Programa

Tópicos do Curso:

a) Contexto Histórico do Fascismo:
a.1 - O período de guerras, crises e revoluções;
a.2 - O perigo que vem da Rússia;
a.3 - A Revolução Alemã e República de Weimar;
a.4 - A Itália de Benito Mussolini;
a.5 - Nazismo e contrarrevolução;

b) A teoria político explica o fascismo:
b.1 - A literatura antifascista sobre o fascismo;
b.2 - A análise do fascismo de Franz Neumann: o Behemoth;
b.3 - Psicologia do fascismo: Adorno e a personalidade autoritária;
b.4 - Hannah Arendt e a análise do totalitarismo;

c) Debate e pesquisas contemporâneas:
c.1 - Pesquisas recentes sobre o fascismo;
c.2 - Três Interpretações sobre o fascismo: Robert Paxton, Michael Mann e Enzo Traverso;
c.3 - Estudando as experiência políticas concretas na atualidade (Trump, Bolsonaro, Erdogan, Mateo Salvini, Viktor Orban);

Cronograma:

Aula 1 - Dia 09/06
● Por que o Fascismo se Tornou um Tema Novamente?
- Conjuntura política na última década;
- É preciso voltar ao fascismo histórico;
- A Europa do entre guerras;

Aula 2 - Dia 14/06 (No dia 16 teremos feriado)
● As características teóricas do fascismo (I)
- Fascismo alemão e italiano;
- Primeiras interpretações sobre o fascismo: a leitura marxista de Antonio Gramsci e Leo Trotsky;
- A fusão de Gramsci, Trostky e Althusser (a atualização de Nicos Poulantzas);

Aula 3 - Dia 23/06
● As características teóricas do fascismo (II)
- Teoria crítica e a interpretação do fascismo
- A organização do Estado fascista: o Behemoth de Franz Neumann;
- Sociologia e psicologia dos fascistas: as pesquisas sobre personalidade autoritária de Theodor Adorno;

Aula 4 - Dia 30/06
● Teoria política e a interpretação do fascismo
- A obra As Origens do Totalitarismo de Hannah Arendt;

Aula 5 - Dia 07/07
● O debate contemporâneo
- A crise da economia capitalista de 2008;
- A resposta dos conservadores, liberais e da direita intransigente;
- Duas interpretações contemporâneas do fascismo: Robert Paxton (A Anatomia do Fascismo) e Michael Mann (Fascistas)

Aula 6 - Dia 14/07
● O governos de direita (política contemporânea)
- Do fascismo aos Estados Unidos de Donald Trump: a contribuição de Enzo Traverso;
- A contribuição da New Left Review: Quem é Trump e os governos conservadores? (A leitura de Dylan Riley);
- O Brasil de Bolsonaro: fascismo ou o cinismo brasileiro que não serve mais?

Bibliografia Básica

ADORNO, Theodor. Estudos sobre a Personalidade Autoritária. São Paulo. Unesp,
ARENDT, Hannah. As Origens do Totalitarismo. São Paulo. Companhia das Letras, 2013.
BALAKRISHNAN, Gopal. CounterStrike West. New Left Review, nº 104, 2017.
GRAMSCI, Antonio. Escritos do Cárcere. (2 Volumes) Rio de Janeiro. Civilização Brasileira, 2004.
HOBSBAWN, Eric. A Revolução Mundial. In: A Era dos Extremos: o breve século XX 1914-1991. São Paulo. Companhia das Letras.
LÊNIN, Vladimir. Imperialismo fase Superior do Capitalismo. São Paulo. Boitempo, 2021.
LOUREIRO, Isabel. A Revolução Alemã: 1918-1923. Unesp, 2005.
MANN, Michael. Fascistas. Rio de Janeiro. Record, 2008.
MAYER, Arno. A Dinâmica da Contra-Revolução na Europa: 1870-1956. Paz e Terra, 1977.
NEUMANN, Franz. Behemoth: Pensamiento y acción en el nacional-socialismo. Mexico D. F. Fondo de Cultura Económica, 1983.
PAXTON, Robert. A Anatomia do Fascismo. São Paulo. Paz e Terra, 2008.
POULANTZAS, Nicos. Fascismo e Ditadura. São Paulo. Martins Fontes, 1978.
RILEY, Dylan. Enigmas of Fascism. New Left Review, nº 30, 2004.
___________ What Is Trump? New Left Review, nº 114, 2018.
TOGLIATTI, Palmiro. Lições sobre o Fascismo. São Paulo. Editora Ciências Humanas, 1978.
TRAVERSO, Enzo. As Novas Faces do Fascismo. Belo Horizonte, 2021.
TROTSKY, Leon. Revolução e Contra-Revolução na Alemanha. São Paulo. Editora Ciências Humanas, 1979.

Programa

Aula 01 - A teoria que é possível
Breve panorama das teorias e métodos que as Ciências Sociais já produziram sobre o fenômeno da comunicação social
-
Leitura Obrigatória:
THOMPSON, John B. Ideologia e cultura moderna: teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995. p. 9-39.
HJARVARD, Stig. Midiatização: teorizando a mídia como agente de mudança social e cultural. Matrizes, São Paulo - SP, Ano 5 – nº 2, p. 52-91, jan./jun. 2012. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/1430/143023787004.pdf Acessado em 14/09/2023
-
Leitura Complementar:
POLISTCHUK, Ilana. TRINTA, Aluízio Ramos. Teorias da Comunicação: o pensamento e a prática da Comunicação Social. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003. p. 55-73.


