Programa

1. Conceitos básicos. Etapas da escrita manuscrita em português.
2. Dificuldades de decifração do manuscrito. Normas de transcrição.
3. Exercício 1: texto do séc. XV
4. Exercício 2: texto do séc. XVI
5. Exercício 3: textos dos sécs. XVII a XVIII.

Referências Bibliográficas
ACIOLI, V. L. C. A escrita no Brasil colônia: um guia para leitura de documentos manuscritos. Recife: UFPe;
Massangana, 1994.
BURGHART, M. et al. Album interactif de paléographie médiévale. Disponível em:  https://paleographie.huma-num.fr/ . Acesso em: 14 jun. 2021.
BELLOTTO, H. L. Como fazer análise diplomática e análise tipológica de documentos de arquivo. São Paulo: Arquivo do Estado; Imprensa Oficial do Estado, 2002.
BERWANGER, A. R.; LEAL, J. E. F. Noções de paleografia e de diplomática. 3. ed. rev. e ampl. Santa Maria: Editora da UFSM, 2008.
CONTRERAS, L. N. Manual de paleografía. Madrid: Cátedra, 1994.
COSTA, A. de J. da. Estudos de cronologia, diplomática, paleografia e histórico-linguísticos. Porto: Sociedade portuguesa deestudos medievais, 1992.
CRUZ, A. Paleografia portuguesa. Porto: Cadernos Portucale, 1987.
DEROLEZ, A. The palaeography of gothic manuscript books. Cambridge: Cambridge University Press, 2003.
FACHIN, P. R. M. Descaminhos e dificuldades: leitura de manuscritos do século XVIII. Goiânia: Trilhas
Urbanas/FAPESP, 2008.
FLEXOR, M. H. O. Abreviaturas: manuscritos dos séculos XVI ao XIX. 3. ed. rev. e aum. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2008.
HIGOUNET, C. História concisa da escrita. São Paulo: Parábola, 2003.
MARTÍNEZ, T. M. Paleografía y diplomática. Madrid: Universidad Nacional de Educación a Distancia, 1991.
MEGALE, H.; TOLEDO NETO, S. de A. (org.). Por minha letra e sinal. Cotia: Ateliê,  2005.
MEGALE, H. et al. A leitura de manuscritos em português: documentação do século XVII. In: MURAKAWA,
C. de A.; GONÇALVES, M. F. (org.). Novas contribuições para o estudo da história e da historiografia da
língua portuguesa. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2007, p. 127-158.
MONTE, V. M. do. História da Paleografia: movimento entre a ciência e a arte. In: LOSE, A. D.; MAGALHÃES, L. B. de S.; MAZZONI, V. S. S. (orgs.). Paleografia e suas interfaces, vol. 2. Salvador: Memória & Arte, 2021, p. 36-62. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/26224/3/Paleografia%20e%20s…
SAMARA, E. de M. (org.). Paleografia, documentação e metodologia histórica. São Paulo: Humanitas, 2010.
SANTOS, M. J. A. Da visigótica à carolina. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian / Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica, 1994.
SPINA, S. Introdução à edótica. 2.ª ed. rev. e atual. São Paulo: Ars Poetica/Editora da Universidade de São Paulo, 1994.
TERRERO, Á. R. (ed.). Introducción a la paleografía y la diplomática general. Madrid: Síntesis, 2000.
TOLEDO NETO, S. de A. Um caminho de retorno como base: proposta de normas de transcrição para textos manuscritos do passado. Travessias Interativas — Entre manuscritos e Impressos: estabelecimento, edição e crítica de textos da época Moderna, São Cristóvão, p. 192-208, fev. 2020. Disponível em:
https://seer.ufs.br/index.php/Travessias/article/view/13959/10679

Programa

11/10 - Aula 1: Tradições métricas na poesia alemã
18/10 - Aula 2: Tendências do verso livre alemão no século XX
25/10 - Aula 3: Música da poesia: A prosódia no lied alemão
01/11 - Aula 4: Poesia e Narratologia em obras de Yvan Goll e Georg Trakl
08/11 - Aula 5: Poesia e direcionamento de simpatia
22/11 - Aula 6: Poesia emancipatória escrita por mulheres
29/11 - Aula 7: Visões políticas nas obras de Carlos Drummond de Andrade e Bertolt Brecht

Objetivos e referências de cada aula:
Aula 1: Tradições métricas na poesia alemã
Autoras/es: Sibylla Schwarz, Johann Wolfgang von Goethe, Ingeborg Bachmann e Ann Cotten
Objetivo da aula: O objeto da aula é apresentar um brevíssimo panorama das possibilidades métricas da poesia de língua alemã ao longo dos séculos, o que será realizado através da leitura conjunta de quatro autoras e autores: Sibylla Schwarz (1621-1638), Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), Ingeborg Bachmann (1926-1973) e Ann Cotten (1982). Serão apresentadas traduções de todos os poemas analisados, por isso não é necessário falar alemão para participar da aula.
Referências primárias:
BACHMANN, Ingeborg. Sämtliche Gedichte. München: Piper, 2016.
COTTEN, Ann. Fremdwörterbuchsonette. Berlim: Suhrkamp, 2007.
GOETHE, Johann Wolfgang von. Werke. München: dtv, 1999.
SCHWARZ, Sibylla. Sibyllen Schwarzin Vohn Greiffswald aus Pommern Deutsche Poëtische Gedichte, Nuhn Zum ersten mahl auß ihren eignen Handschrifften herauß gegeben und verleget. Danzig: 1650.
Disponível em: <https://digitale-bibliothek-mv.de/viewer/image/PPN1729149235/36/#topDoc…; (acesso em 19 de janeiro de 2021).
Referências secundárias:
CHIŞE, Ruxandra. Alterität als Eigenes: Ingeborg Bachmann und das vorübergehende Bleiben im Gedicht. Bielefeld: Aisthesis Verlag, 2017.
HÖLLER, Hans. Ingeborg Bachmann. 5. Aufl. Rowohlt, Reinbek, 2001.
ROGOBETE, Roxana. “Concrete Cotten”. In: B.A.S.. Timișoara, v.24, 2018.
SCHNEIKART, Monika. “Grenzüberschreitungen in Pommern: Die „wilde” Dichtung der Sibylla Schwarz (1621-1638) im Verhältnis zur res publica literária”. In: Grenzen überschreiten – transitorische Identitäten. Bremen, 2011.
STREHLE, Lisa-Marie. “Grenzgänge zwischen Tradition und Avantgarde. Ann Cottens Versepos Verbannt! (2016)”. In: BREMER, Kai; ELIT, Stefan (org.). Forcierte Form: Deutschsprachige Versepik des 20. und 21. Jahrhunderts im europäischen Kontext. Stuttgart: J. B. Metzler, 2020.
WITTE ET AL. Goethe-Handbuch. Stuttgart: Metzler, 2004.

