Programa

A seguir o tema de cada sessão do curso:

1 – Introdução: empirismo e crítica da razão
2 – Moral fundada no sentimento
3 – Da origem da justiça e da propriedade
4 – Da origem do governo

Referências bibliográficas:
Leitura fundamental: Livro III do Tratado da natureza humana de Hume
HUME, D. Treatise of Human Nature. Ed. David Fate Norton e Mary J. Norton. Oxford: Clarendon Press, 2011 (Tratado da natureza humana. Trad. Déborah Danowski. São Paulo: Ed. Unesp, 2000).
Edição em inglês disponível em: https://oll.libertyfund.org

Árdal. P. S. Passion and Value in Hume’s Treatise. Edimburgo: Edinburg. University Press, 1989.
Baier, A. A Progress of Sentiments : reflections on Hume’s Treatise. Harvard: Harvard University Press, 1991.
Brahami, Fréderic. Introduction au Traité de la nature humaine de David Hume. Paris : PUF, 2003.
Deleule, D. Hume et la naissance du libéralisme économique. Paris: Aubier, 1979.
Deleuze. Empirisme e subjectivité. Paris : PUF, 2014 [1953].
Etchegaray, Claire. David Hume : L’Esprit sensible. Paris : Bélin éducation, 2018.
Frasca-Spalda, M. ; Kail, P. J. E. (Ed.) Impressions of Hume. Oxford : Oxford University Press, 2005.
Jaffro
Gautier, C. Hume et le concept de société civile. Paris : PUF, 2001.
Jaffro, L. La couleur du goût: psychologie et esthétique au siècle de Hume. Paris : Vrin, 2019.
Lebrun, G. “David Hume no álbum de família da fenomenologia”. In: A filosofia e sua história. São Paulo: Cosac Naify, 2004.
Monteiro, J. P. “Tendência e realidade em Hume e Freud”. In: Revista Discurso, vol. 3, n. 3, 1972.
Pimenta, P. P. A imaginação crítica: Hume no século das Luzes. Rio de janeiro: Beco do Azougue, 2013.
Ribeiro de Moura, C. A. “David Hume para além da epistemologia”. In: Crise e racionalidade. São Paulo/Curitiba: Humanitas, 2002.

Programa

AULA 1- Introdução. História da Tradução. Holmes e Estudos Descritivos da Tradução.
Estudos Descritivos da Adaptação. Diferenças entre Tradução, Adaptação e Apropriação.
Transmídia e adaptação. Possibilidades e tipos de pesquisa, com exemplos – The Map/Pym.
Aula Prática: Elaboração de perguntas de pesquisa

AULA 2. Metodologia de pesquisa: Como iniciar um estudo historiográfico? Pesquisas
bibliográficas. Preparação de entrevistas – modelo. Aula Prática: Pesquisa inicial sobre objeto
de estudo

AULA 3. DRAMA/ÁUDIO: Pesquisas em Tradução/Adaptação Teatro. Pesquisas em
Tradução/Adaptação Rádio e Podcast. Seminário Versão teatral

AULA 4. TELA: Pesquisas em Tradução/Adaptação Telas – cinema/TV/streaming. Feminismo,
Queer Culture, Comunidades pouco representadas (etnias/culturas). Seminário Serialização.
Fanfic

AULA 5. PROSA: Pesquisas em Tradução/Adaptação Literatura de massa. LIJ. Seminário
Linguística de Corpus

AULA 6. MÍDIAS DIGITAIS: Novas Tendências de Pesquisas em Tradução/Adaptação:
Literatura Eletrônica, webnovels, visualnovels. Mídias sociais – YouTube, FB, Instagram,
Twitter, TikTok, Kwai. Seminário Literatura Eletrônica

AULA 7. LOCALIZAÇÃO/ADAPTAÇÃO: Pesquisas em Tradução/Adaptação Videogames
e HQ. Tradução e Adaptação de Canções. Seminários: Localização e Tradução

AULA 8. AVT: Legendagem/dublagem/audiodescrição. Versões não profissionais/Pirataria.
Interpretação. Seminários: Pesquisa em legendagem

AULA 9. TRANSMÍDIA e OUTRAS ÁREAS: Pesquisas em Transmídia. Tradução
especializada – Jornalismo, Propaganda, Turismo, Técnico-científica, Textos Religiosos.
Seminários: Transmídia. Tradução especializada

AULA 10. Projetos de Pesquisa - Orientações gerais: Como escolher o programa, área de
concentração e linha de pesquisa. Orientadores. Processo de seleção, provas de língua e
conteúdo, entrevistas. Como escrever um projeto de pesquisa. Formatação. Prática:
Apresentação curta de alunos – problema inicial e perguntas de pesquisa.

Leitura Recomendada:


Leitch, Thomas (Ed.). (2017). The Oxford Handbook of Adaptation Studies. Oxford University
Press - Introduction; Bakhtin, Intertextuality, and Adaptation (Dennis Cutchins); Nineteenth-
Century Theatrical Adaptations of Novels: The Paradox of Ephemerality (Renata Kobetts
Miller); The Recombinant Mystery of Frankenstein: Experiments in Film Adaptation (Dennis
Perry); Part III; Radio Adaptation (Richard Hand); Videogame Adaptation (Kevin M.
Flanagan); Transmedia Storytelling as Narrative Practice (Marie-Laure Ryan); Adaptation and
Interactivity (Kyle Meikle) .
Hutcheon, Linda and O’Flynn, Siobhan. (2013). A Theory of Adaptation. London: Routledge.

