Programa

01/08/2023 – 3ª. Feira – AULA 1 – AYMÊ OKASAKI
Apresentação do grupo de pesquisa Fayola Odara. Introdução à temática de têxteis
africanos. Apresentação de tecidos artesanais: adire, asó oke, bogolan, kente, adinkra.

02/08/2023 – 4ª. Feira – AULA 2 – AYMÊ OKASAKI
Apresentação aos têxteis industrializados utilizados no continente africano e seus
impactos globais: rendas africanas e wax print.

03/08/2023 – 5ª. Feira – AULA 3 – JOSÉ ROBERTO
O surgimento do candomblé de ketu e a performance de gênero nos modos de vestir
das divindades do panteão nágò iyorùbá.

04/08/2023 – 6ª. Feira – AULA 4 – JOSÉ ROBERTO
O guarda-roupas de candomblé: hierarquia, vivência e experiência vivida apresentada
nos modos de vestir religioso.

07/08/2023 – 2ª. Feira – AULA 5 – MARIA EDUARDA
Breve trajetória da criação das escolas de samba e a formação da ala das baianas. A
composição do traje de baiana e alguns apontamentos históricos.

08/08/2023 – 3ª. Feira – AULA 6 – MARIA EDUARDA
Os trajes usados pelas componentes da ala das baianas: dos eventos “de janeiro a
janeiro” ao traje de folguedo: modelagens, produções, materiais e os critérios de
julgamento das fantasias nos desfiles oficiais do Carnaval. Encerramento do curso.

Referências Bibliográficas

ALEXANDRE, Claudia. Orixás no terreiro sagrado do samba: Exu e Ogum no Candomblé da Vai-Vai. Rio de
Janeiro: Fundamentos de Axé, 2021.
BORGES, Maria Eduarda Andreazzi. Da artesania à apoteose: o traje e a movimentação das componentes da
ala das baianas de carnaval. Revista Aspas, [S.L.], v. 10, n. 2, p. 69-85, 20 dez. 2021. Universidade de São
Paulo, Agência USP de Gestão da Informação Acadêmica (AGUIA). http://dx.doi.org/10.11606/issn.2238-
3999.v10i2p69-85. Disponível em :https://www.revistas.usp.br/aspas/article/view/184235. Acesso em: 17 abr.
2023.
BORGES, Maria Eduarda Andreazzi. O traje da baiana de Carnaval: ponto de encontro de ancestralidades e
renovações.. 2022. 356 f. Dissertação (Mestrado) ‒ Escola de Comunicações e Artes (ECA),Artes Cênicas,
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2022. Disponível em:
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27156/tde-19042023-142655…. Acesso em: 17 abr. 2023.
CASTRO, Y. P. de. Língua e nação de candomblé. Revista África, [S. l.], n. 4, p. 57-76, 1981. DOI:
10.11606/issn.2526-303X.v0i4p57-76. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/africa/article/view/90848.
Acesso em: 5 abr. 2023.
CASTILLO, Lisa Earl. O terreiro do Gantois: redes sociais e etnografia histórica no século XIX. Revista de
História (São Paulo), 2017. Disponivel em:
https://www.scielo.br/j/rh/a/qjPgpLhSMRk5NNJmjrPQTwh/?format=html Acesso em: 18 abr 2023.
CARYBÉ. Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia. Aquarelas de Carybé. Textos de
Carybé, Jorge Amado, Pierre Verger e Waldeloir Rego, edição de Emanoel Araujo – Salvador, Editora Raízes
Artes Gráficas, Fundação Cultural da Bahia, Instituto Nacional do Livro e UFBA - Universidade Federal da
Bahia,1980.
CARNEIRO, Edison. Os candomblés da Bahia, Edições de Ouro, Rio de Janeiro, 1967.
CASTILHO, Lisa Earl. Entre a oralidade e a escrita: etnografia nos candomblés da Bahia, EDUFBA, 2008.
CASTILLO, Lisa Earl; PARÉS, Luis Nicolau. Marcelina da Silva e seu mundo: novos dados para uma
historiografia do candomblé ketu. Afro-Ásia, n. 36, 2007.
CUNHA, Lygia da Fonseca Fernandes da. Riscos illuminados de figurinhos de brancos e negros dos uzos do Rio
de Janeiro e Serro do Frio / aquarelas por Carlos Julião1740-1811, Rio de Janeiro : Biblioteca Nacional, 1960.
Disponível em: https://bd.camara.leg.br/bd/handle/bdcamara/22620 Acesso em: 24 abr 2023.
ESCOREL, Silvia. Vestir poder e poder vestir: o tecido social e a trama cultural nas imagens do traje negro
(Rio de Janeiro, Século XVIII). 2000. Dissertação (Mestrado) ‒ Programa de Pós-Graduação em História Social
‒ Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (CFCH), Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2000.
Disponível em: https://pantheon.ufrj.br/handle/11422/2954?mode=full. Acesso em: 17 abr. 2023.
FACTUM, Ana Beatriz Simon. Joalheria escrava baiana: a construção histórica do design de joias brasileiro.
2009. 309 f. Tese (Doutorado) ‒ Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), Universidade de São Paulo, São
Paulo, 2009. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16134/tde-13012010-154213…-
br.php. Acesso em: 17 abr. 2023.
GODOY, Solange de Sampaio. Círculo das contas: joias de crioulas baianas. Salvador: Fundação Museu
Carlos Costa Pinto, 2006.
IPAC, Bahia. Governo do Estado. Secretaria da Cultura. Pano da Costa. Salvador: IPAC; Fundação Pedro
Calmon, 2009. Disponível em: http://www.ipac.ba.gov.br/publicacoes-paradownload/cadernos. Acesso em: 17
abr. 2023.
LANE, Kate. ODARA: estética e identidade na indumentária de festa no candomblé queto. Arte & Ensaios, Rio
de Janeiro, v. 1, n. 29, p. 50-57, jun. 2015. Disponível em:
https://revistas.ufrj.br/index.php/ae/article/view/10226/7717. Acesso em: 17 abr. 2023.
LODY, Raul. Moda e História: as indumentárias das mulheres de fé/ Raul Lody; fotografias de Pierre Fatumbi
Verger. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2015.
LODY, Raul; SABINO, Jorge. Danças de matriz africana: antropologia do movimento, Pallas Editora, 2021.
LOPES, Nei. Enciclopédia brasileira da diáspora africana. São Paulo: Selo Negro, 2004.
MELO, Aislan Vieira. Reafricanização e dessincretização do candomblé: Movimentos de um mesmo processo.
Revista Anthropológicas, v. 19, n. 2, 2008.
PARÉS, Luis Nicolau. Libertos africanos, comércio atlântico e candomblé: a história de uma carta que não
chegou ao destino. Revista de História (São Paulo), 2019.
PEREIRA, Hanayrá Negreiros de Oliveira. O Axé nas roupas: indumentária e memórias negras no candomblé
angola do redandá. 2017. 1 v. Dissertação (Mestrado) - Curso de Ciência da Religião, Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo, São Paulo, 2017. Disponível em:
https://tede2.pucsp.br/bitstream/handle/20817/2/Hanayr%c3%a1%20Negreiro…
f. Acesso em: 17 abr. 2023.
SANTOS, José Roberto Lima. Indumentárias dos orixás: arte, mito e moda no rito afro-brasileiro,
Dissertação de Mestrado, UNESP - “ Universidade Júlio de Mesquita Filho”, IA - Instituto de Artes, 2021.
SILVA, Eduardo Marques da. Crioulos (pretos ou branqueados) na iconografia nacional dos séculos XVIII/XIX,
Revista Educação Pública, p.1/8 – 8/8, 2023.
SOUZA, Patrícia Ricardo de. AXÓS E ILEQUÊS: rito, mito e a estética do candomblé. 2007. 1 v. Tese
(Doutorado) - Curso de Sociologia, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (Fflch), Universidade de
São Paulo, São Paulo, 2007. Disponível em: https://www.livrosgratis.com.br/ler-livro-online-14252/axos-e-
ileques--rito-mito-e-a-estetica-do-candomble. Acesso em: 17 abr. 2023.
VIANA, Fausto. Para documentar a história da moda: de James Laver às blogueiras fashion. São Paulo: ECA
USP, 2017. Disponível em: https://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/165. Acesso
em: 17 abr. 2023.
VIANA, Fausto. Para vestir a cena contemporânea: traje interior feminino no Brasil do século XIX. São Paulo:
ECA/USP, 2019. DOI:10.11606/9788572052443. Disponível em:
http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/373. Acesso em: 17 abr. 2023.
VIANA, Fausto Roberto Poço; BORGES, Maria Eduarda Andreazzi. O traje de baiana do Carnaval: um cadinho
cultural. Revista Interfaces (UFRJ), v.30, p.82-99, 2020. Disponível em:
https://revistas.ufrj.br/index.php/interfaces/article/view/39674. Acesso em: 17 abr. 2023.
VIANA, Fausto; MOURA, Carolina Bassi de (org.). Dos bastidores eu vejo o mundo: cenografia, figurino,
maquiagem e mais vol. 5 - edição especial de folguedos. São Paulo: Eca/Usp, 2020. Disponível em:
https://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/541. Acesso em: 17 abr. 2023.
VERGER, Pierre. Orixás: deuses iorubás na África e no novo mundo. Salvador: Fundação Pierre Verger, 2018.

