janeiro: Zahar, 2004.

_______. Teoria do drama moderno (1880-1950). Tradução de Raquel Imanishi Rodrigues. São Paulo: Cosac Naify, 2011.
TESTA, Enrico. Heróis e figurantes: o personagem no romance. Tradução de Patricia Peterle. São Paulo/Florianópolis: Rafael Copetti editor, 2019.
VASCONCELLOS, Cláudia Maria de. Samuel Beckett e seus duplos - espelhos, abismos e outras vertigens literárias. São Paulo: Iluminuras, 2017.
________________. Teatro Inferno: Samuel Beckett. São Paulo: Terracota, 2012.
WOOD, James. “Personagem”. Como funciona a ficção. Tradução de Denise Bottman. São Paulo: Cosac Naify, 2011, p. 93-124.

Programa

Ementa:
Comunicação e validação do conhecimento científico. O processo editorial e os dilemas da comunicação científica em periódicos acadêmicos. Controvérsias e disputas de argumentos em artigos científicos. A geopolítica da produção e circulação do conhecimento em periódicos internacionais.

Programa:
Os periódicos no contexto da comunicação científica e da validação do conhecimento
A validação das pesquisas
A revisão por pares e o duplo cego
O papel de editoras e editores
O papel de revisoras e revisores
Política e poder no processo editorial em periódicos científicos
A controvérsia na ciência em construção
Controvérsias como disputas de posições e argumentos
Quando editoras e editores participam da disputa de interpretações e posições em periódicos
A geopolítica da produção e circulação do conhecimento em periódicos internacionais: a análise de um caso
Centro e periferia na produção e divulgação do conhecimento acadêmico

4. Metodologia
O curso será ministrado na forma de exposição dialogada de modo a relacionar a teoria produzida sobre o tema à experiência editorial e de pesquisa das pessoas participantes. Serão indicadas leituras de capítulos de livros e artigos científicos sobre comunicação científica.
Serão 20 horas de aulas presenciais coletivas e 10 horas de estudos individuais.

