Programa

1. Reflexão introdutória “Inscrições urbanas e grafite: uma problematização das práticas semióticas”.
2. Panorama crítico da Semiótica greimasiana: os níveis de pertinência da análise semiótica.
3. Reflexões precursoras a respeito das práticas semióticas e das formas de vida
4. As práticas semióticas segundo J. Fontanille.
4.1. A constituição de cenas práticas.
5. As formas de vida: de A. J. Greimas a J. Fontanille.
5.1. A concepção de formas de vida
5.2. O belo gesto: a invenção de novas formas de vida
6. Problematização da construção da semiose em práticas semióticas e formas de vida diversas: discussão de textos teóricos e analíticos.

METODOLOGIA
Aulas síncronas via Google Meet;
Aulas expositivas;
Discussão de textos teóricos e analíticos.


CRITÉRIOS DE APROVAÇÃO
Mínimo de 75% de frequência obrigatório.


BIBLIOGRAFIA

BENVENISTE, Émile. Problemas de linguística geral I. Tradução de Maria da Glória Novak e Maria Luisa Neri. 5. ed. Campinas: Pontes, 2005. 294 p.

BENVENISTE, Émile. Problemas de linguística geral II. Tradução de Eduardo Guimarães et al. 2. ed. Campinas: Pontes, 2006. 413 p.

BERTRAND, Denis. L’impersonnel de l’énonciation. Praxis énonciative: conversion, convocation, usage. Protée. Théories et pratiques sémiotiques. Québec: Université du Québec à Chicoutimi, v. 21, n. 1, p. 25-32, 1993.

DUARTE, Renata Cristina; OLIVEIRA, Raíssa Medici de. Reflexões semióticas acerca dos conceitos de forma de vida e práxis enunciativa. Revista Todas as Letras, v. 20, p. 237-248, 2018. Disponível em < http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/tl/article/view/10569/7157 >. Acesso em: 14 out. 2018.

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FONTANILLE, Jacques. Les formes de vie. Recherches sémiotiques/Semiotic Inquiry. Montreal, n. 13, p. 5 – 12, 1993.

FONTANILLE, Jacques. Significação e visualidade: exercícios práticos. Tradução de Elizabeth Bastos Duarte e Maria Lilia Dias de Castro. Porto Alegre: Sulina, 2005a. 191p.

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FONTANILLE, Jacques. Práticas e formas de vida: a semiótica de Greimas posta à prova pela antropologia contemporânea. Estudos Semióticos, 13 (2), p. 66 – 76, dez. 2017. Disponível em: < http://www.revistas.usp.br/esse/article/view/141609 >. Acesso em: 04 out. 2019.

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GREIMAS, Algirdas Julien; COURTÉS, Joseph. Dicionário de semiótica. Tradução de Alceu Dias Lima et al. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2011. 544 p.

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LANDOWSKI, Eric. A sociedade refletida: ensaios de sociossemiótica. São Paulo: EDUC/Pontes, 1992, 213 p.

LANDOWSKI, Eric. Le regard impliqué. In: _____. Passions sans nom. Paris: PUF, 2004, pp. 15-37.

NASCIMENTO, Edna Maria Fernandes dos Santos. Imaginário cultural e persuasão em textos publicitários. In: CORTINA, Arnaldo; MARCHEZAN, Renata Coelho (Orgs.). Razões e sensibilidades: a semiótica em foco. Araraquara: Laboratório Editorial/FCL/UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica Editora, 2004. 190 p. p.191-202.

NASCIMENTO, Edna Maria Fernandes dos Santos. Prudência e aventura: revista O Cruzeiro e formas de vida da mulher da década de 40. Alfa, São Paulo, v. 53, n. 2, 2009. Disponível em: . Acesso em: 16 jun. 2014.

NASCIMENTO, Edna Maria Fernandes dos Santos. Duas mulheres: duas formas de vida no romance Navio Ancorado de Ondina Ferreira. ALERE, Tangará da Serra, v. 4, n. 1, 2011. Disponível em: . Acesso em: 16 jun. 2014.

NASCIMENTO, Edna Maria Fernandes dos Santos. Mulheres em destaque nos anos 40: o acontecimento como forma de vida na revista O Cruzeiro. Estudos linguísticos, São Paulo, n. 41 (3), 2012a. Disponível em: . Acesso em: 16 jun. 2014.

NASCIMENTO, Edna Maria Fernandes dos Santos. O Cruzeiro : acontecimento e rotina como forma de vida da mulher nos anos 1950. Revista da Anpoll, v. 1, n. 32, 2012b. Disponível em: Acesso em: 16 jun. 2014.

NASCIMENTO, Edna Maria Fernandes dos Santos. Paixão, mito e formas de vida em textos publicitários. Signum: estudos da linguagem, Londrina, v. 16, n. 2, 2013. Disponível em: . Acesso em: 16 jun. 2014.

NASCIMENTO, Edna Maria Fernandes dos Santos; ABRIATA, Vera Lucia Rodella (Orgs.). Formas de vida da mulher brasileira. Ribeirão Preto: Ed. Coruja, 2012. 174 p.

NASCIMENTO, Edna Maria Fernandes dos Santos; ABRIATA, Vera Lucia Rodella (Orgs.). Formas de vida: rotina e acontecimento. Ribeirão Preto: Ed. Coruja, 2014. 218 p.

PORTELA, Jean Cristtus. Conversations avec Jacques Fontanille. Alfa, São Paulo, v. 50, n. 1, 2006. Disponível em:
< https://periodicos.fclar.unesp.br/alfa/article/view/1401/1101 >. Acesso em: 09 mai. 2016.

PORTELA, Jean Cristtus. Práticas didáticas: um estudo sobre os manuais brasileiros de semiótica greimasiana. Tese (Doutorado em Linguística e Língua Portuguesa) - Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara, Universidade Estadual Paulista. Araraquara: 2008a. p. 181.

PORTELA, Jean Cristtus. Semiótica midiática e níveis de pertinência. In: DINIZ, Maria Lúcia Vissotto Paiva; PORTELA, Jean Cristtus (Orgs.). Semiótica e Mídia: textos, práticas, estratégias. Bauru: Unesp/Faac, 2008b. 271 p. pp. 93-113.

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SCHWARTZMANN, Matheus Nogueira. Escrita epistolar: da cena prática à forma de vida. Estudos Linguísticos, 42 (3), São Paulo, 2013. P. 1450 - 1464.

SCHWARTZMANN, Matheus Nogueira. A noção de texto e os níveis de pertinência da análise semiótica. Estudos Semióticos, 14 (1), São Paulo, março de 2018. P. 1 – 6.
Disponível em: < http://www.revistas.usp.br/esse/article/view/144288&gt;.