Programa

Aula 1:

Integração e Dominação
A especificidade do conceito de dominação na obra de Pierre Bourdieu repousa na existência de uma igualdade formal entre dominantes e dominados, caracterizada em termos de processos de integração. Essa primeira aula é uma discussão das condições sócio-históricas sob as quais os processos de integração lógica e moral dependem, os quais, por sua vez, funcionam enquanto condições de possibilidade para os modos de dominação nas sociedades contemporâneas.
Bibliografia básica:
BOURDIEU, Pierre. “Curso de 14 de março de 1990”. In: Sobre o Estado. São Paulo: Companhia das Letras, 2014 (p.294-309).
BOURDIEU, Pierre.; BOLTANSKI, Luc. “Introducción.” In: La producción de la ideología dominante. Buenos Aires: Nueva Visión, 2009 [1979]. (p.9-16).

Bibliografia complementar:
BOURDIEU, P.; PASSERON, J-C. A Reprodução: Elementos para uma teoria do sistema de ensino. Petrópolis: Editora Vozes, 2014 [1970].
BOURDIEU, P. Las estructuras sociales de la economía. Buenos Aires: Manntaial, 2010.
BOURDIEU, P.; BOLTANSKI, L. La producción de la ideología dominante. Buenos Aires: Nueva Visión, 2009 [1979].
BOLTANSKI, L. “The Structure of Critical Theory” In: ___.On Critique: a sociology of emancipation. Cambridge: Polity Press, 2011.

