Programa

Aula 1: Uma introdução à literatura italiana contemporânea: base teórica e linhas de pesquisa
Introdução aos pontos principais destacados e estudados pela crítica literária na Itália hoje em dia, com foco na análise crítica de fundamentos caros às obras abordadas nas aulas seguintes, como: o espaço, o foco narrativo, o gênero híbrido da prosa, em especial o romance, etc.

Aula 2: Michela Murgia como autora sarda na contemporaneidade Apresentação do romance Accabadora (2009), principal obra ficcional de Michela Murgia, via alguns trechos que mostram a narrativa local, focada no tempo e no espaço sardo, seja ele mítico ou não. Análise do enredo, das personagens e de alguns episódios específicos que demonstram a relevância do romance.

Aula 3: O autor-personagem. A escrita transmídia de Roberto Saviano em Gomorra.
Apresentação do escritor italiano Roberto Saviano, bem como o seu estilo, por meio de sua obra de estreia Gomorra (2006). Dono de uma linguagem veloz, violenta, o autor consegue dialogar tanto com escritores italianos dos anos 1980, quanto com a prosa dos anos 2000, inserindo-se dentro de um sistema literário voltado para o consumo.

Aula 4: Antonio Scurati e a pentalogia M.: o fascismo representado na literatura italiana contemporânea. Apresentação da série de cinco romances de Antonio Scurati sobre Benito Mussolini e o fascismo italiano, com especial ênfase em como a arquitetura das obras, o recorte temporal e o uso de textos não literários colaboram a um projeto de desconstrução da figura história do criador do fascismo ao passo que se constrói uma personagem literária.

Bibliografia:
MURGIA, Michela. Accabadora. Torino, Einaudi, 2009.
______________. Viaggio in Sardegna. Undici percorsi nell'isola che non si vede. Torino, Einaudi, 2008.
SCURATI, Antonio. M. Il figlio del secolo. Milão: Bompiani, 2018.
_______________. M. L’uomo della provvidenza. Milão: Bompiani, 2020.
_______________. M. Gli ultimi giorni dell’Europa. Milão: Bompiani, 2022.
_______________. M. L’ora del destino. Milão: Bompiani, 2024.
_______________. M. La fine e il principio. Milão: Bompiani, 2025.
SAVIANO, Roberto. Gomorra. A História de um jornalista infiltrado na violenta máfia napolitana. Tradução Elaine Niccolai. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2020, 349 p.
_______________. Gomorra. Viaggio nell’impero economico e nel sogno di dominio della camorra. Milano: Mondadori: 2017, 373 p.

Base teórica
BENVENUTI, Giuliana. CESARANI, Remo. La letteratura nell’età globale. Bolonha: Il mulino, 2012.
BENVENUTI, G. Il Brand Gomorra. Dal romanzo alla serie Tv. Bologna: Il Mulino, 2018, e-book, 226 p.
BENVENUTI, G. La letteratura nel sistema mediale contemporaneo. In: BENVENUTI, G. (org). La letteratura oggi. Romanzo, editoria, transmedialità. Torino: Piccola Biblioteca Einaudi, 2023, e-book, p. 6 – 71.
BOJA, Šimurina. Problemi della vita contemporanea al femminile (Margaret Mazzantini, Michela Murgia, Donatella Di Pietrantonio, Elisa Ruotolo, Cristina Campo). Dissertação de Mestrado - Departamento de Italiano da Universidade de Zadar, 2016.
BRIOSCHI, Franco; DI GIROLAMO, Costanzo; FUSILLO, Massimo. Introduzione alla letteratura. Roma: Carocci, 2013.
CASADEI, A. Coordinate del romanzo italiano dagli anni Ottanta a oggi. In: Stile e tradizione nel romanzo italiano contemporaneo. Bologna: Il Mulino, 2007, p. 45- 70.
CESERANI, R; BENVENUTI. G. La svolta del secondo Novecento e il nuovo sistema – mondo. In: La letteratura nell’età globale. Bologna: Il Mulino, 2012, p. 61- 98.
CESERANI, R; BENVENUTI. G. La letteratura e le sfide dell’età globale. In: La letteratura nell’età globale. Bologna: Il Mulino, 2012, p. 99- 142.
CESERANI, R. Introduzione. Nel mezzo di un cambiamento epocale. In: Raccontare il postmoderno. Torino: Bollati Boringhieri editore, 2013, p. 13 - 20.
CROVI, L. La storia del giallo italiano. Venezia: Marsilio Cartabianca, 2020. E-book. 512 p.
CONTARINI, Silvia. Scrivere al tempo della globalizzazione. Narrativa italiana dai primi anni Duemila. Firenze: Franco Cesati Editore, 2019.
CORTELLESSA, Andrea. La terra della prosa. Narratori italiani degli anni zero (1999-2014). Roma: L’orma editore, 2014.
DONNARUMMA, Raffaele. Ipermodernità: dove va la narrativa contemporanea. Bolonha: Il Mulino, 2014.
GIGLIOLI, Daniele. Senza trauma. Scrittura dell'estremo e narrativa del nuovo millennio. Macerata: Quodlibet, 2011.
GÖREN, Esin; BEDIN, Cristiano; KARAIL, Deniz Dilşad (orgs). Proposte per il nostro millennio. La letteratura italiana tra postmodernismo e globalizzazione. Istambul, İstanbul Üniversitesi Sağlık, 2016.
HAGEN, Maria Christina Rosander. La Sardegna tra tradizione e immobilità: Grazia Deledda, Michela Murgia e Salvatore Niffoi, Un’analisi di tre romanzi. Dissertação de Mestrado - Faculdade de Ciências Humanas da Universidade de Oslo, 2018.
ONNIS, Ramona (org). Italia fuori Italia. Diffusione, canonizzazione, ricezione transnazionale della letteratura italiana degli anni Duemila. Paris, Presses universitaires de Paris Nanterre, 2016.
SIMONETTI, G. I nuovi assetti della narrativa italiana (1996 - 2066). Revista Allegoria 57, 2008, p. 95 - 136.
Disponível em: https://www.allegoriaonline.it/PDF/107.pdf. Acesso em:  12 maio 2024
SIMONETTI, G. Gli effetti di realtà. Un bilancio della narrativa italiana di questi anni. In: CONTARI, S. [org]. Nuovi
realismi: Il caso italiano, definizioni, questioni e prospettive. Transeuropa, 2016, p. 149 - 166.