SCHWARTZMANN, Matheus Nogueira; PORTELA, Jean Cristtus. Rê Bordosa: forma de vida e moralização. In: NASCIMENTO, Edna Maria Fernandes dos Santos; ABRIATA, Vera Lucia Rodella (Orgs.). Formas de vida da mulher brasileira. Ribeirão Preto: Ed. Coruja, 2012. 174 p. p. 113-136.

Programa

Unidad 1: Búsqueda de información científica

Aleixandre-Benavent, R., Alcaide, G. G., de Dios, J. G., & Alonso-Arroyo, A. (2011). Fuentes de información bibliográfica (I). Fundamentos para la realización de búsquedas bibliográficas. Acta Pediatrica Espanola, 69(3), 131-136. http://repositori.uji.es/xmlui/handle/10234/187512

Ávila-García, L., Ortiz-Repiso, V., & Rodríguez-Mateos, D. (2015). Herramientas de descubrimiento: ¿una ventanilla única? Revista Española de Documentación Científica, 38(1), e077. doi: http://dx.doi.org/10.3989/redc.2015.1.1178

Cervera Rodríguez, A. (2019). Cómo elaborar trabajos académicos y científicos (TFG, TFM, tesis y artículos). Alianza Editorial. [Capítulo 3].

Codina, L. (2020). Cómo hacer revisiones bibliográficas tradicionales o sistemáticas utilizando bases de datos académicas. Revista ORL, 11(2), 139-153. https://dx.doi.org/10.14201/orl.22977

Codina, L. (2018). Sistemas de búsqueda y obtención de información: componentes y evolución. Anuario ThinkEPI, (12), 77-82. https://doi.org/10.3145/thinkepi.2018.06

Cordón García, J. A., Alonso Arévalo, J., Gómez Díaz, R., & López Lucas, J. (2012) Las Nuevas fuentes de información: información y búsqueda documental en el contexto de la web 2.0 (2a. Ed.). Pirámide. [Capítulos 1 y 2].

Ferran, N. & Pérez-Montoro, M. (2009). Búsqueda y recuperación de la información. Editorial UOC.

Ford, N. (2012). The essencial guide for using the web for research. Sage.

López Carreño, R. (2017). Fuentes de información: Guía básica y nueva clasificación. Editorial UOC.

Romanos de Tiratel, S. (2000). Guía de fuentes de información especializadas. Buenos Aires: Grebyd. [Capítulo 1].

Somoza, M. (2015). Búsqueda y recuperación de información en bases de datos de bibliografía científica. Ediciones Trea.


Unidad 2: Sistemas de información científica

Abadal, E., & Codina, L. (2018). Taxonomía, evolución y uso de los sistemas de información científica. En: G. A. Torres Vargas, (Coord.), Estudios de la información: teoría, metodología y práctica (pp. 161-178). Universidad Nacional Autónoma de México.
EBSCO. (2019, 23 de agosto). Introduction to EBSCOhost – Tutorial. https://connect.ebsco.com/s/article/Introduction-to-EBSCOhost-Tutorial?…

Science Direct (2021, 19 de marzo). I How do I use the advanced search?. https://cutt.ly/GfXIN2g

Cordón García, J. A., Alonso Arévalo, J., Gómez Díaz, R., & López Lucas, J. (2012) Las Nuevas fuentes de información: información y búsqueda documental en el contexto de la web 2.0 (2a. ed.). Pirámide.
Biblioteca Universidad Complutense de Madrid. (2020, 4 de mayo). JSTOR: Guía básica. https://biblioguias.ucm.es/jstor/busquedas

Biblioteca Universidad Complutense de Madrid. (2021, 27 de octubre). Scopus: Guía básica. https://biblioguias.ucm.es/scopus/buscar

Biblioteca de la Universidad Autónoma de Madrid. (2021, 7 de octubre). Google Académico. https://biblioguias.uam.es/tutoriales/google_academico


Unidad 3: Estilos de citación y construcción de referencias bibliográficas

American Psychological Association. (2020). Publication Manual of the American Psychological Association.

Biblioteca Universidad Complutense de Madrid. (2020, 21 de mayo). Mendeley: Guía básica. https://biblioguias.ucm.es/mendeley

Biblioteca Universidad Complutense de Madrid. (2020, 27 de marzo). Zotero: Guía básica. https://biblioguias.ucm.es/zotero/inicio

Cervera Rodríguez, A. (2019). Cómo elaborar trabajos académicos y científicos (TFG, TFM, tesis y artículos). Alianza Editorial. [Capítulo 4].

Cordón García, J. A., Alonso Arévalo, J., Gómez Díaz, R., & López Lucas, J. (2012). Las Nuevas fuentes de información: información y búsqueda documental en el contexto de la web 2.0 (2a. Ed.). Pirámide. [Capítulo 13].

Eco, U. (1998). Cómo se hace una tesis: técnicas y procedimientos de estudio, investigación y escritura. Gedisa.

Michelle, A., Vaughan, N., Suárez, E., Pèrez, M. M., & Romero, M. A. (2020). Manual de citas y referencias bibliográficas: Latino, APA, Chicago, IEEE, MLA, Vancouver. Ediciones Uniandes- Universidad de los Andes.

Modern Language Association of America. (2016). MLA Handbook.

Moreno, D. & Carillo, J. (2020). Normas APA 7ª edición: Guía de citación y referenciación (2a ed.). Universidad Central.https://www.ucentral.edu.co/sites/default/files/inlinefiles/guia-normas…

University of Chicago. (2017). The Chicago manual of style. The Chicago University Press.

Unidad 4: Comunicación científica, indexación de revistas y Acceso Abierto

Borrego, Á. & Urbano, C. (2006). La evaluación de revistas científicas en Ciencias Sociales y Humanidades. Información, Cultura y Sociedad, (14), 11-27. http://revistascientificas.filo.uba.ar/index.php/ICS/article/view/886

Cordón García, J. A., Alonso Arévalo, J., Gómez Díaz, R., & López Lucas, J. (2012). Las Nuevas fuentes de información: información y búsqueda documental en el contexto de la web 2.0 (2a. Ed.). Pirámide. [Capítulo 5 y 7].