Aula 2: Tendências do verso livre alemão no século XX
Autoras/es: Nelly Sachs, Peter Huchel, Paul Celan, Friederike Mayröcker
Objetivo da aula: A aula pretende investigar, com base em abordagens anteriores, algumas tendências do verso livre no século XX, assumindo como foco a dimensão rítmica e a disposição gráfica dos poemas.
Referências primárias:
CELAN, P. Die Gedichte: Kommentierte Gesamtausgabe ineinem Band. Edição e comentários: Barbara Wiedemann. Frankfurt am Main: Suhrkamp Verlag, 2017.
HUCHEL, P. Gesammelte Werke Band 1: Die Gedichte. Frankfurt am Main: Suhrkamp Verlag, 2017.
MAYRÖCKER, F. Gesammelte Gedichte. Edição: Marcel Bayer. Frankfurt am Main: Suhrkamp Verlag, 2019.
SACHS, N. Fahrt in Staublose: Gedichte. Frankfurt am Main: Suhrkamp Verlag, 1988.
Referências secundárias:
BRITTO, P. H. O natural e o artificial: algumas reflexões sobre o verso livre. eLyra, n. 3, março de 2014, p. 27-41.
CHOCIAY, R.. A noção de verso livre, do Prefácio Interessantíssimo ao Itinerário de Pasárgada. Revista de Letras, vol. 33, 1993, p. 4353.
FREY, H-J.; LORENZ, O. Kritik des freien Verses. Heidelberg: Verlag Lambert Schneider, 1980.
LAMPING, D. Die Revolution der Mittel: Freier Vers und gebundene Formen. Göttingen: Vandenhoeck & Ruprecht, 2007, p. 57-78.
MENNMEIER, F. N. Freier Rhythmus im Ausgang von der Romantik. Poetica, v. 4, 1971, p. 197-214.
WAGENKNECHT, C. Deutsche Metrik. München: C.H Beck, 2007.

Aula 3: Música da poesia: A prosódia no lied alemão
Autoras/es: Ludwig Tieck (poeta) e Johannes Brahms (compositor)
Objetivo da aula: O estudo da prosódia da língua alemã falada, através da declamação, nos leva a observar como métrica, ritmo, entoação e outros aspectos, combinados com o sentido do poema, influenciam nos processos criativos musicais na forma do lied alemão do séc. XIX. Para este fim analisaremos a poesia de Ludwig Tieck, musicada por Johannes Brahms para o ciclo de canções da bela Magelone.
BRAHMS, Johannes. Julius Stockhausen gewidmet. Romanzen aus L. Tieck’s Magelone für eine Singstimme mit Pianoforte componirt von Johannes Brahms. op.33 (partitura). Leipzig & Winterthur: J. Rieter-Biedermann, n.d. [1865, 1869]. 5 Hefte. Pl.-Nr. 401a.-e.
FRANK, Manfred. ‘Romantische Ironie’ als musikalisches Verfahren am Beispiel von Tieck, Brahms, Wagner und Weber. Athenäum 13 (2003), p. 163-189.
LAU, Wing. Composing Declamation: Notated Meter Changes in Brahms’s Lieder. Society for Music Theory. Vol. 21, Nr. 2, June 2015.
LUBKOLL, Christine. Sprache – Klang - Gesang. Das Musikalische als Thema und Instrument der Lyrik: Musikgeschichte der Romantik. In: ODENDAHL, Johannes (Hg.). Musik und literarisches Lernen.
Innsbrucker Beiträge zur Fachdidaktik 5. Innsbruck: innsbruck university, 2019, p.59-75.
MALIN, Yonatan. Songs in Motion. Rhythm and Meter in the German Lied. New York: Oxford University, 2010.
SCHMIDT, Matthias. Brahms. Lieder. Ein musikalischer Werkführer. München: C.H. Beck, 2015.
TIECK, Ludwig. Liebesgeschichte der schönen Magelone und des Grafen Peter aus der Provence. In: Phantasus. FRANK, Manfred. (Hrsg.) Bd. 6. Frankfurt a.M.: Deutscher Klassiker Verlag, 1985, p.1306-1326.

Aula 4: Poesia e Narratologia em obras de Yvan Goll e Georg Trakl
Autoras/es: Yvan Goll e Georg Trakl
Objetivo da aula: Como parte da experiência humana, a narração tem sido amplamente estudada no campo dos estudos literários e tem se desenvolvido como uma disciplina capaz de abranger não apenas os textos narrativos tradicionais, como os romances e contos, mas também outras mídias, os chamados estudos de Transmidialidade e Narrativa Transgenérica. A proposta é fazermos uma breve leitura de poemas a partir de suas características narrativas, como por exemplo personagens e sequência de acontecimentos, respeitando, contudo, os fundamentos do texto poético: sua medida e contramedida.
Apresentaremos os poemas originais e traduzidos para o português.
Bibliografia primária:
Goll, Yvan. Yvan Goll: Die Lyrik in Vier Bänden. Editado e comentado por Barbara Glauert-Hesse. Berlim: Argon, 1996.
TRAKL, Georg. Sebastian im Traum. Leipzig: Kurt Wolff Verlag, 1915. Disponível em: http://resolver.staatsbibliothek-berlin.de/SBB0000851100000000.
Bibliografia secundária:
HÜHN, Peter, SCHÖNERT. J."Plotting the Lyric: Forms of Narration in Poetry", in: Eva Müller-Zettelmanna nd Margarete Rubik (eds), Theory into Poetry: New Approaches to the Lyric (Amsterdam and Atlanta) 2005.
MCHALE, Brian. Beginning to Think about Narrative in Poetry. Narrative, vol. 17 no. 1, 2009, p. 11-27. https://doi.org/10.1353/nar.0.0014

