Programa

Aula 1 –Clima Urbano e adaptação de cidades às Mudanças Climáticas
Conteúdo: Dinâmica com o Padlet sobre o que cada aluno espera do curso. Divulgação de formulário
para compreender as motivações dos participantes.
Apresentação e compreensão das escalas climáticas, segundo diferentes autores. Apresentação de
fenômenos urbanos, como a Ilha de Calor, e de estudos recentes sobre o clima na cidade de São Paulo.
Mudanças climáticas e adaptação das cidades por meio da infraestrutura verde/ soluções baseadas na
natureza. Acordo de paris, legislações vigentes e grupo de cidades globais C40.

Aula 2 - Vegetação e Clima
Conteúdo: Bioclimatologia vegetal. A vegetação influencia o fluxo de calor sensível e latente,
modificando o balanço de energia em superfície.
Apresentação de estudos sobre a influência das árvores na temperatura do ar, umidade relativa, vento e
quantidade de sombra (luz filtrada) em São Paulo e no Brasil, destacando os principais autores.
Soluções baseadas na natureza.

Aula 3 – Métodos de pesquisa
Conteúdo: Apresentação dos métodos usados em artigos específicos (em português). Apresentação de
instrumentos que podem ser utilizados na coleta de dados em campo/ dados primários. Indicação de
ferramentas online para pesquisas sobre mudanças climáticas.

Aula 4 – Estudo de Caso e expectativa do curso
Conteúdo: Apresentação sobre o ENVI-met e pesquisas já realizadas. Conversa com os participantes,
com o uso da dinâmica realizada na primeira aula (Padlet), fornecendo uma devolutiva sobre as
expectativas do curso por parte dos inscritos e uma possibilidade de cada um contar a sua trajetória.

Bibliografia:

Aula 1:
MONTEIRO, Carlos Augusto de Figueiredo. Teoria e Clima Urbano. In: MONTEIRO, Carlos Augusto de Figueiredo;
MENDONÇA, Francisco (org.). Clima Urbano. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2021. p. 9-68.
TARIFA, José Roberto; ARMANI, Gustavo. Os climas urbanos. In: TARIFA, José Roberto; AZEVEDO, Tarik Rezende
de. Os climas na cidade de São Paulo: teoria e prática. São Paulo: USP/FFLCH, 2001, p. 47-70 (Coleção Novos
Caminhos). 
BARROS, H. R.; LOMBARDO, M. A. A ilha de calor urbana e o uso e cobertura do solo em São Paulo-SP. Geousp –
Espaço e Tempo (Online), v. 20, n. 1, p. 160-177, mês. 2016. ISSN 2179-0892. Disponível em:
http://www.revistas.usp.br/geousp/article/view/97783. DOI:
http://dx.doi.org/10.11606/issn.21790892.geousp.20 16.97783. Acesso em: 5 de jan. de 2019.
FERREIRA, Luciana Schwandner. Vegetação, temperatura de superfície e morfologia urbana: um retrato da
região metropolitana de São Paulo. 2019. Tese (Doutorado em Tecnologia da Arquitetura) - Faculdade de
Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019. doi:10.11606/T.16.2019.tde-02102019-
173844.

LOMBARDO, Magda Adelaide. Ilha de calor nas metrópoles: o exemplo de São Paulo. São Paulo: Hucitec, 1985.
Aula 2:
MASCARÓ, Lucia Elvira Raffo de; MASCARÓ, Juan Luis. Vegetação urbana. Porto Alegre: Edelbra, 2002. 242p.
OMETTO, J. C. Bioclimatologia Vegetal.. São Paulo: Ed. Agronômica Ceres, 1981. 425p.
ABREU, Loyde Vieira; LABAKI, Lucila Chebel. Conforto térmico propiciado por algumas espécies arbóreas:
avaliação do raio de influência através de diferentes índices de conforto. Ambiente Construído, Porto Alegre, v.
10, n. 4, p.103-117, out./dez. 2010.
BASSO, Jussara Maria; CORRÊA, Rodrigo Studart. Arborização urbana e qualificação da paisagem. Paisagem e
Ambiente: Ensaios, São Paulo, v. 0, n. 34, p.129-148, dez. 2014. 
DUARTE, Denise Helena Silva. O impacto da vegetação no microclima em cidades adensadas e seu papel na
adaptação aos fenômenos de aquecimento urbano.: Contribuições a uma abordagem interdisciplinar. 2015. 167
f. Tese (Doutorado) - Curso de Arquitetura e Urbanismo, Departamento de Tecnologia da Arquitetura,
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015.
SHINZATO, Paula. O impacto da vegetação nos microclimas urbanos. 2009. 173 f. Dissertação (Mestrado) - Curso
de Arquitetura e Urbanismo, Tecnologia da Arquitetura, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.
Aula 3:
FIORI, Ana Maria. Um método para medir a sombra: Pesquisa avalia cinco espécies de árvores plantadas na área
urbana e indica quais as mais adequadas para dar conforto aos habitantes. Pesquisa Fapesp, São Paulo, v. 61,
p.26-29, fev. 2001. Disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br/2001/01/01/um-metodo-para-medir-a-
sombra/. Acesso em: 28 fev. 2017.
MASCARÓ, Juan José; DIAS, A. P. A.; GIACOMIN, Suelen Debona. Arborização pública como estratégia de
sustentabilidade urbana. SEMINÁRIO INTERNACIONAL DO NÚCLEO DE PESQUISA EM TECNOLOGIA DA
ARQUITETURA E URBANISMO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (NUTAU 2008), 2008.
LABAKI, Lucila Chebel et al. Conforto térmico em espaços públicos de passagem: estudos em ruas de pedestres no
estado de São Paulo. Ambiente Construído [online]. 2012, v. 12, n. 1 [Acessado 12 Novembro 2021] , pp. 167-183.
Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S1678-86212012000 100003>. Epub 02 Maio 2012. ISSN 1678-8621.
https://doi.org/10.1590/S1678-86212012000100003 .
Aula 4:
SILVA, A. L. T. ; FIGUEIREDO, E. C. . A INFLUÊNCIA DA ARBORIZAÇÃO NO CONFORTO TÉRMICO DO PEDESTRE NO
MICROCLIMA URBANO NOS BAIRROS DE HIGIENÓPOLIS E SANTA CECÍLIA. In: XIV Jornada de Iniciação Científica e
VIII Mostra de Iniciação Tecnológica , 2018 , São Paulo. Jornada de Iniciação Científica e Mostra de Iniciação
Tecnológica. : , 2018. p. s/ p.
SILVA, A. L. T. da. A influência da proposta de transformação de quadra urbana no microclima do Largo Santa
Cecília em São Paulo-SP, Brasil. In: ENCONTRO NACIONAL DE CONFORTO NO AMBIENTE CONSTRUÍDO, 17., 2023.
Anais [...]. [S. l.], 2023. p. 1–10. Disponível em: https://eventos.antac.org.br/index.php/encac/article/view/3753.
Acesso em: 12 nov. 2023.
GONÇALVES, Joana; BODE, K. (ed.) Edifício ambiental. São Paulo: Oficina de Textos, 2015

 

Programa

Aula 1: Elsa Morante e Natalia Ginzburg: obras, temas e a história de uma amizade. 
Nesse primeiro encontro, apresentaremos o percurso geral das obras de Morante e Ginzburg, elencando os livros publicados, os principais temas e gêneros explorados pelas autoras. Em seguida, através de correspondências trocadas entre as duas, artigos de jornais e entrevistas televisivas, vamos apresentar a história do vínculo de amizade e trabalho de Morante e Ginzburg, destacando a atuação editorial de Ginzburg em um romance de Morante e os modos como cada uma comentou e apoiou a obra da outra. 