Programa

Aula 1 - O campo de Terezín: propaganda nazista, arte e educação;
Aula 2 - Desenhos e poemas das crianças: arte como forma de enfrentamento da realidade
Aula 3 - Desenhos e poemas das crianças: arte como forma de enfrentamento da realidade;
Aula 4 – Guetos nazitas: nova forma de segregação;
Aula 5 – Vestígios da educação e resistência: o Arquivo Ringelblum;
Aula 6 – Narrativas sobre a infância judaica no gueto de Varsóvia : “Diferentes olhares";
Aula 7 – A vida judaica na Polônia antes da segunda guerra mundial;
Aula 8 – Entrevista com um sobrevivente do Holocausto com o tema: sina e atitudes das crianças
internadas em Campos de Concentração e Guetos;
Aula 9 – Janusz Korczak: ontem, hoje e amanhã.

Referências bibliográficas:
ADORNO, Theodor W. Educação após Auschwitz. In. Educação e emancipação. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1995.
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade e Holocausto. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.
BERG, Mary. El ghetto de Varsovia: diário de Mary Berg. Buenos Aires: Hemisfero, 1945.
BRENNER, Hannelore. As meninas do quarto 28: amizade, esperança e sobrevivência em
Theresienstadt. São Paulo: LeYa, 2014.
CARNEIRO, Maria Luiza Tucci. Holocausto: Crime contra a Humanidade. São Paulo: Ática, 2000.
FERNANDES, Luciane Bonace Lopes. Escrever poesia [durante] Auschwitz: concepções do universo
concentracionário nos poemas das crianças de Terezín. 36 f. Relatório Final (Pós-Doutorado em Letras
Orientais) Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. São Paulo,
2019.
FERNANDES, Luciane Bonace Lopes. Concepções do universo concentracionário: diálogos entre os
poemas e desenhos das crianças de Terezín. 127 f. + anexos. Relatório Final (Pós-Doutorado em
Metodologia do Ensino e Educação Comparada) Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.
São Paulo, 2018.
FERNANDES, Luciane Bonace Lopes. Pelos olhos da criança: concepções do universo concentracionário
nos desenhos de Terezín. 2015, 468 f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação,
Universidade de São Paulo, São Paulo.
FERNANDES, Luciane Bonace Lopes. O real, o fantástico e o insólito: narrar o Holocausto para crianças.
In. CUNHA, Maria Zilda, et ali. (orgs.). Literaturas de recepção infantil e juvenil e linguagens do
imaginário. Paraíba: Editora Universitária da UFPB, 2020.
FRANK, Anne. O diário de Anne Frank. São Paulo: Record, 1995.
FRANKL, Viktor Emil. Em busca de sentido. Porto Alegre: Sulina, 1984.
GRYNBERG, Michael. Voces del gueto de Varsovia. Trad. Katarzyna Olszewska Sonnenberg y Sergio
Trigán. Barcelona: Alba Editorial, 2004.
GRUENBAUM, Thelma. Nesarim: child survivor of Terezín. Estados Unidos: Vallentine Mitchell, 2004.
HEYDECKER, Joe J. Where is Thy Brother Abel? Documentary Photographs of the Warsaw Ghetto. São
Paulo: Atlantis Livros, 1981.
KASSOW, Samuel D. Quem escreverá a nossa História: Os arquivos secretos do Gueto de Varsóvia. São
Paulo: Cia. das Letras, 2009.
KORCZAK, Janusz. Diário do Gueto. Trad. Jorge Rochtlitz. São Paulo: Perspectiva, 1986.
_______. Como amar uma criança (Parte I: Varsóvia 1919; Parte II: Varsóvia 1920). Edição Brasileira,
São Paulo: Paz e Terra, 1983.
_______. Dat Hayeled [Hebraico]. Israel: by Ghetto Figthers’ House Ltd, 1978.
_______.Hamelekh Hamatia Harishon, helek Rishon [Hebraico]. O Rei Matheus Primeiro. I ed. :

Varsóvia, 1923.Trad. do polonês para o hebraico de Uri Orlev. Jerusalém: Beith Hotzaá keter, [s.d.].
_______. Min Hagheto [Hebraico]. (De dentro do gueto), 1939-1942. I ed..: Varsóvia, 1957. Trad. Tzvi
Arad. Israel: by Ghetto Fighters’ House., 1972.
_______. Quando eu voltar a ser criança. I ed. : Varsóvia, 1926. Trad. Yan Michalski. São Paulo: Summus
Editorial, 1981. (Coleção dirigida por Fanny Abramovich).
_______. Como amar uma criança. Trad. Sylvia Patrícia Nascimento Araújo. Rio de Janeiro: Paz e Terra,
1983.
_______. A sós com Deus – orações dos que não oram. São Paulo: Comenius, 2007.
KRAUS. Otto B. O bloco das crianças: um romance baseado na verdadeira história de um sobrevivente
de Auschwitz. 2° ed. Lisboa: Editorial Presença, 2019.
KRIZKOVÁ, Marie Rut; KOTOUC, Kurt Jirí; ORNEST, Zdenek. We are children just the same: VEDEM, the
secret magazine by the boys of Terezín. Estados Unidos: Paul R. Wilson, 1994.
KULKA, Otto Dov. Paisagens da metrópole da morte: reflexões sobre a memória e a imaginação. 1° ed.
São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
LEVI, Primo. É isto um homem? Rio de Janeiro: Rocco, 1988.
MAKAROVA, Elena. Friedl Dicker-Brandeis: Vienna 1898 – Auschwitz 1944. Estados Unidos: Tallfelow
Press, 1999.
RINGELBLUM, Emanuel. Crónica del Gueto de Varsovia. Tradução, Seleção, introdução e notas de
Katarzyna Olszewska Sonnenberg y Sergio Trigán. Barcelona: Alba Editorial, 2003.
RUBIN, Susan Goldman. Fireflies in the dark. The story of Friedl Dicker-Brandeis and the children of
Terezín. New York: Scholastic, 2000.
SAKOWSKA, Ruta. Archives Clandestines du Ghetto de Varsovie. (Archives Emanuel Ringelblum). Les
Enfants et L’enseignement Clandestin dans le Ghetto de Varsovie. Paris: Fayard / BDIC, 2007. Tome II
SARUE, Sarita Mucinic, Vozes de Paz em tempos de Guerra: Janusz Korczak dinate da criança, do
antissemitismo, do Sionismo e do Holocausto. São Paulo: Editora Humanitas , 2015
SCHILLING, Flávia. I. Estudos sobre Resistência. São Paulo, 1991. 146 f. Dissertação (Mestrado em
Educação) – Faculdade de educação, Universidade Estadual de Campinas.
SELIGMANN-SILVA, Márcio. Imagens de Terezín: a arte entre o testemunho e a resistência. Revista 18:
Centro de Cultura Judaica, São Paulo, Ano III, (09), p. 32-33, set/out/nov. 2004.
SOUZA, Nanci Nascimento de. Gueto de Varsóvia : educação clandestina e resistência / Nanci
Nascimento de Souza. -- São Paulo : Humanitas : FAPESP, 2017. 264 p. -- (Histórias da Repressão e da
Resistência).
SOUZA, Solange Jobim e. Infância e linguagem: Bakhtin, Vygostsky e Benjamin. Campinas: Papirus,
2012.
SMITH, Lyn. Forgotten Voices of The Holocaust: Trues stories of Survival – From Men, Women and
Children Who Were there. Great Britain: Ebury Press, 2006.
THOMSON, Ruth. Terezín: voices from Holocaust. Estados Unidos: Candlewick Press, 2011.
VOLAVKOVÁ, Hana. … I never saw another butterfly… Children’s drawings and poems from Terezín
concentration camp, 1942-1944. Praga: Schocken Books, 1978.
WACQUANT, Loïc. As Duas Faces do Gueto. Trad. Paulo Cezar Castanheira. São Paulo: Boitempo, 2008.
WEISS, Helga. O diário de Helga Weiss: O relato de uma menina sobre a vida em um campo de
concentração. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2013.
WIESEL, Elie. A noite. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001.
VISHINIAC, Roman. Children Of a Vanished World. Mara Vishiniac Kohn and Miriam Hartman Flacks
(Ed.). Los Angeles; London: University of California Press; Ltd. London, 1999.
WIX, Linney. Through a narrow window: Friedl Dicker-Brandeis and her Terezín students. Estados
Unidos: University of New Mexican Press, 2010.
Artigos
ARTIÉRES, Phillippe. Arquivar a própria vida. Revista Estudos Históricos, v. 11, n. 21, p. 9-34, 1998.
FOUCAULT, Michael. Dois ensaios sobre o sujeito e o poder. In: FREYFUS, Hubert; RABINOW, Paul.
Michel Foucault. Un parcours philosophique. Paris: Gallimard, 1984, p. 297-321. Disponível em: . Acesso
em: 26 Out. 2011.
KARDOS, Suzan M. Not Bread alone: clandestine Schooling and resistance in the Warsaw ghetto during
the holocaust. Havard Educational Review. Cambridge, v. 72, n. 1, p. 33-66, 2002. Disponível em:
www.harvardeducationreview.org. Acesso em: 10 jul. 2012.
Souza, Nanci Nascimento de. “Educação Clandestina no Gueto de Varsóvia: Cantinas-Escola Como
Espaço de Resistência” foi publicado na revista Cadernos de Língua e Literatura Hebraica, da
Universidade de São Paulo, n. 11, 2013. Ver http://www.revistas. usp.br/cllh/article/view/83523.
YITZHAK, Arad; GUTMAN, Israel; MARGALIOT, Abraham (Ed). Documents on the Holocaust
(Documentos sobre el Holocausto). Jerusalém: Yad Vashem, 1981, p. 173-178. SOUZA, Regina Maria;
GALLO, Silvio. Por que matamos o barbeiro? Reflexões preliminares sobre a paradoxal exclusão do
outro. Educação e Sociedade – Dossiê “Diferenças”. Revista Quadrimestral de Ciência da Educação,
(S.l.), n. 79, ano XXIII, p. 1-25, ago. 2002.

