Programa

12/ago - A Comunicação na Época Moderna
Discussão introdutória acerca das profícuas relações entre oralidade, escritura e imagem. Na primeira parte da aula, buscaremos pensar o texto de forma mais ampla, abarcando diferentes estruturas de comunicação na Época Moderna, conforme proposto por Fernando Bouza. Em um segundo momento, focaremo-nos no livro enquanto objeto, fazendo uma reflexão sobre sua dupla natureza, simbólica e material.

19/ago - O Impresso foi Revolucionário?
Embora o impresso tenha tido impacto significativo na transmissão de informações e ideias na Época Moderna, faz-se necessário repensar a ideia de que a tecnologia da prensa de tipo móvel teria substituído a cultura manuscrita. Propomos uma reflexão acerca dos manuscritos e dos impressos, suas estruturas formais, seus círculos de comunicação e suas conexões.

26/ago - A Materialidade dos Textos
Discussão sobre os aspectos físicos dos textos. Seguindo as perspectivas trabalhadas por D. F. McKenzie e Roger Chartier, é preciso ter em vista que as formas dos textos afetam a compreensão de seus significados. Pretendemos discutir as implicações teórico-metodológicas de se considerar livros, panfletos e outros registros escritos enquanto objetos, fornecendo algumas noções da Bibliografia Analítica.

02/set - Circulação e Leitura
Como reflexão final, pretendemos apresentar algumas questões relativas à circulação, recepção e leitura de textos na Época Moderna, perpassando também os debates decorrentes da noção de opinião pública e/ou esfera pública (Habermas).

BIBLIOGRAFIA
ADAMS, Thomas R.; BARKER, Nicolas. “A New Model for the Study of the Book”. In: A Potencie of Life: Books in Society. London: The British Library, 1993. (The Clarck Lectures, 1986-1987).
ANASTÁCIO, Vanda. Heroicas virtudes e escritos que as publiquem. D. Quixote nos papéis da Restauração. In: Iberoamericana. VII, 28, 2007.
ANDERSEN, Jennifer; SAUER, Elizabeth (Orgs.). Books and Readers in Early Modern England: Material Studies. 1a. Filadélfia: University of Pennsylvania Press, 2002.
ARAÚJO, André de Melo. “O conhecimento impresso: Práticas editoriais e estratégias comerciais nos manuais de impressão da Época Moderna”. Varia Historia, v. 36, n. 70, p. 53–90, 2020.
BELO, André. As Gazetas e os Livros. A Gazeta de Lisboa e a vulgarização do impresso (1715-1760). Lisboa: Instituto de Ciências Sociais, 2001.
BOUZA, Fernando. Corre Manuscrito: una historia cultural del Siglo de Oro. Madrid: Marcial Pons, 2016.
BOUZA, Fernando. ‘Dásele licencia y privilegio’. Don Quijote y la aprobación en el siglo de Oro. Madrid: Akal, 2012.
BOUZA, Fernando. Escribir a corazón abierto. Emoción, intención y expresión del ánimo en la escritura de los siglos XVI y XVII. Varia Historia, Belo Horizonte, v. 35, n. 68, p. 507-534, mai/ago 2019.
BOUZA, Fernando. Papeles y Opinión. Políticas de Publicación en el siglo de Oro. Madrid: Consejo Superior de Investigaciones Científicas, 2008.
BRANDTZAEG, Siv Goril. GORING, Paul. WATSON, Christine. (eds.) Travelling Chronicles. News and Newspapers from the Early Modern Period to the Eignteenth Century. Boston: Brill, 2018.
CASTILLO GÓMEZ, Antonio. El placer de los libros inútiles y otras lecturas en los Siglos de Oro. Consejo Superior de Investigaciones Científicas: Madrid, 2018.
CASTILLO GÓMEZ, Antonio. Entre la pluma y la pared. Una historia social de la escritura en los Siglos de Oro. Madrid: Akal, 2006.
CÁTEDRA GARCÍA, Pedro M. (dir.) Géneros Editoriales y Relaciones de Sucesos en la Edad Moderna. Sociedad Internacional para el Estudio de las Relaciones de Sucesos: Salamanca, 2013.
CHARTIER, Roger. ESPEJO, Carmen (eds.) La aparición del periodismo en Europa. Comunicación y propaganda en el Barroco. Madrid: Marcial Pons, 2012.
CHARTIER, Roger. “Mobilidade dos textos e diversidade das línguas. Traduzir nos séculos XVI e XVII”. Varia História, v. 35, n. 68, p. 413–441, 2019.
CHARTIER, Roger. A mão do autor e a mente do editor. São Paulo: Unesp, 2014.
CHARTIER, Roger. A Ordem dos Livros: leitores, autores e bibliotecas na Europa entre os séculos XIV e XVIII. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1998
CHARTIER, Roger. Leituras e leitores na França do Antigo Regime. São Paulo: UNESP, 2004.
CHARTIER, Roger. Os desafios da escrita. São Paulo: Unesp, 2002.
CURTO, Diogo Ramada. Cultura Escrita. Séculos XV a XVIII. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais, 2007.
DARNTON, Robert. “O que é a história do livro? – Revisitado”. ArtCultura, Uberlândia, v.10, n.16, 2008, pp.155-159.
DARNTON, Robert. Edição e Sedição: o universo da literatura clandestina no século XVIII. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
DARNTON, Robert. O Beijo de Lamourette: mídia, cultura e revolução. São Paulo: Cia. de Bolso, 2010.
DARNTON, Robert. Poetry and the Police: communication networks in eighteenth-century Paris. London: The Belknap Press of Harvard University Press, 2010.
DUNCAN, Dennis; SMYTH, Adam (Orgs.). Book Parts. Oxford: Oxford University Press, 2019.
EISENSTEIN, Elizabeth L. The Printing Press as an Agent of Change: Communications and Cultural Transformations in Early-Modern Europe. Cambridge: Cambridge University Press, 1979.
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FEBVRE, Lucien; MARTIN, Henri-Jean. O aparecimento do livro. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2017.
FINKELSTEIN, David; MCCLEERY, Alistair. An Introduction to Book History. 2nd Edition. London and New York: Routledge, 2013.
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GARCÍA LÓPEZ, Jorge. BOADAS, SÒNIA (eds) Las relaciones de sucesos en los cambios políticos y sociales de la Europa Moderna. Atas da Siers. Universitat Autònoma de Barcelona; Servei de Publicacions: Bellaterra, 2015.
GENETTE, Gérard. Paratextos Editoriais. Cotia: Ateliê Editorial, 2009.
GRAFTON, Anthony. La Cultura de la Corección de Textos en el Renacimiento Europeo. Buenos Aires: Ampersand, 2014.
HALAZ, Alexandra. The Marketplace of Print Pamphlet. Cambridge: Cambridge University Press, 2006.
HANSEN, João Adolfo. Agudezas seiscentistas e outros ensaios. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2019.
HANSEN, João Adolfo. O que é um livro? São Paulo: Sesc, 2013.
HANSEN, João Adolfo; MOREIRA, Marcello. Para que todos entendais: poesia atribuída a Gregório de Matos e Guerra : letrados, manuscritos, retórica, autoria, obra e público na Bahia dos séculos XVII e XVIII, vol. 5. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013.
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JOUHAUD, Christian. Richelieu et l’écriture du pouvoir: autour de la journée des dupes. Paris: Gallimard, 2015. (L’esprit de la cité).
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LIMA, Verônica Calsoni. “Impresso para ser vendido na Crown em Pope’s Head Alley”: Hannah Allen, Livewell Chapman e a disseminação de panfletos radicais religiosos durante a Revolução Inglesa (1646-1665). Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de São Paulo, 2016.
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MELOT, Michel. Livro,. Cotia: Ateliê Editorial, 2012.
MCKENZIE, D. F. Bibliografia e a Sociologia dos Textos. São Paulo: Edusp, 2018.
MCKENZIE, D. F. Making Meaning: “Printers of the Mind” and Other Essays. Edited by Peter D. McDonald and Michael F. Suarez, S.J. Boston: University of Massachusetts Press, 2002.
MCLUHAN, M. A Galáxia de Gutenberg: a formação do homem tipográfico. São Paulo: Edusp, 1972 [1962].
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NUOVO, Angela. The Book Trade in the Italian Renaissance. Leiden; Boston: BRILL, 2013.
OLIVARI, Michele. Avisos, pasquines y rumores. Los comienzos de la opinión pública en la España del siglo XVII. Ediciones Cátedra: Madrid, 2014.
PAL, Carol. The early modern information factory. How Samuel Hartlib turned correspondence into knowledge. In: FINDLEN, Paula (ed). Empires of Knowledge: Scientific Networks in the Early Modern World. London: Routledge, 2018, p. 126-158
PETRUCCI, Armando Scrivere Lettere. Una Storia Plurimillenaria. Bari: Editori Laterza, 2008.
RAVEN, James. The Business of Books: bookseller and the English book trade. London: Yale University Press, 2007.
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RAYMOND, Joad. Pamphlets and Pamphleteering in Early Modern Britain. Cambridge: Cambridge University Press, 2004.
SCHOBESBERGER, N., ARBLASTER, P., INFELISE, M., BELO, A., MOXHAM, N., ESPEJO, C., & RAYMOND, J. "European Postal Networks". In: News Networks in Early Modern Europe. Leiden, The Netherlands: Brill, 2016. doi: https://doi.org/10.1163/9789004277199_003
SEKKEL CERQUEIRA, André; MEGIANI, Ana Paula Torres. Como se escrevia a história no século XVII. Revista de História, n. 179, p. 01–32, 2020. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/145867. Acesso em: 9 fev. 2020.
STODDARD, Roger E.; ROTHKOPF, Carol Z. (ed). A Library-Keeper’s Business: essays by Roger E. Stoddard. New Castle: Oak Knoll Press, 2002.
STOLZENBERG, Daniel. A Spanner and His Works: Books, Letters, and Scholarly Communication Networks in Early Modern Europe. In: BLAIR, A.; GOEING, A. (eds.). For the Sake of Learning : Essays in honor of Anthony Grafton. Leiden, The Netherlands: Brill, 2016, p. 157-172.DOI: https://doi.org/10.1163/9789004263314_011
TERRERO, Ángel Riesco (ed.). Introducción a la paleografía y la diplomática general. Madrid: Síntesis, 2000.
THOMAS, Werner. STOLS, Eddy. KANTOR, Iris. FURTADO, Junia (orgs.) Um mundo sobre papel: livros, gravuras e impressos flamengos nos Impérios Português e Espanhol (séculos XVI-XVIII). São Paulo/ Belo Horizonte: Editora Universidade de São Paulo; Editora UFMG, 2014.
WERNER, Sarah. Studying Early Printed Books, 1450-1800. A Practical Guide. West Sussex: Wiley Blackwell, 2019.
ZUMTHOR, Paul. Performance, recepção, leitura. São Paulo: EDUC, 2000.