Sanders, Julie. (2006). Adaptation and Appropriation. London: Routledge.
Bibliografia:
Bolter, J.D. and Grusin, R. (1999). Remediation: Understanding New Media. Cambridge, MA:
MIT Press.
Boozer, Jack. (2008). Authorship in film adaptation. University of Texas Press.
Cartmell, Deborah (2012). A Companion to Literature, Film, and Adaptation. John Wiley &
Sons.
Cobelo, Silvia. (2021). “Um cometa chamado JOTA: Pesquisas recentes em Estudos da
Tradução, Estudos da Adaptação e Intersemiótica”.
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Retraduções de Clássicos da Literatura Infantil e Juvenil. Tese de Doutorado. São Paulo:
FFLCH/USP.
_____. (2018). “The never-ending romantic approach: the reading of Don Quixote in Brazil”.
Metacritical Cervantes, Juan de la Cuesta.
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Borders: Localising TV, Film and Video Games. Routledge.
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Transmidia.
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Adaptation. University of Toronto Press,
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Modern Japan” in Translating Others, Theo Hermans (ed.), Vol 2. Manchester: St. Jerome, 483-
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Drama. Rowman & Littlefield.
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Gopinathan, G. (2006). “Translation, Transcreation and Culture: Theories of Translation in
Indian Culture”, in Translating Others, Theo Hermans (ed.), Vol 1. Manchester: St. Jerome,
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Grossman, Julie, and R. Barton Palmer (Eds). (2017)._Adaptation in Visual Culture: Images,
Texts, and Their Multiple Worlds. Springer.
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Jerome.
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Challenges in Translation Studies. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins, 27-38.
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https://www.academia.edu/38296560/The_history_of_translation_in_Brazil_…
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Snell-Hornby, Mary. (2006). The turns of translation studies: new paradigms or shifting
Stam, Robert and Raengo, Alessandra. (2008). A Companion to Literature and Film. John
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numéro 2, 2e semestre 2002, 153-169.
Sturge, K. (2002). Censorship of translated fiction in Nazi Germany. TTR: traduction,
terminologie, rédaction, Volume 15(2), p. 153-169. Disponível em:
https://www.erudit.org/en/journals/ttr/2002-v15-n2-ttr558/007482ar.pdf . Acesso em 03 10 19.
Tahir Gürçağlar, Ş. (2006). The Uses of Paratexts in Translation Research. In Crosscultural
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Telotte, Jay and Duchovnay, Gerald. (2011). Science Fiction Film, Television, and Adaptation:
Across the Screens. Routledge.
Toury, Gideon (1978/ revised 1995/ 2000). “The Nature and Role of Norms in Translation”, in
Lawrence Venuti (ed.) The Translation Studies Reader, London & New York: Routledge, 198-
211.
Tymoczko, M. (2016). Translation in a postcolonial context: Early Irish literature in English
translation. Routledge.
Uchiyama, Akiko. (2010). “Translation as Representation: Fukuzawa Yukichi’s Representation
of the ‘Others’”, in Agents of Translation, ed. John Milton and Paul Bandia. Amsterdam: John
Benjamins.
Venuti, Lawrence. (2013). Translation Changes Everything: Theory and Practice. London/New
York: Routledge.
Wasko, Janet (Ed). (2020) A companion to television. John Wiley & Sons.
Wong, Lawrence Wang-Chi. (2005). “From ‘Controlling the Barbarians’ to ‘Wholesale
Westernization’: Translation and Politics in Late Imperial and Early Republican China, 1840-
1919”, in Asian Translation Traditions, Eva Hung and Judy Wakabayashi (eds.). Manchester:
St. Jerome, 109-131.
Wright, Neelam Sidhar. (2015). Bollywood and Postmodernism. Edinburgh University Press.
Zhang, Xiaochun (2012). “Censorship and digital games localisation in China”. Meta: Journal
des traducteurs/Meta: Translators’ Journal 57, no. 2, 338-350.
Zhao, Elaine Jing (2011). “Social network market: Storytelling on a Web 2.0 original literature
site”. Convergence 17, no. 1, p. 85-99.
Zhao, Lin (2021). “The English Translation and Cultural Dissemination of Chinese Web
Novels”, Communication across Borders: Translation & Interpreting 1.1.

Programa

Aula 1
Família Solano Trindade:
A casa de Raquel, a casa de Solano e Margarida. Legados e métodos de defesa
antirracista por meio da cultura ancestral. O ensino pela convivência ancestral dos ritmos
e danças brasileiras.


Aula 2
Organização da religião dos Orixás no Brasil.
O negro no continente africano, a escravização, a travessia e a criação do Candomblé.


Aula 3
Os Orixás:
Quem são os Orixás e o que eles querem de nós em 2023. Para onde ir e quais os
nossos anseios de oração.


Aula 4
Sincretismo e intolerância na religiosidade brasileira:
A necessidade de se buscarem caminhos para a sobrevivência da religião. Resistência e
rendição.


Aula 5
Vá cuidar de sua vida:
Os sacerdotes. Babalorixás, Yalorixás, Ekedjis e Ogas. A chegada da pessoa branca no
mundo dos Orixás: mudanças, problemáticas e benefícios.

Aula 6
As influências da música nos Orixás na música brasileira:
Lobo de Mesquita, Padre José Mauricio Nunes Teixeira, Maestro Abigail Moura, Moacir
Santos, Pixinguinha, Bosco e Blanc, Gil e a baianidade nagô, blocos afro e bailes funk.


Aula 7
Ogas
Sacerdote ou músico. O profissional e o amador, Alabes, Axoguns, Colofes, funções no
Ilê, o Oga na rua.


Aula 8
Ogas II - Instrumentação
Tambores, agogôs, agbês, e outros instrumentos rituais. História, sonoridades,
manutenção.


Aula 9
Ogas III
Ritmos dos Orixás


Aula 10 (com Elis Trindade)
Sobre Margarida Trindade:
Terapeuta Ocupacional que trabalhou no Centro Psiquiátrico Pedro II como apoio da
psiquiatra Nise da Silveira. Co-criadora do Teatro Popular Brasileiro. Professora de
danças brasileiras da Mestra Raquel Trindade.

Aula 11 (com Vitor e Elis Trindade)
Ogas IV
Coreografia dos Orixás


Aula 12 (com Vitor e Elis Trindade)
Ogas V
Maracatus, cocos, samba rural e de lenço, jongo mineiro e fluminense, guerreiros de
Alagoas

Bibliografia e referências:
BARROS, José Flávio Pessoa de. Olubajé, Uma Introdução à Música Sacra Afro-
brasileira – Intercom-UERJ. Rio de Janeiro, 1999.
DA TRINDADE, Vitor - Oganilu, O Caminho do Alabê . São Paulo, Independente,2019.
DE YEMANJÁ - Mãe Beata. Caroço de Dendê - A Sabedoria dos Terreiros - como
Yalorixás e Babalorixás passam conhecimento a seus filhos. RJ, Pallas Editora, 2008.
GOLDMAN, Marcio. Do outro Lado do tempo - Sobre Religiões de Matriz Africana. RJ,
Editora Sete Letras (Viveiros de Castro), 2023.
NASCIMENTO, Abdias do. O Quilombismo – Documentos de uma Militância Pan-
africanista. Brasília, Fundação Cultural Palmares, 2002.
OLIVEIRA, Lulla, VICENTE, Tânia e DE SOUZA, Ogan Raul. Ritmos do Candomblé –
Songbook. RJ, Abbetira Artes e Produções, 2008.