Programa

Aula 1 - A sutil, mas marcante, presença de personagens femininas nas primeiras obras do autor: País do Carnaval, Cacau, Suor e Jubiabá. Temas introdutórios para a apresentação de Gabriela, a primeira protagonista.

Aula 2 - A romantização crescente nas obras do autor em que o foco narrativo se desloca, no meio da obra, para a personagem feminina central: Mar Morto, Capitães de Areia e Terras do Sem Fim. Temas introdutórios para a apresentação de Dona Flor, a primeira feminista da literatura brasileira.

Aula 3 - A mulher militante, engajada e partícipe nas obras militantes do autor dos anos 1940. Temas introdutórios para a apresentação de Tieta do Agreste, personagem engajada politicamente.

Aula 4 - Tereza Batista Cansada de Guerra: a batalha de uma mulher solitária para superar a opressão masculina e se tornar vencedora com os recursos que o próprio supremacismo masculino exerce: a prostituição.

Referencia Bibliográfica

ADORNO, Theodor W. Prismas : crítica cultural e sociedade. São Paulo: Ática, 2001.
AMADO, Jorge. País do Carnaval, Cacau, Suor. São Paulo: Martins, 1974.
___________. Jubiabá. São Paulo: Martins, 1982
___________ Mar Morto. Rio de Janeiro: Record, 1978
___________ Capitães da Areia, Rio de Janeiro: Record,1991
___________ Gabriela Cravo e Canela. Rio de Janeiro: Record, 1982
__________ Dona Flor e Seus Dois Maridos. Rio de Janeiro: Record, 1982
___________ Tieta do Agreste. Rio de Janeiro: Record, 1977
___________Tereza Batista Cansada de Guerra, Rio de Janeiro: Record,1988
AUERBACH, Eric. Mimesis. A representação da realidade na literatura ocidental. Trad. George Sperber. São Paulo: EDUSP; Perspectiva, 1971.
BUENO, Luís. Uma História do romance de 30. São Paulo: Edusp, 2015.
CANDIDO, Antonio. Brigada ligeira. São Paulo: Martins, 1961.
______. Literatura e Sociedade. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1965.
______. Entrevista publicada na Revista Trans/Form/Ação, v. 1, p. 9-23, 1974.
______. Radicalismo. Estudos Avançados, São Paulo, USP, v. 4, n. 8, p. 10-18, 1990.
DÖBLIN, Alfred. A construção da obra épica e outros ensaios. Org. Celeste Ribeiro de Sousa. Trad. Celeste Ribeiro de Sousa e Alceu João Gregory. Florianópolis, Editora da UFSC, 2017
HALLEWELL, Laurence. O Livro no Brasil. São Paulo: T.A Queiroz, 1985.
LAFETÁ, João Luiz. 1930: A Crítica e o Modernismo. São Paulo: Editora 34; Duas Cidades, 2000.
OLIVEIRA, José Osório de. História Breve da Literatura Brasileira. Lisboa: Editorial Inquérito, 1939.
RAILLARD, Alice. Conversando com Jorge Amado. Rio de Janeiro: Editora Record, 1992.