5. Referências
ALATAS, F. S. Academic Dependency and the Global Division of Labour in the Social Sciences. Current Sociology, v. 51, n. 6, p. 599 – 613, nov. 2003.
______ . Captive Mind. In: Ritzer, G (Ed.). The Blackwell Encyclopedia of Sociology. Nova Jérsei: John Wiley &amp; Sons, 2016.
ALATAS, S.H. The captive mind in development studies. International Social Science Journal, v. 24, n. 1, p. 9–25, 1972.
______ . Intelectual imperialism: definitions, threats and problems. Shouteast Asian Journal, v. 28, n. 1, p. 23-25, 2000.
______ . The Myth of the Lazy Native: a study of the image of the Malays, Filipinos and Javanese from the 16th to the 20th century and its function in the ideology of colonial capitalism. Londres: Frank Cass and Company Limited, 1977.
BOURDIEU, Pierre. O campo científico. In: ORTIZ, Renato (Org.). Bourdieu: São Paulo: Ática: 1983.
CAMPANARIO, J. M. El sistema de revisión por expertos (peer review): muchos problemas. Revista española de Documentación Científica. Madri, v. 25, n. 3, p. 267-285, 2002.
CHAKRABARTY, D. Provincializing Europe: postcolonial thought and historical Difference. Nova Jersey: Princeton University Press, 2000.
COLLINS, H. Mudando a ordem: replicação e indução na prática científica. Belo Horizonte: Fabrefactum, 2011.
––––– . “Stages in the empirical program of relativism”. Social Studies of Science, v. 11, n. 1, p 3-10, fev. 1981.
–––––. The TEA Set: tacit knowledge and scientific networks. Social Studies of Science, v. 4, n. 2, p. 65-86, abr. 1974.
COLLINS, H. PINCH, T. O Golem: o que você deveria saber sobre ciência. São Paulo: Editora Unesp, 2003.
CONNELL, R. Southern theory: the global dynamics of knowledge in social science. Cambridge: Polity Press: 2007.
CUETO, M. Excelencia Cientifica em la Periferia: actividade cientificas e investigação biomédica em el Perrú 1890 – 1950. Lima: GRADE e CONCYTEC, 1989.
DADOS, N. e CONNEL, R. The Global South. Contexts, v. 11, n. 1, p. 12-13, jun-set 2012.
HO, R. C.-M et al. Views on the peer review system of biomedical journals: an online survey of academics from high-ranking universities. Singapura: BMC Medical Research Methodology, v. 13, n. 74, jun. 2013.
HOUNTONDJI, P. Endogenous knowledge: research trails. Dakar: Codesria, 1997.
–––––. Conhecimento de África, conhecimento de Africanos: Duas perspectivas sobre os Estudos Africanos, Revista Crítica de Ciências Sociais, v. 80, p. 149-160, mar. 2008
LATOUR, B. Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora. São Paulo. EditoraUNESP, 2000.
MARTIN, B.; RICHARDS, E. Scientific knowledge, controversy and public decision making. In JASANOFF, Sheila, MARKLE, Gerald E., PETERSEN, James C. e PINCH, Trevor. Handbook of science and technology studies. Thousand Oaks, Londres, Nova Déli: Sage Publications, 1995.
MARTÍN, E. How double-blind peer review works and what it takes to be a good referee. Current Sociology, v. 64, n. 5, p. 691 –698, set. 2016.
–––––. How to write a good article. Current Sociology. v. 62, n. 7, p. 949 –955, 2014.
–––––. El karma de vivir al Sur. Interlocuciones y dependencia académica en las Ciencias Sociales de América Latina. In: SUAREZ, H.; PIRKER, C. (Org.). Sociólogos y su sociologia: experiencias en el ejercicio del oficio en México. México: 2014.
–––––. Letters of rejection. Current Sociology, v. 63, n. 7, p. 937 –942, 2015.
MATTEDI, M. A. Sociologia e conhecimento: introdução à abordagem socioógica do problema do conhecimento. Chapecó: Argos, 2006.
MERTON, R.K. Sociologia: teoria e estrutura. São Paulo: Mestre Jou, 1970
NELKIN, D. Science Controversies: The Dynamics of Public Disputes in the United States. In: JASANOFF, S. et al. Handbook of science and technology studies. Thousand Oaks, Londres: 1995.
NEVES, Fabrício M. A diferenciação centro-periferia como estratégia teórica básica para observar a produção científica. Revista de Sociologia e Política, v. 17, n. 34, p. 241-252 out. 2009.
PIVEN, F. F. Reflections on scholarship and activism. Antipode, v. 42, n. 4, p. 806-810, 2010.
ROWLAND, F. The peer-review process. Association of Learned and Professional Society Publishers, Learned Publishing, v. 15, n. 4, p. 247 – 258, out. 2002.
SANTOS, T. The Structure of Dependence. The American Economic Review, v. 60, n.2, pp. 231-236, maio, 1970.
SOUZA, F. C. Comunicação científica no Brasil: criação e evolução da revista encontros. Bibli. Inf. Inf. Londrina, v. 1 3, n. 1, p. 140 – 158, jan./jul. 2008.
SPIVAK, G. Pode o subalterno falar? Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2010.
VALERIO P. M.; PINHEIRO, L. V. R. Da comunicação científica à divulgação. TransInformação, Campinas, v. 20, n. 2, p. 159 – 169, mai-ago 2008.

Programa

1ª sessão – Diversidade sociocultural e linguística

2ª sessão – Desafios contemporâneos: luta pela terra, defesa de direitos, educação diferenciada, combate à violência.