Referências bibliográficas:   
BASSI, G. Con assoluta sincerità: il lavoro editoriale di Natalia Ginzburg (1943-1952). Firenze: Firenze University Press, 2023. 
BASSI, G. Menzogna e sortilegio nel lavoro editoriale e nella poetica di Natalia Ginzburg. In: CESANA, R; PIAZZONI, I. (org.). L’altra metà dell’editoria. Le professioniste del libro e della lettura nel Novecento. Vicenza: Ronzani Editore, 2022. 
CECCATTY, René. Elsa Morante. Una vita per la letteratura. Tradução de Sandra Petrignani. Milão: Neri Pozza, 2020.
DEDOLA, Rossana. Elsa Morante. L’incantatrice. Turim: Edizione Lindau, 2022.
GINZBURG, N. Elsa Morante e la censura. Corriere della Sera, 27 de maio de 1976, p. 3.   
GINZBURG, N. Elzeviri. Corriere della Sera. 30 de junho de 1974, p.3. 
GINZBURG, N. I personaggi di Elsa. Corriere della Sera, 21 de julho de 1974, p. 12.
GINZBURG, N.  Menzogna e sortilegio, Fine secolo, n. 7-8, dezembro de 1985, p. 12.  
GINZBURG, N. Le Opere di Elsa Morante. Il Manifesto. 18/19 de dezembro de 1988, pp. 7 -8.
GUERINI, Andréia; MOYSÉS, Tânia Mara. Retratos de escritores nas cartas de Italo Calvino: Vittorini, Pavese, Morante. Anuário de Literatura, v. 20, n. 1, p. 32-50, 2015.
MORANTE, E. L’amata: lettere di e a Elsa Morante. Torino: Einaudi: 2012. 
______. Opere. Collana I Meridiani: vol. 1. Milão: Mondadori, 1989.
______. Opere. Collana I Meridiani: vol. 2. Milão: Mondadori, 1990.  
PINHEIRO, I.M. Bibliografia primária de Natalia Ginzburg. In: Così ti ricordo: casas, partidas e retornos impraticáveis, 2025. Tese (Doutorado em Letras) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. 
SCARPA, D. Per un ritratto di Natalia Ginzburg. Griseldaonline, n. 16 (2016-2017). Disponível em: www.griseldaonline.it/speciale-ginzburg/per-un-ritratto-di-natalia-ginz…

Aula 2: A descoberta do mundo
Nesta aula, iniciaremos a leitura dos contos de Morante. Partindo de comentários gerais acerca da produção da autora, que iniciou seus escritos ainda na infância, leremos os contos “Il ladro dei lumi” e “Il gioco segreto”. O primeiro, de 1935, foi publicado pela primeira vez em 1963, na coletânea Lo scialle andaluso; o segundo, de 1937, é incluído em Il gioco segreto, coletânea de 1941, livro de estreia da autora. Os contos são protagonizados por crianças, que defrontam a realidade através da fabulação infantil: nos escritos, cada qual à sua maneira,
observaremos como essas personagens buscam processar a violência do real com a contação de histórias e como essa relação se reflete na forma narrativa.

Referências bibliográficas:   
MORANTE, Elsa. Lo scialle andaluso. Turim: Einaudi, 2016.
______. Annedoti infantili. Turim: Einaudi, 2013. 
______. Racconti dimenticati. A cura di BABBONI I. e CECCHI C. (org.). Turim: Einaudi Tascabili, 2013.
______. Le straordinare avventure di Caterina. Turim: Einaudi, 2016.

Aula 3: As meninas de Morante
A representação de personagens infantis femininas predomina na produção da jovem Morante. Em continuação à aula anterior, leremos os contos “L’uomo dagli occhiali” (1936) e “Via dell’angelo” (1937), os dois publicados pela primeira vez na coletânea Il gioco segreto (1941). Neles, a construção da infância se volta não só para a descoberta do mundo, mas, sobretudo, para a descoberta da sexualidade e do corpo. Buscamos evidenciar a violência implicada nesse processo, enfatizando um aspecto central do estilo de Morante: as imagens de forte referência
onírica.

Referências bibliográficas:   
MORANTE, Elsa. Lo scialle andaluso. Turim: Einaudi Tascabili, 2016.
______. Diario 1938. Turim: Einaudi Tascabili, 2022. 
______. Racconti dimenticati. A cura di BABBONI I. e CECCHI C. (org.). Turim: Einaudi Tascabili, 2013.
______. Le straordinare avventure di Caterina. Turim: Einaudi, 2016

Aula 4: O mundo incompreensível dos adultos 
“Bambini”, “Ritorno”, “Settembre” e “Il maresciallo” são quatro contos de Ginzburg escritos entre 1933 e 1938 e publicados originalmente em jornais, nunca incluídos em coletâneas organizadas pela autora e compilados por Domenico Scarpa no volume póstumo Un’assenza. Nesse encontro, as narrativas serão apresentadas para mostrar como a infância é um tema recorrente nos primeiros escritos da autora. Serão destacados aspectos estilísticos e narrativos para sinalizar o processo de consolidação da voz de narradora de Ginzburg e evidenciaremos como essas quatro breves narrativas se conectam por um elemento em comum: a construção do olhar das crianças e o estupor e a incompreensão que manifestam quando os pequenos personagens observam o mundo dos adultos. 

Referências bibliográficas:   
GINZBURG, N.  Un’assenza: racconti, memorie, cronache. SCARPA, D. (org.). 1ed.  Torino: Einaudi, 2016.      
GINZBURG, N.   I bambini.  Solaria, a. IX., n.1, janeiro-fevereiro de 1934, pp. 66-72 [Assinado com o nome Natalia Levi]. 
 GINZBURG, N.   Settembre.  Il Lavoro. 2 de maio de 1935, p.3  [Assinado com o nome Natalia Levi].
 GINZBURG, N.    Ritorno,  Il Lavoro. 7 de maio de 1936, p.3 [Assinado com o nome Natalia Levi].
GINZBURG, N.    Il maresciallo. Comunità, Ivrea, a. II, n.22, 1° de novembro de 1947, p. 4.

Aula 5: “Estate” e “La madre”: Infância e cuidado materno
Nesse encontro exploraremos um segundo momento do modo de Ginzburg narrar a infância nos contos “Estate” (1946) e “La madre” (1948), destacando como, nessas narrativas, a perspectiva é deslocada do olhar surpreso e assustado das crianças para o olhar das mães ou o olhar que uma mãe projeta nos seus filhos. A alteração no modo de retratar a infância será interpretada à luz de ensaios da autora do mesmo período, como “Educazione infantile”, “I nostri figli”, “Il figlio dell’uomo” e “I rapporti umani”. 

Referências bibliográficas:   
GARBOLI, C. Natalia Ginzburg: Due lettere inedite del 1946 e due scritti dimenticati, a cura di Cesare Garboli. Paragone Letteratura. Firenze, a. XLIII, n. 508-510, junho - agosto de 1992, p. 132-134.   
GINZBURG, N.  Un’assenza: racconti, memorie, cronache. SCARPA, D. (org.). 1ed.  Torino: Einaudi, 2016.   
GINZBURG, N. Estate, Darsena Nuova. Rassegna Storia e Arte e Uomo, a. II, n. 1, março de 1946, pp. 9-10. 
GINZBURG, N. Educazione infantile. In:  Uguaglianza!, a cura del Movimento Femminile del Partito d’Azione, Tipografia Luigi Casagrande, Roma, 1945. 
GINZBURG, N.   I nostri figli. L’Italia Libera, 22 de novembro de 1944, p. 3. 
GINZBURG, N. Valentino. SCARPA, D. (org.). Torino: Einaudi, 2015.
GINZBURG, N. Le piccole virtù. SCARPA, D. (org.). 6ed. Torino: Einaudi, 2015.
GINZBURG, N.  As pequenas virtudes. Tradução de Maurício Santana Dias. 1ed. São Paulo: Cosac Naify, 2015.

Aula 6: A imaginação e a realidade: questões de estilo e questões tradutórias
No último encontro, vamos retomar os contos lidos durante o curso para fazer um levantamento dos aspectos estilísticos mais pronunciados nos escritos de juventude de Elsa Morante e Natalia Ginzburg – sempre levando em conta a imagem da infância. Também vamos compartilhar excertos ensaísticos de cada uma das escritoras para pensar sobre como elas
entendiam a relação entre fantasia e a concretude da realidade. Por fim, compartilharemos nossas experiências de tradutoras de Morante e Ginzburg para comentar escolhas tradutórias e relacionar a interpretação literária com o ofício da tradução. O curso será encerrado com a apresentação da principal bibliografia secundária sobre as obras de Morante e Ginzburg. 