Aula 2:

Materialismo do simbólico
Apresentação da proposta de um “estruturalismo genético” feita por Pierre Bourdieu para o estudo do Estado. Essa proposta é inseparável do processo de concentração e monopolização de capitais realizado pelo Estado entendidos a partir da sua concepção de “materialismo do simbólico”.
Bibliografia básica:
BOURDIEU, Pierre. Espíritos de estado: gênese e estrutura do campo burocrático. In: ____. Razões práticas. Sobre a teoria da ação. Campinas, SP: Papirus, 1996, p. 91-135.
BOURDIEU, Pierre. “Curso de 15 de fevereiro de 1990”. In:____ (Org.). Sobre o Estado. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.



Bibliografia complementar:
o curso de 1990-1991 no Collège de France, traduzido na obra “Sobre o Estado” discute de maneira mais aprofundada e com mais digressões metodológicas o artigo “Espíritos de Estado”
BOURDIEU, Pierre. “Os fundamentos históricos da Razão” In. ____. Meditações pascaliana. São Paulo: Bertrand Brasil, 2001
MICELI, Sérgio “Materialismo do simbólico” In:____ (Org.) Sobre o Estado. São Paulo: Companhia das Letras, 2012

Aula 3:

Lugar neutro e campo
Apresentação da relação entre lugares comuns e espaços de produção discursiva, tomando como eixo fundante a discussão apresentada por Pierre Bourdieu e Luc Boltanski, em artigo intitulado La production de l'idéologie dominante, de 1976.
Bibliografia básica:
BOURDIEU, Pierre. Curso de 7 de fevereiro de 1991. In: Sobre o Estado. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
BOURDIEU, Pierre. O novo capital. In: Razões Práticas: sobre a teoria da ação. Campinas: Papirus, 1996.
Bibliografia complementar:
BOURDIEU, Pierre; BOLTANSKI, Luc. La production de l’idéologie dominante,, Paris: Demopolis/Raisons d’agir, 2008 [1976] (existe tradução para a língua espanhola).
BOURDIEU, Pierre.; BOLTANSKI, Luc. “Introducción.” In: La producción de la ideología dominante. Buenos Aires: Nueva Visión, 2009 [1979]. (p.9-16).

Aula 4:

Estado, legisladores e educação
A partir da agenda bourdieusiana de pesquisa, será desenvolvida a articulação entre legisladores e discursos sobre educação no âmbito das comissões estatais.
Bibliografia básica:
BOURDIEU, Pierre. Curso de 25 de janeiro de 1990. In: Sobre o Estado. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
BOURDIEU, Pierre; CHAMPAGNE, Patrick. Os excluídos no interior. BORDIEU, P. A miséria do mundo. Petrópolis-RJ: Editora Vozes, 2011.
RESENDE, Tânia Freitas. “Sistema de ensino” (verbete). Vocabulário Bourdieu. Belo Horizonte, MG: Autêntica, p. 109-112, 2017.
Bibliografia complementar:
BERNSTEIN, B. “On pedagogic discourse”. In: RICHARDSON, John G., Handbook of theory and research for the sociology of education. Connecticut: Greenwood Press, 1986.
BOURDIEU, Pierre; SAINT-MARTIN, Monique de. As categorias do juízo professoral. Escritos de educação. Petrópolis, RJ: Vozes, p. 185-216, 1998.

Aula 5:

A sociedade civil e as novas formas de gestão do público
Discussão sobre o surgimento de termos como “terceiro setor” e “sociedade civil” e como estes foram legitimados para a gestão dos aparelhos culturais do Estado de São Paulo.
Bibliografia básica:
COSTIN, Cláudia. Organizações Sociais como modelo para Gestão de Museus,Orquestras e outras iniciativas culturais. Revista Eletrônica sobre a Reforma do Estado, Salvador, Instituto de Direito Público da Bahia, n. 2, junho/julho/agosto, 2005. Disponível em: Acesso em 25 nov. de 2017.
MICHETTI, M. “A definição privada do bem público: a atuação de institutos empresariais na esfera da cultura.” Caderno CRH, Salvador, v.29, n.78, p. 513-534, 2016.
Bibliografia complementar:
ARRETCHE, M. Mitos da descentralização: mais democracia e eficiência nas políticas públicas? Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 11, n. 31, 1996.
BARROS, A. Entrevista: - Bresser Pereira e a Reforma Gerencial do Estado . Administração Pública e Gestão Social, v. 9, n. 3, p. 237-242, 2017.
BRESSER-PEREIRA, L. C. Reforma gerencial e legitimação do estado social.Rev. Adm. Pública [online]. 2017, vol.51, n.1, pp.147-156.
BITTENCOURT, Lúcio Nagib. As Organizações Sociais e as ações governamentais em cultura: ação e política pública no caso do Estado de São Paulo. Tese, São Paulo, 2014. 254 f.
LANDIM, L. O “setor” sem fins lucrativos no Brasil. História, tendências e debates recentes. In: LANDIM, L. Para além do mercado e do Estado? Filantropia e cidadania no Brasil. Rio de Janeiro: Cadernos do ISER, 1993.

Aula 6:

Quem governa? As relações no Estado e formas de Estado
Retoma-se o debate em torno da tecnocracia e do Estado desenvolvimentista que marcaram os anos 1990, depreendendo as relações de força/sentido à época. Em seguida, contrapõe-se com os processos políticos mais contemporâneos, tendo em vista a detectar relações de continuidade e descontinuidade de um período para outro.

Bibliografia Básica:
BOMENY, H. “Novos talentos, vícios antigos: os renovadores e a política.” Estudos Históricos. Rio de Janeiro, v.6, n.11, p. 24-39. 1993.
LOUREIRO, M. R. “Os economistas no Brasil pós-64: formação acadêmica e participação no governo”. In:___. Os economistas no governo. Rio de Janeiro: Editora Fundação Getúlio Vargas, 1997. (p.61-117).