Programa

Tópicos do Curso:

a) Contexto Histórico do Fascismo:
a.1 - O período de guerras, crises e revoluções;
a.2 - O perigo que vem da Rússia;
a.3 - A Revolução Alemã e República de Weimar;
a.4 - A Itália de Benito Mussolini;
a.5 - Nazismo e contrarrevolução;

b) A teoria político explica o fascismo:
b.1 - A literatura antifascista sobre o fascismo;
b.2 - A análise do fascismo de Franz Neumann: o Behemoth;
b.3 - Psicologia do fascismo: Adorno e a personalidade autoritária;
b.4 - Hannah Arendt e a análise do totalitarismo;

c) Debate e pesquisas contemporâneas:
c.1 - Pesquisas recentes sobre o fascismo;
c.2 - Três Interpretações sobre o fascismo: Robert Paxton, Michael Mann e Enzo Traverso;
c.3 - Estudando as experiência políticas concretas na atualidade (Trump, Bolsonaro, Erdogan, Mateo Salvini, Viktor Orban);

Cronograma:

Aula 1 - Dia 09/06
● Por que o Fascismo se Tornou um Tema Novamente?
- Conjuntura política na última década;
- É preciso voltar ao fascismo histórico;
- A Europa do entre guerras;

Aula 2 - Dia 14/06 (No dia 16 teremos feriado)
● As características teóricas do fascismo (I)
- Fascismo alemão e italiano;
- Primeiras interpretações sobre o fascismo: a leitura marxista de Antonio Gramsci e Leo Trotsky;
- A fusão de Gramsci, Trostky e Althusser (a atualização de Nicos Poulantzas);

Aula 3 - Dia 23/06
● As características teóricas do fascismo (II)
- Teoria crítica e a interpretação do fascismo
- A organização do Estado fascista: o Behemoth de Franz Neumann;
- Sociologia e psicologia dos fascistas: as pesquisas sobre personalidade autoritária de Theodor Adorno;

Aula 4 - Dia 30/06
● Teoria política e a interpretação do fascismo
- A obra As Origens do Totalitarismo de Hannah Arendt;

Aula 5 - Dia 07/07
● O debate contemporâneo
- A crise da economia capitalista de 2008;
- A resposta dos conservadores, liberais e da direita intransigente;
- Duas interpretações contemporâneas do fascismo: Robert Paxton (A Anatomia do Fascismo) e Michael Mann (Fascistas)

Aula 6 - Dia 14/07
● O governos de direita (política contemporânea)
- Do fascismo aos Estados Unidos de Donald Trump: a contribuição de Enzo Traverso;
- A contribuição da New Left Review: Quem é Trump e os governos conservadores? (A leitura de Dylan Riley);
- O Brasil de Bolsonaro: fascismo ou o cinismo brasileiro que não serve mais?

Bibliografia Básica

ADORNO, Theodor. Estudos sobre a Personalidade Autoritária. São Paulo. Unesp,
ARENDT, Hannah. As Origens do Totalitarismo. São Paulo. Companhia das Letras, 2013.
BALAKRISHNAN, Gopal. CounterStrike West. New Left Review, nº 104, 2017.
GRAMSCI, Antonio. Escritos do Cárcere. (2 Volumes) Rio de Janeiro. Civilização Brasileira, 2004.
HOBSBAWN, Eric. A Revolução Mundial. In: A Era dos Extremos: o breve século XX 1914-1991. São Paulo. Companhia das Letras.
LÊNIN, Vladimir. Imperialismo fase Superior do Capitalismo. São Paulo. Boitempo, 2021.
LOUREIRO, Isabel. A Revolução Alemã: 1918-1923. Unesp, 2005.
MANN, Michael. Fascistas. Rio de Janeiro. Record, 2008.
MAYER, Arno. A Dinâmica da Contra-Revolução na Europa: 1870-1956. Paz e Terra, 1977.
NEUMANN, Franz. Behemoth: Pensamiento y acción en el nacional-socialismo. Mexico D. F. Fondo de Cultura Económica, 1983.
PAXTON, Robert. A Anatomia do Fascismo. São Paulo. Paz e Terra, 2008.
POULANTZAS, Nicos. Fascismo e Ditadura. São Paulo. Martins Fontes, 1978.
RILEY, Dylan. Enigmas of Fascism. New Left Review, nº 30, 2004.
___________ What Is Trump? New Left Review, nº 114, 2018.
TOGLIATTI, Palmiro. Lições sobre o Fascismo. São Paulo. Editora Ciências Humanas, 1978.
TRAVERSO, Enzo. As Novas Faces do Fascismo. Belo Horizonte, 2021.
TROTSKY, Leon. Revolução e Contra-Revolução na Alemanha. São Paulo. Editora Ciências Humanas, 1979.

Programa

Aula 01 - A teoria que é possível
Breve panorama das teorias e métodos que as Ciências Sociais já produziram sobre o fenômeno da comunicação social
-
Leitura Obrigatória:
THOMPSON, John B. Ideologia e cultura moderna: teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995. p. 9-39.
HJARVARD, Stig. Midiatização: teorizando a mídia como agente de mudança social e cultural. Matrizes, São Paulo - SP, Ano 5 – nº 2, p. 52-91, jan./jun. 2012. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/1430/143023787004.pdf Acessado em 14/09/2023
-
Leitura Complementar:
POLISTCHUK, Ilana. TRINTA, Aluízio Ramos. Teorias da Comunicação: o pensamento e a prática da Comunicação Social. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003. p. 55-73.


Aula 02 - Entrando na esteira
Descreve os ambientes e rotinas de produção no jornalismo, publicidade e indústria cultural, com ênfase na atividade profissional de assessoria de imprensa
-
Leitura Obrigatória:
TRAQUINA, Nelson. Teorias do Jornalismo. A tribo jornalística: uma comunidade interpretativa transnacional. Florianópolis: Insular, 2005. p. 61-101.
-
Leitura Complementar:
HALLIDAY, Tereza Lúcia. Vozes do discurso: o conceito de persona em teoria da comunicação. Comunicação e Sociedade, São Bernardo do Campo - SP, n 26, p. 107-119, 1996. Disponível em:
https://www.metodista.br/revistas/revistas-metodista/index.php/CSO/arti…


Aula 03 - Criando a esteira
Aborda a escolha de suporte (texto, áudio, vídeo), produção de roteiro e identidade visual para começar o planejamento de um produto de divulgação científica. Toma como estudo de caso o podcast “O 08 de Janeiro”, desenvolvido por alunos de Ciências Sociais da USP sob coordenação da Profa. Angela Alonso.
-
Leitura Obrigatória:
CESPEDES, Fernando. Ser Sonoro, da tese ao podcast: um relato de experiência. In: VICENTE, Eduardo (org). Sonoridades Midiáticas: Rádio, Música e Cinema. São Paulo - SP: ECA-USP: TikiBooks, 2023.
O 08 DE JANEIRO. [locução de]: Flora Araújo [et al]. São Paulo-SP: Departamento de Sociologia; Universidade de São Paulo; 31 ago. de 2023. Podcast. Disponível em: https://open.spotify.com/show/5bIXrWgd9AUpxkMML6WHO2 - Acessado em 19/09/2023
-
Leitura Complementar:
BARBEIRO, Heródoto, LIMA, Paulo Rodolfo de. Manual do radiojornalismo. Rio de Janeiro: Campus, 2001.
BITTENCOURT, Luís Carlos. Manual de telejornalismo. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1993.