OMINARÊ, Babalorixá (Wilton do Lago Vialle). Candomblés de Keto – Quarta Edição. RJ,
Editora Pallas,1985.
PINTO,Tiago de Oliveira. Music as Living Heritage and Essay on Intangible Culture.
Weimar, Edition Emwas – University of Music Franz List, 2018.
PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. SP, Companhia das Letras, 2007.
SILVA, Vagner Gonçalves. Caminhos da Devoção Brasileira. São Paulo, Edições Selo
Negro, 2005.
SMALL, Christopher. Musicking, The Meanings of Perfoming and Listening. New England,
London, Wesleyan University Press, 1998.
SOUZA, Vitor Israel Trindade de. O Ogan Otum Alabê – Sacerdote e Músico no Ilê Axé
Jagun – Dissertação de Mestrado – Escola de Comunicações e Artes da Universidade de
São Paulo, São Paulo, 2021.
SOUZA, Vitor Israel Trindade de. O RAP da Felicidade e o Rap do Silva: Música de
Protesto. Revista da Tulha Volume 06 num 02, São Paulo, USP, 2020.
SOUZA, Vitor Israel Trindade de. O ritual de Candomblé Refletido na Sala de Espetáculo:
Troca de Ideias Sobre e Com O Texto “O caráter Social da música de Cristopher Small.
Revista da Tulha Volume 06 num 01. São Paulo, USP, 2020.
TRINDADE, Solano. Cantares ao Meu Povo. São Paulo, Editora fulgor. 1961.
VERGER, Pierre Fatumbi. Orixás. São Paulo, Editora Corrupio – Quarta edição, 1993.

Programa

Detalhamento:

MÉTODO “ KLIK EM GREGO”. Unidades 6-11.

Bibliografia - Curso de Grgo Moderno
ΚΛΙΚ στα ελληνικά – Klik sta ellinika
Publicado pelo Centro para a Língua Grega – do Ministério de Educação, o KLIK é o livro de curso grego mais completo e confiável. É um livro inovador para aprender grego moderno como segunda língua / língua estrangeira. Baseia-se no novo programa de exame detalhado, implementando métodos de ensino contemporâneos e é constantemente enriquecido com material novo em formato digital.
KLIK sta Ellinika compreende opções úteis e funcionais que permitem aos alunos aprender e praticar o grego moderno de maneira rápida e fácil. Quando o aluno inicia este curso ele estabelece as bases para a Certificação em grego moderno.

Data Conteúdo da aula:

19/02/25: Unidade 3 Gramática Subjuntivo p125-127
26/02/25: Unidade 3 Conversação p 128-129
05/03/25: Feriado
12/03/25: Unidade 3 Audio p130-131 Escrita 132-133
19/25/03: Revisão Un1-3 p 135-138
26/03/25: Unidade 4 Vocabulário p 139-141
02/04/25: Unidade 4 Vocabulário p 142-145
09/04/25: Unidade 4 Vocabulário p 146-149
16/04/25: Unidade 4 Gramática p 150-152
23/04/25: Unidade 4 Gramática p 153-155
30/04/25: Unidade 4 Vocabulário p 156-159
07/05/25: Unidade 4 Vocabulário p 160-162
14/05/25: Unidade 4 Gramática p 163-167
21/05/25: Unidade 4 Conversação e Audio p 168-170
28/05/25: Unidade 5 Escrita 171-173

 

 

 

 

Programa

Aula 1: Introdução ao curso: a aquisição da linguagem sob a perspectiva chomskyana
Aula 2: Aquisição de linguagem e desenvolvimento cognitivo: Teoria da mente
Aula 3: Aquisição de linguagem e desenvolvimento cognitivo: as funções executivas
Aula 4: Aquisição de linguagem e desenvolvimento cognitivo: perfis atípicos