Programa

1. El català preliterari. Els primers textos escrits en català
2. La lírica trobadoresca (s. XII-XIII)
3. L’obra de Ramon Llull (s. XIII-XIV)
4. Les cròniques historiogràfiques: Les Quatre Grans Cròniques (s. XIII-XIV)
5. La literatura religiosa i moral (s. XIV-XV)
6. La Cancelleria Reial i la seva importància en la història de la llengua catalana
7. Bernat Metge i l’Humanisme
8. L’esplendor de la literatura medieval. Segle d’Or de la literatura catalana
9. Literatura moderna (s. XVI-XVIII): Renaixement, Barroc i Il·lustració
10. La Renaixença
11. Vida i obra de Jacint Verdaguer
12. L’obra de Joan Maragall en tombant de segle: del Romanticisme al Realisme
13. El primer terç del s. XX: Modernisme, Noucentisme i moviments d’avantguarda
14. Literatura catalana de postguerra. Principals representants.

2. BIBLIOGRAFIA
AA.DD.: Anàlisis i comentaris de textos literaris catalans (4 volums). Edició a cura de Narcís Garolera. (Barcelona: Curial, 1982-1986).
AA.DD.: Textos literaris catalans. Lectures i interpretacions (2 volums). Edició de Narcís Garolera (Barcelona. Columna, 1995).
AA.DD.: Panorama crític de la literatura catalana (6 volums). Edició sota la direcció d'Enric Bou (Barcelona: Vicens Vives, 2009-2010 [vols. dedicats al s.XIX i XX]).
ÀLEX BROCH, ISIDOR CÒNSUL, VICENÇ LLORCA, Panorama de la literatura catalana, Barcelona 1998.
BUSQUETS I GRABULOSA, L.: Literatura catalana / Textos d'orientació universitària (Barcelona: Ed. del Mall, 1985, 2a edició).
CARBONELL, A.; ESPADALER, A. M.; LLOVET, J. i  TAYADELLA, A.: Literatura catalana dels inicis als nostres dies (Barcelona: Edhasa, 1979, 2ª ed. revisada).
RIQUER / COMAS / MOLAS: Història de la literatura catalana, 11 vol. (Barcelona: Ariel, 1980-1988).
TERRY, A. i RAFEL, J.: Introducción a la lengua y la literatura catalanas, amb apèndix bibliogràfic de A. Hauf i E. Sullà (Barcelona: Ariel, 1977).
VIDAL ALCOVER, J.: Síntesi d'història de la literatura catalana, 2 vol. (Barcelona: La Magrana, 1980).
Associació d’Escriptors en Llengua Catalana. https://www.escriptors.cat/index.php/autors
Biblioteca virtual Joan Lluís Vives. [Alacant]: Institut Joan Lluís Vives http://www.lluisvives.com/
Corpus. [Barcelona]: Institut d'Estudis Catalans. http://pdl.iec.es/entrada/paraules.asp
LletrA. La literatura catalana a internet. https://lletra.uoc.edu/
Mag poesia. UIB. http://magpoesia.mallorcaweb.com/

Programa

04/05 – 1ª. aula –
Parte 1 – Apresentação da proposta, do ministrante e dos participantes.
Parte 2 – Estudos teóricos sobre as origens do haikai.
Parte 3 – Prática e criação: exercícios de corpo e percepção espacial.


11/05 – 2ª. aula –
Parte 1 – Estudos teóricos sobre performance.
Parte 2 – Leitura de haikais tradicionais japoneses e discussão sobre sua relação com a natureza e com a
importância da percepção da presença no “aqui e agora”.
Parte 3 – Prática e criação: Exercícios de corpo e percepção espacial. Improvisações performáticas a partir dos
haikais lidos e escolhidos.


18/05 – 3ª. aula –
Parte 1 – Estudos teóricos sobre as relações entre haikai e performance.
Parte 2 – A importância da presença na performance: exemplos, exibição de vídeos e outros registros.
Parte 3 – Prática e criação: Exercícios de corpo, percepção espacial, improvisações performáticas individuais e
coletivas, a partir dos haicais lidos e escolhidos.


25/05 – 4ª. aula –
Parte 1 – Discussões e esclarecimentos sobre as relações construídas entre haikai e performance nos campos da
literatura e da arte.
Parte 2 – Prática e criação: Aquecimento corporal e utilização de materiais e outros recursos criativos: sonoros e
imagéticos. Elaboração e organização de performances individuais e coletivas, a partir dos haikais. Definição do
local e do público alvo para o qual as performances serão apresentadas.


01/06 – 5ª. aula –
Parte 1 – Preparação e apresentação aberta das performances criadas, em local definido previamente, de acordo
com o combinado entre a Seção de Cultura e Extensão da FFLCH/USP, a supervisora, o ministrante e os
participantes do curso.
Parte 2 – Roda de avaliação do processo. Conclusão do curso de difusão e extensão, sobre arte e literatura.


Referências bibliográficas:
ABRAMOVIC, Marina. The Artist Is Present. New York: The Museum of Modern Arte, 2010.
CAMPOS, Haroldo de. A arte no horizonte do provável. São Paulo: Perspectiva, 1977.
__________. Ideograma: lógica, poesia, linguagem. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2000.
ECO, Umberto. Obra aberta: forma e indeterminação nas poéticas contemporâneas. São Paulo: Perspectiva, 1986.
FRANCHETTI, Paulo. Oeste – Nishi. Tradução para o japonês: H. Masuda Goga. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2007.
_______, Paulo (Org.); DOI, Elza Taeko; DANTAS, Luiz. Haikai: antologia e história. Campias: Editora da
UNICAMP, 1996.
GODFMAN, Erving. The Presentation of Self in Everyday Life. New York: Doubleday Anchor Book, 1959.
GOGA, H. Masuda. O haicai no Brasil. São Paulo: Oriento, 1988.
GOLDBERG, RoseLee. Performance Art: From Futurism to Present. London: World of Art, 1988.
NUNES, Roberson. Haikai e performance: imagens poéticas. Belo Horizonte, Ed. UFMG, 2016.
OIDA, Yoshi. O ator invisível. São Paulo. Beca Produções Culturais, 2001.
SCHECHNER. Richard. Performance Studies: An Introduction. London: Routledge, 2006.
SONHOS. Direção: Akira Kurosawa. Japão/EUA, 1990.

Programa

AULA 1:
Um breve panorama sobre a surdez e as línguas de sinais;
Aspectos fonológicos das línguas de sinais (parâmetros)

AULA 2
Aspectos morfológicos das línguas de sinais

AULA 3
Aspectos sintáticos e classes gramaticais das línguas de sinais

AULA 4
Aspectos semânticos e pragmáticos das línguas de sinais

Bibliografia:

CAPOVILLA, F. C.; RAPHAEL, W.; MAURICIO, A. C. L. Novo dicionário enciclopédico ilustrado trilíngue da Língua de Sinais brasileira – Libras baseado em Linguística e Neurociências Cognitivas. São Paulo: Edusp, 2013.

FELIPE, T. A. Libras em contexto: curso básico – livro do estudante. Rio de Janeiro: Walprint , 2007.

FIORIN, José Luiz (org.). Introdução à Linguística I. Objetos teóricos. São Paulo: Contexto, 2012. [Biblioteca Virtual]. Acesso em 16 fev. 2019.

__________. Introdução à Lingüística II. Princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2012.

__________. Linguística? Que é isso?. São Paulo: Contexto, 2013.

LEITE, T. de A. A segmentação da língua de sinais brasileira (libras): um estudo linguístico descritivo a partir da conversação espontânea entre surdos. Tese (Doutorado em linguística) – Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008.

PEREIRA, Maria Cristina da Cunha; CHOI, Daniel; VIEIRA, Maria Inês; GASPAR, Priscilla; NAKASATO, Ricardo. Libras. Conhecimento além dos sinais. São Paulo: Pearson, 2011.

QUADROS, R. M. de & KARNOPP, L. Língua de sinais brasileira: estudos lingüísticos. ArtMed. Porto Alegre. 2004.

SILVA, Rafael Dias (org.). Língua Brasileira de Sinais – Libras. São Paulo: Pearson, 2015.

STOKOE, W. Sign language structure: An outline of the visual communication systems of the American deaf. Studies in Linguistics: Occasional papers, v. 8, 1960.

XAVIER, A. N. Descrição fonético-fonológica dos sinais da Língua de Sinais Brasileira (Libras). Dissertação (metrado em linguística) – Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.

XAVIER, A. N; NEVES, S. L. G. Descrição de aspectos morfológicos da libras. Revista Sinalizar, v.1, n.2, p. 130-151, jul./dez. 2016.

 

Programa

04/02/2025 Aula 1. O consumo histórico do café, séculos XV ao XVIII (ministrante: Nicole Leite Bianchini)

06/02/2025 Aula 2. A produção cafeeira colonial caribenha (ministrante: Isabela Rodrigues de Souza)

11/02/2025 Aula 3. A escravidão e a produção de café no Brasil: montagem, apogeu e crise (ministrante: Bruno da Fonseca Miranda)

13/02/2025 Aula 4. A Ásia pós-escravista: a produção de café (ministrante: Cesar Alexandre Bonamico)

18/02/2025 Aula 5. Consumo e Comércio no século XIX: a massificação do café (ministrante: Gabriel González Sterman)

Bibliografia:

Bandarage, Asoka. Colonialism in Sri Lanka: The Political Economy of the Kandyan Highlands, 1833–1886. 2o edição. Vimukti Publishing, 2020.
Clarence-Smith, W. G, and Steven Topik. The Global Coffee Economy in Africa, Asia and Latin America, 1500-1989. Cambridge, UK; New York: Cambridge University Press, 2003. http://hdl.handle.net/2027/heb.30992.
Cowan, Brian William. The Social Life of Coffee: The Emergence of the British Coffeehouse. New Haven [Conn.]: Yale University Press, 2005.
Cowan, Brian. “What Was Masculine About the Public Sphere? Gender and the Coffeehouse Milieu in Post-Restoration England.” History Workshop Journal 51, no. 1 (March 1, 2001): 127–57. https://doi.org/10.1093/hwj/2001.51.127.
Desmet-Grégoire, Hélène. “L’introduction du café en France au XVIIe siècle.” Confluences Méditerranée 10 (1994): 163–72.
Ellis, Markman. The Coffee-House: A Cultural History. Paperback ed. A Phoenix Paperback. London: Phoenix, 2005.
Hattox, Ralph S. Coffee and Coffeehouses: The Origins of a Social Beverage in the Medieval Near East. University of Washington Press ed. Near Eastern Studies, University of Washington, no. 3. Seattle: University of Washington Press, 1988.
Jones, Christine A. “Exotic Edibles: Coffee, Tea, Chocolate, and the Early Modern French How-To.” Journal of Medieval and Early Modern Studies 43, no. 3 (September 1, 2013): 623–53. https://doi.org/10.1215/10829636-2338626.
Marquese, Rafael de Bivar. The Mistress of the Coffee Markets of the World: Slavery in Brazil and the Kangany System in Ceylon, c. 1815–1878. Brill, 2022. https://doi.org/10.1163/9789004529427_013.
Michael F. Jimenez, “From Plantation to Cup”: Coffee and Capitalism in the United States, 1830-1930. In: W. Rosebury, L. Gudmundson, M. S. Kutschbach. Coffee, Society, and Power in Latin America. Baltimore: John Hopkins University Press, 1995
Michel-Rolph Trouillot. “Motion in the System: Coffee, Color, and Slavery in Eighteenth-Century Saint-Domingue.” Review (Fernand Braudel Center) 5, no. 3 (1982): 331–88.
Mohapatra, Prabhu. “Regulated Informality Legal Constructions of Labour Relations in Colonial India 1814?1926”. Em Global Histories of Work, 2016. https://doi.org/10.1515/9783110437201-009.
Sedgewick, Augustine. Coffeeland: One Man’s Dark Empire and the Making of Our Favorite Drug. Penguin Press, 2021.
Stanley J. Stein. Vassouras, um município brasileiro do café, 1850-1900. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990.