Aula 02 - Entrando na esteira
Descreve os ambientes e rotinas de produção no jornalismo, publicidade e indústria cultural, com ênfase na atividade profissional de assessoria de imprensa
-
Leitura Obrigatória:
TRAQUINA, Nelson. Teorias do Jornalismo. A tribo jornalística: uma comunidade interpretativa transnacional. Florianópolis: Insular, 2005. p. 61-101.
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Leitura Complementar:
HALLIDAY, Tereza Lúcia. Vozes do discurso: o conceito de persona em teoria da comunicação. Comunicação e Sociedade, São Bernardo do Campo - SP, n 26, p. 107-119, 1996. Disponível em:
https://www.metodista.br/revistas/revistas-metodista/index.php/CSO/arti…


Aula 03 - Criando a esteira
Aborda a escolha de suporte (texto, áudio, vídeo), produção de roteiro e identidade visual para começar o planejamento de um produto de divulgação científica. Toma como estudo de caso o podcast “O 08 de Janeiro”, desenvolvido por alunos de Ciências Sociais da USP sob coordenação da Profa. Angela Alonso.
-
Leitura Obrigatória:
CESPEDES, Fernando. Ser Sonoro, da tese ao podcast: um relato de experiência. In: VICENTE, Eduardo (org). Sonoridades Midiáticas: Rádio, Música e Cinema. São Paulo - SP: ECA-USP: TikiBooks, 2023.
O 08 DE JANEIRO. [locução de]: Flora Araújo [et al]. São Paulo-SP: Departamento de Sociologia; Universidade de São Paulo; 31 ago. de 2023. Podcast. Disponível em: https://open.spotify.com/show/5bIXrWgd9AUpxkMML6WHO2 - Acessado em 19/09/2023
-
Leitura Complementar:
BARBEIRO, Heródoto, LIMA, Paulo Rodolfo de. Manual do radiojornalismo. Rio de Janeiro: Campus, 2001.
BITTENCOURT, Luís Carlos. Manual de telejornalismo. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1993.


Aula 04 - O fim do começo
Aborda noções de performance, acústica e iluminação para captação de áudio e vídeo, além de abrir espaço para discutir ideias dos alunos para suas próprias atividades de divulgação científica.
-
Leitura Obrigatória:
SOARES, Rosana de Lima. VICENTE, Eduardo. Vozes periféricas: sonoridades e visibilidades em podcasts jornalísticos. In: VICENTE, Eduardo (org). Sonoridades Midiáticas: Rádio, Música e Cinema. São Paulo - SP: ECA-USP: TikiBooks, 2023.
-
Leitura Complementar:
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. Porto Alegre - SR: L&PM, 2022.

Programa

Encontro 1: Tomando pé nas águas e nos poderes das Iabás.
Encontro que introduz a temática da mitologia das iabás (orixás femininos) e justifica os recortes apresentados ao longo do curso. Neste encontro, músicas, mitos e a experiência de pesquisa de mestrado e doutorado da ministrante serão utilizados para aproximar os inscritos no curso do assunto central das discussões.

Referências:
CAMPBELL, Joseph. O poder do mito. Trad. Carlos Felipe Moisés. São Paulo: Palas Athena, 1990.
PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
SALLES BENTO, Oluwa Seyi. Orixá e Literatura brasileira: a esteticização da deusa afro-brasileira Oxum em narrativas de Mário de Andrade, Jorge Amado e Conceição Evaristo. 2021, 203f. Dissertação (Mestrado em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2021.


Encontro 2: Oxum, a deusa das artes, dos ventres e do ouro.
Este encontro apresenta o orixá Oxum, uma das divindades afro-brasileiras mais conhecidas e cultuadas do país. Propõe, a partir da leitura e da análise literária, aproximações entre relatos de ordem mítica e obras literárias do gênero poesia e prosa que elegem este orixá como sujeito central.

Referências:
LIMA, Luís Felipe de. Oxum. Pallas: Rio de Janeiro, 2012.
SÀLÁMI, Síkírù. (Babá King). Oxum: Orixá do Amor e do Progresso. [S.l.]: Centro Cultural Oduduwa, 2019.
VALDÉS, V. K. Oshun's Daughters: the Search for Womanhood in the Americas. Albany, NY: State University of New York Press, 2014.


Encontro 3: Iansã, a deusa dos ventos, dos mortos e da liberdade
Este encontro apresenta o orixá Iansã, também conhecido como Oiá. A partir de mitos e textos literários que elencam aspectos de personalidade, relações interpessoais e domínios naturais da divindade em questão, buscaremos estabelecer aproximações e ressonâncias.

Referências:
PINTO, Flávia. Salve o matriarcado: manual da mulher búfala. Rio de Janeiro: Fundamentos de Axé, 2021.
SEBASTIÃO, Guilhermino. Iansã do Balé: senhora dos Eguns. Rio de Janeiro: Pallas, 2011.
THEODORO, Helena. Iansã: rainha dos ventos e das tempestades. Rio de janeiro: Editora Pallas, 2010.


Encontro 4: Iemanjá, a deusa dos mares, das cabeças e da nutrição.
Este encontro discute a presença do orixá Iemanjá, deusa de grande popularidade entre os brasileiros e brasileiras, em mitos e textos literários. Assim como nos encontros anteriores, pretende-se realizar análises comparativas entre as obras lidas a fim de sublinhar possíveis paralelos nos processos de apresentação das simbologias elencadas.