Bibliografia:
Archibald, Lisa MD, and Susan E. Gathercole. "Short-term memory and working memory in specific language impairment." Working memory and neurodevelopmental disorders. Psychology Press, 2012. 139-160.
Astington, J. W., & Jenkins, J. M. (1995). Theory of mind development and social understanding. Cognition & Emotion, 9(2-3), 151-165.
Astington, J. W., & Jenkins, J. M. (1999). A longitudinal study of the relation between language and theory-of-mind development. Developmental psychology, 35(5), 1311.
Baron-Cohen, Simon, Alan M. Leslie, and Uta Frith. "Does the autistic child have a “theory of mind”?." Cognition 21.1 (1985): 37-46.
Bretherton, I., McNew, S., & Beeghly-Smith, M. (1981). Early person knowledge as expressed in gestural and verbal communication: When do infants acquire a “theory of mind”. Infant social cognition, 333-373.
Corrêa, L. & Augusto, M. (2011) Custo de processamento e comprometimento da linguagem: movimento sintático na computação on-line e minimalidade relativizada em orações relativas e perguntas-QU. In Anais do VII Congresso Internacional da Abralin, Curitiba 2011, p. 2364-2378.
Crain, Stephen & Thornton, Rosalind (1998). Investigations in universal grammar: A guide to experiments on the acquisition of syntax and semantics. MIT Press.
Crain, Stephen, Lillo-Martin, Diane (1999) An Introduction to Linguistic Theory and Language Acquisition. Wiley-Blackwell.
Diamond, Adele (2006) The Early Development of Executive Functions. In Ellen Bialystok & Fergus 1. M. Craik (eds.) Lifespan cognition mechanisms of change. Oxford University Press. 70-95.
Diamond, Adele (2020) Executive functions. In: A. Gallagher, C. Bulteau, D. Cohen and J.L. Michaud (eds) Handbook of Clinical Neurology, Vol. 173 (3rd series) https://doi.org/10.1016/B978-0-444-64150-2.00020-4.
Grolla, Elaine & Figueiredo Silva, Maria Cristina (2014) Para Conhecer - Aquisição de Linguagem. Editora Contexto.
Grolla, Elaine (2018) A Aquisição de Linguagem e o Desenvolvimento das Funções Executivas: o Caso das Perguntas-QU de Longa Distância. Tese de Livre Docência. Universidade de São Paulo.
Guasti, M. (2016) Language acquisition. The growth of grammar. Cambridge, MA: MIT Press.
Happé, F., Booth, R., Charlton, R., & Hughes, C. (2006). Executive function deficits in autism spectrum disorders and attention-deficit/hyperactivity disorder: examining profiles across domains and ages. Brain and cognition, 61(1), 25-39.
Hughes, C. (1998a) Executive function in preschoolers: Links with theory of mind and verbal ability. British Journal of Developmental Psychology 16: 233–253.
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Marton, Klara, Brocha Abramoff, and Shari Rosenzweig. "Social cognition and language in children with specific language impairment (SLI)." Journal of communication disorders 38.2 (2005): 143-162.
Mazuka, R., Jincho, N. & Oishi, H. (2009) development of executive control and language processing. Language and Linguistics Compass 3: 59–89.
Omaki, A. (2010) Commitment and flexibility in the developing parser. Ph.D. Dissertation. University of Maryland, College Park.
Omaki, A. & Lidz, J. (2015) Linking parser development to acquisition of syntactic knowledge. Language Acquisition 22: 158-192.
Pennington, Bruce F., and Sally Ozonoff. "Executive functions and developmental psychopathology." Journal of child psychology and psychiatry 37.1 (1996): 51-87.
Premack, David, and Guy Woodruff. "Does the chimpanzee have a theory of mind?." Behavioral and brain sciences 1.4 (1978): 515-526.
Rodrigues, Erica (2011) O papel de mecanismos de controle executivo no processamento linguístico: diferenças de desempenho entre crianças e adultos em tarefas experimentais. Revista LinguíStica: 7: 98-117.
Trueswell, J.C., Sekerina, I., Hill, N.M. & Logrip, M.L. (1999) The kindergarten-path effect: studying on-line sentence processing in young children. Cognition 73: 89-134.
Wellman, H. M., Cross, D., & Watson, J. (2001). Meta‐analysis of theory‐of‐mind development: The truth about false belief. Child development, 72(3), 655-684.
Wimmer, Heinz, and Josef Perner. "Beliefs about beliefs: Representation and constraining function of wrong beliefs in young children's understanding of deception." Cognition 13.1 (1983): 103-128.

Programa

Aula 1 (03/02): O duelo como fenômeno cultural e tema literário na Rússia Oitocentista

Aula 2 (05/02): Breve panorama das traduções da Literatura Russa no Brasil

Aula 3 (10/02): A poética tchekhoviana e o sistema dos personagens

Aula 4 (12/02): Leitura comparativa das traduções I: capítulos I ao V

Aula 5 (19/02): Leitura comparativa das traduções II: capítulos VI a XIII

Aula 6 (24/02): Leitura comparativa das traduções III: capítulos XV a XXI

Bibliografia:


Obra discutida:
ЧЕХОВ, A.П. Полн. собр. соч. и писем: в 30 т. Т. 7 (1888—1891). Москва: Наука, 1985.
_______________ . O duelo. Trad.: Klara Gourianova. São Paulo: Ed. Manole, 2011.
_______________ . O duelo. Trad.: Marina Tenório. São Paulo: Ed. 34, 2014.
_______________ . O duelo. Trad.: Cecília Rosas. São Paulo: Ed. Grua, 2024.

Referências Complementares:
BERNARDINI, Aurora Fornoni. “Tchékhov, o intérprete do grande tédio russo”. In: Aulas de literatura russa: de Púchkin a Gorenstein. São Paulo: Kalinka, 2018.
LÉRMONTOV, Mikhail Iúrievitch. “A princesinha Mary”. In: O herói do nosso tempo. Tradução: Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
MANN, N, Thomas. “Ensaio sobre Tchékhov”. In: Ensaios. Org. Anatol Rosenfeld. Tradução: Natan Robert Zins. São Paulo: Perspectiva, 1988.
NABOKOV, Vladimir. “Anton Tchékhov”. In: Lições de literatura russa. São Paulo: Três Estrelas, 2014.
PÚCHKIN, Aleksandr. Eugênio Onêguin. Tradução: Alípio Correa de França Neto e Elena Vássina. Vol. 1. São Paulo: Ateliê Editorial, 2019.
________________. Evguiêni Oniéguin: romance em versos. Tradução: Rubens Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras, 2023.
TCHÉKHOV, Anton. Cartas a Suvórin: 1886 - 1891. Introdução, tradução e notas: Aurora Bernardini e Homero Freitas de Andrade. São Paulo: Edusp, 2002.
_______________ . “O urso”. In: Os males do tabaco e outras peças em um ato. Org: Homero Freitas de Andrade. Tradução: Denise Regina de Sales. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003.

Programa

Programa
Abertura - Profa. Maria Aparecida de Menezes Borrego e Prof. Phablo Fachin
Aula 1 - História da cultura escrita e materialidade: o escrito como artefato (Jean Gomes de Souza)
Aula 2 - Interfaces entre Filologia e Paleografia: o texto escrito como documento autêntico do contexto sócio-histórico de sua produção (gênese, circulação e transmissão) (Phablo Roberto Marchis Fachin e Regina Jorge Villela Hauy)
Aula 3 - Materialidade documental e práticas de escrita de manuscritos: possibilidades de análise. (Jean Gomes de Souza e Regina Jorge Villela Hauy)
Aula 4 - Biografia cultural das coisas ou a trajetória de uma carta do século XIX (Jean Gomes de Souza e Regina Jorge Villela Hauy)
 