Kreimer, P. (2015). Los mitos de la ciencia: desventuras de la investigación, estudios sobre ciencia y políticas científicas. Nómadas (Col), (42), 32-51. https://www.redalyc.org/pdf/1051/105140284003.pdf

Rozemblum, C., Unzurrunzaga, C., Banzato, G., & Pucacco, C. (2015). Calidad editorial y calidad científica en los parámetros para inclusión de revistas científicas en bases de datos en Acceso Abierto y comerciales. Palabra Clave (La Plata), 4(2), 64-80. https://www.palabraclave.fahce.unlp.edu.ar/article/view/pcv4n2a01

Vasen, F., & Lujano Vilchis, I. (2017). Sistemas nacionales de clasificación de revistas científicas en América Latina:
Tendencias recientes e implicaciones para la evaluación académica en ciencias sociales. Revista Mexicana de Ciencias Políticas y Sociales, LXII(231), 199-228. https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=421/42152785008

Vessuri, H., Guédon, J.-C., & Cetto, A. M. (2014). Excellence or quality? Impact of the current competition regime on science and scientific publishing in Latin America and its implications for development. Current Sociology, 62(5), 647–665. https://doi.org/10.1177/0011392113512839

Programa

Aula 1 – Introdução das atividades; história do mangá: de emakimono a atualidade (teoria I); como desenhar personagens de mangá – cabeça; expressões faciais (prático I).

Aula 2 – Palestrante convidado (teoria II) – Gilberto de Ataide Batista Faria; como desenhar personagens de mangá – cabeça; expressões faciais (prático II).

Aula 3 – Mangá e a cultura pop japonesa (teoria III); como desenhar personagens de mangá – corpo: frontal, perfil, 3/4 (prático III).

Aula 4 – Palestrante convidado (teoria IV) – Lucas de Paula Sousa Costa; como desenhar personagens de mangá – corpo: escorço e movimentos (prático IV).

Aula 5 – Mercado de mangá; Mangá X animê (teoria V); como desenhar personagens de mangá – corpo: escorço e movimentos e cenas (prático V).

Aula 6 – Palestrante convidado (teoria VI) – Daniel Delayti Ribeiro de Souza; como desenhar personagens de mangá – criação de personagens: protagonista e antagonista (prático VI).

Aula 7 – Palestrante convidado (teoria VII) – Monique Mieko Nakagawa - Ilustração: grafite, nanquim e lápis de cor (prático VII)

Aula 8 – Palestrante convidado (teoria VIII) - Bruno Leonardo Ramos Andreotti – ilustração: aquarela, pastel seco e canetinhas (prático VIII)

Aula 9 – Estudo para criação de uma imagem: ilustração e construção de personagem (prático IX)

Aula 10 – Finalização da ilustração dos personagens (prático X).

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

ACEVEDO, Juan. Como fazer histórias em quadrinhos. Tradução de Sílvio Neves Ferreira. São Paulo: Global, 1990.
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BAN, Toshio; TEZUKA PRODUCTIONS. Osamu Tezuka: uma biografia mangá. Tradução de Adriana Sada. São Paulo: Conrad, 2003.
CIRNE, Moacy. A explosão criativa dos quadrinhos. 4ª ed. Petrópolis: Vozes, 1974.
CHINEN, Nobu. Linguagem HQ: conceitos básicos. 1ª ed. São Paulo: Criativo, 2011.
_____. Linguagem mangá: conceitos básicos. 1ª ed. São Paulo: Criativo, 2013.
CRAWFORD, Ben. Emperor Tomato-Ketchup: cartoon properties from Japan. In. BRODERICK, Mick. Hibakusha Cinema: Hiroshima, Nagasaki and the nuclear image in Japanese film. Londres e Nova York:
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ECO, Umberto. Apocalípticos e integrados. 15ª ed. Tradução de Perola de Carvalho. São Paulo: Perspectiva, 1993.
FUJINO, Yoko. Identidade e alteridade: a figura feminina nas revistas ilustradas japonesas nas Eras Meiji, Taishô e Shôwa. Tese (Doutorado em Comunicação e Estética do Audiovisual) – Universidade de São Paulo. São Paulo, 2002.
_____. Narração e ruptura no texto visual do shojo-maga: estudo das histórias em quadrinhos para público adolescente feminino japonês. Dissertação (Mestrado em Imagem e som) – Universidade de São Paulo. São Paulo, 1997.
GARCÍA, Héctor. A geek in Japan: discovering the land of manga, anime, zen, and the tea ceremony. North Clarendon: Tuttle, 2011.
GASCA, Luis; GUBERN, Roman. El discurso del comic. 3ª ed. Madri: Cátedra, 1994.
GRAVETT, Paul. Mangá: como o Japão reinventou os quadrinhos. Tradução de Ederli Fortunato. São Paulo: Conrad Editora, 2006.
GUERINI, Andreia; BARBOSA, Tereza Virgínia Ribeiro. Pescando imagens com rede textual: HQ como tradução. São Paulo: Peirópolis, 2013. 111 p.
HASHIMOTO, Madalena. Pintura e escritura do mundo flutuante: Hishikawa Moronobu e ukiyo-e Ihara Saikaku e ukiyo-zôshi. 1ª ed. São Paulo: Hedra, 2002.
KLAWA, Laonte; COHEN, Haron. Os quadrinhos e a comunicação de massa. In. MOYA, Álvaro de. Shazam!. 2ª ed. São Paulo: Perspectiva, 1972, p. 103-114.
KOYAMA-RICHARD, Brigitte. One thousand years of manga. Paris: Flammarion, 2007.
LEITÃO, Renata Garcia de Carvalho. Representações dos sons nos mangás. In. VERGUEIRO, Waldomiro; RAMOS, Paulo; CHINEN, Nobu. Intersecções acadêmicas: panorama das 1 as Jornadas Internacionais de
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LUYTEN, Sonia Bibe. Mangá, o poder dos quadrinhos japoneses. São Paulo: Hedra, 2000.
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McCARTHY, Helen. The art of Osamu Tezuka: god of manga. Lewes: ILEX, 2013.
McCLOUD, Scott. Desvendando os quadrinhos. Tradução de Helcio de Carvalho, Marisa do Nascimento Paro. 1ª ed. São Paulo: Makron Books, 1995.
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NATSUME, Fusanosuke. Manga wa Naze Omoshiroi no ka: sono hyôgen to bunpô. (Por que mangá é tão interessante: suas expressões e gramática.). Tokyo: NHK raiburari, 1997.
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______. Tiras livres: um novo gênero dos quadrinhos. João Pessoa: Marca de Fantasia, 2014.
SHODT, Frederik L.. Manga! Manga! The world of Japanese comics. Tokyo: Kodansha International, 2001.
VASCONCELLOS, Pedro Vicente Figueiredo. Mangá-Dô, os caminhos das histórias em quadrinhos japonesas. Mestrado (Dissertação em Artes e Design) – Pontifícia Universidade Católica. Rio de Janeiro,
2006.
VERGUEIRO, Waldomiro; RAMOS, Paulo (Org.). Muito além dos quadrinhos: análises e reflexões sobre a 9a arte. 1ª ed. São Paulo: Devir Livraria, 2009.