Aula 04 - O fim do começo
Aborda noções de performance, acústica e iluminação para captação de áudio e vídeo, além de abrir espaço para discutir ideias dos alunos para suas próprias atividades de divulgação científica.
-
Leitura Obrigatória:
SOARES, Rosana de Lima. VICENTE, Eduardo. Vozes periféricas: sonoridades e visibilidades em podcasts jornalísticos. In: VICENTE, Eduardo (org). Sonoridades Midiáticas: Rádio, Música e Cinema. São Paulo - SP: ECA-USP: TikiBooks, 2023.
-
Leitura Complementar:
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. Porto Alegre - SR: L&PM, 2022.

Programa

Encontro 1: Tomando pé nas águas e nos poderes das Iabás.
Encontro que introduz a temática da mitologia das iabás (orixás femininos) e justifica os recortes apresentados ao longo do curso. Neste encontro, músicas, mitos e a experiência de pesquisa de mestrado e doutorado da ministrante serão utilizados para aproximar os inscritos no curso do assunto central das discussões.

Referências:
CAMPBELL, Joseph. O poder do mito. Trad. Carlos Felipe Moisés. São Paulo: Palas Athena, 1990.
PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
SALLES BENTO, Oluwa Seyi. Orixá e Literatura brasileira: a esteticização da deusa afro-brasileira Oxum em narrativas de Mário de Andrade, Jorge Amado e Conceição Evaristo. 2021, 203f. Dissertação (Mestrado em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2021.


Encontro 2: Oxum, a deusa das artes, dos ventres e do ouro.
Este encontro apresenta o orixá Oxum, uma das divindades afro-brasileiras mais conhecidas e cultuadas do país. Propõe, a partir da leitura e da análise literária, aproximações entre relatos de ordem mítica e obras literárias do gênero poesia e prosa que elegem este orixá como sujeito central.

Referências:
LIMA, Luís Felipe de. Oxum. Pallas: Rio de Janeiro, 2012.
SÀLÁMI, Síkírù. (Babá King). Oxum: Orixá do Amor e do Progresso. [S.l.]: Centro Cultural Oduduwa, 2019.
VALDÉS, V. K. Oshun's Daughters: the Search for Womanhood in the Americas. Albany, NY: State University of New York Press, 2014.


Encontro 3: Iansã, a deusa dos ventos, dos mortos e da liberdade
Este encontro apresenta o orixá Iansã, também conhecido como Oiá. A partir de mitos e textos literários que elencam aspectos de personalidade, relações interpessoais e domínios naturais da divindade em questão, buscaremos estabelecer aproximações e ressonâncias.

Referências:
PINTO, Flávia. Salve o matriarcado: manual da mulher búfala. Rio de Janeiro: Fundamentos de Axé, 2021.
SEBASTIÃO, Guilhermino. Iansã do Balé: senhora dos Eguns. Rio de Janeiro: Pallas, 2011.
THEODORO, Helena. Iansã: rainha dos ventos e das tempestades. Rio de janeiro: Editora Pallas, 2010.


Encontro 4: Iemanjá, a deusa dos mares, das cabeças e da nutrição.
Este encontro discute a presença do orixá Iemanjá, deusa de grande popularidade entre os brasileiros e brasileiras, em mitos e textos literários. Assim como nos encontros anteriores, pretende-se realizar análises comparativas entre as obras lidas a fim de sublinhar possíveis paralelos nos processos de apresentação das simbologias elencadas.

Referências:
ELBEIN DOS SANTOS, J. Os Nàgô e a morte: Pàde, Àsèsè e o culto Égun na Bahia. Tradução: Universidade Federal da Bahia. Petrópolis: Vozes, [1975] 2012.
SANTOS, Celiana. Iemanjá, uma sereia? O “mito” africano no imaginário de pescadores do Rio Vermelho, em Salvador, da Bahia. 2013. 92f. Dissertação (Mestrado em Relações étnico-raciais) - Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, Rio de Janeiro, 2013. Disponível em http://dippg.cefetrj.br/pprer/attachments/article/81/11_Celiana%20Maria…
VERGER, P. F. Lendas africanas dos Orixás. Trad. Maria Aparecida da Nóbrega. Salvador: Corrupio, 1997.


Encontro 5: Iabás de um altar pessoal: onde mais encontrá-las?
Encontro em que os participantes do curso serão convidados a apresentar objetos artísticos (músicas, obras
literárias de qualquer gênero, obras de audiovisual, artes plásticas, etc) de seu conhecimento para compartilhar
com a turma e sobre as quais tecerão considerações pertinentes ao curso.

Programa

Programa do Curso (Syllabus):

Este curso tem como objetivo dar a conhecer aos alunos o contexto do livro impresso antigo, nomeadamente o livro português. O curso inclui duas componentes básicas: teórica e prática, ou seja, uma parte mais expostiva e uma parte aberta à discussão e à análise. Sempre que possível, privilegiar-se-ão métodos didáticos mais activos como trabalho de grupo, leitura de textos (fontes e bibliografia), sequências didáticas, etc. A componente teórica inclui: a parte expositiva dedicada à história do livro impresso antigo em Portugal (e.g. primórdios e nascimento da tipografia em Portugal; o desenvolvimento da tipografia; exemplos de redes de contacto; funcionamento do mercado de livro – impressores, censura; morfologia do livro; fundos reservados); a aprendizagem de vocabulário específico da área; a apresentação de alguns estudos recentes (e.g. Fonseca, Chartier, Darnton, Wilkinson), bem como de exemplos de catálogos e repositórios digitais úteis e divulgação de alguns projetos recentes, bases de dados, etc. relacionados com o livro antigo (e.g. Iberian Books, Urus, modelos ibéricos existentes no Transkribus). Na componente mais prática, prevê-se a elaboração de um estudo de caso sobre a propaganda no século XVII, no contexto da Guerra da Restauração. Neste contexto, mostrar-se-á a utilização do livro impresso e de textos como tratados, pamfletos, gazetas, utilizados pela propaganda de ambos os lados do conflito. Trata-se, pois, de um curso interdisciplinar que reúne várias áreas: história da literatura, história cultural, história do livro e da leitura, história política, etc. O curso tem uma carga horária de 12 horas (3 horas por dia) e o material está dividido nos seguintes blocos temáticos:
- Introdução ao livro impresso antigo: definição, vocabulário, história, investigação recente, incluindo bases de dados, projetos inovadores, etc.;
- Os livros antigos e os seus segredos: paratextos, censura;
- Case study dos tempos da Guerra da Restauração: a luta entre Portugal e Espanha e textos publicados neste contexto (tratados, pamfletos, gazetas).