Referências:
ELBEIN DOS SANTOS, J. Os Nàgô e a morte: Pàde, Àsèsè e o culto Égun na Bahia. Tradução: Universidade Federal da Bahia. Petrópolis: Vozes, [1975] 2012.
SANTOS, Celiana. Iemanjá, uma sereia? O “mito” africano no imaginário de pescadores do Rio Vermelho, em Salvador, da Bahia. 2013. 92f. Dissertação (Mestrado em Relações étnico-raciais) - Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, Rio de Janeiro, 2013. Disponível em http://dippg.cefetrj.br/pprer/attachments/article/81/11_Celiana%20Maria…
VERGER, P. F. Lendas africanas dos Orixás. Trad. Maria Aparecida da Nóbrega. Salvador: Corrupio, 1997.


Encontro 5: Iabás de um altar pessoal: onde mais encontrá-las?
Encontro em que os participantes do curso serão convidados a apresentar objetos artísticos (músicas, obras
literárias de qualquer gênero, obras de audiovisual, artes plásticas, etc) de seu conhecimento para compartilhar
com a turma e sobre as quais tecerão considerações pertinentes ao curso.

Programa

Programa do Curso (Syllabus):

Este curso tem como objetivo dar a conhecer aos alunos o contexto do livro impresso antigo, nomeadamente o livro português. O curso inclui duas componentes básicas: teórica e prática, ou seja, uma parte mais expostiva e uma parte aberta à discussão e à análise. Sempre que possível, privilegiar-se-ão métodos didáticos mais activos como trabalho de grupo, leitura de textos (fontes e bibliografia), sequências didáticas, etc. A componente teórica inclui: a parte expositiva dedicada à história do livro impresso antigo em Portugal (e.g. primórdios e nascimento da tipografia em Portugal; o desenvolvimento da tipografia; exemplos de redes de contacto; funcionamento do mercado de livro – impressores, censura; morfologia do livro; fundos reservados); a aprendizagem de vocabulário específico da área; a apresentação de alguns estudos recentes (e.g. Fonseca, Chartier, Darnton, Wilkinson), bem como de exemplos de catálogos e repositórios digitais úteis e divulgação de alguns projetos recentes, bases de dados, etc. relacionados com o livro antigo (e.g. Iberian Books, Urus, modelos ibéricos existentes no Transkribus). Na componente mais prática, prevê-se a elaboração de um estudo de caso sobre a propaganda no século XVII, no contexto da Guerra da Restauração. Neste contexto, mostrar-se-á a utilização do livro impresso e de textos como tratados, pamfletos, gazetas, utilizados pela propaganda de ambos os lados do conflito. Trata-se, pois, de um curso interdisciplinar que reúne várias áreas: história da literatura, história cultural, história do livro e da leitura, história política, etc. O curso tem uma carga horária de 12 horas (3 horas por dia) e o material está dividido nos seguintes blocos temáticos:
- Introdução ao livro impresso antigo: definição, vocabulário, história, investigação recente, incluindo bases de dados, projetos inovadores, etc.;
- Os livros antigos e os seus segredos: paratextos, censura;
- Case study dos tempos da Guerra da Restauração: a luta entre Portugal e Espanha e textos publicados neste contexto (tratados, pamfletos, gazetas).



Bibliografia (Bibliography):

Anastácio, V. “«Heróicas virtudes e escritos que as publiquem». D. Quixote nos papéis da Restauração”, Iberoamericana VII, 28 (2007): 117-136.
Araújo, E. (2008): A construção do livro. Princípios da técnica da editoração, Rio de Janeiro, Lexicon Editora Digital.
Bouza, F. (2012): «Dásele licencia y privilegio». Don Quijote y la aprobación de libros en el siglo de oro, Madrid, Ediciones Akal.
Chartier, R. (2014): The author's hand and the printer's mind: transformations of the written word in early modern Europe, Cambridge, Polity Press.
Chartier, R. (1991): The cultural origins of the French Revolution, Durham-London, Duke University Press.
Curto, D. Ramada (2007): Cultura escrita. Séculos XV a XVIII, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais.
Darnton, R. (1990) The kiss of Lamourette: reflections in cultural history,
Wilkinson, New York, W.W. Norton & Company.
Darnton, R. (2014): Censors at work: how states shaped literature, London, The British Library.
Fonseca, J. (2020): Os livreiros de Lisboa nos séculos XVI e XVII, Lisboa, Edições Colibri.
Marques, J. F. (1983): A parenética portuguesa e a restauração (1640-1668). A revolta e a metalidade. Vol. II. Porto: s.e.
Wilkinson, A. S. , ed. (2010): Iberian books: books published in Spanish and Portuguese or on the Iberian Peninsula before 1601, Leiden-Boston, Brill.
Wilkinson, A. S e Ulla Lorenzo, A. (2015): Iberian books. Volumes II and III: books published in Spain, Portugal and the New World or elsewhere in Spanish or Portuguese between 1601 and 1650, Leiden-Boston, Brill.

Bem como bases de dados, catálogos, ferramentas digitais (Transkribus) e exemplos de fontes.

Nas aulas, usar-se-ão fichas de trabalho e outros materiais elaborados pela docente.

Programa

Objetivo: Através de uma investigação das motivações que levam seu personagem Sócrates ao diálogo filosófico, apresentar a concepção do Platão ‘maduro’ sobre o que é a filosofia. Em resumo, trata-se de mostrar como a filosofia é simultaneamente resultado de e estímulo a um desejo inscrito na alma humana, e não algo que se realiza apenas com a obtenção ou codificação do conhecimento. O curso explora a imagem do personagem Sócrates como epítome de uma vida vivida tendo a filosofia como paixão central. Platão pinta um personagem cujas ações demonstram a indissociabilidade entre a filosofia e erôs, a motivação socrática constante. A imagem se faz especialmente vívida nos diálogos discutidos nas últimas duas aulas do curso – o Banquete e o Fedro –, nos quais Platão usa um vocabulário erótico para mostrar como o desejo filosófico é indistinguível do amor. É, afinal, desejo pela realização do irrealizável, ou pela obtenção do ‘inobtenível’: alcançar o conhecimento da verdade.