Referências bibliográficas:   
BERTONE, G. Lessico per Natalia: brevi “voci” per leggere l’opera di Natalia Ginzburg. Genova: Il nuovo melangolo, 2015.
BERNABÒ, Graziella. La fiaba estrema. Elsa Morante tra vita a scrittura. Roma: Carocci Editore, 2016. 
CALVINO. I. Natalia Ginzburg o le possibilità del romanzo borghese. In: Ginzburg, N. Le voci della sera. Torino: Einaudi, 2018. 
CLEMENTELLI, E. Invito alla lettura di Natalia Ginzburg. Milano: Mursia editore, 1986.
GARBOLI, C. Prefazione. In: GINZBURG, N. Opere: Natalia Ginzburg, volume primo. 6 ed. Milano: Mondadori Editore, 2013. 
______.“Presentazione di Elsa Morante”, in: La gioia della partita. Milano: Adelphi Ebook, 2016.
______. Il gioco segreto. Nove immagini di Elsa Morante. Milão: Adelphi, 1995.
______. “Prefazione”, in: MORANTE, Elsa. Opere: vol. 1. Milão: Mondadori, 1989.
______. “Dovuto a Elsa”, in: MORANTE, Elsa. Racconti dimenticati. Turim: Einaudi Tascabili, 2013.
______. “Introduzione”. MORANTE, Elsa. L’isola di Arturo. Turim: Einaudi, e-book. 
GARRIDO, Elisa Martínez. La modernità intuitiva di Elsa Morante in una costruzione fiabesca al femminile. Studi Novecenteschi, n. 88, v. 41, 2014, pp. 329-345. 
GINZBURG, N. Introduzione. In: Cinque romanzi brevi e altri racconti. Torino: Einaudi: 2005. 
GINZBURG, N. Per chi scriviamo. L’Unità (Piemonte). 4 de junho de 1946, p.3 
GINZBURG, N. Chiarezza e oscurità. Corriere della Sera, 22 de setembro de 1974, p.3. 
GINZBURG, N. Vita immaginaria. SCARPA, D. (org.). Torino: Einaudi, 2021. 
GRIGNANI, M.A. Novecento plurale: scrittori e lingua. Napoli: Liguori Editore, 2007
GRIGNANI, M.A; SCARPA, D. (org.).  Natalia Ginzburg, Autografo, Milano, Interlinea, a. XXS, n. 58, 2017. 
MORANTE, Elsa. Pró ou contra a bomba atômica. Tradução de Davi Pessoa. São Paulo: Ayné, 2017.
______. A ilha de Arturo. Memórias de um garoto. Tradução de Roberta Barni. São Paulo: Carambaia, 2019.
PESSOA, Davi. “Posfácio”, in: MORANTE, Elsa. A ilha de Arturo. Memórias de um garoto. Tradução de Roberta Barni. São Paulo: Carambaia, 2019.
______. “Ensaios disparatados”, in: Pró ou contra a bomba atômica. São Paulo: Ayné, 2017.
PETRIGNANI, S. La corsara. Ritratto di Natalia Ginzburg. 1ed. Vicenza: Neri Pozza editore, 2018.
PICCHIONE, L. Natalia Ginzburg. Firenze: La nuova Italia, 1978.
PINHEIRO, I. M. O convívio e suas correspondências. In: GINZBURG. N. A cidade e a casa. São Paulo: Companhia das letras, 2022. 
PINHEIRO, I. M. A poética do convívio nos escritos sobre poesia de Natalia Ginzburg. Revista Criação & Crítica, n. 33, 2022, pp. 46-63. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/criacaoecritica/article/view/198424
PORCIANI, Elena. Elsa Morante, la vita nella scrittura. Roma: Carocci editore, 2024.
SCARPA, D. Vicende di una voce. In: GINZBURG, N. Un’assenza. Torino: Casa Editrice Einaudi, 2016.
SGORLON, Carlo. Invito alla lettura di Elsa Morante. Milão: Mursia, 1972.

Programa

 

Personagem e caracterização. Personagem plano e personagem redondo. Personagem absoluto e personagem relativo. Trama, personagem e ideias. Tipologia de personagens e narração. São noções importantes, possíveis pontos de partida para a análise e interpretação literária. Mas, muitas vezes, o personagem, esse elemento fundamental de toda prosa de ficção e dramaturgia fica em segundo plano. A construção e a constituição do personagem não parecem ganhar muito destaque nas leituras de obras que consciente e sistematicamente exibem sua condição de artifício.

A análise das diversas formas de apresentação e configuração dos personagens da literatura moderna e contemporânea possibilita refletir sobre as concepções distintas acerca da noção de representação, problematizando questões de linguagem, construção da identidade e as implicações éticas na criação literária.

As aulas serão síncronas por meio da plataforma GoogleMeets. Já os materiais de estudo (textos e vídeos) serão disponibilizados pelo Google ClassRoom.

Conteúdos por aula:

Aula 1

Introdução às abordagens teóricas sobre o personagem
● A perspectiva de E.M. Forster em Aspectos do romance.
● A perspectiva de Anatol Rosenfeld e Antonio Candido em A personagem de ficção.
● A perspectiva de Enrico Testa em Heróis e figurantes.

Aula 2

Fenomenologia da imaginação
• Análise do personagem no conto “Wakefield”, de Nathaniel Hawthorne.
● Estudo da personagem no conto “Uma mulher no espelho - uma reflexão”, de Virginia Woolf.

Aula 3

O outro como enigma
● A construção do outro no conto “O homem na multidão”, de Edgar Allan Poe.
● Análise dos personagens no conto “As irmãs”, de James Joyce.

Aula 4

O personagem enquanto personagem
● Comentários sobre a construção do personagem em Édipo Rei, de Sófocles.
● Análise dos personagens na peça Seis personagens à procura de um autor, de Pirandello.
● Os personagens beckttianos nas peças Esperando Godot, Fim de Partida e Eu não.


Aula 5

Personagem de si
● O alter-ego Nathan Zuckerman no romance O escritor fantasma, de Phillip Roth.
● O escritor-personagem na visão multifocal dos romances Diário de um ano ruim e Verão, de J.M. Coetzee.

Aula 6

Personagens mais estranhos que a ficção
● O herói falhado no romance Homem Lento, de J.M. Coetzee.
● Comparações com o caso de Harold Crick no filme Mais estranho que a ficção, de Marc Forster.
Considerações finais sobre o curso
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bibliografia literária:

BECKETT, Samuel. Esperando Godot. Tradução de Fábio de Souza Andrade. São Paulo: Cosac Naify, 2005.
________. Esperando Godot. Tradução de Fábio de Souza Andrade. São Paulo: Cosac Naify, 2010.
________. Eu não. Tradução de Rubens Rusche. São Paulo: Olavobrás, s/d.
COETZEE, J.M. Diário de um ano ruim. Tradução de José Rubens Siqueira. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
________. Homem lento. Tradução de José Rubens Siqueira. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
________.Verão: Cenas da vida na província III. Tradução de José Rubens Siqueira. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
HAWTHORNE, Nathaniel. “Wakefield”. Tradução de Cristina Serra. In: Contos fantásticos no labirinto de Borges. São Paulo: Casa da Palavra, 2005.
JOYCE, James. “As irmãs”. Dublinenses. Tradução de Caetano W. Galindo. São Paulo: Penguin Classics/Companhia das Letras, 2018.
PIRANDELLO, Luigi. Seis personagens à procura de um autor. Tradução de Brutus Pedreira. São Paulo: Abril Cultural, 1978.
POE, Edgar Allan Poe. “O homem na multidão”. Tradução de José Paulo Paes. Histórias extraordinárias. São Paulo: Cia de Bolso, 2008.
ROTH, Phillip. O escritor fantasma. In: Zukerman Acorrentado: 3 romances e 1 epílogo. Tradução de Alexandre Hubner. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
SÓFOCLES. Édipo Rei. Tradução de Geir Campos. São Paulo: Abril Cultural, 1976.
WOOLF, Virginia. “Uma Mulher no Espelho – Uma Reflexão”. In.: Contos de Assombro. São Paulo: Carambaia, 2019.

Referência cinematográfica:

​​​​​​​
MAIS ESTRANHO QUE A FICÇÃO (STRANGER THAN A FICTION). Direção: Marc Forster, Produção: Lindsay Doran. Chicago: Columbia Pictures & Madate Pictures, 2006.