Bibliografia Complementar:
HEREDIA, M. Cuando los economistas alcanzaron el poder (o como se gestó la confianza en los expertos). Buenos Aires: Siglo Veintiuno Editores, 2015.
MITCHELL, Timothy. The work of economics: how a discipline makes its world. European Journal of Sociology, v. 46, n. 2, p. 297–320, 2005.
NORMAND, R. The changing epistemic governance of European Education. Scotland: Springer Press, 2016.
SILVA, P. En nombre de la razón: tecnocratas y política en chile. Santiago: Ediciones Universidad Diego Portales, 2010.

Programa

O curso terá quatro encontros de 2h horas cada, com dois blocos de exposição seguidos por um tempo para discussão. A comunicação com os alunos se dará principalmente através de uma sala do Google Classroom, onde serão também disponibilizados os links para as aulas, além de uma pasta com leituras sugeridas e complementares.
Uma sugestão!
Caso você nunca tenha lido o Fedro, eu sugiro que o leia, inteiro, antes de começarmos. Não se preocupe se não entender tudo; tampouco é necessário que a leitura seja detalhada.

Aula 1 (16/08/21, 17h)
- Introdução
Como ler um diálogo de Platão? Por que Platão escreveu diálogos? Qual é o tema do Fedro?
Leitura sugerida: O Fedro de Platão

Aula 2 (20/08/21, 17h)
- Erôs
Sócrates contra a educação ateniense; a psicologia do Fedro; introdução à reminiscência e às Formas; o amor.
Leitura sugerida: A primeira metade do Fedro, 227a-257b

Aula 3 (23/08/21, 17h)
- A retórica e a dialética
O que a filosofia deve aprender com a retórica?; o método das coleções e divisões; a construção do discurso filosófico e a reminiscência
Leitura sugerida: Fedro, 259e-274b

Aula 4 (27/08/21, 17h)
- A escrita e a escrita na alma
A crítica à escrita; por que Platão escreveu?; o objetivo de Sócrates no Fedro: a escrita na alma.
Leitura sugerida: Fedro, 274b-279c

Traduções confiáveis do Fedro em português

Platão, Fedro. Tradução, apresentação e notas de Maria Cecília Gomes dos Reis. São Paulo: Penguin, 2016. (vou usar esta!)
Platão, Fedro. Tradução de José Ribeiro Ferreira. Lisboa: edições 70, 2009.
Platão, Fedro. Tradução de Carlos Alberto Nunes. Belém: ed.ufpa, 2011.
Platão, Fedro. Tradução de José Cavalcante de Souza. Rio de Janeiro: editora 34, 2016.
Bibliografia especializada
Burger, Ronna (1980). Plato's Phaedrus: a defense of a philosophic art of writing. The University of Alabama Press
Ferrari, G.R.F. (1990) Listening to the Cicadas: a study of Plato`s Phaedrus. Cambridge: Cambridge University Press.
Griswold, C. (1996) Self-Knowledge in Plato's Phaedrus. Pennsylvania: Penn State University Press.
Hackforth, R. (2001) Platos`s Phaedrus. Cambridge: Cambridge University Press.
Nicholson, G. (1999) Plato’s Phaedrus: The Philosophy of Love. Purdue University Press.
Werner, Daniel S. (2012) Myth and Philosophy in Plato`s Phaedrus. Cambridge: Cambridge University Press.

Programa

Uma personagem é um ser feito de palavras que se submete ao regime literário em que está inserido. Uma personagem, mais do que espelho de seres reais, pode ser entendida também como um lugar em que os possíveis da experiência humana se manifestam. As personagens foram teorizadas como heróis e figurantes (Enrico Testa), como redondas e planas (E.M. Forster), como funções matemáticas (Ítalo Calvino), valorizadas enquanto tipos (Georg Lukács), ou entendidas psicologicamente (Henry James).
O presente curso parte desses pressupostos teóricos mais conhecidos para investigar a categoria da personagem na fronteira de uma reflexão também sobre o autor e o leitor (ou espectador). Portanto, entendidas sob regimes literários, sobretudo, metalinguísticos, a análise das obras propostas revela questões conceituais inultrapassáveis para se pensar a literatura contemporânea.



Aula 1 - Introdução à teoria dos personagens: vários teóricos modernos e contemporâneos serão discutidos,
destacando a singularidade e o antagonismo de suas posições – um estruturalista, por exemplo, rejeitará a leitura
realista social ou psicológica; uma teoria focada no romance será diferente daquela focada no drama. A ideia é
fornecer a base inicial teórica para um diálogo mais abrangente com as obras que serão analisadas durante o
curso.


Aula 2 - Personagem enquanto personagem; espectador enquanto personagem: há obras que não pensam a
personagem como espelho de figuras reais ou tipos sociais, mas o pensam simplesmente enquanto personagens,
submetidos, não a uma fábula, mas a um regime formal (ou genérico) específico. As obras propostas aqui são
reflexões sobre o gênero dramático, sua crise formal, levada a cabo por uma estrutura que confronta personagem e
autor e personagem e plateia.
 Análise da peça Seis personagens à procura de um autor, de Pirandello.
 Análise da peça Esperando Godot, de Samuel Beckett.