FONTES ELETRÔNICAS

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ALLISON, Anne. Cuteness as Japan’s: Millennial Product. In. TOBIN, Joseph. Pikachu’s Global Adventure: the rise and fall of Pokémon. London: Duke University Press, 2004. Disponível em:
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BOUISSOU, Jean-Marie. Por que o mangá se tornou um produto cultural globlal? (Pourquoi le manga est-il devenu un produit culturel global?). In. Eurozine, 27 de outubro de 2010. Diponível em:
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EISNER, Will. Disponível em: http://www.willeisner.com/. Acesso em: 02 abr. 2014.
NATSUME, Fusanosuke. Japanese Manga: Its Expression and Popularity. Trad. Ueki Kaori. In. ABD-UNESCO, vol. 34, n° 1, 2003. Disponível em: http://www.accu.or.jp/appreb/09/pdf34-1/34-1P003-005.pdf.
Acesso em: 03 abr. 2014.
ODAGIRI, Hiroshi. Manga truism: on the insularity of Japanese manga discourse. In. BERNDT, Jaqueline. Comics Worlds and the World of Comics: Towards Scholarship on a Global Scale. IMRC, vol. 1, 2009.
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SHARLIN, Naomi. Sounds like…: understanding Japanese sound symbolism. Projetos e teses. (Tese em Línguistica). Faculdade Bryn Mawr College. Pennsylvania, 2009. Disponível em: http://www.swarthmore.edu/SocSci/Linguistics/2010theses/NaomiSharlinBMC…. Acesso em: 24 abr. 2014.
YANO, Christine R. Wink on Pink: Interpreting Japanese Cute as It Grabs the Global Headlines. In. The Journal of Asian Studies, vol. 68, n° 3, agosto 2009. Disponível em:
http://www.jstor.org/stable/20619791 http://www.jstor.org/stable/20619791 . Acesso em: 14 fev. 2014.

Programa

Partindo da questão “de que forma a poesia feminina resiste?”, o curso pretende discutir a poesia feminina produzida na Itália na segunda metade do século XX até os nossos dias, pensando um percurso teórico-crítico que aborde as questões históricas e sociais, as formas de resistência da poesia feminina e o poema como forma de representação da história e da cultura, fugindo aos estereótipos de gênero que consideram a poesia produzida por mulheres apenas do ponto de vista do amor.
Nessa perspectiva, é objetivo do curso apresentar a poesia feminina de poetas italianas do século XX, analisando-as e propondo um estudo de suas poéticas, considerando o conceito de poesia-resistência, proposto por Bosi (1997, p. 146): a poesia é uma forma de resistir à “falsa ordem, à barbárie, ao caos”, de resistir ao “contínuo harmonioso pelo descontínuo gritante; [a poesia] resiste ao descontínuo gritante pelo contínuo harmonioso. Resiste aferrando-se à memória viva do passado; e resiste imaginando uma nova ordem que se recorta no horizonte da utopia [...] o ser da poesia contradiz o ser dos discursos correntes”.
Pensar a poesia do século XX, o infame século dos extremos, é refletir também sobre as guerras e conflitos, os horrores, os momentos de sofrimento, luto e dor que a geraram. Alfredo Bosi, em seu ensaio Poesia e resistência, (BOSI, 1997, p.158), afirma que os momentos “sofridos e insofridos” da experiência individual, da “práxis” são capazes de gerar poesia: “a recusa irada do presente, com vistas ao futuro, tem criado textos de inquietante força poética”. Walter Benjamin, em suas teses sobre o conceito de história (BENJAMIN, 1994, p.224), nota que “a verdadeira imagem do passado perpassa, veloz. O passado só se deixa fixar, como imagem que relampeja irreversivelmente, no momento em que é reconhecido”. A imagem poética é, assim, capaz de fixar o passado e a história, é o elemento de transformação social que
a poesia, com sua força de verdade intuitiva, antecipa e produz, em qualquer tempo histórico. A poesia serve como documento da cultura, da transmissão da cultura, e nesse sentido, como nota Benjamim, ela não consegue deixar de refletir os horrores do seu tempo, a barbárie que a gerou. A poesia é também, ainda conforme Bosi (1997, p. 146), uma forma de resistir à “falsa ordem, à barbárie, ao caos”, de resistir ao “contínuo harmonioso pelo descontínuo gritante; [a poesia] resiste ao descontínuo gritante pelo contínuo harmonioso. Resiste aferrando-se à memória viva do passado; e resiste imaginando uma nova ordem que se recorta no horizonte da utopia [...] o ser da poesia contradiz o ser dos discursos correntes”. É pensando nas relações entre poesia, corpo histórico e resistência, que nos interessa discutir as formas em que a poesia feminina elabora os traumas individuais e coletivos e resiste à desagregação e degradação impostas pela história.


Metodologia:
O curso pretende apresentar e discutir a poesia feminina italiana produzida na segunda metade do século XX até a contemporaneidade, refletindo sobre questões históricas e sociais, sobre as formas de resistência da poesia feminina e o poema como forma de representação da história e da cultura. O curso será oferecido remotamente. As aulas serão expositivas, realizadas a partir da leitura e discussão de textos poéticos e de crítica literária. Além dos textos poéticos, serão disponibilizados materiais diversos, como vídeos e áudios sobre as poetas escolhidas e os conteúdos disponibilizados servirão como instrumentos para discussões das temáticas do curso, ampliando o desenvolvimento e a compreensão da poesia feminina.


Cronograma
17 de maio: De que forma a poesia feminina existe (e resiste) na contemporaneidade: a
voz das mulheres na poesia italiana e na poesia brasileira
24 de maio: Sociedade e empenho: As Variações bélicas de Amélia Rosselli
31 de maio: Misticismo e erotismo em Alda Merini e Hilda Hist
7 de junho: O cotidiano irrompe a poesia: Meus poemas não mudarão o mundo de
Patrizia Cavalli e A teus pés, de Ana Cristina César