Aula 5: Poesia e direcionamento de simpatia
Autoras/es: Joseph von Eichendorff (Waldgespräch), Heinrich Heine (Caput II, de Deutschland. Ein Wintermärchen), Ingeborg Bachmann (Reklame)
Objetivo da aula: O objetivo da aula seria demonstrar e discutir recursos poéticos para a condução da simpatia do leitor em direção a uma ou a outra voz do poema. O conceito de "Sympathielenkung"
(condução, direcionamento de simpatia) é um desdobramento da Teoria da Recepção e permite refletir sobre os efeitos retóricos do poema, de modo a identificar elementos intratextuais ou extratextuais que contribuam para que o leitor deposite sua simpatia (ou mesmo sua antipatia) junto a um ou a outro sujeito representado no texto poético. Os poemas de Eichendorff e Heine demonstram duas formas de direcionamento de simpatia, ao passo que o poema de Bachmann nos oferece possibilidades conflitantes de aproximação desse conceito.
Bibliografia primária:
BACHMANN, Ingeborg. Reklame. In: Werke. Gedichte. Band 1. München: Piper, 1978.
EICHENDORFF, Joseph von. Waldgespräch. In: Gedichte. Stuttgart: Reclam, 2012.
HEINE, Heinrich. Caput II. In: Deutschland. Ein Wintermärchen. Stuttgart: Reclam, 2017.
Bibliografia secundária:
ANZ, Thomas. Regeln der Sympathielenkung. Normative und deskriptive Poetiken emotionalisierender Figurendarstellung. In: HILLEBRANDT, Claudia und KAMPMANN, Elisabeth (Hrsg.). Sympathie und Literatur: zur Relevanz des Sympathiekonzeptes für die Literaturwissenschaft. Berlin: ESV, 2014.
WOLBRING, Fabian. Sprachbewusste Gedichtanalyse: Eine praktische Einführung. Göttingen: Vandenhoeck & Ruprecht, 2018.

Aula 6: Poesia emancipatória escrita por mulheres
Autoras/es: Julie Roquette, Ada Christen, Mascha Kaléko, Dagmar Nick, Elfriede Gerstl, Özlem Özgül Dündar
Objetivo da aula: O objetivo desta aula é apresentar uma brevíssima seleção de poemas escritos nos séculos 19, 20 e 21, em língua alemã, por poetas que desafiam a representação social e artística das mulheres, problematizando os estereótipos de gênero impostos a elas. A crítica presente nesses poemas aponta para a emancipação das mulheres, de sua individualidade e seus corpos.
Bibliografia primária:
BERS, Anna (Hrsg.) FRAUEN | LYRIK. Gedichte in deutscher Sprache. Stuttgart: Philipp Reclam, 2020.
Bibliografia secundária:
BERS, Anna. Nachwort. In: FRAUEN | LYRIK. Gedichte in deutscher Sprache. Stuttgart: Philipp Reclam, 2020. S.798-841
FERNANDES, Isabel. Back to Basics: From Close Reading to “Inclosive” Reading and the Prospects for Literature. _Op. Cit.: a Journal of Anglo-American Studies,_ [S. l.], v. 2, n. 8, 2019. p.11–29
Pensamento feminista: conceitos fundamentais / Audre Lorde… [et al.]; organização Heloisa Buarque de Hollanda. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019. 440 p.

Aula 7: Visões políticas nas obras de Carlos Drummond de Andrade e Bertolt Brecht Autoras/es: Carlos Drummond de Andrade e Bertolt Brecht
Objetivo da aula: A partir de um poema de cada autor, relevantes para demonstrar a participação de suas poéticas com âmbitos sociais, pretende-se em um primeiro momento discorrer uma interpretação detalhada, para então, num segundo momento, poder-se traçar um panorama sobre a relação de cada poeta com suas vivências e as maneiras encontradas por eles para satisfazerem suas necessidades de intervir e escrever. Nessa última fase, deverá ser alcançada uma clareza sobre as semelhanças entre as poéticas de ambos autores.
Literatura primária: “Die Gedichte von Bertolt Brecht in einem Band”, da editora Suhrkamp (1997) e “Arosa do povo”, da Companhia das Letras (2012). Para a tradução dos poemas de Brecht: Poemas 1913-1956. 5. ed. Seleção e tradução de Paulo César de Souza. São Paulo, SP: Editora 34, 2000.
Literatura secundária: "Modernidade Líquida", Bauman (Zahar, 2001).

Programa

Dia 01/02 - Aula 1 - De Carlos IV aos heróis da independência: os primeiros monumentos escultóricos na América Latina

Texto-base:

VANEGAS CARRASCO, Carolina. “Estatuomanía en América Latina. Aproximaciones a la escultura conmemorativa de fines de siglo XIX y comienzos del siglo XX”, Arquitextos, ano 27, n. 35, 2020, pp. 67-82.

Textos de apoio:

AGULHON, Maurice. “Imagerie civique et décor urbain”; “La ‘statuomanie’ et l’histoire”. In: Histoire Vagabonde, v. I. Paris: Gallimard, 1988, pp. 101-204.