Bibliografia (Bibliography):

Anastácio, V. “«Heróicas virtudes e escritos que as publiquem». D. Quixote nos papéis da Restauração”, Iberoamericana VII, 28 (2007): 117-136.
Araújo, E. (2008): A construção do livro. Princípios da técnica da editoração, Rio de Janeiro, Lexicon Editora Digital.
Bouza, F. (2012): «Dásele licencia y privilegio». Don Quijote y la aprobación de libros en el siglo de oro, Madrid, Ediciones Akal.
Chartier, R. (2014): The author's hand and the printer's mind: transformations of the written word in early modern Europe, Cambridge, Polity Press.
Chartier, R. (1991): The cultural origins of the French Revolution, Durham-London, Duke University Press.
Curto, D. Ramada (2007): Cultura escrita. Séculos XV a XVIII, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais.
Darnton, R. (1990) The kiss of Lamourette: reflections in cultural history,
Wilkinson, New York, W.W. Norton & Company.
Darnton, R. (2014): Censors at work: how states shaped literature, London, The British Library.
Fonseca, J. (2020): Os livreiros de Lisboa nos séculos XVI e XVII, Lisboa, Edições Colibri.
Marques, J. F. (1983): A parenética portuguesa e a restauração (1640-1668). A revolta e a metalidade. Vol. II. Porto: s.e.
Wilkinson, A. S. , ed. (2010): Iberian books: books published in Spanish and Portuguese or on the Iberian Peninsula before 1601, Leiden-Boston, Brill.
Wilkinson, A. S e Ulla Lorenzo, A. (2015): Iberian books. Volumes II and III: books published in Spain, Portugal and the New World or elsewhere in Spanish or Portuguese between 1601 and 1650, Leiden-Boston, Brill.

Bem como bases de dados, catálogos, ferramentas digitais (Transkribus) e exemplos de fontes.

Nas aulas, usar-se-ão fichas de trabalho e outros materiais elaborados pela docente.

Programa

Objetivo: Através de uma investigação das motivações que levam seu personagem Sócrates ao diálogo filosófico, apresentar a concepção do Platão ‘maduro’ sobre o que é a filosofia. Em resumo, trata-se de mostrar como a filosofia é simultaneamente resultado de e estímulo a um desejo inscrito na alma humana, e não algo que se realiza apenas com a obtenção ou codificação do conhecimento. O curso explora a imagem do personagem Sócrates como epítome de uma vida vivida tendo a filosofia como paixão central. Platão pinta um personagem cujas ações demonstram a indissociabilidade entre a filosofia e erôs, a motivação socrática constante. A imagem se faz especialmente vívida nos diálogos discutidos nas últimas duas aulas do curso – o Banquete e o Fedro –, nos quais Platão usa um vocabulário erótico para mostrar como o desejo filosófico é indistinguível do amor. É, afinal, desejo pela realização do irrealizável, ou pela obtenção do ‘inobtenível’: alcançar o conhecimento da verdade.

Planejamento das aulas: O curso terá quatro encontros de 2h, realizados através do Google Meets. A bibliografia será disponibilizada através de uma pasta do Google Drive.

Aula 1: Sócrates, humano que não se conforma Leitura obrigatória: A ‘digressão’ da Apologia de Sócrates (28a-34b; é fortemente recomendada a leitura do texto inteiro) Tema: o indivíduo contra a cidade; o amor como força de inconformidade

Aula 2: O erôs socrático em ação Leitura obrigatória: A ‘alegoria da caverna’ - República (514a–517e; é recomendada a leitura ao menos do livro 7 da República; e é sugerida a leitura do diálogo inteiro) Tema: o amor como combustível do filosofar; a vergonha social como grilhão, a vergonha amorosa como libertadora.

Aula 3: O erôs: desejo pelo incognoscível Leitura obrigatória: O ‘Grande Discurso’ de Sócrates do Fedro (244a-257b; é sugerida a leitura do diálogo inteiro) Tema: O amor como elemento na alma de origem inexplicável que impele ao conhecimento; a construção de uma imagem plausível do conhecimento; o uso do discurso mítico para falar do inefável. Retratos da alma do filósofo.

Aula 4: O amor de Sócrates Leitura obrigatória: O discurso de Sócrates no Banquete (200a-211b; é sugerida a leitura do diálogo inteiro). Tema: o daimon, representação do erôs de Sócrates. O amor filosófico como conexão entre a alma e o cosmo. Retrato do despertar do filósofo à filosofia.

 

Bibliografia básica:

Platão, Apologia de Sócrates. Tradução de Andre Malta. Rio de Janeiro: L&PM, 2013.

Platão, Fedro. Tradução de Carlos Alberto Nunes. Belém: edufpa, várias edições. (nota: são excelentes, ainda que mais difíceis de obter online, as traduções de M.C.G. Reis, J. Ferreira e J.C. Souza)

Platão, O Banquete. Tradução de Carlos Alberto Nunes. Belém: edufpa, várias edições. (nota: é excelente, ainda que mais difícil de obter online, a tradução de J.C. Souza)

Platão, República. Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira. Lisboa: Calouste Goulbenkian, s.d. (também é recomendada a tradução de A.L. do A. Prado)

 

Bibliografia suplementar (comentários completos dos diálogos trabalhados, acessíveis a leitores recentes de Platão):

Annas, J. An Introduction to Plato’s Republic. Oxford: Clarendon, 1981.

Brickhouse, T.C. e Smith, N.D. Routledge Philosophy GuideBook to Plato and the Trial of Socrates. Nova York: Routledge, 2004. (nunca leu nenhum comentador de Platão? Comece com este!)

Hackforth, R. Plato’s Phaedrus. Cambridge: Cambridge University Press, 2001.

Hunter, R. Plato’s Symposium. Oxford: Oxford University Press, 2004.

 

Bibliografia especializada (utilizada na elaboração do curso)

Ambury, J.M. (2017) Dialectical Epimelia: Platonic care of the soul and philosophical cognition. Plato Journal, Vol. 17.

Barney, Rachel, 2008, “Eros and Necessity in the Ascent from the Cave,” Ancient Philosophy, 28(2): 357–372.

Brickhouse, T. S. e Smith, N.D. (1989) Socrates on trial. Princeton, NJ: Princeton Univ. Press.

Burkert, W. (1991) Greek Religion. Maiden, MA: Blackwell (e-book).

Corrigan, K. e Glazov-Corrigan, E. (2004). Plato’s dialectic at play: argument, structure, and myth in the Symposium. University Park, PA: The Pennsylvania State University Press.

Dover, K. J. (1978) Greek Homosexuality, Cambridge, Mass.: Harvard University Press.