Bibliografia teórica:

BRAIT, Beth. A personagem. São Paulo: Ática. 1984 [Série Princípios]
CANDIDO, Antonio, ROSENFELD, Anatol, PRADO, Décio de Almeida Prado & GOMES, Paulo Emílio Salles. A Personagem de Ficção. São Paulo: Editora Perspectiva, 1976.
CRUZ, Talita Mochiute. A ficção australiana de J. M. Coetzee: o romance autorreflexivo contemporâneo. 2015. Dissertação (Mestrado em Teoria Literária e Literatura Comparada) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. doi:10.11606/D.8.2015.tde-10092015-160114. Acesso em: 20 jun. 2021.
FORSTER, E.M. Aspectos do Romance. Tradução de Sergio Alcides. São Paulo: Globo, 2005.
ROSENFELD, Anatol. A Personagem de Ficção. São Paulo: Perspectiva, 2009.
SZONDI, Peter. Ensaio sobre o trágico. Tradução de Pedro Sussekind. Rio de Janeiro: Zahar, 2004.

_______. Teoria do drama moderno (1880-1950). Tradução de Raquel Imanishi Rodrigues. São Paulo: Cosac Naify, 2011.
TESTA, Enrico. Heróis e figurantes: o personagem no romance. Tradução de Patricia Peterle. São Paulo/Florianópolis: Rafael Copetti editor, 2019.
VASCONCELLOS, Cláudia Maria de. Samuel Beckett e seus duplos - espelhos, abismos e outras vertigens literárias. São Paulo: Iluminuras, 2017.
________________. Teatro Inferno: Samuel Beckett. São Paulo: Terracota, 2012.
WOOD, James. “Personagem”. Como funciona a ficção. Tradução de Denise Bottman. São Paulo: Cosac Naify, 2011, p. 93-124.

Programa

Ementa:
Comunicação e validação do conhecimento científico. O processo editorial e os dilemas da comunicação científica em periódicos acadêmicos. Controvérsias e disputas de argumentos em artigos científicos. A geopolítica da produção e circulação do conhecimento em periódicos internacionais.

Programa:
Os periódicos no contexto da comunicação científica e da validação do conhecimento
A validação das pesquisas
A revisão por pares e o duplo cego
O papel de editoras e editores
O papel de revisoras e revisores
Política e poder no processo editorial em periódicos científicos
A controvérsia na ciência em construção
Controvérsias como disputas de posições e argumentos
Quando editoras e editores participam da disputa de interpretações e posições em periódicos
A geopolítica da produção e circulação do conhecimento em periódicos internacionais: a análise de um caso
Centro e periferia na produção e divulgação do conhecimento acadêmico

4. Metodologia
O curso será ministrado na forma de exposição dialogada de modo a relacionar a teoria produzida sobre o tema à experiência editorial e de pesquisa das pessoas participantes. Serão indicadas leituras de capítulos de livros e artigos científicos sobre comunicação científica.
Serão 20 horas de aulas presenciais coletivas e 10 horas de estudos individuais.

5. Referências
ALATAS, F. S. Academic Dependency and the Global Division of Labour in the Social Sciences. Current Sociology, v. 51, n. 6, p. 599 – 613, nov. 2003.
______ . Captive Mind. In: Ritzer, G (Ed.). The Blackwell Encyclopedia of Sociology. Nova Jérsei: John Wiley &amp; Sons, 2016.
ALATAS, S.H. The captive mind in development studies. International Social Science Journal, v. 24, n. 1, p. 9–25, 1972.
______ . Intelectual imperialism: definitions, threats and problems. Shouteast Asian Journal, v. 28, n. 1, p. 23-25, 2000.
______ . The Myth of the Lazy Native: a study of the image of the Malays, Filipinos and Javanese from the 16th to the 20th century and its function in the ideology of colonial capitalism. Londres: Frank Cass and Company Limited, 1977.
BOURDIEU, Pierre. O campo científico. In: ORTIZ, Renato (Org.). Bourdieu: São Paulo: Ática: 1983.
CAMPANARIO, J. M. El sistema de revisión por expertos (peer review): muchos problemas. Revista española de Documentación Científica. Madri, v. 25, n. 3, p. 267-285, 2002.
CHAKRABARTY, D. Provincializing Europe: postcolonial thought and historical Difference. Nova Jersey: Princeton University Press, 2000.
COLLINS, H. Mudando a ordem: replicação e indução na prática científica. Belo Horizonte: Fabrefactum, 2011.
––––– . “Stages in the empirical program of relativism”. Social Studies of Science, v. 11, n. 1, p 3-10, fev. 1981.
–––––. The TEA Set: tacit knowledge and scientific networks. Social Studies of Science, v. 4, n. 2, p. 65-86, abr. 1974.
COLLINS, H. PINCH, T. O Golem: o que você deveria saber sobre ciência. São Paulo: Editora Unesp, 2003.
CONNELL, R. Southern theory: the global dynamics of knowledge in social science. Cambridge: Polity Press: 2007.
CUETO, M. Excelencia Cientifica em la Periferia: actividade cientificas e investigação biomédica em el Perrú 1890 – 1950. Lima: GRADE e CONCYTEC, 1989.
DADOS, N. e CONNEL, R. The Global South. Contexts, v. 11, n. 1, p. 12-13, jun-set 2012.
HO, R. C.-M et al. Views on the peer review system of biomedical journals: an online survey of academics from high-ranking universities. Singapura: BMC Medical Research Methodology, v. 13, n. 74, jun. 2013.
HOUNTONDJI, P. Endogenous knowledge: research trails. Dakar: Codesria, 1997.
–––––. Conhecimento de África, conhecimento de Africanos: Duas perspectivas sobre os Estudos Africanos, Revista Crítica de Ciências Sociais, v. 80, p. 149-160, mar. 2008
LATOUR, B. Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora. São Paulo. EditoraUNESP, 2000.
MARTIN, B.; RICHARDS, E. Scientific knowledge, controversy and public decision making. In JASANOFF, Sheila, MARKLE, Gerald E., PETERSEN, James C. e PINCH, Trevor. Handbook of science and technology studies. Thousand Oaks, Londres, Nova Déli: Sage Publications, 1995.
MARTÍN, E. How double-blind peer review works and what it takes to be a good referee. Current Sociology, v. 64, n. 5, p. 691 –698, set. 2016.
–––––. How to write a good article. Current Sociology. v. 62, n. 7, p. 949 –955, 2014.
–––––. El karma de vivir al Sur. Interlocuciones y dependencia académica en las Ciencias Sociales de América Latina. In: SUAREZ, H.; PIRKER, C. (Org.). Sociólogos y su sociologia: experiencias en el ejercicio del oficio en México. México: 2014.
–––––. Letters of rejection. Current Sociology, v. 63, n. 7, p. 937 –942, 2015.
MATTEDI, M. A. Sociologia e conhecimento: introdução à abordagem socioógica do problema do conhecimento. Chapecó: Argos, 2006.
MERTON, R.K. Sociologia: teoria e estrutura. São Paulo: Mestre Jou, 1970
NELKIN, D. Science Controversies: The Dynamics of Public Disputes in the United States. In: JASANOFF, S. et al. Handbook of science and technology studies. Thousand Oaks, Londres: 1995.
NEVES, Fabrício M. A diferenciação centro-periferia como estratégia teórica básica para observar a produção científica. Revista de Sociologia e Política, v. 17, n. 34, p. 241-252 out. 2009.
PIVEN, F. F. Reflections on scholarship and activism. Antipode, v. 42, n. 4, p. 806-810, 2010.
ROWLAND, F. The peer-review process. Association of Learned and Professional Society Publishers, Learned Publishing, v. 15, n. 4, p. 247 – 258, out. 2002.
SANTOS, T. The Structure of Dependence. The American Economic Review, v. 60, n.2, pp. 231-236, maio, 1970.
SOUZA, F. C. Comunicação científica no Brasil: criação e evolução da revista encontros. Bibli. Inf. Inf. Londrina, v. 1 3, n. 1, p. 140 – 158, jan./jul. 2008.
SPIVAK, G. Pode o subalterno falar? Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2010.
VALERIO P. M.; PINHEIRO, L. V. R. Da comunicação científica à divulgação. TransInformação, Campinas, v. 20, n. 2, p. 159 – 169, mai-ago 2008.

Programa

1ª sessão – Diversidade sociocultural e linguística

2ª sessão – Desafios contemporâneos: luta pela terra, defesa de direitos, educação diferenciada, combate à violência.