Planejamento das aulas: O curso terá quatro encontros de 2h, realizados através do Google Meets. A bibliografia será disponibilizada através de uma pasta do Google Drive.

Aula 1: Sócrates, humano que não se conforma Leitura obrigatória: A ‘digressão’ da Apologia de Sócrates (28a-34b; é fortemente recomendada a leitura do texto inteiro) Tema: o indivíduo contra a cidade; o amor como força de inconformidade

Aula 2: O erôs socrático em ação Leitura obrigatória: A ‘alegoria da caverna’ - República (514a–517e; é recomendada a leitura ao menos do livro 7 da República; e é sugerida a leitura do diálogo inteiro) Tema: o amor como combustível do filosofar; a vergonha social como grilhão, a vergonha amorosa como libertadora.

Aula 3: O erôs: desejo pelo incognoscível Leitura obrigatória: O ‘Grande Discurso’ de Sócrates do Fedro (244a-257b; é sugerida a leitura do diálogo inteiro) Tema: O amor como elemento na alma de origem inexplicável que impele ao conhecimento; a construção de uma imagem plausível do conhecimento; o uso do discurso mítico para falar do inefável. Retratos da alma do filósofo.

Aula 4: O amor de Sócrates Leitura obrigatória: O discurso de Sócrates no Banquete (200a-211b; é sugerida a leitura do diálogo inteiro). Tema: o daimon, representação do erôs de Sócrates. O amor filosófico como conexão entre a alma e o cosmo. Retrato do despertar do filósofo à filosofia.

 

Bibliografia básica:

Platão, Apologia de Sócrates. Tradução de Andre Malta. Rio de Janeiro: L&PM, 2013.

Platão, Fedro. Tradução de Carlos Alberto Nunes. Belém: edufpa, várias edições. (nota: são excelentes, ainda que mais difíceis de obter online, as traduções de M.C.G. Reis, J. Ferreira e J.C. Souza)

Platão, O Banquete. Tradução de Carlos Alberto Nunes. Belém: edufpa, várias edições. (nota: é excelente, ainda que mais difícil de obter online, a tradução de J.C. Souza)

Platão, República. Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira. Lisboa: Calouste Goulbenkian, s.d. (também é recomendada a tradução de A.L. do A. Prado)

 

Bibliografia suplementar (comentários completos dos diálogos trabalhados, acessíveis a leitores recentes de Platão):

Annas, J. An Introduction to Plato’s Republic. Oxford: Clarendon, 1981.

Brickhouse, T.C. e Smith, N.D. Routledge Philosophy GuideBook to Plato and the Trial of Socrates. Nova York: Routledge, 2004. (nunca leu nenhum comentador de Platão? Comece com este!)

Hackforth, R. Plato’s Phaedrus. Cambridge: Cambridge University Press, 2001.

Hunter, R. Plato’s Symposium. Oxford: Oxford University Press, 2004.

 

Bibliografia especializada (utilizada na elaboração do curso)

Ambury, J.M. (2017) Dialectical Epimelia: Platonic care of the soul and philosophical cognition. Plato Journal, Vol. 17.

Barney, Rachel, 2008, “Eros and Necessity in the Ascent from the Cave,” Ancient Philosophy, 28(2): 357–372.

Brickhouse, T. S. e Smith, N.D. (1989) Socrates on trial. Princeton, NJ: Princeton Univ. Press.

Burkert, W. (1991) Greek Religion. Maiden, MA: Blackwell (e-book).

Corrigan, K. e Glazov-Corrigan, E. (2004). Plato’s dialectic at play: argument, structure, and myth in the Symposium. University Park, PA: The Pennsylvania State University Press.

Dover, K. J. (1978) Greek Homosexuality, Cambridge, Mass.: Harvard University Press.

Ferrari, G.R.F. (1992), “Platonic Love,” in R. Kraut  (ed.), The Cambridge Companion to Plato. Cambridge: Cambridge University Press, pp. 248–276

Ferrari, G.R.F. (ed.) (2007). The Cambridge Companion to Plato’s Republic. Cambridge: Cambridge UP.

Foley, Richard, (2010) The Order Question: Climbing the Ladder of Love in Plato’s Symposium, Ancient Philosophy, 30(1): 57–72.

Griswold, C. Self-Knowledge in Plato’s Phaedrus. Princeton: Princeton UP, 1988.

Gordon, J. O mundo erótico de Platão. Rio de Janeiro: Loyola, 2012.

Lebeck, A. (1972) The Central Myth of Plato's Phaedrus. Greek, Roman and Byzantine studies, pp. 267-290.

Ludwig, P. (2007), “Eros in the Republic,” in G.R.F. Ferrari (ed), The Cambridge Companion to Plato’s Republic, Cambridge: Cambridge Univ Press, pp. 202–231.

Nightingale, A. (1995) Genres in dialogue: Plato and the construct of Philosophy. Cambridge: Cambridge UP.

Press. G.A. (ed.) (2000) Who Speaks for Plato? Studies in Platonic Anonimity. Lanham: Rowman and Littlefield.

Werner, D. Myth and Philosophy in Plato’s Phaedrus. Cambridge: Cambridge UP, 2011.

Yunis, H. (2005) Eros in Plato’s ‘Phaedrus’ and the Shape of Greek Rhetoric. Arion, Third Series, Vol. 13, No. 1 (Spring - Summer, 2005), pp. 101-126

Yunis, H. (ed., intro. Estabelecimento do texto grego) (2011). Plato: Phaedrus. Cambridge: Cambridge University Press.