3ª sessão – Presença indígena nas cidades

Bibliografia de referência:

CLASTRES, Pierre. “Do Etnocídio”. A sociedade contra o Estado. São Paulo: Ed. Ubu, 2017.
Página do Melatti. http://www.juliomelatti.pro.br/
Povos Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental. https://pib.socioambiental.org/pt/
Projeto de documentação de línguas indígenas. Museu do Índio.
http://prodoclin.museudoindio.gov.br/index.php/conheca-as-linguas-indig…
Seki, Lucy. “Línguas indígenas do Brasil no limiar do século XXI”,
CUNHA, Manuela Carneiro da. Índios no Brasil: história, direitos e cidadania. Editora Companhia das Letras, 2013.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
NUNES, Eduardo. “Aldeias urbanas ou cidades indígenas? Reflexões sobre Índios e Cidades”. Espaço Ameríndio v.
4, n. 1, 2010. https://seer.ufrgs.br/EspacoAmerindio/article/view/8289
SOUZA, Emerson de Oliveira. Povos indígenas na metrópole: movimento, universidade e invisibilidade na maior
cidade da América. Dissertação de mestrado. São Paulo: USP, 2021.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. “No Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é”.
Disponível em:
https://pib.socioambiental.org/files/file/PIB_institucional/No_Brasil_t…
SILVA, Aracy Lopes da, Luís Donisete Benzi Grupioni, and Ana Vera Lopes da Silva Macedo. A temática indígena
na escola: novos subsídios para professores de 1o. e 2o. graus. Mec, 1995.

Programa

Aula 1 - Panorama resumido da Literatura Chinesa e suas traduções ao português
Aula 2 - Poesia chinesa no Brasil
Aula 3 - O Romance clássico chinês
Aula 4 - Literatura chinesa contemporânea traduzida