Bibliografia
ALBERTI, Samuel J. M. M. Objects and the Museum. Isis Focus, v. 96, n. 4, 559-571, 2005.
ALMADA, Márcia. “Cultura Material da escrita ou o texto como artefato”. In: Adriana Angelita da Conceição; Juliana Gesuelli Meirelles. (Org.). Cultura escrita em debate: Reflexões sobre o império português na América. séculos XVI a XIX.Jundiaí: Paco Editorial, 2018, p. 19-42.
___________________. Cultura escrita e materialidade: possibilidades interdisciplinares de pesquisa. Pós: Revista do Programa de Pós-Graduação em Artes, v. 04, p. 134-147, 2014.
_________________. Das artes da pena e do pincel. Caligrafia e pintura em manuscritos no século XVIII. 1. ed. Belo Horizonte: Fino Traço, 2012.
________________; MONTEIRO, Rodrigo Bentes . O Discurso e a Noticia: manuscritos sobre a revolta de 1720 atribuídos a Pedro Miguel de Almeida, 3 o conde de Assumar. TEMPO (NITERÓI. ONLINE), v. 25, p. 1-25, 2019.
BORREGO, Maria Aparecida de Menezes; SOUZA, Jean Gomes de. Os percursos das Notícias Práticas das Minas de Cuiabá e Goiás na capitania de São Paulo (séculos XVIII-XX). Rio de Janeiro: Maracanan, n. 20, p. 266-291, jan./ jun. de 2019.
BOUZA, Fernando. Corre manuscrito: una historia cultural del Siglo de Oro. Madrid: Marcial Pons, 2001.
CAMBRAIA, César Nardelli. Introdução à crítica textual. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
CASTILLO GÓMEZ, Antonio. Historia de la cultura escrita: ideas para el debate. Revista Brasileira de História da Educação, Maringá, n. 5, 93-124, jan./jun. 2003.
CHARTIER, Roger. Os desafios da escrita. São Paulo: Ed. UNESP, 2002.
CONTRERAS, Luís Núñez. “Método em Paleografia”. In: Manual de Paleografia. Madrid: Cátedra, 1994.
FACHIN, Phablo Roberto Marchis. Critérios de leitura de manuscritos: em busca de lições fidedignas. Filologia e Linguística Portuguesa, São Paulo, v.10-11, p. 237-262. ago. / dez. 2009.
FERREIRA, Pedro Tiago. Filologia como curadoria: o caso Pessoa. Filologia e Linguística Portuguesa, São Paulo, v.18, n.2, p.231-262, ago. / dez. 2016.
GENETTE, Gérard. Paratextos editoriais. Cotia-SP: Ateliê Editorial, 2009.
LARA, Silvia Hunold. “Com fé, lei e rei: um sobado africano em Pernambuco no século XVII”. In: GOMES, Flávio dos Santos (Org.). Mocambos de Palmares: história e fontes (séculos XVI-XIX). Rio de Janeiro: 7 Letras, 2010.
_________________. Os documentos textuais e as fontes do conhecimento histórico. Anos 90 (UFRGS. Impresso), v. 15, 2008.
MARCOTULIO, Leonardo L.; et al. Filologia, história e língua: olhares sobre o português medieval. São Paulo: Parábola, 2018.
MCKENZIE, D. F. Bibliografia e Sociologia dos Textos. São Paulo: Edusp, 2018.
MENESES, Ulpiano T. Bezerra de. Memória e cultura material: documentos pessoais no espaço público. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, n. 21, 80-103, 1º sem. 1998.

 

Programa

[Ementa/ Objetivos]

No contexto de efervescência de ideias políticas, durante a Revolução francesa, a tematização da condição das mulheres na política e na sociedade ganhou novo fôlego. Isso porque o questionamento da hierarquia da velha sociedade não poderia se articular sem a reflexão acerca do lugar que caberia às mulheres numa república que ampararia a igualdade política em “direitos inalienáveis do homem”, afirmados na pretensamente universal Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789. Assim, um efeito inesperado da Declaração de 1789 foi a apresentação de demandas por diferentes grupos sociais, e não foi diferente para as mulheres (cf. Singham, 1994).

Embora certas obras do período revolucionário sejam apresentadas pelo consenso historiográfico como marcos de um movimento feminino, não se pode afirmar que a Revolução francesa tenha propriamente inaugurado reivindicações feministas. Com efeito, o curso aborda a construção e a emergência da noção de opinião pública, ainda no Antigo regime, e confere destaque à inserção de duas mulheres no debate sobre os rumos da Revolução, bem como sobre os projetos de educação em disputa: Olympe de Gouges, autora de Declaração de Direitos da Mulher e da Cidadã (1791), e Mary Wollstonecraft, autora da Reivindicação dos direitos da Mulher (1792). O curso de caráter introdutório tem por objetivo apresentar uma seleção da obra dessas duas autoras, as quais por muito tempo foram esquecidas pela tradição do pensamento político. Pretende-se ainda tornar o debate mais complexo mediante a introdução de uma questão específica: como as mulheres se colocaram como agentes políticos dotadas de uma condição particular, no momento em que a estrutura da autoridade do Antigo regime estava em ruptura e a da nova sociedade estava em franco processo de legitimação, amparando-se em noções como “igualdade”, “direitos universais”, “liberdades individuais”?


[Justificativa]


Em fins do século XVIII, no período revolucionário, diversas “escritoras engajadas”, como vieram a ser conhecidas posteriormente certas mulheres, entre elas, Olympe de Gouges, Théroigne de Méricourt, Madame de Coicy, Manon Roland, bem como as "frequentadoras das tribunas" tematizavam a recusa dos direitos políticos às mulheres (especialmente, as do clero e as filhas e viúvas da nobreza – excluindo-se as mulheres do povo, cf. Le règlement royal du 24 janvier 1789). Outras, a exemplo de Louise de Kéralio, embora realizassem ofícios até então reservados aos homens e, desse modo, ocupassem os incipientes espaços públicos, contribuindo com a formação de clubes e associações políticas, não reivindicavam o seu direito de representação e participação política.

Todavia, não se deve esquecer que apesar da participação das mulheres em cadernos de queixas (cahiers de doléances), de sua assiduidade em associações paroquiais, de diversas regiões, os clubes femininos foram abolidos já em 1793; o Código civil que poderia conferir alguma igualdade em termos de representação política às mulheres foi sumariamente rejeitado pela Convenção, como também o foi o uso do próprio substantivo feminino “citoyenne”, por ser considerado que as mulheres estariam necessariamente compreendidas no termo “cidadão”. Além disso, as mulheres eram excluídas, de partida, dos lugares oficiais de poder – mesmo o revolucionário –, isto é, o exército, a guarda nacional e os tribunais (cf. Godineau, 2003). O curso discute a ambivalência da instituição de uma nova forma de sociedade, de um espaço público definido como republicano, que excluiu de seus autos, de suas obras referenciais, da memória da Revolução, portanto, a participação ativa das mulheres no espaço político mediante a escrita de petições, a criação e a participação em clubes e em assembleias.