Programa

Curso: Curso: Como ensinar as Partículas Modais Alemãs?: a sequência didática como ferramenta de ensino

Ministrantes:
Profa. Ms. Anna Carolina de Jesus Barbosa Heluany
Gabriela Sarmento Badain
Profa. Dra.Gisela Sequini Favaro
Tamires Arnal Kahil

Docente Responsável: Profa. Dra. Marceli Cherchiglia Aquino

Cronograma

Data TEMAS

Aula1
Was sind eigentlich MPn?: Oq são PMs, ensino, função, homônimos, equivalentes.
Ministrante: Profa. Dra. Marceli Cherchiglia Aquino

Aula2
Ensino PMs: sequência com foco livro didático.
Ministrante: Gabriela Sarmento Badain

Aula 3
Ensino PMs: sequência estrutura didática com foco homônimo.
Ministrante: Tamires Kahil.

Aula 4
PMs no PT: sequência foco PMs português
Ministrante: Profa. Dra. Gisela Favaro

Aula 5
Triangulação: sequência função, homônimo, equivalentes.
Profa. Ms. Anna Carolina de Jesus Barbosa Heluany

Aula 6


Referências

AQUINO, Marceli. O questionário como ferramenta de ensino de partículas modais alemãs. Pandaemonium Germanicum, São Paulo, v. 20, n. 32, p. 156-179, 2017.
AQUINO, Marceli. O processamento das partículas modais alemãs em tarefas de pós-edição. Pandaemonium Germanicum, São Paulo, v. 20, n. 30, p. 65-85, 2017a.
AQUINO, Marceli. A tradução da partícula modal wohl para o português: uma investigação do esforço de processamento de participantes brasileiros e alemães. Revista Cadernos de Tradução, Florianópolis, v. 38, n. 3, p. 352-374, 2018.
AQUINO, M. A contribuição da ferramenta de corpus para o ensino das PMs denn, doch, halt e wohl. Diálogo das Letras, v. 8, n. 1, p. 144-158, 2019
AQUINO, Marceli. O ensino das partículas modais alemãs: estratégias didáticas em ALE. Revista Brasileira de Linguística Aplicada, Belo Horizonte, v. 20, n. 1, p. 131-161, 2020.
AQUINO, Marceli. Die Modalpartikel und ihre funktionalen Äquivalente im Portugiesischen. Jahrbuchs für internationale Germanistik. Berna, no prelo.
AQUINO, Marceli. A description of the pragmatic function of mas e aí in Brazilian Portuguese: contrastive analysis on the functional equivalents of German Modal Particles. Revista Brasileira de Linguística Aplicada, no prelo.
AQUINO, Marceli; ARANTES, Poliana Coeli Costa. Partículas modais em alemão e seus equivalentes funcionais em português brasileiro: proposta de análise e classificação para o uso. Pandaemonium Germanicum, São Paulo, v. 23, n. 40, p. 166-190, 2020.
AQUINO, Marceli; CINTO, Ana Laura; KAHIL, Tamires. “Mas quem ia carregar uma nota fiscal?”: Uma investigação da função modal de “mas” em língua portuguesa. Revista Confluência, Rio de Janeiro, n. 60, p. 373-399, 2021.
AQUINO, Marceli; KAHIL, Tamires. As partículas modais mas e aí pela perspectiva de falantes do português brasileiro: uma investigação da linguagem em uso. Revista Confluência, Rio de Janeiro, no prelo.
ARANTES, Poliana. Análise pragmática do uso de partículas modais em alemão e em português: incentivo às abordagens metalinguísticas no ensino de alemão em contexto universitário In: UPHOFF, Dörthe et al. O ensino de alemão em contexto universitário: modalidades, desafios e perspectivas. São Paulo: Humanitas, 2017. p. 123-144.
BOLACIO, E.; LIMA, T; BARROS, B. Modalpartikeln im DaF-Unterricht. Vermittlung und Lehrwerkanalyse. Periodicos Caderno de Letras (Ufpel) 29. 2017. https://periodicos.ufpel.edu.br
BROSS, Fabian. German modal particles and the common ground. Helikon. A Multidisciplinary Online Journal, 2 . 2012. 182-209.
BUSSE, D. Partikeln im unterricht Deutsch als fremdsprache. Muttersprache, Berlin, v. 102, n. 1, p. 37-59, 1992.
DIEWALD, Gabriele. Same same but different: modal particles, discourse markers and the art (and purpose) of categorization. In: DEGAND, L.; PIETRANDREA, P.; CORNILLIE, B. (Ed.). Discourse markers and modal particles: categorization and description. Amsterdam: John Benjamins, 2013. p. 19-46.
DIEWALD, Gabriele; KRESIĆ, Marijana; BATINIĆ, Mia Angster. A format for the description of German modal particles and their functional equivalents in Croatian and English. In: CHIARA, Fedriani; SANSÓ, Andrea (Ed.). Pragmatic Markers, Discourse Markers and Modal Particles: New Perspectives. Amsterdam: John Benjamins, 2017. p. 230-254.
CUENCA, Maria Josep. The fuzzy boundaries between discourse marking and modal marking. In: DEGAND, Liesbeth; PIETRANDREA, Paola; CORNILIE, Bert (org.). Discourse markers and modal particles. Categorization and description. Amsterdam & Philadelphia: John Benjamins, 2013, p.191-216.
DEGAND, Liesbeth; PIETRANDREA, Paola; CORNILIE, Bert. Modal particles and discourse markers: Two sides of the same coin? In: DEGAND, Liesbeth; PIETRANDREA, Paola; CORNILIE, Bert (org.). Discourse markers and modal particles. Categorization and description. Amsterdam & Philadelphia: John Benjamins, 2013, p.1-18.