Ferrari, G.R.F. (1992), “Platonic Love,” in R. Kraut  (ed.), The Cambridge Companion to Plato. Cambridge: Cambridge University Press, pp. 248–276

Ferrari, G.R.F. (ed.) (2007). The Cambridge Companion to Plato’s Republic. Cambridge: Cambridge UP.

Foley, Richard, (2010) The Order Question: Climbing the Ladder of Love in Plato’s Symposium, Ancient Philosophy, 30(1): 57–72.

Griswold, C. Self-Knowledge in Plato’s Phaedrus. Princeton: Princeton UP, 1988.

Gordon, J. O mundo erótico de Platão. Rio de Janeiro: Loyola, 2012.

Lebeck, A. (1972) The Central Myth of Plato's Phaedrus. Greek, Roman and Byzantine studies, pp. 267-290.

Ludwig, P. (2007), “Eros in the Republic,” in G.R.F. Ferrari (ed), The Cambridge Companion to Plato’s Republic, Cambridge: Cambridge Univ Press, pp. 202–231.

Nightingale, A. (1995) Genres in dialogue: Plato and the construct of Philosophy. Cambridge: Cambridge UP.

Press. G.A. (ed.) (2000) Who Speaks for Plato? Studies in Platonic Anonimity. Lanham: Rowman and Littlefield.

Werner, D. Myth and Philosophy in Plato’s Phaedrus. Cambridge: Cambridge UP, 2011.

Yunis, H. (2005) Eros in Plato’s ‘Phaedrus’ and the Shape of Greek Rhetoric. Arion, Third Series, Vol. 13, No. 1 (Spring - Summer, 2005), pp. 101-126

Yunis, H. (ed., intro. Estabelecimento do texto grego) (2011). Plato: Phaedrus. Cambridge: Cambridge University Press.

Programa

Curso: Curso: Como ensinar as Partículas Modais Alemãs?: a sequência didática como ferramenta de ensino

Ministrantes:
Profa. Ms. Anna Carolina de Jesus Barbosa Heluany
Gabriela Sarmento Badain
Profa. Dra.Gisela Sequini Favaro
Tamires Arnal Kahil

Docente Responsável: Profa. Dra. Marceli Cherchiglia Aquino

Cronograma

Data TEMAS

Aula1
Was sind eigentlich MPn?: Oq são PMs, ensino, função, homônimos, equivalentes.
Ministrante: Profa. Dra. Marceli Cherchiglia Aquino

Aula2
Ensino PMs: sequência com foco livro didático.
Ministrante: Gabriela Sarmento Badain

Aula 3
Ensino PMs: sequência estrutura didática com foco homônimo.
Ministrante: Tamires Kahil.

Aula 4
PMs no PT: sequência foco PMs português
Ministrante: Profa. Dra. Gisela Favaro

Aula 5
Triangulação: sequência função, homônimo, equivalentes.
Profa. Ms. Anna Carolina de Jesus Barbosa Heluany