3ª sessão – Presença indígena nas cidades

Bibliografia de referência:

CLASTRES, Pierre. “Do Etnocídio”. A sociedade contra o Estado. São Paulo: Ed. Ubu, 2017.
Página do Melatti. http://www.juliomelatti.pro.br/
Povos Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental. https://pib.socioambiental.org/pt/
Projeto de documentação de línguas indígenas. Museu do Índio.
http://prodoclin.museudoindio.gov.br/index.php/conheca-as-linguas-indig…
Seki, Lucy. “Línguas indígenas do Brasil no limiar do século XXI”,
CUNHA, Manuela Carneiro da. Índios no Brasil: história, direitos e cidadania. Editora Companhia das Letras, 2013.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
NUNES, Eduardo. “Aldeias urbanas ou cidades indígenas? Reflexões sobre Índios e Cidades”. Espaço Ameríndio v.
4, n. 1, 2010. https://seer.ufrgs.br/EspacoAmerindio/article/view/8289
SOUZA, Emerson de Oliveira. Povos indígenas na metrópole: movimento, universidade e invisibilidade na maior
cidade da América. Dissertação de mestrado. São Paulo: USP, 2021.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. “No Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é”.
Disponível em:
https://pib.socioambiental.org/files/file/PIB_institucional/No_Brasil_t…
SILVA, Aracy Lopes da, Luís Donisete Benzi Grupioni, and Ana Vera Lopes da Silva Macedo. A temática indígena
na escola: novos subsídios para professores de 1o. e 2o. graus. Mec, 1995.

Programa

Aula 1 - Panorama resumido da Literatura Chinesa e suas traduções ao português
Aula 2 - Poesia chinesa no Brasil
Aula 3 - O Romance clássico chinês
Aula 4 - Literatura chinesa contemporânea traduzida

Bibliografia:
ABI-SÂMARA, Raquel. Antoine Berman na China: a tradução e o ideograma ou o albergue das letras longínquas. Scientia Traductionis, n. 11, Universidade Federal de Santa Catarina, 2012.
ABI-SÂMARA, Raquel; SCHMALTZ, Márcia. Tradução de poesia entre português e chinês: pesquisa e catalogação historiográfica na Universidade de Macau. Cadernos de Literatura em Tradução, n. 14, p. 49-60, 2013.
AI, Qing; HARDMAN, Francisco Foot (Org.). Viagem à América do Sul. Tradução de Fan Xing. São Paulo: Editora da Unesp, 2019.
ANTOLOGIA Sino-Brasileira de Contos. Vários tradutores. São Paulo: e-galáxia, 2024.
BEI, Dao. Não acredito no eco dos trovões. Tradução de Manuela Maria Ferreira Carvalho, Yao Feng, Huang Lin, et al. São Paulo: Moinhos, 2022.
BESIO, Kimberly; TUNG, Constantine (Org.). Three Kingdoms and Chinese Culture. Albany: State University of New York Press, 2007.
CAPPARELLI, Sérgio; SUN, Yuqi (Orgs.). Poemas Clássicos Chineses: Li Bai, Du Fu e Wang Wei. São Paulo: LP&M, 2012.
CAI, Dengshan (Org.). 蔡登⼭ (CAI Dengshan). 张爱玲《色•戒》[Zhang Ailin Se, Jie]. 北京: 作家出版社 (Beijing: Zuojia Chubanshe), 2007.
CHANG, Sheng. Yan (vol. 1). Tradução de Rud Eric Paixão. São Paulo: Comix Zone, 2024.
CHANG, Sheng. Yan (vol. 2). Tradução de Rud Eric Paixão. São Paulo: Comix Zone, 2024.
CHEN, Zhongshi. Na Terra do Cervo Branco. Tradução de Ho Yeh Chia, Márcia Schmaltz e Mauro Pinheiro. São Paulo: Estação Liberdade, 2019.
CONFÚCIO. Os Analectos. Tradução de Giorgio Sinedino. São Paulo: Editora da Unesp, 2012.
DURAZZO, Leandro; JATOBÁ, Julio Reis. Escalando uma tradução coletiva: Yao Feng e o som da poesia chinesa. Revista Translatio, n. 7, 2014.
FUNDAÇÃO DA BIBLIOTECA NACIONAL. Poesia Sempre. Rio de Janeiro: Fundação da Biblioteca Nacional, 2007.
GE, Liangyan. Out of the Margins: The Rise of Chinese Vernacular Fiction. Honolulu: University of Hawai’i Press, 2001.
HSIA, C. T. The Classical Chinese Novel: A Critical Introduction. Hong Kong: The Chinese University Press, 2015.
HSIA, C. T. The Journey to the West: The Classic Chinese Novel. New York: Columbia University Press, 1968.
HU, Shih. “Introduction”. In: Arthur Waley (Ed.). Monkey. Translated by Arthur Waley. New York: Grove Press, 1942, pp. 1–5.
IDEMA, W.; HAFT, L. A Guide to Chinese Literature. Ann Arbor: The University of Michigan, 1997.
JATOBÁ, Júlio Reis. Poesia e (In)traduzibilidade na Língua Chinesa. Scientia Traductionis, n. 13, 2013.
LAO, She. O Garoto do Riquixá. Tradução de Márcia Schmaltz. São Paulo: Estação Liberdade, 2017.
LAOZI. Dao De Jing. Tradução de Giorgio Sinedino. São Paulo: Editora da Unesp, 2016.
LOVELL, Julia (Org.); CHANG, Eileen; SCHAMUS, James; LEE, Ang. Lust, Caution. New York: Anchor Books, 2007.
LU, Xun. Diário de um Louco: Contos Completos de Lu Xun. Tradução de Beatriz Henriques, Cesar Matiusso, Marcelo Medeiros, Marina Silva, Pedro Cabral. São Paulo: Carambaia, 2022.
LU, Xun. Flores Matinais Colhidas ao Amanhecer. Tradução de Yu Pin Fang. Campinas: Editora da Unicamp, 2021.
LUO, Guanzhong. 三国演义 (Sanguo Yanyi). Changsha: Yuelu Publishing House, 2012.
LUO, Guanzhong. Romance of the Three Kingdoms (2 volumes). Tradução de C. H. Brewitt-Taylor. Singapura: Tuttle Publishing, 2002.
LUO, Guanzhong. Three Kingdoms: A Historical Novel (2 volumes). Tradução de Moss Roberts. Los Angeles: University of California Press, 2004.
LUO, Guanzhong. The Three Kingdoms (3 volumes). Tradução de Yu Sumei. Singapura: Tuttle Publishing, 2014.
MA, Y. W. The Chinese Historical Novel: An Outline of Themes and Contexts. 1975. Disponível em: https://www.jstor.org/stable/2052749. Acesso em: 6 out. 2020.
MO, Yan. As Rãs. Tradução de Amilton Reis. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
PLAKS, Andrew H. The Four Masterworks of the Ming Novel. Nova Jersey: Princeton University Press, 1987.
PLAKS, Andrew H. Full-length Hsiao-shuo and the Western Novel. In: New Asia Academic Bulletin, Vol. 1. Hong Kong: New Asia College,1978, p. 163-176.
PORTUGAL, Ricardo P.; TAN, Xiao (Orgs.). Antologia da Poesia Clássica Chinesa: Dinastia Tang. São Paulo: Editora Unesp, 2013.
PORTUGAL, Ricardo P.; TAN, Xiao (Orgs.). Poesia Completa de Yu Xuanji. São Paulo: Editora Unesp, 2011.
SCHMALTZ, Márcia. Apresentação e panorama da tradução entre as línguas chinesa e portuguesa. Cadernos de Literatura em Tradução (14), USP, 2013.
SINEDINO, Giorgio. As Dimensões do Cânone: Textos que Balizaram a Teoria da Arte na China Imperial. In: Revista de Cultura, n. 46. Instituto Cultural da R.A.E. de Macau, 2014.
SPROVIERO, Mario Bruno. Alguns tópicos e problemas de tradução da língua chinesa. In: Revista de Estudos Orientais, USP, n. 5, p. 37-58, abril 2016.
WANG, D. Fictional Realism in Twentieth-century China: Mao Dun, Lao She, Shen Congwen. New York: Columbia University Press, 1992.
WANG, Yage. A Noite das Lanternas. Tradução de Verena Veludo. São Paulo: Editora Cai-Cai, 2022.
WEST, Andrew. The Textual History of Sanguo Yanyi. Disponível em: https://www.babelstone.co.uk/SanguoYanyi/TextualHistory/. Acesso em: 1 out. 2020.
WU, Cheng’En. Xiyouji. Comentários: Huang Suqiu. 3ª edição. Beijing: Renmin Wenxue Chubanshe, 2017.
WU, Cheng’En. The Journey to the West (Xiyouji) (1592). Tradução de Anthony C. Yu. Chicago: The University of Chicago Press (3 v.), 2012.
WU, Cheng’En. 西游记 (Xiyouji). China: Chinese Text Project, 1592. Disponível em: https://ctext.org/xiyouji. Acesso em: 30 maio 2021.
WU, Cheng’En. Viaje al Oeste: las aventuras del rey mono. Editora Siruela. 4ª edição. Tiempo de Clásicos, nº 18. Versão em espanhol. Tradução: Enrique P. Gatón e Imelda Huang-Wang, 2016, 2272 p.
XIA, Lei. Quem comeu a minha castanha. Tradução de Verena Veludo. São Paulo: Editora Cai-Cai, 2021.
XU, Lu. A menina que amava as plantas. Tradução de Verena Veludo. São Paulo: Editora Cai-Cai, 2021.
YAO, Feng; BONVICINO, Regis. Um Barco Remenda o Mar: Dez Poetas Chineses Contemporâneos. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
YAO, Feng. A Poesia Clássica Chinesa: Uma Leitura de Traduções Portuguesas. Macau: Coleção Estudos de Macau, Centro de Publicações Universidade de Macau, 2001.
YE, Li. Os Clássicos Chineses da Tradução: Um Estudo da Evolução das Teorias da Tradução na China. Tese de Doutorado. Universidade Federal de Santa Catarina, 2014.
YU, Anthony C. History, Fiction and the Reading of Chinese Narrative. In: Chinese Literature: Essays, Articles, Reviews (CLEAR), 1988, Vol. 10, p. 1-19. Disponível em: https://www.jstor.org/stable/495139. Acesso em: 6 out. 2020.
YU, Anthony C. “Introduction”. In: Journey to the West. Vol. 1. Chicago: University of Chicago Press, 2012, pp. 1–96.
YU, Anthony C. “Two Literary Examples of Religious Pilgrimage: The Commedia and the Journey to the West”. In: History of Religions, Vol. 22, n. 3, 1983, p. 202–230. Disponível em: https://doi.org/10.1086/462922.
ZHAO, Qianqian. Um Amor Lindo Demais. Tradução de Peggy Yu e Verena Veludo. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2024.
ZHUANG, Zhou. O Imortal do Sul da China. Tradução de Giorgio Sinedino. São Paulo: Editora da Unesp, 2022.