Aula 3 - Fenomenologia da imaginação: as duas obras que serão analisadas em aula retratam como um autor
pensa um personagem, como ele o investiga ou o imagina. Nathaniel Hawthorne, pode-se dizer, convida o leitor e a
leitora a seguirem com ele as etapas de sua imaginação investigativa, para compreender moralmente a
personagem; Virginia Woolf, por sua vez, introduz o leitor no campo de seu pensamento, investigando, não apenas
a personagem, mas o regime perceptivo, imaginativo e estético a que está submetida.
 Análise do conto “Wakefield”, de Nathaniel Hawthorne.
 Estudo do conto “Uma mulher no espelho - uma reflexão”, de Virginia Woolf.


Aula 4 - Conflitos entre autor, personagem e leitor: o romance de caráter autorreflexivo que será analisado
encena na narrativa os embates entre uma escritora-personagem e sua criatura, o que propicia discussões sobre a
figura do herói, a crise autoral e as expectativas do leitor dramatizado no romance.
 Análise do romance Homem lento, de J.M. Coetzee.


Aula 5 - O autor enquanto personagem: análise do romance Tempo Final (2022), de Maylis Besserie, livro
baseado na vida de Samuel Beckett. Esta aula discutirá principalmente as características do personagem Beckett e
o jogo entre biografia e ficção estabelecido por esta obra. Além disso, também pretendemos discutir a apropriação
da linguagem e da temática beckettianas operadas pela escritora, bem como os efeitos da recepção da obra.
 Análise do romance Tempo Final, Maylis Besserie.


Referências bibliográficas
Bibliografia literária:
BECKETT, Samuel. Esperando Godot. Tradução de Fábio de Souza Andrade. São Paulo: Cosac Naify, 2005.

BESSERIE, Maylis. Tempo Final. Trad. Lívia Bueloni Gonçalves. São Paulo: Editora Nós, 2022.
COETZEE, J.M. Homem lento. Tradução de José Rubens Siqueira. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
HAWTHORNE, Nathaniel. “Wakefield”. Tradução de Cristina Serra. In: Contos fantásticos no labirinto de Borges.
São Paulo: Casa da Palavra, 2005.
PIRANDELLO, Luigi. Seis personagens à procura de um autor. Tradução de Brutus Pedreira. São Paulo: Abril
Cultural, 1978.
WOOLF, Virginia. “Uma Mulher no Espelho – Uma Reflexão”. In.: Contos de Assombro. São Paulo: Carambaia,
2019.
Bibliografia teórica:
CANDIDO, Antonio, ROSENFELD, Anatol, PRADO, Décio de Almeida Prado & GOMES, Paulo Emílio Salles. A
Personagem de Ficção. São Paulo: Editora Perspectiva, 1976.
CRUZ, Talita Mochiute. A ficção australiana de J. M. Coetzee: o romance autorreflexivo contemporâneo. 2015.
Dissertação (Mestrado em Teoria Literária e Literatura Comparada) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. doi:10.11606/D.8.2015.tde-10092015-160114. Acesso em:
20 jun. 2021.
FORSTER, E.M. Aspectos do Romance. Tradução de Sergio Alcides. São Paulo: Globo, 2005.
GOLDMAN, Jane. The Cambridge Introduction to Virginia Woolf. Cambridge University Press Cambridge: New
York, Melbourne, Madrid, Cape Town, Singapore, São Paulo, 2006.
GONÇALVES, Lívia Bueloni. Em busca de Companhia: O universo da prosa final de Samuel Beckett. São Paulo:
Humanitas/Fapesp, 2018.
TESTA, Enrico. Heróis e figurantes: o personagem no romance. Tradução de Patricia Peterle. São
Paulo/Florianópolis: Rafael Copetti editor, 2019.
SZONDI, Peter. Teoria do drama moderno (1880-1950). Tradução de Raquel Imanishi Rodrigues. São Paulo: Cosac
Naify, 2011.
TODOROV, T. "Homens narrativa". As estruturas narrativas. São Paulo: Perspectiva, 2003.
VASCONCELLOS, Cláudia Maria de. Samuel Beckett e seus duplos - espelhos, abismos e outras vertigens
literárias. São Paulo: Iluminuras, 2017.
________________. Teatro Inferno: Samuel Beckett. São Paulo: Terracota, 2012.
WOOD, James. “Personagem”. Como funciona a ficção. Tradução de Denise Bottman. São Paulo: Cosac Naify,
2011, p. 93-124.

Programa

Aula 1: Debates historiográficos atuais em torno da História Indígena.

Referências bibliográficas:
KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. A queda do céu. Palavras de um xamã Yanomami. Tradução de Beatriz Perrone-Moisés. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
SANTOS, Eduardo Natalino dos. “História dos vencidos, história da mestiçagem e história indígena”. In: PERLATTO, Fernando. As américas em perspectiva: das conquistas às independências/Org.: Hevelly Ferreira Acruche, Bruno Silva. Juiz de Fora, MG: Editora UFJF/ClioEdel, 2023.

Aula 2: O ensino de história e as narrativas indígenas.

Referências bibliográficas:
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Editora: Companhia das Letras, 2019.
MUNDURUKU, Daniel. Coisas de índio. São Paulo: Callis, 2000.

Programa

Aula 1: O que é, de onde veio e para onde vai a Linguagem Simples

Antes de tudo, iremos entender melhor de onde surgiu o movimento e como ele tomou força ao redor do mundo.
Faremos um breve apanhado histórico de como a linguagem escrita se tornou tão complexa e por que ela foi
deixando pessoas pelo caminho, excluindo boa parte da população do seleto grupo de cidadãos letrados.

Aula 2: Linguagem Simples e Comunicação Governamental

Entendendo como chegamos até aqui, fica mais fácil imaginar onde podemos chegar.
A segunda aula vai mostrar casos reais de comunicação governamental que usaram Linguagem Simples para
explicar temas complexos: da sociobioeconomia à lei orçamentária anual. Para isso, o texto rompe as barreiras da
escrita e se adapta aos mais diversos recursos midiáticos como vídeos, podcasts, apresentações e redes sociais.