GUTIÉRREZ VIÑUALES, Rodrigo. “Capítulo IV: Un Siglo de Escultura en Iberoamérica (1840-1940)”. In: GUTIÉRREZ, Ramón; GUTIÉRREZ VIÑUALES, Rodrigo (coord..). Pintura, Escultura y Fotografía en Iberoamérica, siglos XIX y XX. Madrid: Ediciones Cátedra, 1997, pp. 89-151.

Dia 08/02 - Aula 2 - O centenário das independências: projetos e realizações

Textos-base:

BOCHICCIO, Luca. “Transported Art: 19th-Century Italian Sculptures Across Continents -and Cultures”, Material Cultural Review 74-75, 2012, pp. 70-85.

MONTEIRO, Michelli C. S. “Esculpir a memória: monumentos ao Centenário da Independência em Buenos Aires e São Paulo”, Revista USP, n. 130, 2021, pp. 87-108.

Texto de apoio:

MALOSETTI COSTA, Laura. “Arte e Historia en los festejos del Centenario de la Revolución de Mayo en Buenos Aires”. Caiana, septiembre de 2012.

Dia 15/02 - Aula 3 - De metal e pedra: dimensões materiais da escultura pública latino-americana

Texto-base:

Centro Cultural FIESP-SP. Fundição Artística no Brasil: Arte, Educação, Tecnologia [catálogo da exposição]; curadoria: Gilberto Habbib Oliveira. São Paulo: Editora SESI-SP, 2012.

Textos de apoio:

SBORGI, Franco. “Percorsi del marmo in America Latina”. BERRESFORD, Sandra (org.). Carrara e il mercato della scultura1ª ed. Milão: Federico Motta Editore, 2007, pp. 248-253.

CORSANI, Patricia. Hacer esculturas: proyectos, técnicas, materiales y realizaciones. Buenos Aires (1880-1904). Rosario: Prohistoria, 2021 (cap. 4 e cap. 5).

Dia 22/02 - Aula 4 - Monumentos e as cidades: dinâmicas de recepção e apropriação da escultura pública

Texto-base:

SCARELLI, Rafael. “Da devoção à explosão: manifestações populares de adesão e contestação à estatuária urbana de Lima (1859-1921)”, Revista Eletrônica da ANPHLAC, ISSN 1679-1061, Nº 27, p.310-346, ago./dez., 2019.

Textos de apoio:

GELER, Lea; GHIDOLI, María de Lourdes, “Falucho, paradojas de un héroe negro en una nación blanca. Raza, clase y género en Argentina (1875-1930)”. Avances del Cesor, V. XVI, n.º 20, junio 2019, pp. 1-27.

STUMPF, Lúcia; VELLOZO, Júlio César, “‘Um retumbante Orfeu de Carapinha’ no centro de São Paulo: a luta pela construção do monumento a Luiz Gama”, Estudos Avançados, São Paulo, 32 (92), 2018, pp. 167-191.

 

Dia 29/02 - Aula 5 – Monumentos, a memória do poder e seus questionamentos no debate contemporâneo

Textos-base:

MAJLUF, Natalia. “Derribar a Colón”, Trama, espacio de crítica y debate (Perspectivas); publicado: 13/10/2020. Disponível: https://tramacritica.pe/perspectivas/2020/10/13/derribar-a-colon/

MARINS, Paulo César Garcez. “Desafiar a memória”. Folha de S. Paulo (Tendências/Debates: “Monumentos públicos de figuras controversas da história deveriam ser retirados?”), São Paulo, 20/06/2020.

MENEZES, Hélio. “Mandar os malditos embora”. Folha de S. Paulo (Tendências/Debates: “Monumentos públicos de figuras controversas da história deveriam ser retirados?”), São Paulo, 20/06/2020.

TRAVERSO, Enzo. “Derrubar estátuas não apaga a história, faz com que a vejamos com mais clareza”; trad.: Mauro Costa Assis, Jacobina (Arte/Sociologia); publicado em: 25/07/2021. Disponível: https://jacobin.com.br/2021/07/derrubar-estatuas-nao-apaga-a-historia-faz-com-que-a-vejamos-com-mais-clareza/

Texto de apoio:

NAPOLITANO, Marcos; KAMINSKI, Rosane (Org.). Monumentos, memória e violência. São Paulo: Letra e Voz, 2022.

 

Bibliografia adicional sugerida

 

ANDERSON, Benedict. “Raízes Culturais”. Comunidades Imaginadas: reflexões sobre a origem e a difusão do nacionalismo, trad. Denise Bottman. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

BACZKO, Bronislaw. “Imaginação social”. In: ROMANO, Ruggiero (dir.). Enciclopédia Einaudi, vol. 5, Anthropos-Homem. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1985.

CHARTIER, Roger. A História Cultural: entre práticas e representações, trad. Maria Manuel Galhardo. Lisboa: Difel, 1990.

GALLIPOLI, Milena. La victoria de las copias: dinámicas de circulación y exhibición de calcos escultóricos en la consolidación de un canon estético occidental entre el Louvre y América (1863-1945). Buenos Aires – Tese de Doutorado, UNSAM, 2021.

GLUZMAN, Georgina. Trazos invisibles. Mujeres artistas en Buenos Aires (1890-1923). Buenos Aires: Editorial Biblos, 2016.

GUTIÉRREZ VIÑUALES, Rodrigo. Monumento conmemorativo y espacio público en IberoaméricaMadrid: Cátedra, 2004.

HOBSBAWM, Eric. “A produção em massa de tradições: Europa, 1870-1914”. In: HOBSBAWN, Eric; RANGER, Terence (org.). A invenção das tradições, trad. Celina Cavalcanti. 2ª Ed. São Paulo: Paz e Terra, 2012.

KNAUSS, Paulo (coord.). Cidade vaidosa: imagens urbanas do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Sette Letras, 1999.

LAUDANNA, Mayra; ARAÚJO, Emanoel. De Valentim a Valentim: a escultura brasileira – séculos XVIII ao XX. São Paulo: Imprensa Oficial, Museu Afro-Brasil, 2010. 