Programa

Aula 1: O uso da Semiótica Discursiva para discutir o racismo e o papel de personagens negras na literatura
(i) Breve conceituação teórica: papéis actanciais, temas e figuras na Semiótica;
(ii) Temas e figuras associados a personagens negras;
(iii) Agência e passividade de personagens negras na literatura;
(iv) Sanções como estratégias discursivas.

Aula 2: O rito sonoro como adjuvante sensível em discursos intolerantes
(i) o engajamento sensível e seus percursos fiduciários;
(ii) os diferentes ritos sonoros no universo político;
(iii) o transe sonoro como adjuvante dos discursos intolerantes.

Aula 3: Da discriminação ao ódio: o discurso de ódio nas redes sociais
(i) discriminação, preconceito e intolerância: práticas discursivas;
(ii) o percurso passional do sujeito intolerante;
(iii) definições de discurso de ódio e suas características semióticas;
(iv) o discurso de ódio nas redes: implicações.

Aula 4: A democracia como discurso: o papel dos afetos na competição discursiva
(i) As práticas de difusão de informação e de desinformação que modificam o funcionamento do debate
público;
(ii) O ambiente das redes sociais: dispersão figurativa e convergência figural;
(iii) As características semióticas da retórica do sentir-reagir.

Bibliografia básica:


ARAÚJO, J. Z. O negro na dramaturgia, um caso exemplar da decadência do mito da democracia racial brasileira. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 16, n. 3, p. 979-985, set./dez. 2008.
ARRAES, J. Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis. São Paulo: Seguinte, 2020.
AZEVEDO, A. T. G. de. O Cortiço. Rio de Janeiro: Editora BestBolso, 2016.
BARROS, D. L. P. de. Teoria do discurso: fundamentos semióticos. São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP, 2001.
BARROS, D. L. P. de. Estudos discursivos da intolerância: o ator da enunciação excessivo. Cadernos de Estudos Linguísticos, v. 58, n. 1, Campinas, 2016, p. 7-24. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/864615…
BARROS, D. L. P. de. A complexidade discursiva na internet. Cadernos de Semiótica Aplicada, v. 13, n. 2, SP, 2015, p. 13-31. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/casa/article/view/8028/5756
BARROS, D. L. P. de. O discurso intolerante na internet: enunciação e interação. Anais do XVII Congreso Internacional Asociación de Lingüística y Filología de América Latina (ALFAL 2014). João Pessoa, 2014, p. 3660-3671. Disponível em http://www.mundoalfal.org/CDAnaisXVII/trabalhos/R0716-1.pdf
BARROS, D. L. P. de. Política e intolerância. In: FULANETI, O. N. e BUENO, A. M. (orgs.). Linguagem e política: princípios teórico-discursivos. São Paulo: Contexto, 2013. p.71- 92.
BARROS, D. L. P. de (Org.). Preconceito e intolerância. Reflexões linguístico-discursivas. São Paulo: Editora Mackenzie, 2011.
BERTRAND, D. Caminhos da semiótica literária. Trad. Grupo CASA. Bauru: Edusc, 2003.
BUENO, A. M. Intolerância, preconceito e exclusão. In: LARA, G. P. e LIMBERTI, R. P. (orgs.). Discurso e (des)igualdade social. São Paulo: Contexto, 2014. p.61-78.
DUNKER, C. I. L; RODRIGUES, D. D.; SOLANO, E. et al. Relatório de Recomendações para o enfrentamento do discurso de ódio e o extremismo no Brasil. Camilo Onoda Luiz Caldas, Manuela Pinto Vieira d ́Ávila, Brenda de Fraga Espindula. et al. (Coord.). 1. ed. - Brasília: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, 2023.
FGV; CONIB. Guia para análise de discurso de ódio. Centro de Ensino e Pesquisa em Inovação (CEPI). São Paulo, 2020. Disponível em: https://repositorio.fgv.br/server/api/core/bitstreams/7f1de2ca-91ab-441…
FIORIN, J. L. Linguagem e Ideologia. 8. ed. São Paulo: Editora Ática, 2010.
FIORIN, J. L. Elementos de Análise do Discurso. São Paulo, Editora Contexto, 2016.
FONTANILLE, J. Práticas semióticas: imanência e pertinência, eficiência e otimização. In: Diniz, M. L. V. P.; Portela, J. C. (Orgs.). Semiótica e mídia. Textos, práticas, estratégias São Paulo: Unesp/Faac, 2008b. p. 15-74.
GLUCKSMAN, A. O discurso do ódio. Rio de Janeiro: Difel, 2007.
GOMES, R. S. Interação na internet e ideologia: excesso e atenuação. Estudos Semióticos, v. 17, n. 1, p. 55-71. 2021. Disponível em: https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.181037
GOMES, R. S. Crise de veridicção e interpretação: contribuições da Semiótica. Estudos Semióticos [on-line]. Volume 15, n. 2. Dossiê temático “Contribuições da Semiótica e de outras teorias do texto e do discurso ao ensino”. São Paulo, dezembro de 2019. p. 15-30.
GONZALEZ, L. Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira. In: RIOS, Flávia Rios; LIMA, Márcia (Org.). Por um feminismo afro-latino-americano. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 2020, p 75-93.
GREIMAS, A. J.; COURTÉS, J. Dicionário de Semiótica. Tradução de Alceu Dias Lima, Diana Luz Pessoa de Barros, Eduardo Peñuela Cañizal, Edward Lopes, Ignacio Assis da Silva, Maria José Castagnetti Sombra, Tieko yamaguchi Miyazaki. São Paulo: Contexto, 2016.
LIMA, E. S. de. A semiótica das paixões e a análise da dimensão passional dos enunciados. Revista de Estudo da Linguagem, v. 25, n. 2, p. 841-871. 2017. Disponível em: http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/relin/article/view/10353
LORUSSO, A. M. O tribunal da internet: redes sociais, cultura de cancelamento e discurso de ódio. Cadernos de Semiótica Aplicada, v. 16, n. 1, p. 42-261. SP, 2023. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/casa/article/view/17832
MANCINI, R. A retórica do sentir-reagir: a exacerbação sensível como estratégia no universo transmidiático. In: SOUSA, Silvia Maria; AZEVEDO, Sandro Tôrres (orgs.). Diálogos transmídia. Uberlândia, MG: Pangeia, 2020.
QUEIROZ, E. P. Personagens negras de O Cortiço: convergências com estereótipos. Estudos Semióticos, São Paulo, Brasil, v. 18, n. 3, p. 93–110, 2022. DOI: 10.11606/issn.1980-4016.esse.2022.198432. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/esse/article/view/198432 Acesso em: 4 mar. 2025.
QUEIROZ, E. P. A mulher negra heroína – análise do cordel Maria Felipa. Entrepalavras, Fortaleza, V. 13, N. 3, E2716, p. 213-231, Set.-Dez./2023. DOI: 10.22168/2237- 6321-32716. Disponível em: http://www.entrepalavras.ufc.br/revista/index.php/Revista/article/view/… Acesso em: 4 mar. 2025.
SANTOS, M. A. M. dos. O discurso de ódio nas redes sociais. São Paulo: Lura Editorial, 2016.
TEIXEIRA, L.; BARROS, D. L. P. de (Orgs.). O discurso das mídias digitais: funcionamento e circulação. 1. ed. São Paulo: Líquido, 2023. Disponível em: https://www.mundoalfal.org/sites/default/files/revista/P22_Enunciacao_e…
ZILBERBERG, C. Elementos de semiótica tensiva. Trad. Ivã Lopes, Luiz Tatit e Waldir Beividas. São Paulo: Contexto, 2011.