 

Programa

Sinopse:
Percorrer a trajetória desse sociólogo francês durante os quinze anos em que permaneceu no Brasil é encontrar, juntamente com ele, os traços da cultura afro-brasileira que foi se misturando a brasilidade. Dedicado a demonstrar que os negros eram portadores de uma identidade própria em um momento em que o preconceito era bastante presente, Bastide investigou os traços afro-brasileiros na literatura, na arte e no folclore. Porém, foi das suas pesquisas para conhecer a filosofia sutil dos candomblés baianos que o professor francês cumpriu seu itinerário espiritual que o marcaria para sempre. De toda a trajetória desse intelectual, que no seu retorno à França já estava meio abrasileirado, impressiona perceber como ele dialogou com temas que ainda são tão atuais na nossa sociedade, o que faz o mergulho na sua trajetória ser tão instigante e sugestivo.

Objetivos:
O curso tem como objetivos refletir sobre as análises e a interpretação de Bastide sobre a cultura brasileira e de que forma sua produção cooperou para os estudos sobre as contribuições da cultura afro-brasileiras para a cultura brasileira. A partir desta reflexão, também pretende-se discutir se os estudos de Bastide sobre as barreiras sociais impostas aos negros brasileiros contribuíram para as discussões em curso na nossa sociedade atual.

Programa:
Aula 1:
1- Apresentação de Roger Bastide e contextualização da época.
2- Roger Bastide no Brasil: as críticas literárias e os estudos sobre a presença do negro na
literatura e na arte brasileira.

Aula 2:
3- Os traços afro-brasileiros na cultura brasileira.
4- Negros e Brancos em São Paulo – 1950.
5- Contextualizando o Candomblé da Bahia nas décadas de 1930 a 1950.
6- A apreensão da brasilidade e as conexões da ciência com a arte.

Referências Bibliográficas:
AMARAL, G. C. Navette Literária França-Brasil. Tomo I e II. A Crítica de Roger Bastide. São Paulo: EDUSP, 2010.
ANDRADE, M. Aspectos do Folclore Brasileiro. São Paulo: Ed. Global, 2019
BUENO, L. Uma História do Romance de 30. São Paulo: EDUSP, Ed. UNICAMP, 2006.
CANDIDO, A. Literatura e Sociedade. Rio de Janeiro: Ed. Ouro sobre Azul, 2006
GOMES JUNIOR, G. S. Palavra Peregrina. O Barroco e o Pensamento sobre artes e letras no Brasil. São Paulo: EDUSP, 1998.
GONSALES, Patricia Cecilia. Roger Bastide e Alma Brasileira (1938 -1954). Tese de doutorado
defendida no Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2022.
MICELI, Sérgio (org.). História das Ciências Sociais. São Paulo: Ed. Sumaré, 2001
MICELI, S. Intelectuais à Brasileira. São Paulo: Ed. Companhia das Letras, 2008
MORAES, E. J. A Brasilidade Modernista. Sua dimensão filosófica. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1978.
MOTTA, R. (org.) Roger Bastide Hoje: raça, religião, saudade e literatura. Recife: Ed. Bagaço, 2005
NUCCI, P. Roger Bastide. Recriações da Sociedade, Raça e Religião no Brasil. (1938 – 1973). São Paulo: Ed. HUCITEC FAPESP, 2013.
PÉCAUT, D. Os intelectuais e a política no Brasil. Entre o povo e a nação. São Paulo: Ed. Ática, 1990.
PEIXOTO, F. A. Diálogos brasileiros. Uma análise da obra de Roger Bastide. São Paulo, EDUSP, 2000.
QUEIROZ, M. I. P. A Nostalgia do outro e do alhures: A obra sociológica de Roger Bastide. In:
QUEIROZ, M. I. P., FERNANDES, F. (org.). Roger Bastide. São Paulo: Ed. Ática, 1983, p. 7 –78.
Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, n. 20, 31 dez. 1978. Disponível em:
https://www.revistas.usp.br/rieb/issue/view/5562/showToc - Acesso em 23/04/2023
SALIBA, E. T. Histórias, memórias, tramas e dramas da identidade paulistana. In: ____ História da Cidade de São Paulo. A cidade na primeira metade do século XX 1890 – 1954. São Paulo: Ed. Paz na Terra, 2004, p. 555 – 587.
SEVCENKO, N. Orfeu Extático na metrópole. São Paulo sociedade e cultura nos frementes anos 20. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

Algumas obras de Bastide:
BASTIDE, R. A Poesia Afro-Brasileira. São Paulo: Ed. Livraria Martins Fontes, 1943
BASTIDE, R. Sociologia do Folclore Brasileiro. São Paulo, Ed. Anhembi, 1959.
BASTIDE, R. As Religiões Africanas no Brasil. São Paulo: EDUSP, 1960.
BASTIDE, R. Estudos Afro-Brasileiros. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1973.
BASTIDE, R. O Candomblé da Bahia – Rito Nagô. São Paulo : Ed. EDUSP, 1978.
BASTIDE, R. Arte e Sociedade. São Paulo: Ed. Nacional, 1979.
BASTIDE, R. Brasil, Terra de Contrastes. São Paulo: Ed.DIFEL, 1979.
BASTIDE, R.; FERNANDES, F. Brancos e Negros em São Paulo. São Paulo: Ed. Global, 2008

Programa

Aula 1 (12.04.2021) – Prof. Dr. John Milton
Título: Como traduzir “The Red House”: censura e tradução no Clube do Livro (1964-1985)
Tema:
Resumo: Esta apresentação resume meus estudos sobre o primeiro clube do livro brasileiro, o Clube do Livro (1942-89) e acrescenta mais informação vinda de pesquisa mais recente. Examina os antecedentes da censura da ditadura militar brasileira (1964-85), a história do Clube do Livro, dá exemplos de trechos cortados pelo Clube do Livro em suas traduções, e em seguida, tenta explicar como, apesar da censura rigorosa, o Clube do Livro conseguiu publicar traduções de duas obras da Romênia que continham muito realismo socialista no auge da ditadura.
Referências: Milton, John. 2001. “The Translation of Classic Fiction for Mass Markets. The Case of a Brazilian Book Club, the Clube do Livro”, The Translator, Volume 7, Number 1, 2001, pp. 43-69.
2002. O Clube do Livro e a Tradução. Bauru: Editora da Universidade do Sagrado Coração (EDUSC).
2008. “Censorship in Brazil: the Case of the Clube do Livro”, in Translation and Censorship in Different Times and Landscapes, ed. Teresa Seruya and Maria Lin Moniz. Newcastle, UK: Cambridge Scholars Publishing, 199-214.
Bibliografia complementar:

Aula 2 (14.04.2021) – Profa. Dra. Fernanda Grigolin
Título: Cuando el amor muere. Maria Lacerda de Moura: uma escritora e anarquista transnacional
Tema:
Resumo: Traduzir é uma ação anarquista, bem como a de publicar. Isso porque a natureza transnacional do anarquismo é um traço importante para compreender sua forma de luta, seus fluxos migratórios, suas formas de construir saberes e imprimi-los. Os periódicos sob perspectiva transnacional também eram e são uma motivação de expressão impressa do Anarquismo. Mulheres anarquistas como Juana Rouco, argentina, e Maria Lacerda de Moura, brasileira, foram editoras e pensadoras de sua época. Maria Lacerda Manhuaçu (1887 – 1945) foi uma escritora e pensadora anarquista individualista que publicou mais de 20 livros e centenas de artigo. Muitos dos seus textos e livros foram publicados e traduzidos na Argentina, Uruguai e Espanha. A tradução era o alimento de muitas publicações anarquistas do século passado e ela é o grande mote para se discutir o texto “Cuando el amor muere”, de Maria Lacerda de Moura. Os participantes serão convidados a olharem o texto na sua versão traduzida (Revista Estúdio, 1934) e no livro Han Ryner e o amor plural (1933).
Referências: LIMA, Nabylla Fiori de. Maria Lacerda de Moura na revista Estudios (1930-1936): Anarquismo Individualista e Filosofia da Natureza. 2016. 167f. Dissertação (Mestrado na linha Tecnologia e Trabalho) - Programa de Pós-Graduação em Tecnologia, Universidade Federal Tecnológica do Paraná. Curitiba, 2016.
MOURA, Maria Lacerda de. A mulher é uma degenerada. São Paulo, Tenda de Livros, 2018.
______________. Cuando el amor muere. Estudios, Valencia, n. 127, p. 24-25, mar. 1934.
_______________. Han Ryner e o amor plural. São Paulo, Gráfica e Editora Unitas, 1933
Bibliografia complementar: CORDERO, Laura Fernandez. Continuidades libertarias. Amor y anarquismo: Experiencias pioneras que pensaron y ejercieron la libertad sexual. Buenos Aires: Siglo Veintuno Editores, 2017.
___ . EI periódico anarquista Nuestra Tribuna. Un diálogo transnacional en América Latina. Anuario de Estudios Americanos, Sevilla (Espaíia), 74, 1, pp. 267-293, enero-junio 2017.
GODOY, Clayton Peron Franco de. Ação direta: transnacionalismo, visibilidade e latência na formação do movimento anarquista em São Paulo (1892-1908) [tese de doutorado em Sociologia]. São Paulo: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo; 2013.