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANNOVI, Gian Maria. Altri corpi. Poesia e corporalità negli anni Sessanta. Bologna: Gedit,
2008.
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de Pádua Danesi. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
BARTHES, Roland. Fragmentos de um discurso amoroso. 5ª. ed. Trad. Hortênsia dos Santos.
Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1985.
BENJAMIN, Walter. Magia e técnica. Arte e política. Ensaios sobre literatura e história da
cultura. Trad. Sergio Paulo Rouanet. 7ª. ed. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1994. (Obras
escolhidas, vol.1).
________ Charles Baudelaire: um lírico no auge do capitalismo. Trad. José C. M. Barbosa e
Hemerson A. Baptista. São Paulo: Editora Brasiliense, 1989. (Obras escolhidas, v. 3).
BERARDINELLI, A. Da poesia à prosa. Trad. Mauricio Santana Dias. São Paulo: CosacNaify,
2007.
___________ Não incentivem o romance e outros ensaios. Trad. Doris N. Cavallari, Francisco
Degani, Patricia de Cia. São Paulo: Nova Alexandria/Humanitas, 2007.
BOSI, Alfredo. O ser e o tempo da poesia. São Paulo: Cultrix, 1997.
______ (Org.) Leitura de poesia. São Paulo: Ed. Ática, 1996.
CAVALLI, Patrizia. Poesie (1974-1992). Torino: Einaudi, 2002.
_______ Meus poemas não mudarão o mundo. Trad. Claudia Tavares Alves. Ed. Jabuticaba,
2021.
CORTELLESSA, Andrea. La fisica del senso: saggi e interventi su poeti italiani dal 1940 a
oggi. Roma: Fazi, 2006.
DIAS, M. Santana. Poetas italianos do século XX: breve antologia. Revista de Italianística. São
Paulo: USP. N. 16, 2008. Disponível
em:  https://www.revistas.usp.br/italianistica/article/view/88334/91211
FALEIROS, Álvaro. Traduzir o poema. São Paulo: Ateliê Editorial, 2012.
FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa. Mulheres, corpo e acumulação primitiva. Trad. Coletivo
Sycorax. São Paulo: Editora Elefante, 2017.
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Traduzida&quot;, v. 1, n. 10, out. 2020. https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/213290
________ “Ecos do manicômio num poema de Alda Merini”. In “Literatura Italiana Traduzida”,
v.1., n.4, abril. 2020. Disponível em  https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/209884
_________ “A poesia: leitura de um poema de Alda Merini”. In “Literatura Italiana Traduzida”,
v.1., n.3, março. 2020.
Disponível em  https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/209917
LORENZINI, Niva. Corpo e poesia nel novecento italiano. Milano: Bruno Mondadori, 2009.
MELANDRI, Lea. Come nasce il sogno d&#39;amore. Torino: Bollati Boringhieri, 2002.
MENGALDO, Pier Vincenzo. Poeti Italiani del Novecento. Milano: Mondadori, 1978.
PETERLE, Patricia; SANTI, Elena. Vozes: cinco décadas de poesia italiana. Rio de Janeiro:
Comunità Italiana, 2017.
PRETE, Antonio. Il cielo nascosto. Grammatica dell’interiorità. Torino: Bollati Boringhieri,
2016.
PASOLINI, P. P., Saggi sulla letteratura e sull’arte. Org. Walter Siti e Stefano De Laude.
Milano: Mondadori 1999. (I Meridiani)
ROSSELLI, Amelia. Variazioni belliche. Org. Emmanuela Tandello. Milano: Garzanti, 2021.
_________ Le poesie. Org. Emmanuela Tandello. Milano: Garzanti, 2019.
_________ Traduzioni e autotraduzioni. Istinto di morte e istinto di piacere in Sylvia Plath. In:
ROSSELLI, A.  L’Opera poetica. Org. S. Giovannuzzi. Milano: Mondadori, 2012. (I Meridiani)
TESTA, Enrico. Cinzas do século XX: três lições sobre a poesia italiana. Org. P. Peterle e S. de

Gaspari. Rio de Janeiro: 7Letras, 2016.
ZORAT, A. La poesia femminile italiana dagli anni settanta a oggi. Percorsi di analisi testuale.
Université Paris IV Sorbonne/Università degli Studi di Trieste, 2009.

Programa

Aula 1: Apresentação panorâmica do curso. Uma breve introdução sobre os estudos de recepção dos clássicos, sobre a fábula, sobre Millôr Fernandes e sobre Esopo. Conceitos-chave nas análises de textos em diálogo.

Aula 2: Sobre as muitas fábulas e a tradição fabular no Ocidente: Esopo, Fedro, La Fontaine, Lobato e Millôr. Apresentação das diversas possibilidades do termo “fábula”, entre ato de fala, gênero literário e manifestação cultural humana. Percurso da fábula entre os principais fabulistas do ocidente até Millôr Fernandes.

Aula 3: Fábula esópico-milloriana: “A galinha dos ovos de ouro”. Introdução ao corpus e às fábulas em que Millôr se filia a Esopo. Análise específica de “A galinha dos ovos de ouro”, com o intuito de esclarecer os procedimentos de recepção do autor. O que um texto ilumina sobre o outro? Qual é a intenção de Millôr ao mobilizar tal texto? Qual o capital de reconhecimento envolvido na filiação à tradição esópica? Qual o contexto de produção dessa fábula milloriana?

Aula 4: Incursões mitológicas: a fábula “Sísifo”. Introdução às fábulas mitológicas criadas por Millôr. Análise da fábula “Sísifo”, suscitando reflexões sobre como o autor aproveita o modelo fabular-esópico para matérias além da tradição esópica. Que textos são mobilizados na recepção de Millôr? Como abordar um possível “texto-base”, no conceito de “referencial culturalmente disperso”? Novamente, o que cada texto ilumina, dialoga e esclarece na relação com o outro? Fechamento do curso.

Bibliografia:

BAKOGIANNI, A. “O que há de tão ‘clássico’ na recepção dos clássicos? Teorias, metodologias e perspectivas futuras”. Codex, Rio de Janeiro, v. 4, n. 1, 2016. pp. 114-131. Disponível em https://revistas.ufrj.br/index.php/CODEX/article/view/3341. Acesso em 27/Ago/2022.
BUDELMANN, Felix. HAUBOLD, Johannes. “Reception and Tradition”. In: HARDWICK, Lorna. STRAY, Christopher (Eds.). A Companion to Classical Receptions. West Sussex: Willey-Blackwell, 2011. pp. 13-25.
DEZOTTI, Maria Celeste Consolin (Org.). A tradição da Fábula: de Esopo a La Fontaine. São Paulo: Editora UNESP, 2018.
ESOPO. Dezotti, Maria Celeste Consolin (Trad). BERLINER, Eduardo (Ilustr.). DUARTE, Adriane da Silva (Apres.). Esopo – fábulas completas. São Paulo: Cosac Naify, 2013.
FERNANDES, Millôr. Eros uma vez. São Paulo: Círculo Editorial, 1987.
__________________. 100 Fábulas Fabulosas. Rio de Janeiro: Record, 2003.
FIORIN, José Luiz. “Millôr e a destruição da Fábula”. Alfa: Revista de Linguística, Vol. 30/31. São Paulo, 1987. pp. 85-94. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/alfa/article/view/3780. Acesso em 25/Ago/2022.
GANTZ, Timothy. Early Greek myth: a guide to literary and artistic sources. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 1993.
HOMERO. NUNES, Carlos Alberto (trad.). Odisseia. São Paulo: Hedra, 2011.
KITCHELL, Kenneth. F. Jr. Animals in the ancient world from A to Z. Nova Iorque: Routledge, 2014.
KLEVELAND, Anne Karine. “Augusto Monterroso y la fábula en la literatura contemporánea”. América Latina Hoy, 30. Salamanca: Ediciones Universidad de Salamanca, 2002. pp. 119-155. Disponível em: https://revistas.usal.es/cuatro/index.php/1130-2887/article/view/2354. Acesso em 24/Nov/2023.
NIKOLOUTSOS, Konstantinos. GONÇALVES, Rodrigo Tadeu. “Classical Tradition in Brazil: Translation, Rewriting, and Reception”. Caletroscópio, Vol. 6, N. 1, 2018. pp. 11-20. Disponível em: https://periodicos.ufop.br/caletroscopio/article/view/3813. Acesso em 1o/Set/2022.
OVÍDIO. DIAS, Domingos Lucas (trad.). São Paulo: Editora 34, 2017.
PFROMM NETTO, Samuel. “De Esopo e Fedro aos Muppets: a trajetória da Fábula”. IN: FEDRO. NEVES, Mesquita (Trad.). Fábulas (2ª Ed.). Campinas: Átomo, 2016.
PORTELLA, Oswaldo O. “A fábula”. Revista Letras, n. 32, Curitiba, 1983. pp. 119-138. Disponível em https://revistas.ufpr.br/letras/article/view/19338. Acesso em 8/Dez/2022.