Programa

Premise

That black people, across different geographies and political histories have inhabited urban spaces and contributed to urbanization processes in ways that remain unprecedented
and unparalleled. With vernaculars, socialities, temporal orientations, and techne that have had to navigate the tricky conundrum of black people attempting to insert themselves into what passes as the normative ethos and demeanors of urban life—whose affordances have been largely foreclosed or distributed unevenly—while simultaneously refusing to “normalize” themselves according to the structures of power and codes that have subjugated them.

In these volatile, often ephemeral interstices, emerges the materialization of distinctive ways of being urban that are constantly recalibrated, but yet constitute a living archive whose sensibilities are constantly being ignored, repressed or coopted. Any deliberation on humanity’s urban future must attempt to shed the predominance of anti-blackness to learn from this archive, perhaps more important than ever.


Objectives

1. To map out the temporal terrain of black futurities: as a time of repeated catastrophe, non-linearity, incessant struggle. Imagination, unbounded by developmentalism, a plurality of past futures, cities yet to come.

2. To consider the making/unmaking of operational territories—not just those of geographies but of collective bodies and genres of being human, of modalities of expression and performance. Focusing on the urbanization of the relations among things, as blackness has long connoted the interweaving of the disparate and
contradictory, as well as the extensiveness of place into a larger surround.

3. To consider how urban imaginaries have materialized beyond conventional form, constantly shape-shifting and obdurate, indifferent to subjecthood and proportionality.


Course Themes

The course will be organized around three themes. Students will select one of the three themes to develop a short power point presentation, such as with Canva, that can make use of multi-media tools to present their own thoughts and experiences with the specific theme chosen.

1. Black well-being: Black urbanities are concerned with the realities of black well-being. But who defines it and according to what terms of reference? Past efforts have focused on various intermixtures of:

*refusal—to be defined by prevailing norms.
*claims of commensurability—where differentiated black practices are seen as the equivalent to the prevailing norms in terms of moral standard and practical efficacy and capable of being seamlessly translated into each other.
*parallelism—where black values and practices are claimed to be fundamentally different yet functionally able to co-exist with prevalent social reproduction practices; capable of acting as a virtuous complement or supplement.
*non-distinctiveness—where there is not a claim for black distinction, but rather the functional adherence or approximation to prevailing norms—where the degree of realization is attributed to structures of opportunity.

2. Black expressiveness: Whereas many institutionalized expressions of black collective life focus on the explicitly political dimensions of combatting anti-blackness, racism, and social exclusions—advocating for legal protections, political participation, judicious provisions of necessary affordances— there are also dimensions of such institutionalized expressions that focus on cultivating ethical orientations to everyday life, including acts of aspiring and maintaining historical continuities, that are critical aspects of figuring black well-being.

These aesthetic considerations are also facets of political action in that they constitute ways of experiencing and assessing black existence in terms that extend beyond the frames of compensation, endurance, and complicity.

3. Black justice: Using Denise Ferreira da Silva’s: difference without separability,
where the availability of black livability and resourcefulness to the world is not the basis of a differentiated subjecthood of the modern, white individual or social.
Not a resource to be extracted from in order to buttress the formation of property as the substrate of white privilege. But as an elemental feature that exceeds any specific use or valuation.

Urban justice is thus not the restoration of some overarching commonality,
not the equilibration of difference through the fair apportionment of specific resources or opportunities, (no matter how important) but rather the availability of differences to generate new ways of living without judgments of their efficacy according to standards they have not contributed to developing.

 

Core Texts. (all texts will be provided)

Alves, Jaime 2021. F*ck the Police!: Antiblack statecraft, the myth of cops’ fragility, and the fierce urgency of an insurgent anthropology of policing
Focaal—Journal of Global and Historical Anthropology 91: 100–114

Esteves, Brais 2022. Black life and aesthetic sociality in the Subúrbio Ferroviário
de Salvador, Bahia. In Visual Participatory Arts Based Research in the City: Ontology, Aesthetics and Ethics, edited by Laura Trafí-Prats, Aurelio Castro-Varela.

Hartman, Saidiya 2019. Wayward Lives, Beautiful Experiments: Intimate Histories of Social Upheaval. WW Norton (selection)

Heron, Adom Philogene Heron 2022. Goodnight Colston. Mourning Slavery: Death Rites and Duppy Conquering in a Circum-Atlantic City. Antipode 54, 4:1251–175

Kisukidi, Nadia Yala 2020.Geopolitics of the Diaspora. Eflux #114

Lewis, Jovan Scott 2024. Black life beyond injury: Relational repair and the reparative conjuncture. Political Geography 108

McKittrick Katherine 2011. On plantations, prisons, and a black sense of place. Social & Cultural Geography, 12,8: 947-963

Nascimento, Beatriz 2021.The Concept of Quilombo and Black Cultural Resistance.
Antipode 53, 1:279–316.

Towne, Sharita. A Black Geographic Reverie & Reckoning in Ink and Form 2023. In The Black Geographic: Praxis, Resistance, Futurity, edited by Camilla Hawthorne and Jovan Scott Lewis. Duke University Press.

 

Supplementary Texts

Campt, Tina 2019. The Visual Frequency of Black Life Love, Labor, and the Practice of Refusal.
Social Text 140; 37, 3


Crawford, Margo Natalie 2022.What Time Is It When You’re Black? The South Atlantic Quarterly 121:1.

Ferreira da Silva, Denise 2009. NO-BODIES Law, Raciality and Violence.
Griffith Law Review 18, 2.


Hesse, Barnor 2022. Black Populism The South Atlantic Quarterly 121:3.