Além da intensa participação política das francesas, as mulheres também figuraram dos debates da época sobre obras que mais tarde consideraríamos de “teoria política”. Na repercussão da Revolução francesa, conhecida como a “Controvérsia da Revolução 1789-1795”, o outro lado do Canal da Mancha disputou intensamente os seus princípios. O debate ficou registrado em torno do discurso de Richard Price, A Discourse on the Love of our Country (1789), a resposta de Edmund Burke em Reflections on the Revolution in France (1790) e, por fim, a defesa de Thomas Paine dos princípios da revolução em The Rights of Man (1791), mas Mary Wollstonecraft e Catharine Macaulay também escreveram, rebatendo a publicação de 1790 de Burke. A resposta de Wollstonecraft, A Vindication of the Rights of Men, é publicada ainda em 1790, e nela a autora defende tanto Price quanto os direitos e liberdades individuais, além de já sinalizar a preocupação que seria o tema de sua obra mais conhecida, Reivindicação dos Direitos da Mulher (1792): a condição da mulher bem como a “tirania do homem”, entendendo-se por isso um poder arbitrário que acometia não apenas a sociedade naquele período, mas a própria estrutura hierárquica familiar. No caso da segunda Reivindicação (1792), a obra é endereçada a Talleyrand-Périgord, o então responsável pelo plano de educação nacional para a França, e a condição feminina é discutida a partir da educação oferecida às meninas. Nesse sentido, portanto, a década de 1790 foi um momento de virada para as escritoras britânicas (Walker, 2011).

O curso tem por objetivo explorar o momento em que as mulheres escreviam sobre a Revolução e incontornavelmente sobre a própria condição. Elas não somente opinavam sobre os acontecimentos políticos, mas o faziam de modo explícito e direto no debate público sobre os rumos da França e da Inglaterra, questionando a sua própria condição. Se a Declaração é um marco dos acontecimentos da Revolução francesa, não deixa de ser uma armadilha a essas mulheres apoiá-la quando ela mesma falha em assegurar o direito à participação política, à representação, à fala nas tribunas. Em uma palavra, quando as mulheres têm a sua condição, inclusive a de cidadãs, objetada. Trata-se de uma contribuição fundamental não apenas para os avanços teóricos contemporâneos e pela possibilidade de reavaliar o nosso próprio vocabulário político em face de debates do passado, mas também por discutir obras citadas nos debates feministas contemporâneos, mas ainda pouco estudadas. Se, como afirma Duran, “o trabalho das mulheres filósofas foi enterrado, literalmente e metaforicamente” (2006, p. 1), cabe a nós desenterrá-las e, parafraseando Skinner (1999, p. 90), “trazer de volta para a superfície tesouros intelectuais enterrados”.


[Programa]

Contextualizando um debate: quais mulheres participaram e de que modo se inseriram na discussão mais geral da Revolução francesa? A escrita de brochuras e petições como modos de intervenção na opinião pública e na construção do incipiente espaço público;

A escrita e a palavra pública das mulheres como modo esquecido de agência política: um debate com a historiografia tradicional da Revolução francesa.

Declaração dos Direitos da Mulher, de Olympe de Gouges: da ideia de igualdade à uma declaração parcial dos direitos;

A Inglaterra debate a Revolução: Reivindicação dos Direitos da Mulher, de Mary Wollstonecraft, e os projetos de educação pública;



[Bibliografia]

Dada a dificuldade de encontrarmos material em língua portuguesa e a carga horária do curso, apenas a bibliografia assinalada (*) será considerada obrigatória, de modo a não constituir obstáculo à participação. As demais serão indicadas oportunamente e as professoras fornecerão a tradução durante as aulas.

BOUR, Isabelle. (2013). « A New Wollstonecraft : The Reception of A Vindication of the Rights of Woman and of The Wrongs of Woman in Revolutionary France ». Journal for Eighteenth-Century Studies (revue de la British Society for Eighteenth-Century Studies) V.36.n.4, pp. 575-587.

COICY, Madame de Coicy. (1785). Les femmes comme il convient de les voir ou apperçu de ce que les femmes ont été, de ce qu’elles sont et de ce qu’elles pourraient être (Paris, Londres).

DURAN, Jane. (2006). Eight Women Philosophers: Theory, Politics, and Feminism. Urbana; Chicago, University of Illinois Press.

ESTACHESKI, Dulceli de Lourdes Tonet; MEDEIROS, Talita Gonçalves. “A atualidade da obra de Mary Wollstonecraft”. Revista Estudos Feministas (UFSC. Impresso), v. 25, p. 371-374, 2017.

FAURÉ, Christine « Doléances, déclarations et pétitions, trois formes de la parole publique des femmes sous la Révolution », Annales historiques de la Révolution française [En ligne], 344 | avril-juin, 2006.

GODINEAU, Dominique. (2013). “Femmes et violence dans l’espace politique révolutionnaire”. Historical Reflections/ Réflexion Historiques, V. 29, n. 3, pp. 559-576

* GOUGES, Olympe. (2020). Avante, Mulheres! Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã e outros textos. São Paulo: Edipro.

LANDES, Joan B. (1996). “The Performance of Citizenship: Democracy, Gender, and Difference in the French Revolution”. In: S. Benhabib (ed.). Democracy and Difference: Contesting the Boundaries of the Political. Princeton: Princeton University Press.

MIRANDA, Anadir dos Reis. (2010). Mary Wollstonecraft e a reflexão sobre os limites do pensamento liberal e democrático a respeito dos direitos femininos (1759-1797). Dissertação de mestrado em História, Universidade Federal do Paraná.

MIRANDA, Anadir dos Reis. (2017). Proto-feministas na Inglaterra Setecentista: Mary Wollstonecraft, Mary Hays e Mary Robinson. Sociabilidade, subjetividade e escrita de mulheres. Tese de doutorado em História, Universidade Federal do Paraná.