Aula 3 (19.04.2021) – Profa. Me. Gisele Freire
Título: Tennessee Williams no TEATRO: Temas sensíveis do Texto Fonte à Contemporaneidade
Tema: tradução teatral; tradução na boca do ator; adaptação no palco; tradução na sociedade; evolução da tradução; as militâncias e a tradução no Brasil.
Resumo: Tennessee Williams (1911-1983) é um escritor estadunidense cuja obra de maior relevância são suas peças teatrais. Elas apresentavam uma ruptura dramatúrgica para os padrões de escrita da época em que foram escritas. São peças que usam expressionismo em diversos momentos, além de serem repletas de lirismo. Por sua vez, um dos aspectos que mais se destaca é sua ironia sutil, que colabora para o rompimento de qualquer convencionalidade dos seus textos (In: WILLIAMS, 2011, p. 8-9). O autor declarou que seu único objetivo era se aproximar da verdade. Para tanto, era totalmente aberto às experimentações nos diálogos e nas estruturas da composição das personagens (In: WILLIAMS, 2011, p.9). Vemos no conjunto de peças do autor uma forte crítica à sociedade americana, especialmente no que tange às classes sociais, condições de vida e trabalho, além das representações de gênero e ideologia. (BETTI In: WILLIAMS, 2011, p. 22). E justamente nesse ponto é que sua dramaturgia esbarra em linguagens às vezes não apropriadas para o padrão da sociedade onde foram escritas. Desta forma, ao longo das décadas houve muitas modificações de falas tanto no texto fonte, feitas pelo próprio autor, quanto em traduções -- de acordo com o país e a época em que elas foram traduzidas. Com base na última tradução de algumas peças do autor realizada pelo grupo TAPA de teatro e inserida na coletânea publicada pela editora É Realizações, São Paulo, vamos analisar termos e expressões em contextos sensíveis relacionados ao racismo e ao homossexualismo. Partiremos do texto fonte, e cotejaremos as traduções feitas “no papel” e “no palco”. Com isso, pretendemos refletir sobre como a interferência das militâncias, que tomaram força com o advento da internet, influenciam na tradução e adaptação da obra do autor.
Referências: BETTI, MARIA SILVIA. Williams Experimental e Antirrealista. In: Olhares sobre textos e encenações. (Orgs.) Sheila Diab Maluf e Ricardo Bigi de Aquino. Alagoas: Edufal – Editora da Universidade Federal de Alagoas, 2007. p. 261-274.
WILLIAMS, Tennessee. 1911-1983: Collected Stories. New York: New Directions, 1985.
______. The Theatre of Tennessee Williams: 27 Wagons Full of Cotton and Other Short Plays. New York: New Direction: 1992. 8 v.; v.6.
______. Mister Paradise and Other One–Act Plays. New York: New Directions, 2005.
______. Mister Paradise e Outras Peças Em Um Ato. Tradução de Grupo Tapa. São Paulo: É Realizações, Tradução Grupo Tapa, 2011.
______. 27 Carros de Algodão e Outras Peças em Um Ato. Tradução de Grupo Tapa. São Paulo: É Realizações: 2012.
______. O Zoológico de vidro. De repente no últio verão. Doce pássaro da juventude. Tradução Clara Carvalho / Grupo Tapa. São Paulo: É Realizações: 2014.
______. The Glass Menagerie. The University of South: 1945.
______. Suddenly Last Summer. The University of South: 1958.
Bibliografia complementar: COSTA, Iná Camargo. Panorama do Rio Vermelho: Ensaios sobre o teatro americano moderno. São Paulo: Nankin Editorial, 2001.
MCCARTHY, Pasty. The Delicate Balance: Dynamic Interactions in Translating Drama into Theatre. In: ZUBER-SKERRITT, Ortrun (Ed.). Page to Stage: Theatre as Translation. Amsterdan: Rodopi, 1984.
BASSNETT, Susan. Translation Studies. 3rd ed. New York: Taylor & Francis e-Library, 2005.

Aula 4 (26.04.2021) – Prof. Me. Augusto Cezar Alves dos Santos
Título: Tennessee Williams do Texto para a Tela: Temas Sensíveis e Censura em Um Bonde Chamado Desejo
Tema: tradução intersemiótica; transposição; adaptação; patronagem; censura; Tennessee Williams
Resumo: Esta aula tem por objetivo apresentar os temas sensíveis que dificultaram a transposição da peça Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams, para o filme dirigido por Elia Kazan em 1951, com roteiro de Oscar Saul. Transpor o Bonde para a tela foi uma tarefa heroica. Kazan, Tennessee Williams e a Warner tiveram que negociar com órgãos de censura. Plateias de várias partes do mundo ficaram chocadas com a sexualidade e brutalidade contidas na peça. Tennessee Williams foi chamado de obsceno e sórdido e Blanche foi considerada uma prostituta neurótica e ninfomaníaca em Londres, onde a peça também foi atacada como baixa, repugnante, lasciva e pornográfica. O estupro, a homossexualidade e a prostituição contidos na peça também foram condenados por alguns críticos e órgãos de censura. Pretendemos apresentar o papel dos órgãos de censura cinematográfica nos Estados Unidos, que exigiram a exclusão de cenas ou a mitigação da intensidade de sugestão sexual ou erótica. Três questões incomodaram particularmente os censores: a ninfomania de Blanche, a referência à homossexualidade de Allan Grey, marido de Blanche, e o estupro. Os censores diziam que esses temas podiam ser apresentados ao público de teatro, não ao de cinema. Kazan e Tennessee Williams tiveram que achar saídas que satisfizessem os censores, mas mantivessem seus anseios artísticos, principalmente com relação ao estupro. Eles negociaram com a censura e, quando derrotados, conseguiram encontrar soluções estéticas para manter a trama em pé. As sugestões de corte feitas pelos censores de Hollywood nos revelam o modo de pensar das pessoas da época e identificam elementos importantes da luta dos realizadores sobre o significado da peça durante o processo de transposição. Como guia para esta apresentação, recorreremos ao estudo sobre adaptação apresentado por Linda Hutcheon, em seu livro Theory of Adaptation (2006), para investigarmos os motivos por trás da adaptação do Bonde para filme. Também faremos uso da obra Translation, Rewriting and the Manipulation of Literary Fame (1992), na qual André Lefevere (1945-1996) apresenta uma discussão sobre o conceito patronagem como “os poderes (pessoas, instituições) que auxiliam ou impedem a leitura, escrita e a reescrita da literatura” Esses “poderes” podem influenciar a adaptação, recepção e canonização de uma obra devido às restrições impostas ao tradutor, adaptador. A patronagem pode ser exercida por um órgão religioso ou de censura, neste caso representado pelo Escritório de Breen e pela Legião de Decência.

Referências: ADEBOWALE, Temi. How the Hays Code – as Seen in Hollywood – Censored Hollywood. Men’s Health. 08.05.2020. Disponível em https://www.menshealth.com/entertainment/a32290089/hollywood-hays-code/.
ADLER, Thomas P. A Streetcar Named Desire : the moth and the lantern. 1990. G.K. Hall & Co.
CENSURA E DESEJO, documentário, direção Laurent Bouzereau, Warner Home Video, EUA, 2006, 1 DVD.
CIMENT, Michel, Kazan on Kazan, Nova York; viking, 1974.
HETHMON, Robert H. Strasberg At the Actors’ Studio. Nova York, Viking Press. 1968.
ITCHMAN, Lauren., From Page to Screen: The Live Theatre Broadcast as a New Medium. In Adaptation, volume 11, edição 2, agosto de 2018, Oxford Universtiy Press, Reino Unido.
KAZAN, Elia. Kazan on Directing. Alfred A. Knopf, EUA, 2009.
KOLIN, Philip C. Williams: A Streetcar Named Desire. Cambridge: Cambridge University Press, Reino Unido, 2000.
LEFEVERE, André. Mother Courage’s Cucumbers: Text, System and Refraction in a Theory of Literature. In: VENUTI, Lawrence. The Translation Studies Reader. Londres, Routledge, 2001.
_______. Translation, Rewriting and the Manipulation of Literary Fame. Londres/Nova York, Routledge, 1992.
MURPHY, Brenda. Tennessee Williams and Elia Kazan A Collaboration in the Theatre, Cambridge University Press. EUA, 1993.
NORTH E A MÚSICA DO SUL, documentário, direção de Laurent Bouzereau, Warner Home Video, EUA, 2006. 1 DVD.
PORTER, David. Brando Unzipped. Blood Moon Productions, Ltd. 2006, EUA.
SHARP, William, An Unfashionable View of Tennessee Williams, The MIT Press, 1962.
SHORTALL, Rebecca. The Weirdest Rules of the Hays Code. 2020. Disponível em https://www.ranker.com/list/weird-hays-code-rules/rebecca-shortall.
THE MOTION PICTURE PRODUCTION CODE, publicado em 31 de março de 1930, Association of Motion Picture Producers, Inc., Hollywood, Califórnia.
TISCHLER, Nancy M. Blanche’s Rape on Screen. In VOSS, Ralph F., Magical muse : millennial essays on Tennessee William. The University of Alabama Press, 2002, EUA.
TURAN, Kenneth. A ‘Streetcar’ Named Entire : With censored footage newly restored, Elia Kazan’s film of the Tennessee Williams play can now be seen for the landmark it is. LOS ANGELES
UMA RUA CHAMADA PECADO, Produção: Charles K. Feldman. Direção: Elia Kazan, EUA, Warner Home Video, 1993, 1 DVD. 124 min, son., preto e branco, 35mm.
WILLIAMS, Tennessee. A Streetcar Named Desire. Publicado como um Signet Book, com introdução de Tennessee Williams, 1974, Penguin Group, Nova York, EUA.
________, Tennessee. Memoirs. Garden City, NY: Doubleday, 1975.

Bibliografia complementar: ATKINSON, Brooks. First Night at the Theatre. The New York Times. 04 de dezembro de 1947. Disponível em http://movies2.nytimes.com/books/00/12/31/specials/williams-streetcar.h….
BENTLEY, Eric. Better than Europe? In Search of Theatre. Nova York: Alfred A. Knopf, 1953.
BILLINGTON, Michael. Tennessee Williams: the quiet revolutionary. [S.I] 27 de julho de 2009a. Disponível em https://www.theguardian.com/stage/2009/jul/27/tennessee-williams.