Aula 3: Linguagem Simples e Nós

Por fim, um respiro. A terceira aula é um encontro para refletirmos sobre o papel da língua como transformadora
social e cultural. Na literatura, no cinema, nos textos de arte, na sala de aula... quanto mais gente entender o
verdadeiro sentido das palavras, mais elas entenderão o abstrato sentido da vida. E isso não tem como ser ruim.
Nem como indivíduo, nem como sociedade.

Bibliografia

FARACO, C. A. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. 2ª ed. São Paulo: Parábola, 2009. 205 p.
FISCHER, H. Os impactos da Linguagem Simples na compreensibilidade da informação em governo eletrônico: o caso de
um benefício do INSS. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Departamento de Artes e Design, 2021. Disponível em:
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSe…. Acesso em 5 de maio, 2022.
FREYRE, G. Casa-grande & senzala. 51ª ed. São Paulo: Global Editora, 2006.
GALINDO, C. W. Latim em pó: um passeio pela formação do nosso português. Versão digital. São Paulo/SP: Editora Schwarcz,
2022.
GNERRE, M. Linguagem, escrita e poder. 3ª edição. São Paulo/SP: Livraria Martins Fontes Editora Ltda., 1991. 115p.
LUCCHESI, D. Língua e sociedade partidas: a polarização sociolinguística do Brasil. São Paulo: Contexto, 2015. 320 p.

Programa

Aula 1: Afinal, quem são os animais? Um panorama histórico a partir de abordagens filosóficas

BERGER, John. Por que olhar para os animais? Trad. Pedro Paulo Pimenta. São Paulo: Fósforo, 2021.
INGOLD, Tim (ed.). What is an animal? Nova York: Routledge, 1988.
MACIEL, Maria Esther. Animalidades: zooliteratura e os limites do humano. São Paulo: Editora Instante, 2023.
MASSUMI, Brian. O que os animais nos ensinam sobre política. Trad. Francisco Trento & Fernanda Mello. São Paulo: n-1 edições, 2017.
TORRE TORRES, Rosa María de la. Los fundamentos de los derechos de los animales. Cidade do México: Tirant lo Blanch, 2021.

Aula 2: Relações multi e interespecíficas numa perspectiva histórica

APROBATO FILHO, Nelson. O couro e o aço. Sob a mira do moderno: a aventura dos animais pelos jardins da Paulicéia (final do século XIX - início do XX). 397 f. Tese (Doutorado em História). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.
DESPRET, Vinciane. O que diriam os animais? Trad. Letícia Mei. São Paulo: Ubu Editora, 2021.
DUARTE, Regina Horta. História dos animais no Brasil: tradições culturais, historiografia e transformação. Historia Ambiental Latinoamericana Y Caribeña (HALAC), Revista de la Solcha, 9(2), 16–44, 2019.
HARAWAY, Donna. Quando as espécies se encontram. Trad. Juliana Fausto. São Paulo: Ubu Editora, 2022.

Aula 3: Estudo de caso: abelhas africanas no Brasil e agência animal

BURTON-ROSE, Daniel. Towards a Sinophone Insect Humanities: A Review Essay. Journal of the History of Biology, 53, 667–678, 2020.
CABRAL, Diogo de Carvalho Meaningful Clearings: Human-Ant Negotiated Landscapes in Nineteenth-Century Brazil. Enviromental History, v. 26, n. 1 p. 1-24, 2021.
CHITKA, Lars. The mind of a bee. Princeton: Princeton University Press, 2022.
DOMANSKA, Ewa. A história para além do humano. Trad. Taynna Marino e Hugo Merlo. São Paulo: FGV Editora, 2024.
KENT, Robert B. The Introduction and Diffusion of the African Honeybee in South America. Yearbook of the Association of Pacific Coast Geographers, v. 50, n. 1, p. 21–43, 1988.
SILVA, Leonardo. Por uma leitura sociotécnica da história da criação de abelhas no Brasil: análise à luz da Social Construction of Technology (SCOT). Mosaico Social - Revista do Curso de Ciências Sociais da UFSC, Ano XII, n. 07, 2014.

Aula 4: Colonialismo, animais e ciência

ARISTÓTELES. História dos animais. Trad. Maria de Fátima Sousa e Silva. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2014.
FAUSTO, Juliana. A cosmopolítica dos animais. São Paulo: n-1 edições, 2020.
FERDINAND, Malcom. Uma ecologia decolonial: pensar a partir do mundo caribenho. Trad. Letícia Mei. São Paulo: Ubu Editora, 2022.
HARAWAY, Donna. A reinvenção da natureza: símios, ciborgues e mulheres. Trad. Rodrigo Tadeu Gonçalves. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2023.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. Metafísicas canibais: elementos para uma antropologia pós-estrutural. São Paulo: Ubu Editora; n-1 edições, 2018.