Leel, Ana Paulina 2022. Urban Sorcery, Segregation, and Ethnographic Spectacle in Twentieth-
Century Rio de Janeiro. Luso-Brazilian Review 58:2

Perry, Keisha-Khan Y. Perry 2016. Geographies of Power: Black Women Mobilizing
Intersectionality in Brazil. Meridians 14,1: 94-120.
Shange, Savannah 2019. Black Girl Ordinary: Flesh, Carcerality & the Refusal of Ethnography.
Transforming Anthropology, 27, 1: 3–21,


Videos


Black Urban Life Panel-IRAAS 25th Anniversary Conference
(Deborah Thomas intervention)
https://www.youtube.com/watch?v=WoIZ2gU-jK0

Geographies of Racial Capitalism with Ruth Wilson Gilmore
https://www.youtube.com/watch?v=2CS627aKrJI

Hortense Spillers – Shades of Intimacy: Women in the Time of Revolution
https://bcrw.barnard.edu/videos/hortense-spillers-shades-of-intimacy-wo…

Histories of Imagining Urban Futures in Central Africa (Filip de Boeck)
https://www.youtube.com/watch?v=5lv5dVr_IfM


Left of Black | Hip-Hop Feminist Dr. Joan Morgan, 25 Years of "When Chickenheads Come Home to Roost"


https://www.youtube.com/watch?v=xiPuXVMA24M

Left of Black | Celebrating "Freedom Dreams: The Black Radical Imagination" with Robin D.G. Kelley


https://www.youtube.com/watch?v=D23W_fRDm98

Moor mother videos

https://moormother.net/videos

Programa

1/10 – AULA 1
- Contexto, surgimento e projeto da revista Charrua.
- Antecedentes literários moçambicanos.
- Pressupostos para uma geração.

8/10 – AULA 2
- Ungulani Ba Ka Khosa: ficção e a negociação da história.
- Apresentação e discussão de obras: Ualalapi e Histórias de amor e espanto.

15/10 – AULA 3
- Presença da poesia lírica na Charrua.
- Leitura de poemas de Eduardo White, Juvenal Bucuane e Armando Arthur.

22/10 – AULA 4
- Literatura, cultura e etnicidade: a prosa de Marcelo Panguana.
- Apresentação e discussão de A balada dos deuses e Os ossos do Ngungunhana: estórias.
- Discussão final e encerramento do curso.

BIBLIOGRAFIA
BASTO, Maria-Benedita. A guerra das escritas: literatura, nação e teoria pós-colonial em Moçambique. Lisboa: Vendaval, 2006.
BASTO, Maria-Benedita. Relendo a literatura moçambicana dos anos 80. In: RIBEIRO, Margarida Calafate;
MENESES, Paula (org.). Moçambique: das palavras escritas. Porto: Afrontamento, 2008, p. 77-110.
BESSA-RIBEIRO, Fernando. Do esgotamento revolucionário à liberalização: o movimento sindical face às privatizações em Moçambique na década de 1990. In: Caderno CRH, Salvador, v. 28, nº 74, p. 369-381, maio / agosto de 2015.
BORGES, Edson. A política cultural em Moçambique após a Independência. In: FRY, Peter (org.). Moçambique: ensaios. Rio de Janeiro: UFRJ, 2001, p. 225-250.
CHABAL, Patrick. Vozes moçambicanas: literatura e nacionalidade. Lisboa: Vega, 1994.
CHICHAVA, Sérgio; POHLMAN, Jonas. Uma breve análise da imprensa moçambicana. In: BRITO, Luís de; CASTEL-BRANCO, Carlos Nuno; CHICHAVA, Sérgio; FRANCISCO, Antônio (org.). Desafios para Moçambique, 2010. Maputo: Instituto de Estudos Sociais e Económicos, 2009, p. 127-138.
BRAGANÇA, Aquino de. O marxismo de Samora. Três continentes, Lisboa, nº 3, p. 43-50, setembro de 1980.
BRAGANÇA, Aquino de; DEPELCHIN, Jacques. Da idealização da FRELIMO à compreensão da história de Moçambique. Estudos moçambicanos, Maputo, n. 5-6, p. 29-52, 1986.
COELHO, João Paulo Borges. Abrir a fábula: questões da política do passado em Moçambique. Revista Crítica de Ciências Sociais, Coimbra, nº 106, p. 153-166, 2015.
COELHO, João Paulo Borges. As duas guerras de Moçambique. In: PANTOJA, Selma (Org.). Entre Áfricas e Brasis. Brasília: Paralelo 15/ São Paulo: Marco Zero, 2001, p. 75-90.
FERREIRA, Manuel; MOSER, Gerald. Bibliografia das literaturas africanas de língua portuguesa. Lisboa: Imprensa Nacional da Casa da Moeda, 1983.
FERREIRA, Manuel. Literaturas africanas de expressão portuguesa. São Paulo: Ática, 1987.
GEFFRAY, Christian. A causa das armas: antropologia da guerra contemporânea em Moçambique. Porto: Afrontamento, 1991.
GRAÇA, Machado da. Liberdade de informação. In: RIBEIRO, Fátima; SOPA, António (org.). 140 anos de imprensa em Moçambique. Maputo: Amolp, 1996, p. 177-191.
HAMILTON, Russell G. Literatura africana, literatura necessária II – Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe. Lisboa: Edições 70, 1984.
MACAGNO, Lorenzo. Multiculturalism in Mozambique? Relflections on the field. Vibrant, Brasília, v. 5, n. 2, 2008, p. 223-246.
MACAMO, Elísio. A transição política em Moçambique. Lisboa: Centro de Estudos Africanos; Instituto das Ciências do Trabalho e da Empresa, 2002.
MENDES, Orlando. Sobre literatura moçambicana. Maputo: INLD, 1980.
MENDONÇA, Fátima. Literatura moçambicana: as dobras da escrita. Maputo: Ndjira, 2011.
MENDONÇA, Fátima. Literatura moçambicana: a história e as escritas. Maputo: Universidade Eduardo Mondlane, 1989.
MENDONÇA, Fátima. Poetas do Índico – 35 anos de escrita. Mulemba. Rio de Janeiro, v.1, nº 4, p. 16 -37, 2011.
MOSCA, João. A experiência socialista em Moçambique (1975-1986). Lisboa: Instituto Piaget, 1999.
MOSCA, João. Economia de Moçambique: século XX. Lisboa: Instituto Piaget, 2005.
QUEMBO, Carlos Domingos. Poder do poder: Operação Produção e a invenção dos “improdutivos” urbanos no Moçambique socialista, 1983-1988. Maputo: Alcance, 2017.
ROCHA, Ilídio. A imprensa de Moçambique: história e catálogo (1854-1975). Lisboa: Livros do Brasil, 2000.

Programa

Aula 1 (05/08/2024): A questão da técnica em Martin Heidegger
Aula 2 (12/08/2024): O construtivismo crítico de Andrew Feenberg
Aula 3 (19/08/2024): O meio técnico e a globalização em Milton Santos
Aula 4 (26/08/2024): As estratégias descontextualizadas e a tecnociência segundo Hugh Lacey

Bibliografia:

Aula 1
HEIDEGGER, Martin. A coisa. Ensaios e conferências. Vozes: Petrópolis, 2002.
______. A época da imagem de mundo. Caminhos de floresta. Calouste Gulbenkian: Lisboa, 1998.
______. A origem da obra de arte. Caminhos de floresta. Calouste Gulbenkian: Lisboa, 1998.
______. Die Frage nach der Technik. Vorträge und Aufsätze. GA 7 V. 7 Vittorio Klostermann. Frankfurt am Main, 2000.
______. O fim da filosofia e a tarefa do pensamento. Conferências e escritos filosóficos. Nova cultural: São Paulo, 1999.
______. Já só um Deus pode ainda nos salvar. Entrevista concedida por Martin Heidegger à revista Der Spiegel em 23/09/2966. Universidade da Beira interior, 2009.
Aula 2
FEENBERG, A. O construtivismo crítico. Uma filosofia da tecnologia. Tradução C. C. Cruz, L. H. de L. Abrahão. São Paulo: Scientiae Studia, 2022.
Aula 3
SANTOS, Milton. A natureza do espaço: Técnica e tempo, razão e emoção. Edusp: São Paulo, 2006.
______. Modo de produção técnico científico e diferenciação espacial. Revista Território. Rio de Janeiro, ano IV n 6, 1999.
______. Por uma geografia nova. Hucitec: São Paulo, 1998.
______. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Editora Record: São Paulo, 2001.
______. Técnica, Espaço, Tempo. Globalização e meio técnico científico informacional. Edusp: São Paulo, 2008
Aula 4
LACEY, H. Valores e atividade científica 1. Tradução M. B. de Oliveira et alli. Introdução e prefácio de Pablo Rubén Mariconda. São Paulo: Scientiae Studia/Editora 34, 2008.
_____. Valores e atividade científica 2. Tradução M. B. de Oliveira et alli. São Paulo: Scientiae Studia/Editora 34, 2010.
_____. Valores e atividade científica 3. São Paulo: Scientiae Studia, 2022.