DUCH-ADAMCZYK, J. Vermittlung der Abtönungspartikeln im DaF-Unterricht. In: SKOWRONEK, B. (ed.). Glottodidactica. Kraków: Wydawnictwo Naukowe UAM, 2012. p. 25-35. v. 39. Doi: https://doi.org/10.14746/gl.2012.39.1.3
DUDEN, Die Grammatik. Unentbehrlich für richtiges Deutsch. Band 4. 9. Aufl. Berlin: Dudenverlag, 2016.
FISCHER, Kerstin. Grounding and common ground: Modal particles and their translation equivalents. In: FETZER, Anita; FISCHER, Kerstin (Ed.). Lexical Markers of Common Grounds. Amsterdam: Elsevier, 2007. p. 47-66.
FISCHER, Kerstin; HEIDE, Maiken. Inferential processes in English and the question whether English has modal particles. Open Linguistics, Berlin, v. 4, n. 1, p. 509-535, 2018.
FRANCO, António. Partículas modais da língua portuguesa: relances contrastivos com as partículas alemãs. Revista da Faculdade de Letras do Porto Línguas e Literatura, Porto, n. 5, 1988, p. 137-156.
HASELOW, Alexander. Discourse marker and modal particle: The functions of utterance-final then in spoken English. Journal of Pragmatics. 2011. p. 3603-3623.
HEGGELUND, K. Zur Bedeutung der Deutschen Modalpartikeln in Gesprächen unter besonderer Berücksichtigung der Sprechakttheorie und der Daf-Perspektive. Linguistik Online, Berna, v. 9, n. 2, 2001. Doi: https://doi.org/10.13092/lo.9.969
HENTSCHEL, Elke; WEYDT, Harald. Handbuch der deutschen Grammatik. Berlin: De Gruyter, S. 281 - 291. 2003.
HERBERHOLZ, Thilo. Modalpartikeln und Emotionalität im interkulturellen Kontext. In: NUBERT, R (Org.). Temeswarer Beiträge zur Germanistik. Mirton Verlag, Timişoara, p. 45-62, 2011.
JOHNEN, Thomas. Aí como partícula modal do português. In: Congresso Internacional da Associação Brasileira de Lingüística: 2, 1997, Salvador. Atas do 1 o Congresso Internacional da Associação Brasileira de Lingüística: Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia, 1997. p. 1-5.
KÖNIG, Ekkehard. Dimensionen der Bedeutung und Verwendung von Modalpartikeln im Deutschen: Grundlagen einer Bestandsaufnahme. In Harden, Theo & Hentschel, Elke (eds.), 40 Jahre Partikelforschung. Tübingen: Stauffenburg. 79-96. 2010.
LINDNER, Katrin. 'Wir sind ja doch alte Bekannte'. The use of German ja and doch as modal particles. In: Abraham, Werner (Ed.). Discourse particles. Descriptive and theoretical investigations on the logical, syntactic, and pragmatic properties of discourse particles in German. Amsterdam: John Benjamins, 1991. p. 163-201.
LOCHTMANN, K.; DE BOE, S. Die soziolinguistische kompetenz bei daf-lernenden und die rolle der modalpartikeln. Zeitschrift für Interkulturellen Fremdsprachenunterricht, [S.l.], v. 18, n. 2, p. 142-156, 2013.
MÖLLERING, Martina. Teaching German modal particles: a corpus-based approach. Language, Learning & Technology, v. 5, n. 3, p. 130-151, 2001.
RÖSLER, D. Teaching German modal particles. International Review of Applied Linguistics, [S. l.], v. 20, n. 1, p. 33-38, 1982.
SCHOONJANS, Steven. The Influence of Context on the Translation of Modal Particles. In Papers in Translation Studies. IN: IZWAINI, S. Newcastle upon Tyne: Cambridge Scholars Publishing, 2–24, 2015.
SCHOONJANS, Steven. Modalpartikeln als multimodale Konstruktionen: Eine korpusbasierte Kookkurrenzanalyse von Modalpartikeln und Gestik im Deutschen. Berlin: De Gruyter, 2018. 320p.
WALTEREIT, Richard. Modal particles and their functional equivalents: a speech-act-theoretic approach. Journal of Pragmatics, Amsterdam, v. 33, n. 9, p. 1391-1417, 2001.
WELKER, Herbert. As partículas modais no alemão e no português e as equivalências de aber, eben, etwa e vielleicht. 1990. 205f. Dissertação (Mestrado em Linguística) - Faculdade de Letras, Universidade de Brasília, Brasília.
WALTEREIT, Richard. Modal particles and their functional equivalents: a speech-act theoretic approach. Journal of Pragmatics, Amsterdam, v. 33, n. 9, p. 1391-1417, 2001.
WEYDT, Harald. What are Particles Good for? In : FISCHER, Kerstin (ed.), Approaches to discourse particles (Studies in Pragmatics 1), Amsterdam, New York : Elsevier, 2006. p. 205-218.

Programa

Bibliografia - Curso de Grgo Moderno
ΚΛΙΚ στα ελληνικά – Klik sta ellinika
Publicado pelo Centro para a Língua Grega – do Ministério de Educação, o KLIK é o livro de curso grego
mais completo e confiável.
É um livro inovador para aprender grego moderno como segunda língua / língua estrangeira. Baseia-se
no novo programa de exame detalhado, implementando métodos de ensino contemporâneos e é
constantemente enriquecido com material novo em formato digital.
KLIK sta Ellinika compreende opções úteis e funcionais que permitem aos alunos aprender e praticar o
grego moderno de maneira rápida e fácil. Quando o aluno inicia este curso ele estabelece as bases para
a Certificação em grego moderno.