 

Programa

As 6 aulas serão distribuídas em duas partes que contemplarão os gêneros literários enfocados no curso, na primeira parte poesia e na segunda parte drama. Os textos serão disponibilizados, sempre que possível, em português.

Aula 1: Introdução (Calibã e a bruxa, de Silvia Federici, e três poemas de Emily Dickinson)

Aula 2: A espécie das bruxas e das poetas (“Her Kind”, de Anne Sexton, e “Witch Burning”, de Sylvia Plath)

Aula 3: O ofício da escrita como criação mágica (“The Black Art” e “Snow White and the Seven Dwarfs”, de Anne Sexton)

Aula 4: As Bruxas de Salém (1953), de Arthur Miller: Alegoria política e raça

Aula 5: Vinegar Tom (1976), de Caryl Churchill: Teatro épico e classe

Aula 6: The Last Witch (2009), de Rona Munro: História e formas teatrais contemporâneas

Bibliografia

Obras
CHURCHILL, Caryl. Vinegar Tom. In: Plays: 1. Londres: Bloomsbury, 1985.
DICKINSON, Emily. 593. in: The complete poems of Emily Dickinson. Little, Brown and Company: Boston, Toronto. 1976.
_____________. 1158. in: The complete poems of Emily Dickinson. Little, Brown and Company: Boston, Toronto. 1976.
_____________. 1583. in: The complete poems of Emily Dickinson. Little, Brown and Company: Boston, Toronto. 1976.
MILLER, Arthur. The Crucible. London: Penguin, 2003.
MUNRO, Rona. The Last Witch. London: Nick Hern, 2009.
PLATH, Sylvia. Witch Burning. in: Collected Poems. Faber & Faber: London. 2002.
SEXTON, Anne. Her Kind. in: The Complete Poems, pp.224-229. Boston: Houghton MifflinCo. 1981.
_____________. The Black Art. in: The Complete Poems, pp.224-229. Boston: Houghton MifflinCo. 1981.
_____________. Snow White and the Seven Dwarfs. in: The Complete Poems, pp.224-229. Boston: Houghton MifflinCo. 1981.

Geral (outras referências serão mencionadas ao longo do curso)
AL-WATTAR, Shaymaa Zuhair. The Witch as Self-representation in the Poetry of Anne Sexton, Sylvia Plath, and Eavan Boland. 2013. Adab Al-Rafidayn, vol. 68. p. 141-166.
ARCHIBALD, David. History in Contemporary Scottish Theatre. In: BROWN, Ian (ed.). The Edinburgh Companion to Scottish Drama. Edinburgh: Edinburgh University Press, 2011.
CANDIDO, Antonio. O estudo analítico do poema. 3 ed. Humanitas Publicações: São Paulo. 1996.
DAVIS, Angela. Mulheres, Raça e Classe. São Paulo: Boitempo, 2016.
EAGLETON, Terry. How to read a poem. Oxford: Blackwell Publishing, 2007.
ENGELS, Friedrich. A origem da família, da propriedade privada e do Estado. São Paulo: Boitempo, 2019.
FEDERICI, Silvia. Calibã e a Bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. São Paulo: Editora Elefante, 2017.
OSTRIKER, Alicia Suskin. Ladras da linguagem: poetas mulheres e a criação revisionista de mitos. Tradução de Emanuela Siqueira. Caderno de leituras n.141. Edições Chão da Feira: fev. 2022. Disponível em: https://chaodafeira.com/wp-content/uploads/2022/02/cad141-ladras-da-lin…
REINELT, Janelle. On feminist and sexual politics. In: ASTON, Elaine & DIAMOND, Elin (eds.) The Cambridge Companion to Caryl Churchill. London: Cambridge University Press, 2009.
ROSENFELD, Anatol. O teatro épico. São Paulo: Editora Perspectiva, 2014.
SZONDI, Peter. Teoria do drama moderno (1880-1950). São Paulo: Cosac Naify, 2011.
WERTHEIM, Albert. The McCarthy Era and the American Theatre. Theatre Journal, Vol. 34, No. 2, Insurgency in American Theatre, 1982, pp. 211-222. Disponível em: www.jstor.org/stable/3207451

Programa

Dia 1: Painel interdisciplinar para apresentação da complexidade do PLN
Dia 2: Aplicações e debates referentes às Ciências Sociais;
Dia 3: Estado da arte e questões Linguísticas;
Dia 4: Algoritmos, construções de códigos e horizontes da Ciência da Computação.

Essa metodologia busca estimular o pensamento crítico e a inovação, incentivando os participantes a desenvolverem projetos próprios que integrem IA e humanidades. O uso de Python e a análise de dados reais garantirão que os conceitos abordados sejam aplicáveis em contextos acadêmicos e profissionais.

Ao democratizar o acesso às ferramentas computacionais e promover uma visão plural sobre a IA, este curso fortalece a interdisciplinaridade e prepara pesquisadores, professores e estudantes brasileiros para atuarem de forma ativa e inovadora no cenário global.