MORIN, Tania Machado. (2014). Virtuosas e Perigosas. As mulheres na Revolução Francesa. São Paulo: Alameda Editoral.

MOTTA, Ivânia Pocinho. (2009). A importância de ser Mary. São Paulo: Annablume.

SINGHAM, Shanti Marie. (1994). “Betwixt Cattle and Men: Jews, Blacks, and Women, and the Declaration of the Rights of Man”. In: D. Van Kley (org.) The French Idea of Freedom: The Old Regime and The Declaration of Rights of 1789. Stanford: Stanford University Press.

SKINNER, Quentin. (1999). “A liberdade e o historiador”. In: Liberdade Antes do Liberalismo. São Paulo: Editora UNESP.

TAYLOR, Barbara. (2003). Mary Wollstonecraft and the feminist imagination. New York: Cambridge University Press.

WALKER, Gina Luria. (2011). “Women’s Voices”. In: P. Clemit (org.) The Cambridge Companion to British Literature of the French Revolution in the 1790s. Cambridge: Cambridge University Press.

* WOLLSTONECRAFT, Mary. (2016) [1792]. Reivindicação dos direitos da mulher. São Paulo: Boitempo Editorial.

WOLLSTONECRAFT, Mary. (2009). A Vindication of the Rights of Woman and A Vindication of the Rights of Men. Edited by Janet Todd. Oxford: Oxford University Press.

Programa

1. Abertura e introdução ao curso e Áreas protegidas e gestão dos seus sistemas
2. Biodiversidade, serviços ecossistêmicos e recursos naturais: diferentes perspectivas ambientais
3. Conselhos de gestão e áreas protegidas: ideal, realidade e caminhos em busca de efetividade
4. A comunicação como parte estratégica da gestão das áreas protegidas e seus conjuntos
5. Valores culturais das áreas protegidas
6. Territórios tradicionais – colaborações e conflitos com outras áreas protegidas e outros atores sociais
7. Territórios tradicionais – direitos e cosmovisões e implicações em modelos de governança e gestão
8. Populações tradicionais extrativistas e áreas protegidas
9. Turismo de base comunitária em áreas protegidas
10. O papel dos atores sociais e da gestão participativa nas áreas de proteção ambiental (APAs)
11. Áreas protegidas e sistemas locais
12. Gestão compartilhada com organizações da sociedade civil
13. Possibilidades de concessões de serviços de apoio à visitação e interesses sociais e ecológicos
14. Gestão de conjuntos áreas protegidas para promoção da saúde e do bem-estar
15. Princípios e diretrizes para uma gestão de conjuntos de áreas protegidas mais aberta, colaborativa, inclusiva e equitativa – um novo paradigma de gestão? e Avaliação qualitativa participativa e encerramento