Conteúdo de aula

Gramática: Verbos de 1a e 2a categoria 

Vocabulário: Descrição da pessoa / Comprimentar

Gramática: Indicativo / Subjuntivo / Imperativo

Vocabulário:Tempo-Horas / Atividades / Tempo livre

Gramática: Presente / Futuro Simples / Pretérito Perfeito

Vocabulário: Viagem / Transporte / Clima

Gramática: Objetivos e Adjetivos 

Vocabulário: Família / Origem-adjetivos nacionais

Gramática: Declinações do Objetivo e Concordância

Vocabulário: Roupas / Profissões

Gramática: Pronomes pessoais / Advérbios / Comparativo 

Vocabulário: Corpo / Saúde

Gramática: Condicional / Discurso Indirecto 

Vocabulário: Casa / Móveis

Conversação e Escrita 

 

 

Programa

Aula 1: BBM-USP, acervo e escritoras (introdução ao tema, dinâmica das aulas, apresentação de obras e autoras

Aula 2: A mensageira: ativismo, literatura e fontes na imprensa feminista de fins do século XIX e início do XX

Aula 3: As escritoras d’ A mensageira

Aula 4: Ignez Sabino, Josephina Álvares de Azevedo, Júlia Lopes de Almeida

Aula 5: Francisca Júlia e Maria Lacerda de Moura (obras raras. Escrituras e trajetórias)

Bibliografia:
Obras na Biblioteca Brasiliana Guita e José Midlin (fontes documentais):

A mensageira: revista literária dedicada à mulher brasileira (1897-1900), Presciliana Duarte de Almeida (ed.). (vol 1 e 2). São Paulo: Edição fac-similar co-editada pela Secretaria de Estado da Cultura e e Imprensa Oficial do Estado, com comentários de Zuleika Alembert, 1897.
A.R.T.S. Tratado sobre a emancipação política da mulher e o direito de votar. Rio de Janeiro: Typografia Paula Brito, 1868.
ALMEIDA, Júlia Lopes de. Maternidade. Rio de Janeiro: Olivia Herdy Cabral Peixoto, s.d.
ALMEIDA, Júlia Lopes de. Era uma vez...Rio de Janeiro: Jacinto Ribeiro dos Santos, 1917.
ALMEIDA, Júlia Lopes de. Oração a Santa Doroteia. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1923.
AUGUSTA, Nísia Floresta Brasileira. Opúsculo Humanitário. Rio de Janeiro: Typografia M. A. Silva Lima, 1853.
AZEVEDO, Josephina Álvares de [Zefa]. Galeria Illustre (mulheres célebres). Rio de Janeiro: Typografia a Vapor, 1897.
MOURA, Maria Lacerda de. Renovação. Belo Horizonte: Typografia Athene, 1919.
ROLIM, Zalina. O coração: poesias. SP: Typografia de Hennes J &Winiger, 1893.
SABINO, Ignez. Impressões. Pernambuco: Tipografia Apollo, 1887.
SABINO, Ignez. Contos e Lapidações. Rio de Janeiro: Laemmert, 1891.
SABINO, Ignez. Noites Brazileiras (Edição ornada de gravuras). Rio de Janeiro: H. Ganier, Livreiro- Editor, 1897.
SILVA, Francisca Júlia da. Mármores. Rio de Janeiro: Horácio Belfort Sabino, 1895.
SILVA, Francisca Júlia da. Esphinges (versos). São Paulo Benttley Junior, 1903.
SILVA, Francisca Júlia da e SILVA, Júlio da. Alma infantil (versos para uso nas escolas). São Paulo: Rio de Janeiro: Editora Livraria Magalhães, 1912.
SILVA, Francisca Júlia da. Esphinges. São Paulo: Monteiro Lobato, 1921.

 

Programa

O curso apresenta uma análise detalhada do conto “O amor de uma boa mulher”, estabelecendo vínculos com o restante da obra de Alice Munro. Ao longo das três aulas, serão abordadas questões referentes à construção narrativa, além de temas como o vestígio, o segredo e as relações existentes entre a coletividade, o espaço e a interioridade das personagens.

Aula 1 (04/02) – Introdução à obra de Alice Munro e análise do prólogo;

Aula 2 (11/02) – Análise da parte I, “Jutland”;

Aula 3 (18/02) – Análise das partes II, III e IV, “Problemas do coração”, “Erro” e “Mentiras”.

Bibliografia essencial:

MUNRO, Alice. O amor de uma boa mulher. In: Munro, Alice. O amor de uma boa mulher. Tradução de Jorio Dauster. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 11-91.

Referências complementares:

CARRINGTON, Ildikó P. Controlling the Uncontrollable: The Fiction of Alice Munro. 1ª ed. Illinois: Northern Illinois University Press, 1989.

CARSON, Anne. Sobre Aquilo em que eu mais penso: ensaios. Tradução de Sofia Nestrovski. São Paulo: Editora 34, 2023.

GLOVER, Douglas. The style of Alice Munro. In: STAINES, D. (Ed.). The Cambridge Companion to Alice Munro. 1st ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2016. p. 45-59.

GONZALEZ, Betina. A obrigação de ser genial. Tradução de Silvia Massimini Felix. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2024.

HOWELLS, Coral A. Alice Munro. Manchester: Manchester University Press, 1998.

LEVENE, Mark. "It Was about Vanishing": A Glimpse of Alice Munro's Stories. In: BLOOM, Harold (Ed.). Bloom’s Modern Critical Views: Alice Munro. 1st ed. New York: Bloom’s Literary Criticism, 2009. p. 81-101.