Aula 5 (28.04.2021) – Prof. Dr. Dennys Silva-Reis
Título: SEXUALIDADES EM TRADUÇÃO: TORCER O SENTIDO DE HQS NO BRASIL
Tema:
Resumo: A presente aula se ocupará de algumas questões de tradução a partir de textos marcadamente com elementos sobre sexualidade e gênero. Nos apoiaremos nos Estudos Queer da tradução e nos Estudos de Tradução de Quadrinhos. Nosso corpus será as traduções brasileiras Justin (2018) de Gautier e tradução de Fernando Scheibe e Degenerado (2020) de Chloé Cruchaudet e tradução de Renata Silveira. Espera-se sensibilizar os alunos para textos sensíveis em tradução no âmbito LGBTQI+ dos quadrinhos no Brasil.
Referências: ALÓS, Anselmo Peres. “Traduzir o queer: uma opção viável?”. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 28, n. 2, e60099, 2020.
CRUCHAUDET, C. Degenerado. Tradução Renata Silveira. São Paulo: Nemo, 2020.
CRUCHAUDET, C. Mauvais Genre. Paris: Delcout/Mirages, 2013.
GAUTIER. Justin. Paris: Éditions Delcourt, 2016.
GAUTIER. Justin. Tradução de Fernando Scheibe. São Paulo: Nemo, 2018.
HANNA, K.; SILVA-REIS, D. (orgs). A tradução de quadrinhos no Brasil – Princípios, práticas e perspectivas. São Paulo: Lexikos, 2020.
Bibliografia complementar: COULTHARD, M. Linguagem e sexo. São Paulo: Ática, 1991.
FAVERI, R.; SILVA-REIS, D. (orgs). Quadrinhos em Tradução. TRADTERM 27. São Paulo, 2016.
GILLET, R.; EPSTEIN, B. J. (orgs). Queer in Translation. Oxon: Routledge, 2017.
KAINDL, K.; BAER, B. J. Queering translation, Translation the queer. New York: Routledge, 2018.
NESTORE, A. “Pensar la traducción con una mirada queer: El caso de las versiones española e italiana de la novela gráfica en inglés Fun Home, de Alison Bechdel”. In: RODRÍGUEZ, F.; PEREZ, S. E. (orgs). La traducción del cómic. Sevilla: Tebeobits n.1, 2019.
NESTORE, A. Traducir la subversión – análisis queer de las versiones italiana y española de la novela gráfica Fun Home de Alison Bechdel. Tesis Doctoral em Traducción e Interpretación. Málaga: Universidad de Málaga, 2015.
ROBERT-FOLEY, L. “Vers une traduction queere”. In: TRANS. Paris: 2019.

Aula 6 (03.05.2021) – Prof. Me. Rodrigo Bravo
Título: Desafios da tradução de humor e erotismo em Romeu e Julieta
Tema: Tradução literária; tradução e artes cênicas; tradução e gênero discursivo
Resumo: A tragédia Romeu e Julieta de William Shakespeare é considerada por leigos e críticos "a história de amor mais famosa do mundo". Além de sua trama emocionante, a peça também é célebre por sua linguagem única, diligentemente metrificada, repleta de rimas, aliterações, assonâncias e figuras de sentido, o que faz dela uma das mais "retóricas" tragédias shakespeareanas. Tal característica já faz da peça, por si, uma das de mais difícil tradução dentre as obras d'O Bardo. Outro problema de tradução complexo que assoma diz respeito à escolha de soluções de tradução apropriadas para os 175 trocadilhos eróticos presentes no texto, caracterizadores de muito de seu humor e tom discursivo próprio, problema este que acaba por esbarrar na questão da recepção do texto shakespeareano em nossos tempos e na própria definição do gênero discursivo a que pertence. Tendo isso em mente, o objetivo desta aula será expor os fundamentos filológicos, linguísticos e tradutológicos que nortearam minha proposta de tradução da peça, que se insere, por sua vez, em meu projeto maior de tradução da obra completa de William Shakespeare. Mais precisamente, serão apresentados, com base na filosofia da linguagem de Ernst Cassirer e Villém Flusser, e nas ciências do discurso de Roman Jakobson e Gerard Génette, os critérios empregados para conduzir a tradução de excertos exemplares da peça, a partir de uma concepção holística do signo verbal em que se busca conjugar tanto elementos do plano de expressão como do plano de conteúdo e as relações que estabelecem entre si no ato tradutório. Pretende-se, por fim, cotejar as propostas de tradução apresentadas com as de outras traduções disponíveis da peça e debater com o público tanto a eficácia semântica dessas soluções, quanto desafios similares de tradução enfrentados pelos participantes em outros textos e possibilidades práticas de solucioná-los.
Referências: BRAVO, Rodrigo (2021). Though this be madness, yet there is method in't -- por uma nova tradução da tragédia Hamlet, de William Shakespeare. In: BRAVO, Rodrigo; SHAKESPEARE, William (2021) Hamlet. São Paulo, Mocho (no prelo, mas o texto será previamente disponibilizado aos participantes da aula em PDF)
CASSIRER, Ernst (1944). Essay on man. New Haven, Yale University Press
DUTTON, Richard; HOWARD, Jean E. (2003). A Companion to Shakespeare’s Works – Vol. I: The Tragedies. Oxford, Blackwell
FLUSSER, Vilém (2007). Língua e Realidade. São Paulo, Annablume
GENETTE, Gérard (1982). Palympsestes. Paris, PUF
Bibliografia complementar:

Aula 7 (05.05.2021) – Profa. Dra. Ana Júlia Perrotti-Garcia
Título: Desafios da interpretação: na cabine, no palco, no shopping, no chão de fábrica
Tema: Situações delicadas e "saias justas" que intérpretes podem enfrentar na cabine, na interpretação sussurrada, em campo e na interpretação consecutiva
Resumo: Interpretar textos orais é sempre um grande desafio, seja em ambientes controlados, fechados e com bons recursos audiovisuais, seja em locais públicos, ou em situações menos controladas, como entrevistas, intermediações de transações comerciais, reuniões ou, mais recentemente, eventos remotos online. A interpretação por telefone também vem crescendo muito, e todas essas novas maneiras de trabalhar precisam ser repensadas, analisadas e incorporadas à rotina de quem deseja atuar no mercado de interpretação.
Referências: MAGALHÃES, EWANDRO. Sua Majestade, o Intérprete: O Fascinante Mundo da Tradução
MUNDAY, JEREMY. The Routledge Companion to Translation Studies. Chapter 8 Issues in Interpreting Studies, Franz Pöchhacker
PAGURA, RJ. Tradução & interpretação. In: AMORIM, LM., RODRIGUES, CC., and STUPIELLO, ÉNA., orgs. Tradução &: perspectivas teóricas e práticas [online]. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2015, pp. 183-207. ISBN 978-85-68334-61-4 Disponível em http://books.scielo.org/id/6vkk8/pdf/amorim-9788568334614-09.pdf

Bibliografia complementar: PAGURA, REYNALDO JOSÉ. A interpretação de conferências no Brasil: história de sua prática profissional e a formação dos intérpretes brasileiros. Disponível em https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8147/tde-09022011-151705/p…
ARAUJO, DENISE VASCONCELOS. Os cursos de formação de intérpretes no Brasil e as melhores práticas da Associação Internacional de Intérpretes de Conferência: um caminho para a profissionalização. Disponível em http://www.dbd.puc-rio.br/pergamum/tesesabertas/1412289_2017_completo.p…
RODRIGUES, CARLOS HENRIQUE. Da interpretação comunitária à interpretação de conferência: desafios para formação de intérpretes de língua de sinais. Disponível em http://www.congressotils.com.br/anais/anais2010/Carlos%20Henrique%20Rod…