LOIACONO, Érika. Trozos de modernidadLa construcción de un campo escultórico moderno en la ciudad de Buenos Aires entre 1882 y 1919. Buenos Aires, Tese de Doutorado – UNSAM, 2020.

LOPES, Fanny. Cenografia e paisagem urbana: um estudo de caso na cidade de São Paulo. Campinas – Dissertação de Mestrado, UNICAMP, 2012.

MAJLUF, Natalia. Escultura y espacio públicoLima, 1850-1879. Lima: IEP, 1994.

MARINS, Paulo César G. “O Parque do Ibirapuera e a construção da identidade paulista”, Anais do Museu Paulista, São Paulo. N. Sér. v. 6/7, pp. 9-36 (1998-1999). Editado em 2003.

MONTEIRO, Michelli C. Scapol. São Paulo na disputa pelo passado: o Monumento à Independência de Ettore Ximenes. São Paulo: FAU-USP, Tese de doutorado, 2017.

PEVSNER, Nikolaus. Academias de Arte: Passado e Presente, trad. Maria Pereira. São Paulo: Companhia das Letras, 2005 [1ª ed. 1940].

SIMIONI, Ana Paula C. Profissão Artista: pintoras e escultoras acadêmicas brasileiras. São Paulo: Edusp, FAPESP, 2008. 

SCARELLI, Rafael Dias. Nos altares da pátria: monumento al Combate Dos de Mayo e monumento a Francisco Bolognesi em Lima (1866-1924). São Paulo – Dissertação de Mestrado, USP, 2019.

SCARELLI, Rafael Dias. “‘Continua a febre dos monumentos’: a estatuomania na imprensa do Rio de Janeiro (décadas de 1880 a 1930)”, Anais do Museu Paulista, São Paulo, Nova Série, vol. 29, 2021, pp. 1-48.

VANEGAS CARRASCO, Carolina. Disputas monumentales: escultura y política en el Centenario de la Independencia (Bogotá, 1910). Bogotá: Alcaldía de Bogotá, 2019.

VANEGAS CARRASCO, Carolina. “Modelos involuntarios. Víctor de Pol y los desafíos de la escultura de tema étnico en Argentina”, Modos: revista de História da Arte, v. 5, n. 2, 2021, pp. 16–35.

 
 

 

Programa

Aula 1. Justiça reprodutiva: um pensamento negro feminista
Kikuchi, P. (2022). JUSTIÇA REPRODUTIVA, DECOLONIALIDADE E RELIGIÃO: ALGUNS APORTES TEÓRICOS PARA UM COMEÇO DE CONVERSA. Revista Poiesis, 23(2), 1–15. Acessível em https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4900  
CARNEIRO, Sueli. O mito da democracia racial. In: LAMOUNIER, Bolívar. (Org) Brasil & África do Sul: uma comparação. São Paulo: Editora Sumaré: Idesp, 1996.

Aula 2. O ser mulher como centro das disputas religiosas, políticas e econômicas
SOUZA, Sandra Duarte de Entrecruzamento gênero e religião: um desafio para os estudos feministas. Revista mandrágora, 2001. Disponível em:
https://revistas.metodista.br/index.php/mandragora/article/view/1450   Acesso em: 4 mai.2025.
HIRSCHKIND, C. Existe um corpo secular? In: Religião e Sociedade, Rio de Janeiro, 37(1): 175-189,2017. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rs/a/VysqFRRQZNtSvnprVxcGmMh/abstract/?lang=pt    

Aula 3. Mulheres cristãs e as contra-narrativas sobre o corpo
ANGELINI, Carla et al. Justiça reprodutiva e religião: algumas ideias. Jundiai/SP: Max Editora, 2023
https://catolicas.org.br/wp-content/uploads/2023/07/JUSTICA-REPRODUTIVA… ANJOS, S.C.T.  MEU CORPO É TEMPLO: COMO MULHERES NEGRAS EVANGÉLICAS DISPUTAM AS NARRATIVAS SOBRE SEUS CORPOS. In: Fazendo o Gênero, 13, 2024, Santa Catarina. Acessível em: https://www.fg2024.eventos.dype.com.br/anais/trabalhos/lista#S  
Campanha Meu corpo é templo: https://www.negrasevangelicas.org/post/meu-corpo-e-templo-praticas- de-acolhimento-a-pessoas-de-fe e https://www.negrasevangelicas.org/post/meu-corpo-e-templo

Programa

PROGRAMA
1. A constituição do sujeito e do Outro em Simone de Beauvoir
Transcendência e imanência na filosofia existencial
Percurso filosófico de Beauvoir na tríade de seus ensaios
O que é uma mulher?

2. O Conceito de gênero - episteme da diferença sexual
a. John Money e as feministas brancas
b. ruptura de regimes

3. O Gênero como Serialidade: lendo Iris Young
a. Pensar uma articulação entre a fenomenologia e a crítica social


OBJETIVO
O curso pretende oferecer diferentes perspectivas a respeito do conceito de gênero, surgido no século XX, sob um escopo argumentativo filosófico, tendo por base a leitura de autoras fundamentais para a sua elaboração no interior da filosofia contemporânea.