O’CONNOR, Flannery. Writing Short Stories. In: O’CONNOR, Flannery. Mystery and Manners: Occasional Prose. 1st ed. New York: Farrar, Straus and Giroux, 1970.

PIGLIA, Ricardo. Novas teses sobre o conto. In.: PIGLIA, Ricardo. Formas Breves. Tradução de José Marcos Mariani de Macedo. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. p. 61-75.

PROSE, Francine. Para ler como um escritor. Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.

SAUNDERS, George. A swim in a pond in the rain: in which four Russians give a master class on writing, reading, and life. Nova York: Penguin Random House, 2021.

WOOLF, Virginia. Mulheres e Ficção. Tradução: Leonardo Fróes. 1ª ed. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2019.

Obra completa de Alice Munro:

MUNRO, Alice. Dance of the Happy Shades. Toronto: Ryerson, 1968.

________. Lives of Girls and Women. Toronto: McGraw-Hill Ryerson, 1971.

________. Something I’ve Been Meaning to Tell You. Toronto: McGraw-Hill Ryerson, 1974.

________. Who Do You Think You Are? Toronto: Macmillan, 1978.

________. The Moons of Jupiter. Toronto: Macmillan, 1982.

________. The Progress of Love. Toronto: McClelland & Stewart, 1986.

________. Friend of My Youth. Toronto: McClelland & Stewart, 1990.

________. Open Secrets. Toronto: McClelland & Stewart, 1994.

________. The Love of a Good Woman. Toronto: McClelland & Stewart, 1998.

________. Hateship, Friendship, Courtship, Loveship, Marriage. Toronto: McClelland & Stewart, 2001.

________. Runaway: Stories. New York: Vintage Books, 2006.

________. The View from Castle Rock. Toronto: McClelland & Stewart, 2006.

________. Too Much Happiness. Toronto: McClelland & Stewart, 2009.

________. Dear Life. New York: Penguin Group, 2013.

 

Programa

Aula 1 - Crimes na pele? Os novos manuais de identificação de supostas tatuagens criminais;
Aula 2 - O que é e o que não é tatuagem? Origem, nomenclatura e características;
Aula 3 - A criminologia positivista e a criminalização da tatuagem no século XIX;
Aula 4 - Três casos clássicos de tatuagem criminal - Rússia, México e Japão;
Aula 5 - As particularidades do Brasil - ancestralidade, colonialismo e imigração;
Aula 6 - A primeira geração de pesquisas científicas brasileiras e seu esgotamento;
Aula 7 - Necropolítica - das tatuagens de cadeia às tatuagens no necrotério;
Aula 8 - Tatuagem e marcadores sociais da diferença.

BIBLIOGRAFIA
BACA, F. M. Los tatuages : estudio psicológico y médico-legal en delincuentes y militares.. Cidade do Mexico : Tipografia de la Oficina Impresora del Timbre, 1899.
CAPLAN, Jane. Written on The Body: the tattoo in European and American History. Londres: Reaktion Books, 2000.
CAZETTA, Valéria. Tatuagem: um mapa rizomático de um tema de pesquisa. Estudos Avançados. Estudos Avançados, n. 37 (107), 2023.
CORRÊA, Mariza. Ilusões da liberdade, a escola Nina Rodrigues e a antropologia no brasil. 1982. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 1982.
D’ALBUQUERQUE, Alvaro Ladislau Cavalcanti. Contribuição ao estudo da tatuagem nos
criminosos. 1902 . Tese Faculdade de Medicina da Bahia, Bahia, 1902.
FARIAS, J. Zona de Tatauagem: um carimbo do estado no corpo do favelado. Revista de
Antropologia, v. 62 n. 2, 2019.
FOUCAULT, M. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis: Vozes, 2007.
GOULD, S. J. A Falsa Medida do Homem. São Paulo: Martins Fontes, 2014.
JEHA, S. Uma História da Tatuagem no Brasil. São Paulo: Veneta, 2019.
LE BRETON, D. Sinais de Identidade. Lisboa: Mióstis, 2004.
LOMBROSO, Cesare. L´uomo delinquente in ropporto all'antropologia, Allá giurisprudenza e alle discipline carcerarie. Turim: Fratelli Bocca, 1876.
LUPO, F. P. Indiciamento e Registro Criminal. Curitiba: Appris, 2021.
MALLART, F.; GODOI, R. (orgs.) BR 111: a rotas das prisões brasileiras. São Paulo: Veneta, 2017.
MBEMBE, A. Necropolítica. Santa Cruz de Tenerife: Melusina, 2011.
NADAI, L. Vasculhar pedaços, produzir papéis: sobre vestígios e técnicas de perícia. Cadernos Pagu, v. 64, 2022.
PADOVANI, N. C. Sobre casos e casamentos: afetos e amores através de penitenciárias femininas em São Paulo e Barcelona. São Carlos, EDUFSCar, 2018.
SCHWARCZ, L. M. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil, 1870- 1930. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
STEPAN, N. L. “A hora da eugenia”: raça, gênero e nação na América Latina. Rio de Janeiro, Editora Fiocruz, 2005.
STEWARD, Samuel M. Bad boys and tough tattoos: a social history of the tattoo with gangs, sailors, and street-corner punks, 1950-1965 / Samuel M. Steward, Harrington Park Press, 10 Alice Street, Binghamton, NY, 1990
VIANNA, A. Políticas da morte e seus fantasmas. Le monde Diplomatique Brasil, 1 de Março de 2019.
ZAMBONI, 2020. A População LGBT Privada de Liberdade: sujeitos, direitos e políticas em disputa. Tese de Doutorado. São Paulo, USP, 2020.