Aula 6


Referências

AQUINO, Marceli. O questionário como ferramenta de ensino de partículas modais alemãs. Pandaemonium Germanicum, São Paulo, v. 20, n. 32, p. 156-179, 2017.
AQUINO, Marceli. O processamento das partículas modais alemãs em tarefas de pós-edição. Pandaemonium Germanicum, São Paulo, v. 20, n. 30, p. 65-85, 2017a.
AQUINO, Marceli. A tradução da partícula modal wohl para o português: uma investigação do esforço de processamento de participantes brasileiros e alemães. Revista Cadernos de Tradução, Florianópolis, v. 38, n. 3, p. 352-374, 2018.
AQUINO, M. A contribuição da ferramenta de corpus para o ensino das PMs denn, doch, halt e wohl. Diálogo das Letras, v. 8, n. 1, p. 144-158, 2019
AQUINO, Marceli. O ensino das partículas modais alemãs: estratégias didáticas em ALE. Revista Brasileira de Linguística Aplicada, Belo Horizonte, v. 20, n. 1, p. 131-161, 2020.
AQUINO, Marceli. Die Modalpartikel und ihre funktionalen Äquivalente im Portugiesischen. Jahrbuchs für internationale Germanistik. Berna, no prelo.
AQUINO, Marceli. A description of the pragmatic function of mas e aí in Brazilian Portuguese: contrastive analysis on the functional equivalents of German Modal Particles. Revista Brasileira de Linguística Aplicada, no prelo.
AQUINO, Marceli; ARANTES, Poliana Coeli Costa. Partículas modais em alemão e seus equivalentes funcionais em português brasileiro: proposta de análise e classificação para o uso. Pandaemonium Germanicum, São Paulo, v. 23, n. 40, p. 166-190, 2020.
AQUINO, Marceli; CINTO, Ana Laura; KAHIL, Tamires. “Mas quem ia carregar uma nota fiscal?”: Uma investigação da função modal de “mas” em língua portuguesa. Revista Confluência, Rio de Janeiro, n. 60, p. 373-399, 2021.
AQUINO, Marceli; KAHIL, Tamires. As partículas modais mas e aí pela perspectiva de falantes do português brasileiro: uma investigação da linguagem em uso. Revista Confluência, Rio de Janeiro, no prelo.
ARANTES, Poliana. Análise pragmática do uso de partículas modais em alemão e em português: incentivo às abordagens metalinguísticas no ensino de alemão em contexto universitário In: UPHOFF, Dörthe et al. O ensino de alemão em contexto universitário: modalidades, desafios e perspectivas. São Paulo: Humanitas, 2017. p. 123-144.
BOLACIO, E.; LIMA, T; BARROS, B. Modalpartikeln im DaF-Unterricht. Vermittlung und Lehrwerkanalyse. Periodicos Caderno de Letras (Ufpel) 29. 2017. https://periodicos.ufpel.edu.br
BROSS, Fabian. German modal particles and the common ground. Helikon. A Multidisciplinary Online Journal, 2 . 2012. 182-209.
BUSSE, D. Partikeln im unterricht Deutsch als fremdsprache. Muttersprache, Berlin, v. 102, n. 1, p. 37-59, 1992.
DIEWALD, Gabriele. Same same but different: modal particles, discourse markers and the art (and purpose) of categorization. In: DEGAND, L.; PIETRANDREA, P.; CORNILLIE, B. (Ed.). Discourse markers and modal particles: categorization and description. Amsterdam: John Benjamins, 2013. p. 19-46.
DIEWALD, Gabriele; KRESIĆ, Marijana; BATINIĆ, Mia Angster. A format for the description of German modal particles and their functional equivalents in Croatian and English. In: CHIARA, Fedriani; SANSÓ, Andrea (Ed.). Pragmatic Markers, Discourse Markers and Modal Particles: New Perspectives. Amsterdam: John Benjamins, 2017. p. 230-254.
CUENCA, Maria Josep. The fuzzy boundaries between discourse marking and modal marking. In: DEGAND, Liesbeth; PIETRANDREA, Paola; CORNILIE, Bert (org.). Discourse markers and modal particles. Categorization and description. Amsterdam & Philadelphia: John Benjamins, 2013, p.191-216.
DEGAND, Liesbeth; PIETRANDREA, Paola; CORNILIE, Bert. Modal particles and discourse markers: Two sides of the same coin? In: DEGAND, Liesbeth; PIETRANDREA, Paola; CORNILIE, Bert (org.). Discourse markers and modal particles. Categorization and description. Amsterdam & Philadelphia: John Benjamins, 2013, p.1-18.
DUCH-ADAMCZYK, J. Vermittlung der Abtönungspartikeln im DaF-Unterricht. In: SKOWRONEK, B. (ed.). Glottodidactica. Kraków: Wydawnictwo Naukowe UAM, 2012. p. 25-35. v. 39. Doi: https://doi.org/10.14746/gl.2012.39.1.3
DUDEN, Die Grammatik. Unentbehrlich für richtiges Deutsch. Band 4. 9. Aufl. Berlin: Dudenverlag, 2016.
FISCHER, Kerstin. Grounding and common ground: Modal particles and their translation equivalents. In: FETZER, Anita; FISCHER, Kerstin (Ed.). Lexical Markers of Common Grounds. Amsterdam: Elsevier, 2007. p. 47-66.
FISCHER, Kerstin; HEIDE, Maiken. Inferential processes in English and the question whether English has modal particles. Open Linguistics, Berlin, v. 4, n. 1, p. 509-535, 2018.
FRANCO, António. Partículas modais da língua portuguesa: relances contrastivos com as partículas alemãs. Revista da Faculdade de Letras do Porto Línguas e Literatura, Porto, n. 5, 1988, p. 137-156.
HASELOW, Alexander. Discourse marker and modal particle: The functions of utterance-final then in spoken English. Journal of Pragmatics. 2011. p. 3603-3623.
HEGGELUND, K. Zur Bedeutung der Deutschen Modalpartikeln in Gesprächen unter besonderer Berücksichtigung der Sprechakttheorie und der Daf-Perspektive. Linguistik Online, Berna, v. 9, n. 2, 2001. Doi: https://doi.org/10.13092/lo.9.969
HENTSCHEL, Elke; WEYDT, Harald. Handbuch der deutschen Grammatik. Berlin: De Gruyter, S. 281 - 291. 2003.
HERBERHOLZ, Thilo. Modalpartikeln und Emotionalität im interkulturellen Kontext. In: NUBERT, R (Org.). Temeswarer Beiträge zur Germanistik. Mirton Verlag, Timişoara, p. 45-62, 2011.
JOHNEN, Thomas. Aí como partícula modal do português. In: Congresso Internacional da Associação Brasileira de Lingüística: 2, 1997, Salvador. Atas do 1 o Congresso Internacional da Associação Brasileira de Lingüística: Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia, 1997. p. 1-5.
KÖNIG, Ekkehard. Dimensionen der Bedeutung und Verwendung von Modalpartikeln im Deutschen: Grundlagen einer Bestandsaufnahme. In Harden, Theo & Hentschel, Elke (eds.), 40 Jahre Partikelforschung. Tübingen: Stauffenburg. 79-96. 2010.
LINDNER, Katrin. 'Wir sind ja doch alte Bekannte'. The use of German ja and doch as modal particles. In: Abraham, Werner (Ed.). Discourse particles. Descriptive and theoretical investigations on the logical, syntactic, and pragmatic properties of discourse particles in German. Amsterdam: John Benjamins, 1991. p. 163-201.
LOCHTMANN, K.; DE BOE, S. Die soziolinguistische kompetenz bei daf-lernenden und die rolle der modalpartikeln. Zeitschrift für Interkulturellen Fremdsprachenunterricht, [S.l.], v. 18, n. 2, p. 142-156, 2013.
MÖLLERING, Martina. Teaching German modal particles: a corpus-based approach. Language, Learning & Technology, v. 5, n. 3, p. 130-151, 2001.
RÖSLER, D. Teaching German modal particles. International Review of Applied Linguistics, [S. l.], v. 20, n. 1, p. 33-38, 1982.
SCHOONJANS, Steven. The Influence of Context on the Translation of Modal Particles. In Papers in Translation Studies. IN: IZWAINI, S. Newcastle upon Tyne: Cambridge Scholars Publishing, 2–24, 2015.
SCHOONJANS, Steven. Modalpartikeln als multimodale Konstruktionen: Eine korpusbasierte Kookkurrenzanalyse von Modalpartikeln und Gestik im Deutschen. Berlin: De Gruyter, 2018. 320p.
WALTEREIT, Richard. Modal particles and their functional equivalents: a speech-act-theoretic approach. Journal of Pragmatics, Amsterdam, v. 33, n. 9, p. 1391-1417, 2001.
WELKER, Herbert. As partículas modais no alemão e no português e as equivalências de aber, eben, etwa e vielleicht. 1990. 205f. Dissertação (Mestrado em Linguística) - Faculdade de Letras, Universidade de Brasília, Brasília.
WALTEREIT, Richard. Modal particles and their functional equivalents: a speech-act theoretic approach. Journal of Pragmatics, Amsterdam, v. 33, n. 9, p. 1391-1417, 2001.
WEYDT, Harald. What are Particles Good for? In : FISCHER, Kerstin (ed.), Approaches to discourse particles (Studies in Pragmatics 1), Amsterdam, New York : Elsevier, 2006. p. 205-218.

Programa

Bibliografia - Curso de Grgo Moderno
ΚΛΙΚ στα ελληνικά – Klik sta ellinika
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grego moderno de maneira rápida e fácil. Quando o aluno inicia este curso ele estabelece as bases para
a Certificação em grego moderno.

Conteúdo de aula

Gramática: Verbos de 1a e 2a categoria 

Vocabulário: Descrição da pessoa / Comprimentar

Gramática: Indicativo / Subjuntivo / Imperativo

Vocabulário:Tempo-Horas / Atividades / Tempo livre

Gramática: Presente / Futuro Simples / Pretérito Perfeito

Vocabulário: Viagem / Transporte / Clima

Gramática: Objetivos e Adjetivos 

Vocabulário: Família / Origem-adjetivos nacionais

Gramática: Declinações do Objetivo e Concordância

Vocabulário: Roupas / Profissões

Gramática: Pronomes pessoais / Advérbios / Comparativo 

Vocabulário: Corpo / Saúde

Gramática: Condicional / Discurso Indirecto 

Vocabulário: Casa / Móveis

Conversação e Escrita