JUSTIFICATIVA

O curso abordará o conceito de gênero sob três perspectivas filosóficas, de tal modo que seja possível compreender sua gênese e escopo no interior das discussões acerca da subjetividade e de sua conformação à experiência da mulher na sociedade ocidental contemporânea.
Na primeira aula, nosso objetivo é apresentar a filosofia existencial de Simone de Beauvoir. O Segundo Sexo (1949) é considerado um marco na história do pensamento feminista, e da filosofia enquanto tal, pois ali a mulher é tratada como um problema filosófico, algo que impulsionou os estudos de gênero na contemporaneidade. Mas já os textos prévios à publicação de O Segundo Sexo (1949), mesmo que não tenham como objeto de investigação a situação da mulher, demonstram o interesse da filósofa em pensar como se dá a constituição do sujeito, na ambiguidade de ser livre ao mesmo tempo que situado em condições determinadas. Abordaremos, tendo tais questões em mente, três obras da autora: Pirro e Cineas (1945), Moral da Ambiguidade (1946) e Segundo Sexo (1949). O percurso filosófico de Beauvoir nos auxiliará a compreender seu interesse pelos estudos que pautam, dentre outras questões, o problema da existência, das possibilidades e dos obstáculos à transcendência do sujeito, à liberdade, à ação e aos projetos no mundo – elementos que tomarão corpo em O Segundo Sexo, obra que analisa a situação dos sujeitos e a experiência vivida pela mulher enquanto Outro.
Na segunda, partiremos da premissa de que o gênero é um conceito, e, portanto, um território delimitado de análise, mas, também, devido às máquinas técnicas da psiquiatria, da endrocrinologia e das cirurgias mais recentes, algo passível de uma abordagem conceitual por parte das feministas brancas pró-Estado, sem que se leve em conta as consequências disso. Trata-se de mostrar que há aí a possibilidade de uma ruptura da episteme sexual moderna, pautada pelo dimorfismo, o que abre campo para um estrato plástico do gênero.
Ainda, considerando a querela em que o conceito de gênero se imbricou nos últimos debates feministas, principalmente após as demandas de algumas feministas avessas a uma abordagem crítica do dimorfismo e mesmo da heteronormatividade compulsória, na terceira aula discutiremos por que é ainda necessário discutir este conceito. Tomaremos como base o texto de Iris Young sobre gênero e serialidade, no qual a filósofa faz uma releitura do existencialismo francês, âmbito em que Beauvoir escreveu O Segundo Sexo, a fim de justificar a pertinência de tal conceito para o exercício de uma crítica social consequente com demandas trazidas pelas lutas feministas contemporâneas.


METODOLOGIA

Apresentação das diferentes perspectivas através da exposição das argumentações e diálogo acerca dos temas, como forma de troca e compreensão. Isso se realizará por meio da leitura de textos selecionados das autoras em questão. Dúvidas serão trabalhadas ao final do percurso da exposição, por meio da abertura de uma conversa sobre os temas da aula.

BIBLIOGRAFIA

Parte da bibliografia não possui tradução para a língua portuguesa. Os trechos analisados ao longo do curso serão traduzidos previamente e disponibilizados aos inscritos no curso.
BEAUVOIR, S. Pyrrhus et Cinéas, Paris, Gallimard, 1944. Ed. esp : Para qué la acción?, trad de Juan José Sebreli, Buenos Aires Ediciones Siglo Veinte, 1965.
____________. Pour une morale de l'ambiguité. Paris, Gallimard, 1947. Ed bras : Moral da Ambiguidade, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1970.
____________. Le Deuxieme Sexe. Paris, Gallimard, 1949. Ed. bras : O Segundo Sexo. tr. Sergio Milliet, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2009

FAUSTO-STERLING, A. Sexing the Body, Basic Books, p.63-77, 2000

PRECIADO, P.B. Testojunkie: Sexo, drogas e biopolítica na era farmacopornográfica, Editora n-1, São Paulo, 2018.

YOUNG, Iris. Gender as Seriality: Thinking about Woman as a Social Collective. In: Intersecting Voices: Dilemmas of Gender, Political Philosophy and Policy. Princeton, N.J.: Princeton University Press, 1997

Programa

Neste 1º curso de língua galega se fará uma introdução dos principais elementos constitutivos do sistema linguístico e cultural galego, que coincidem com os termos do título:

1. Falar (expressão oral):

Tópico 1: O alfabeto. Letras e sons. Vogais abertas e pechadas. Prosódia e pronúncia do galego.
Tópico 2: Apresentação breve e simples da família e de outras pessoas, das condições de vida ou de trabalho, das atividades diárias, costumes, gostos e preferências, objetos e possessões.

2. Ler (compreensão escrita):

Tópico 3: Cartas, catálogos, prospectos, menus de restaurantes, listas, horários, anúncios publicitários e artigos breves de carácter informativo.
Tópico 4: informação e instruções de âmbitos como a hotelaria, a sanidade e a vida académica; identificação pessoal e professional.

3. Entender (compreensão oral):

Tópico 5: Interpretação eficaz do discurso para poder se enfrentar a necessidades concretas.
Tópico 6: Música, cinema, seriais e televisão de Galícia. O galego nas plataformas digitais.

4. Escrever (expressão escrita, questões gramaticais e estilísticas):

Tópico 7: Numerais. O grupo nominal. O artigo. Os demonstrativos. Os possesivos. Os pronomes pessoais. Colocação dos pronomes átonos. Contrações. Comparações. Presente dos verbos. Relatar em passado. Imperativo afirmativo e negativo. Gerúndio. Particípio. Perífrases verbais simples.
Tópico 8: Expressar opiniões, sentimentos, desejos e preferencias; fazer sugestões.

5. Saber (dimensão pragmática, intercultural e sociolinguística):

Tópico 9: mitologia, tradições, símbolos, festividades e principais escritores galegos. Emigração, diáspora e relação Galícia-Brasil hoje.
Tópico 10: Bilinguismo e diglosia, normalização e normativização. A construção da norma padrão.

 

Referências bibliográficas:

Serão contemplados os fragmentos pertinentes, disponibilizados sempre pelo professor, dos seguintes manuais:
Barreiro Fernandez, Xosé Ramón. 2007. Os símbolos de Galicia. Consello Cultura Galega.
Bermúdez, Ana; Colmenero, Antonio. 1999. Prácticas de lingua. Edicións do Cumio.
Callón, Carlos. 2012. Como falar e escribir en galego con corrección e fluidez. Xerais.
Chamorro, Margarita; da Silva, Ivonete; Núñez, Xaquín, 2008. Aula de Galego 1. Xunta de Galicia.
https://www.lingua.gal/c/document_library/get_file?file_path=/portal-li…
Corbacho Quintela, Antón. 2009. A aculturação e os galegos do Brasil: o vazio galeguista. Tese de doutorado. Universidade Santiago de Compostela.
Cuba, Xohán R.; Reigosa, Antonio; Miranda, Xosé. 2007. Dicionario dos seres míticos galegos. Xerais.
Mariño Paz, Ramón. 1998. Historia da lingua galega. Sotelo Blanco Edicións
Martínez Vilanova, Fernando. 1998. A pintura galega (1850- 1950). Xerais.