Bibliografia:
ABI-SÂMARA, Raquel. Antoine Berman na China: a tradução e o ideograma ou o albergue das letras longínquas. Scientia Traductionis, n. 11, Universidade Federal de Santa Catarina, 2012.
ABI-SÂMARA, Raquel; SCHMALTZ, Márcia. Tradução de poesia entre português e chinês: pesquisa e catalogação historiográfica na Universidade de Macau. Cadernos de Literatura em Tradução, n. 14, p. 49-60, 2013.
AI, Qing; HARDMAN, Francisco Foot (Org.). Viagem à América do Sul. Tradução de Fan Xing. São Paulo: Editora da Unesp, 2019.
ANTOLOGIA Sino-Brasileira de Contos. Vários tradutores. São Paulo: e-galáxia, 2024.
BEI, Dao. Não acredito no eco dos trovões. Tradução de Manuela Maria Ferreira Carvalho, Yao Feng, Huang Lin, et al. São Paulo: Moinhos, 2022.
BESIO, Kimberly; TUNG, Constantine (Org.). Three Kingdoms and Chinese Culture. Albany: State University of New York Press, 2007.
CAPPARELLI, Sérgio; SUN, Yuqi (Orgs.). Poemas Clássicos Chineses: Li Bai, Du Fu e Wang Wei. São Paulo: LP&M, 2012.
CAI, Dengshan (Org.). 蔡登⼭ (CAI Dengshan). 张爱玲《色•戒》[Zhang Ailin Se, Jie]. 北京: 作家出版社 (Beijing: Zuojia Chubanshe), 2007.
CHANG, Sheng. Yan (vol. 1). Tradução de Rud Eric Paixão. São Paulo: Comix Zone, 2024.
CHANG, Sheng. Yan (vol. 2). Tradução de Rud Eric Paixão. São Paulo: Comix Zone, 2024.
CHEN, Zhongshi. Na Terra do Cervo Branco. Tradução de Ho Yeh Chia, Márcia Schmaltz e Mauro Pinheiro. São Paulo: Estação Liberdade, 2019.
CONFÚCIO. Os Analectos. Tradução de Giorgio Sinedino. São Paulo: Editora da Unesp, 2012.
DURAZZO, Leandro; JATOBÁ, Julio Reis. Escalando uma tradução coletiva: Yao Feng e o som da poesia chinesa. Revista Translatio, n. 7, 2014.
FUNDAÇÃO DA BIBLIOTECA NACIONAL. Poesia Sempre. Rio de Janeiro: Fundação da Biblioteca Nacional, 2007.
GE, Liangyan. Out of the Margins: The Rise of Chinese Vernacular Fiction. Honolulu: University of Hawai’i Press, 2001.
HSIA, C. T. The Classical Chinese Novel: A Critical Introduction. Hong Kong: The Chinese University Press, 2015.
HSIA, C. T. The Journey to the West: The Classic Chinese Novel. New York: Columbia University Press, 1968.
HU, Shih. “Introduction”. In: Arthur Waley (Ed.). Monkey. Translated by Arthur Waley. New York: Grove Press, 1942, pp. 1–5.
IDEMA, W.; HAFT, L. A Guide to Chinese Literature. Ann Arbor: The University of Michigan, 1997.
JATOBÁ, Júlio Reis. Poesia e (In)traduzibilidade na Língua Chinesa. Scientia Traductionis, n. 13, 2013.
LAO, She. O Garoto do Riquixá. Tradução de Márcia Schmaltz. São Paulo: Estação Liberdade, 2017.
LAOZI. Dao De Jing. Tradução de Giorgio Sinedino. São Paulo: Editora da Unesp, 2016.
LOVELL, Julia (Org.); CHANG, Eileen; SCHAMUS, James; LEE, Ang. Lust, Caution. New York: Anchor Books, 2007.
LU, Xun. Diário de um Louco: Contos Completos de Lu Xun. Tradução de Beatriz Henriques, Cesar Matiusso, Marcelo Medeiros, Marina Silva, Pedro Cabral. São Paulo: Carambaia, 2022.
LU, Xun. Flores Matinais Colhidas ao Amanhecer. Tradução de Yu Pin Fang. Campinas: Editora da Unicamp, 2021.
LUO, Guanzhong. 三国演义 (Sanguo Yanyi). Changsha: Yuelu Publishing House, 2012.
LUO, Guanzhong. Romance of the Three Kingdoms (2 volumes). Tradução de C. H. Brewitt-Taylor. Singapura: Tuttle Publishing, 2002.
LUO, Guanzhong. Three Kingdoms: A Historical Novel (2 volumes). Tradução de Moss Roberts. Los Angeles: University of California Press, 2004.
LUO, Guanzhong. The Three Kingdoms (3 volumes). Tradução de Yu Sumei. Singapura: Tuttle Publishing, 2014.
MA, Y. W. The Chinese Historical Novel: An Outline of Themes and Contexts. 1975. Disponível em: https://www.jstor.org/stable/2052749. Acesso em: 6 out. 2020.
MO, Yan. As Rãs. Tradução de Amilton Reis. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
PLAKS, Andrew H. The Four Masterworks of the Ming Novel. Nova Jersey: Princeton University Press, 1987.
PLAKS, Andrew H. Full-length Hsiao-shuo and the Western Novel. In: New Asia Academic Bulletin, Vol. 1. Hong Kong: New Asia College,1978, p. 163-176.
PORTUGAL, Ricardo P.; TAN, Xiao (Orgs.). Antologia da Poesia Clássica Chinesa: Dinastia Tang. São Paulo: Editora Unesp, 2013.
PORTUGAL, Ricardo P.; TAN, Xiao (Orgs.). Poesia Completa de Yu Xuanji. São Paulo: Editora Unesp, 2011.
SCHMALTZ, Márcia. Apresentação e panorama da tradução entre as línguas chinesa e portuguesa. Cadernos de Literatura em Tradução (14), USP, 2013.
SINEDINO, Giorgio. As Dimensões do Cânone: Textos que Balizaram a Teoria da Arte na China Imperial. In: Revista de Cultura, n. 46. Instituto Cultural da R.A.E. de Macau, 2014.
SPROVIERO, Mario Bruno. Alguns tópicos e problemas de tradução da língua chinesa. In: Revista de Estudos Orientais, USP, n. 5, p. 37-58, abril 2016.
WANG, D. Fictional Realism in Twentieth-century China: Mao Dun, Lao She, Shen Congwen. New York: Columbia University Press, 1992.
WANG, Yage. A Noite das Lanternas. Tradução de Verena Veludo. São Paulo: Editora Cai-Cai, 2022.
WEST, Andrew. The Textual History of Sanguo Yanyi. Disponível em: https://www.babelstone.co.uk/SanguoYanyi/TextualHistory/. Acesso em: 1 out. 2020.
WU, Cheng’En. Xiyouji. Comentários: Huang Suqiu. 3ª edição. Beijing: Renmin Wenxue Chubanshe, 2017.
WU, Cheng’En. The Journey to the West (Xiyouji) (1592). Tradução de Anthony C. Yu. Chicago: The University of Chicago Press (3 v.), 2012.
WU, Cheng’En. 西游记 (Xiyouji). China: Chinese Text Project, 1592. Disponível em: https://ctext.org/xiyouji. Acesso em: 30 maio 2021.
WU, Cheng’En. Viaje al Oeste: las aventuras del rey mono. Editora Siruela. 4ª edição. Tiempo de Clásicos, nº 18. Versão em espanhol. Tradução: Enrique P. Gatón e Imelda Huang-Wang, 2016, 2272 p.
XIA, Lei. Quem comeu a minha castanha. Tradução de Verena Veludo. São Paulo: Editora Cai-Cai, 2021.
XU, Lu. A menina que amava as plantas. Tradução de Verena Veludo. São Paulo: Editora Cai-Cai, 2021.
YAO, Feng; BONVICINO, Regis. Um Barco Remenda o Mar: Dez Poetas Chineses Contemporâneos. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
YAO, Feng. A Poesia Clássica Chinesa: Uma Leitura de Traduções Portuguesas. Macau: Coleção Estudos de Macau, Centro de Publicações Universidade de Macau, 2001.
YE, Li. Os Clássicos Chineses da Tradução: Um Estudo da Evolução das Teorias da Tradução na China. Tese de Doutorado. Universidade Federal de Santa Catarina, 2014.
YU, Anthony C. History, Fiction and the Reading of Chinese Narrative. In: Chinese Literature: Essays, Articles, Reviews (CLEAR), 1988, Vol. 10, p. 1-19. Disponível em: https://www.jstor.org/stable/495139. Acesso em: 6 out. 2020.
YU, Anthony C. “Introduction”. In: Journey to the West. Vol. 1. Chicago: University of Chicago Press, 2012, pp. 1–96.
YU, Anthony C. “Two Literary Examples of Religious Pilgrimage: The Commedia and the Journey to the West”. In: History of Religions, Vol. 22, n. 3, 1983, p. 202–230. Disponível em: https://doi.org/10.1086/462922.
ZHAO, Qianqian. Um Amor Lindo Demais. Tradução de Peggy Yu e Verena Veludo. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2024.
ZHUANG, Zhou. O Imortal do Sul da China. Tradução de Giorgio Sinedino. São Paulo: Editora da Unesp, 2022.