Programa

Aula 1: apresentação do curso e aspectos gerais da história chinesa. Nesta aula faremos uma breve apresentação sobre a história chinesa desde a Dinastia Qing (1644-1911) até o governo de Jiang Zemin, buscando contextualizar em linhas gerais os principais desafios econômicos, sociais e políticos enfrentados pelas lideranças chinesas em cada período, tendo em vista o contexto doméstico e o internacional. Essa aula será importante para que os alunos tenham uma visão geral do processo que será estudado mais detidamente nas aulas seguintes.
ROUX, Alan. A China no século XXI. Portugal: Instituto Piaget, 2006.
SPENCE, Jonathan. Em busca da China moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1995

Aula 2: modernização reformista. Nesta aula discutiremos a crise da dinastia Qing a partir de meados do século XIX e as tentativas de reforma intentadas pelas elites imperiais, com destaque para o movimento de auto-fortalecimento (1861-1895) e a reforma dos Cem Dias (1898).
SPENCE, Jonathan. Em busca da China moderna (capítulos 9 e 10)). São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
BARY, THEODORE; LUFRANO, Richard (ed.). Sources of Chinese Tradition: from 1600 to
Twentieth Century (capítulo 31). Columbia: Columbia University Press, 2000.

Aula 3: modernização nacionalista. Nesta aula discutiremos a instauração da republica na China em 1912 e as tentativas de modernização a partir da configuração de um novo estado nacional. Diferentemente do primeiro caso, durante a República Nacional (1912-1949), a sociedade civil teve grande participação nos projetos modernizadores, como nos casos do Movimento da Nova Cultura (1910-1920) e no Movimento 4 de Maio de 1919. Nesta aula também discutiremos o papel de Sun Yat- sen e sua visão de modernização a partir dos “Três Princípios do Povo”.
SPENCE, Jonathan. Em busca da China moderna. (capítulos, 12 e 13) São Paulo: Companhia das Letras, 1995
BARY, THEODORE; LUFRANO, Richard (ed.). Sources of Chinese Tradition: from 1600 to Twentieth Century (capítulo 32). Columbia: Columbia University Press, 2000.
SUN, Yat-sen. “Três Princípios do Povo”. Disponível em: https://www.marxists.org/portugues/sun-yat-sen/1924/03/index.htm

Aula 4: modernização revolucionária: Nesta aula discutiremos as tentativas de modernização durante o período maoísta, com destaque para o Grande Salto para a Frente (1958-1962) e a Revolução Cultural (1966-1969). Neste período, sob a liderança de Mao, as tentativas de modernização passam pela mobilização das massas, não sendo uma reforma interna ao regime, como no primeiro caso, nem uma mobilização da burguesia e da sociedade civil.
SPENCE, Jonathan. Em busca da China moderna. (capítulos 20 e 21) São Paulo: Companhia das Letras, 1995
MAO, Zedong. “Speech at Conference of Provincial and Municipal Committee Secretaries”. Disponível em: https://www.marxists.org/reference/archive/mao/selected-works/volume-8/…

Aula 5: modernização cosmopolita. Nesta aula discutiremos o projeto de modernização iniciado com o processo de abertura de finais dos anos 1970. Após a morte de Mao e sob a liderança de Deng Xiaoping, o país busca se abrir para o mundo, permitindo a participação do capital internacional e adotando uma política menos combativa em termos políticos. Nesta aula discutiremos a instalação das Zonas Econômicas Especiais nos anos 1980 por Deng Xiaoping e a Teoria das Três Representações, formulada por Jiang Zemin e que buscou sedimentar teoricamente o novo modelo de desenvolvimento do país, permitindo inclusive a participação de setores da burguesia nacional no Partido.
SPENCE, Jonathan. Em busca da China moderna (capítulos 22 e 23). São Paulo: Companhia das Letras, 1995
JIANG, Zemin. “Discurso pronunciado na celebração do 80º Aniversário da Fundação do Partido Comunista da China. In: JIANG, Zemin. Reforma e construção da China. Rio de Janeiro: Record, 2002.

Programa

AULA 1 (22/07/2020). Saúde e Estatística: A importância da informação.
Nos estudos da situação de saúde de uma população é importante ter dados que refletem a realidade dessa população. Esses dados se transformam em informações sobre o quadro de saúde e doença dos indivíduos de uma localidade. Tais informações também são necessárias para manter a população informada sobre seu direito aos serviços disponíveis bem como, para fornecer dados sobre a população ao Estado, para subsidiar processos de planejamento, gestão e avaliação de políticas. A aula abordará as principais fontes de informação em Saúde e seus usos e aplicações.


AULA 2 (24/07/2020). Saúde e Geografia: Uma abordagem multidisciplinar.
O raciocínio espacial é uma questão de sobrevivência para o ser humano. Pensar como as doenças se distribuem no espaço geográfico e se associam com fatores ambientais, socioeconômicos, políticos e com o acesso aos serviços de saúde permite elaborar estratégias para otimização dos recursos e para enfrentamento de doenças e crises sanitárias. Por meio de tais associações também conseguimos inferir sobre as desigualdades na sociedade que se refletem em desigualdades em saúde e decidir sobre meios para diminuir suas causas estruturais. A aula vai abordar como a Geografia pode contribuir para a melhor compreensão de doenças e desigualdades em saúde, os limites de sua contribuição e como deve interagir de forma multidisciplinar no esforço de contribuir para o bem-estar das populações.


AULA 3 (27/07/2020). Violência e Geoinformação: Análise espaço-temporal de registros de crimes e mortalidade.
A sociedade é produzida por mudanças sociais, convergentes em certos aspectos e divergentes em outros. Nos grandes centros urbanos essas formas surgem, se desenvolvem, retrocedem ou desaparecem com grande velocidade. Refletindo sobre esse contexto, a aula tem um duplo propósito: analisar os registros oficiais de mortalidade violenta e a variabilidade espaço-temporal desses registros empregando Sistemas de Informação Geográfica e técnicas de geoestatísticas.


AULA 4 (29/07/2020). Conflitos sociais e Sociologia: Violência urbana, conflito social e desfechos fatais.
A vida nas metrópoles contemporâneas é caracterizada pela intensidade e por diferentes modalidades de conflitos sociais e interpessoais. Parte desses conflitos converge para desfechos fatais, materializados em registros de ocorrências policiais de homicídios. A partir de considerações de ordem teórica, fundamentadas na sociologia dos conflitos sociais, a aula explora as explicações sociológicas correntes na literatura especializada, enfatizando tanto razões de ordem subjetiva quanto as de natureza objetiva.

Método


Utilização de metodologias ativas de aprendizagem para situações e exposições dialogadas, envolvendo o professor e os alunos, apoiados por recursos audiovisuais fotografias, ilustrações, vídeos, infográficos, charges etc.) e dinâmicas participativas. Curso ministrado em Google Meet (hangout), para aulas ao vivo transmitidas por vídeo em streaming.