Aula 8 (10.05.2021) – Profa. Dra. Marly Tooge
Título: Tradução de textos sensíveis: olhares sobre mulatas, carnavais e favelas brasileiras
Tema: Temas/textos sensíveis – conceito e identificação. Traumas históricos.
Temas sensíveis nacionais – etnias/raça/cor de pele. Mulatas e carnavais. Mestiçagem e Negritude. Política de clareamento, políticas higienistas e sectarismo. Nacionalismos. Nação e cidadania. inclusão social, ações afirmativas, preconceito e protecionismo linguístico. “Intérpretes do Brasil” e Brasilianistas.
A Tradução Literária como ferramenta diplomática.
Tradução, Indústria Cultural e Soft Power.
Alguns exemplos: Jorge Amado e Alfred Knopf e o Brasil bestseller. Gabriela, Dona Flor e Tenda dos Milagres – James Taylor, Harriet de Onís e Barbara Shelby.
Alguns exemplos: O Brasil traduzido em samba e bossa nova – harmonias e tons.
Alguns exemplos: Favelas e sua adaptação ao World Cinema – denúncia ou commodity?
Resumo: A aula tem como objetivo discutir aspectos de obras literárias brasileiras traduzidas para o idioma inglês, publicadas fora do Brasil, assim como canções e adaptações cinematográficas de obras literárias brasileiras produzidas para o mercado internacional. Serão apresentados dados históricos, “shifts” e tensões entre os atores envolvidos nos textos traduzidos/adaptados, assim como trechos e dificuldades de tradução/adaptação. Paratexto, trechos de traduções literárias e cenas de filmes fazem parte do corpus apresentado. Os questionamentos envolvem conceitos de identidade/alteridade, identidade nacional estrangeira, representação cultural, tradução e différrance, patronagem, adequação e aceitabilidade, censura, polissistemas, normas, habitus, capital social, cultural e simbólico, relações internacionais, hard/soft power, estratégias de tradução/adaptação, tradução intersemiótica, análise de discurso multimodal e persuasão (cognição e neurociência).
Referências: Tooge, M. D. B. (2009). Nas páginas dos jornais: o caráter diplomático atribuído à tradução literária em meados do século XX. Tradterm, 15, 59-78. https://doi.org/10.11606/issn.2317-9511.tradterm.2009.46336
Tooge, M. D. B. (2015). Os voos da Asa Branca: tradução e transculturação do baião brasileiro. Tradterm, 25, 153-168. https://doi.org/10.11606/issn.2317-9511.v25i0p153-168
Lilia Schwarcz
https://www.youtube.com/watch?v=RS7OGC8fZBo
Jorge Amado - mestiçagem
https://www.youtube.com/watch?v=bFM9OqXBSbA&list=UUCFDORHWgl6mUuGw47tFJ…
http://www.nidaschool.org/events/nsts-2014
Hatim, B & Mason, I, The Translator as Communicator. Routledge, 2005. Capítulo 9, em especial, analisar exemplo 9.2.
Bibliografia complementar: Anderson, Benedict. Imagined Communities: Reflections on the Origin and Spread of Nationalism. New York, NY: Verso, 1983.
ANDRADE, Oswald de. (1924). Manifesto Antropófago. Revista de Antropofagia, ano 1, n. 1, p. – 3 - 6 , 1928.
BASSNETT, Susan and TRIVEDI, Harish eds. Translations Studies. London and New York: Routledge, 1991.
Bastide, Roger e Fernandes, Florestan. 1955. Relações raciais entre negros e brancos em São Paulo, São Paulo, UNESCO-ANHEMBI.
BHABHA, Homi K., DissemiNação: O tempo, a narrativa e as margens da nação moderna. O local da cultura. Tradução de Myriam Ávila e outros. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1998.
BHABHA, Homi K., Location of Culture, Londres, Routledge, 1994.
BHABHA, Homi K. (org.), Nation and Narration, Londres, Routledge, 1990.
BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Tradução de Fernando Tomaz. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004.
BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos. Nacionalismo no centro e na periferia do capitalismo. Revista Estudos Avançados, v. 22, n. 62, p. 171-194, jan.-abr. 2008.
CRONIN, Michael. Translation and Identity. Oxford, New York: Routledge, 2006.
FREIRE-MEDEIROS, Bianca. A favela que se vê e que se vende: Reflexões e polêmicas em torno de um destino turístico. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 22, n. 65, p. 61-72, out. 2007. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbcsoc/v22n65/a06v2265.pdf. Acesso em: 1 out. 2013.
______. Casa Grande & Senzala: formação da família brasileira sob o regime de economia patriarcal. Rio de Janeiro: Maia & Schmidt, 1933.
______. Sobrados e Mucambos: decadência do patriarcado rural e desenvolvimento do urbano. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1936.
GUIMARÃES, A. S. Democracia racial. Cadernos Penesb, Niterói, n. 4, p. 33-60, 2002.
______. Depois da democracia racial. Tempo social, São Paulo, v. 18, n. 2, p. 269-287, nov. 2006.
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HALL, Stuart. A centralidade da cultura: notas sobre as revoluções culturais do nosso tempo. Educação e Realidade, v. 22, n. 2, p. 15-46, jul./dez. 1997.
______. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.
______. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Org. Liv Sovik. Trad. Adeleine La Guardia Resende. Belo Horizonte: Editora UFMG; Brasília: Representação da UNESCO no Brasil, 2003.
______. The Work of Representation. In: HALL, Stuart (Org.). Representation: Cultural Representations and Signifying Practices. London; New Delhi: Sage Publications, 1997.
MAIO, Marcos Chor. O Projeto Unesco e a agenda das ciências sociais no Brasil dos anos 40 e 50. Rev. bras. Ci. Soc., São Paulo, v. 14, n. 41, p. 141-158, out. 1999. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-6909199900…. Acesso em: 27 mar. 2009SAID, Edward W. Culture and Imperialism. London: Vintage, 1993.
RAJAGOPALAN, K. National Languages as Flags of Allegiance; or the Linguistics that Failed us: A Close at Emergent Linguistic Chauvinism in CAUCE, Revista de Filologia y su Didáctica, no 24, 2001/ p.16-28
Schwarcz, Lilia. Nem preto, nem branco, muito pelo contrário, cor e raça na Intimidade In: História da vida Privada no Brasil, org. Fernando Novais, pp. 177-184, São Paulo: Cia de Letras, 1998.
______. Questão Racial e Etnicidade. In MICELI, Sérgio org. O que ler na Ciência Social Brasileira (1970 – 1995). Antropologia Vol. II, Sumaré e ANPOCS. São Paulo, 1999.
Toury, Gideon. A handful of paragraphs on ‘Translation’ and ‘Norms’ in Translation and Norms. Christina Schäffner, ed. Clevedon etc.: Multilingual Matters, 1998.
______. The Nature and Role of Norms in Translation. In Descriptive Translation Studies and Beyond. Amsterdam-Philadelphia: John Benjamins, 1995, 53-69.
Tymoczko, Maria. The Metonymics of Translating Marginalized Texts, Comparative Literature, Winter 1995.
______. Translation in a Postcolonial Context. Manchester: St. Jerome. 1999.
______. Translation and Political Engagement. In The Translator. Volume, Number 1. 2000
VENUTI, Lawrence. The Translator Invisibility. New York: Routledge, 1995.
______ A Tradução e a Formação de Identidades Culturais. Tradução de Lenita R. Esteves in Língua e Identidade. FAPESP/FAEP/UNICAMP. São Paulo. 1998.
______ Escândalos da Tradução. Tradução de Laureano Pelyrin & alii. Bauru/SP: EDUSC. 2002.
VIZENTINI, Paulo Fagundes. Relações internacionais do Brasil: De Vargas a Lula. São Paulo: .In: Ensaios FEE, Porto Alegre, v. 20, n. 1, p. 134-154, 1999.
Zweig, Stefan. Brazil: A Land of the Future. Trans. Lowell A. Bangerter. Ariadne Press, (1941) 2000.
Asa Branca – Luiz Gonzaga
https://www.youtube.com/watch?v=zsFSHg2hxbc
White Wing – Raul Seixas
https://www.youtube.com/watch?v=mbt8FZhnQgE
Asa Banca- Forró in the Dark
https://www.youtube.com/watch?v=YI617dTYwFk


Aula 9 (12.05.2021) – Profa. Dinaura Jules
Título: Susan Sontag: a questão de gênero na vida, na obra e na tradução
Tema: A intersecção da questão de gênero na produção literária e o desafio da tradução
Resumo: Será apresentado um aspecto menos conhecido da obra de Susan Sontag – o de contista. Ela, que já foi chamada de “intelectual total”, conta com uma multifacetada produção intelectual formada por ensaios bem estruturados, com arrazoado impecável, reflexo da brilhante e precoce carreira acadêmica. Formada na Universidade de Chicago já aos dezoito anos, ela consolidou sua atuação como scholar em Harvard, Oxford e na Universidade de Paris. No extremo oposto do exercício constante de racionalidade, como em um giro no caleidoscópio, surge sua polêmica e conturbada vida pessoal, espelhada no conto agora intitulado “Turismo sem Guia”. Ciente de sua atração por mulheres no início da adolescência, aos 15 anos ela escreveu no seu diário “agora percebo que tenho tendências lésbicas (escrevo isto com grande relutância)”. Aos 16, teve seu primeiro encontro sexual com uma mulher, também registrado no diário. Mas aos 17 anos casou-se com Philip Rieff em Chicago, depois de um namoro de dez dias. O casamento durou oito anos. O filósofo Herbert Marcuse viveu com o casal durante um ano, enquanto escrevia “Eros e a Civilização”, ampliando o interesse de Susan pelo estudo da filosofia. Como legado do casamento, ela teve um filho, que seria seu editor e também se tornou escritor. O divórcio aconteceu em 1958. Manteve vários relacionamentos com mulheres de projeção. As possíveis decepções amorosas e suas viagens como ativista e defensora dos direitos humanos, que a levaram, por exemplo, até Saigon nos anos 1960 e à Bósnia, nos anos 1990, locais marcados pela destruição, podem ter servido de inspiração para o conto “Turismo sem Guia”. A ambiguidade de gênero presente no conto representa um desafio para o tradutor, considerando que a língua portuguesa não contempla o gênero neutro na sintaxe. As questões tradutórias mais relevantes serão apresentadas e possíveis soluções serão sugeridas e abertas à discussão.

Referências: SONTAG, SUSAN. Stories. UK: Penguin Random House, 2018
SIMON, SHERRY .Gender in Translation: Cultural Identity and the Politics Of Transmission. Translation Studies Series. London, New York: Routledge, 1996
DE MARCO, MARCELLA. Gender Approaches in the Translation Classroom. New York: Palgrave Macmillan; 2019
BENJAMIN, A. W. A tarefa-renúncia do tradutor. In: HEIDERMANN, W. (Org.). Clássicos da teoria da tradução. Tradução de Susana Kampff Lages. Florianópolis: UFSC. 2001. v. 1)
GOULART, Audemaro Taranto. Notas sobre o desconstrucionismo de Jacques Derrida. Belo Horizonte: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, 2003. 28 p. Mimeografado.
Bibliografia complementar:

Aula 10 (17.05.2021) – Profa. Dra. Vera Lúcia Ramos
Título: Tradução e Sensibilidade: as várias faces da “N-Word” (nigger) e sua tradução em Huckleberry Finn
Tema:
Resumo: Esta aula tem por objetivo levar os alunos a refletirem acerca das dificuldades práticas na tradução de textos sensíveis, assim como discutir as soluções apresentadas por alguns tradutores da “N-Word” (nigger), doravante palavra-n, na obra Aventuras de Huckleberry Finn (1884-85), de Mark Twain (1835-1910). Para tanto, a aula será dividida em três partes. Na primeira, procuramos mostrar a suscetibilidade provocada pela obra Huckleberry Finn em inglês em função da palavra-n e sua evolução desde o século XIX. Na segunda, apresentamos trechos de paratextos de algumas traduções de Huckleberry Finn, assim como excertos que contenham a tradução da palavra-n. Na terceira, propomos uma discussão centrada na leitura de alguns excertos de textos sobre o negro (na literatura e fora dela), assim como nas propostas de traduções da palavra-n pelos alunos.
Referências: LEONARD, James S; TENNEY, Thomas A; DAVIS, Thadious M. Satire or Evasion? Black Perspectives on Huckleberry Finn, London: Duke University Press, 1992.
MAGNOLI, Demétrio. Uma gota de sangue: história de pensamento racial. São Paulo: Contexto, 2009.
MERRIAM-WEBSTER’S Online Dictionary. Disponível em: http://www.merriam-webster.com/dictionary/nigger. Acesso em: 22 fev. 2016.
MUNANGA, Kabengele. Negritude: usos e sentidos. São Paulo: Ática, 1988.
_____. A difícil tarefa de definir quem é negro no Brasil. Revista de Estudos Avançado. v. 18, n. 20, pp. 51-56, 2004.
_____. O negro no Brasil de hoje. São Paulo: Global, 2006.
______. Rediscutindo a Mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. 3 ed, Belo Horizonte: Autêntica, 2008.
O.E.D. (Oxford English Dictionary), versão 4.0.
SMITH, David L. Huck, Jim, and American Racial Discourse. In: LEONARD, J.S; TENNEY, T.A; DAVIS, T.M. Satire or Evasion? Black Perspectives on Huckleberry Finn, London: Duke University Press, 1992, pp. 103120.
______. Black Critics and Mark Twain. In: ROBINSON, Forrest G. The Cambridge companion to Mark Twain. Cambridge: Cambridge University Press, 1995, p. 116-128.
WALLACE, John H. The Case Against Huck Finn. In: LEONARD, J.S; TENNEY, T.A; DAVIS, T.M. Satire or Evasion? Black Perspectives on Huckleberry Finn, London: Duke University Press, 1992, pp. 16-24.
Bibliografia complementar:

Aula 11 (19.05.2021) – Profa. Dra. Renata Cazarini de Freitas (Universidade Federal Fluminense)
Título: “Metamorfoses” de Ovídio: opus magnum sob escrutínio feminista
Tema:
Resumo: Os Estudos Clássicos vêm se desenvolvendo majoritariamente, no último quarto de século, na sua vertente dos Estudos de Recepção, profícuos em estudos de caso de adaptação e de tradução. Em tempos recentes, classicistas, em particular mulheres, têm estimulado uma abordagem dos Estudos de Recepção dos Clássicos mais do que crítica, engajada mesmo, em articulação com os Estudos de Gênero (HANINK 2017; MORALES 2019). Exemplos dessa prática acadêmica têm se multiplicado, com classicistas mulheres traduzindo pela primeira vez textos canônicos sem apagar seu agenciamento na tarefa (WILSON 2017; MCCARTER 2019). O escritor Ovídio escreveu em latim um poema de cerca de 12 mil versos narrando mais de 250 mitos de transformação, chamado “Metamorfoses”, obra do início da era comum, que persiste na literatura mundial não apenas em traduções, mas em diversas adaptações. Nesse poema, o autor registra mais de 50 situações de violência sexual, principalmente estupros de mulheres por deuses, tema muitas vezes naturalizado na tradução (MCCARTER 2018). A recepção crítica dessa obra passa pela discussão da violência epistêmica (DOTSON 2011), pois, afinal, “um texto sobre estupro pode aludir a outro assunto, mas ainda é um texto sobre estupro” (RICHLIN, 2014). E, assim, estudantes no hemisfério norte têm confrontado – e não é de hoje – a imposição do cânone clássico (KAHN 2004; VILENSKY 2015; MORALES 2020). Nesta aula, pretende-se 1) apresentar o problema a partir das referências da bibliografia recomendada, 2) discutir a tradução feminista (BLUME 2010), 3) exemplificar o repertório mitológico das “Metamorfoses” de Ovídio e 4) abordar criticamente casos de recepção do texto antigo. Do repertório ovidiano, planeja-se tratar dos mitos de Apolo e Dafne (Livro I versos 452-567), de Medusa (Livro IV versos 765-802) e de Aracne (Livro VI versos 1-145). Dentre os casos de recepção contemporânea, o foco será em Tales from Ovid, do poeta inglês laureado Ted Hughes, que publicou em 1997, ano anterior a sua morte, uma adaptação de 24 das “Metamorfoses” ovidianas. Para se ter uma ideia do debate que deve decorrer dessa abordagem, basta dizer que onde Ovídio escreve “caelestia crimina”, ou seja, “os crimes dos deuses”, na pertinente tradução de Domingos Lucas Dias (OVÍDIO 2017), Hughes prefere “divine indiscretions” (HUGHES 1997), isto é, “indiscrições divinais”, na minha tradução de trabalho, já que Tales from Ovid ainda não tem uma versão em português. Espera-se apresentar para discussão também o soneto brasileiro “A aranha” (BANDEIRA 1973), do primeiro livro do poeta Manuel Bandeira (“A cinza das horas”, 1917), e um epigrama inglês ainda mais recuado no tempo, “Upon a Lady’s Embroidery” (GARRICK 1758), ambos retomando o mito de Aracne, conforme a tradição poética que tem origem nas “Metamorfoses” de Ovídio.
Referências: BLUME, Rosvitha Friesen. “Teoria e prática tradutória numa perspectiva de gênero”, Fragmentos, No. 39, jul-dez, 2010, p. 121-130
https://periodicos.ufsc.br/index.php/fragmentos/article/view/29656
HANINK, Johanna. “It’s Time to Embrace Critical Classical Reception”. Eidolon. 01/05/2017
https://eidolon.pub/its-time-to-embrace-critical-classical-reception-d3…
HUGHES, Ted. Tales from Ovid. Londres: Faber & Faber, 1997
OVÍDIO. Metamorfoses. Ed. Bilíngue. Tradução de Domingos Lucas Dias. Apresentação de João Oliva Neto. São Paulo: Editora 34, 2017
____. Metamorfoses em tradução. Tradução de Raimundo Carvalho. 2010.
http://www.usp.br/verve/coordenadores/raimundocarvalho/rascunhos/metamo…
____. As Metamorfoses. Tradução de David Gomes Jardim Júnior. Rio de Janeiro: Ediouro, 1983. Coleção Universidade de Bolso
Bibliografia complementar: BANDEIRA, Manuel. Estrela da Vida Inteira. Poesias reunidas. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1973.
DOTSON, Kristie. “Tracking Epistemic Violence, Tracking Practices of Silencing”. Hypatia. V. 6, n. 2, 2011.
https://www.academia.edu/7033534/Tracking_Epistemic_Violence_Tracking_P…
GARRICK, David. “Upon a Lady’s Embroidery” (1758)
https://www.eighteenthcenturypoetry.org/works/o5154-w0520.shtml
KAHN, Madeleine. “Why Are We Reading a Handbook on Rape?” Young Women Transform a Classic. Pedagogy: Critical Approaches to Teaching Literature, Language, Composition, and Culture, Vol.4, no. 3, 2004, p.438-460.
MCCARTER, Stephanie. “Rape, Lost in translation”. Electric Literature. 01/05/2018.
https://electricliterature.com/rape-lost-in-translation/
____; TOLENTINO, Jia. “The Brutality of Ovid”. Lapham’s Quarterly. 11/09/2019. https://www.laphamsquarterly.org/roundtable/brutality-ovid
MORALES, Helen. “Feminism and Ancient Literature”. Oxford Classical Dictionary. 2019. https://oxfordre.com/classics/classics/view/10.1093/acrefore/9780199381…
____. “FIVE #Metu”. Antigone Rising. Nova York: Bold Type Books, 2020.
REES, Roger. Ted Hughes & The Classics. Oxford, Reino Unido: Oxford University Press, 2009. Classical Presences.
RICHLIN, Amy. “Chapter 5: Reading Ovid’s Rapes”. Arguments with Silence: Writing the History of Roman Women. Ann Arbor, EUA: University of Michigan Press, 2014.
VILENSKY, Mike. “Schools out at Columbia, but a debate over trigger warnings continues”. Wall Street Journal. 01/07/2015.
https://www.wsj.com/articles/schools-out-at-columbia-but-a-debate-over-…
WILSON, Emily. “A Translator’s Reckoning with the Women of the Odyssey”. The New Yorker, 08.12.2017.
https://www.newyorker.com/books/page-turner/a-translators-reckoning-wit…


Aula 12 (24.05.2021) – Profa. Me. Quéfren Moura
Título: A sensibilidade na tradução de textos sagrados: a Bíblia e suas idiossincrasias
Tema:
Resumo: Ao longo da história, os textos da Bíblia foram lidos, recitados, copiados e transmitidos. Reverberaram para muito além do lócus no qual foram produzidos e passaram a ser traduzidos para diferentes idiomas, o que os fez chegar a culturas e contextos os mais diversos. Sua vitalidade é surpreendente, e isso impulsiona sua tradução em todo o mundo até os dias de hoje. Mas a prática de traduzir a Bíblia é muito antiga, e remonta a tempos anteriores ao próprio cristianismo. Essa preeminência histórica fez da tradução o coeficiente da fé cristã. No entanto, para além disso — e mais crucialmente —, a natureza intrínseca da fé que compreende que o Deus transcendente se fez carne e traduziu sua essência foi o que permitiu a adaptabilidade e a simbiose de sucesso entre tradução e fé. Como afirmou o apóstolo João em seu Evangelho (Jo 1.1), o cristianismo compreende que o Verbo habitou entre os seres humanos, se revelou de forma compreensível, traduziu a si mesmo em uma linguagem cognoscível e reabriu o caminho para o Deus Criador.
Mas textos sagrados, que surgiram há muitos séculos, em línguas que se transmutaram com o tempo, cujo conteúdo reflete idiossincrasias, valores e concepções muitas vezes estranhos àqueles das culturas de chegada, sempre trazem desafios. Sua singularidade reside no fato de serem, para muitos, textos inspirados, ou seja, portadores da revelação das intenções e das verdades de uma divindade, o “Autor Original”, que se revelou por meio de palavras humanas. Transcriar essa mensagem em idiomas distintos daqueles em que ela foi composta, assim, é uma tarefa delicada, que implica questões de grande sensibilidade. De forma análoga, atualizar traduções que já estão estabilizadas e cristalizadas, consideradas confiáveis pela audiência atual, é outro grande desafio. Por tudo isso, a Bíblia é um texto sui generis, uma vez que suscita em seus leitores, individual ou coletivamente, diversas emoções.
Há uma passagem clássica da Bíblia que acirra o problema: “Se alguém lhe fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida…” (Apocalipse 22.18-19). Muitos cristãos aplicam a advertência contida nesses versos, que se referem às profecias do Livro de Apocalipse, como sentença a todo aquele que empreender quaisquer mudanças no texto bíblico, muitas vezes referindo-se às traduções bíblicas mais tradicionais, conhecidas e reconhecidas. Ao fazer alterações numa tradução da Bíblia, mexe-se com o brio das pessoas, acostumadas àquela redação (GOHN, 2001, p. 150).
Considerando que textos sensíveis são um objeto particular de interesse científico, enfocá-los numa análise pormenorizada parece um caminho importante para o desenvolvimento dos estudos da tradução. Neste curso, a tradução de textos sagrados, em particular da Bíblia, será colocada em foco, bem como a sua recepção. Embora uma tarefa profícua até hoje, a tradução bíblica nunca é inocente, e, além disso, exibe uma dependência significativa do contexto social e político no qual ela acontece.
Referências: BÍBLIA SAGRADA. Nova Almeida Atualizada. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.
CAMPOS, Haroldo de. Bere’shit. A cena da origem. São Paulo: Perspectiva, 1993.
____. Qohélet/O-que-sabe: Eclesiastes, poema sapiencial. São Paulo: Perspectiva, 1991.
DE WAARD, J.; NIDA, E. From one language to another. Nashville: Thomas Nelson, 1986.
ESTEVES, Lenita Maria Rimoli. Revelação ou entendimento: alguns apontamentos sobre a tradução de textos religiosos. Trab. Ling. Aplic. n(50.2), Campinas, jul./dez. 2011, pp. 235-256.
GOHN, C. Pesquisas em torno de textos sensíveis: os livros sagrados. In: PAGANO, A. S. (Org.). Metodologias de pesquisa em tradução. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2001, pp. 147-170.
LOPES, Mariú Moreira Madureira. A sensibilidade na tradução de textos sagrados. Todas as Letras v. 11, n. 2, São Paulo, 2009, pp. 62-73.
MESCHONNIC, Henri. Linguagem: ritmo e vida. Belo Horizonte: FALE/UFMG, 2006.
NIDA, E. A. Fascinated by languages. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins, 2003.
____. Contexts in translating. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins, 2002.
____. Toward a science of translation: with special reference to principles and procedures involved in Bible translating. Leiden: E. J. Brill, 1964.
SIMMS, K. Translating sensitive texts: linguistic aspects. Amsterdam/Atlanta: Rodopi, 1997.
Bibliografia complementar: ALTER, R.; KERMODE, F. (Orgs.). Guia literário da Bíblia. São Paulo: UNESP, 1997.
BARNWELL, K. Tradução bíblica. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2011.
BERMAN, Antoine. A tradução e a letra ou o albergue do longínquo. Rio de Janeiro: 7Letras/PGET, 2007.
BÍBLIA DE JERUSALÉM. São Paulo: Paulinas, 1987.
BÍBLIA PARA TODOS. Tradução Interconfessional. Lisboa: Sociedade Bíblica de Portugal, 2013.
BÍBLIA SAGRADA. Nova Almeida Atualizada. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.
____. Almeida Revista e Atualizada. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2011.
____. Nova Tradução na Linguagem de Hoje. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2011.
____. Almeida Revista e Corrigida. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2010.
____. Tradução Brasileira. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2010.
____. Nova Versão Internacional. São Paulo: Editora Vida, 2004.
CAMPOS, H. Da tradução como criação e como crítica. In: Metalinguagem & outras metas. São Paulo: Perspectiva, 1992.
CIAMPA, R. E. The terms of translation: ideological challenges for Bible translators. Interna-tional Journal of Frontier Missiology 28:3, pp. 139-148, 2011. Disponível em http://www.ijfm.org/PDFs_IJFM/28_3_PDFs/IJFM_28_3-Ciampa.pdf, acesso em 21 jan. 2021.
FERNANDES, Luis Henrique Menezes. Diferença da Cristandade. A controvérsia religiosa nas Índias Orientais holandesas e o significado histórico da primeira tradução da Bíblia em português (1642-1694). Tese (Doutorado). São Paulo: Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, 2016.
KERR, G. J. Dynamic equivalence and its daughters: placing Bible translation theories in their historical context. Journal of Translation vol. 7, n. 1, 2011, pp. 1-19.
MARGOT, J. C. Traducir sin traicionar: teoria de la traducción aplicada a los textos bíblicos. Madrid: Ediciones Cristiandad, 1987.
PASSOS, Marie-Hélène Paret. Henri Meschonnic, tradução bíblica e tradição: a escolha do ritmo. WebMosaica Revista do Instituto Cultural Judaico Marc Chagall v. 7, n. 1, jan.-jun. 2015. Disponível em http://www.seer.ufrgs.br/webmosaica/article /viewFile /59268/35274, acesso em 17 jan. 2021.
SCHOLZ, V. As traduções da Bíblia publicadas pela Sociedade Bíblica do Brasil: breve histórico e características. Rev. Pistis & Praxis - Teologia e Pastoral v. 8, n. 1, pp. 73-88, jan.-abr. 2016. Disponível em http://www2.pucpr.br/reol/pb/index.php/pistis, acesso em 28 jan. 2021.
WAISMAN, S. Borges y la traducción. Buenos Aires: Adriana Hidalgo, 2005.