Bibliografia

Barros, C.R. De M. B. de; Luz, L.; Zimmermann, N. de C. & Pacheco, L. (orgs.). 2017 [2015]. Extrativismo e conservação da biodiversidade: Aprendizados nas unidades de conservação de uso sustentável na Amazônia. Brasília: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). 110 p. [Disponível em https://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/comunicacao/publicacoes…, com última consulta em 2020 jun. 07.]
Bishop, K.; Dudley, D.; Phillips, A. & Stolton, S. 2004. Speaking a Common Language; the uses and performance of the IUCN System of Management Categories for Protected Areas. Cardiff University, International Union for Conservation of Nature (IUCN) and United Nations Environment Programme (UNEP), World Conservation Monitoring Centre (WCMC). 195 p. [Disponível em https://portals.iucn.org/library/sites/library/files/documents/2004-049….]
Borrini-Feyerabend, G. 1996. Collaborative management of protected areas; Tailoring the approach to the context. Gland, Switzerland: IUCN (International Union for Conservation of Nature).
Borrini-Feyerabend, G., N. Dudley, T. Jaeger, B. Lassen, N. Pathak Broome, A. Phillips e T. Sandwith. 2013. Governance of protected areas: from understanding to action. Best Practice Protected Area Guidelines Series No. 20, Gland, Switzerland: IUCN (International Union for Conservation of Nature). xvi + 124 pp. // 2014. Gobernanza de áreas protegidas: de la comprensión a la acción. N.º 20 de la Serie Directrices para buenas prácticas en áreas protegidas, Gland, Suiza: UICN (Unión Internacional por la Conservación de la Naturaleza). xvi + 123 pp. // 2017. Governança de Áreas Protegidas: da compreensão à ação. Série Diretrizes para melhores Práticas para Áreas Protegidas, nº 20, Gland, Suíça: UICN (Unión Internacional por la Conservación de la Naturaleza). xvi + 124 p. [Disponíveis em https://portals.iucn.org/library/sites/library/files/documents/PAG-020…, em https://portals.iucn.org/library/sites/library/files/documents/PAG-020-…, e em https://portals.iucn.org/library/sites/library/files/documents/PAG-020-….]
Brasil (MMA). 2006b. Plano Nacional das Áreas Protegidas (Pnap). Brasília, Ministério do Meio Ambiente (MMA). 44 p. [Disponível em https://www.mma.gov.br/estruturas/205/_arquivos/planonacionaareasproteg…, com última consulta em 2019 set. 30.]
CBD. 2010. COP 10 Decision X/2 (X/2. Strategic Plan for Biodiversity 2011-2020). Convention on Biological Diversity (CBD). (Aichi Targets.) [Disponível em https://www.cbd.int/decision/cop/?id=12268, com última consulta em 2020 mai. 14.]
CBD. 2012. Target 11 - Technical Rationale extended (provided in document COP/10/INF/12/Rev.1) // CDB. 2012. Meta 11. Fundamento técnico ampliado (documento COP/10/INF/12/Rev.1), em https://www.cbd.int/sp/targets/rationale/target-11/, de 2012 mai. 25 (com último acesso em 2020 jan. 03). Convention on Biological Diversity (CBD). // Convenio sobre la Diversidad Biológica (CDB).
CBD. s/d [2020], Article 2. Use of Terms, em https://www.cbd.int/kb/record/article/6872 e https://www.cbd.int/convention/articles/?a=cbd-02 (com última consulta em 2020 mai. 11). Convention on Biological Diversity (CBD). (A partir de UN, 1992.)
CDB. 2018. Decisión CBD/COP/DEC/14/8 – 14/8. Áreas protegidas y otras medidas eficaces de conservación basadas en áreas. Convenio sobre la Diversidad Biológica (CDB). // CBD. 2018. Decision CBD/COP/DEC/14/8 – 14/8. Protected areas and other effective area-based conservation measures. Convention on Biological Diversity (CBD). [Disponíveis em https://www.cbd.int/doc/decisions/cop-14/cop-14-dec-08-es.pdf e https://www.cbd.int/doc/decisions/cop-14/cop-14-dec-08-en.pdf, com última consulta em 2020 mai. 10.]
Dudley, N. (ed.) 2008. Guidelines for Applying Protected Area Management Categories. Gland: IUCN (International Union for Conservation of Nature). x + 86 p. // Dudley, N. (ed.) 2008. Directrices para la aplicación de las categorías de gestión de áreas protegidas. Gland: UICN (Unión Internacional por la Conservación de la Naturaleza). x + 96 p. [Disponíveis em https://cmsdata.iucn.org/downloads/guidelines_for_applying_protected_ar… e em https://portals.iucn.org/library/efiles/documents/PAPS-016-Es.pdf.]
Fernandes Pinto, É. & Irving, M.de A. 2017. Sítios naturais sagrados: valores ancestrais e novos desafios para as políticas de proteção da natureza, Desenvolv. e Meio Ambiente (DeMA), v. 40, pp. 275-296. [Disponível a partir de https://revistas.ufpr.br/made/article/view/47843, com última consulta em 2020 mai. 11.]
Ferreira, M.N.; Nahur, A.; França, F.; Barroso, M.; Valdujo; P.; Costa, G.; Catapan, M.; Drummond, M.A.; Onaga, C.; Shimabukuro, M.T.; Vasquez, R.; Maretti, C.C.; Araújo, M.; Leite, D.; Pinto, R.; Quinhões, T. et alii. 2015. ARPA – Making the difference on Amazon conservation (2nd ed.). WWF-Brazil (Amazon Region Protected Areas Programme (ARPA), WWF-Brazil, Brazilian Ministry of Environment, ICMBio, State Governments of Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Pará and Tocantins, FUNBIO, GEF, World Bank, KfW, GTZ, and BNDES). 189 p.(2ª edição, com conteúdo novo, revisado e atualizado, em 4 livretos: 34, 39, 68 e 48 p.) [Disponível em https://www.researchgate.net/publication/341990904_ARPA_-_Making_the_di….]
Fontoura, A.G. da C.; Guerra, M.F.; Alvite, C.M. de C.; Santos, B. De V.S.; Souza, T. do V.S.B. & Pelles, J. 2019. Turismo de base comunitária em unidades de conservação federais: caderno de experiências. Brasília: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). 172 p. [Disponível em https://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/comunicacao/downloads/t…, com última consulta em 2020 jun. 07.]
Funtowicz, S. & Ravetz, J. 1994. Uncertainty, complexity and post-normal science. Environmental Toxicology and Chemistry, vol. 13, No. 12, pp. 1881-1885.
Graham, J.; Amos, B. & Plumptre, T. 2003. Governance principles for protected areas in the 21st Century. Institute On Governance. viii + 40 p. (Prepared for The Fifth World Parks Congress, Durban, South Africa. In collaboration with Parks Canada and Canadian International Development Agency.) [Disponível em https://www.files.ethz.ch/isn/122197/pa_governance2.pdf, com última consulta em 2020 maio 21.]
ICMBio. 2017b. Iniciativas de inclusão produtiva e gestão participativa de unidades de conservação dos ambientes marinhos e costeiros do Brasil. Brasília: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). 120 p. [Disponível em https://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/quem-e-quem/livro_incia…, com última consulta em 2020 jun. 07.]
ICMBio. 2017d. Diretor do ICMBio propõe “conservação colaborativa”; Em encontro internacional sobre meio ambiente no Senado, Claudio Maretti diz que não há saída melhor para avançar na gestão das UCs do que fazer parcerias com a sociedade, em https://www.icmbio.gov.br/portal/ultimas-noticias/20-geral/8937-diretor…-, de 2017 maio 23 (com última consulta em 2020 jun. 07) . Brasília: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Jacobi, P.R.; Granja, S.I.B. & Franco, M.I. 2006. Aprendizagem social; práticas educativas e participação da sociedade civil como estratégias de aprimoramento para a gestão compartilhada em bacias hidrográficas. São Paulo em Perspectiva, v. 20, n. 2, pp. 5-18. [Disponível em http://produtos.seade.gov.br/produtos/spp/v20n02/v20n02_01.pdf, com última consulta em 2020 abr. 01.]
Jacobi, P.R.; Toledo, R.F.de & Giatti, L.L. (org.). 2019a. Ciência Pós-normal: ampliando o diálogo com a sociedade diante das crises ambientais contemporâneas. São Paulo: Faculdade de Saúde Pública, USP. 168 p.
Jeanrenaud, S. 2002. People-Oriented Approaches in Global Conservation: Is the Leopard Changing its Spots? London: International Institute for Environment and Development (IIED) and Brighton: Institute for Development Studies (IDS). [Disponível em https://pubs.iied.org/pdfs/9134IIED.pdf.]
Maretti, C. C. 2019. Valores culturais e conservação colaborativa (inclusive perspectivas pessoais e internacionais) [versão 2.8, de 2019 jul. 06]. Seminário “Valores Culturais da Natureza: Novos Desafios para Políticas Públicas de Conservação”, por ICMBio, 02-03 de julho de 2019. [Disponível em https://www.researchgate.net/publication/334279544_Valores_culturais_e_…, com consulta em 2019 out. 22.]
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Programa

09/11 – Conceitos sobre transgressão psíquica e social fundamentos nas pesquisas psicolinguísticas; análise das concepções de identidade e ideologia de acordo com a perspectiva social.
16/11 – Recepção cerebral à linguagem e comportamento cognitivo humano
23/11 – Apresentação histórica de personalidades transgressoras e suas influências socioculturais
30/11 – Produções ficcionais: análise

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