Programa

Aula 1: Cultura, conhecimento, técnicas e práticas de si na Antiguidade pagã e cristã (Parte I)
Aula 2: Cultura, conhecimento, técnicas e práticas de si na Antiguidade pagã e cristã (Parte II) – Verdade, realidade e parresía.
Aula 3: O problema de Rousseau
Aula 4: Freud e seus sucessores
Aula 5: Sinceridade na literatura
Aula 6: O lugar da verdade na literatura contemporânea

Bibliografia:
AZEVEDO, Luciene. Pensar a ficção hoje. Rio de Janeiro: Papéis Selvagens Edições, 2024.
BARTHES, Roland. O rumor da língua. Trad. Mario Laranjeira. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
BAUDRILLARD, Jean. Simulacros e simulação. Tradução de Maria João da Rocha Afonso. Lisboa: Relógio d`Água, 1991.
BRETON, André. Nadja. Trad. Ivo Barroso. São Paulo: 100/Cabeças, 2022.
DE JESUS, Carolina Maria. Quarto de despejo. São Paulo: Editora Ática, 2015.
EVARISTO, Conceição. Ponciá Vivêncio. Rio de Janeiro: Editora Pallas, 2017.
______. Becos da memória. Rio de Janeiro: Editora Pallas, 2017.
______. Da grafia-desenho de minha mãe, um dos lugares de nascimento de minha escrita. In: Representações Performáticas Brasileiras: teorias, práticas e suas interfaces. Marcos Antônio Alexandre (org.). Belo Horizonte: Mazza Edições, 2007. p 16-21. Disponível em: https://revistazcultural.pacc.ufrj.br/da-grafia-desenho-de-minha-mae-um… Acesso em: 28.5.2025.
FOUCAULT, Michel. Dizer a verdade sobre si. Trad. Salma Tannus Muchail. São Paulo: Ubu Editora, 2022.
______. A escrita de si. In: O que é um autor? Lisboa: Passagens. 1992. pp. 129-160.
FREUD, Sigmund. Obras completas volume 14: "O homem dos lobos" e outros textos (1917-1920). Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
FUKS, Julián. A resistência. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
______. História abstrata do romance. 2016. 144 f. Tese (Doutorado em Letras). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016.
______. O escritor que não sabia inventar. s.d. In: Suplemento Pernambuco. Disponível em: http://www.suplementopernambuco.com.br/edi%c3%a7%c3%b5es-anteriores/67-…. Acesso em: 07 fev. 2017.
GALLE, Helmut; OLMOS, Ana Cecília; KANZEPOLSKY, Adriana; IZARRA, Laura Z. (Orgs.). Em primeira pessoa: abordagens de uma teoria da autobiografia. São Paulo: Annablume; FAPESP, 2009.
KNAUSGÅRD, Karl Ove. A morte do pai: minha luta 1. Trad. Leonardo Pinto Silva. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
______. Um outro amor: minha luta 2. Trad. Guilherme da Silva Braga. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
______. A ilha da infância: minha luta 3. Trad. Guilherme da Silva Braga. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
______. Uma temporada no escuro: minha luta 4. Trad. Guilherme da Silva Braga. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
______. A descoberta da escrita: minha luta 5. Trad. Guilherme da Silva Braga. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
______. O fim: minha luta 6. Trad. Guilherme da Silva Braga. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
LACAN, Jacques. O Seminário, livro 11: Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise. Rio de Janeiro: Editora Zahar, 1985.
NORONHA, Jovita Maria Gerheim (Org.). Ensaios sobre a autoficção. Trad. Jovita Maria Gerheim Noronha e Maria Inês Coimbra Guedes. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Confissões. Trad. Rachel de Queiroz e José Benedicto Pinto. Bauru: Edipro, 2008.
SANTIAGO, Silviano. Meditação sobre o ofício de criar. 2007. Disponível em: http://revistazcultural.pacc.ufrj.br/meditacao-sobre-o-oficio-de-criar-…. Acesso em: 29 ago. 2017.
STAROBINSKI, Jean. Jean-Jacques Rousseau: a transparência e o obstáculo. Trad. Maria Lúcia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
SARLO, Beatriz. Tempo passado: cultura da memória e guinada subjetiva. Trad. Rosa Freire d`Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras; Belo Horizonte: UFMG, 2007.
TRILLING, Lionel. Sincerity and Authenticity. Cambridge: Harvard University Press, 1972.
ØRSTAVIK, Hanne. Ti amo. Tradução de Camilo Gomide. São Paulo: Aboio, 2023.

Programa

Comunicação: relato de uma experiência; exprimir a adesão e emitir reservas; propor soluções; debater um assunto polêmico; identificar um projeto de desenvolvimento local e sustentável; incitar a agir; identificar gestos ecológicos; persuadir alguém a fazer algo; comunicar sobre seu percurso; exprimir sua motivação e apresentar seu projeto; compreender a ferramenta “portfolio profissional”; compreender e dar conselhos para uma entrevista de emprego; assumir riscos; valorizar sua experiência; compreender uma profissão; descrever o início de sua jornada de trabalho; analisar a capa de uma revista; comparar as mídias tradicionais e as mídias sociais; relatar um evento; estruturar um artigo de imprensa; reportar fatos passados.

Vocabulário: descrever relações de vizinhança; exprimir a adesão e emitir reservas; debater um assunto polêmico; falar do desperdício alimentar; os termos para falar do microcrédito social e solidário; falar do crédito e da poupança; alguns termos para se exprimir em francês coloquial; descrever uma história em quadrinhos; os termos para designar as áreas e os diplomas; as diferentes partes do portfolio profissional; os termos para designar as competências profissionais; os termos para designar as competências de um encarregado de clientela; analisar a capa de uma revista; os termos da escrita jornalística; os termos das mídias tradicionais/participativas.