Programa

Aula 1 – Ricoeur, a metáfora e a palavra para a retórica clássica.
Ricoeur e uma antropologia da vontade. Interpretação, linguagem e metáfora. Tempo, alteridade e narrativa. Teoria substitutiva da metáfora. Caráter paradigmático e sintagmático.

Aula 2 – A metáfora e a predicação para a semântica.
Função singularizante e função predicativa da metáfora oracional. Metáfora entre realismo e nominalismo. Impertinência semântica, atribuição ontológica e reidentificação.

Aula 3 – A metáfora e o discurso para a hermenêutica.
Metáfora, modelo e realidade. Suspensão referencial, referência desdobrada e referência metafórica.

Aula 4 – A metáfora entre imaginação e conhecimento.
Tensão do ser metafórico: não é e é como. Das funções identificante-universalizante da linguagem à função metafórica. Tensão identidade e alteridade. Teoria da referência
metafórica. Heurística da linguagem e redescrição do real. Hipótese poética, modulação imaginativa e fictícia.

Bibliografia
ARISTÓTELES. Poética. Edição bilíngue. Tradução, introdução e notas de Paulo Pinheiro. São Paulo: Editora 34, 2015.
BLUMENBERG, Hans. Paradigmen zu einer Metaphorologie. Berlin: Suhrkamp Verlag, 1960.
HAVERKAMP, Anselm. Metapher – Die Ästhetik in der Rhetorik. Bilanz eines exemplarisches Begriffs. München: Wilhelm Fink Verlag, 2007.
KOHL, Katrin. Metapher. Stuttgart: Verlag J. B. Metzler, 2007.
QUINTILIANO. Institutio Oratoria. Tomo III: Livros VII, VIII e IX. Trad. Bruno Fregni Bassetto. Campinas: Editora da Unicamp, 2016.
RICOEUR, Paul. La métaphore vive. Paris: Éditions du Seuil, 1975.
________. The Metaphorical Process as Cognition, Imagination, and Feeling. Chicago: Critical Inquiry, Vol. 5, No. 1. Special Issue on Metaphor. Autumn, 1978. pp. 143-159.
________. Imagination et métaphore. Psychologie Médicale, 14. Lille, 1982.
________. L’imagination dans le discours et dans l’action. In: Essais d’herméneutique II. Paris: Éditions du Seuil, 1986. pp. 213-228.
________. Soi-même comme un autre. Paris: Éditions du Seuil, 1990.

Programa

Aula 1 – Estudos clássicos (Walter Benjamin e Hannah Arendt)
ARENDT, H. (1994) Sobre a violência. Rio de Janeiro: Relume-Dulmará.
Aula 2 – O legado de Frantz Fanon
Franz Fanon FANON, F. “Da violência”. In: Os condenados da Terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968.
Aula 3 – Foucault e o tema da violência
Michel Foucault “Corpo dos condenados”; “A ostentação dos suplícios” do livro Vigiar e Punir (Petrópolis:
Vozes,1977).
Aula 4 – Butler, violência e não-violência
Judith Butler “Violence, Mourning, Politics”. In: Precarious Life – The Powers of Mourning and Violence (New York:
Verso, 2004) – há tradução
Aula 5 – Veena Das, violência e cotidiano
Veena Das. Vidas e palavras. Ler especialmente: cap 1 e cap 4.
Aula 6 – Necropolítica
MBEMBE, A. Necropolítica. São Paulo, n-1, 2019.
Aula 7 – Violência, favelas e periferias
Farias, Juliana. Governo de Mortes. Rio de Janeiro: Papeis Selvagens, 2020 (capítulo a indicar)
Aula 8 – Violência e tecnologia
O’NEAL, Cathy. “CIVILIAN CASUALTIES: Justice in the Age of Big Data. In: Weapons of math destruction. New
York: Crown, 2016. (há tradução)

Programa

Aula 1: A "Era de Ouro", anos 40 e 50
ASIMOV, Isaac. Não é a última palavra! In: CLARKE, Arthur C. A Sonda do Tempo. Lagoa: Nova Fronteira, 1966.
GRIFFITH, Ann W. "Captive Audience" ("Público Cativo"). In: MARCUS, Gideon (ed.). Rediscovery 2 - Science fiction by women 1953-1957. Vista (CA): Journey Press, 2022.
HEINLEIN, Robert A. "Vocês, Zumbis". In: DUARTE, Paulo P. Medium, 02 Ago 2020. Disponível em: https://medium.com/pensamentos-rasos/voc%C3%AAs-zumbis-2b6867a237a5. Acesso em 03/06/2024.

Aula 2: A "Nova Onda", anos 60 e 70
BALLARD, J.G. "The Garden of Time" ("O Jardim do Tempo"). In:______. The Complete Stories of J. G. Ballard. New York: W. W. Norton & Company, 2010.
ELLISON, Harlan. ‘Arrependa-se, Arlequim!’ disse o homem Tique-Taque. In: COSTA, Rafaela. Medium, 11 Fev. 2019. Disponível em: medium.com/@rafaelapc33/arrependa-se-arlequim-disse-o-homem-tique-taque-8e913c36aa55. Acesso em 03/06/2024.
TIPTREE JR., James (SHELDON, Alice B.). "Garota Plugada". In:______. Mulheres que os homens não veem. Rio de Janeiro: Ímã Editorial, 2023.

Aula 3: Cyberpunk, Neoliberalismo, anos 80 e 90
BUTLER, Octavia E. "A Tarde e a Manhã e a Noite". In: VanderMeer, Ann; VanderMeer, Jeff (eds.). Irmãs da Revolução. São Paulo: Aleph, 2023.
GIBSON, William. "Hotel New Rose". In:______. Neuromancer. São Paulo: Aleph, 2014. Ed. especial de 30 anos.