Programa

1. Ementa: A partir de poemas e de um conto popular da literatura armênia, nos quais se abordam a pátria, o sofrimento e a resistência, busca-se entender a expressão dessas temáticas ligadas às perseguições de que foram alvo os armênios.

2. Objetivos:
Discutir textos literários armênios de diferentes gêneros – poemas e um conto popular –, traduzidos para o português, que abordam a temática da pátria, do sofrimento vivido e da resistência. Compreender e interpretar os textos selecionados, nos quais o narrador e o eu lírico manifestam-se sobre a própria condição, individual ou coletiva, de vítima, mártir, patriota e, sobretudo, de quem resiste – por meio da construção e da evocação da memória de experiências vividas e transmitidas.

3. Programa:

Poemas
Avetik Issahakian (1875-1957)
“Chama pátria”
Daniel Varujan (1884-1915)
“Lamparina Piscante”
Hovhannes Shiraz (1914-1984)
“Aflição”
Hovhannes Tumanian (1869-1923)
“Com a minha pátria”
Rupen Sevak (1885-1915)
“Última Canção de Ninar”
Siamanto (1878-1915)
“Quero Morrer Cantando”, “A Dança”, “Prece de Navassarde à Deusa Anahit”
Vahan Terian (1885-1920)
“Na Aurora”, “Em meio à névoa”, “Ao Ararat”, “Não Nos Misturem”;


Conto Popular
Hovhannes Tumanian (1869-1923)
“O galo invicto”

- Leitura de cada texto;
- Abordagem dos aspectos formais e temáticos de cada um;
- Detalhes sobre a tradução;
- Contexto histórico;
- Abertura para o conhecimento de outros autores e textos que possam ser mencionados pelos participantes, tecendo relações de aproximação e contraste entre a Literatura Armênia e outras Literaturas do mesmo momento histórico.

4. Método:
Aulas expositivas.

5. Avaliação:
A avaliação se fará mediante a participação em aula. A frequência mínima para aprovação é de 75%.

6. Bibliografia
HACIKYAN, Agop J.; BASMAJIAN, Gabriel; FRANCHUK, Edward S.; OUZOUNIAN, Nourhan (ed.). The heritage of Armenian literature: from the eighteenth century to modern times. v. 3. Detroit: Wayne State University Press, 2005.
PEREIRA, Deize Crespim (org.). Poesia armênia moderna e contemporânea. Prefácio de Lusine Yeghiazaryan. Tradução de Amanda Pacheco Muras, Cristiane Gonçalves Marins, Deize Crespim Pereira, Fernando Januário Pimenta, Karen Mitie Suguira, Lucca Tavano Bacal, Lusine Yeghiazaryan, Taís Assadurian Silva. São Paulo: FFLCH/USP, 2020. Disponível em:
http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/538 . Acesso em: 12 ago. 2022.
PIMENTA, Fernando Januário. 12 Contos Populares Armênios (Հայ Ժողովրդական Հեքիաթներ) de Hovhannes Tumanian: tradução, glossário e notas. 2022. Tese de Doutorado (LETRA, Estudos da Tradução) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2022. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8165/tde-06072022-173535/p… . Acesso em: 12 ago. 2022.
TUMANYAN, Hovhannes. Contos de fada [Հեքիաթներ]. [S.l.]: Indo-European Publishing, 2014.
TUMANYAN, Hovhannes. Contos de fada [Հեքիաթներ]. Yerevan: Pethrat, 1930. Disponível em: http://haygirk.nla.am/cgi-bin/koha/opacdetail.pl?iblionumber=30962&quer…. Acesso em: 12 ago. 2022.

Programa

Aula 1 (01/02) – Introdução ao curso, com apresentação e discussão do “Prefácio” aos Pensamentos sobre a verdadeira estimação das forças vivas (1747). Nesta aula se discutirá o lugar de Kant na filosofia alemã do século XVIII, bem como a postura que ele assume, desde o início, valorizando o pensamento autônomo e a liberdade de participar nos embates públicos da esfera letrada.

Aula 2 (08/02) – Apresentação e discussão do “Prefácio” à História Natural Universal (1755) e das “Considerações preliminares” da Monadologia Física (1756). Nesta aula serão apresentadas, em linhas gerais, as características da ‘metafísica da natureza’ que Kant elaborou durante os anos 1750, incluindo sua relação com algumas premissas fundamentais de Leibniz, Wolff e Baumgarten, bem como sua conversão ao newtonianismo especulativo.

Aula 3 (22/02) – Apresentação e discussão das obras da década de 1760, em especial das Observações sobre o sentimento do belo e do sublime (1764). Esta aula incluirá uma apresentação ampla dos diferentes temas sobre os quais Kant fala em suas obras da década de 60, discutindo também sua relação com Rousseau e a filosofia britânica.

Aula 4 (29/02) – Apresentação e discussão da Notícia das preleções do semestre de inverno de 1765-1766 (1765) e conclusão do curso. Esta aula discute, em linhas gerais, as propostas de Kant para seus cursos universitários no período pré-crítico, em especial os de lógica e metafísica. Com isso, concluímos as aulas e encerramos o percurso com uma apreciação ampla sobre nossa compreensão da passagem da filosofia pré-crítica para a filosofia crítica.

Em cada aula poderá ser indicada bibliografia secundária específica para cada texto e assunto além do texto de Kant que será objeto principal de discussão. Abaixo indicamos a bibliografia básica e uma bibliografia secundária preliminar.

Bibliografia básica

KANT, I. Gesammelte Schriften. 29 Bd. Berlin: De Gruyter, 1900-.
KANT, I. Pensamientos sobre la verdadera estimación de las fuerzas vivas. Trad. e coment. de J. A. Cañedo-Argüelles. Bern: Peter Lang, 1988.
KANT, I. Theoretical Philosophy 1755-1770. Trad. de D. Walford. Cambridge: Cambridge University Press, 1992.
KANT, I. Lógica. Tradução de G. A. de Almeida. 3ª ed. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2003.
KANT, I. Escritos pré-críticos. Trad. de V. de Figueiredo et al. São Paulo: Editora UNESP, 2005.
KANT, I. Natural Science. Ed. de E. Watkins. Trad. de Lewis White Beck et al. Cambridge: Cambridge University Press, 2012.
KANT, I. Observações sobre o sentimento do belo e do sublime. Ensaio sobre as doenças mentais. Trad. e estudo de V. de Figueiredo. 3ª ed. São Paulo: Editora Clandestina, 2018.

Bibliografia secundária preliminar
BECK, L. W. Early German Philosophy. Cambridge: Harvard University Press, 1969.
CASSIRER, E. Kant: vida e doutrina. Trad. de R. Garcia e L. R. R. Santos. Petrópolis: Vozes, 2021.
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Programa

Aula 1 – Introdução das atividades; história do mangá: de emakimono a atualidade; como desenhar personagens de mangá – cabeça; expressões faciais.
Aula 2 – como desenhar personagens de mangá – cabeça; expressões faciais.
Aula 3 – Mangá e a cultura pop japonesa; como desenhar personagens de mangá – corpo: frontal, perfil, 3/4.
Aula 4 – como desenhar personagens de mangá – corpo: escorço e movimentos.
Aula 5 – Mercado de mangá; Mangá X animê; como desenhar personagens de mangá – corpo: escorço e movimentos e cenas.
Aula 6 – como desenhar personagens de mangá – criação de personagens: protagonista e antagonista.
Aula 7 – Ilustração: grafite, nanquim e lápis de cor.
Aula 8 – ilustração: aquarela, pastel seco e canetinhas.
Aula 9 – Estudo para criação de uma imagem: ilustração e construção de personagem.
Aula 10 – Finalização da ilustração dos personagens.

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