Bibliografia

Adorno, S. "Violência e crime: sob o domínio do medo na sociedade brasileira" in Cidadania, um projeto em construção. André Botelho e Lilia Moritz-Schwarcz (orgs). São Paulo: Claro Enigma, 2012, 1.ed., p.70-81.
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Assunção RM. “Mapas de mortalidade”. São Paulo: Mimeo; 1996.
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Peres, MFT; Vicentin, D; Nery, MB; Lima, RS; Souza, ER; Cerda, M, Cardia, Nancy; Adorno, S. “Queda dos homicídios em São Paulo, Brasil: uma análise descritiva”. Rev Panam Salud Publica. 2011;29(1):17–26.
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Moraes Filho, E (org). “Simmel”. Grandes Cientistas Sociais, 34, São Paulo: Ática, 1983 – capítulos: 8-10, p. 122-164.
Soares, GAD. "Algumas questões teóricas". In Não matarás. Desenvolvimento, desigualdade e homicídios. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2008, 1.ed., cap. 5, p. 146-182.
Villaça F. “Espaço intra-urbano no Brasil”. São Paulo: FAPESP; 1998.
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Wieviorka, M. “O novo paradigma da violência”. Tempo Social. Revista de Sociologia da USP, 9(1): 5-41, 1997, maio.

Programa

O programa conta com cinco aulas de duas horas cada. O 1º bloco de aulas visa a apresentar o aluno ao tema da analogia em geral e sua elaboração em Kant. O 2º bloco visa a fornecer ao aluno uma interpretação possível de um tema da história da Filosofia a partir do tema da analogia.

1º Bloco:

1ª Aula: Apresentação geral do tema da analogia.
Para apresentar o tema da analogia utilizaremos os exemplos de Descartes (analogia do animal-máquina) e de Hume (analogia da circulação do sangue nas plantas e animais), bem como outros exemplos ainda presentes na linguagem contemporânea, como as analogias utilizadas pela Economia, que compara o Estado a um organismo, ou as analogias utilizadas pela neurociência, que entende o cérebro como um computador. Insinuaremos brevemente a que conclusões essas analogias necessariamente levam, se tomadas seriamente.

2ª Aula: Apresentação da concepção analógica de Kant
Apresentaremos as asserções contidas a esse respeito na Lógica Jäsche, que distingue com maior precisão, ao contrário do que fazia Hume, analogia de inferência analógica. Um autor fundamental para comentar essa passagem é François Marty, e sua obra “La Naissance de la Métaphysique chez Kant”. Enfatizaremos, a partir da Lógica Jäsche, que, para Kant, a analogia se faz dentro do mesmo gênero, o que significa que se deve tomar muito cuidado para não aproximar analogicamente objetos totalmente díspares entre si. Desse modo, contraporemos à analogia cartesiana as asserções feitas no §90 da CFJ.

3ª Aula: Exposição de um uso kantiano da analogia
Em consonância com o que foi dito na aula passada, retomaremos a discussão do §90, acrescentando as reformulações da teoria do esquematismo presentes no §59 desse mesmo livro, com especial atenção para a analogia que Kant estabelece entre o Estado monárquico e um organismo, e o Estado despótico e o moinho manual. Traremos, em perspectiva, a concepção de Thomas Hobbes, que no início do Leviatã, traça diversas analogias do Estado e do organismo, mas pensa ambos a partir de um modelo mecânico.

2º Bloco:

4ª Aula: Que aproximações são possíveis?
Depois de ter, em linhas gerais, apresentado o tema da analogia bem como sua tematização a partir de Kant, ganhamos a possibilidade de discutir as posições kantianas mais a fundo. Para tanto, inspirar-nos-emos no capítulo VIII de “Kant e o Fim da Metafísica” de Gérard Lebrun, intitulado “O simbolismo analógico”. Com esta referência desejamos aprofundar a discussão acerca do critério lógico da analogia, bem como do critério material, mostrando como a analogia descuidada ignora as diferenças qualitativas entre os objetos, estabelecendo apenas diferenças quantitativas e, com bastante frequência, lastreia teses metafísicas que não poderiam existir sem ela. Assim, faremos referência ao §80 da CFJ onde identificamos um momento em que o próprio Kant recua de um procedimento analógico comum à sua época, mas que falhava ainda em fazer ressaltar o critério para a aproximação de objetos díspares. Mostraremos a partir desse registro como o uso correto da analogia pode indicar um outro caminho analógico para o próprio Kant.

5ª Aula: A mathesis
Dando continuidade ao desenvolvimento da aula passada, concluiremos com uma aplicação possível do tema da analogia para a compreensão de uma interpretação acerca da história da Filosofia. Desejamos situar a mudança de epistemé apontada por Foucault em “As Palavras e as Coisas” a partir do tema da analogia. Desse modo, exploraremos a conexão do que se deve licitamente entender pela mathesis, que é característica, segundo esse filósofo, da Idade Clássica da representação, e o uso inadequado, segundo a perspectiva de Kant, da analogia. Para tanto também levaremos em conta o livro supracitado de Lebrun, bem como o artigo, “Note sur la Phénoménologie dans Les Mots et les Choses”.

Referências Bibliográficas:

DESCARTES, R. Discurso do Método. Trad. J. Guinsburg e Bento Prado Júnior. São Paulo: Nova Cultural, 1996.

DIDEROT, D. Da interpretação da natureza e outros escritos. Trad. Magnólia Costa Santos. São Paulo: Iluminuras, 1989.

HUME, D. Tratado da natureza humana. trad. Debora Danowski. 2a ed. São Paulo: Unesp, 2014

KANT, I. Crítica da Faculdade de Julgar. Trad. Fernando Costa Mattos. Petrópolis: Vozes, 2016.

________. Lógica. Tradução do texto original estabelecido por Gottlob Benjamin Jäsche de Guido Antônio de Almeida. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro. 2011.

LEBRUN, G. Kant e o Fim da Metafísica. Trad. Carlos Alberto Ribeiro de Moura. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

________. Note sur la Phénoménologie dans Les Mots et les Choses. In: Michel Foucault Philosophe, Rencontre Internationale, Janvier 1988. Paris: Seuil, 1989.

________. Œuvre d’art ou œuvre de l’art in Kant sans kantisme. 1. Ed. Paris: Fayard, 2009.

LENOIR, T. Kant, Blumenbach, and Vital Materialism in German Biology. Isis, v. 71, n. 1, p.77-108, 1980.

MARQUES, António. Organismo e Sistema em Kant. Lisboa: Editorial Presença, 1987.

MARTY, François. La Naissance de la Métaphysique chez Kant. Paris : Éditions Beauchesne, 1980.

RICHARDS, Robert, J. Kant and Blumenbach on the Bildungstrieb: A Historical Misunderstanding. Stud. Hist. Phil. Biol; & Boimed. Sci., v. 31, n. 1, p. 11-32, 2000.

SCHLANGER, J. Les Métaphores de l’organisme. Paris : Vrin, 1917.