Gramática: alguns adjetivos e pronomes indefinidos para exprimir ou nuançar a quantidade; o particípio presente para precisar uma ação ; os advérbios de maneira para dar precisões (advérbios em -ment); os advérbios de quantidade/intensidade para nuançar sua opinião; alguns verbos preposicionais para exprimir o objetivo de uma ação; o infinitivo e o subjuntivo para exprimir o objetivo de uma ação; incitar à agir; situar as diferentes etapas de seu percurso no tempo; os articuladores para estruturar uma carta de apresentação; as estruturas para compreender e dar conselhos; o pronome où para dar precisões sobre o lugar ou sobre o tempo; o gerúndio para expressar a simultaneidade; diferenciar o gerúndio e o particípio
presente; a expressão da concessão para debater um assunto; a voz passiva para insistir sobre o resultado de uma ação/a concordância do particípio passado; os indicadores de tempo para precisar o momento de onde falamos.

Elementos de fonética: os sons [y], [ɥ], [u]; a entonação para persuadir; passado composto, imperfeito ou condicional?; colocar em evidência algumas palavras; os sons [o] et [ɶ]

Obs.: Serão estudados e praticados os elementos lexicais, fonéticos, fonológicos,
morfossintáticos e semânticos necessários à expressão oral e escrita que será desenvolvida no curso.

Bibliographie :
LAROUSSE. Dicionário Larousse Francês-Português/ Português-Francês. Larousse Brasil, 2009.
GARCIA, F. En avant la grammaire ! Intermédiaire. Cahier d’activités de grammaire en situation. 2ª ed.
Montréal, Marcel Didier, 2006.
GREGOIRE, M. ; THIÉVENAZ, O. et al. Grammaire progressive du français - niveau intermédiaire. Paris,
CLE, 2013.
______. Grammaire progressive du français - Corrigés - niveau intermédiaire. Paris, CLE, 2002.
HIRSCHPRUNG, N.; TRICOT, T. Cosmopolite 3. Niveau B1. Paris: Hachette, 2017.
REY-DEBOVE, J. et al. Le petit Robert. Paris, Dictionnaires Le Robert, 1999.

Programa

Aula 1 – A crítica imanente e seus limites

Aula 2 – O Estado em putrefação

Aula 3 – Os rejeitados da história universal

Aula 4 – A dialética do senhor e do escravo revisitada

Aula 5 – De Hegel a Marx ou do conceito ao capital

Bibliografia

ADORNO, T. W. Introdução à Dialética. São Paulo: UNESP, 2022.
ADORNO, T. W. Três Estudos sobre Hegel. São Paulo: UNESP, 2013.
ADORNO, T. W. Crítica cultural e sociedade. In: Prismas. São Paulo: ática, 1998, p.7-26.
ARANTES, P. Ressentimento da Dialética. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
AVINERI, S. Hegel’s Theory of the Modern State. Cambridge: Cambridge University Press, 2003.
BERNASCONI, R. Hegel at the Court of the Ashanti. In: BARNETT, S (Org.). Hegel after Derrida. London and New York: Routledge, 2001, p.41-63.
BERNASCONI, R. With what must the philosophy of world history begin? On the racial basis of Hegel’s eurocentrism. Nineteenth-Century Contexts: An Interdisciplinary Journal, vol.22:2, 2000, p.171-201.
BICHIR, G.F. A Agonia do Lógos: Hegel e o Fim Trágico da Dialética. 2024. 277p. Tese de Doutorado em Filosofia - Departamento de Filosofia, USP, São Paulo, 2024.
BUCK-MORSS, S. Hegel, Haiti, and Universal History. Pittsburgh: University of Pittsburgh Press, 2009.
FAUSTO, R. O Capital e a Lógica de Hegel. Dialética marxiana, dialética hegeliana. São Paulo: UNESP, 2021.
HABIB, M.A.R. Hegel and Islam. Philosophy East and West, volume 68, N.1, January 2018, p.59-77.
HEGEL, G.W.F. Linhas Fundamentais da Filosofia do Direito. São Paulo: Editora 34, 2022.
HEGEL, G.W.F. Fenomenologia do Espírito. Petrópolis: Vozes, 2013.
HEGEL, G.W.F. Filosofia da História. Brasília: UNB, 2008.
HEGEL, G.W.F. A Razão na História. Lisboa: Edições 70, 1995.
HEGEL, G.W.F. Werke in 20 Bänden. Frankfurt am Main: Suhrkamp Verlag, 1986.
HOFFHEIMER, M. Hegel, Race, Genocide. The Southern Journal of Philosophy, vol. XXXIX, 2001, p.35-62.
HOULGATE, S. An Introduction to Hegel. Freedom, Truth and History. Oxford: Blackwell Publishing, 2005.
JAMESON, F. The Hegel Variations. On the Phenomenology of Spirit. London and New York: Verso, 2010.
LEBRUN, G. O Avesso da Dialética: Hegel à luz de Nietzsche. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
LOSURDO, D. Hegel and the Freedom of Moderns. Durham and London: Duke University Press, 2004.
MARX, K. O Capital. Livro I. São Paulo: Boitempo, 2013.
MARX, K. Grundrisse. São Paulo: Boitempo, 2011.
MARX, K. Crítica da Filosofia do Direito de Hegel. São Paulo: Boitempo, 2010.
PIPPIN, R.B. De Volta a Hegel?. Novos Estudos Cebrap, vol.98, março 2014, p.163-182.
PURTSCHERT, P. On the limit of spirit: Hegel’s racism revisited. Philosophy and Social Criticism, vol.36 (9), 2010, p.1039-1051.
RUDA, F. A populaça ou: o fim do Estado hegeliano. Revista Eletrônica de Estudos Hegelianos, vol.16, n.28, 2019, p.1-21.
SAFATLE, V. Grande Hotel Abismo. Por uma reconstrução da teoria do reconhecimento. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2012.