Programa

Aula 1: O uso da Semiótica Discursiva para discutir o racismo e o papel de personagens negras na literatura
(i) Breve conceituação teórica: papéis actanciais, temas e figuras na Semiótica;
(ii) Temas e figuras associados a personagens negras;
(iii) Agência e passividade de personagens negras na literatura;
(iv) Sanções como estratégias discursivas.

Aula 2: O rito sonoro como adjuvante sensível em discursos intolerantes
(i) o engajamento sensível e seus percursos fiduciários;
(ii) os diferentes ritos sonoros no universo político;
(iii) o transe sonoro como adjuvante dos discursos intolerantes.

Aula 3: Da discriminação ao ódio: o discurso de ódio nas redes sociais
(i) discriminação, preconceito e intolerância: práticas discursivas;
(ii) o percurso passional do sujeito intolerante;
(iii) definições de discurso de ódio e suas características semióticas;
(iv) o discurso de ódio nas redes: implicações.

Aula 4: A democracia como discurso: o papel dos afetos na competição discursiva
(i) As práticas de difusão de informação e de desinformação que modificam o funcionamento do debate
público;
(ii) O ambiente das redes sociais: dispersão figurativa e convergência figural;
(iii) As características semióticas da retórica do sentir-reagir.

Bibliografia básica:


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