Aula 4: Novas Tendências, o século XXI
MONÁE, Janelle; THOMAS, Sheree R. "A Caixa Temporal Alt(ar)erada". In: MONÁE, Janelle, et al. A Bibliotecária de Memórias: e outras histórias de Dirty Computer. São Paulo: Morro Branco, 2023.
MACLEOD, KEN. "The Bicycle-Frame Tree Plantation Manager’s Redundancy" ("O Gerente da Plantação de Quadros de Bicicleta Tornou-se Redundante"). In: DALKIN, Gary. Improbable Botany. London: Wayward, 2017.

Bibliografia:
OBRAS LITERÁRIAS:

BALLARD, J. G. The Complete Stories of J. G. Ballard. New York: W. W. Norton & Company, 2010.
CLARKE, Arthur C. A Sonda do Tempo. Lagoa: Nova Fronteira, 1966.
DALKIN, Gary. Improbable Botany. London: Wayward, 2017.
ELLISON, Harlan. Paingod and Other Delusions. New York: Pyramid Books, 1965.
GIBSON, William. Neuromancer. São Paulo: Aleph, 2014. Ed. especial de 30 anos.
HEINLEIN, Robert A. The Fantasies of Robert A. Heinlein. Riverdale (NY): Baen, 1973.
MARCUS, Gideon (ed.). Rediscovery 2 - Science fiction by women 1953-1957. Vista (CA): Journey Press, 2022.
MONÁE, Janelle, et al. A Bibliotecária de Memórias: e outras histórias de Dirty Computer. São Paulo: Morro Branco, 2023.
TIPTREE JR., James. (SHELDON, Alice B.) Mulheres que os homens não veem. Rio de Janeiro: Ímã Editorial, 2023.
VANDERMEER, Ann; VANDERMEER, Jeff (eds.). Irmãs da Revolução. São Paulo: Aleph, 2023.

OBRAS TEÓRICAS:

BOULD, Mark; et al. "Voices on the Boom". Science Fiction Studies, Vol. 30, No. 3, The British SF Boom (Nov., 2003), p. 483-491.
BUSCH, Willian P. História da ficção científica nos Estados Unidos do herói cientista de John W. Campbell ao herói antropólogo de Ursula Kroeber Le Guin. Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em História. Curitiba: UFPR, 2019.
DOCTOROW, Cory. "Science Fiction is a Luddite Literature". Locus, Oakland, n. 732, jan. 2022. Disponível em: https://locusmag.com/2022/01/cory-doctorow-science-fiction-is-a-luddite…. Acesso em 03/06/2024.
DOCTOROW, Cory. How to Destroy Surveillance Capitalism. New York: Medium Editions, 2021.
DOUGHERTY, Stephen. The Dangerous Rays of the Future: Democracy, Media, Science Fiction. Science Fiction Studies, Vol. 40, No. 3 (November 2013). Greencastle: DePauw University, 2013.
FREEDMAN, Carl. Critical Theory and Science Fiction. Middletown, Connecticut: Wesleyan University Press, 2000.
JAMESON, F. Archaeologies of the future: the desire called Utopia and other science fictions. New York: Verso, 2005.
JAMES, Edward; MENDLESOHN, Farah. The Cambridge Companion to Science Fiction. Cambridge: Cambridge University Press, 2003.
MOROZOV, Evgeny. Big Tech: A ascensão dos dados e a morte da política. São Paulo: Editora Ubu, 2018.
MOYLAN, Tom. (Ed. BACCOLINI, Raffaella). Demand the impossible: science fiction and the utopian imagination. Bern: Peter Lang, 2014.
OKORAFOR , Nnedi. “Africanfuturism Defined”. Nnedi's Wahala Zone Blog, out. 2019. Disponível em: https://nnedi.blogspot.com/2019/10/africanfuturism-defined.html. Acesso em 03/06/2024
ROBERTS, Adam. A verdadeira História da Ficção Científica: do preconceito à conquista das massas. São Paulo: Seoman, 2018.
SHIVA, Vandana. The Violence of Reductionist Science. Alternatives: Global, Local, Political, n. 12. Sage Publications, 1987.
SUVIN, Darko. Metamorphosis of Science Fiction. New Heaven: Yale University Press, 1979.

 

Programa

Aula 1. Pierre Duhem: biografia, contexto histórico e sua herança para a filosofia da ciência
Aula 2. Popper: aspectos gerais, epistemologia falseacionista, e sua relação com Duhem
Aula 3. Lakatos: aspectos gerais, semelhanças e diferenças com relação às epistemologias de Popper e Duhem
Aula 4. Kuhn: aspectos gerais, controvérsia com Popper e elementos de Duhem em sua obra.

Referências Bibliográficas Principais:

1. DUHEM, Pierre. A Teoria Física: Seu Objetivo e sua Estrutura. Paris: Librairie Félix Alcan, 1906.
2. DUHEM, Pierre. A Filosofia da Física. Paris: Librairie Félix Alcan, 1914.
3. POPPER, Karl. A Lógica da Pesquisa Científica. Londres: Routledge, 1959. (Original de 1934).
4. POPPER, Karl. Conjecturas e Refutações: O Crescimento do Conhecimento Científico. Londres: Routledge & Kegan Paul, 1963.
5. LAKATOS, Imre. A Metodologia dos Programas de Pesquisa Científica. Cambridge: Cambridge University Press, 1978. (Texto original de 1970).
6. LAKATOS, Imre. A Filosofia da Ciência e a Matemática. Cambridge: Cambridge University Press, 1974.
7. KUHN, Thomas S. A Estrutura das Revoluções Científicas. Chicago: University of Chicago Press, 1962.
8. KUHN, Thomas S. A Revolução Copernicana: A Astronomia Planetária no Desenvolvimento do Pensamento Ocidental. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1957.